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Fernanda (ao lado), surpresa com seu "clone", e Taís (abaixo), a única boneca negra no mercado, chegam para disputar espaço com a rainha Xuxa (2a. foto abaixo)
Fotos Telefoto AE

Taís Araújo e líder das "Chiquititas" viram bonecas

Depois das apresentadoras como Xuxa, Angélica e Mara, atrizes emprestam seus traços para as fábricas de ilusões

Mera Teixeira
Agência Estado

São Paulo - As atrizes Taís Araújo e Fernanda Souza estão vivendo uma sensação diferente e, como elas dizem, muito emocionante. Ganharam bonecas com seus nomes, juntando-se, assim, a Xuxa, Angélica, Sandy, Mara, Eliana, Carla Perez e ao casal Scully e Mulder, do seriado "Arquivo X". Com o contrato assinado com Taís, a Baby Brink torna-se a primeira empresa a lançar no mercado brasileiro uma boneca inspirada numa atriz negra. "O que acho mais legal é ter uma referência para as crianças negras", comenta a atriz. "Existir uma boneca negra é maravilhoso, fiquei emocionada".

A Baby Brink, que já havia lançado as bonecas da Angélica e da cantora Sandy, fez uma pesquisa com a criançada para ver qual das meninas do orfanato fictício da novela "Chiquititas" elas gostariam que virasse boneca. Mili (Fernanda Souza) foi a eleita. O perfil dela é de uma menina dócil. Vive a líder da turma no orfanato e é rotulada de protetora das crianças. "A Mili é um pouco da Fernanda no carisma e no companheirismo", compara a mãe-empresária, Idalina Rodrigues Souza.

"Virar boneca é uma coisa muito emocionante", diz a pequena Fernanda. "Eu nunca esperava. Quando era criança, ficava admirando as bonecas, mas jamais imaginei que um dia me tornasse uma delas. Vi o molde e até hoje eu não acredito que seja verdade. Estou emocionada". O molde foi feito com base numa de revista no Brasil e quando foi apresentado pela equipe da Baby Brink na Argentina, a atriz tratou logo de corrigir algumas imperfeições e deu o toque final. "Achei que eu estava bochechuda, porque, quando eu rio, meus olhos ficam pequenos e minha bochecha fica para cima", explicou.

Com Taís - a Vivian de "Anjo Mau" - aconteceu a mesma coisa. "Quando vi o primeiro molde, tentei fazê-lo o mais parecido comigo", lembra. "Demos uma pincelada, afinando mais o rosto, porque tenho o rosto fino. O resto já estava bem parecido comigo".

A boneca Mili de olhos claros e com uniforme escolar xadrez, chega às lojas de brinquedos da Argentina e do Brasil nos próximos dias. De vinil, ela terá 50 cm de altura, corpo de espuma e será vendida por R$ 45,00. "É pequena, do tipo que acompanha a criança para dormir", descreve Fernanda. A empresa espera vender mais de cem mil unidades só este ano. A atriz também quer faturar muito, mesmo quando a novela já não existir mais.

Guerra

A "guerra das bonecas" começou com Xuxa e Angélica, chegou até Mara Maravilha e Eliana e, depois, se alastrou pela tevê. Florentina, a personagem da música de Tiririca, foi lançada pela Sul -Americana de Brinquedos - que também "clonou" o famoso palhaço. A Colorama foi a responsável pelo lançamento dos bonecos de Xuxa, Gugu Liberato e Carla Perez, além dos personagens do programa infantil "Cocoricó", da Cultura - o papagaio Kiko, a vaquinha Mimosa e a galinha.

E a Baby Brink apostou também na boneca da apresentadora Debby, da Manchete, lançada às vésperas do Natal. Biba (Cintia Raquel) e Nino (Cássio Scapin), do Rá-Tim-Bum, e a Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo também fazem parte dessa curiosa coleção. Segundo Marcos Saraiva, dono da Marcas Licensing & Marketing, desde que Angélica trocou o SBT pelas manhãs na Globo, o número de produtos no mercado com a sua imagem triplicou. No Natal do ano passado, a boneca com seu nome vendeu 100 mil unidades a 99 reais cada. A nova boneca Angélica, que anda por controle remoto e canta quatro músicas, tem preço mais acessível, R$ 45,00.

Também a apresentadora Eliana tem se saído muito bem no mercado, com mais de 70 produtos com seu nome. Quando viu pela primeira vez o molde de sua boneca, ela ficou espantada. "Era eu, só que estática", lembra. "E o curioso é que a boneca tem traços meus, nos quais eu nunca havia reparado no espelho. Adorei".


Cinema e teatro
seduzem o galã Fábio Assunção

Ator, que vive o machista Marcelo em "Por amor" volta ao palco após a novela

Rosângela Marques
Agência Estado

Rio de Janeiro - O ator Fábio Assunção anda com o tempo todo praticamente tomado pelas gravações de "Por Amor", e parece que não descansará tão cedo. Como os capítulos da novela das oito são entregues quase em cima da hora, ele se desdobra para decorar os textos e, nas poucas horas vagas diz que procura "dormir bem, além de tomar muitas vitaminas anti-oxidantes". Mas engana-se quem pensar que logo depois da novela ele gozará enfim do merecido descanso. "Fui convidado para fazer dois filmes e uma peça de João Falcão, que dirigiu "A Comédia da Vida Privada", adianta, sem entrar em maiores detalhes.

Também em relação aos próximos lances de "Por Amor" o ator se mostra um tanto reticente, alegando ter pouco a acrescentar quanto ao futuro de seu personagem, mesmo porque recebe os textos "em cima da hora". O que ele sabe é que Marcelo vai ser pai de gêmeos, por conta de uma noite de amor com Laura (Viviane Pasmanter). Antes disso, tentará reconquistar Eduarda (Gabriela Duarte).

Em "O Rei do Gado", ele era um "bad boy", acostumado à boa vida, ao dinheiro farto, um conquistador incorrigível. Em "Por Amor", o perfil mudou um pouco, mas Fábio Assunção volta a interpretar o filho de um milionário - herdeiro do empresário Arnaldo (Carlos Eduardo Dolabella), que vê sua fortuna diminuir por causa de um romance clandestino com a arquiteta Isabel (Cássia Kiss). Assunção, 26 anos, está entusiasmado com seu personagem e não poupa elogios para o autor Manoel Carlos. "É impressionante a capacidade dele de criar personagens tão verdadeiros", afirma. "Isso valoriza demais o trabalho do ator".

Na casa da mãe do ator, em São Paulo, um baú guarda as mais de dez mil cartas que Fábio recebeu até hoje, desde a estréia na TV, na novela "Meu Bem, Meu Mal", em 1990. Depois ele atuou em "Vamp", "De Corpo e Alma",

"Sonho Meu", "Pátria Minha" e "O Rei do Gado". Antes de estrear na TV, Fábio já havia participado de vários espetáculos teatrais, como "Beijo no Asfalto", de Nelson Rodrigues; "Barrela", de Plínio Marcos, e "Uma Longa Ceia de Natal", de Thornton Wilder. Depois da estréia, fez "Blue Jeans", com Wolf Maya, "Bate Outra Vez", de Eduardo Wotzik, e "Oeste", de Sam Shepard.

Quando fechou o contrato com a Globo, a quinta-feira era um dia em que ele podia ou não ter gravações, mas como as cenas de seu personagem são muitas a situação se complica um pouco. E aí sobra pouco tempo para a vida pessoal. "A gente cochila no estúdio, decora texto de noite, em casa, tudo é misturado com o trabalho, não dá para separar uma coisa da outra", explica.

Foi por causa da falta de tempo que ele não pôde trabalhar no filme "Guerra de Canudos", de Sérgio Rezende - ele contracenaria com a atriz Cláudia Abreu". Só que, neste caso, a agenda estava tomada pela peça "Oeste", em turnê pelo Brasil. (Colaborou Carlos Vasconcellos)


Marília Gabriela: "Faço entrevistas para satisfazer minha própria curiosidade"
Telefoto AE

Marília Gabriela estréia
novo programa de entrevistas

Apresentadora recebe Carla Perez e a emergente Vera Loyola. Formato é o mesmo de "Cara a Cara", da Band

Sara Duarte
Agência Estado

São Paulo - Agora Marília Gabriela vai voltar a se sentir em casa. A partir de hoje, ela comanda um novo programa de entrevistas na tela do SBT. De Frente Com Gabi, no ar à meia-noite, dará um fim ao jejum iniciado há mais de um ano, com a extinção do First Class.

Tal como fazia no "Cara a Cara", da Rede Bandeirantes, no novo programa Gabi estará sozinha diante de um convidado. Mas se naquele a maior parte dos entrevistados eram homens, especialmente políticos e figuras importantes da economia, em "De frente com Gabi" haverá espaço para personalidades como Carla Perez ou Maurício Mattar.

A sugestão de ressuscitar o formato, adaptando-o para um estilo mais leve, partiu de Sílvio Santos. Como o programa será exibido logo após o Topa Tudo Por Dinheiro - a atração mais popular do SBT, com até 20 pontos no Ibope - era preciso combinar o perfil dos entrevistados com o do público da emissora, mais afeita à linha de shows que ao jornalismo propriamente dito.

Curiosidade

A convidada do programa de estréia é a dançarina e dublê de cantora Carla Perez. Para quem disser que uma entrevista com a loira do é o Tchan tem menos importância que a de um ministro, por exemplo, Gabi já tem uma resposta preparada: "isso é um grande preconceito!"

"Antes mais nada, faço entrevistas para satisfazer a minha curiosidade", explica a apresentadora. "E todo mundo que é público e notório, quando bem entrevistado, rende uma boa entrevista."

Talvez por isso a apresentadora prefira a função de entrevistadora à de repórter. "Sou originalmente curiosa", comenta. "Gosto de fazer reportagens, mas quando me põem na frente de um entrevistado, não quero outra coisa. Entrevisto desde político até jogador de futebol."

Em quase 30 anos de carreira, Gabi conquistou credibilidade tanto como apresentadora - função que desempenhou no Cara a Cara e no TV Mulher, por exemplo - quanto como repórter do Jornal Nacional e do SBT Repórter. Agora já se sente livre para iniciar um projeto sem ter de dar satisfação a ninguém.

"Fui eu que tive a idéia de entrevistar Carla Perez", afirma. "Queria saber quem é essa menina, que tem apenas 20 anos e já é a mulher mais poderosa do showbizz brasileiro."

Emergentes

Gabi já tem preparada uma entrevista com a emergente Vera Loyola, que inspirou a personagem de Fraçoise Fourton na novela Por Amor, da Rede Globo. "Vera é uma mulher ambiciosa e instigante, que quer fazer sucesso a qualquer custo", aponta Gabi. "Entrevistá-la foi muito provocativo. Ela é do tipo pseudocalma: fica o tempo todo na defensiva."

Para o programa da semana que vem, que vai ao ar no Dia Internacional da Mulher, Gabi pensa em entrevistar um homem. O nome ainda é segredo, mas entre os futuros entrevistados estão Romário, Maurício Mattar e Ana Paula Arósio.

Gabi continua apresentando o SBT Repórter, mas só realizará reportagens quando tiver tempo ou um assunto que a interesse. Ela também permance no ar, semanalmente, pelo canal pago GNT (Net/Multicanal), com o programa Marília Gabriela Entrevista.

Esse é o novo nome do Aquela Mulher, que passa a receber também convidados do sexo masculino. "Quero deixar o programa menos engessado", explica Gabi. "A idéia é manter o público que eu tenho hoje na GNT, e atrair também o que me assiste no SBT: gente jovem, que quer um material mais elaborado."

Gabi aposta em
produção independente

Os 500 anos de descobrimento do Brasil, hoje centro das atenções da Rede Globo, também serão tema de uma produção independente feita por Marília Gabriela. Dividido em 20 programas, "500 X Brasil: O Dicionário de Um País", deverá ser exibido de setembro deste ano a abril do ano 2000.

Gabi será a produtora e apresentadora da série, que mistura jornalismo, arte e cultura. Ela não acredita que seu projeto vá se chocar com o Brasil 500 Anos, da Globo. "Somos um país rico em detalhes, e todo mundo quer fazer algo relacionado aos 500 Anos", diz. "É o caso de Guilherme Fontes."

Enquanto o Brasil 500 Anos é centrado no aspecto social, o projeto de Gabi joga com as palavras, na tentativa de resgatar as origens do brasileiro. "A partir de verbetes de nosso dicionário, descreveremos como o brasileiro virou o que é hoje", explica. "Quando a palavra for água, por exemplo, invocaremos desde Águas de Março, de Tom Jobim, até outros textos de autores nacionais."

"Apaixonada pelas palavras", ela acaba de gravar um novo disco, ainda sem nome definido. Nele, Gabi recita poemas de autoras como Adélia Prado, Cora Coralina e Cecília Meireles, além de Gabriela Mistral e Forbela Spanca, sobre uma trilha incidental.

A jornalista planejava há anos fazer um vídeo recitando contos eróticos femininos. "Depois de ver o CD em que Scarlet Moon recita Drummond me animei para fazer um também." O CD, com lançamento previsto para março, acabou virando uma antologia de poemas escritos por mulheres. Um livro com a reunião dos textos deve ser lançado junto com o disco. (S.D.)


Semana

"Tempo Quente"

Estréia amanhã, às 17h30, na Bandeirantes, "Tempo Quente", ancorado pelo jornalista Marcos Hummel (ex-Globo e Manchete). "O programa tem por objetivo informar e entreter, reunindo temas polêmicos, dramaticidade, emoção e esperança", diz Carlos Amorim, diretor do Núcleo de Programas Jornalísticos da emissora. Campanhas e reportagens do interesse da população e do trabalhador discutindo temas como saúde, educação, moradia e emprego também estarão no programa.

"Câmera Manchete"

Crianças deficientes e superdotadas estão no "Câmera Manchete" que vai ao ar nesta quarta, dia 4, às 22h40, na Manchete. Participam do programa escritor Marcelo Rubens Paiva e o ator Christopher Reeves.

"Faixa Tema"

A Cultura continua a apresentar terça-feira, às 22h30, a série "Violeiros do Brasil" e o assunto é a própria viola. O programa "Faixa Tema" mostra o luthier (quem fabrica os instrumentos manualmente) Vergílio Artur de Lima que fala sobre o processo de construção de um instrumento.


Novidades na telinha

"Mandacaru"

O diretor Walter Avancini vai esticar a novela Mandacaru até julho. Não quer estrear Brida, inspirada em obra de Paulo Coelho, no período da Copa.

TVA

A partir de hoje, a TVA passa a oferecer mais um canal aos seus assinantes. Com 24 horas de programação dublada ou legendada em português, o MGM Gold apresenta principalmente filmes e seriados clássicos. Aproveitando a expectativa em torno do Oscar, o canal traz este mês uma programação recheada de produções premiadas. No pacote, Se Meu Apartamento Falasse, Rede de Intrigas e Rain Man. Entre as séries estão Além da Imaginação, Flipper e A Família Addams.

"Lavanderia" do Huck

Luciano Huck volta a gravar seus programas "H" e "H +" na Rede Bandeirantes no próximo dia 2. E terá mesmo como grande atração do seu "H +" um quadro com o sugestivo título de "Lavanderia", será uma espécie de "Márcia" ou "Ratinho Livre" com a garotada da sua platéia. Vale conferir.

Angélica

Na temporada 1998 do Angel Mix, Angélica terá um pouco de tudo o que mais gosta. Desde dezembro, o diretor de núcleo, Jorge Fernando, vem preparando mudanças radicais para o programa infantil. A partir do dia 30 de março, quando estréia a nova programação da Globo, o Angel Mix vira uma mistura de revista eletrônica com gincana entre escolas e programa de auditório. Uma das principais mudanças é que o programa possa a ser "dividido por faixa etária". As atrações que agradam aos pequenos serão condensadas nos três primeiros blocos. Nos demais, o alvo são os adolescentes.

Coppola

Francis Ford Coppola é o entrevistado de Bruna Lombardi no "Gente de Expressão" que vai ao ar sábado, às 18h30, na Bandeirantes. Bruna visita a vinícola do cineasta, a Niebaum-Coppola e encontra três atores de seu último filme, "The Rainmaker": Danny de Vito, Jon Voight e Matt Dammion.



Vilã de "Caça-Talentos" vai fazer novela

Helena Ramos volta para a dramaturgia adulta depois de integrar elenco do programa infantil ao lado de Angélica

Gilse Guedes
Agência Estado

A atriz Helena Fernandes, a malvada Silvana na novela infantil do programa da Angélica, vai deixar as sabotagens da agência Caça-Talentos de lado. Com o sucesso de sua personagem, Helena chamou a atenção da direção para seu talento. Ela foi convidada para fazer uma novela de "adultos" - provavelmente "Escândalo", de Miguel Falabella.

Helena grava até março e as últimas imagens de Silvana vão ao ar no fim de abril ou início de maio. A "sabotadora" vai sair da história em grande estilo, conta a atriz, deixando, no entanto, um clima de mistério no ar. "Ela (Silvana) vai embora com uma grande vilã, vai ser uma surpresa", limitou-se a dizer.

  • Entrevista/ Helena Fernandes

Agência Estado - Como surgiu o convite para fazer a novela?
Helena Fernandes - Fui comunicada pelo núcleo do Boninho que a empresa tinha interesse em me aproveitar para a dramaturgia. Vou gravar até março e depois vou esperar que me chamem. Devo ficar uns dois meses fora do ar para me desvincular um pouco da imagem da Silvana.

AE - Você gostou da Silvana?
Helena - Eu fui muito feliz fazendo a Silvana. Estou num momento profissional muito bom. Todos os astros conspiraram a favor. O núcleo (que faz a novela) é formado por pessoas ótimas, há muito harmonia. E a agência era uma novidade em matéria de programa para crianças. E a Silvana é maravilhosa. Ela é uma vilã, mas é engraçada. Tudo, realmente, conspirou a favor.

AE - Você ficou encantada por ela, não?
Helena - Nossa! E como! é por isso que as pessoas gostam do meu trabalho. Quando li o texto da novela pela primeira vez fiquei apaixonada. Eu ficava no estúdio decorando o texto rindo sozinha.

AE - Você vai ter de se despedir da sabotadora Silvana...
Helena - O meu filho disse que eu não podia deixar a Silvana ir embora, porque o Ibope vai cair (risos).

AE - O programa da Xuxa, que foi um sucesso neste horário, não tinha uma história destas?
Helena - É isso mesmo. Não havia uma novela neste gênero. Todo mundo estava apostando muito e deu certíssimo.

AE - E como é o contato com as crianças? Elas gostam da personagem?
Helena - Eu recebi dezenas de cartas e bichinhos de pelúcia. Fui recordista de cartas de criança.

AE - Como é trabalhar com a Angélica?
Helena - A Angélica é uma menina supreendente. Gente como a gente. Você propõe e ela aceita. Ela é flexível. Não é estrela. Ali, nós tivemos sorte. Todo mundo tem carinho em trabalhar junto.

AE - Você quer novamente fazer uma vilã?
Helena - Eu quero uma outra personagem que seja igualmente maravilhosa. Sou muito disciplinada. Tenho muito amor por aquilo que faço e quero fazer o melhor possível, seja qual for o papel. Mas, na verdade, eu gosto de personagens fortes, com personalidade. A Silvana foi o papel mais legal que já fiz. A vilã é sempre mais gostoso de interpretar. Não que eu não tenha prazer em fazer uma boazinha, mas adoraria interpretar uma vilã numa novela para adulto. É claro que isso não impede de fazer uma mulher frágil, como foi no caso da Nádia, em "Quem é Você".

AE - Mas ela tinha características diferentes da Silvana...
Helena - Realmente. A Nádia era taxista e uma mulher muito frágil. Mas isso não a impedia de ter forças para lutar pelo amor de seu namorado.

AE - Foi difícil conquistar seu espaço na televisão?
Helena - O Herval Rossano me chamou para fazer um "Você Decide". Fiz três episódios. Depois pintou a chance de fazer "Quem é Você" e logo quando terminou o trabalho fui convidada a ser a Silvana. Mas antes de tudo, trabalhei muito tempo na área de publicidade. Fiz vários anúncios. Comecei na televisão e só depois passei para o teatro. Fiz curso de interpretação para vídeo, uma oficina para ser apresentadora com Miguel Falabella e duas outras para atores na Globo. Quando comecei na publicidade, precisava trabalhar para sobreviver, não escolhi ser atriz. Já fui até promotora de vendas.

AE - Mas hoje você é atriz...
Helena - Não sou atriz para virar estrela. Eu tenho algo a dizer. Com a Silvana mostrei isso. Para mim, sucesso é quando você consegue conquistar um personagem depois do outro. É isto que eu quero. Quero conseguir viver com dignidade.

     
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