. . Joinville SC, Brasil . .
Mídia Tecnologia Prêmios Cores Internet
Imagem_Mapa
ANVeículos ANTevê ANInformática Colunistas ANEconomia

Licitações da
banda B são reabertas

Processo estava sendo contestado na Justiça há seis meses

Brasília - A reabertura da licitação da banda B da telefonia celular, após seis meses de paralisação por conta de pendências judiciais, acontecerá no início da próxima semana. A assinatura do contrato de concessão da área 2 (interior de São Paulo) pelo consórcio Tess está marcada para segunda-feira, o que permitirá desencadear o processo da área 3 (Rio de Janeiro e Espírito Santo) na terça-feira.

Em seguida virão as áreas 4 (Minas Gerais), 5 (Paraná e Santa Catarina) e 6 (Rio Grande do Sul). Cada contrato só pode ser assinado depois da conclusão do processo de licitação da área anterior.

Na assinatura do contrato com a União pela concessão da banda B no interior de São Paulo, o consórcio entregará um cheque correspondente a 40% da oferta vencedora, que foi de R$ 1,326 bilhão.

Mas a continuidade da licitação da banda B ainda dependerá da determinação das nove empresas e consórcios restantes de permanecer na concorrência. As empresas devem protocolar, a partir de sexta-feira, no Ministério das Comunicações a renovação das garantias apresentadas em abril passado. Há expectativa, entre os envolvidos na licitação, que alguns participantes desistam da licitação pelo aumento do custo financeiro.

Em 7 de abril, um ano depois da apresentação da documentação para a licitação, todas as propostas devem ser reajustadas em cerca de 20%, de acordo com os termos do edital. A proximidade da privatização do Sistema Telebrás e da banda A também pode desestimular os concorrentes pela banda B.

O ministério ainda não definiu como será a licitação para a área 8 (Amazonas, Pará, Roraima, Maranhão, Amapá), que não teve interessados nas duas vezes em que foi colocada em licitação. O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, anunciou no início de março que está sendo preparado um novo edital para a região, que deverá trazer modificações no preço mínimo da outorga (R$ 200 milhões) e alterações no objeto da concessão, que poderá incorporar outros serviços de telecomunicações, além da telefonia celular.

Venda atinge R$ 5,12 bi

Brasília - Até setembro passado, o governo conseguiu encerrar a metade da licitação da banda B da telefonia celular. Já foram licitadas cinco das dez áreas de concessão e cinco empresas e quatro grupos econômicos já ganharam suas áreas, pagando por isso R$ 5,12 bilhões. O ágio médio atingiu 165%, superando a expectativa do Ministério das Comunicações que esperava um sobrepreço de 50% a 80%.

Antes do processo ser interrompido, o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, comemorava a arrecadação sobre a licitação de um serviço que ainda não existe. "Estamos vendendo vento", dizia Motta. Para o orçamento de 1998, o ministério chegou a informar ao Ministério do Planejamento que a arrecadação prevista para a licitação da banda B seria de R$ 7 bilhões.

Antes de serem abertos os primeiros envelopes, em junho do ano passado, o ministro costumava declarar que a banda B iria render entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. As somas de todos os preços mínimos fixados no edital é de R$ 3,6 bilhões. Com o ágio de 341% obtido na área 1 (Região Metropolitana de São Paulo), as previsões aumentaram.

A licitação da banda B está trazendo para o País as principais operadoras de telecomunicações do mundo. Iniciaram a disputa empresas de 11 países. Também desejavam ingressar no setor os maiores grupos econômicos do País, grandes empreiteiras e empresas do setor de comunicação.


Incentivos para o álcool
dependem de estudos

Brasília - O Conselho Interministerial do Álcool (Cima) adiou a decisão sobre o aumento da mistura do álcool anidro na gasolina e sobre o incentivo ao aumento da frota de carros a álcool. A entidade decidiu que só vai autorizar as medidas quando a indústria automobilística apresentar documentos atestando que o aumento da mistura de anidro não causará danos aos veículos.

Sobre o incentivo à frota de carros a álcool, o governo quer que a indústria informe quais serão os descontos que poderão ser dados no preço dos veículos. "As empresas devem dizer qual a possibilidade de oferta de carros a álcool e a redução de preços que propõem", disse o presidente do Cima, o ministro da Indústria, Comércio e Turismo, Francisco Dornelles.

O governo admite que também não sabe ainda de quanto poderia ser a redução dos impostos federais e estaduais nos preços dos veículos. A proposta do MICT era a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo Dornelles, o Cima determinou que sejam feitos os estudos sobre esta redução, para que não haja impacto na arrecadação do governo federal e dos Estados.

Segundo o ministro, o aumento de dois pontos percentuais na mistura da gasolina seria capaz de aumentar a demanda em 500 milhões de litros. A manifestação da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sobre a mistura era aguardada para antes da reunião do Cima, mas isto não ocorreu. Dornelles acredita que a indústria esteja dividida.

O governo quer a troca de veículos com mais de dez anos de uso por carros a álcool mais baratos. "Isto tem que ser feito com cautela", lembrou Dornelles. "Não podemos correr o risco de haver uma demanda maior do que os álcool que temos para fornecer."


Governo quer mais
verba em capacitação

Brasília ­ O governo irá solicitar ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) a liberação de R$ 23 milhões para o programa de Educação do Trabalhador do Serviço Social da Indústria (Sesi). O ministro do Trabalho, Paulo Paiva, anunciou ontem a ajuda financeira a um programa da iniciativa privada durante solenidade realizada no Palácio do Planalto, especialmente para o lançamento do programa.

O Sesi estima em R$ 600 milhões o custo da iniciativa que tem como meta alfabetizar e elevar a escolaridade de 1 milhão de trabalhadores nos próximos três anos, oferecendo cursos supletivos de ensino fundamental. Para este ano, o Sesi irá contribuir com R$ 56 milhões e aguarda a ajuda de outros parceiros para atingir a meta de atender 300 mil trabalhadores. Se o Codefat aprovar o pedido do ministro, o governo será o primeiro parceiro do Sesi.

Em Santa Catarina, o Sesi já está trabalhando para elevar o nível de escolaridade dos empregados da indústria catarinense. Atualmente a Fundação Catarinense de Educação na Empresa possui 3.600 alunos matriculados em cursos supletivos de primeiro e segundo graus. A maior parte deles tendo as aulas dentro das próprias fábricas onde trabalham.


Preços de ovos ficam estáveis

Lojistas devem absorver os 2%, em média, aplicados na indústria e aconselham que consumidor antecipe compra

Joinville - Os preços dos ovos de chocolate para esta Páscoa tiveram alta de 2%, em média, para os lojistas, mas devem ficar estáveis para o consumidor final, em comparação com o ano passado. O diagnóstico é do diretor de marketing das Lojas Americanas, Paulo Humberg. As principais redes de supermercados reforçaram o estoque. Só a Americanas tem entre 60 mil e 80 mil ovos à disposição dos consumidores, na unidade de Joinville. "Em todos os 110 estabelecimentos espalhados pelo País, esperamos vender 16 milhões de unidades. O volume significa crescimento de 10% sobre 1997".

Mesmo assim, "acreditamos que vai faltar mercadoria e recomendamos que quem quiser um tipo específico de ovo de chocolate deve antecipar a compra". Predominam itens das marcas Nestlé, Lacta e Garoto. A alta na demanda se explica. Um dos fatores que ajuda a incrementar as vendas é a maior variedade de produtos expostos nos estabelecimentos. Humberg diz que o consumidor joinvilense caracteriza-se "pela avidez com que procura lançamentos, o que contribui para o crescimento dos negócios do setor".

O Angeloni, ainda mais otimista, espera conseguir vendas de até 20% superiores às do ano passado, afirma o gerente José Amâncio Nunes. "Temos 12 tipos de ovos. Os ovos menores - portanto mais baratos - predominam no mix da loja. São os mais procurados", explica.

Aposta

Para o gerente Mário Vieira, do Vitória Supermercados, "os preços estáveis devem fomentar o faturamento em 5% a 10%", em média, nas cinco lojas de Joinville. A aposta do executivo em bons resultados é tão grande que apenas na loja que dirige o orçamento de compras, previsto para o mês passado, estourou em R$ 150 mil.

O Big Shop também espera faturar bem com a venda de ovos de chocolate para a Páscoa, embora não tenha dados para comparar com o ano passado - o hipermercado abriu as portas em agosto. "Vamos iniciar campanha promocional específica na próxima semana", anuncia o gerente Paulo Cardozo. A Americanas começou campanha a nível nacional, no domingo.


Porto pretende
ampliar pátio de contâneires

São Francisco do Sul - O porto de São Francisco do Sul abre concorrência para a execução das obras de ampliação e construção de pátio de contêineres. As empresas interessadas têm prazo até às 14 horas do dia 17 de abril para apresentarem as suas propostas. São 32.474 metros quadrados a serem construídos em três áreas. A empresa ganhadora será conhecida até meados de maio.

Os investimentos necessários somam R$ 3,2 milhões, dos quais R$ 2,4 milhões virão em duas parcelas - uma em abril, e outra em maio. "Os recursos são provenientes de convênio entre o porto e o Ministério dos Transportes, e os restantes R$ 800 mil correspondem à contrapartida do governo estadual", informa o chefe de gabinete Paulo Maluche.

A obra deve estar concluída em no máximo 120 dias a partir do seu início. O trabalho inclui serviços de terraplenagem, pavimentação asfáltica, drenagem, instalações elétricas para iluminação dos pátios de contêineres e implantação de tomadas para câmaras frigoríficas e subestações de 300 Kva.

Maluche explica que a obra "deve garantir a continuidade da prestação de serviços e a manutenção de operação dos berços de atracação e pátios de contêineres sem a paralisação das operações portuárias".

O administrador do porto de São Francisco do Sul, Arnaldo S. Thiago, participa com outros 15 brasileiros, em Bremen, Alemanha, de seminário sobre "Meio ambiente, planejamento, desenvolvimento e funcionamento de sistemas de logística". O encontro começou na segunda-feira e termina na sexta-feira.


Caçador pode
ganhar nova linha aérea

Caçador - A partir de agosto, Caçador poderá contar com uma linha aérea diariamente para Curitiba e São Paulo com conexão para Brasília. Pelo menos essa é a previsão do diretor comercial da Passaredo Transportes Aéreos, Peter De Wall. Ele manteve contato com empresários locais para a viabilização da linha que terá de início um avião modelo Brasília, com 30 lugares.

De acordo com De Wall, para a viabilização da linha é necessário primeiro a instalação do balizamento noturno e a reforma do sistema de rádiofarol NDB que está danificado. "Tenho garantia dos empresários que essas medidas serão tomadas", disse. A Passaredo pretende, ainda, trabalhar no setor de cargas a partir de sua base, em São Paulo.

A linha prevista sairá de Caçador indo a Curitiba, São Paulo e Campinas, com uma conexão para Rio Verde (Goiás) e finalizando em Brasília. "Nós possuímos uma pesquisa do potencial da região que nos estimula a instalar o serviço", afirmou. O diretor também estuda a possibilidade de utilizar o aeroporto de Caçador como porta de entrada da empresa no Mercosul.


Governo quer
mais verba em capacitação

Brasília ­ O governo irá solicitar ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) a liberação de R$ 23 milhões para o programa de Educação do Trabalhador do Serviço Social da Indústria (Sesi). O ministro do Trabalho, Paulo Paiva, anunciou ontem a ajuda financeira a um programa da iniciativa privada durante solenidade realizada no Palácio do Planalto, especialmente para o lançamento do programa.

O Sesi estima em R$ 600 milhões o custo da iniciativa que tem como meta alfabetizar e elevar a escolaridade de 1 milhão de trabalhadores nos próximos três anos, oferecendo cursos supletivos de ensino fundamental. Para este ano, o Sesi irá contribuir com R$ 56 milhões e aguarda a ajuda de outros parceiros para atingir a meta de atender 300 mil trabalhadores. Se o Codefat aprovar o pedido do ministro, o governo será o primeiro parceiro do Sesi.

Em Santa Catarina, o Sesi já está trabalhando para elevar o nível de escolaridade dos empregados da indústria catarinense. Atualmente a Fundação Catarinense de Educação na Empresa possui 3.600 alunos matriculados em cursos supletivos de primeiro e segundo graus. A maior parte deles tendo as aulas dentro das próprias fábricas onde trabalham.


Empresários prevêem que
piso dos juros fique em 20%

São Paulo - O Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que se reuniu ontem, não acredita que a taxa de juros caia abaixo de 20% nos próximos meses. A conjuntura externa e as dificuldades fiscais do governo forçariam o governo a manter os juros neste patamar a curto prazo para atrair a entrada de capital externo.

A entidade acredita numa redução dos juros na próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), em 15 de abril, mas em seguida, o governo adotaria uma "espécie de piso" em 20%. "O problema do juros não é isolado, faz parte de um quadro mais amplo", disse o diretor do Departamento de Economia da entidade, Bóris Tabacof.

O Conselho acredita que o risco externo declina, afastando assim a possibilidade de alguma repercussão da crise que atinge a Ásia. "Os organismos multilaterais, fundos e investidores têm uma avaliação positiva sobre a conduta do Brasil frente à crise asiática", afirmou. Um bom indicador desse quadro, segundo ele, é a retomada da entrada de investidores externos no País.

Tabacof disse que o conselho vital o estímulo do governo às exportações. Seria preciso o crescimento de 14% ao ano para que o Brasil conseguisse estabilizar seu déficit nas contas externas.

Tupy alcança
faturamento de
R$ 344 milhões

Investimentos em modernização no ano passado foram de R$ 35 milhões

Joinville - A Fundição Tupy fechou 1997 produzindo 200 mil toneladas, entre peças fundidas e usinadas para o setor automotivo, conexões, granalhas e perfis. A receita bruta atingiu R$ 344 milhões, superando em R$ 49 milhões a de 96, e o lucro operacional, antes das despesas financeiras, foi de R$ 32 milhões, um crescimento de 85% se comparado com o ano anterior.

Pela legislação societária, o balanço consolidado da Tupy ainda apresenta prejuízo, de R$ 7,4 milhões. Número muito menor se comparado com o de 96 ­ R$ 25,4 milhões ­ e insignificante perto dos R$ 98,7 milhões de 95. Se demonstrado em moeda de capacidade aquisitiva constante, o balanço já mostra um pequeno lucro.

Para figurar entre o time dos gigantes, a Tupy também tem investido bastante: R$ 35 milhões em 97 e R$ 45 milhões previstos para este ano. A maior parte dos investimentos está destinada a modernizar setores que lhe permitam chegar, em 2001, a cerca de 450 mil toneladas de produção. O crescimento está planejado, em grande parte, com base nas exportações. Em 97, as vendas para o mercado externo cresceram 31% em relação ao ano anterior, o equivalente a 36% do total produzido. Para 98, a expectativa é de que cheguem a 43% do total produzido. Com isso, o faturamento da empresa deve crescer 25%.

O processo de adaptação da Tupy às novas exigências de mercado é chamado, pelo diretor presidente da empresa, Mário Egerland, de rearquitetura. A analogia ajuda a explicar como a Tupy está se transformando ao mesmo tempo em que preserva a tradição e liderança conquistadas ao longo do tempo.

Recursos humanos

Para se adaptar às novas exigências, a empresa também tem investido muito nos seus valores humanos. Em 97, conforme balanço social também publicado, R$ 50 milhões se destinaram a investimentos sociais. O resultado é o fortalecimento da "cultura de comprometimento" e a consolidação do processo de mudanças.

Com sede e parque fabril em Joinville, a Tupy foi fundada em 1938. Começou produzindo conexões de ferro maleável para aplicação em redes hidráulicas e de gás, segmento em que logo se destacou como líder. No início da década de 60, com o crescimento da indústria automobilística no País, iniciou a produção de peças de engenharia e, em 1975, inaugurou a unidade de blocos e cabeçotes, hoje responsável por mais de 50% de toda a produção.

Em 1995, ainda integrando um grupo empresarial familiar, a Tupy foi vendida a um pool de fundos de pensão e bancos. Entre seus acionistas estão, hoje, Previ, Telus, Aerus, Bradesco e Bndspar.

Os grandes clientes da Tupy, em blocos e cabeçotes, são Cummins Engine Co (EUA), Mercedes-Benz, Iochpe Maxion, MWM Motores Diesel, Volkswagen, Isuzu Motors (Japão) e Perkins (Inglaterra). Em peças de engenharia, Mercedes-Benz, Volkswagen, Varga Lucas, BMW (Alemanha), TRW e GM Powertrain (EUA).


Aplicações de fundos devem crescer 15%, estima Abrapp

Florianópolis - A Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp) estima crescimento de 15% nas aplicações dos fundos de pensão para este ano no Brasil. Atualmente, o volume de recursos gira em torno de R$ 83 bilhões, em mais de 300 fundos de pensão. Santa Catarina tem apenas seis fundos de expressão operando, com patrimônio de pouco mais de R$ 1 bilhão. Durante a tarde, o presidente da Abrapp, Nelson Pedro Rogieri, manteve contato com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), Vinícius Lummertz Silva, para discutir a realização do 19º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, que acontecerá em setembro, na Capital.

O congresso será a oportunidade para que os empresários e os administradores públicos de Santa Catarina comecem a discutir a possibilidade de aumentar o volume de investimentos em fundos de pensão no Estado. Participarão do congresso 230 administradores de fundos de pensão do Brasil. Serão discutidas a participação dos fundos no processo de privatização, a atuação frente as alterações que a reforma da Previdência introduziu na aposentadoria dos trabalhadores, principalmente com relação ao teto de R$ 1,2 mil, entre outros assuntos.

Atualmente, São Paulo e Rio de Janeiro concentram 70% dos recursos administrados por fundos de pensão. O presidente da Abrapp acredita que o potencial de dispersão e de aumento de investimentos nos fundos é muito grande. "O aporte de recursos, principalmente para a constituição de fundos de pensão de funcionários públicos, viria da receita obtida com a privatização das empresas públicas", afirmou Rogieri.

Hoje a participação nas privatizações representa menos de 20% dos investimentos globais dos fundos brasileiros. O sistema financeiro absorve a maior parte dos investimentos. Depois vem o setor de serviços e, por fim, o setor industrial.


Projeto de lei preocupa Schmidt

Escolha de banco por funcionário burocratizará empresas

Joinville - O presidente da Associação Comercial e Industrial de Joinville (Acij), Albano Schmidt, é contra o projeto de lei do senador Júlio Campos (PFL-MS) que permite ao funcionário escolher o banco onde quer que a empresa onde trabalha deposite seu pagamento. Schmidt enviou correspondência ao presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Osvaldo Moreira Douat, para que alerte à Confederação Nacional da Indústria (CNI) de que o projeto vai burocratizar os departamentos pessoais das empresas na hora do pagamento. Albano acredita no poder de pressão da CNI no Congresso.

"Uma empresa que tem 5 mil funcionários terá que trabalhar com 30 bancos ao mesmo tempo. O controle disso tudo é muito complicado", afirmou o presidente da Acij. Para o senador Júlio Campos, a desvinculação do único banco onde é depositado o dinheiro do funcionário vai acabar com o "vínculo compulsório entre o correntista e o banco".

Transferência

Schmidt entende que se o empregado não quiser trabalhar com o banco da empresa, basta que ele solicite a transferência do pagamento ao banco de sua preferência. O senador argumenta que seu projeto vai acabar com os dividendos obtidos pelas empresas durante a movimentação bancária do dinheiro dos funcionários. O empresário acha que não, e diz que as empresas têm mais encargos do que vantagens nas transações.

Se o funcionário optar por permanecer com o banco da empresa, Schmidt acredita que só terá vantagens. "Quando for pedir um empréstimo, por exemplo, ele pode usar o nome da empresa como referência", diz. Acredita ainda que a classe empresarial tem "bons argumentos" para tentar barrar a aprovação do polêmico projeto do senador Júlio Campos. A proposta será encaminhada à Câmara dos Deputados, sem ter de ser votada no plenário do Senado.


  • CVM

Blumenau - O gerente de Acompanhamento de Empresas da CVM, Fábio dos Santos Fonseca, profere palestra amanhã, às 14 horas, no Grande Hotel Blumenau.


Acima Mensagens Assinaturas Calendário Acima
Capa Imagem_Mapa
Copyright © 1996 ® ANotícia - Todos os direitos reservados -- Webmaster: Avelar Lívio dos Santos, jornalista, RP MTr/PR 890
E X P E D I E N T E
Telefone: 055-47 3431-9000 - Telefax: 055-047 433 6699
Rua Caçador, 112, CEP: 89203-610 - Caixa Posta: 2 - 89201-972
Joinville, Santa Catarina - BRASIL