EDITORIAL
Verbas para o
Regional de Joinville
O Ministério da Saúde, através do programa Reforsus,
está liberando quase R$ 1 milhão para reformas no Hospital
Regional Hans Dieter Schmidt, instalado no bairro Boa Vista, em Joinville.
Os R$ 922.354,00 deverão ser aplicados em reformas urgentes de que
o hospital necessita, já que imediatamente depois de sua inauguração
começaram a aparecer problemas de toda a ordem, numa demonstração
explícita de obra mal feita.
São gravíssimos os problemas nas instalações
físicas do hospital, que só se agravaram ao longo dos anos
pela falta de manutenção e por administrações
incompetentes, quase todas marcadas pela ingerência política
mais irresponsável e criminosa. A verdade é que o Regional
de Joinville, por muitos considerado verdadeiro caso de polícia,
não é bem um hospital, mas um local em que se recolhem doentes,
pratica-se política partidária, se empregam políticos
e administradores manipuláveis.
Nessa teia de desmandos e irresponsabilidade, a instituição
acabou no miserável estado em que se encontra e só não
fechou as portas, porque seu funcionamento foi mantido, graças à
abnegação de muitos, servidores, médicos e até
mesmo algumas chefias. O governo estadual não contrata servidores,
paga salários baixos, quando paga, já que o 13º do ano
passado ainda não foi quitado, e não repassa verbas.
O dinheiro que o Regional está recebendo, se efetivamente o repasse
foi realizado no dia de ontem, precisa, contudo, ser devidamente explicado
à população, pois, afinal, é verba bastante
significativa, de quase R$ 1 milhão. A comissão da Câmara
de Vereadores, que conseguiu articular essa reação da comunidade,
mobilizando também os deputados estaduais e federais, deveria acompanhar
a aplicação dos recursos.
Da mesma forma, a direção do hospital deveria cuidar para
que a aplicação do dinheiro do Reforsus tenha a melhor transparência
possível. Muitas verbas já foram repassadas ao Regional de
Joinville, mas a verdade é que os problemas jamais foram resolvidos.
Pelo contrário, aumentaram geometricamente. E com R$ 1 milhão,
mesmo que as instalações estejam tão dramaticamente
deterioradas, é possível fazer muita coisa. Transparência,
portanto, parece ser mais do que recomendável nesse caso, com ampla
divulgação sobre a destinação de cada Real.
A recuperação do Regional de Joinville, todavia, não
se limita às questões relacionadas com suas instalações.
É preciso ainda cuidar da contratação de mais servidores,
como já aconteceu com outros hospitais do mesmo porte. O secretário
da Saúde deveria explicar por que sua pasta não realiza concurso
para a contratação de mais servidores.
Finalmente, é preciso proceder à ampla revisão na
estrutura funcional do hospital, depois de tantos anos de má gerência
e de empreguismo político rasteiro e irresponsável. O Regional
tem jeito, mas não se deve desperdiçar o R$ 1 milhão
conseguido de Brasília.
ARTIGOS
A impunidade que mata
Ricardo Viveiros
O verbete "ética" nos melhores dicionários, tem
a seguinte definição: "Estudo dos juízos de apreciação
referentes à conduta humana suscetível de qualificação,
do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade,
seja de modo absoluto". Assim, sem qualquer caráter maniqueísta,
a ética, como a moral e todos os demais costumes e posturas comportamentais,
têm parâmetros análogos à cultura de cada sociedade,
nação ou era. Por isso, deve expressar-se, como de fato ocorre,
no conjunto das leis, para que haja normas de conduta capazes de harmonizar
a convivência do ser humano em sociedade.
Assim e antes de mais nada é de fundamental
importância que as leis sejam absolutamente adequadas como parâmetro
de conduta ética e comportamental para toda a sociedade. Se o mundo
fosse perfeito, esse papel normalizador do arcabouço legal de um
país seria mais importante, até, do que as sanções
àqueles que o transgridem. Afinal, se todos respeitassem todas as
leis, não haveria crime. No entanto, o mundo especialmente ao sul
do equador, está longe da perfeição. Dessa maneira,
para cumprir seu papel como referencial de comportamento, o conjunto das
leis, além de ser sempre atualizado, agregando a dinâmica das
transformações históricas, deve ter necessariamente
eficiente respaldo da estrutura policial e da Justiça.
Um bom exemplo da necessidade de atualização das leis é
o novo código brasileiro de trânsito, um inegável avanço
no sentido de adequar a legislação à realidade contemporânea
e de aplicar sanções mais severas e justas contra os que roubam,
com sua irresponsabilidade, cerca de 40 mil vidas por ano nas ruas e estradas
do País. Um péssimo exemplo de falta de respaldo ao cumprimento
do código que o condena precocemente ao fracasso é
a morosidade da Justiça e a precariedade do aparato policial.
Há muitas histórias tristes histórias
que, após serem manchetes dos jornais, passam, simplesmente,
a engrossar as estatísticas do violento trânsito brasileiro.
Para os que perderam pais, filhos, netos, maridos, esposas, parentes e amigos,
porém, fica, além da irreparável saudade, a amarga
e perene sensação de abandono numa sociedade que resgata a
primitiva lei do mais forte. Democracia e anarquia fundem-se numa estranha
congruência, dilapidando os valores mais essenciais do ser social
que é o homem.
São Paulo, 23 de junho de 1996. Um desses motoristas que a Justiça
invariavelmente "protege" com o benefício do "crime
culposo" (quando se pressupõe que não haja intenção
de cometer o delito), avança um farol vermelho, a mais de 100 quilômetros
por hora, numa noite chuvosa de domingo, entrando com seu veículo
e a irresponsabilidade do "crime doloso", em pleno cruzamento
da rua São Caetano com a avenida Cantareira. Atinge em cheio o carro
de uma família. Morrem o pai e a filha de seis meses. São
Paulo, 26 de fevereiro de 1998, quase dois anos depois: a delegacia de polícia
onde foi registrado o boletim de ocorrência sequer ouviu as testemunhas.
O motorista infrator continua dirigindo. Quantos faróis vermelhos
ainda irá passar? Quantas vidas ainda levará?
São Paulo, 20 de fevereiro de 1998. Uma senhora cruza, em alta
velocidade, o farol vermelho na confluência das avenidas São
José e Ipiranga. Mata uma senhora, fere o filho de 10 anos e arrasta
por quase um quilômetro, presa ao capô de seu carro, a jovem
A.P., que fica gravemente ferida. A mais de 80 por hora, cruza mais um semáforo
vermelho e somente pára ao colidir com um ônibus. A infratora
paga fiança de R$ 800 e é libertada. Qual o preço de
uma vida?
Essas são apenas duas entre milhares de violentas ocorrências
do trânsito brasileiro. Apesar do novo código, histórias
com o mesmo final infeliz continuarão transformando mais e mais,
veículos em armas letais de uma guerra sem causa. Urge aprofundar
a discussão jurídica, com rápida alteração
do Código Penal, reordenando os conceitos de dolo e culpa nos crimes
de trânsito. Isso é necessário para enquadrar com a
devida sanção criminal os motoristas que, embora não
tendo a intenção precípua de matar uma determinada
pessoa, têm consciência de que, cometendo infrações
graves, colocam em risco a vida de terceiros.
Além disso, também cabe dotar a polícia de adequada
infra-estrutura, contingentes e equipamentos, para evitar a demora dos inquéritos
e envio dos casos à Justiça. Somente assim, os motoristas
sem os princípios espontâneos da ética, da moral e do
respeito à vida seriam devidamente reprimidos em seus impulsos violentos.
A impunidade no trânsito continua ceifando vidas. Enquanto isso,
o Código de Trânsito Brasileiro...ora, o código...
- Ricardo Viveiros, jornalista e escritor/SP
O futuro de Santa Catarina
João B. Calixto
Santa Catarina destaca-se no cenário nacional pelo elevado índice
de desenvolvimento industrial em vários setores da economia, sendo
responsável por parcela significativa das exportações
brasileiras, além de apresentar um dos menores índices de
analfabetismo comparado aos demais Estados da Federação. Contudo,
no que se refere a investimentos em ciência e tecnologia (C&T),
em que pese sua pujança econômica e a influência européia
que muito contribuiu para seu desenvolvimento, Santa Catarina encontra-se
em uma situação pouco confortável, se comparada mesmo
com a de Estados mais pobres e menos desenvolvidos da Federação.
A criação da Fundação Estadual de Ciência
e Tecnologia (Funcitec) no atual governo constituiu-se em passo importante
para que Santa Catarina, a exemplo de outras unidades da Federação,
pudesse recuperar seus investimentos em C&T e assim poder fazer frente
aos enormes desafios que o setor industrial e demais áreas da sociedade
exigem do Estado. Contudo, seu funcionamento até o momento foi inexpressivo
por absoluta falta de recursos para financiar os inúmeros projetos
já aprovados.
Em 1997, o governo estadual repassou apenas e tão-somente 3,2%
dos recursos orçamentários previstos em lei para essa fundação.
Para 1998, a comunidade científica e o meio empresarial aguardam
com ansiedade a mudança desse quadro. Todavia, na primeira reunião
do conselho da Funcitec, ocorrida dia 29/2/98, foi informado aos conselheiros
presentes que dificilmente esse quadro já dramático será
alterado a curto prazo, tendo em vista a difícil situação
econômico-financeira do Estado e frente a compromissos inadiáveis
nas áreas de saúde, educação e de pagamento
ao funcionalismo, etc.
A pergunta que cabe fazer ao governador e a seus assessores é
a seguinte: como um Estado com tamanha potencialidade e com elevado grau
de desenvolvimento, situado estrategicamente junto a nossos parceiros do
Mercosul, poderá vencer os enormes desafios do próximo milênio,
como a criação de novos empregos, incorporação
de novas tecnologias, melhoria da qualidade de vida de seu povo nas áreas
de saúde, educação, moradia, etc., sem investimentos
significativos em ciência e tecnologia? Estados de regiões
nitidamente mais pobres e com enormes problemas sociais, como Pernambuco,
Mato Grosso, Alagoas, Distrito Federal, Ceará, etc., para não
falar naqueles cujas fundações estaduais encontram-se consolidadas,
como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e
Rio Grande do Sul, têm procurado honrar seus compromissos constitucionais,
fazendo os necessários e inadiáveis investimentos em C&T.
Talvez o governador desconheça que nos últimos anos foram
realizados esforços realmente significativos por parte do governo
federal para permitir a formação de pessoal de alto nível,
tanto em universidades brasileiras como no exterior. Somente na UFSC existem
no momento 712 doutores (41,6% dos professores) e 680 mestres (39,7%), o
que lhe confere distinta segunda posição em número
de doutores entre as universidades federais. As demais universidades estaduais,
como a Udesc, Univali, Unisul, Unoesc, além da própria Epagri,
realizaram e vêm realizando esforços semelhantes para a formação
e treinamento de seus quadros.
No momento em que o governo federal faz um grande corte nos investimentos
em C&T, atingindo várias modalidades de bolsas e auxílios,
Santa Catarina, talvez mais que muitos Estados, passa por um verdadeiro
colapso e, por não contar com um sistema estadual de C&T estruturado,
corre o sério risco de perder seus melhores cientistas, muitos deles
oriundos de outras unidades da Federação, por absoluta falta
de condições de trabalho.
Se nenhuma medida for tomada a curtíssimo prazo para permitir
o repasse de recursos orçamentários à Funcitec, o Estado
deverá sofrer a médio e longo prazos prejuízos imensuráveis,
com queda em sua arrecadação por falta de competitividade
de seus produtos (no Brasil e no exterior) e com reflexos diretos na qualidade
de vida de sua população. Assim, em nome da comunidade científica
que represento no conselho da Funcitec, conclamo o governador e a classe
política do Estado a se mobilizarem no sentido de assegurar o funcionamento
da fundação, para assim garantir futuro promissor aos catarinenses.
- João B. Calixto, professor da UFSC, membro do conselho
superior da Fundação de Ciência e Tecnologia (Funcitec)
CURTAS
- Prefeito de Joaçaba Normélio Zílio (PMDB) poderá
contar com maioria na bancada do Legislativo, caso se confirmem os comentários
de que o vereador Luiz Wastres venha a se filiar ao PSDB. Ele deixou o
PDT recentemente e está sem partido.
- Município de Água Doce, no Meio-oeste, vai realizar campanha
de combate ao borrachudo, que está causando transtornos até
para a população da área urbana. O trabalho será
feito por técnicos da Epagri e das secretarias de Educação
e Agricultura do município.
- A Fundação Municipal do Meio Ambiente de Blumenau (Faema)
iniciou esta semana a arborização da rua Amazonas, o principal
corredor de serviços do bairro Garcia, com o plantio de 400 mudas
de árvores nativas. Iniciativa tem o apoio de 200 alunos do Colégio
SOS Vestiba e das escolas estaduais Santos Dumont e Arno Zadrozny.
- Foi realizado na quarta-feira à noite, no Map Hotel, em Lages,
jantar de entrega de convites aos ganhadores da região serrana do
Top of Mind 98. O evento proporcionou maios intercâmbio e valorização
entre as 13 empresas vencedoras na região serrana.
- O consultor empresarial e professor universitário Carlos Wolovski
Mussi assume amanhã a presidência da ADVB/SC para o próximo
biênio, em solenidade que terá o secretário executivo
do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, como palestrante convidado.
O evento será no centro de convenções da Fiesc, a
partir das 11 horas.
- Deputado Gervásio Maciel defendeu providências urgentes
do governo estadual, para o funcionamento do aeroporto de Rio do Sul.
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APONTAMENTOS
Sem complacência
Com a vigência do novo Código de Trânsito Brasileiro,
o Departamento de Trânsito de Blumenau está pegando pesado
contra motoristas infratores que trafegam no município. Em nove operações
de trânsito, realizadas durante este mês, foram recolhidos 194
veículos que trafegavam com irregularidades e 24 carteiras de habilitação
foram apreendidas. No teste do bafômetro, 18 motoristas foram surpreendidos
embriagados. As blitzes do Departamento de Trânsito de Blumenau são
desenvolvidas às quintas, sextas e sábados, a partir das 22
horas, nas regiões mais movimentadas da cidade.
Concurso público
As provas de datilografia do concurso da Polícia Civil estão
marcadas para este sábado e domingo, em Florianópolis, e no
sábado em Criciúma, Lages, Chapecó e Joinville. O concurso
registrou recorde de inscrições, com 17 mil e 73 candidatos,
que disputam 345 vagas em nove carreiras policiais. Engenheiros civis, mecânicos,
elétricos, arquitetos, jornalistas, professores e profisionais da
área de saúde estão inscritos nas carreiras onde a
exigência maior é o nível superior.
Controle de geadas
A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri)
vai promover curso sobre conteole de geadas em pomares, a partir do dia
14 de abril, em Videira. O curso se destina a fruticultores que tenham pomares
em produção localizados em regiões com riscos de ocorrência
de geadas prejudiciais. Interessados deverão se inscrever até
o dia 9 de abril, na estação experimental de Videira, pelo
telefone (049) 566.0054, ou através dos escritórios municipais
de agricultura.
Gastronomia
A 9ª Festa Estadual do Milho, em Xanxerê, terá cem
mil espigas de milho verde para consumo. Foi organizado um rodízio
de plantio que permitirá a colheita e o transporte para a comercialização
no parque de exposições. Xanxerê é o campeão
estadual de produtividade de milho por hectare. Serão colocados à
disposição dos visitantes, quatro restaurantes, 11 lanchonetes
e mais de 40 pontos de alimentação dentro do parque de exposição.
A Festa Estadual do Milho acontece de 25 de abril a 3 de maio.
Mais creches
A Prefeitura de Lages entrega nos próximos dias mais nove creches
nos bairros. Cada uma terá capacidade para abrigar até 20
crianças, de zero a cinco anos. As unidades estão localizadas
nos bairros mais necessitados do município e facilitam as mães
a trabalharem fora de casa. Além do espaço e cuidados, as
crianças terão programa especial de alimentação,
além de todo o atendimento de saúde. As novas unidades foram
batizadas com o nome de Creche Sorriso.
CARTAS
A Receita Federal
e o Telecine
A delegacia da Receita Federal de Joinville encontrou uma maneira patética
de transformar trabalhadores produtivos num bando de desocupados. É
simples entender: todas as tardes (o atendimento ao público é
só nesse período), dezenas de pessoas que precisam de algum
serviço desse órgão quase inoperante, são submetidas
a um ritual massacrante de espera, numa agonia que chega a durar mais de
três horas após a retirada da senha.
A irritante espera por atendimento em órgãos governamentais
não chega a ser nenhuma novidade, mas no caso da Receita Federal
de Joinville o inusitado é que o público, enquanto espera,
assiste aos filmes no Telecine (canal de TV a cabo), num aparelho estrategicamente
instalado.
O espetáculo é constrangedor: empresários, profissionais
liberais e trabalhadores em geral, de carteira assinada, em pleno horário
de trabalho, exercitam a mais completa ociosidade na frente da telinha,
por conta de uma burrice federal.
Quando alguém observa que já assistiu a dois filmes e não
conseguiu ser atendido, os poucos funcionários colocados à
disposição para atender ao público já têm
a resposta debochada na ponta da língua: "Poderia ser pior se
não fosse a TV".
Esses abusos acontecem num órgão arrecadador do governo
federal, contra os próprios contribuintes, que na prática
são os que engordam os cofres insaciáveis. Imaginem o que
chega a acontecer mas macabras salas de espera de nossos hospitais públicos.
Os joinvilenses, que por natureza e historicamente são voltados
ao trabalho, não querem mais passar por esse constrangimento e exigem
desses senhores engravatados o respeito e a cidadania que todos nós
merecemos. Se não, qualquer dia, vão acabar até tirando
a TV da sala de espera ou mudando para um canal mais chato do que o Telecine.
...
Incêndios nas florestas
Todos os anos, em tempos de estiagem, os incêndios nas florestas
brasileiras se repetem. Por que isso acontece? É porque temos pouco
juízo e pouca consciência ecológica, sem falar na falta
de equipamentos de combate ao fogo. A quem atribuir a responsabilidade pelos
incêndios em Roraima? À inoperância do governo que fala
em utilizar até imagens de satélites? Toda a vida do planeta
é uma dádiva de Deus que precisa ser preservada.
- Verli Antônio de Araújo, Joinville
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