Bebê sequestrado
chega em Joinville
Mãe do menino foi
buscá-lo em Porto Alegre, onde estava sob a guarda do Conselho Tutelar
local
Arlei Zimmermann
Joinville - O menino Douglas da Silva Hesper, de 1 ano e 8 meses, seqüestrado
no último sábado, por Valmiria Maria Martinho, 18 anos, e
que estava em poder do Conselho Tutelar da Micro-região 7, de Porto
Alegre, desde sábado, chega às 5h30 de hoje na rodoviária
de Joinville, acompanhado da mãe, Marizete Aparecida Hesper, 20 anos.
A suspeita do seqüestro continua recolhida no Presídio Público
da capital gaúcha, devendo ser recambiada para Joinville nos próximos
dias.
Marizete Maria que viajou sozinha para Porto Alegre, com passagem de
ida e volta paga pelo Conselho Tutelar de Joinville, chegou no Conselho
Tutelar de Porto Alegre na tarde de ontem, em poder da certidão de
nascimento do filho, confeccionada somente esta semana. Bastante emocionada,
segundo o comissário Júlio César Fontoura, chorou ao
abraçar o filho. "Douglas, que desde sábado permanecia
calado e sério, sorriu ao enxergar a mãe", declara Júlio
César.
De acordo com ele, Marizete e o filho embarcaram no ônibus da
empresa Pluma, e ocuparam a poltrona 13. Sairam por volta das 19h30, devendo
chegar em Joinville às 5h30. A delegada Marilisa Bohem de Lima, da
Delegacia da Mulher, da Criança e do Adolescente, está aguardando
a presença da mãe e filho, ainda hoje. "Pelo menos ela
se comprometeu de chegar de viagem e vir à delegacia", disse
a delegada.
Na manhã de ontem, Marilisa ouviu o depoimento de duas garotas
de programa, que trabalham na boate da Sueli, onde Valmiria Maria Martinho
também trabalhava. De acordo com elas, Marizete Aparecida também
trabalhou na boate, por um período de três meses. "Ela
saiu quando engravidou de Douglas", falaram as garotas.
Documento falso feito há um ano
Ainda ontem, a delegada Marilisa recebeu um fax do cartório de
Concórdia, onde Valmiria fez uma carteira de identidade falsa, com
a fotografia dela e em nome da mãe da criança. "O endereço
que ela deu no cartório era de uma boate de Concórdia",
diz Marilisa.
De acordo com o comissário Júlio César, do Conselho
Tutelar de Porto Alegre, o documento falso foi confeccionado há cerca
de um ano. Assim que Valmiria chegar em Joinville, também será
ouvida pela delegada, para explicar o seqüestro.(AZ)
Mineiro é torturado com lixadeira
Quarteto ainda ameaçou
vítima com um revólver
Marli Vitali
Criciúma - A polícia ainda não tem pistas dos quatro
homens que torturaram o mineiro Jean Carlos Elias, de 24 anos, na manhã
de terça-feira. Os homens tiraram Elias de sua casa no Jardim União,
às 6h30, sob a ameaça de um revólver, e levaram o mineiro
para um matagal no bairro São Sebastião. Lá, Elias
foi torturado com uma lixadeira elétrica, ligada na bateria de um
Fiat 147 usado pelos seqüestradores. Ele teve as pernas, os braços
e o lado direito do rosto feridos pela máquina.
A vítima registrou a queixa na 2ª Delegacia de Polícia
de Criciúma. Para Elias, os homens que o torturaram tem ligação
com a derrubada de uma meia-água que pertencia a sua sogra, Natália
Pacheco Deolinda. Conforme a vítima, depois da sessão de tortura,
os homens disseram que ele não deveria construir mais a casa, ou
teria as mãos e os pés cortados.
O delegado João Mello, que está conduzindo o inquérito
policial, acha prematuro acreditar que os dois fatos tenham ligação.
"A vítima pode ter associado os dois acontecimentos, que podem
não ter nenhuma ligação. Temos que analisar todas as
possibilidades", ressaltou Mello. A demolição aconteceu
na segunda-feira e no dia seguinte, pela manhã, Elias sofreu a agressão.
No depoimento que prestou ao delegado, ele informou que os homens poderiam
ter sido enviados pela prefeitura ou pela associação de moradores
do bairro Jardim União.
O secretário Ascendino Pavei, da secretaria Adjunta de Habitação,
informou que a meia-água da sogra de Elias foi construída
na calçada. "Não podemos permitir que uma casa seja feita
praticamente em cima da rua. Por isso ela foi derrubada". Pavei disse
que a mulher foi cadastrada na lista de famílias que precisam de
moradia em Criciúma.
Denúncia impede assalto
a ônibus que ia ao Paraguai
Maravilha Um alerta via telefone dado por um passageiro impediu
o assalto a um ônibus de turistas que ia ao Paraguai. O fato aconteceu
em uma parada às margens da BR-282, em Maravilha, por volta das 23h30
de terça-feira, quando um passageiro ligou para o Centro de Operações
da Polícia Militar, denunciando a presença de quatro homens
suspeitos na parada de ônibus. Eles estão presos e a polícia
acha que integram uma quadrilha especializada.
Foram presos Acedino de Souza, 25 anos; Daniel Couto de Lima, 22, e
os menores M.A.S., 15, e F.J.F., de 17. O quarteto estava na localidade
de Tope da Serra, onde iria passar um ônibus da empresa Disatur, do
município de Riqueza.
Ao chegar a guarnição no local, os quatro fugiram. O menor
M.A.S. foi detido em um banheiro. Ele confessou que o quarteto iria assaltar
o ônibus. M.A.S. portava um revólver calibre 32 e uma máscara
de pano usada por motoqueiros.
Acedino de Souza foi preso em uma barreira da PM, conduzindo o veículo
Apollo, LXN-5226, de Frederico Wetsphalen (RS). Ele portava um revólver
calibre 32. Daniel Couto de Lima e F.J.F. foram presos na manhã de
ontem.
Navegantes - Reni Soares de Miranda, 25 anos, recupera-se do tiro na
altura do peito que levou na manhã de ontem após, segundo
informações da Polícia Civil, ter discutido com uma
pessoa conhecida como Carioca. A PM identificou Carioca como sendo Carlos
Henrique de Souza, de 39 anos, morador do bairro São Paulo. O autor
dos disparos fugiu. |
Irmãos foram julgados por homicídio
cometido em 1989
Joinville - Os irmãos Nelson e Olímpio Pinzegher, foram
julgados na tarde de ontem pelo assassinato de Laudemiro Fagundes, ocorrido
em 10 de setembro de 1989. Até o encerramento desta edição,
o julgamento não havia sido concluído. Eles foram julgados
por homicídio qualificado e tentado. Os advogados de defesa, Pedro
Carlos Piedade e Milton Pacoto estavam convictos de que seus clientes seriam
absolvidos.
De acordo com eles, caso os réus fossem condenados, iriam recorrer
da sentença. Eles entendem que o autor do crime foi o irmão
dos condenados, Pascoal Pinzegher, já falecido. "Nelson e Olímpio
apenas estavam presentes na hora do assassinato", disse Pedro Carlos
Piedade. Já o promotor Eduardo Mendonça de Lima, entende que
Nelson e Olímpio deram apoio moral a Pascoal para a execução
do crime.
Conforme os autos do processo, o crime aconteceu por volta das 4 horas,
no bairro Cubatão, no término de uma festa de igreja. Depois
de uma bebedeira, os irmãos Nelson, Olímpio e Pascoal Pinzegher,
se encontraram com Laudemiro Fagundes e com o amigo dele, Vilson de Oliveira.
Discutiram, e, armados com facas e porretes, partiram para cima das vítimas.
Laudemiro morreu e Vilson sobreviveu, apesar dos graves ferimentos.
O julgamento que iniciou por volta das 13h30 foi acompanhado por familiares
da vítima e dos réus, bem como por estudantes de direito.
O juiz Rodrigo Collaço presidiu o júri. Na acusação
atuou o promotor público Eduardo Mendonça de Lima. O resultado
do julgamento será revelado hoje. (AZ)
Detentos fogem
do presídio
em Criciúma
Criciúma - Cinco detentos fugiram do presídio Santa Augusta
de Criciúma, às 18h50 de ontem. Dois deles já foram
recapturados. Eles estavam alojados na Galeria B, que fica na parte superior
da prisão. Essa é a primeira fuga registrada no presídio
neste ano. Os cinco presos cerraram a grade que dá acesso ao pátio
central, subiram pelas grades externas e se esconderam entre o telhado e
uma lage que existe no local. Uma briga na galeria feminina serviu para
atrair os policiais, dando oportunidade para que os detentos fugissem.
Dois detentos foram recapturados. João Machado, não conseguiu
sair, e foi preso ainda no telhado. Edenilson Pedroso Marcelino, foi preso
cerca de uma hora depois, entre os bairros Santa Augusta e Cidade Mineira.
Ele estava andando na rua quando foi reconhecido pelos policiais militares.
Até as 21 horas de ontem, a PM ainda não tinha recapturado
Edson Machado João, Luciano Cardoso de Oliveira, de Criciúma,
e Ubirajara Dias Gomes de Osório (RS). A diretora substituta da Diretoria
de Administração Penal (Diap), Agnes Ubaldo, chega hoje ao
presídio para verificar a situação em que ocorreu a
fuga.(MV)
|