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Proposta de reforma tributária foi apresentada
pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro
Parente
Arquivo AN
Reforma tributária fica para 1999
Campanha eleitoral vai dificultar
apresentação
Brasília - Dificilmente o governo vai conseguir retomar ainda
este ano, mesmo após as eleições, as discussões
em torno da reforma tributária. A proximidade da campanha eleitoral
tem sido apontada pelo próprio governo como a principal causa para
a demora na apresentação formal da proposta de reforma tributária
ao Congresso.
"Não adianta o governo mandar uma proposta para o Congresso
e ela ficar parada", já admitiu o ministro chefe da Casa Civil,
Clóvis Carvalho. O texto contendo as idéias básicas
de um novo modelo tributário para o País foi apresentado em
setembro do ano passado pelo secretário-executivo do ministério
da Fazenda, Pedro Parente.
O governo trabalhava com a expectativa de que em 30 de abril poderia
encaminhar a proposta de emenda constitucional ao Congresso, mas foi atropelado,
também, pela resistência dos governos estaduais. As resistências
à proposta do governo por parte dos secretários estaduais
de Fazenda são enormes. "As estimativas sobre arrecadação
não são confiáveis. O texto básico dos estudos
do governo não foi submetido a uma discussão mais ampla",
disse o secretário de Fazenda do Distrito Federal, Mário Tinoco.
Clima
"E tampouco existe mais o clima de parceria entre governos estaduais
e União que viabilizaria a implantação da reforma",
acrescentou. "São Paulo se recusa a participar da discussão
nas bases que vem sendo proposta pelo governo Federal", completa o
coordenador da área tributária da Secretaria de Fazenda de
São Paulo, Clóvis Pazzarini.
Lei Kandir dificulta negociações
Brasília O secretário de Fazenda do Distrito Federal,
Mário Tinoco, não há clima para que a reforma tributária
venha a debate, principalmente depois do que aconteceu na implantação
da chamada Lei Kandir, que desonerou as exportações e bens
de capital do Imposto sob Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS). "As perdas dos Estados foram subestimadas e o governo se recusou
a revê-las, alegando que os cálculos foram feitos em conjunto",
conta o secretário do DF. Com isso, avalia o secretário do
DF, todo o esforço feito pelos Estados para aumentar a arrecadação
acabou sendo anulado pelas perdas causadas pela Lei Kandir.
O mais grave, na sua avaliação, é que os Estados
não acreditam mais em fundos de compensação que venham
a ser propostos pelo governo federal. Na proposta de reforma tributária,
o governo garante que os estados que serão compensados de eventuais
perdas. Tinoco, no entanto, reage e lembra que, apesar das promessas de
restituição das perdas promovidos pela Lei Kandir, no Distrito
Federal a arrecadação de cerca de R$ 170 milhões mensais
para uma faixa entre R$ 110 milhões a R$ 100 milhões. Em São
Paulo, segundo Panzarini, a perda está estimada para este ano em
R$ 1,3 bilhão.
Os secretários e economistas também se ressentem da falta
de debate em torno da proposta. "Não entendi por que o assunto
não veio a debate. A reforma tributária é um assunto
sério demais para ser discutido apenas pelos fiscalistas", critica
a professora Maria Helena Zockun, da Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP).
Ela foi uma das economistas que participou da simulação sobre
as alíquotas e efeitos na arrecadação da proposta do
Ministério da Fazenda.
Estados perdem receita
com projeto de reforma
Compensação
pode ser feita com repasse de recursos
Brasília - A proposta de reforma tributária do governo,
ainda em fase de discussão, trará mesmo perda de receita própria
para os Estados e municípios. Esta perda, porém, será
compensada integralmente pela União com os recursos obtidos com a
cobrança do Imposto seletivo, o "excise tax". Essa foi
a conclusão do trabalho que a Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe) sobre
a proposta preliminar de reforma tributária elaborado pelo ministério
da Fazenda.
A proposta foi preparada a pedido da Receita Federal, com as simulações
sobre alíquotas e impactos na arrecadação da proposta
cujo texto básico foi apresentado em setembro do ano passado ao Congresso
pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro
Parente.
As projeções da Fipe mostram que será possível
uma arrecadação para o Imposto seletivo de R$ 19,987 bilhões.
A idéia é que este dinheiro seja repassado automaticamente
aos Estados, o que afastaria a idéia de um fundo e de possíveis
contingenciamentos e bloqueios, explicou a professora Maria Helena Zockun,
da Fipe, que participou do trabalho encomendado pela Receita. A receita
do "excise tax" seria obtida com a cobrança de alíquotas
de 250% sobre fumo, 40% sobre bebidas alcoólicas, 15% sobre automóveis,
ônibus e caminhões, e 20% sobre combustíveis, energia
elétrica e telecomunicações.
A Fipe sugeriu seis cenários com alíquotas variadas para
o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e para o Imposto sobre Vendas a Varejo
(IVV) dos Estados e dos municípios. Para a professora, a alternativa
mais viável é a que prevê alíquotas de 4% para
o IVA, 6,4% para o IVV estadual e 5,3% para o IVV municipal. Zockun disse
que foi surpreendida com as críticas que vêm sendo feitas ao
trabalho da Fipe. Segundo ela, a intenção do governo foi ampliar
a base tributária, com a cobrança de impostos sobre atividades
que não eram tributadas. Essa foi a razão, segundo suas explicações,
da inclusão na base de consumo itens como aluguéis .
Em relação à redução da receita própria
dos Estados, Zockun disse que os governos estaduais que não se conformarem
em passar a receber uma parcela maior de recursos da União poderão
optar por uma outra alternativa: basta elevar a alíquota do IVV.
A idéia é que uma lei complementar defina o piso e o teto
para a definição das alíquotas do IVV. Caberá
aos Estados definir a alíquota que consenarem mais conveniente.
A professora contestou também a reclamação de que
varejo não produz arrecadação. "Estão olhando
a proposta tendo como base um sistema antiquado", disse. Ela lembrou
que no Distrito Federal grande parte dos estabelecimentos varejistas já
utilizam máquinas registradoras que definem automaticamente a parcela
de dinheiro que deve ser recolhida a título de imposto. Pelos cálculos
da Fipe, São Paulo, cuja arrecadação de ICMS era em
1996 de R$ 23,389 bilhões, passará, com a proposta, a ter
um bolo de R$ 24,757 bilhões, dos quais, R$ 4,905 bilhões
representariam os repasses da União.
Maiores empresas aumentam vendas
As 18 mais importantes firmas
de Santa Catarina faturaram US$ 8,2 bilhões. Ceval lidera ranking
Claudio Loetz
Joinville - Santa Catarina perdeu representatividade entre as 500 maiores
empresas privadas brasileiras, conforme apurou a publicação
Maiores e Melhores/Exame, com dados de balanço de 1997, em comparação
com os demonstrativos do ano anterior. São 18 as empresas com sede
no Estado listadas; representam 3,5% do total. No ano anterior eram 19 as
catarinenses. No entanto, as vendas globais cresceram. Passaram de US$ 7,9
bilhões para US$ 8,2 bilhões.
Quatro das grandes empresas catarinenses - Ceval, Teka, Artex e Crecrisa
- tiveram prejuízos, que somados, alcançam a cifra de US$
351,1 milhões. Os lucros das outras 14 totalizam US$ 193,8 milhões.
Do conjunto das empresas que constam da publicação este
ano, quatro pertencem aos setores de alimentos e de material de construção.
Três delas se enquadram no segmento de confecções e
têxtil, duas outras no ramo mecânico e as demais atuam nos setores
de papel e celulose, metalurgia, comércio varejista, comércio
atacadista, e autoindústria.
Duas empresas do ramo têxtil e de confecções - Marisol
e Döhler - saíram do rol das 500 maiores do País. Em
compensação, a Busscar, de Joinville, fabricante de carrocerias
para ônibus, integra pela primeira vez a relação das
mais importantes firmas nacionais de capital particular.
As duas maiores empresas privadas com sede no Estado continuam sendo
a Ceval e a Sadia Concórdia, ambas do setor de alimentos. A Ceval
é líder. Surge na 26ª posição do ranking.
Faturou em 97 US$ 2,01 bilhões, com crescimento de vendas de 9,1%.
No entanto, apresenta prejuízo recorde: US$ 311,2 milhões,
com rentabilidade do patrimônio negativa de 32,6%. O endividamento
geral da Ceval alcança a 69,3%. Tem 14.020 funcionários.
A Sadia vendeu US$ 1,56 bilhão e conseguiu crescer 3,8% nesse
ítem. O lucro líquido atingiu os US$ 27,2 milhões,
com rentabilidade do patrimônio de 4,6%. Emprega 18.093 trabalhadores
e o endividamento é de 56,7%.
A Eliane, do setor de material de construção, obteve o
maior crescimento de vendas: espantosos 60,3% de um ano para outro. A Aurora
(+ 20,5%) e Fundição Tupy (+ 19,5%), também tiveram
desempenho extraordinário neste quesito.(A mediana, que inclui 70
empresas, é 5,2%).
Telesc é melhor em rentabilidade
Com a inclusão das estatais Eletrosul, Celesc e Telesc na lista
para análise, as três aparecem em terceiro, quarto e quinto
lugares no aspecto receita operacional bruta. A Telesc é a melhor
do Estado em rentabilidade. O retorno sobre o investimento obtido no ano
é de 14,2%, seguido pela Tigre, com 14,0%. (A mediana, reunindo 63
empresas, é 4,9%).
Igualmente excelente é o desempenho da Telesc, quando se mede
a riqueza gerada por empregado: US$ 223.342 em 97. O valor é quase
oito vezes superior à mediana (US$ 30.064), calculada a partir de
57 empresas. Eletrosul e Celesc surgem em segundo e terceiro lugar.
A empresa catarinense mais tranqüila para honrar seus compromissos
é a joinvilense Tigre. O índice de liquidez é de 3,60,
indicando que dispõe de R$ 3,60 realizáveis para cada real
de dívida no curto prazo. Embraco é a segunda, com índice
de 2,11.
A expectativa é de que a partir de 1999, os investimentos estrangeiros
possam mudar um pouco a face da economia barriga-verde, bastante centrada
em indústrias nascidas na própria terra.
A venda da Chapecó Alimentos e de parte da Ceval para multinacionais,
e a presença da Igaras, de capital norte-americano e brasileiro,
sugerem a idéia de que o capitalismo em solo catarinense tende a
se fazer, cada vez mais com recursos externos.
Despesas com juros aumentam déficit
Tendência é
de déficit superior a 6% do PIB, alerta Veloso
Brasília- A festa política que o governo está fazendo
para comemorar o quarto aniversário do Plano Real reacendeu o debate
sobre a deterioração das contas do setor público, cuja
tendência é repetir neste ano o déficit nominal superior
a 6% do PIB, resultado que em 1997 aumentou as incertezas sobre o grau de
segurança da trajetória em que se encontra a estabilização
brasileira.
Em relação a reversão dessa tendência, não
há nada que as autoridades econômicas possam fazer, segundo
afirma o economista Raul Veloso, um dos maiores especialistas do País
no assunto. De acordo com ele, a perspectiva de reprise do déficit
fiscal "está sendo comandada pelo aumento da despesa do governo
com os juros da sua dívida".
Essa avaliação não significa, necessariamente, a
existência de uma má notícia para o Plano Real, mesmo
quando associada à percepção de aumento generalizado
de gastos em virtude do processo eleitoral. A impressão de descontrole
das despesas é falsa, diz ele, embora a sua difusão revele
a persistência das dificuldades do governo em promover uma política
de comunicação minimamente eficaz.
Os compromissos assumidos pelas autoridades econômicas para aprovar
no Congresso o pacote de medidas de contenção fiscal, adotado
em novembro do ano passado para enfrentar o impacto da crise asiática,
geraram expectativas de melhora expressiva do déficit público,
considerado unanimente como a fragilidade número um do Plano Real.
As autoridades econômicas pretendiam reduzir despesas e aumentar a
arrecadação em volume suficiente para obter recursos adicionais
bem superiores aos gastos que o dramático aumento da taxa de juros
provocaria. Essas expectativas foram reforçadas com o anúncio
posterior de um corte de 12% na execução do orçamento
federal.
O quadro de otimismo, no entanto, começou a se desfazer diante
dos frustrantes resultados fiscais alcançados nos primeiros meses
do ano e, segundo Veloso, se transformou em apreensão quando o governo
suspendeu o corte no orçamento dos ministérios e passou a
dar visibilidade, através de forte campanha publicitária,
sobretudo ao financiamento das suas políticas e ações
na área social.
O cenário continuou a se deteriorar com a decisão, anunciada
terça-feira pelo presidente Fernando Henrique, que estendeu a todos
os servidores civis da União o reajuste salarial de 28,86%, concedido
aos servidores militares em janeiro de 1993, e que sentença final
do Supremo Tribunal Federal considerou um direito isonômico também
dos funcionáios civis.
"Difundiu-se, de fato, a impressão de que os resultados fiscais
poderiam estar fugindo completamente ao controle", observa o economista,
lembrando que alguns analistas e agentes econômicos passaram a discutir
a hipótese de um déficit nominal neste ano superior a 7% do
PIB, o que, nesse caso, aumentariam substancialmente as probabilidades de
mudanças nas políticas monetária e cambial, variáveis
básicas do programa de estabilização.
Situação é previsível
com orgia de gastança
Veloso afirma, todavia, que, a despeito do quadro desanimador em matéria
fiscal e da impressão de que as necessidades eleitorais inauguraram
"uma orgia de gastança", na verdade o que está ocorrendo
era perfeitamente previsível. "Seria um equívoco imaginar",
observa ele, "que a mera visibilidade de gastos já programados
significa que as contas públicas estão fora de controle".
O economista Raul Veloso trabalha com duas projeções do déficit
nominal para o ano.
Na projeção que ele chama de otimista, os ganhos líquidos
do pacote fiscal na área não-financeira contrabalançam
a despesa com a elevação dos juros e produzem os mesmos 6,1%
do ano passado. Na outra projeção, mais pessimista, o déficit
aumentaria no máximo para 6,7% do PIB, em consequência de eventual
aumento dos gastos dos Estados e municípios e das empresas estatais,
sobre cuja atuação as autoridades federais têm pouca
influência.
Prognóstico
A confirmação desses prognósticos dependerá,
obviamente, de que a economia do País não seja abalada outra
vez por crises internacioanais, como a que atingiu os mercados da ásia,
e de preservação da trajetória em que se encontra o
programa de estabilização. Veloso considera, em sua análise,
que o governo manterá a política em curso de redução
das taxas de juros e não descarta a hipótese de uma taxa básica
de 18% já a partir de setembro ou outubro, uma queda de três
pontos em diante do atual patamar.
O argumento que sustenta essa previsão é o seguinte: para
uma taxa de juros média de 23% ao ano, indicada pelas taxas praticadas
desde janeiro, e mesmo supondo-se que as privatizações gerem
recursos apreciáveis para abatimento da dívida interna, a
despesa global de juros nominais deverá passar dos 5,2% do PIB registrados
em 1997 para algo em torno de 5,9%. É esse aumento nominal de 0,7%
que terá de ser compensado pelo corte das depesas não-financeiras
ou por um aumento da arrecadação, o que não vem ocorrendo
do modo esperado.
A política monetária é, portanto, a variável
que ainda pode ser alterada para ter impacto sobre o atual exercício.
Veloso acredita que o governo tentará por todos os meios melhorar
o seu resultado fiscal e, nesse caso, não lhe restará outra
alternativa a não ser reduzir suas despesas.
Demissões são
recorde desde janeiro de 97
A maior variação negativa do ano no nível de emprego
em Joinville ocorreu em maio, com queda de 0,58%, em relação
ao mês anterior. Isso significa o fechamento de 268 postos de trabalho.
Com relação a maio de 1997, a redução no número
de vagas foi de 5,66%, o que representa menos 2.767 empregos.
Segundo a pesquisa mensal de nível de emprego da Associação
Comercial e Industrial de Joinville (Acij), este é pior índice
desde janeiro do ano passado, quando a redução em relação
ao mês anterior foi de 1,44%. A pesquisa da Acij, abrange o universo
de 180 empresas associadas. Cerca de 85% da amostra refere-se ao setor industrial.
A indústria apresentou em maio uma redução de 0,51%
no número de empregos, em relação a abril. Em comparação
com maio de 1997, foram diminuídos 6,48% dos postos de trabalho.
Os segmentos industriais que mais demitiram foram metalurgia, mecânica
e alimentos e bebidas, em maio, com relação a abril. Os segmentos
da construção civil e têxtil admitiram mais do que demitiram.
Serviços e comércio tiveam desempenho menos ruim. |
A peça teatral "Amor por Anexins", produzida
por grupo joinvilense foi enquadrada na lei e pode receber recursos
MP incentiva financiamento à arte
Lei Rounet viabiliza dedução
integral do imposto de renda no do valor aplicado
Adriana Zoch
Joinville - A peça teatral "Amor por Anexins", produzida
pela Dionísos Teatro e Eventos e o Grupo Arlequim, acaba de ser enquadrada
na Lei Rouanet, a lei de incentivo fiscal à cultura. O enquadramento
autoriza os produtores a captar recursos junto a empresas ou pessoas físicas
para financiar projetos culturais, com dedução no Imposto
de Renda (IR). É o segundo espetáculo de Joinville a ser enquadrado
na Lei Rouanet, em vigor no País desde 91. O orçamento da
peça é de R$ 25,6 mil, dividido em quatro cotas e prevê
divulgação da logomarca do patrocinador na mídia, principalmente,
durante a temporada deste ano.
A medida provisória 1.611, de dezembro do ano passado, ampliou
o incentivo da Lei Rouanet e passou a admitir a dedução de
100% no IR do valor financiado pelo patrocinador, desde que não ultrapasse
5% do imposto devido. Antes, o abatimento máximo era de 70%.
O aspecto atrativo nesta dedução é que a lei permite
lançar o recurso aplicado em cultura como custo operacional, reduzindo
o tributável com a diminuição dos valores da Contribuição
Social e do IR.
O benefício previsto na MP contempla projetos culturais em artes
cênicas, livros de valor artístico, literário ou humanístico,
espetáculos de música erudita e instrumental, circulação
e exposições de artes plásticas e doações
de acervos para bibliotecas públicas.
A peça "Amor por Anexis", do dramaturgo Arthur de Azevedo,
é um espetáculo móvel que estreou no ano passado e
seu projeto foi o primeiro aprovado na íntegra pela Comissão
Nacional de Cultura (CNIC), órgão do Ministério da
Cultura (Minc). Foram 40 apresentações gratuitas para o público
em 97, em praças, instituições de ensino, shoppings,
empresas e salões paroquiais. "Essa característica do
espetáculo permite a popularização do teatro e pede
pouco espaço cênico", explica o diretor da peça,
Silvestre Ferreira e sócio da Dionisos.
Silvestre é o mesmo diretor que conseguiu o primeiro enquadramento
na Lei Rouanet de um trabalho artístico feito em Joinville, a peça
teatral "O Auto da Compadecida", do grupo Bytes e Parafusos, da
Escola Técnica Tupy (ETT).
Segundo ele, a produção já fez contatos com executivos
de algumas empresas locais, mas poucos tinham conhecimento da MP 1.611.
"Os empresários também não conseguem ainda
perceber o alcance do ganho ao investir em espetáculos como este.
O custo para ele, com a dedução, é zero. E o retorno
é grande, com a logomarca acompahando o tempo todo a peça
e em cartazes, folders e na mídia", argumenta o diretor.
Athletic Way destina R$ 18 mil
O projeto do "Auto da Compadecida" é financiado pela
Athletic Way, indústria de equipamentos de ginástica e fisioterapia.
A empresa destinou ao projeto cerca de R$ 18 mil para as temporadas de 97
e de 98. Como o projeto é anterior à MP 1.611, a dedução
do investimento no Imposto de Renda deverá ser no máximo de
70%.
O diretor da Athletic Way, Jaime Grasso, garante que o investimento vale
a pena para as empresas. "É uma forma consistente e não-convencional
de mostrar a marca do produto, de colocar a marca em evidência a um
público maior. Decidi aproveitar esse nicho", justifica o empresário.
Para Grasso, a arte deve prevalecer como um dos mais importantes aspectos
para o executivo do futuro. "Na formação, não
basta apenas conhecer as regras da administração do negócio
para ser competitivo. É preciso criatividade nas soluções.
É um desafio maior do que fórmulas e teorias. E as artes aumentam
a qualidade cultural dos funcionários".
Empresários desconhecem como podem usar
a lei
Joinville - A professora e historiadora Raquel S.Thiago, assessora em
marketing cultural pela Oficina da Memória, acredita que Joinville
tem um bom potencial para crescer em tirar proveito da Lei Rouanet. Mas,
segundo ela, há muita desinformação sobre o assunto.
"É muito comum entre os funcionários das empresas
para quem apresentamos o projeto confundir as propostas com filantropia.
Mas o que pleiteamos não é ajuda financeira. O negócio
é investimento em marketing cultural".
A historiadora diz que o empresariado ainda não se familiarizou
com a Lei Rouanet. "Não há rejeição, mas
desconhecimento, principalmente entre os contadores das empresas",
lamenta. Por este motivo, Raquel planeja intensificar a divulgação
das informações sobre a lei.(AZ).
Frio intensifica produção de têxteis
Temperaturas baixas aumentam
procura por roupas de cama e edredons
Ula Weiss
Blumenau A queda da temperatura nas últimas semanas intensificou
o ritmo de produção nas fábricas de roupas de cama
e edredons do Vale do Itajaí. Em Brusque, a Hita Acolchoados, com
15 anos de mercado, o sócio-gerente Jaison de Oliveira informa que
comparando as vendas com o inverno do ano passado, a demanda cresceu mais
de 20% e os pedidos continuam a chegar.
Tudo para atender um movimento crescente no varejo, atestado pela assessora
de marketing da Havan, Andréia Sapata. A loja, que recebe diariamente
cerca de 5.000 clientes, registrou vendas 60% maiores de cobertores e edredons.
O número de peças comercializadas não é revelado
por Andréia, mas ela garante que são milhares, numa demanda
favorecida também pelos preços acessíveis. Numa promoção
feita em junho, os consumidores encontraram na Havan edredons de casal por
R$ 18,99.
Esse nicho tem se mostrado tão significativo que a Karsten - depois
de 116 anos fabricando felpudos, tecidos para decoração e
roupas de cama - incluiu também os edredons na sua linha de produtos.
Nélson Teixeira, gerente de marketing da indústria blumenauense,
explica que o estímulo veio de um grande concorrente, que retirou
da sua coleção de licenciados os edredons infantis e infanto-
juvenis. "Estamos apostando no vazio deixado no mercado."
Karsten
Os edredons da Karsten são estampados com personagens da Warner
e estão sendo oferecidos ao varejo desde junho. Mas isso é
só o começo. A indústria quer dominar o know how nesse
tipo de artigo. Já no próximo ano, anuncia Teixeira, "deveremos
lançar os edredons de casal". Para tanto, vai ter que investir
na compra de máquinas para trabalhar peças com essa largura.
Esse otimismo com o produto, acrescenta o gerente, se deve não
só à evolução da comercialização
em períodos sazonais, como o inverno. "O Brasil consome edredons
o ano inteiro, inclusive no Norte e Nordeste, já que existe o hábito
de usá-los como colcha".
Emprego 1 - O posto do Sine de São
Bento do Sul, obteve no primeiro trimestre deste ano um dos melhores desempenhos
de Santa Catarina, ficando com a 8º colocação. Foram
255 trabalhadores empregados.
Emprego 2 - Segundo a secretaria de Desenvolvimento
Econômico, o incremento deve-se à parceria com o Sin, contando
com o apoio da Prefeitura para amenizar a problemática do desemprego.
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Como obter retorno para
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