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TORQUE
Motor Vortec L35 já fornece os 180 cavalos a 4.300 rpm. A 1.500 rpm
70 cavalos já está disponíveis
Foto: Divulgação
Blazer DLX 4x4
Nova "fera" que vem da Europa
A Chevrolet está colocando no mercado a Blazer com tração
4x4, ampliando o leque de opções de sua família de
utilitários esportivos. A tração nas quatro rodas confere
maior robustez e praticidade ao modelo, que também ganha mobilidade
extra em situações difíceis como piso de baixa aderência
e terreno acidentado.
Na verdade, dois novos modelos da Blazer estão chegando à
rede Chevrolet, as versões DLX V6 e Executive, ambas com motor a
gasolina de 4,3 litros de capacidade volumétrica e seis cilindros
em "V". A capacidade de carga deste veículo é de
750 kg. A Blazer é também o primeiro veículo 4x4 fabricado
no País com a disponibilidade da transmissão automática
como opção.
O controle de acionamento da tração 4x4 é idêntico
ao utilizado na linha de picapes S10 e Blazer fabricadas nos Estados Unidos,
se caracterizando pelo comando elétrico a partir de um grupo de teclas
localizadas à direita do painel de instrumentos, na parte superior,
bem próximas do volante. Para dirigir a Blazer 4x4, não é
necessária habilidade especial, bastando somente alguns cuidados
elementares.
A tração permanente é traseira (4x2) e, para colocar
a tração dianteira em ação (4x4 normal), basta
apertar a tecla correspondente. O engate poderá ser efetuado até
a velocidade de 80 km/h.
A versão DLX tem como principais equipamentos de série
o ar-condicionado e as rodas de alumínio, enquanto a Executive já
sai de fábrica equipada com o ar-condicionado, bancos individuais
com revestimento em couro, banco do motorista com regulagem elétrica,
sistema de alarme antifurto e acionamento à distância do sistema
de travas elétricas, rodas de alumínio com pintura especial
e rádio AM/FM com toca-fitas digital. A Blazer Executive 4x4 é
um modelo praticamente completo, só tendo como opcionais o sistema
de som CD player e a transmissão automática.
O conjunto de transmissão da Blazer 4x4 V6 inclui, a exemplo
da S10, a possibilidade de redução adicional de 2,71:1 no
momento em que as quatro rodas estiverem tracionando, aumentando a capacidade
de superar rampas de grande inclinação ou de efetuar operações
de rebocamento difíceis, como puxar um barco para fora da água.
Em primeira marcha reduzida, por exemplo, a Blazer DLX/Executive 4x4 com
transmissão manual, totalmente carregada, é capaz de arrancar
numa rampa de 105% (46°23') de aclividade (automática, 89% ou
41°30'). Porém, por razões de segurança dos passageiros,
devem ser evitadas rampas superiores a 60% (30°57'). A aclividade representa
quantos metros um veículo sobe a partir de um determinado percurso.
Por exemplo, subir 100 metros em outros tantos percorridos, teoricamente
na horizontal, corresponde a uma rampa de 100%. Nesse caso, o ângulo
de rampa seria de 45 graus.
4x4 reduzida
O comando da redução adicional (4x4 reduzida), é
igualmente elétrico, mas o veículo deve estar preferencialmente
parado. Somente em casos excepcionais a redução de força
pode ser posta em ação durante o movimento, mas a velocidade
não pode ser maior do que 4,8 km/h, ou não se concretizará
o engate. Dependendo da configuração de tração
num determinado momento, as teclas referentes a operação 4x4
se acendem, informando ao motorista se a transmissão está
em engrenagem normal ou reduzida.
A elevada potência de 180 cv do moto Vortec L35, medida segundo
as normas brasileiras, confere à Blazer com motor V6 o título
de veículo nacional de passageiros mais potente em toda a história
da indústria automobilística brasileira. Graças ao
elevado torque de 34,7 kgf m a 2.600 rpm, essa potência está
ao alcance do motorista em rotações bem baixas pelos padrões
atuais: os 180 cv surgem a apenas 4.200 rpm. A 1.000 rpm, praticamente a
rotação de marcha-lenta, o V6 já está entregando
42 cv; a 1.500 rpm, 70 cv.
Outro destaque do sistema de tração 4X4 é o desligamento
do diferencial dianteiro sempre que o veículo rodar em condição
4x2, permanecendo estacionários o conjunto coroa/pinhão e
a árvore de transmissão (cardã) dianteira. Dessa maneira,
anulam-se as vibrações associadas a veículos de tração
nas quatro rodas.
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Ficha técnica |
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Motor
Vortec L35, 6 cilindros em V, quatro tempos, OHV (comando de válvulas
no bloco, válvulas nos cabeçotes), árvore contra-rotativa
de balanceamento, dianteiro, longitudinal, com 4.299 cc.
Performance
Câmbio manual: velocidade máxima de 179 km/hora e 0 a 100
km/h em 11,0 segundos. Câmbio automático: 172 km/h e 0 a 100
km/hora em 11,9 segundos (câmbio automático) |
Consumo
Câmbio manual: Na cidade, 6,8 km/litro; na estrada, 10 km/litro
e média (55%/45% - cidade/estrada) de 8,2 km/litro.
Câmbio automático: Na cidade, 6,7 km/litro; na estrada,
9,9 km/litro e média (55%/45% - cidade/estrada) de 8,1 km/litro |
Honda CB 500 já
registra até fila de espera
Toda produção
de 460 motos por mês está sendo vendida
Roberto Dutra
Especial para AN Veículos
A CB está de volta. A linha líder no segmento de motos
médias no Brasil na década de 80, que deixou de ser produzido
em 1996, retorna na versão de 500 cc. A moto é a sucessora
natural da pioneira CB 400, lançada em 1980 e substituída
pela CB 450 em 1988, e vai permitir que a Honda retome a disputa no segmento
legado a importadas, como Suzuki GS 500E e Kawasaki Ninja EX 500. Quando
abandonou as médias, a Honda alegou queda na demanda e concentração
do mercado em motos menores.
A marca japonesa chegou a experimentar a reação do público
em 1995, ao apresentar esta mesma CB 500 no Salão das Duas Rodas.
Pelo jeito, a moto não passou no teste. Repetiu a dose no Salão
de novembro de 1997. Dessa vez, aparentemente, foi aprovada. As vendas da
moto só começaram efetivamente no início desse ano.
Pela reação do público nas revendas, pode-se até
duvidar da validade do primeiro teste da Honda. Muitas concessionárias
da marca chegaram a ter fila de espera de até 40 dias para o modelo.
Hoje, o problema está menor. As filas chegam, no máximo,
a 20 dias. A CB 500 está vendendo uma média de 460 motos por
mês - o que representa a totalidade da produção. Como
a espera se mantém, o preço da moto acaba sofrendo algum ágio
e quase nunca fica abaixo dos R$ 8,9 mil - pela tabela sugerida seria R$
8,5 mil. Nesse ponto, não há vantagem no fato de ser nacional.
As concorrentes têm preços semelhantes: a Suzuki custa R$ 8,9
mil e a Kawasaki, R$ 10,2 mil.
A 500 é efetivamente uma CB modernizada. Lembra, no máximo,
a antiga CBR 450 SR - versão esportiva da CB 450. A moto traz um
design com tanque arredondado, farol redondo e cromado com toque retrô,
tomadas de ar laterais semelhantes às da CBX 200 Strada e um apelo
bastante esportivo. A falha no visual está na lanterna: é
a mesma, sem qualquer charme a mais, da CG 125 Titan.
Robustêz
O sucesso, no entanto, não se explica pela estética. Além
da força do nome CB, empurram a nova moto da Honda a tradicional
robustez mecânica. O motor mantém a configuração
quatro tempos com dois cilindros em linha inclinados a 20 graus. Mas possui
agora duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro válvulas
por cilindro, 498 cc e respeitáveis 54 cv de potência máxima.
A última série da 450 DX tinha motor parecido, mas com comando
simples e uma válvula e 11 cv a menos. A refrigeração
líquida da nova CB 500, feita por um radiador frontal, já
existia na última série da 450. Só foi redimensionado
para a maior potência da moto.
O câmbio, de seis marchas, teve o eixo interno invertido, já
que a alavanca de câmbio, que era para trás, passou para a
frente. Os freios são a disco na frente e atrás, ambos com
acionamento hidráulico. Um detalhe ruim que a nova CB inexplicavelmente
herdou foi a suspensão traseira bichoque. Um sistema monoamortecido,
que evitasse as oscilações laterais na balança traseira
típicas do bichoque, seria mais apropriado.
Esportividade urbana
Assim como acontece com o visual, a pilotagem da nova Honda CB 500 é
radicalmente diferente em relação às antecessoras CB
400 e CB 450. As duas mostravam conforto, ótima posição
de pilotagem e robustez, mas não satisfaziam arroubos esportivos
e tinham agilidade limitada. Já a nova CB 500 instiga quem acelera.
O guidom baixo, o banco inclinado para a frente e as pedaleiras colocadas
bem atrás do motor caem como uma luva para o piloto vestir a moto
e acelerar com muita segurança. Mas, como num cobertor curto, peca
no conforto. O corpo inclinado para a frente implica apoiar parte do peso
sobre os braços, no guidom. Em longos trajetos, é cansativo.
Nos trajetos urbanos, porém, houve um ganho expressivo. A moto
supera o pesado tráfego com facilidade digna de motos menores. Deve-se
apenas ter um certo cuidado na hora de passar entre as filas de carros por
causa do espelho mais baixo e evitar velocidades extremamente baixas, pois
aí os 173 quilos da máquina podem pesar nas pernas de quem
está no comando. Mesmo assim, são 19 quilos a menos que as
CBs antigas.
O motor de 54 cv exige rotações altas. Apesar de ter reações
rápidas, retomadas eficientes e aceleração homogênea,
qualquer queda mais sensível na velocidade exige reduções
de marcha para manter as respostas sempre afiadas. Por exemplo, a 80 km/h,
deve-se estar em, no máximo, quinta marcha. A sexta só é
bem aceita a partir dos 85 km/h e leva a CB à máxima de 157
km/h. A frenagem é segura, mas o câmbio não se mostrou
muito tolerante - a terceira insistiu em pular e os engates não foram
precisos. A suspensão tem a firmeza adequada, mas o sistema com dois
amortecedores atrás transmite algumas oscilações em
curvas de média e alta velocidade. O consumo, por outro lado, é
bom: cumpriu a média de 23 km/l.(RD)
Instantâneas
- A Honda chegou ao Brasil em 1976 e instalou-se na Zona Franca de Manaus.
- A empresa já investiu mais de US$ 300 milhões no País,
o que representa o segundo maior investimento do grupo Honda no segmento
de duas rodas fora do Japão.
- O investimento para lançar CB 500 no País superou os
US$ 3 milhões. A capacidade de produção inicial é
de 500 unidades mensais.
- A Honda CG 125 é líder do mercado brasileiro de motos
desde que foi lançada, em 1976. Em 1997, foram 226.578 unidades,
ou 59% do mercado.
- Em 1981, a Honda lançou a única moto de série
no mundo a rodar com álcool, uma versão da CG 125.
- O mercado de motos é o que mais cresce no País: em 1996,
foram 275 mil motos, no ano passado, 407 mil, e para este ano estima-se
em 500 mil.
LONGA ESTRADA
Produção do Rover Mini foi iniciada em 1959. Mesmo desatualizado,
modelo sempre é lembrado pelos aficcionados por veículos
Foto: Divulgação
Rover Mini volta com visual mais moderno
Modelo subcompacto retorna
às linhas de montagem após dois anos de interrupção
na produção. Carro terá motor brasileiro
Um dos modelos mais tradicionais do mundo das últimas décadas
voltará às linhas de produção. Trata-se do Rover
Mini, modelo subcompacto produzido pela montadora inglesa Rover - que hoje
pertence à BMW alemã - a partir de 1959. Além de um
novo design, completamente reestilizado, mas que ainda lembra o visual dos
modelos antecessores, o Rover Mini será equipado com um motor brasileiro.
Este propulsor sairá da linha de montagem tupiniquim da Tritec Motors,
empresa formada a partir de uma joint-venture entre a BMW e a Chrysler.
O motor da Tritec que equipará o novo Rover Mini vai ter 1.6
litro de capacidade volumétrica, 16 válvulas e 114 cv de potência
máxima. Além do Rover Mini, o motor 1.6 nacional também
deverá equipar outros modelos, como o Chrysler Neon. A Tritec Motors
também fará no País um outro modelo de motor, com 1.4
litro. A linha de montagem da empresa será instalada na cidade de
Campo Largo, no Paraná, com investimentos que superam os US$ 500
milhões. A produção da planta é estimada em
cerca de 400 mil unidades anuais, mas o início das operações
está previsto somente para agosto do ano 2000.
O Rover Mini será um dos primeiros modelos a usar o propulsor
brasileiro. A produção do carrinho foi interrompida dois anos
atrás. Porém, sua tradição de sucesso levou
a empresa e estudar um novo design e fazer planos para ressucitá-lo.
O Rover Mini faz parte do rol de automóveis que marcaram época
e que não saem da lembrança dos aficionados por quatro rodas,
como o Volkswagen Fusca. A reestréia ainda não tem data marcada,
mas deverá acontecer em, no máximo, um ano.
Design
O design da nova versão exibe diferenças significativas
em relação ao antecessor, mas não esconde a origem.
O modelinho apresentado nos últimos salões europeus é
vermelho com teto branco, cores mais tradicionais do carro e igualmente
apresenta dimensões reduzidas, duas portas e apelo esportivo. Estão
lá a ampla grade do radiador bem arredondada e os tradicionais faróis
redondos - agora um pouco ovalados.
O relançamento do Rover Mini vai coroar uma onda de nostalgia.
Além dele, a Volks relançou o Fusca modernizado, batizado
de New Beetle, e a Citroën já anunciou uma nova versão
do 2 CV para o ano 2000.
Mas apesar de todo o otimismo e expectativa que o retorno do carro gera,
há uma pedra no meio do caminho. Recentemente, o grupo Daimler -
dono da marca alemã Mercedes-Benz - adquiriu o controle acionário
da Chrysler. Com isso, cria-se um problema, já que a BMW, sócia
da Chrysler no empreendimento brasileiro, é rival da Mercedes. Até
agora, a Chrysler garante que vai honrar o acordo. Ironia do destino: em
última analise, o inglês Rover Mini passaria a ser um carro
BMW com motor - ou parte dele - da Mercedes.
Berlingo chega
ao mercado em agosto
A francesa Citroën ataca com mais uma novidade no mercado nacional.
Depois de lançar, em maio, o médio Xsara, a empresa se prepara
para comercializar no País o Berlingo. O veículo de 4,10 m
de comprimento chega às concessionárias da marca em agosto
e é um projeto conjunto da Citroën com a Peugeot - marcas do
Grupo PSA -, que tem como modelo gêmeo o Peugeot Partner. O Berlingo,
na Europa, tem versões furgão, para cargas, e multiespaço,
para passageiros. Para o Brasil, a montadora vai trazer o modelo de passageiros.
A versão multiespaço tem capacidade para cinco pessoas
e um amplo porta-malas, para 664 litros de bagagem. Se o encosto do banco
traseiro for rebatido, porém, a capacidade do compartimento de carga
chega até a 2.800 litros. Apesar de ser um misto de utilitário
e carro de passeio, o Berlingo conta com interior de forração
bem alegre, que dá um apelo descontraído ao veículo.
Os bancos têm cores vivas, como vermelho, azul e verde. O Berlingo
é equipado com motor de 1.360 cm3 com 75 cv de potência a 5.500
rpm, que levam o modelo à velocidade máxima de 155 km/h. A
previsão da Citroën é de que o Berlingo tenha preço
em torno de US$ 25 mil.
Besta GS passa a contar
com câmbio automático
Mesmo cambaleando financeiramente em seu país de origem, a Coréia
do Sul, a Kia mantém o fôlego no Brasil. Ainda este mês
a marca vai reforçar a linha Besta, o seu carro-chefe no mercado
nacional, e passa a importar a Besta GS com câmbio automático
de quatro marchas. A nova opção, segundo a Kia, atende principalmente
à necessidade de quem utiliza o modelo para o trabalho. Com o câmbio
automático, fica mais fácil enfrentar os engarrafamentos dos
grandes centros urbanos.
A Besta GS com câmbio automático compartilha a motorização
com a versão mecânica da linha. Ambos os modelos são
impulsionados por um propulsor diesel de 2.7 litros com 83 cv de potência
e 17,5 kgf.m de torque. Apesar da chegada da versão com transmissão
automática confirmada para este mês, a Kia ainda não
tem o preço do modelo.
Deve ficar, no entanto, entre US$ 1.500 e US$ 2 mil a mais que a versão
com câmbio mecânico da Besta GS, que custa US$ 28.900.
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Propaganda tenta seduzir consumidor
Fábricas investem
cada vez mais em campanhas para vencer concorrência
Rogério Louro
Especial para AN Veículos
No ano passado, quando foram batidos todos os recordes de comercialização
de veículos, as 35 marcas presentes no País gastaram US$ 620
milhões em propaganda. Na briga para seduzir os possíveis
compradores, só as quatro grandes montadoras nacionais, responsáveis
por 96% das vendas, investiram cerca de US$ 370 milhões, ou 60% do
total da publicidade. Para este ano, as grandes marcas prometem manter o
volume dos gastos para não dar margem aos concorrentes.
A decisão de manter as verbas vai contra uma prática comum
entre as montadoras: associar os gastos com publicidade a percentagens do
faturamento previsto pela empresa. Como o ano está com vendas inferiores
ao de 1997, a tendência seria a redução da verba publicitária.
Mas a única mudança na propaganda para este ano é no
tema dos anúncios, exatamente para impulsionar o caixa das montadoras.
"Com vendas em baixa, fazemos mais anúncios de varejo; em
alta, investimos no produto e na marca", explica Luiz Sérgio
Mesquita, gerente de propaganda da Ford. A opção pelo varejo
- com anúncios de descontos no preço e opções
de pagamento - costuma ser pouco explorada pelas montadoras. Este tipo de
propaganda normalmente é repassada para as concessionárias,
ficando as marcas com as campanhas de produto, que mostram os modelos, e
institucionais, que destacam a marca.
Mas, em época de vendas desaceleradas, as montadoras também
tentam atrair o cliente pelo bolso. Só que, mesmo quando o assunto
é preço e descontos, quem está lendo ou vendo tevê
não quer formalidades. "Não há mais espaço
para um apresentador falando do carro, como um catálogo", afirma
Carlos Moreno, gerente de publicidade da Fiat. Para os publicitários,
os anúncios têm de ter a mesma qualidade dos filmes de tevê
e reportagens das revistas, senão as pessoas nem param para olhar
a propaganda.
E colocar uma pessoa em uma propaganda de carro atualmente só
se ela for muito famosa e emprestar algum status para a marca. Caso da modelo
Claudia Schiffer no comercial de lançamento do Citroën Xsara.
"Tínhamos dúvidas de quanto a modelo era conhecida no
País", confessa Nívea Morato, gerente de marketing da
Citroën.
Divulgação
A montadora francesa não imaginava que os brasileiros conhecessem
tanto a famosa modelo. "Vimos também o poder da televisão
na divulgação com a repercussão nas vendas", completa
Nívea. Em um mês, o Xsara vendeu 800 unidades, contra a média
normal da Citroën que era de 250 carros/mês - contando todos
os modelos.
A influência da televisão não é negada por
ninguém da indústria. Por isso, em média, 60% do dinheiro
gasto com propaganda vai para os preciosos segundos dos intervalos da tevê.
"Para a marca ser mais presente para o público tem de fazer
televisão", afirma Antonio Salgueiro, diretor de conta da agência
de publicidade Almap.
Revistas
Já as revistas ficam com cerca de 25% do investimento por atingirem
um público segmentado. Os jornais atingem, em média, 10%,
principalmente com anúncios de varejo. Mas podem ter sua participação
ampliada em épocas de vacas magras. Os 5% restantes costumam ser
divididos entre rádio, outdoors, entre outros. Mas nenhuma regra
é rígida. "É como fazer um bolo. Tem de colocar
as medidas certas, senão cresce demais ou sola e não agrada
a ninguém", compara Luiz Mesquita, da Ford.
Em 98, o mercado vai parecer uma confeitaria, de tanta gente fazendo
bolo. O investimento feito por todas 31 outras marcas de veículos
sem ser as quatro grandes - que em 97 foi de US$ 250 milhões - está
estimado, segundo publicitários, para aumentar 50% este ano. Isso
por causa do crescimento das verbas das novas marcas nacionais, como Honda,
Mercedes, Peugeot/Citroën, Renault, Toyota e Chrysler, que reforçam
as campanhas para difundir a imagem institucional e ficarem conhecidas pelos
compradores.
Publicidade em números
- A Fiat é a montadora que mais investiu em publicidade em 1997:
cerca de US$ 100 milhões.
- O Polo Classic foi o primeiro carro do País a ter sua publicidade
de lançamento divulgada primeiramente pela Internet e só
depois pelas mídias normais.
- A Citroën gastou US$ 2,8 milhões com a divulgação
da campanha de lançamento do Xsara com a modelo Cláudia Schiffer.
- A Mercedes inicia, já em agosto, a campanha de lançamento
do Classe A, que começa a ser fabricado no País em dezembro.
A GM perdeu a vaga de patrocinador do futebol da Rede Globo este ano para
a Volks. Para substituir a rival, a Volks pagou R$ 36 milhões pela
cota de propaganda e terá mais de 3 mil inserções
durante o futebol na emissora.
- O comercial das nuvens que sorriem para o Marea, atualmente em exibição
nas tevês, foi um dos cinco filmes produzidos para a escolha final
realizada pelos diretores da Fiat.
- A Subaru vai gastar US$ 3 milhões em uma campanha institucional
que começa em julho.
Venda de motos
quebrou recorde
no mês passado
As vendas de motociclos continuam em ritmo crescente e o planejamento
do setor indica que a meta de 500 mil unidades para este ano será
atingida. A previsão é da Abraciclo, associação
que reúne os fabricantes de motos no Brasil. O mês de maio
encerrou com novo recorde: 46.186 unidades vendidas, com crescimento de
12,7% em relação a abril e de 32,4% se comparado com o mesmo
período de 1997. De janeiro a maio deste ano foram comercializadas
no mercado interno 204.069 mil unidades.
GSX-R750 atinge 100 km/h em 2,8s
Superbike da Suzuki tem 133
cv de potência e alcança 275 km/h
A Suzuki está reforçando sua linha de superesportivas
com a nova GSX-R750 que, em sua versão 98, apresenta como maior novidade
a injeção eletrônica de combustível em dos estágios.
Integrante da classe das superbikes, a GSX-R750 atinge velocidade final
de 275 km/h e atinge 100 km/hora em apenas 2,8s.
Agora, inspirada na experiência obtida com a TL1000S, os engenheiros
da Suzuki Motor Corporation trouxeram para a linha GSX-R a versão
"injetada" que oferece ainda mais desempenho em todos os regimes
de rotação, além de uma excelente resposta de aceleração
e consumo de combustível.
Tecnicamente, o programa de injeção eletrônica em
dois estágios garante uma pressão ideal no coletor de admissão
mesmo em baixas rotações. Os enormes coletores de 46mm de
diâmetro, em substituição aos carburadores de 39mm,
apresentam um incremento de 50% na capacidade do fluxo de ar. Isso justifica
o aumento de potência da GSX-R750 para 133cv. Esse eficiente controle
eletrônico de combustível inclui sensores de posição
do acelerador, rotação do motor, temperatura do ar no filtro,
pressão de ar no filtro, pressão atmosférica e temperatura
da água, além do mapeamento independente para cada cilindro
e do comando manual do afogador. A tecnologia de ponta também se
faz presente para garantir a segurança e a estabilidade do piloto
ao contar com um visor de cristal líquido no painel de instrumentos
que fornece informações de alta precisão sobre o funcionamento
da motocicleta.
A GSX-R750 passou por uma revisão total para garantir o mais
leve e compacto conjunto e permanecer com apenas 179kg. Diversos componentes
foram trabalhados para reduzir peso e sua aerodinânica também
foi reestudada para diminuir a turbulência do fluxo de ar, como a
bolha frontal que está mais alta no centro. O modelo, com o desconto
de 5%, passou a custar US$ 18.800,00.
Ficha técnica
Suzuki GSX-R750
- Motor: Refrigerado a água, 4 tempos, 4 cilindros em linha, 16
válvulas, com 749 cc e 133 cavalos
- Transmissão: 6 velocidades
- Suspensão: dianteira do tipo invertido. Traseira com garfo monoamortecido
tipo "link"
- Rodas: fundidas em liga de alumínio de 17 polegadas
- Freios: dianteiro com disco duplo de 320 mm, pinças de seis
pistões. Traseiro: a disco, com 220 mm e pinça de dois pistões
- Tanque: capacidade de 18 litros
- Peso seco: 179 quilos
- Preço: US$18,8 mil
CG 125 Titan segue liderando o mercado
A linha CG 125 da Honda segue absoluta na liderança do mercado
interno. Em maio, foram 26.652 unidades vendidas nos modelos Titan e Cargo,
o que representou mais de 62% do mercado. Este ano, as duas versões
já venderam mais de 126 mil unidades.
Modelos com menos potência estão em alta
Os motociclos de baixa cilindrada e de custo acessível têm
alavancado as vendas do setor. Atualmente 11,4% das vendas correspondem
aos veículos de até 100cc. A Abraciclo estima que até
o ano 2000 este modelos representem 20% do total do mercado.
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