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MÚSICA UNIVERSAL

DUVULGAÇÃO

ARQUIVO AN

ARQUIVO AN

A cantora catarinense Ana Lúcia, que se apresentou no Carnegie Hall, nos EUA, ao lado de Tom Jobim e João Gilberto, os principais criadores da Bossa Nova

Bossa Nova
A fina mistura do samba com jazz

Shows e relançamentos de discos marcam os quarenta anos do movimento mais importante da música popular brasileira

Bebel Nepomuceno
Agência Estado

Rio - Lá pelos idos da década de 50, um grupo de jovens intelectualizados do Rio, moradores na Zona Sul da cidade em sua maioria, amantes do jazz americano e da música erudita, se reunia em saraus musicais. Eles buscavam um estilo novo de música, que unisse a alegria do ritmo brasileiro às sofisticadas harmonias do jazz americano, fugindo ao estilo operístico que prevalecia entre os cantores de sucesso de então. Foram várias as experiências, até que nos últimos anos da década um baiano que tocava violão com uma batida diferente juntou-se ao grupo. Em pouco tempo, a música feita por eles tornou-se uma febre e se espalhou pelo País.

Aquela "bossa nova" feita pelo grupo está fazendo 40 anos. Embora seja impossível precisar o momento em que ela de fato começou, o marco inicial do movimento é considerado o lançamento, em 1958, dos discos "Canção do Amor Demais", com Elizeth Cardoso interpretando músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e "Chega de Saudade", um 78 rpm que trazia de um lado a composição homônima de Tom e Vinícius e, do outro, "Bim-bom", onde João Gilberto exibia a tal batida diferente.

A data, apesar da memória curta dos brasileiros, não vai passar em branco. Remanescentes e herdeiros do movimento como Leny Andrade, Pery Ribeiro, Claudete Soares, Roberto Menescal, Wanda Sá, Cláudia Telles, Alaíde Costa, Tito Madi, entre tantos outros, têm shows programados e discos previstos para este ano, rendendo homenagens àquele que é considerado por muitos como o mais importante movimento musical brasileiro. As gravadoras também apostam e estão colocando no mercado títulos da época, como o próprio "Canção do Amor Demais", relançado com festa no Rio pela Movieplay.

Tal qual a data do nascimento, a origem do nome Bossa Nova, também é incerta e polêmica. Ora é atribuída ao jornalista Sérgio Porto, o Stanislau Ponte Preta, que o teria ouvido de um engraxate, ora ao também jornalista Moysés Fuks, na época no jornal Ultima Hora e organizador de um dos primeiros shows do grupo, que incluía Carlos Lyra, Roberto Menescal, Chico Feitosa, Ronaldo Bôscoli e Nara Leão, entre outros. Há ainda quem defenda que a expressão já era usada por Noel Rosa, morto em 1937, muito antes que o grupo pensasse em música.

Os encontros musicais organizados pela primeira geração da Bossa Nova, que tinha como lema "o amor, o sorriso e a flor", multiplicaram-se velozmente nos anos 60 e logo deixaram o cenário do Rio de Janeiro para ganhar também as paisagens mineiras e as boates localizadas na Praça Roosevelt e arredores, em São Paulo, onde o movimento foi abraçado de pronto por cantores como Maysa, Agostinho dos Santos e, principalmente, Claudete Soares e Alaíde Costa, que depois de fazer parte do grupo inicial no Rio se mudara para a capital paulista.

A profissionalização não demorou a ocorrer e, em 1962, a Bossa Nova firmou-se definitivamente como divisor de águas da música popular brasileira, com o famoso concerto no não menos conhecido Carnegie Hall de Nova Iorque, que além de atrair a atenção de músicos notáveis americanos para a batida brasileira, iria abrir as portas do mercado internacional para nomes como Tom Jobim, João Gilberto, Almir Deodato, Sérgio Mendes, Carlos Lyra, Baden Powel e mesmo para a chamada segunda geração do movimento, que começara a se formar pouco antes e que tinha entre seus representantes Edu Lobo, Marcos Valle, Francis Hime e Antônio Adolfo. A cantora Ana Lúcia foi a única representante catarinense a se apresentar nesse lendário show na capital cultural do mundo.

O que há para se ver e ouvir

Filha de Sylvinha Telles, que juntamente com Nara Leão era considerada uma das musas da Bossa Nova, e do violonista Candinho, também integrante de primeira hora do movimento, a cantora Cláudia Telles está lançando o CD "Por Causa de Você" - Dedicado a Sylvinha Telles, onde faz dueto com a mãe (morta em 1966) nas faixas "Dindi" e "Se Todos Fossem Iguais a Você". O disco contém ainda preciosidades como "Lobo Bobo", "Discussão" "A Felicidade" e um pout-pourri com "Corcovado", "Rio", "Você" e "Samba do Avião", além de "Amendoim Torradinho", primeiro sucesso de Sylvinha.

Leny Andrade, a primeira dama da canção brasileira, como é conhecida, comemora os 40 anos de carreira lançando o disco "Bossas Novas", acompanhado de show de mesmo nome. Em maio, ela inicia turnê pelo Brasil juntamente com Os Cariocas, Roberto Menescal e Wanda Sá, para cantar os grandes sucessos da Bossa Nova.

Claudete Soares, uma das precursoras da Bossa Nova em São Paulo, também está com show no Rio, intitulado "Amigo Tom". Peri Ribeiro, que não costuma ter seu nome associado ao movimento musical pelos estudiosos, mas que foi responsável pelas primeiras gravações de "Garota de Ipanema", "O Barquinho e Você", retorna ao Brasil em maio para lançar "A Vida é só para Cantar". O show, de mesmo nome, deve acontecer nas principais cidades brasileiras.

Marcos Valle terá um song book com suas músicas lançado por Almir Chediak. "Canção do Amor de Demais", o disco marco da Bossa Nova, foi relançado depois de ficar mais de 30 anos fora de catálogo. A gravadora Movieplay, que comprou o título da Polygram, escolheu como palco de lançamento a Casa Villarino, um bar no centro do Rio onde Vinícius de Moraes e Tom Jobim, em meio a muito uísque, iniciaram a parceria musical.

A gravadora Polygram saiu na frente das concorrentes e pôs no mercado, no final do ano passado, o CD "Casa da Bossa". A EMI, dona da antiga Odeon, que tem em seu cast vários artistas da Bossa Nova, também pretende reeditar catálogos, mas ainda não se definiu quanto aos nomes.


Um subversivo
na novela das oito

O dramaturgo e noveleiro Dias Gomes, autor de "O Bem Amado" e "Roque Santeiro", escreve sua biografia

Norma Couri
Especial para a AE

São Paulo - Noveleiro de primeira, autor do maior pique de audiência jamais alcançado na televisão com "Roque Santeiro", em 1985, Alfredo Dias Gomes resolveu contar a sua história e acabou partindo para um verdadeiro roteiro de minissérie em 25 capítulos que é um retrato da história do Brasil contemporâneo. "Apenas um Subversivo" (Bertrand do Brasil) revela os bastidores da televisão, a escola do rádio, os anos da censura, a censura que existia antes dos militares de 64, a guerra dos palcos, a interferência da cena real no tecido dramático nacional. "Com uma realidade dessas, quem precisa de ficção no Brasil?"

Visado desde sempre por suas posições de esquerda e simpatia pelo Partido Comunista que integrou e abandonou, ele narra como levou uma surra no lugar de Mário Lago ("Até hoje, quando o encontro, lembro: Você ainda me deve essa"). Também relembra como usou testas-de-ferro para assinar seus trabalhos ("Anos mais tarde assisti ao filme "Testa-de-Ferro por Acaso", do Woody Allen, e vi surpreso que ele falava da minha história pessoal"). Durante algum tempo assinou novelas com o pseudônimo Estela Calderón e mais tarde teve uma surpresa: "Não é que existia uma autora argentina com esse nome?"

Dias Gomes conta que os censores, quando não encontravam nada para cortar, não liberavam os textos assim mesmo, justificando: "Está na cara o que o senhor estava pensando quando escreveu isso!" Relembra ele que os censores viam fantasmas até no comercial de Modess feito por Marília Pêra: "Só pode ser propaganda subliminar para atacar a família brasileira", diziam.

O Brasil da ditadura produziu peças impagáveis. Obrigava os autores a recosturar roteiros censurados para parecerem novos, como "Quando os Homens Criam Asas", que virou "Saramandaia". Ou "A Invasão", passada no subúrbio do Rio, com nordestinos, jogo do bicho, os bicheiros Tucão e Sabonete, a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense de Ramos, que virou "Bandeira Dois" e acabou em musical, "O Rei de Ramos", com música de Chico Buarque. "Mas Roque Santeiro, inicialmente encenada por Betty Faria e Francisco Cuoco no lugar de Regina Duarte e José Wilker, ficou dez anos proibida depois que grampearam meu telefone e descobriram ser a proscrita "O Berço do Herói", conta Dias Gomes. "Ameaçaram fechar a Globo."

Casado por 30 anos com a maior noveleira do País e mãe do melodrama televisivo brasileiro, Janete Clair, que morreu de câncer há 15 anos, Dias Gomes sempre obedeceu a uma superstição da mulher, de colocar uma frase sua no início e outra no fim de cada novela. Às vezes, surpreendia-se com o que lia: "Mas Janete, é inverossímil!" E ela, mestre do absurdo, não se abalava. "E daí? Não está bom?" Dias Gomes reconhece: "Janete descobriu que o absurdo faz parte da nossa realidade." Casado pela terceira vez, com a atriz Bernadete Lisio, de 35 anos, e com cinco filhos com idades entre 48 e 6, Dias Gomes continua escrevendo. Mas já não faz novelas. Assisti-las, então, nem pensar: "Sou pago só para escrever."

Acreditando que uma novela ideal tem três capítulos - começo, meio, fim -, ele cansou de escrever 160 capítulos e perder um ano da vida a cada sucesso. "Fiz os 30 primeiros capítulo de "Mandala", depois escrevi "Araponga", e parei, porque uma novela é o caminho mais curto para um enfarte." Dias Gomes foi vítima de um; Jorge de Andrade e Cassiano Gabus Mendes têm pontes de safena; Janete Clair teve câncer; e Paulo Ubiratan sucumbiu. "Agora, só minisséries", decreta. Dias Gomes, de 75 anos, acha que o nível caiu, que o público mudou, que o Brasil piorou e não quer entrar nessa. Fez "Noivas de Copacabana", "O Fim do Mundo", "Decadência", "Dona Flor" e tem 16 capítulos prontos na Globo sobre a geração de 68, que este ano faz 30 anos.

Ele mesmo completa 30 anos de Globo no ano que vem, mas passou o último ano escrevendo a autobiografia e o próximo trabalho vai ser outro livro. Ele tem seis romances publicados. Dias Gomes é autor de "O Pagador de Promessas", que ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1962 - a expressão Cinema Novo foi criada na sua casa, numa reunião onde estavam Leon Hirshman, Oduvaldo Viana Filho, Joaquim Pedro e Anselmo Duarte. Muitas de suas 40 peças foram encenadas por Procópio Ferreira. Assinou imperdíveis programas de rádio, que lhe deram a experiência necessária para emplacar na televisão ("Não é nada mais é do que rádio com imagem"). E é membro da Academia Brasileira de Letras, depois de ter escrito "Meu Reino por um Cavalo" e de ter feito o personagem Odorico Paraguassu tomar posse na Academia de Sucupira montado em um cavalo. ("Temia que os acadêmicos se lembrassem", brinca).

Dias Gomes tem história e sabe de Brasil. Para ele, valeu a pena. Como diz na epígrafe do livro, de autor desconhecido: "Se não houver frutos/ valeu a beleza das flores/ Se não houver flores/ valeu a sombra das folhas/ Se não houver sombra/ valeu a intenção da semente."

ENTREVISTA/ Dias Gomes

Por que sua biografia se chama "Apenas um Subversivo"?
Dias Gomes - É homenagem a Carlos Lacerda, que proibiu "Berço do Herói" em 65 alegando: "Nélson Rodrigues é pornográfico. Dias Gomes é pornográfico e subversivo. Se querem fazer revolução, peguem em armas." É a segunda epígrafe do livro. Também, vinguei-me dele.

Como?
Dias Gomes - Com Odorico Paraguassu. Foi um personagem criado em cima do Lacerda quando ele era governador da Guanabara e cismou de fazer um cemitério vertical no Parque Lage. Mais tarde o personagem ficou mais fincado num coronel interiorano do PDS.

Você costuma servir-se da realidade para criar seus tipos?
Dias Gomes- Depende. O Nélson Rodrigues, muito invejoso, vivia me pichando na coluna dele, então resolvi chamar o jumento de "O Bem Amado" de Rodrigues. Ele parou na hora. Também aquele crítico da televisão, Mr. Eco, quis chamar a atenção do governo militar para "O Bem Amado" e eu descasquei, batizei o filho do Zeca Diabo de Eustórgio - que é o nome verdadeiro do Mr. Eco. O Zeca dizia "Eustórgio, eta nome danado de bonito". Ele parou de falar mal de mim.

É por isso que o bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus está processando você pela minissérie "Decadência"?
Dias Gomes - Fiz um pastor honesto, que foi o Milton Gonçalves, e um desonesto, o Edson Celullari. Acho que ele tem preconceito de cor, porque se identificou logo com o desonesto.

As suas histórias sempre nascem da realidade?
Dias Gomes - "O Pagador de Promessas" nasceu de um telegrama que li no jornal; "A Invasão" nasceu de um prédio, um esqueleto que subia na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, por onde eu sempre passava em frente; "O Santo Inquérito", de uma personagem real que tinha sido condenada pela Inquisição no século 18. "O Espigão" é de um tempo em que o Sérgio Dourado estava devastando o Rio de Janeiro para construir edifícios, foi a novela que vulgarizou o termo ecologia, contando a história de um construtor que queria destruir uma velha mansão para fazer um hotel de 50 andares.

E os tipos, Zé do Burro, Zeca Diabo, d. Redonda...
Dias Gomes - Às vezes, o personagem real equivoca-se. Já recebi denúncia da Dercy Gonçalves na Polícia Federal porque ela jurava que eu pretendia fazê-la explodir, depois de ter visto uma cena de "Assim na Terra como no Céu" - onde uma bomba explodia quando a velha da novela sintonizava o programa da Dercy. Mas, às vezes, o personagem adianta-se; diante de um tipo real descubro: "Não é que se parece com o meu personagem?" De vez em quando é o contrário. Por exemplo, o Odorico foi retratado pelo Ziraldo com aquele pezinho virado do Jânio.

Você teve idéia de fazer "Dr. Getúlio, Sua Vida, Sua Glória.."
Dias Gomes - ...Muitos anos depois de ter atirado uma pedra na janela de "A Tribuna da Imprensa", no dia 24 de agosto de 1954, dia em que o Getúlio Vargas se suicidou. A Tribuna era do Lacerda, opositor aberto do governo Vargas. Na hora, senti-me um oportunista. Depois, quando escrevi a peça e, mais tarde estreou, acabei interpelado no fim pelo Brizola, que reclamava o papel do Jango naquela história querendo, na verdade, reservar um papel para ele próprio. Foi um bate-boca danado, a ponto de uma atriz portuguesa perguntar se no Brasil as estréias eram sempre assim. Respondi: "Só quando tem um idiota sentado na platéia."

O Roque Santeiro foi um tipo real?
Dias Gomes - Tirei de um trechinho de "Os Sertões", do Euclides da Cunha, em que menciona um cabo chamado Roque, um limpa-botas do general Moreira Cesar que foi dado como morto numa chacina defendendo o general. Morte heróica, deu nome a um batalhão, mas anos depois descobriram que o cabo Roque tinha era desertado e estava bem vivo. Foi ponto de partida para "O Berço do Herói", só mudei o Exército para a Força Expedicionária Brasileira. Mas foi proibida pelo Exército e encenada primeiro nos Estados Unidos com o nome "The Craddle of the Hero". Lá, ninguém podia proibir. Mais tarde "Roque Santeiro", uma remodelagem de "O Berço", seria proibida pelos militares.

Houve muitos absurdos nesse período?
Dias Gomes - A realidade era imbatível: vi uma cena em que a Norma Bengell foi presa e libertada, mas pulou feito uma leoa com os dois pés no peito do tenente que queria prender a Tônia Carrero - que não estava incitando ninguém, só fazia um comunicado. Na época, Paulo Francis, trotskista, ficou entre surpreso e humilhado - "Prendem a Norma, ameaçam a Tônia, e nós aqui." Estávamos escondidos juntos.

As censuras e proibições sistemáticas tinham a ver com sua posição esquerdista?
Dias Gomes - As minhas bandeiras foram rasgadas pela história e vivi a derrocada dos meus sonhos, mas não me arrependo de ter sonhado. Hoje só se sonha com um carro e com US$ 1 milhão. E, na realidade, as coisas passavam-se de maneira diferente, todo mundo achava que as pessoas deixavam o partido só por causa dos crimes do Stalin. Tive um companheiro chamado Tião que deixou o partido no dia em que descobriu que o Luís Carlos Prestes tinha mulher e vários filhos. Disse: "A gente aqui na luta e ele lá, no bem bom, fazendo sexo." Mas eu era diretor da Rádio Clube e acabei indo a Moscou.

Então, ficou queimado?
Dias Gomes - O Lacerda fazia uma campanha contra o Samuel Wainer, que tinha comprado a Rádio Clube com um empréstimo do Banco do Brasil, e "A Tribuna da Imprensa" publicou a seguinte manchete: "Diretor da Rádio Clube leva flores para Stalin com dinheiro do Banco do Brasil." A partir daí fiquei ferrado. Não podia trabalhar, assinar meu nome.


Beatriz Bona
Vôo próprio, indomável ousadia

Artista indaialense que expõe na Sala Paul Hering do Espaço Cultural Net, em Blumenau, reafirma sua trajetória em naturezas-mortas de tons outonais

Lindolf Bell
Especial para o Anexo

Pode-se conhecer uma pessoa durante muito tempo. Sem conhecer sua profundidade. A relação do artista e seu universo criador, muitas vezes, pode demorar para o amadurecimento. Enfrentar-se consigo mesmo, face a face, libertar-se de confinamentos, pressões, equívocos, dar-se conta da verdade. Dolorida, às vezes. Muito mais dolorida a recusa do destino.

Falar de Beatriz Bona é falar de uma viagem. De penumbra para uma iluminação artística assumida. Da aparência para uma identidade inevitável. Da desconfiança maniqueísta, para uma decisiva visão plural da vida, dos acontecimentos, da arte como expressão e inquietação.

Beatriz Bona lançou-se um desafio. Desmontou orgulhos e vaidades. Dúvidas e temores. E o amadurecimento formal de sua obra, que para os menos avisados parece um célere processo, em verdade, é resultado de uma biografia sem pressa. Esboços desta biografia transparecem durante muitos anos em cerâmicas produzidas em série, um exercício em contato com matérias primitivas e fundamentais.

Os barros colhidos na beira de rios e riachos do Vale do Itajaí; o forno de Badenfurt aceso em dias e noites, transformando objetos moldados pela força das mãos, em pequenas e sólidas afirmações de cerâmica utilitária; a alma refazendo-se dia a dia no sonho de pintar com liberdade criativa, que dilacera e impulsiona para o rigor formal da obra e o amanhecer da verdade. Embora fiel a um projeto familiar de convivência e sobrevivência.

Beatriz Bona não abandonou jamais a necessidade de realizar um sonho, as raízes da infância em Indaial, onde iniciou seu projeto, sem saber como, nem quando atingir a meta, com idas e voltas, revoltas, desencontros, altos e baixos. Suficientemente lúcida e a sensibilidade exacerbada pelas circunstâncias e pelo sonho, que é mais duradouro e forte que qualquer circunstância, Beatriz Bona não esquece de nada.

Tudo faz parte do caminho desta alquimia, onde está em jogo a transfiguração do silêncio e a vocação que não se dobra nem se sujeita.

Nunca esquece de sublinhar o aprendizado com Irmã Sapiência (do Colégio Sagrada Família, Blumenau), o deslumbramento e respeito pelos mestres Guido Viaro, Odete Cid e Euzébio Maestri, cujas lições de dignidade e conhecimento são matéria-prima definitiva.

A exposição da artista no Espaço Cultural NET ­ Sala Paul Hering, em Blumenau, atesta aprendizado e domínio. Depois da surpreendente mostra na Galeria Municipal de Artes, sob o olhar atento de Vilson Nascimento e a retrospectiva na Fundação Cultural de Indaial, onde Sigrid Wamser Ribeiro não mediu esforços. Ambas em 1997, anteciparam a exposição atual de orgânica identidade e sólida linguagem artística.

A valorização da figura humana (As Três Graças reafirmam a releitura de um tema antigo), se reveste de nitidez de contornos e movimentos que se esforçam em expansão quase imaterial.

Naturezas-mortas, na imponderabilidade das cores terras, outonais, volumes revestidos de texturas inusitadas; flores de materialidade táctil, relevos e impulsos, gestos e sombras, ritmos plásticos de iluminada sensibilidade.

Beatriz Bona permanece na esfera do sonho. Afirma-se senhora do vôo próprio e do ofício com ousadia indomável.

  • Lindolf Bell é poeta e crítico de arte, membro das associações internacional e brasileira de críticos de arte (Abca e Aica).
  • Individual de pinturas de Beatriz Bona. QUANDO: Até 31 de maio. ONDE: Espaço Cultural NET/Sala Paul Hering (Alameda Rio Branco, 305), em Blumenau. Visitação: de segunda a sexta, das 9 às 12 e das 14 às 19 horas; aos sábados, das 9 às 13 horas.

O escultor do cedro e do sacro

Nilton Campos Altiéri, escultor no sul do Estado, divide-se entre tributos à ciência e à arte sacra

Marli Vitali

Araranguá - Há 12 anos, o gaúcho Nilton Campos Altiéri trocou um futuro estável como gerente de vendas para se dedicar ao que mais gostava de fazer: esculpir. Na época ele tinha 23 anos e morava em São Leopoldo (RS). Hoje, com 35, e morando há oito em Araranguá, o artista acredita estar crescendo cada vez mais e aperfeiçoando seu trabalho. "Uma peça pode parecer completa, mas sempre tento deixá-la a mais perfeita possível", ressalta Nilton.

Esculpindo em troncos de árvore - madeiras nobres como o cedro, cerejeira e mogno -, e até em portas, o artista montou seu ateliê em um ponto estratégico. Quem segue de Araranguá para o balneário Arroio do Silva, pela rodovia SC-449, não consegue deixar de notar as esculturas expostas na frente da casa do escultor. Com quase dois metros de altura, a peça "Tributo a Ciência" já foi premiada na Itália. Segundo Nilton, a obra levou quase um ano para ser concluída, e simboliza a união da ciência e da medicina para auxiliar a vida.

Sem ninguém na família que pudesse tê-lo incentivado, Nilton acredita que o dom nasceu sozinho. "A vontade de esculpir, assim como a inspiração, surgem de repente. É uma coisa linda", define ele. Além de figuras abstratas, animais, frutas e flores, o artista também trabalha com imagens sacras: "já fiz imagens para várias igrejas da região", comenta ele.

A falta de apoio e o pouco interesse das prefeituras e entidades governamentais são, para o artista, o principal problema da falta de cultura do país. "Esse não é um problema só daqui, mas de quase todas as cidades. É preciso começar a criar ações que valorizem os artistas que querem trabalhar", observa Nilton. Ele foi presidente por cinco anos da Associação dos Artesãos de Araranguá. Segundo o escultor, no município existem mais de 200 artesãos, além de 15 pintores e escultores cadastrados.


Harmônicas de Curitiba
fazem show em Joinville

O espetáculo será na quarta, às 21 horas, na Harmonia-Lyra

Joinville - A Orquestra Harmônicas de Curitiba, um dos melhores grupos do planeta de gaitas de boca - como é popularmente conhecido o instrumento, faz um show especial nesta quarta-feira, às 21 horas, na Sociedade Harmonia Lyra (rua 15 de Novembro, 485), em Joinville.

Com quase vinte anos de estrada, o grupo curitibano, através de um projeto de ensino e divulgação da harmônica - quer divulgar as possibilidades sonoras de um instrumento pouco utilizado na composições da música contemporânea. As únicas exceções são a música country norte-americana, onde o instrumento é bem difundido e tem um papel relevante nos arranjos, principalmente depois do pop star Bob Dylam cair na estrada e balançar o coreto da música americana com seus temas recolucionários, e o blues.

A Orquestra Harmônicas tem no alforje cinco discos e dois CD's, além de ter feito mais de 600 shows, incluindo diversas turnês pelo exterior. Composta por 10 tocadores de harmônicas e dois percusionistas, a orquestra tem um repertório variado, que vai de composições clássicas e contemporâneas até músicas brasileiras. Apesar de pouco utilizado, o instrumento pode transitar tranqüilamente por todos os ritmos e movimentos estéticos da história da música. Quem for à Harmonia-Lyra vai ouvir clássicos da música brasileira e estrangeira como "Tico-Tico no Fubá", "Concerto Para Uma Só Voz" e "España Cani" com arranjos idealizados especialmente para a noite.

GÊNESE

A idéia de constituir uma orquestra de harmônicas surgiu em 1979 quando do aniversário dos 286 anos da cidade de Curitiba. Através de uma promoção da Fundação Cultural de Curitiba e da Hering S/A - Brinquedos e Instrumentos Musicais de Blumenau, a base da orquestra foi formada com 25 alunos formados no primeiro curso de Iniciação à Harmônica de Boca Cromática.

No atual estágio, o grupo é formado só de profissionais que tocam mais de 30 tipos de harmônicas tendo um repertório é livre e descompromissado em relação a movimentos ou escolas musicais. As harmônicas são complexas e são divididas em cromáticas, de acordes, baixos de sopro, polifônicas, preparadas, entre muitas outras.

A Orquestra Harmônicas de Curitiba se apresenta em Joinville graças a uma parceria entre o grupo Wetzel, a Rachadel Refrigeração, a Prefeitura Municipal, a Fundação Cultural de Joinville e o jornal A Notícia. A promoção é da Companhia Brasileira de Eventos Culturais. Os ingressos, que já estão à venda na secretaria da Sociedade Harmonya-Lira, custam R$ 15,00.


Cruz e Souza
E S P E C I A L

Vingança!

"Bilhete para o Cemitério", romance policial norte-americano recentemente publicado no Brasil, tem o sabor dos velhos clássicos do gênero

Raul Arruda Filho
Especial para o Anexo

Violência e álcool sempre fizeram uma dobradinha imbatível na literatura policial. Presença obrigatória. Aquelas coisas do "mocinho" enfiar a mão na cara do(s) "bandido(s)" e depois, entre o cansaço e um ar meio blasé, se servir de uma dose generosa de Jack Daniels ou equivalente. Não existe nada mais chato do que esperar a chegada da cavalaria sem um bom trago.

O escritor americano Lawrence Block rompe com esse lugar-comum do romance policial. Nos seus livros só encontramos as pancadas. E nisso ele não economiza. Quanto ao álcool... bem, o problema é que Matthew Scudder, o seu melhor personagem, um ex-policial que vive de rápidos free-lancers para uma agência de detetives, não bebe. Depois de uma longa trajetória garrafas a dentro, o cara parou total. Na sua vida só há lugar para coca-cola, café e club soda. Não são hábitos muito saudáveis e, argh!, há quem goste.

Como se não bastasse, Matt é devoto das reuniões dos Alcoólicos Anônimos (A.A.). Coisa de candidato à canonização. O cara se sente em casa, enquanto alguém se esgoela em depoimentos hiper-arrependidos dos porres que amarrou pela vida a fora. Para ser bem sincero, é uma imagem deprimente. Scudder, ao contrário, tem estômago para isso tudo e muito mais. Na boa.

O segundo romance de Laurence Block publicado no Brasil (o primeiro foi "Uma Longa Fila de Homens Mortos", Companhia das Letras) transita por esses caminhos. O enredo de "Bilhete para o Cemitério" (Companhia das Letras, 1997) tem o sabor de clássico revivido (original é quem plagia primeiro, dizia um poeta brasileiro). James Leo Motley, um criminoso que ficou 12 anos trancafiado em um presídio, ganha as ruas. Sua meta é uma só: cobrar, com juros e correção monetária, o tempo que passou mofando na cadeia. Ganha um doce quem descobrir o nome do sujeito que o prendeu da primeira vez. Psicopata de carteirinha, Motley jurou vingança contra Scudder e "suas mulheres". Ah, isso é importante, Matt, apesar de separado da esposa e de não beber, pratica o velho e saudável esporte do sexo. Nada muito exagerado ou patológico - apenas o trivial variado, sabe como é que é, né? Isso lhe garante razoável movimentação, digamos, social. Claro, não dá para esquecer que vida de detetive tem de tudo, menos tédio. Mas, convenhamos, deve haver algo muito mais agradável para ser feito, nas horas de folga, que frequentar as reuniões dos A.A.

SADISMO

Pois bem, o tal Motley é chegado naqueles prazeres que causam dores nos outros, o sadismo. E nessas o cara começa a fazer uma limpa nas mulheres que, por um motivo ou outro, participam da vida de Scudder. A primeira é uma ex-prostituta. Na serena companhia do marido e dos filhos, Connie é transformada em picadinho - literalmente. Sangue em quantidade suficiente para causar uma enchente.

O que se segue, para felicidade do leitor, é diversão "first class" : um monte de vítimas, ódio para ninguém botar defeito e a fúria de um demente que não poupa ninguém na sua sanha de destruição. Até mesmo uma infeliz que teve o azar de compartilhar o sobrenome Scudder é trucidada.

Por essas e outras é que Scudder quase, sim, quase volta ao vício da bebida. Chega ao ponto de comprar meia garrafa de um bourbon chamado, genial ironia, Early Times (velhos tempos, tempos de outrora). Na hora "H", o cara resiste às tentações e despeja o precioso líquido na pia. Um desperdício. No entanto é o impulso necessário para que ele recupere a lucidez e vá a luta e... bem, o resto do livro não vou contar, melhor mesmo é ler 303 páginas de ótima prosa, texto fluente, rio de entretenimento a escorrer pelos nossos olhos. Não é todo escritor que consegue essa façanha.

  • O QUÊ: "Bilhete para o Cemitério", romance policial de Lawrence Block, (Companhia das Letras, 1997). QUANTO: R$ 23,00.


Ação requentada

"U.S Marshals - Os Federais", em cartaz no Estado, vai na cola de "O Fugitivo" mas não tem o mesmo fôlego

Rubens Herbst

Joinville - Há certas coisas que os americanos fazem melhor do que ninguém, e cinema de ação é, com certeza, uma delas. Os caras têm know-how, sabem o que o público quer ver e dinheiro de sobra para bolar as mais mirabolantes "viagens". Diante dessas evidências, é difícil imaginar porque "U.S. Marshals - Os Federais", em cartaz no Estado, não funciona, ou melhor, funciona pela metade. A trama se desenrola, as coisas acontecem, os vilões são presos e, depois de duas horas de fita, o espectador percebe que faltou justamente o principal: ação.

Vendido como seqüência de "O Fugitivo", "U.S. Marshals" sobrevive independente de seu antecessor, mas está longe da qualidade do sucesso protagonizado por Harrison Ford em 1993. A fita chegou a concorrer a sete Oscar, incluindo o de Melhor Filme, mas acabou levando apenas o de Ator Coadjuvante, para Tommy Lee Jones.

Ao contrário do ritmo frenético de "O Fugitivo", "U.S. Marshals" não consegue manter a adrenalina durante toda a sua projeção, se tornando um daqueles filmes que ficariam melhor se fossem um curta-metragem. Não se trata de comparação, mas de resultados. O diretor Stuart Baird (responsável por "Momento Crítico", com Kurt Russel e Steven Segal) tratou de costurar as seqüências explosivas com uma história bem amarrada e que não ganhasse o rótulo de superprodução "vazia". Mas, como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio. Esses intervalos são longos demais, há muito papo e os clichês vão sendo empilhados na tela, tirando a paciência da platéia. Para piorar, a trama é confusa, e o desfecho deixa muita coisa no ar, por pura incompetência do roteirista.

O filme até começa promissor, nos moldes de 007. Fica-se conhecendo - ou relembra-se - o estilo durão do agente federal Sam Gerard, que há cinco anos conseguiu prender o dr. Richard Kimble em "O Fugitivo". Sem a companhia de Harrison Ford, Tommy Lee Jones volta ao papel que lhe deu o Oscar, dessa vez como protagonista. Junto com sua equipe, Gerard tem a responsabilidade de comandar o translado aéreo de um grupo de bandidos de Chicago para Nova Iorque, mas um incidente faz com que o avião caia num rio. A seqüência do acidente é impressionante, deixando a respiração da platéia suspensa por vários segundos. No meio da confusão, o prisioneiro Mark Sheridan (Wesley Snipes), condenado pelo assassinato de dois membros do serviço secreto diplomático, consegue escapar. Um lembrete: em "O Fugitivo", Kimble fugia depois de um acidente com o trem que o levava para o presídio.

Tudo isso dura cerca de meia hora. Quando o público pensa "é agora!", é justamente aí que a história perde fôlego e se debruça sobre análises de relatórios, intrigas de gabinetes e diálogos intermináveis. Nem mesmo a seqüência em que Sheridan se embrenha num pântano consegue se sustentar. Enquanto na tela Gerard e seus subordinados, auxiliados pelo agente John Royce (Robert Downey Jr., mais coadjuvante do que nunca), seguem na cola do fugitivo, o espectador vai ficando cada vez mais com um gosto requentado na boca, como se já tivesse visto aquilo antes - e viu. A ação, que serviria de consolo, não engata. O resultado é sono.

DESPERTADOR

A coisa só volta a engrenar na meia hora final, como se Baird, de repente, se tocasse de que tipo de filme estava fazendo. O público acorda para ver um tiroteio num asilo, o assassinato de um policial, Sheridan pular de um prédio pendurado por um cabo de aço e cair sobre um trem em movimento, descobrir que Royce não é quem aparenta ser, os inocentes serem absolvidos e os culpados, condenados. O espectador pensa que perdeu alguma coisa, mas não tem com o que se preocupar: viu o necessário, mas não o suficiente.

Para não dizer que o filme é uma bomba completa, há o carisma de Tommy Lee Jones para salvar a pátria, provando mais uma vez, com seus personagens durões e feições de pedra, que tem tudo para ser o novo Robert Mitchum. O bom humor em determinados momentos também empresta leveza à história, que, ainda que um tanto confusa, mantém o suspense sobre a natureza ideológica de certos personagens até o final. Finalmente, as poucas cenas de ação são bem coreografadas e fazem jus ao chamado "cinema-espetáculo". Por tudo isso, chega-se à conclusão que "U.S. Marshals - Os Federais" não é ruim. Simplesmente não dá ao público o que dele se espera. Quem sabe na próxima continuação...


São descobertas fitas inéditas de Hendrix

Paris - Mesmo além túmulo, o músico Jimi Hendrix, que morreu aos 27 anos, em 1970 devido a uma overdose de calmantes, continua lançando material inédito. Foram descobertas e adquiridas pelos organizadores do futuro museu Experience Music Project (EMP), dedicado ao gênio da guitarra, dezenove fitas com material inédito.

As 19 fitas de áudio que foram compradas em um leilão pelos representantes do EMP registram quatro concertos do músico realizados em Fillmore East de Nova Iorque, em dezembro de 1969 e janeiro de 1970. Estão gravadas cerca de cinquenta faixas, a maioria músicas conhecidas de Hendrix como gravações raras, entre elas "Paper Airplanes", "Burning desire".

Essas faixas Hendrix gravou com o grupo que sucedeu o Experience, the Band of Gypsys, que tinha na formação dois colegas de Jimi, Billy Cox e o baterista Buddy Miles. Uma parte das gravações foi utilizada em 1970 no trabalho "A band of Gypsys", aprovado pelo músico. Este mesmo álbum foi relançado este ano em CD.

Quando estava vivo, Hendrix lançou quatro discos. Desde sua morte, quarenta gravações oficiais foram lançadas. O repertório do músico é, ao lado dos Beatles, dos Rolling Stones, de Bob Dylan e dos The Doors, explorado regularmente com êxito. A cada ano são vemdidos no mundo entre um e dois milhões de discos do maior guitarrista de todos os tempos.


  • MUSEU DE ARTE

Blumenau - O Dia do Artista Plástico, comemorado na última sexta-feira, foi sublinhado pela entrega do texto do regulamento interno do Museu de Arte de Blumenau - elaborado pelos oito integrantes da comissão especial - ao presidente da Fundação Cultural, Bráulio Schloeggel. O MAB, em fase de planejamento, é uma antiga reivindicação do meio cultural blumenauense.

  • BAUTISTA VIDAL 1

Blumenau - O Diretório Central dos Estudantes da FURB promove amanhã, às 9 horas, no auditório do bloco E da universidade, uma palestra com o físico Bautista Vidal, professor da USP e UnB, um dos cientistas exponenciais brasileiros. Movimentos populares, soberania nacional e tecnologia estão na pauta do debate. A entrada é gratuita.

  • BAUTISTA VIDAL 2

Ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Bautista Vidal foi um dos idealizadores da Petrobrás e do programa Pró-Álcool. Crítico do neoliberalismo, o físico sempre denunciou a exploração consentida dos países do terceiro-mundo. Às 19 horas, Vidal profere palestra no auditório da Univali, em Itajaí.

  • LEITORES MIRINS

Blumenau - Cerca de 2.500 livros de literatura infantil do acervo da Biblioteca Pública Municipal Fritz Müller estarão à disposição das escolas do município. Os títulos serão emprestados a cada educandário por 30 dias, sendo substituídos por novos livros, sucessivamente. Interessados podem entrar em contato com Marlene de Borba, pelo fone 326-6787.


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