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Siena 1.0 tem motor brasileiro, câmbio italiano e é
montado na Argentina |
Novo câmbio garante
agilidade ao Siena 1.0
Transmissão de seis
marchas, importada da Itália, assegura bom desempenho. O modelo básico
deve custar R$ 15,6 mil
Mauro geres
Editor-assistente do an Veículos
A Fiat inova mais uma vez no mercado brasileiro. Depois de sair na frente
com o lançamento do motor 1.0, produzir o primeiro propulsor a álcool,
de introduzir o airbag como item de série e de apresentar a linha
Marea, a única a utilizar motor de 2.0 de cinco cilindros, a montadora
instalada em Betim novamente surpreende a concorrência. Está
lançando o primeiro automóvel com câmbio de seis velocidades
do Mercosul. Trata-se do Siena com motorização 1.0, que promete
acabar com o reinado do Corsa, até então, o único popular
1.0 sedã do País. E a fábrica mineira joga tudo no
novo câmbio de seis marchas, de relação mais curta,
que garante melhor desempenho, e também no fator preço. O
Siena 1.0 mais simples deve ter preço sugerido entre R$ 15,5 mil
e 15,6 mil e chega às revendas em agosto.
O sedã utiliza o mesmo motor 1.0 do Palio de 61 cavalos de potência.
Assim, a engenharia da empresa teve que buscar uma solução
para o carro não ficar muito amarrado, já que é 65
quilos mais pesado que o modelo hatchback. A solução encontrada
foi a adoção de um câmbio de seis velocidades utilizado
no Punto 1.1, na Itália. A relação foi encurtada para
garantir melhores arrancadas, acelerações e retomadas de velocidade.
O resultado final - levando em consideração que trata-se
de um propulsor 1.0 - foi bom. O Siena, avaliado em pequeno trajeto pelas
ruas centrais de Belo Horizonte e no bairro Belvedere, de intermináveis
subidas e descidas, e pela rodovia MG-10 - Estrada de Nova Lima - mostrou
desempenho condizente com sua proposta. O carro testado apresentava alguns
opcionais como direção hidráulica e ar-condiconado,
item que "rouba" potência do motor. Mesmo com o aparelho
ligado o carro respondeu bem em trajetos mais planos ou de subidas pouco
acentuadas. Basta apenas o motorista se ambientar com o câmbio mais
curto e andar sempre de motor cheio. A exceção aconteceu numa
ladeira mais íngreme no bairro Belvedere. Com três ocupantes
e o ar ligado, o jeito foi apelar para a primeira marcha.
Segundo a Fiat, o Siena 1.0 apresenta rendimento muito próximo
ao do Palio EDX. A média de consumo, segundo a empresa, deve ser
de 12,8 km/l no ciclo urbano e de até 17,0 km/l na estrada (medições
feitas de acordo com a norma NBR 7024). A montadora diz que o modelo leva
16,3 segundos para ir de zero a 100 km/h e chega à máxima
de 152 km/h.
Mais novidades
E a Fiat promete mais novidades até o início de 99. A primeira
será a picape derivada do Palio. Deve receber o nome de Strada e
chegar ao mercado em outubro. As opções de motores são
1.5 l e 1.6 l. O estepe, ao que tudo indica, deve ficar embaixo da caçamba,
abrindo mais espaço interno. Do pára-choque dianteiro até
o final do habitáculo o desenho será praticamente igual ao
do Palio. Depois virão a Alfa 156, o motor turbo para a linha Marea,
e o Alfa 166, previsto para o início do ano que vem. Antes dela,
provavelmente em dezembro, a Fiat deve iniciar a importação
dos modelos Bravo e Brava. A idéia é usar os dois modelos
na briga com os novos Astra e Golf. O preço deve ficar em torno de
R$ 22 mil.
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Ficha Técnica |
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Siena 1.0 - 6 marchas |
Motor
Transversal, quatro cilindros, oito válvulas 994 cc. Potência
de 61 cv a 6.000 rpm |
Câmbio
Seis marchas à frente e uma à ré |
Freios
A disco na frente e a tambor atrás |
Dimensões
4,1 m de comprimento, 1,614 m de largura e 1,445 m de altura. Entre-eixos
de 2,36 m |
Porta-malas
Capacidade de 500 litros com o banco na posição normal |
Suspensões
Dianteira: Independente do tipo McPherson com braços inferiores oscilantes.
Traseira: Independente com braço oscilantes longitudinais e barra
estabilizadora. |
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Seat aposta
no compacto Ibiza
Carro espanhol tem mecânica
Volks e uma boa relação custo/benefício
Um modelo estratégico. Esse é o compacto Ibiza, comercializado
no mercado brasileiro pela Seat - o braço espanhol da Volkswagen.
O carro, que disputa o segmento responsável por 74% do mercado nacional
de automóveis, é considerado fundamental por ter condições
de tirar a marca do marasmo que se encontra no país.
Embora contem com mecânica e assistência técnica Volkswagen,
as vendas dos modelos Seat nunca decolaram no país. A montadora sabe
disso e aposta na relação custo/benefício do Ibiza
para reverter esse quadro. Afinal, com o acessível preço de
US$ 17.915 - R$ 20.602 -, o Ibiza já vem com quatro portas, direção
hidráulica, relógio e tacômetro digitais, lavador/limpador
do vidro traseiro e brake-light. Os concorrentes diretos trazem menos equipamentos
e preços superiores.
Tome-se como exemplo o Volkswagen Gol CL 1.8. Com quatro portas e os
mesmos equipamentos, o carro pula dos R$ 20.495 da versão básica
para R$ 22.376. Ou seja, R$ 1.774 mais que o Ibiza. E o modelo espanhol
ainda tem status de importado. Além disso, o Ibiza tem a vantagem
de possuir mecânica Volks, o que afasta as preocupações
com a manutenção, sempre presentes quando se trata de carros
estrangeiros.
Além dos itens de série, o interior do Ibiza ainda pode
ser equipado, opcionalmente, com trio elétrico, ar-condicionado e
regulagem de altura da coluna de direção e do assento do motorista.
Com estes equipamentos, o carro da Seat passa a custar US$ 20.355 - R$ 23.408.
Ficam faltando, porém, as opções de rádio/toca-fitas
- o modelo só vem com preparação para som - e airbag,
que é oferecido nos compactos nacionais.
Apesar destes deslizes, o interior do Ibiza se mostra agradável
graças ao bom espaço para a cabeça e pernas de quatro
adultos. Um terceiro adulto no banco traseiro já provoca um aperto
para todos que viajam no assento, como acontece nos outros modelos compactos.
O porta-malas do Ibiza também fica na média - comporta
270 litros contra, por exemplo, 265 litros do Gol e 280 litros do Palio
e Corsa.
Potência
Na briga com os compactos brasileiros, o motor 1.8 com injeção
monoponto do Ibiza deixa a desejar na potência, embora equilibre no
torque. O propulsor do modelo desenvolve 90 cv de potência máxima,
contra 98 cv do 1.8 do Gol CL/GL - o motor do Volks tem injeção
multiponto, daí a diferença na potência -, 92 cv do
motor 1.6 do Corsa GL e 106 cv do 1.6 16V do Palio 16V. Ele só ganha
dos 89 cv do 1.4 16V do Fiesta CLX 16V. Já os 14,5 kgf.m de torque
do motor do Ibiza são superiores aos 13 kgf.m do Corsa GL e aos 12,5
kgf.m do Fiesta CLX 16V. Ficam atrás, porém, dos 15,1 kgf.m
do Palio 16V e 15,5 kgf.m do Gol CL/GL.
Quando chegou ao Brasil, em 1995, a espanhola Seat tinha como maior trunfo
o fato de ter mecânica Volkswagen - um efeito do controle acionário
da marca pelo grupo alemão -, já conhecida pelos brasileiros.
Mas esta vantagem foi pouco divulgada - assim como a própria marca
- e as vendas do Ibiza e do médio-compacto Cordoba nunca foram significativas.
Agora, porém, a Seat está se reestruturando no país
e promete sair da sombra da Volks, com a ampliação da linha
em 1999 - que ganhará o reforço do subcompacto Arosa, do utilitário
Inca e da perua Cordoba Vario.
Exclusividade
E 320 reune requinte e desempenho, mas custa caro: US$ 120 mil. Seu propulsor
não é modesto: 3.2 litros |
Provocação de alta classe
Mercedes-Benz E 320 Touring
alia beleza, conforto e performance e é um paradigma da marca
Há modelos que parecem ser produzidos apenas para justificar o
fascínio que certas marcas exercem sobre os admiradores de automóveis.
Ou, pelo menos, para mostrar que esses fabricantes têm condições
de chegar bem próximos da perfeição. Mais que um instrumento
de incitação para quem olha, a Mercedes-Benz E 320 Touring
é uma station wagon que concilia em doses maciças conforto,
luxo, requinte e desempenho de forma a agradar ao mais exigente dos consumidores.
E consegue até fazer o preço US$ 120 mil no Brasil parecer
menos salgado.
Esse valor, é claro, restringe o volume de vendas e reflete a
exclusividade do modelo. Mas os felizes abonados que puderem ter uma E 320
Touring na garagem, porém, podem ter uma certeza: o carro justifica
o preço, ainda que no Brasil ele nunca seja justo - na Europa, custa
em torno dos US$ 65 mil. E devem ser poucos predestinados mesmo: de janeiro
a maio deste ano, a station somou cinco unidades vendidas no país
uma por mês. E a montadora nem esperar passar de uma dezena até
o final deste ano.
A E 320 Touring comercializada atualmente pela Mercedes-Benz foi lançada
na Europa no final de 1996 e apresentada ao consumidor brasileiro no Brasil
Motor Show do ano passado. A mudança mais radical, os faróis
elipsoidais e as linhas bem arredondadas, fez os admiradores da marca torcerem
o nariz inicialmente. Hoje, porém, já estão convencidos
que a inovação foi de extremo bom gosto e simboliza uma tendência.
Mas o carro vai muito além disso: vem plenamente equipado de fábrica
e tem um motor que é uma verdadeira usina de força.
Além dos itens de série tradicionais e inerentes a um modelo
dessa categoria - aí incluídos airbags frontais e laterais,
revestimento interno em couro e freios ABS -, a E 320 Touring também
traz equipamentos que realçam a modernidade e a segurança
do projeto, como faróis de xenônio que têm luz azul,
sensor de chuva no pára-brisa, câmbio automático de
cinco marchas, limpadores de faróis, rodas com dez furos, chave eletrônica
de ignição e controle de tração.
Outros aspectos internos realçam a singularidade do carro. Por
exemplo, no porta-malas, a Mercedes E 320 Touring traz um banco extra rebatível
com capacidade para duas crianças ou dois adultos não muito
grandes. Mais interessante que o próprio banco é sua acomodação:
embutido no assoalho em duas partes distintas - encosto e assento - sem
roubar nenhum espaço. Como se não bastasse, quando montado
- operação que não leva dez segundos -, cria um espaço
em baixo-relevo para as pernas e conta com revestimento de couro, cintos
de três pontos e - supremo esnobismo - porta-copos nas laterais.
Velocidade limitada
Nos controles disponíveis para o piloto, destaca-se um duplo limitador
de velocidade acoplado ao piloto automático. Com ele, o motorista
limita eletronicamente a velocidade máxima do carro através
de um comutador à esquerda do volante. O primeiro exige que o carro
esteja parado e desligado, apenas com a parte elétrica ligada, e
vai de 30 km/h a 250 km/h. O outro permite um novo limite que não
pode ultrapassar o limite anterior e é executada com o carro ligado
ou mesmo em movimento.
O propulsor da station tem características nada modestas: 3.2
litros de capacidade volumétrica com seis cilindros em linha, três
válvulas por cilindro, 224 cv de potência máxima e torque
máximo de 32,1 kgf.m. Já o câmbio incorpora características
modernas e dignas de um modelo dessa categoria: é automático
de cinco marchas. Na posição 4 e D, basta um toque para a
direita ou esquerda para que se mude a marcha. Além disso, tem-se
de opções de condução esportiva, econômica
ou em terreno escorregadio.
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Mercedes E 320 Touring |
Motor
Gasolina, dianteiro, 3.199 cc, transversal, seis cilindros em linha, 18
válvulas, alimentado por injeção eletrônica multiponto.
Tração traseira com controle eletrônico. |
Performance
Potência máxima: 224 cv a 5.600 rpm.
Torque máximo: 33,1 kgf.m a 4.800 rpm.
Diâmetro e curso: 89,9 mm X 84 mm.
Taxa de compressão de 10,0:1 |
Suspensão
Eixo de trapézio articulado com suporte integral, sistema antimergulho,
molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora. Traseira
com eixo multibraço com compensação de inclinação
da carroceria no arranque e frenagem, molas helicoidais e amortecedores
pressurizados com barra estabilizadora. |
Freios
Discos autoventilados nas quatro rodas com ABS. |
Carroceria
Station wagon com sete lugares e cinco portas em monobloco. Comprimento
de 4,82 m, largura de 1,80 m e altura de 1,42 m. Entre-eixos de 2,83 m. |
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Opcionais |
Acessórios mais caros nas concessionárias
Preço de opcionais
dispara e chega a custar o triplo nas autorizadas
Roberto Dutra
Especial para o AN Veículos
Nem só da venda de automóveis novos e usados vivem as concessionárias.
Os serviços de pós-venda e a comercialização
de equipamentos são fundamentais para a lucratividade do negócio.
Para garantir a clientela, mesmo que os preços desses equipamentos
não sejam exatamente convidativos, basta que se crie um atrativo
para que o consumidor opte por equipar seu carro em uma autorizada. Esse
atrativo chama-se garantia.
A maioria dos equipamentos comumente oferecidos como itens opcionais
- e, portanto, pagos à parte - também é vendida em
lojas especializadas em acessórios automotivos por preços
bem mais atraentes. É o caso do rádio CD player FIC, opcional
oferecido para alguns modelos Ford, como a pick-up Ranger. O equipamento
custa R$ 550 nas autorizadas. Em algumas lojas de São Paulo, o mesmo
sistema de som sai por R$ 320. Entretanto, se o consumidor optar pela instalação
do som - ou similar - fora de uma autorizada, corre o risco de perder a
garantia de fábrica da parte elétrica. Isso vai depender apenas
das condições de instalação e de eventuais danos
que o acessório possa ocasionar ao sistema elétrico.
Os elevados preços praticados pelos concessionários são
justificados pela elevada carga tributária e pela logística
operacional das montadoras, mais complicada que a dos lojistas. O gerente
de peças e acessórios da Fiat, Sérgio Panucci, afirma
que as montadoras têm gastos maiores com o transporte, o armazenamento
e a distribuição dos acessórios. "No caso dos
lojistas, esse canal é direto. Além disso, e também
em função disso, nossa carga tributária é bem
maior", explica ele.
Ainda que os gastos sejam bem maiores, é difícil crer que
possam levar uma peça a custar em uma concessionária até
o triplo do que ela custaria em uma loja. Mas o temor da perda da garantia
e a teórica certeza de que, na autorizada, os serviços são
feitos por pessoal qualificado realmente afugentam os consumidores das lojas
de autopeças.
Essa fuga é atestada pelo sócio-gerente da loja de acessórios
automotivos Carcelo Sound Center, Marcelo Garcia de Souza. Segundo ele,
os preços das lojas poderiam ser um grande atrativo para o consumidor,
mas não superam a desinformação e o receio de perder
a garantia. "O consumidor acaba convencido de que, fora da autorizada,
não estará adquirindo uma peça original e, com isso,
poderá prejudicar o automóvel e acabar perdendo a garantia",
afirma Marcelo.
Os exemplos acontecem com todas as montadoras nacionais. Um rádio
toca-fitas AC Delco original para o sedã Chevrolet Vectra GL, por
exemplo, sai por R$ 545 nas autorizadas da marca. Em lojas independentes,
como a própria Carcelo Sound Center, o mesmo rádio toca-fitas
original sai por cerca de R$ 240. Já os frisos laterais para o modelo
custam em média R$ 60 nas lojas de acessório, contra improváveis
R$ 168 em uma autorizada como a Pólux, do Rio. Uma brake-light para
o Fiat Tempra sai, na autorizada, por R$ 84. Nas lojas, custa em média,
R$ 20. E um jogo de rodas de liga leve para o mesmo modelo custa, nos revendedores
Fiat, R$ 495, em média. Acima dos R$ 420 cobrados em média
pelo mercado independente.
Pacotes para vender equipamentos
Uma das práticas mais comuns das montadoras nacionais é
oferecer opcionais casados. Ou seja, quando o consumidor quer um determinado
equipamento, só é possível obtê-lo juntamente
com um ou mais itens que o acompanham em um pacote. Esse sistema beneficia
apenas os fabricantes, já que o consumidor fica obrigado a gastar
mais para ter os acessórios que deseja. Fora desse sistema, apenas
alguns itens são vendidos à parte.
Os pacotes atingem quase todos os modelos nacionais, de populares a tops
de linha. É o caso, por exemplo, do Ford Fiesta CLX 1.4 16 V. O consumidor
que optar pela direção hidráulica fica obrigado a levar,
junto, travas e vidros elétricos, pelo preço total de R$ 1.604.
Curioso é que se ele quiser todos esses itens e mais o ar condicionado,
pagará R$ 3.864. Mas o ar condicionado, sozinho, não é
oferecido.
O Volkswagen Santana 1.8 Mi é outro exemplo. O pacote básico
para o modelo inclui ar condicionado, travas elétricas e alarme,
tudo por R$ 2.331. Já o pacote imediatamente acima desse inclui a
mais apenas vidros e espelhos elétricos - e o consumidor pagará
mais R$ 680, totalizando R$ 3.011. Mas não é possível
se adquirir somente o trio elétrico, por exemplo.
Até mesmo a Fiat, que criou o sistema On Line justamente para
se diferenciar desse esquema empacotado, não consegue fugir totalmente
à regra. Para os modelos Uno Mille, a montadora oferece o que chama
de kit visibilidade - limpador, lavador e desembaçador traseiro junto
com controle manual interno para os retrovisores. Tudo por R$ 296. E não
há como adquirir um desses itens separadamente. (RD)
Novidade
Mach III revive mito do velho Mustang
A Ford apresentou, nos Estados Unidos, uma versão muito especial
do Mustang. Trata-se de um carro-conceito denominado Mach III. O modelo,
na prática, faz algumas referências ao Mustang 1965 como no
desenho do volante, mas tem tecnologia de última geração
e visual musculoso bem atuais. A carroceria, por exemplo, possui peças
em fibra de vidro. Já o pára-brisa é curto e baixo,
acentuando a esportividade do carro. Os espelhos retrovisores externos são
singularmente incorporados às colunas dianteiras.
Além dessas características, o Mustang Mach III também
apresenta conjuntos óticos frontais em forma de olho de gato, pára-choques
dianteiro e traseiro envolventes e rodas cromadas de 19 polegadas. A traseira
do carro é ainda mais peculiar, com lanternas dividas em três
seções separadas e uma tampa lisa e livre de detalhes.
O coração deste bólido é coerente com a proposta
superesportiva: o Mach III vem equipado com um propulsor de oito cilindros
em V, intercooler, 4.6 litros de capacidade volumétrica e 32 válvulas.
Este motor desenvolve imorais 450 cv de potência. Com ele, o Mustang
do futuro acelera de zero a 100 km/h em apenas 4,5 segundos e supera os
250 km/h. Além do motorzinho nervoso, o carro é equipado com
transmissão manual de seis marchas, freios a disco nas quatro rodas,
aerofólio ativo e computador de bordo. |
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