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Weizman reeleito em Israel
Presidente derrotou candidato
do primeiro-ministro
Jerusalém - O presidente de Israel, Ezer Weizman, derrotou seu
opositor apoiado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, garantindo um
segundo mandato nas eleições de ontem.
Weizman, cujo estilo direto garantiu-lhe amigos nas ruas, mas fez inimigos
nos meios políticos, teve uma vitória confortável em
uma votação parlamentar secreta contra Shaul Amor, um interiorano
do direitista Partido Likud.
Sua vitória por 63 votos a 49 com sete abstenções
foi maior do que muitos comentaristas políticos haviam previsto.
Muitos disseram que a língua ferina de Weizman poderia até
mesmo tirá-lo do cargo.
A disputa pelo cargo cerimonial foi esquentada pelo apoio de Netanyahu
a Amor, que era até então um desconhecido fora da cidade de
Migdal Ha'emek, no norte do país, onde ele é prefeito há
20 anos.
Os opositores de Netanyahu foram rápidos em qualificar a eleição
como uma derrota para o primeiro-ministro, que entrou em choque com Weizman
ao longo do processo de paz árabe-israelense.
"Isso é uma derrota para Netanyahu, que tentou intervir
no processo de uma forma sem precedentes", disse o líder trabalhista
oposicionista Ehud Barak à Rádio Israel.
COOPERAÇÃO
Weizman, de 73 anos, e Netanyahu, de 48, prometeram ambos enterrar as
desavenças em entrevista simultânea depois da votação.
"Em primeiro lugar, estamos caminhando para uma cooperação.
Aprenderemos lições e ficaremos lado a lado", disse Weizman.
"Exatamente, devo dizer que acho que este é o início
de uma nova era", disse Netanyahu em resposta.
Weizman, um ex-piloto de caça que ajudou a forjar o histórico
tratado de paz com o Egito em 1979, será empossado para um novo mandato
de cinco anos em 18 de maio.
O presidente palestino, Yasser Arafat, rapidamente cumprimentou-o, destacando
a estima que Weizman tem no mundo árabe neste período em que
o processo de paz está estagnado sob o governo de Netanyahu. A agência
de notícias palestina Wafa divulgou que Arafat agradeceu a Weizman
em uma ligação telefônica "por seu apoio ao processo
de paz e por seus esforços em preservá-lo".
Pesquisas de opinião mostraram que 70% dos israelenses apóiam
Weizman, que prometeu desempenhar mais do que apenas as funções
formais do cargo e a representação de Israel nas visitas de
Estado, como vinha fazendo desde que chegou ao cargo pela primeira vez em
1993.
Deputada pede a renúncia
de Daniel Ortega
Manágua - A deputada nicaraguense no Parlamento Centro-americano
(Parlacen) e dirigente sandinista Xanthis Suárez pediu ontem ao ex-presidente
Daniel Ortega que renuncie a seu cargo de deputado por causa do escândalo
sexual em que está envolvido desde terça-feira passada.
Ortega, que na sua condição de candidato presidencial
nas eleições de novembro de 1996, automaticamente ganhou uma
cadeira no parlamento nicaraguense, foi acusado por sua filha adotiva Zoilamérica
Ortega Murillo, de 30 anos, de ter abusado sexualmente dela desde que tinha
11 anos.
"Se eu fosse Ortega estaria colocando meu cargo à disposição",
disse a deputada Suaréz, também líder feminista. "Estou
aborrercida com este fato, e vamos denunciá-lo na Rede de Mulheres
contra a Violência", organização que luta contra
os maus-tratos à mulher", afirmou.
IMUNIDADE
Por sua vez, o líder da facção parlamentar do Partido
Liberal (PL, no governo), Eliseo Nuñez, pediu que o Congresso levante
a imunidade de Ortega. Nuñez não explicou qual seria o objetivo
de levantar a imunidade de Ortega, pois Zoilamérica, depois de denunciar
os abusos que supostamente sofreu, disse à imprensa que não
processaria seu pai adotivo.
Na terça-feira Ortega recebeu o apoio da própria mãe
de Zoilamérica, a poetisa Rosario Murillo, que desmentiu a filha.
O dirigente sandinista Bayardo Arce qualificou de "incrível"
a acusação de Zoilamérica. Arce, que junto com Ortega
é membro da executiva sandinista, negou também estar envolvido
em um suposto complô para liquidar politicamente o ex-presidente.
Os sandinistas realizarão em maio próximo um congresso
e daí as versões de que a acusação contra Daniel
Ortega pode ser parte de uma estratégia para tirá-lo do cargo
de máximo dirigente do principal partido opositor ao governo da Nicarágua. |
Diplomata na
UE comandará
o Mossad
Jerusalém O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu,
nomeou ontem o diplomata e ex-vice-chefe do Mossad Ephraim Halevy, atual
embaixador na União Européia, para comandar o serviço
secreto em substituição a Danny Yatom, responsabilizado por
dois fracassos da espionagem nos últimos meses.
O general Amiram Levine, que era considerado o favorito para ocupar
o posto, será o vice-chefe do Mossad, ficando encarregado das operações
e "missões especiais" da agência.
Halevy mantém boa relação com o rei Hussein, da
Jordânia, e ajudou a reduzir a tensão bilateral depois da fracassada
tentativa do Mossad de matar, em setembro, um dirigente do grupo palestino
Hamas em Amã.
Outro fiasco do Mossad ocorreu em fevereiro, quando cinco agentes foram
detidos em Berna, na Suíça, ao tentar grampear a residência
do libanês Abdallah el-Zein. Um agente continua preso.
Segundo o jornal inglês "The Times", o objetivo do Mossad
era matar El-Zein, suspeito de ajudar o grupo guerrilheiro libanês
Hizbbolah a adquirir armas. Israel negou ontem essa versão.
A Suprema Corte de Israel julgou que estrangeiros podem ser detidos
como "carta de barganha" em negociações sobre militares
desaparecidos, revelam documentos liberados ontem pela corte.
A decisão representa uma rara admissão pública
de que Israel está mantendo detidos sem julgamento membros do movimento
pró-iraniano Hizbollah, que luta para expulsar tropas israelenses
de uma zona de ocupação no sul do Líbano.
Israel tem sido duramente criticado por alegações de que
tem capturado e encarcerado cidadãos libaneses.
A corte reconheceu que a prática viola direitos humanos mas considerou
que os "interesses vitais" de Israel têm precedente.
O tribunal reverteu deliberações que impediam que a mídia
divulgasse a prisão de 10 libaneses, que tiveram negado uma petição
contra a detenção deles.
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