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CRIATIVIDADE
Fabricante de pipas e bandeiras quer faturar R$ 12 mil durante os jogos e está apostando no pentacampeonato

Foto: Nilson Bastian

Copa do Mundo é alternativa de renda

Tudo que é feito em verde e amarelo tem boas chances de ser vendido e resultar em dinheiro extra no bolso

Adriana Zoch

Joinville - Quem não teve a oportunidade de ir à França assistir a Copa do Mundo ao vivo, acaba ficando na torcida por aqui mesmo. E muita gente espera copnseguir, mais do que alegrias, um faturamento extra nesse período. A fé no pentacampeonato pode render ao carioca Marcos de Oliveira, professor de educação física, R$ 12 mil. É quanto ele e o sócio Maurício Melão esperam lucrar com a venda de bandeiras com as cores do Brasil e motivos da Copa do Mundo, confeccionadas em uma minifábrica improvisada montada junto à residência do professor, na zona sul da cidade.

Só na primeira etapa da disputa, calculam engordar a renda familiar em R$ 4 mil. Os dois criaram mais de 20 modelos diferentes em dois tamanhos. Nas duas últimas semanas, Marcos comercializou em média 40 bandeiras de tecido por dia, a R$ 10,00 e R$ 15,00 cada, dependendo da metragem. A expectativa é vender 100 por dia de jogo da seleção brasileira e o dobro disso a partir da segunda etapa do campeonato.

Em paralelo, oferecem pipas com escudo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do mascote da Copa do Mundo 98, a R$ 0,80 cada. Por dia, fabricam de 300 a 350 unidades, mas a compra pelos torcedores é ainda bastante fraca. Para garantir o lucro, Marcos e o sócio revezam no principal ponto de venda, em um sinaleiro da avenida Getúlio Vargas, e espalharam bandeiras e pipas por vários bazares.

No caso das bandeiras, a saída cresceu tanto que vai faltar tecido verde e amarelo para aumentar a produção. O material sumiu das prateleiras das lojas do ramo. Nas Lojas Sofia, principal rede de tecidos com três lojas em Joinville, o estoque do produto em verde ou amarelo acabou antes do início das disputas. O estouro de vendas durou 15 dias, quando foram comercializados nas três unidades um total de 2 mil metros de tecido nas cores do Brasil, a R$ 2,60 o metro.

Vendas dobradas

No centro da cidade, a loja Primeira Estampa é um dos pontos de maior movimentação de torcedores atrás de camisetas com motivos da Copa. Segundo a dona, Marilane Brixi, as vendas dobraram a partir do dia 5, com o pagamento dos salários.

De lá para cá, são comercializadas em média 70 unidades por dia, com preços que variam de R$ 5,90 a R$ 21,80, e em 25 estampas diferentes. As camisetas se tornaram presente favorito para o Dia dos Namorados e devem transformarar a data na terceira melhor em faturamento para a loja este ano, acredita Marilane.

Na rede de papelarias Cruzeiro, com três lojas, a venda de artigos nas cores do Brasil por conta da Copa, vai representar um aumento de 10% a 15% no faturamento, calcula o diretor Fernando Maul. A maior saída, segundo ele, é de material para enfeitar lojas, como papel crepom verde e amarelo, bandeirolas e balões.


Indústria e comércio aproveitam
entusiasmo para aumentar vendas

Maria Helena de Moraes

Jaraguá do Sul - A confiança no time brasileiro que disputa a Copa do Mundo tem servido de estímulo aos comerciantes e indústrias jaraguaenses, que apostam nos torcedores mais entusiasmados para aumentar o faturamento. Um bom exemplo é o da Marisol S.A Indústria do Vestuário, que pretende faturar até R$ 1,75 milhão com a coleção "Marisol Vestindo o Brasil Rumo à Vitória", inspirada no maior evento esportivo do final do século.

A coleção é basicamente de camisetas, confeccionadas na melhor malha, segundo informações da jornalista do departamento de marketing da empresa, Ana Iensen. De acordo com Ana, as camisetas estão disponíveis em todas as lojas que vendem produtos da Marisol, o que significa 16 mil clientes em todo o Brasil.

A coleção tem representado 17% da produção total da empresa, num total de 300 mil peças ao mês que estão no mercado desde o mês de abril ao preço de R$ 8,50. As camisetas são brancas, de manga curta, com 11 modelos de estampas carregadas de amarelo, azul e verde, nos tamanhos 10 a 16, P, M, G e GG. Além da camiseta, o cliente recebe um folheto promocional com a tabela dos jogos.

Lojistas

Os lojistas também escolheram a camiseta verde e amarela como carro-chefe das vendas inspiradas na Copa do Mundo. O comércio de R$ 1,99 nunca esteve tão movimentado. Em apenas uma loja do centro da cidade foram vendidas 800 camisetas em apenas uma semana. As bandeiras de plásticos estão em segundo lugar na preferência do freguês-torcedor. "Vendemos quase a mesma quantidade em bandeiras e vamos renovar o estoque", afirma a gerente da loja R$ 1,99, Marlene Nagel da Silva.

A procura por televisores, especialmente os de telas grandes, aumentou em 50%, segundo informações de gerentes de lojas do centro da cidade. Algumas lojas de artigos esportivos estão oferecendo bandeiras como brindes aos clientes que gastarem mais de R$ 20,00.

Tela gigante atrai torcida

Edson Führman

São Miguel do Oeste - Os irmãos e sócios Roni e Volnei Mallmann resolveram investir na emoção de ver a Seleção Brasileira jogar numa tela gigante, com som e imagem de cinema. No estacionamento coberto do West Shopping, na rua 7 de Setembro, eles montaram uma arquibancada para 300 pessoas, alugaram um telão de 6x4 metros e montaram uma infra-estrutura de restaurante, lanchonete e bar para servir os torcedores com espetinho, pipoca, cachorro quente, batatinha frita e, é claro, com a cerveja. Para os torcedores, que já lotaram o local na estréia do Brasil, na última quarta-feira, é como assistir o jogo no estádio.


GANHO EXTRA
Aposentado tenta aumentar a renda mensal comercializando seus produtos pelas esquinas da cidade

Foto: Tomaz Antônio

Consumidor vai buscar qualquer produto

Bonés, camisetas e bandeiras saem aos milhares das lojas de Tubarão

Silvia Zarbato

Tubarão - Nem bem a Copa do Mundo começou e muito dinheiro já está rolando em Tubarão, deixando os comerciantes em estado de graça. O amor à Pátria, e principalmente pelo futebol, está fazendo com que milhares de pessoas de toda a região vão às lojas adquirir produtos que tenham o símbolo do Brasil ou simplesmente o verde e o amarelo. E justamente impulsionados por esta paixão, os torcedores estão comprando produtos que vão desde camisetas, bonés, bandeiras até televisores. O incremento das vendas já chegou a 30% em relação aos dias normais, segundo os lojistas.

A proprietária da loja Nandi Malhas, Rose Calegari Vecki, disse que com este período de Copa do Mundo os produtos confeccionados com emblema do Brasil, principalmente camisetas, estão impulsionando de forma positiva as vendas, e por este motivo gostaria que a Copa custasse a encerrar. Somente no dia da estréia do Brasil, 120 camisetas foram vendidas até às 12 horas, e em função desta procura as costureiras já estão trabalhando dobrado e até mais tarde para dar conta do serviço.

Deverão ser colocadas à venda mais de 500 camisetas. A proprietária afirma que, o sucesso das vendas é por causa do preço, que é em conta. Tem camisetas de vários preços: R$ 6,90, R$ 7,90, R$ 14,90 e R$ 25,00. "O povo quer preço bom e com qualidade. E a tendência é que as vendas aumentem ainda mais na medida em que o Brasil for se classificando", espera.

Televisores

Outro setor que também está tendo bons rendimentos é o de aparelhos eletro-eletrônicos. Os proprietários das lojas que vendem televisores já estão comemorando a alta das vendas. Na rede de lojas Zomer, instalada em Tubarão, são vendidos diariamente 10 televisores -, isto somente na loja do centro. Segundo o gerente Leonel Cruzeta Ferraris, a procura pelos aparelhos é tanta que a reposição é feita quase de hora em hora. "Os consumidores estão preferindo as de 29 polegadas para terem maior visão do jogo", afirmou Ferraris.

Nesta euforia quem também está tentando aumentar a renda familiar são os aposentados, como é o caso de Sebastião Antônio de Oliveira, que está vendendo bandeiras do Brasil, em plástico e tecido, no centro de Tubarão. Seguindo a tradição, esta é a terceira Copa do Mundo em que o aposentado revende as bandeiras vindas do Rio de Janeiro por um amigo e recebe 30% do valor arrecadado. As bandeiras de tecido custam R$ 2,00 e a de plástico, R$ 1,00. A sua missão nesta primeira fase da Copa é vender no mínimo 70 bandeiras. "Sempre é bom ganhar algum dinheiro extra porque só com a aposentadoria não dá para cumprir os compromissos".


Pequenos empresários estão
aproveitando oportunidades

Marli Vitali

Criciúma - Por incrível que pareça, os pequenos empresários e comerciantes de Criciúma descobriram o quanto é vantajoso vender produtos que levam na estampa a bandeira do Brasil ou que tenham as cores verde e amarela. Principalmente se a época anteceder a uma Copa do Mundo. Enquanto algumas das maiores empresas de confecção da cidade deixaram o espírito patriótico de lado, pequenas fábricas de fundo de quintal resolveram apostar no Brasil, e se deram bem.

Alfredo Anzolin é proprietário de uma microempresa há 12 anos, a Pellone Indústria e Comércio Ltda, localizada no bairro Sangão, zona sul da cidade, e que tem 40 funcionários. Este ano, ele e a mulher e sócia Dóris Anzolin, resolveram comprar tecidos com estampas nas cores verde, amarela e branca, e com a bandeira do Brasil. "Confeccionamos cerca de mil camisetas para adultos e crianças, e vendemos tudo", comemora Anzolin. Para Dóris, que cuida diretamente das costureiras, o preço final dos produtos ajudou bastante. "As camisetas estavam sendo vendidas a um preço bom, R$ 5,00 a infantil e R$ 8,00 para adultos. Vamos nos preparar melhor para a próxima Copa daqui há quatro anos".

Os pequenos empresários acreditam que as vendas não foram melhores por dois problemas. "Quando nosso estoque acabou, tentamos renová-lo, mas não encontramos mais tecido nas cores verde e amarela. Algumas empresas também pararam de produzir", lembra Dóris. Outro problema, que segundo ela, prejudicou as vendas, foi a derrota do Brasil para a Argentina. "É incrível como isso controla os negócios. Se o time está bem todo mundo quer algum produto que lembre ele", afirma.

Procura

Assim como a pequena confecção da família Anzolin, alguns comerciantes foram procurar em São Paulo, produtos que pudessem ser vendidos aqui. As 500 bandeirinhas de plástico trazidas da capital paulista por Simone Mangile Mariano, tiveram uma ótima aceitação dos clientes. "Chegamos de viagem na segunda-feira, dia 8, e três dias depois havia apenas cem bandeiras no estoque. Todo mundo queria comprar", vibra ela. As bandeirinhas, que custam R$ 0,50, enfeitaram os carros e as janelas de muitos criciumenses, e tiveram maior aceitação que os bonés vendidos na loja por R$ 6,00.

"Se o Brasil continuar vencendo, tenho certeza que vamos conseguir vender bem os produtos", observou a lojista Vilma Silva. Há quatro anos ela já descobriu o pontencial da Copa, e conseguiu um aumento na clientela de 20%. Este ano, o estoque de cem camisetas compradas já está quase esgotado.


Lojistas de Chapecó
comemoram alta nos negócios

Marcos Horostecki

Chapecó - A Copa do Mundo de futebol deste ano está fazendo a alegria dos lojistas chapecoenses dos setores de eletro-eletrônicos e papelaria. A venda de televisores superou todas as expectativas, bem como a de bandeiras, fitas, e plásticos nas cores verde e amarelo.

O clima de patriotismo levou centenas de lojistas a enfeitarem seus estabelecimentos com as cores do Brasil. Milhares de metros de plástico, papel e fitas foram parar nas vitrines e até nas calçadas em frente às lojas. Na maioria das papelarias esta semana já não era mais possível encontrar a mesma variedade de enfeites do final do mês passado.

Porém, a maior movimentação financeira aconteceu mesmo nas lojas de eletro-eletrônicos, onde a venda de televisores chegou a aumentar até 40%. "As vendas começaram a surpreender no final do mês passado e agora devem voltar ao normal com o começo da Copa", confirma o gerente da loja centro da Berlanda Móveis e Eletrodomésticos, Dilson de Cézaro.

De acordo com ele, os negócios desta Copa estão superando em muito as ocorridas em 94, principalmente na linha dos grandes televisores. Mesmo os consumidores de poder aquisitivo mais baixo estão investindo nestes modelo de aparelho devido ao grande número de promoções das lojas, que oferecem prazos esticados, juros reduzidos e, conseqüentemente, pequenas prestações.

Hoje em dia, explica o gerente, a diferença de preço entre um televisor de 29 polegadas e um de 20 é bastante reduzida o que tem feito muitos consumidores optarem pelo aparelho maior. Embora as vendas nas linhas de 14 e 20 polegadas também tenham sido boas. "Algumas pessoas que já possuiam televisor acabaram comprando um outro menor devido as promoções", complementou.

Inadimplência

Os lojistas só esperam agora que com este aumento nas vendas não aconteça também um aumento na inadimplência "A gente acredita que hoje as pessoas estejam comprando com consciência das suas capacidades de endividamento. Não podemos vender pensando em não receber", disse o gerente das Lojas Colombo em Chapecó, Olívio Pazolin, otimista em relação ao retorno das vendas.

De acordo com ele, muitas pessoas estavam economizando para trocar de televisor antes da Copa, o que deve contribuir também para que o nível de inadimplência permaneça estável, mesmo com o crescimento nas vendas. "Este ano muita gente estava querendo trocar de televisor e com as promoções para Copa a maioria acabou aproveitando", concluiu.

Promoções vão aumentar lucro

Joaçaba - O comércio de Joaçaba vem atuando sempre em conjunto nas promoções de vendas em datas especiais, embora cada loja use a criatividade para atrair os consumidores. A organização geral e a divulgação cabe à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), enquanto os comerciantes se encarregam de oferecer descontos ou encontrar fórmulas para vender mais. É assim no Natal, Páscoa, datas comemorativas ou eventos que prendam a atenção do público. A Copa do Mundo não poderia ser diferente, apesar da expectativa pouco otimista.

O presidente da entidade, Jorge Ribas, estimou acréscimo nas vendas em torno de 5%, durante o mês de junho, incluindo a movimentação relativa ao Dia dos Namorados. "Brasil rumo ao penta, o campeão é você", é o slogan da campanha, que iniciou dia 6 e até semana passada havia distribuído em torno de 18 mil cupons que darão direito ao sorteio de um televisor de 29 polegadas e um computador Pentium MMX 200, dia 12 de julho.

Muitos bares, restaurantes e lanchonetes mantém televisores ligados para que os clientes possam assistir aos jogos, mas a maioria dos torcedores está preferindo ir para casa, aproveitando a folga concedida pelas empresas nos horários das apresentações do Brasil. As lojas especializadas e supermercados estão registrando bom faturamento com a venda de foguetes, mas, mesmo assim, o movimento ainda está longe do registrado em 1994.

Camisetas da Seleção e bandeirinhas verde e amarela estão presentes nas vitrines, mas este ano as residências em Joaçaba estão com a decoração tímida. Os comerciantes são os que mais esperam por uma boa participação do Brasil e com isso apostam na empolgação dos torcedores.

Bandeiras são
a alegria de
empresárias

Consumo triplicou com os pedidos de produtos nas cores verde e amarela, obrigando a contratação de quatro pessoas para atender a demanda

Marli Rudnick Vitória

Blumenau - Com um motivo a mais que patriotismo, as empresárias Seluta Caminha e Clementina Mazzoto torcem pelo Brasil nesta Copa do Mundo. Enquanto a Seleção do técnico Zagallo estiver no Mundial, a comercialização de bandeiras, flâmulas e faixas em verde e amarelo de sua empresa, a Super Clean, está garantida. Somente nos últimos 30 dias a fábrica especializada em roupas em polipropileno, ou tecido não-tecido, multiplicou por três a produção, atendendo aos projetos de decoração de lojas, condomínios e entidades públicas.

Apostar na Copa como uma data de varejo não prevista no calendário do comércio foi um bom negócio para as empresárias, que por conta do aumento dos pedidos dos últimos dias precisaram convocar mais quatro pessoas para trabalhar no setor de costura. Seluta não revela se o lucro vai acompanhar a evolução da produção, mas afirma que o faturamento extra vai ajudar a pagar as cinco máquinas de costura adquiridas este ano e o estoque de material.

Há um ano, a Super Clean fornece jalecos, aventais, máscaras, toucas e lençóis descartáveis para consultórios e cooperativas médicas, hospitais e laboratórios, consumindo, em média, 1.250 metros de não-tecido por mês. Desde maio, quando começou a atender pedidos de decoração da Copa do Mundo, a empresa já consumiu mais de 4 mil metros de não-tecido verde e amarelo, que viraram bandeirinhas de mão, flâmulas e faixas.

Clientes

Entre seus clientes estão o Shopping Neumarkt (onde instalaram uma bandeira do Brasil de 12 x 8 metros na fachada), a revendedora Audi em Blumenau, Telesc, Superfestas e a rede Fonte/Ponto Lar, além de condomínios residenciais. Depois da boa experiência da Copa do Mundo, as empresárias garantem que continuam investindo no filão de decoração e já começam a receber pedidos para Oktoberfest e Natal.

"O não-tecido é mais barato, dá um efeito melhor que as decorações em plástico e não é inflamável como o tecido ou papel", afirma Seluta Caminha.

Locadora de telões não consegue atender a todos os interessados

Ao contrário da Super Clean, que continua trabalhando durante a Copa, a empresa Vídeo Blitz, que trabalha com locação de telões, já faturou o que podia antes de começar o primeiro jogo. Há um mês o empresário Rubens Rothermel havia fechado contrato dos cinco telões que dispõe, e mesmo tendo comprado um equipamento novo especialmente para o evento, conseguiu atender apenas 20% dos pedidos. "Mais de 30 empresas queriam, mas só atendemos os primeiros candidatos", afirma.

A Vídeo Blitz aproveita a concorrência da Copa para "superfaturar" em 30% o valor de aluguel do telão (que é cobrado por dia de uso). Rubens conta que neste período consegue incrementar em 50% o faturamento em relação a outros meses. "Em períodos normais eu alugo um ou no máximo dois telões simultaneamente. Agora os cinco aparelhos estão sendo disputados", explica.

Se esta é a Copa das bandeiras de R$ 1,99, a Loja Parati, na rua 15 de Novembro, está inovando, vendendo três bandeiras de plástico a R$ 0,99. O gerente Marcos Kurtz afirma que somente esta semana, 15 mil bandeirinhas foram parar nas mãos dos torcedores, e nos últimos 30 dias, a média de venda foi de 500 unidades ao dia. A loja aumentou em 70% o faturamento neste período, e agora espera novas vitórias do Brasil, para manter as vendas em alta.

Outros produtos

A Loja Parati aproveita o argumento da Copa para vender também outros produtos a R$ 0,99, mas segundo Kurtz, 80% dos clientes estão interessados em artigos para comemorar os jogos. "Além das bandeiras vendemos faixas para decoração de casas e rua, neve artificial e cornetas. Tudo para a festa verde e amarela", explica o gerente.(MRV)


Fogueteiros preocupados
com movimento estagnado

Rogério Christofoletti

Florianópolis - Nem todos estão lucrando com a Copa do Mundo. Indústrias que estão diretamente ligadas ao evento sentem estagnação e pouca procura pelos produtos. Os que mais reclamam são os fogueteiros de Nova Trento, único produtor do Estado, que amargam prejuízos desde a virada do ano. "Na Copa passada, chegamos a vender 36 caminhões de rojões. Neste ano, todas as indústrias juntas não venderam um caminhão sequer", compara o fabricante Josemar Franzoi.

Uma das épocas em que mais se consomem rojões e fogos de artifício, a Copa do Mundo não deve trazer alento ao setor que viu as vendas despencarem 80% em 98. A indústria de fogos de artifício amargou, só no começo do ano, 40% de inadimplência do que tinha para receber. "Se o Brasil não passar da primeira fase, os fogueteiros vão ter que pendurar as chuteiras. A gente chega a ter medo de não ter dinheiro para pagar nossos funcionários. Para se ter uma idéia, o 13º do ano passado só foi pago um mês e meio depois", conta Franzoi, cuja família, proprietária de três indústrias no ramo, precisou vender uma distribuidora de fogos de artifício com a crise.

Nem eleições salvam as vendas

As perspectivas são tão pessimistas que nem mesmo as eleições de outubro podem recuperar os prejuízos e alavancar as vendas. "Normalmente, as vendas são muito boas em campanhas para prefeito, não para governador ou presidente", explica Franzoi.

Mesmo no setor de confecções, há quem se queixe. A assistente-administrativa de uma loja de malhas esportivas, Margareth Dias, conta que o faturamento é idêntico ao do ano passado, que não teve Copa. "As pessoas não estão acreditando muito na seleção. Muita gente até procura os produtos, mas não tivemos uma grande alteração no movimento por causa da Copa", avalia.

Com fabricação própria, a loja de Margareth tem vendido mais as peças que trazem as cores do Brasil, principalmente calças justas, shorts e tops. "Se a seleção ganhar os três primeiros jogos, é possível que o consumidor corra às lojas e a gente tenha um aumento no movimento", espera.

Quem deixou para a última hora, mais uma vez se deu mal. Alugar um telão para os jogos da seleção brasileira na Copa é uma tarefa quase impossível nas vésperas do evento. Numa das empresas que locam os equipamentos, o proprietário Fernando Rezende conta que a procura foi tanta que há uma semana da estréia contra a Escócia já não havia equipamentos. "Apesar disso, está uma correria por aqui. As pessoas ligam e procuram muito. No entanto, alguns se supreendem com os preços das diárias", informa o comerciante que cobra R$ 250,00 por dia pelo aluguel de uma tela para projeção, um videocassete, um receptor de satélites e um projetor de cristal líquido, equipamentos necessários para o sistema. "Tem gente que pensa que é muito barato, mas o equipamento é de alta tecnologia e um projetor destes custa de R$ 18 mil a R$ 25 mil".(RC)


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