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MODERNO
Passat chega à 5ª geração com estilo mais atual
e linhas arredondadas
Foto: divulgação
Luxo e conforto são as armas do Passat
Carro chega à quinta
geração com visual mais jovem e mesma plataforma que o A6
Mauro Geres
Especial para o AN Veículos
Reconhecida em todo cenário automotivo mundial pela robustez e
baixo custo de manutenção de seus carros, a Volkswagen vem
mudando um pouco seu foco nos últimos veículos que tem colocado
no mercado. O novo Fusca, muito mais sofisticado que o seu antecessor, nem
de perto lembra o antigo "carro do povo". E usou a mesma fórmula
com a quinta geração do Passat, que começa a chegar
à rede Imports essa semana. Produzido na Alemanha, o novo Passat
utiliza a plataforma e motorização do Audi A6. E as semelhanças
não param por aí: herdou linhas mais atuais, ficou mais espaçoso
e ganhou acabamento mais requintado. Resultado: só mesmo o logotipo
na grade dianteira e o nome do carro na tampa do porta-malas acabam com
a dúvida: não se trata de um Audi, mas de um legítimo
Volkswagen.
A nova família Passat é formada pelo sedã e a station
wagon Variant. Ambos contam com motorizações aspiradas e turbo
de 1.8 litro e outro V6 de 2,7 litro, com potência, respectivamente,
de 125, 150 e 193 cavalos. Os três motores são longitudinais
e contam com cinco válvulas por cilindro. O câmbio também
para os dois modelos é mecânico de cinco marchas, com
opção do automático de quatro velocidades para o motor
aspirado de 1.8 litro, e do Tiptronic de cinco marchas para o turbo e o
V6.
O espaço interno da versão sedã a VW não
disponibilizou a Variant para os testes no autódromo de Interlagos,
em São Paulo é um dos pontos que mais se destacam no
Passat. A explicação é simples: o carro ficou 7,1 cm
mais comprido, 2,5 cm mais largo, ganhou mais 2,8 cm na altura e ainda entre-eixos
8 cm maior em relação ao modelo anterior, que era a quarta
geração do Passat. Com isso, mesmo pessoas mais altas conseguem
se instalar confortavelmente nos bancos dianteiros ou traseiro do carro.
E a VW não caprichou apenas no espaço. A comodidade é
garantida também pela perfeita ergonomia do carro. Os bancos da frente
têm regulagem lombar e de altura, a direção é
regulável na altura e na distância. Os comandos bem localizados
e o acabamento mais cuidadoso do que o habitual para um Volkswagen
transmitem uma agradável sensação de conforto.
Que é reforçada por itens de série como o ar-condicionado,
travamento elétrico central com alarme, acionamento elétrico
de vidros e retrovisores, airbag para motorista e acompanhante, porta copos
dianteiros e traseiros e iluminação interna temporizada, entre
outros itens.
Preços e concorrentes
O Passat com motor 1.8 l aspirado tem preço sugerido a partir
de US$ 33.705,00 (sedã) e US$ 35.645,00 (station). Oferece como opcionais
rodas de liga leve e transmissão automática de quatro velocidades.
Já o turbo custa a partir de US$ 37.477,00 (sedã) e US$ 39.417,00
(station). Opcionalmente, pode receber o câmbio automático
Tiptronic de cinco marchas. O modelo top de linha com propulsor V6, 30 válvulas,
airbags laterais e outros acabamentos, está cotado a partir de US$
43.643,00 (sedã) e US$ 45.583,00 (station). Oferece ainda como opcionais
o CD changer, teto solar e acabamento em couro.
Com os novos Passat, a Volks pretende alcançar uma bela fatia
do segmento de carros médios-grandes. Os primeiros 1.200 carros importados
da fábrica de Emden, na Alemanha, já foram vendidos. Um segundo
lote de 3 mil unidades chega em dois meses. Até o final do ano, um
total de 8 mil carros deve ser vendido no mercado interno, prevê o
supervisor de marketing da VW, Alberto Boasche. Detalhe: o número
só não será maior, segundo Boasche, em razão
da produção já estar toda vendida. O sedã e
a station vão brigar com Fiat Marea e Marea Weekend, Citröen
Xantia, Ford Mondeo, Toyota Corona, Honda Accord, Peugeot 406, BMW Série
3 e até mesmo com modelos da Audi.
Para o ano que vem, o problema do limite de oferta dos modelos deve ser
solucionado: é que a VW está acertando os últimos detalhes
para fabricar o Passat e a Variant em sua nova fábrica em São
José dos Pinhais, juntamente com Golf e Audi. Só resta esperar
para ver se sem o "charme" do importado, os carros continuarão
com a mesma aceitação.
Ficha Técnica - Volkswagen Passat 1.8 T
- Motor: A gasolina, dianteiro, longitudinal, quatro cilindros
em linha, 20 válvulas, 1.781 cc, sobrealimentado por turbocompressor
e tração dianteira.
- Potência máxima: 150 cv a 5.700 rpm.
- Suspensão: Dianteira independente com quatro braços
oscilantes com amortecedores hidráulicos, molas helicoidais e barra
estabilizadora. Traseira semi-independente com braços combinados.
- Freios: Discos ventilados na frente, maciços atrás
e ABS.
- Carroceria: Três volumes com cinco lugares e quatro portas
em monobloco.
- Porta-malas: 475 litros
- Peso: 1.280 kg com 550 kg de carga útil.
Audi A3 e A4 ganham
versões mais apimentadas
Modelos recebem motores turbo
com potência de até 240 cavalos e preços entre US$ 56
mil e US$ 73 mil
Rogério Louro
Especial para AN Veículos
A receita que combina modelos superluxo com tempero esportivo costuma
dar certo. Não tanto pelas vendas que provoca - em geral são
carros caros a ponto de espantar o consumidor -, mas principalmente pelo
prestígio que empresta à marca. O importador oficial da Audi
no Brasil, Senna Import, tem isso em mente ao lançar o A3 e o A4
AVR. Tanto que projeta vender apenas 25 unidades do AVR por mês, somadas
às cinco versões diferentes - são três variações
do A3 e as duas do A4 com motores 1.8 turbo. Os modelos originalmente com
150 cv são apimentados para que despejem até 240 cv nas rodas
dianteiras.
Os kits de preparação foram encomendados pela Senna Import
diretamente às empresas alemãs MTM, na parte mecânica,
e Votex, para a mudança estética e aerodinâmica. Os
Audi AVR - sigla que, segundo a Audi, é usada apenas por ser foneticamente
bonita - chegam às concessionárias em julho com preço
também envenenado. O A3 1.8 T e o A4 1.8 T, que servem de base para
estas versões, custam hoje US$ 46.500,00 e US$ 67.819,00 respectivamente.
Os AVR partem de US$ 56 mil, para o A3 de 182 cv, passa pelos US$ 59 mil
do A3 de 192 cv e chega aos US$ 73 mil do A4 de 210 cv. Os modelos mais
potentes, A3 de 232 cv e A4 de 240 cv não tiveram preços definidos.
Novo chip
As principais transformações nas versões AVR aparecem
na parte mecânica. O motor original 1.8 com 20 válvulas e turbocompressor
recebe um novo chip de controle que amplia a pressão do turbo, o
limite de rotação do motor e a quantidade de combustível
injetada nos cilindros. Nas versões top, o próprio turbo é
substituído por outro com diâmetro e hélices maiores,
que eleva a pressão a 1,38 bar, contra 0,55 bar do motor de série.
As alterações fazem o A3 AVR de 232 cv chegar aos 240 km/h
e acelerar de zero a 100 km/h em 6,2 s, enquanto o A3 Turbo atinge 217 km/h
e tem aceleração de 8,1 s. No A4 AVR, de 240 cv, a velocidade
é de 242 km/h e o zero a 100 km/h fica em 6,1 s, contra os 222 km/h
e 8,3 s do A4 Turbo básico.
Suspensão e freios
Para se adequar à performance, os AVR tiveram as molas trocadas
por outras mais rígidas e a suspensão foi rebaixada em 2 cm.
Nos carros com mais de 200 cv, os amortecedores normais deram lugar a conjuntos
Koni, com três níveis de regulagem de pressão. Os discos
dos freios também foram substituídos por outros de diâmetro
27 mm maiores - agora têm 312 mm. Eles funcionam em conjunto com o
ABS de série dos carros Audi.
No visual, as mudanças não chegam a ser drásticas,
mas são notáveis. São trocados os pára-choques
e grades do motor. Os modelos ganham também saias, spoilers e escapamento
com ponteira dupla. As rodas passam a ter desenho esportivo e aro 16, em
vez do aro 15 original. No interior, as diferenças em relação
ao A3 e A4 aparecem nos bancos envolventes com forração em
couro, que ressaltam a mistura do requinte com a esportividade. Opcionalmente,
todas as versões ainda podem ganhar volante esportivo e lavadores
de faróis. Já itens como trio elétrico, direção
hidráulica, ar-condicionado, rádio/toca-fitas e airbag duplo,
comuns nos carros da Audi, também são de série no AVR
e garantem o requinte mesmo em alta velocidade.
Potência em baixas rotações
Motores turbo, em geral, são bruscos. É normal que até
3 mil rotações, a turbina se finja de morta e quando acorda,
pareça querer recuperar o tempo que passou dormindo. Em menor escala,
é o que ocorre com motores multiválvulas. Mas os Audi AVR,
apesar de serem turbinados e multiválvulas, nada disso acontece.
A abundância de potência e disposição dos AVR
permitiu que os engenheiros da MTM despertassem o turbo já aos 1.500
giros. Desde a arrancada, a maciez com que os Audi aceleram chama a atenção.
Esta suavidade, porém, não engana ninguém. Os Audi
aceleram rápido, com a agravante de o motorista ainda ser instigado
pelo zunido do turbo e pelo comportamento correspondente do velocímetro.
Pode-se até ter vontade de passear a bordo dos AVR. Afinal, o interior
em couro, o ar perfeito, a posição de dirigir exata e todos
os demais apetrechos que acompanham um Audi estão lá. Há
inclusive a opção Tiptronic para o A4 de 210 cv - quase um
contrasenso, já que o câmbio seqüencial e automático
usado é lento nas trocas e tira o ímpeto esportivo.
Seria difícil resistir a apertar o pé direito contra o
pedal. Se não fosse, no caso brasileiro, por um argumento bastante
convincente. A MTM retirou dos Audi AVR os 2 cm na distância para
o solo que emprestou no processo de tropicalização do modelo
normal. O carro fica absolutamente neutro nas curvas e não há
sequer menção de inclinação - no limite, ele
escorrega, mas não aderna. O resultado final, porém, é
um carro duro, pela suspensão de pequeno curso. Um buraco mais portentoso
pode ser sentido tanto no bolso quanto nos rins. (Eduardo Fonseca da Rocha)
Marca surgiu em 1909
- A Audi foi fundada em 1909 por August Horch, com o nome de August Horch
Automobilwerke. No mesmo ano, porém, o nome August foi disputado
na justiça e perdido. Passou, então, a ser denominada Audi
Automobilwerke.
- Em 1964, a Audi foi comprada pelo Grupo Volkswagen.
- O A3 foi lançado mundialmente em 1996, ano que também
chegou ao País.
- Com 4,15 m, o A3 marcou a volta da Audi aos carros médios-compactos,
após o fim da produção do modelo 50, em 1980.
- O A3 será fabricado no Brasil a partir de dezembro na fábrica
conjunta da Volkswagen/Audi em São José dos Pinhais, no Paraná.
- A plataforma do A3 já é utilizada pelo VW Golf e será
a base do cupê TT e do roadster TTS.
- O A4 foi lançado em 1994 em substituição ao modelo
80.
- Desde que foi lançado no Brasil, em outubro de 1996, o A3 já
teve 3.432 unidades comercializadas. Já o A4, que chegou em janeiro
de 1995, somou 4.677 veículos até maio deste ano.
- No Brasil, a Audi é representada pela Senna Import, empresa
criada pelo piloto Ayrton Senna. Mas, no final do ano, a Volkswagen assume
o controle da marca no País.
- As concessionárias da Audi, além de vender carros, também
comercializam a grife da marca, que tem desde roupas e bolsas até
miniaturas dos carros.
MADE IN ARGENTINA
Palio EL ganhou motor de 1.6 litro, que já era usado pelo Siena,
para agilizar a produção da Fiat do outro lado da fronteira
Palio EL fica mais arisco
Adoção do motor
1.6 litro garantiu mais seis cavalos ao carro, que, agora, chega à
velocidade de 170 km/h
A integração da produção entre as fábricas
no Brasil e países do Mercosul é um trunfo para as marcas
ditas nacionais. Com a Fiat não é diferente. A unidade de
Betim, Minas Gerais, e a de Córdoba, na Argentina, permitiram, por
exemplo, a flexibilização no aumento ou redução
da fabricação da família Palio. Tanto que para aumentar
a produção da Weekend, construído apenas na fábrica
brasileira, a Fiat transferiu para a Argentina a linha de montagem do Palio
EL, que antes só respondia pelo Siena. E a mudança ainda proporcionou
um aumento de fôlego no motor do carro.
Para otimizar a produção do hatch EL do outro lado da fronteira,
o modelo ganhou o mesmo propulsor 1.6 do Siena EL e abandonou o antigo motor
1.5. Assim, a Fiat não tem de remeter propulsores 1.5 para a fábrica
platina e aproveita o motor 1.6 do sedã. O novo propulsor desenvolve
82 cv a 5.750 rpm, 6 cv a mais que o 1.5, e torque de 13,3 kgf.m a 2.750
rpm, contra 12,1 kgf.m do antigo motor. Com a mudança, o EL ganhou
mais 5 km/h na velocidade final: agora atinge 170 km/h. Já a aceleração
de zero a 100 km/h passou de 12,8 s para 11,6 s.
A novidade do Palio EL de origem platina fica mesmo restrita ao novo
motor. No resto, o modelo intermediário da linha Palio continua o
mesmo. Pelo preço de R$ 18.211,00 a versão tem como destaques
direção hidráulica e abertura interna do porta-malas
de série. Se estes dois equipamentos dão algum conforto ao
interior, a forração e o acabamento são semelhantes
ao do modelo ED, a versão popular mais barata. Já a lista
de opcionais é generosa e inclui airbag duplo, ar-condicionado, rádio/toca-fitas
e trio elétrico. O controle elétrico do vidro, porém,
é só para as janelas da frente. Todos estes equipamentos deixam
o Palio EL com preço salgado: R$ 25.199.00.
Mais fôlego
O motor 1.6 do Palio EL garante disposição para se enfrentar
o pára-e-anda do trânsito. As respostas rápidas ao apertar
do acelerador deixam o carro ágil para disputar espaço nos
engarrafamentos. Nestas situações, a direção
hidráulica também contribui por ser bem equilibrada, e não
exigir esforço, por um lado, e não deixar o volante muito
solto, por outro.
Em estradas o Palio EL já não fica tão à
vontade. Ele até mostra algum vigor e atinge, sem dificuldades, os
130 km/h. Depois desta marca, o ganho de velocidade fica mais lento, porém
continua ascendente até os 170 km/h. O inconveniente é que,
a partir dos 80 km/h, o aumento da velocidade é acompanhado pela
elevação do barulho do motor. Além do ruído,
o propulsor ainda apresenta um consumo médio nada generoso: 8,6 km/l.
Já a suspensão se mostra bem regulada, combinando estabilidade
e conforto de forma equilibrada.
Modelo sedã
impulsiona vendas do Corsa
Apesar de ter desempenho moroso, o Corsa Super sedã 1.0, que começou
a ser vendido em março deste ano, deu um fôlego extra nas vendas
da linha Corsa sedã. O 1.0 com porta-malas protuberante levou o Corsa
sedã a registrar, em maio, o melhor mês de vendas desde que
foi lançado em dezembro de 1995. Em maio, foram comercializadas 6.077
unidades do três volumes da linha Corsa. Só a versão
1.0 foi responsável por 4.220 veículos vendidos, o que representa
69,4% do total da linha.
A festa solitária do Corsa Super sedã, porém, promete
durar pouco. De olho no segmento, a Fiat vai lançar no final de julho
o Siena 1.0. A montadora de Betim, que vendeu 2.350 unidades da linha Siena
em maio, pretende com a nova versão também incrementar a venda
do sedã médio-compacto. Mas para não ficar com um três
volumes 1.0 com performance sofrível, como o modelo da GM, a Fiat
vai equipar a versão popular do Siena com um câmbio de seis
marchas. Este equipamento será utilizado pela primeira vez em um
carro nacional e, segundo a Fiat, terá as primeiras marchas com relação
curta para facilitar a saída do modelo da inércia.
Evolution 1 - A Stuttgart Sportcar, revendedora
autorizada da marca Porsche no Brasil, já recebeu as primeiras unidades
do novo Evolution 911 Cabriolet para venda ao mercado brasileiro. O novo
Porsche conversível está sendo comercializado pela bagatela
de US$ 220 mil. O modelo deriva do 911 Evolution - que, por sua vez, substituiu
o modelo mais tradicional da marca alemã, o 911 Carrera -, mas apresenta
o diferencial da capota de lona com acionamento elétrico.
Evolution 2 - O Cabriolet vem equipado com
um propulsor de seis cilindros opostos refrigerado a água com quatro
comandos de válvulas no cabeçote, 3.3 litros de capacidade
volumétrica e imodestos 300 cv de potência. Com ele, o modelo
acelera de zero a 100 km/h em 5,4 segundos e atinge a velocidade máxima
de 275 km/h com câmbio manual. Além do câmbio manual
de seis marchas, o Porsche 911 Evolution Cabriolet pode vir também
com o Tiptronic de cinco, com acionamento por botões localizados
no volante. |
Vendas de scooters seguem em alta
Motonetas devem representar
20% do mercado até o ano 2.000
Roberto Dutra
Especial para AN Veículos
O Brasil parece mesmo disposto a adotar as duas rodas. O mercado de motocicletas,
motonetas e ciclomotores vendeu em 97 mais de 404 mil unidades, contra 275
mil de 96. Para este ano, as perspectivas são ainda mais otimistas:
500 mil unidades. Ou seja, um aumento superior a 80% em apenas dois anos.
Nesta nova realidade, a importância das motonetas - ou scooters -
e ciclomotores vem crescendo progressivamente. Esses modelos de baixa cilindrada
estão conquistando o consumidor que procura um meio de transporte
barato, prático, ágil e econômico.
Os pequenos scooters e ciclomotores responderam, em maio, por 18% do
mercado global de veículos de duas rodas, somando 8.727 unidades
de um total de 46.186. O dobro dos 9,1% de janeiro deste ano e acima da
média dos últimos dois anos, em torno de 12%. As perspectivas
da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas,
Ciclomotores e Motonetas (Abraciclo) apontam para uma participação
de 20% até o ano 2000. Ou seja: mais de 100 mil unidades.
A procura crescente motivou fabricantes e importadores a investirem em
novos modelos. Hoje já são mais de 30 de 13 diferentes marcas.
As scooters líderes são a Honda C100 Biz e a Yamaha Crypton.
As duas venderam, em maio, 5.744 e 1.060 unidades, respectivamente. Com
isso, a Biz deteve 65% do segmento e a Yamaha, 12%. Dos outros modelos,
os mais vendidos ficam, no máximo, com 0,8%. Embora pareça
pouco, em alguns casos isso representa uma média de mais de 300 unidades
mensais.
Além do crescimento do segmento, os fabricantes também
estão de olho em uma nova resolução do Contran. A partir
de novembro, maiores de 14 anos poderão conduzir ciclomotores com
autorização especial dos pais e dos Detrans. Os modelos, porém,
não poderão ter mais de 50 cilindradas e nem ultrapassar os
50 km/h. Eles acreditam que a medida vai impulsionar ainda mais as vendas.
"Todos já estão muito agitados em conseqüência
da resolução", atesta Franklin de Mello, assessor da
Abraciclo.
Mercado agitado
A vice-líder Yamaha, por sua vez, tem planos mais agressivos.
Depois de ver situação semelhante na Europa, a marca está
atenta ao panorama no Brasil e prepara-se para a guerra. O diretor comercial
Yoshihiko Takahashi adianta que a empresa está apta, inclusive, a
fazer adaptações em modelos já em linha para que estes
passem da categoria de motonetas para a de ciclomotores. O artifício
básico será a adoção de limitadores de velocidade
em modelos de até 50 cc que hoje superam os 50 km/h.
Quem não anda muito satisfeito com isso é a Caloi. Produtora
do ciclomotor Mobylette há mais de 20 anos, a empresa está
vendo a concorrência crescer de tamanho. Mas não pretende ficar
parada. Segundo o responsável pela área de marketing e vendas,
Ryo Harada, a Caloi vai aumentar as opções da linha e adotar
estratégias mais ousadas, sem perder a serenidade. "Na Alemanha,
o mercado de scooters e ciclomotores é disputado por mais de 135
modelos e há espaço para todos", dissimula.
Agora está definido: a resolução Nº 50 de 22
de maio deste ano permite que maiores de 14 anos conduzam veículos
de duas rodas que se encaixem na categoria de ciclomotores. A medida entra
em vigor em novembro. Mas a festa do adolescentes tupiniquins não
será tão fácil quanto parece: para conseguir a liberdade
de pilotar um ciclomotor, eles deverão obter uma autorização
especial dos Detrans. Estes, por sua vez, só fornecerão a
autorização mediante uma permissão por escrito dos
responsáveis. Ou seja, não basta ter a idade. Além
disso, há outro fator para desanimar os jovens mais ousados: a resolução
é válida apenas para os ciclomotores que tenham motor de até
50 cilindradas e que não ultrapassem os 50 km/h.
Hoje, já existem muitos modelos que se encaixam na categoria no
que se refere à cilindrada - a maioria tem 49,9 cc. Os mais conhecidos
são a própria Mobylette Caloi, os modelos Sundown Super 50
e Akros 50 e os Yamaha BW'S e Jog 50. Os scooters ou motonetas, por outro
lado, continuam exigindo a habilitação. Desta forma, a condução
permanece restrita aos maiores de 18 anos. Além da habilitação,
esse veículos com mais de 50 cc também necessitam de licença
e emplacamento.
Vespa foi a pioneira
- A primeira scooter ou motoneta fabricado no mundo foi a Vespa, lançada
pela Piaggio italiana em 1946, equipada com motor de 98 cc e 3,6 cv de
potência
- A Vespa fabricada atualmente tem mais de 20 mil modificações
em relação à primeira versão. O modelo já
somou mais de 15 milhões de unidades vendidas desde seu lançamento.
- O mercado brasileiro de motonetas é disputado por 15 marcas
que fabricam ou importam mais de 30 modelos.
- Uma das marcas que vai investir no segmento de scooters no Brasil é
a italiana Aprilia, que venderá por aqui pelos menos três
modelos. A marca é a que mais cresce na Itália e associou-se
à Izzo Motorcycles - que já representa a americana Harley-Davidson
no Brasil.
- A Honda prepara sigilosamente um lançamento para o segmento
de ciclomotores, que pode ser importado ou ser a C100 Biz adaptada a um
motor de 50 cc.
- A Itália é o maior mercado europeu de scooters: no ano
passado, foram vendidas mais de 650 mil unidades.
- Na Europa e no Japão, existem scooters de até 250 cilindradas,
denominados big-scooters.
Kia Besta volta a liderar mercado de importados
Em maio, a van Besta voltou ao posto de veículo mais vendido entre
as marcas estrangeiras no Brasil. O modelo da coreana Kia Motors tinha perdido
a liderança nos dois meses anteriores, março e abril, para
a picape Toyota Hilux. Com 633 unidades comercializadas no mês passado,
a Besta superou a Hilux, que teve 592 unidades vendidas. Em terceiro lugar
ficou o Peugeot 306, com 500 veículos. A van da Kia Motors se apóia
na convivência pacífica entre duas versões diferentes,
a quadrada EST e a arredondada GS, para manter as vendas. A EST fica como
modelo mais barato, com preços entre US$ 18.900,00 e US$ 24.750,00.
Já a GS é a versão top, mais cara. Custa US$ 28.900,00.
A guerra pela liderança do setor, porém, não ajudou
as empresas filiadas à Associação Brasileira das Empresas
Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) a venderem mais veículos
em maio, em relação ao mês anterior. Em maio, foram
comercializados 5.752 veículos importados, contra 5.812 unidades
em abril, o que representa uma queda de 1,03%.
Apesar da pequena redução nas vendas de importados em maio,
a Abeiva comemora o bom desempenho em relação ao mesmo mês
do ano passado, quando foram comercializados 5.074 veículos. O aumento
das vendas foi de 13,7%.
Xsara VTS chega aos 220 quilômetros/hora
A linha Xsara foi lançada no Brasil em maio e já vendeu
800 unidades até a primeira quinzena de junho. Isso representa 40%
de todos os automóveis comercializados pela Citroën desde o
começo do ano. Agora, a montadora pretende impulsionar ainda mais
o bom desempenho do Xsara no mercado nacional com a versão esportiva
VTS. O modelo já está chegando às concessionárias
e é equipado com um propulsor 2.0 com 16 válvulas que desenvolve
respeitáveis 167 cv a 6.500 rpm. Já o torque é de 20
kgf.m a 5.500 rpm. Este mesmo motor é utilizado no 306 GTI, da Peugeot
- marca que, como a Citroën, pertence ao Grupo PSA. No caso do Xsara
VTS, porém, o propulsor é acoplado a uma transmissão
de cinco marchas, em vez do câmbio de seis marchas do Peugeot. O potente
motor do Xsara VTS leva o carro à velocidade máxima de 220
km/h e acelera de zero a 100 km/h em 8,7 segundos. No visual, o VTS se destaca
dos outros modelos da linha Xsara por só ser feito na versão
cupê e por ostentar um aerofólio sobre a tampa do porta-malas.
O modelo vem importado da Espanha, onde é produzido na cidade de
Vigo, e chega às lojas com o preço de US$ 37.900,00 ou R$
43.585.00.
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