Ministério da Saúde
lança o cartão SUS
Hospitais e postos facilitam
o
atendimento aos pacientes
Brasília - O Ministério da Saúde lança em
março o projeto do cartão SUS, pelo qual serão identificadas
as pessoas que recorrem ao atendimento da rede pública de assistência
médica. Com ele, os hospitais e postos podem facilitar a vida do
paciente, informatizando os prontuários médicos ou os pontos
de distribuição de medicamentos.
Para o cartão ser adotado nos municípios é necessário
que cada prefeitura se inscreva no projeto. A expectativa é de que
em dois anos o novo sistema esteja funcionando. "Estamos regulamentando
uma prática que vem sendo adotada de forma diferente por vários
municípios", disse o secretário de Assistência
à Saúde do ministério, Antônio Werneck.
De acordo com Werneck, o cartão SUS, aliado a um sistema simples
de informática, poderá garantir, por exemplo, que o histórico
médico do paciente seja acessível em qualquer das unidades
que prestam serviços de saúde em um município. A partir
de um banco de dados seria possível acompanhar a situação
epidemiológica da população.
O secretário observou que o cartão SUS terá maior
importância ainda no futuro, quando todos os recursos federais de
assistência médica forem repassados pelo critério do
número de habitantes. Nesses casos, um município poderá
cobrar pela internação de um doente da localidade vizinha,
por exemplo. Essa cobrança de serviços entre municípios
já pode ser feita entre as prefeituras que trabalham de forma consorciada.
PROJETOS-PILOTO
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal já está
implantando o cartão no Programa Saúde da Família.
Em Niterói (RJ), o secretário de Saúde, Gilson Cantarino,
informa que iniciará em 40 dias o censo dos usuários do SUS,
iniciativa essencial para usar o cartão. "Vamos ter a garantia
da qualidade dos dados sobre os atendimentos feitos", acredita Cantarino.
Os dois municípios estão servindo como projetos-piloto
para o Ministério da Saúde, mas o diretor do Departamento
de Informática do SUS, Ernani Bandarra, já tem o padrão
do cartão SUS. Ele terá na frente o símbolo do SUS,
com espaço ao lado para identificação da prefeitura.
Serão considerados dados obrigatórios o nome do paciente,
número do cartão SUS, data de nascimento, sexo, nome completo
da mãe e naturalidade. As informações pessoais também
serão impressas em código de barra.
O custo do cartão será de R$ 1,00 por habitante, segundo
Bandarra. Até a última sexta-feira, o Ministério da
Saúde ainda não havia decidido se as prefeituras arcarão
sozinhas com as despesas ou se o governo federal vai participar do pagamento.
Líderes querem Brizola
candidato à Presidência
Rio - O ex-governador do Rio, Leonel Brizola (PDT), está sofrendo
pressões dos líderes do seu partido para que desista do acordo
com o PT de ser vice da chapa encabeçada por Luiz Inácio
Lula da Silva e se lance candidato à Presidência ou ao
Senado. Na avaliação dos pedetistas, entre os quais o candidato
ao governo de São Paulo, Francisco Rossi, Brizola ainda tem vitalidade
e no cenário político não pode atuar como mero coadjuvante
porque enfraqueceria os candidatos do partido.
O líder do PDT na Câmara, deputado Miro Teixeira (RJ),
disse ontem que as pressões ganharam força principalmente
em quatro Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e
Maranhão. "O Brizola no Senado pode contribuir muito mais no
projeto de união das forças populares", avaliou Teixeira,
embora ele ache que Brizola está convencido a ser vice do Lula por
considerar importante para o projeto de união das forças populares.
De acordo com Teixeira, o que mais tem reclamado da condição
de Brizola ser vice é Francisco Rossi, candidato ao governo paulista.
Rio - A apresentadora de programa infantil Xuxa (Maria das Graças
Meneghel), será mãe de uma menina, que nascerá no
próximo mês de agosto. A criança se chamará
Sasha Meneghel Szafir.
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Governo articula
novo imposto
Brasília - A nova sessão legislativa, que será
aberta hoje à tarde para dar início aos trabalhos ordinários
do Congresso, traz à ordem do dia mais uma polêmica além
da reforma da Previdência: o novo imposto sobre combustíveis.
Os setores do governo empenhados em aprová-lo já acertaram
com os líderes aliados na Câmara a estratégia ideal
para liquidar a missão o mais rapidamente possível. A idéia
é votar a proposta no rastro da mobilização dos governistas
para garantir a manutenção do texto global da reforma da Previdência.
A criação do imposto interessa sobretudo ao governo e
ao PMDB do ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, que já se movimenta
para manter o ministério sob seu comando num eventual segundo mandato
do presidente Fernando Henrique Cardoso. A proposta permitirá a formação
do Fundo Nacional de Transportes para financiar a conservação
e manutenção dos 55 mil quilômetros de rodovias federais
e os cálculos iniciais apontam para uma receita anual de R$ 1 bilhão.
Os governistas querem aproveitar os próximos 15 dias para articular
a aprovação da emenda. Tanto a Câmara como o Senado
decidiram que este período será reservado a debates. Deputados
e senadores só recomeçam as votações em 3 de
março.
Jorgina
Segurança é reforçada
Rio - O comandante da Companhia Especial de Trânsito da PM (Ceptran),
major Antônio Germano, admitiu ontem temer uma fuga da fraudadora
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Jorgina Maria de Freitas Fernandes,
presa na unidade desde a madrugada de sábado. Germano determinou
que a segurança na Ceptran fosse reforçada e afirmou que no
local há armas pesadas, além de limitar as visitas. "Quem
tentar fugir daqui vai ser ferido ou morto", afirmou. Jorgina deverá
ser apresentada hoje ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador
Thiago Ribas Filho.
A possibilidade de plano de fuga para a fraudadora começou a
ser considerada pela polícia da Costa Rica e pela Polícia
Federal brasileira antes mesmo de Jorgina chegar ao País. "A
gente não pode descartar essa possibilidade e já avisei aos
oficiais de que, se ela fugir, vou prender todo mundo e processar por facilitação
de fuga, ainda que culposa", disse o major. Germano disse que a fraudadora
está no quartel provisoriamente. "Estamos aguardando ordem judicial
para que ela siga para o presídio."
Acusada de desviar US$ 112 milhões da Previdência Social,
Jorgina está em um alojamento feminino, com banheiro, mas sem televisão,
destinado a oficiais da PM. Com ela estão outras duas fraudadoras
do INSS: as também advogadas Cláudia Bouças e Lúcia
Pisani. Cláudia é mulher de Ílson Escóssia da
Veiga, acusado de desviar da Previdência US$ 359 milhões. |