Desempenho

Motor de 1.6 litro e 16 válvulas desenvolve 95,9 cv. Perua chega
à máxima de 167 km/h e faz zero a 100 km/h em 12,5 s
Foto divulgação
Suzuki
Espaço interno e bom
pacote de opcionais são destaque da perua, que já representa
23% das vendas da empresa no mercado interno
Luiz Arthur Peres
Especial para AN Veículos
A Suzuki ganhou mercado e fama no Brasil com sua linha de jipes e pelo
compacto Swift. Mais recentemente, a marca japonesa passou a comercializar
no País os modelos Baleno hatchback e sedã. Desde seu lançamento,
estas duas versões registraram vendas modestas, mas indicativas de
que a Suzuki estava no caminho certo ao ampliar o leque de produtos. Mas
somente com a chegada da Baleno wagon esse ano, no final de janeiro, a montadora
confirmou a expectativa. Em apenas cinco meses de mercado, a perua tornou
a linha Baleno a segunda mais vendida da marca no Brasil. No primeiro semestre,
309 unidades do Baleno wagon foram colocadas no mercado, 23% do total de
carros vendidos pela fábrica nipônica no período. E
a Suzuki está ainda mais otimista com as perspectivas para o segundo
semestre. A meta é vender mais 600 peruas até dezembro.
O sucesso inicial de vendas pode ser atribuído à interessante
relação custo/benefício do modelo. A wagon custa US$
26.100,00 (com câmbio mecânico) e US$ 2.000,00 a mais com transmissão
automática. Ela vem equipada, de fábrica, com itens importantes
de segurança e conforto, como ar-condicionado, airbag duplo, direção
hidráulica, CD player de painel, trio elétrico, brake light,
barras de proteção nas portas, regulagem de altura do volante,
cintos dianteiros e do banco do motorista e bagageiro no teto.
Os únicos itens opcionais do modelo são a transmissão
automática não oferecida por peruas médias nacionais
e o alarme com controle remoto. Inexplicavelmente, o carro não
possui freios ABS nem como opcional - item disponível para algumas
peruas nacionais.
O motor também deixa a Suzuki Baleno wagon um pouco para trás.
O propulsor 1.6 litro 16 válvulas da perua japonesa rende razoáveis
95,9 cavalos de potência máxima. Isso fica abaixo dos 98 cavalos
gerados pelo propulsor da Parati 1.8, dos 106 cavalos do Palio Weekend 16
V, dos 102 cavalos do Corsa wagon e dos 115 cavalos do Escort SW.O porta-malas
também não chega a ser nenhuma maravilha, mas atende às
necessidades de quatro pessoas. Um atrativo extra da perua japonesa é
o espaço extra cheio de divisões sob o assoalho do porta-malas.
A Baleno transporta 365 litros de bagagens.
Econômica
A Suzuki Baleno wagon transporta cinco pessoas sem apertos, embora no
banco traseiro passageiros altos fiquem com a cabeça um tanto quanto
perto do teto. O espaço para as pernas, por outro lado, é
apropriado. O passageiro da frente também tem amplo espaço.
O motorista, por sua vez, tem à disposição um banco
confortável e encontra facilmente uma posição de dirigir
adequada. Esse conforto é reforçado pelo volante, que além
da boa empunhadura conta, assim como o próprio banco, com regulagem
de altura.
A dirigibilidade da perua japonesa destaca-se pelo conjunto. O câmbio
automático opcional, por exemplo, é bastante preciso. O escalonamento
privilegia o conforto em detrimento de uma performance mais ousada. A suspensão
mostra-se mais versátil. Absorve com eficiência as irregularidades
do solo e também é responsável pela surpreendente estabilidade
revelada pela Baleno wagon nas curvas. Subindo ou descendo uma serra, por
exemplo, a station não desgruda do chão e só revela
o limite de aderência além dos limites da prudência.
O modelo não mostra tendência a sair de traseira, como é
comum em peruas, e transmite muita segurança ao motorista.
O motor de 1.6 litro e 16 válvulas desenvolve 95,9 cv, o que não
chega a entusiasmar. Com ele, a perua chega à máxima de 167
km/h e faz zero a 100 km/h em 12,5 segundos. Por outro lado, o consumo médio
do modelo é surpreendentemente baixo: cumpriu a média de 13,5
km/l.
A motorização da Baleno wagon ainda revela uma qualidade
inesperada: praticamente não sofre da síndrome das 16 válvulas.
Ou seja, não apresenta um grande buraco na aceleração,
tão comum aos motores multiválvulas. Os freios da perua nipônica,
com discos ventilados na frente e tambores na traseira, também mostraram
eficiência. Mas não a ponto de dispensar ABS até mesmo
da lista de opcionais.
Ficha técnica - Baleno Wagon GLX
- Motor
1.590 cc, 4 cilindros em linha, 16 válvulas, injeção
multiponto. Potência de 95 cv a 6.000 rpm e torque de 13,7 kgf.m
a 3.000 rpm.
- Câmbio
Mecânico de cinco marchas ou automático de quatro velocidades.
- Freios
Dianteiro a disco ventilados; traseiros a tambor.
- Direção
Pinhão e cremalheira com assitência hidráulica.
- Suspensão
Dianteira independente do tipo McPherson; traseira do tipo Multilink com
braços transversais duplos e um longitudinal.
- Porta-malas
Capacidade de 375 a 1.377 litros.
- Dimensões
4,345 m de comprimento, 1,69 m de largura e 1,46 m de altura.
- Preço
US$ 26.100,00 (câmbio mecânico)
US$ 28.100,00 (automático).
VIGOR
Motor turbo-diesel MWM de 4.3 litros da F-1000 XLT garante 42 kgf.m de torque
a apenas 1.600 rpm e 135 cv a 2.600 rpm. Consumo médio estrada/urbano
é de 7,7 km/l
Foto divulgação
F-1000 XLT
Nascida para o trabalho pesado
Picape da Ford vence com
sobras percursos acidentados graças ao motor e à tração
4 X 4
Luiz Arthur Peres
Especial para o AN Veículos
A F-1000 XLT diesel passeia sozinha no mercado nacional. Ela é
a única grande picape comercializada no País com tração
4X4 - a arqui-rival Silverado só é vendida no Brasil na versão
4X2. Apesar de utilitários 4X4 andarem na moda ultimamente, a F-1000
tem uma proposta voltada para o trabalho em lugares de difícil acesso.
O tamanho, porém, a aproxima de um pequeno caminhão e dificulta
a utilização no dia-a-dia na grande cidade, além de
intimidar quem busca um carro com tração nas quatro rodas
para trilhas e passeios eventuais nos finais de semana. Por isso, é
mais adequada ao trabalho em áreas rurais de acesso precário.
Afinal de contas, a F-1000 carrega até 1.080 quilos e é impulsionada
pelo forte motor turbo-diesel MWM de 4.3 litros. São respeitáveis
42 kgf.m de torque a apenas 1.600 rpm e 135 cv a 2.600 giros. Mas o carro
vai a apenas 120 km/h. O perfil típico para o trabalho, porém,
não impede que a picape empreste status aos agroboys na vida noturna
interiorana ou em alguma feira agropecuária. Ainda mais pela bela
apresentação que tem. Na versão top XLT, ele segue
o estilo dos modelos norte-americanos e traz a grade dianteira e vastos
pára-choques cromados. Do lado de dentro, a F-1000 traz alguns itens
de comodidade como direção hidráulica, trio elétrico,
ar-condicionado, rádio/toca-fitas e volante com regulagem de altura.
O painel, completo, inclui conta-giros e indicadores de pressão do
turbo e pressão do óleo. Nesta configuração,
a XLT 4X4 custa R$ 43.55600.
Espaço interno
Apesar do razoável pacote de equipamentos, a cabine lembra a de
um caminhão. Seja pelo design interno antigo, seja pela posição
alta em relação aos outros carros ou então pelo generoso
espaço na cabine: três adultos viajam sem atrapalhar a troca
de marchas.
Tanta amplitude porém não foi acompanhada pela ergonomia
dos instrumentos. O assento do motorista é individual e possui regulagens
de distância e altura. Os comandos dos vidros e retrovisores, porém,
ficam na porta numa posição muito baixa, que exige que se
curve para acioná-los. O manuseio da aparelhagem de som também
força o motorista a desviar a atenção do trânsito.
Ponto forte
A sensação de assumir os comandos de um caminhãozinho,
após escalar a cabine da F-1000, é enfatizada quando se está
em movimento. O volante tem até o tamanho adotado em carros de passeio
- o mesmo do Escort Hobby, por exemplo. Mas, da posição de
dirigir alta, o motorista vê na sua frente o vasto capô do motor
diesel, origem do ruído grave que invade o habitáculo. O que
pode causar mais estranheza, porém, é o câmbio. Bem
ao estilo dos adotados em ônibus urbanos: seco, o chamado queixo-duro,
e com a primeira marcha para trás. A relação curta
do câmbio - a primeira só serve mesmo para vencer a inércia
- colabora para aumentar o torque da picape, que é vigoroso em qualquer
regime de giros. Trata-se de condição primária para
o trabalho pesado em piso ruim, onde o modelo se sente melhor. O acionamento
da tração é extremamente simples: basta apertar um
botão no painel. Em situações fora-de-estrada, o carro
se sente bem à vontade. Embora falte agilidade pelo tamanho abrutalhado,
mas sobra disposição.
No asfalto, a história é outra. Em velocidades mais altas,
o carro flutua com facilidade, ainda mais em piso mal conservado. Os benefícios
do turbo surgem a 2 mil rpm, quando a pressão chega a 0,8 bar e garantem
agilidade próxima à de motores a gasolina. De qualquer maneira,
o motor é pouco elástico, já que a faixa vermelha do
conta-giros começa em 3 mil rotações. No consumo, a
F-1000 é razoável: depois de enfrentar trilhas, trânsito
urbano e estrada, fez 7,7 km por litro de diesel.
Accent reestilizado chega às revendas
A Hyundai quer conquistar o público jovem e aposta no novo Accent,
que começa a chegar às concessionárias da marca ainda
este mês. O modelo foi reestilizado e ganhou uma frente com visual
mais agressivo, com faróis de grandes dimensões, que lembram
os do Civic, pára-choques mais arredondados e uma grande entrada
de ar no spoiler. A grade do motor também mudou, ficando maior que
a do modelo atual e exibindo no centro o H estilizado, símbolo da
marca. Antes, o símbolo ficava na extremidade do capô.
O interior do carro coreano também ganhou linhas mais arredondadas
e vem, de fábrica, equipado com direção hidráulica,
rádio/toca-fitas, ar-condicionado, e trio elétrico. O vidro
elétrico, porém, é só para as portas da frente
- na traseira, é manual. Já como itens opcionais, o novo Accent
pode receber câmbio automático, sistema ABS para os freios
e airbag.
Apesar das mudanças estéticas, a Hyundai manteve no novo
Accent o mesmo propulsor da versão anterior: quatro cilindros com
12 válvulas de 1.5 litro. Este motor desenvolve 91 cv e o torque
de 13,2 kgf.m, que leva o veículo, segundo a Hyundai, à máxima
de 176 km/h. O novo Accent começa a ser vendido só na versão
sedã GLS por US$ 21.500,00 mesmo preço da versão atual.
Dakota nacional chega ao mercado
A picape Dakota da Chrysler vai dar a partida no dia 7 de julho em São
José dos Pinhais, no Paraná, a uma fase de estréias
de novas fábricas de carros no País. Depois de um intervalo
de oito meses, desde que a Honda inaugurou sua linha de montagem em outubro
de 97, em Indaiatuba, interior de São Paulo, vão começar
a pipocar inaugurações de fábricas por todo o Brasil.
Atrás da Chrysler, estréiam ainda este ano Toyota, Land Rover,
Renault, Mercedes e Volkswagen/Audi.
A fábrica da Chrysler terá capacidade para 40 mil unidades
da picape Dakota, que chega para brigar no mesmo segmento da Chevrolet S10,
Ford Ranger e da Toyota Hilux. Para isso, chega com desenho agressivo, opção
de cabine estendida, capacidade para 1.000 quilos e preço a partir
de R$ 22 mil. O utilitário virá com dois tipos de motorização
a gasolina: quatro cilindros com 2.5 litros de 121 cavalos e outro com seis
cilindros em V com 3.9 litros e 177 cavalos. O primeiro, de acordo com a
montadora, tem média de consumo de 8,9 km/litro na cidade e de 10.6
km/l na estrada. O V6, também segundo a empresa, roda 6,8 km/l em
percurso urbano e 9,3 km/l na estrada. Em novembro, o modelo ganha uma versão
2.5 litros a diesel com 115 cavalos. Segundo a Chrysler
Inicialmente, a Dodge Dakota estará disponível apenas nas
opções de cabine simples e estendida, chamada de Club Cab.
Terá dois tipos de acabamento, básico e Sport, e também
dois tamanhos de caçamba - curta, com 1,98 m, e longa, com 2,43 m
de comprimento. A Chrysler espera fabricar cerca de 4 mil unidades/mês
da Dakota durante todo o segundo semestre do ano.
Novo Clio promete
incomodar adversários
Renault, que estréia
no mercado nacional em 99, vai brigar com os compactos
Luiz Arthur Peres
Auto Press
O Clio II, o modelo que vai marcar a estréia da Renault no mercado
de compactos nacionais em 99, já está rodando na Europa. Ele
até se parece com o antigo Clio, que continua sendo importado da
Argentina para o Brasil. Mas é um carro totalmente novo: mais moderno,
seguro e requintado. E ele é quem vai dar condições
à Renault de brigar, já como nacional, com as marcas instaladas
há mais tempo no Brasil.
Em novembro, a marca francesa inaugura sua fábrica em São
José dos Pinhais, no Paraná com a Mégane Scénic,
que também irá inaugurar um novo segmento de monovolumes médios.
Será um début em alto estilo, que trará para a marca
o prestígio de ser pioneira no mercado de minivans. Mas apenas o
início da produção do Clio II por aqui, ano que vem,
deve dar um impulso extra às vendas da Renault do Brasil. Afinal
de contas, o segmento em que o carrinho concorre, o dos compactos, responde
por mais de 70% das vendas de carros no país, dividido em gordas
fatias apenas por Volkswagen, Fiat, Chevrolet e Ford.
Pelas mudanças que sofreu, o novo Clio ganhou argumentos para
tirar uma boa casquinha desse bolo. Ele é 7 cm maior que o modelo
anterior e passou a ter 3,77 m. O chassi foi redesenhado, apesar de ter
sido mantida a mesma distância entre-eixos: 2,47 m. A suspensão
também foi reformulada. A dianteira, continua sendo do tipo McPherson,
mas as molas foram redimensionadas de maneira a torná-la mais silenciosa.
Na traseira, a suspensão que era independente com braços longitudinais
passou a semi-independente com corpo em forma de H. Além de ampliar
o conforto, a nova suspensão visa diminuir o rolling.
A preocupação com a segurança se torna patente no
interior. A versão do Clio II comercializada na Europa, pode vir
equipado com airbags frontais para motorista e passageiro e airbags laterais,
uma inovação neste segmento de automóveis. Além
disso, o Renault dispõe de pré-tensionadores pirotécnicos,
que retiram a folga entre o cinto e o corpo do ocupante para diminuir riscos
de lesões no tórax pelo impacto contra o próprio cinto
de segurança.
Na segurança ativa, o destaque vai para os freios a disco nas
quatro rodas com ABS. No mercado europeu, este sistema de freios pode ser
combinado com qualquer uma das cinco motorizações disponíveis:
1.2, 1.4, 1.6, 1.6 16V e 1.9 diesel. No Brasil, o modelo deve ser fabricado
com os motores 1.6 com oito válvulas de 90 cv e 1.6 com 16 válvulas
de 110 cv. E pode ganhar a versão 1.0. O propulsor de 1.598 cm"
com oito válvulas tem 16 cv a mais que o veterano motor 1.6 do Clio
argentino, derivado do motor do antigo Corcel I. Na Europa ele ainda pode
ter o câmbio Proactive, que se adapta à maneira de dirigir
do motorista. O 16V deve equipar uma versão esportiva, que vai a
195 km/h.
Na Europa, o modelo 1.6 16V é o mais completo. Traz de série
ar condicionado, computador de bordo, direção hidráulica,
trio elétrico, rádio/toca-fitas e trava com controle remoto.
Se for seguido o padrão europeu, o Clio tem tudo para incomodar a
concorrência. Desde, é claro, que tenha um preço competitivo,
já que no segmento dos compactos, esse é o ponto que costuma
emocionar mais os consumidores. |
Montadoras reduzem peso dos automóveis
Materiais leves entram na
briga dos fabricantes contra a balança
Rogério Louro
Especial para o AN Veículos
A luta contra a balança é um pesadelo diário na
vida de quem tem tendência a engordar. Mas a obsessão de perder
peso também atinge os automóveis. Com o aumento dos itens
de conforto e segurança que equipam os carros, eles tendem a ficar
pesadões. Essa carga extra pode se refletir em uma relação
peso/potência pior, provocando uma performance preguiçosa e
o aumento do consumo de combustível. Para compensar, cresce o investimento
na utilização de materiais mais leves na fabricação
dos novos modelos.
Se livrar dos quilos indesejáveis é obrigatório
para equilibrar a adição, por exemplo, de cerca de 12 kg de
um ar condicionado, 15 kg de uma direção hidráulica
ou 6 kg de um airbag. Todo equipado, um carro pode engordar mais de 200
kg. Para combater o peso da modernidade, as fábricas de automóveis
apostam em matérias-primas como alumínio, magnésio
e fibra de carbono, entre outros.
A previsão é que o aço vai perder 10% de participação
nos modelos até 2006. Atualmente, a média de aço utilizado
nos veículos é de 65%.
O maior rival do aço é o alumínio. Nos últimos
anos, os fabricantes de alumínio conseguiram desenvolver compostos
- diferentes dos utilizados em ônibus e latas - tão resistentes
e maleáveis quanto o aço, sendo 40% mais leves. Com isso,
segundo a Aluminum Association - associação internacional
dos fabricantes de alumínio -, nos últimos dez anos, a média
de alumínio nos carros subiu de 64 kg para 113 kg, ou 76,5%. O material
já aparece em pinças dos freios, motores e suspensões.
E faz diferença. Quando trocou o aço pelo alumínio
na suspensão da Série 5, em 95, a BMW reduziu o peso da peça
em 23 kg.
Mas a maior pretensão do alumínio é substituir o
aço nas carrocerias. Atualmente, poucos carros utilizam o material
no corpo - como Audi A8 e Ferrari F550 -, porém o preço do
alumínio automotivo está se igualando ao do aço, o
que o torna atraente para as montadoras.
Para reforçar ainda mais o uso do material, a alemã Karmann
estuda o que chama de alumínio 3-D, uma espécie de espuma
de alumínio maleável, mas que fica rígida quando seca.
Segundo a empresa, o 3-D é 50% mais leve que o aço e dez vezes
mais resistente.
Alumínio
Se o alumínio une pontos positivos para ajudar na redução
de peso dos automóveis, o plástico, apesar de leve, apresenta
um inconveniente grave: é poluente. O material não é
biodegradável e, na reciclagem, emite níveis altos de poluição.
Mesmo assim, é utilizado em pára-choques e tampas de porta-malas
no lugar do aço.
Já o magnésio virou até sinônimo de rodas
de liga leve no Brasil por ser a matéria-prima mais comum em rodas
esportivas no país na década de 70 e 80. Até hoje o
material é muito utilizado para fazer rodas, por ser cerca de 60%
mais leve que o aço e 30% que o alumínio. O problema do magnésio
é a resistência, inferior ao aço, o que o torna proibitivo
numa carroceria. Mesmo assim, empresas, como a norueguesa Hydro, produzem,
além de rodas, armações de bancos, colunas de direção,
caixas de marcha e painéis com o material. Um carro que já
usa bancos de magnésio é o elétrico EV1, da General
Motors.
Matérias-primas
Na tendência mais leve do que o alumínio e resistente, três
matérias-primas dividem a preferência dos engenheiros: fibra
de carbono, titânio e kevlar. Todas, porém, têm um ponto
que assusta qualquer montadora: preço.
Por isso a fibra de carbono, por exemplo, só ser utilizada na
carroceria da Ferrari F50 e no McLaren F1, carros de produção
limitada e preço superior aos US$ 600 mil, na Europa. O kevlar, um
dos materiais dos ônibus espaciais, só aparece em pequenas
peças da carroceria, também de superesportivos. Já
o titânio serve como material para algumas rodas especiais.
A proliferação de alternativas para o aço está
forçando as siderúrgicas a reagir para não perderem
lugar na indústria automobilística. Um grupo de 38 empresas
de vários países, inclusive as brasileiras CSN e Usiminas,
estão desenvolvendo um aço mais resistente que o normal denominado
projeto Ulsab. Com isso, as placas da carroceria podem ser mais finas, sem
perder a capacidade de absorção. O que, em média, reduz
o peso da placa em 25% se comparado ao aço comum.
Fibra ótica já substitui cabos
As montadoras buscam reduzir o peso dos carros com a substituição
do aço por matérias-primas mais leves, mas na dieta dos automóveis
vale qualquer esforço. Carros-conceito da Delphi, o PPV, e da Ford,
o P-2000 Diata, por exemplo, utilizam cabos de fibra ótica em vez
dos fios normais. A fibra ótica, além de ser melhor condutora
do que os fios, é bem mais leve, o que ajuda na redução
de peso dos veículos.
Mais radical é o sistema em estudos pela Nissan. Os cabos são
simplesmente eliminados do automóvel. No lugar é adotado um
sistema de sensores de infra-vermelho, que transmitem os dados. Com isso,
o peso do sistema de condução da eletricidade não é
reduzido, mas eliminado. Algo útil em modelos como a Classe E da
Mercedes, que tem nada menos que 1,9 quilômetro de fios sob a carroceria,
que equivale a cerca de 30 kg.
Já eliminar a bateria, por exemplo, ainda é impossível,
mas é possível reduzir o peso do componente com a redução
do tamanho. Esta tática foi adotada pela NGK, no Brasil. A empresa
lançou uma bateria 20% menor e mais leve que as atualmente vendidas
no mercado. Principalmente indicada para carros 1.0, ela ajuda a cortar
peso extra dos lentos modelos populares. Os fabricantes de pneus também
entram na briga da balança dos veículos. Empresas como Pirelli
e Goodyear testam compostos de borracha mais leves que os atuais para calçar
as rodas de liga leve.
Máquina italiana
Os distribuidores Agrale já estão comercializando a motocicleta
Cagiva Canyon 500, que foi destaque no Salão das Duas Rodas, realizado
em novembro do ano passado. As formas arrojadas e ao mesmo tempo elegantes
da motocicleta foram projetadas pelo italiano Miguel Galluzzi. Seu design
é agressivo e privilegia o uso estrada/urbano. O preço sugerido
é de R$ 9.467,00. A nova Canyon ganhou força com o motor monocilíndrico,
regrigerado a ar, de quatro tempos e 497,8 cc. A motocicleta ainda é
equipada com câmbio mecânico de cinco velocidades e freios a
disco com pinça flutuante.
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