..


Leia também:

Programação do Cinema e filmes na TV.
Cinema









Do canteiro de obras ao salão das artes

Retomando o tema de quatro anos atrás, quando foi premiado com um trabalho de crítica ao marasmo cultural da cidade, Fransico Amaral abre hoje a primeira individual no MAJ em tom mais otimista

Joinville ­ Mais de 30 obras, entre telas e esculturas, compõem a primeira exposição individual do artista plástico Francisco Amaral, que abre hoje no Museu de Arte de Joinville. O título, "Reerguendo os Ezcombros" representa a continuidade de um trabalho iniciado em 1994, quando o artista foi premiado no Salão da Aaplaj com três esculturas da primeira versão da exposição "Ezcombros". A inspiração, segundo Francisco, veio principalmente dos escombros do então Teatro Municipal de Joinville com suas obras paralisadas, e também da crise vivida pelo País na época e o sofrimento humano de uma forma geral.

O fato de o artista grafar a palavra escombros com "Z" é significativo. "Foi intencional, quis fazer uma crítica ao marasmo e ao descaso com a cultura. Na época, a diretora da Fundação Cultural era uma pessoa cujo nome começava com 'Z'. Mas são águas passadas", ameniza, referindo-se à administração de Zelândia Ramos dos Anjos na FCJ, durante o governo de Wittich Freitag. Hoje, segundo Francisco, "já se pode respirar", embora admita que o espaço criado para a cultura na cidade (o Centreventos Cau Hansen) ainda não seja o ideal.

Mesmo assim, o artista retoma o tema. Desta vez, a proposta é dar vida nova, ou seja, reerguer os velhos "ezcombros", ressaltando a passagem da utilização do ferro e do cimento para a plasticidade da tela e da pintura. "As esculturas são como uma projeção tridimensional das figuras e objetos retratados nas telas. Elas renascem para a realidade proporcionando às pessoas conviver com elas e tocá-las", explica o artista.

Em uma das salas do museu está montada uma instalação composta pelas obras anteriores do artista. A intenção é criar uma interatividade entre o visitante e a obra, levando à reflexão dos problemas enfrentados no dia-a-dia. "O concreto, o musgo, o deterioramento causado pelo tempo representam um questionamento sobre os valores da sociedade", diz Francisco. A exposição fica aberta até 23 de novembro no MAJ.

O Quê: exposição "Reerguendo os Ezcombros", de Francisco Amaral. Quando: abertura hoje, às 20 horas, com visitação até 23 de novembro. Onde: Museu de Arte de Joinville


Aventura do
viajante de si mesmo

Jacob Klintowitz

Cenas de um paraíso perdido e divertido. Recuperação de memória do que, talvez, nunca tenha acontecido. O certo é que as imagens se sucedem com rapidez, ocupam o horizonte, transformam-se em inesperadas naturezas-vivas. Estranha paisagem feita de objetos incongruentes, figuras humanas flagradas no exato gesto lúdico ou na mais intensa percepção do próprio sentimento. Francisco Amaral é um artista que parece nada temer diante do assumido compromisso de narrar e descrever o excessivo conjunto de signos que intui.

Figuras espaciais organizadas, de maneira inesperada, num desenho assimétrico e num equilíbrio revelador. Estes seres estão brincando, felizes, plenos de vitalidade, alegria da pura existência. A espontaneidade da concepção, a velocidade do artista que se adivinha no desenho, tudo faz transparecer que a passagem entre o imaginado e a produção foi um nada, alguma coisa que transcorreu sem transição. Ou, provavelmente melhor, foi um momento pleno de energia e felicidade, o entendimento de que é possível transformar as percepções em concretude. Dar nascimento a um novo universo.

Nas pinturas, Francisco Amaral encaminha-se para a invenção do enigmático. Primeiro, a descrição minuciosa do sentimento, da contemplação de si mesmo, do ser abismado com a condição humana, do homem destinado ao confronto com o aniquilamento, o ser existencial. Depois, imagens de mecanismos inusitados, metafísicos, aparentemente desligados da história funcional, afastados de qualquer utilidade.

Em tudo, Francisco Amaral inventa uma espécie de máquina que não é máquina, paradoxal, incapaz de funcionar, impossibilitada de produzir e reproduzir. Objetos e pinturas que não se justificam, seres inviáveis, sem finalidade, improdutivos. Inviáveis, não fosse o fato óbvio de que o artista os torna viáveis como obras de arte.

Nós chamamos de máquina e pensamos em máquinas, pelo mesmo motivo que a arqueologia de civilizações passadas povoa os museus de objetos de culto. A nossa civilização não aprecia o silêncio, o vazio e o desconhecido. Francisco Amaral cria mecanismos de articulação, sistemas engendrados de comunicação e relacionamentos.

O que poderia ser mais difícil, a emergência do incógnito, o artista resolve com a entrega absoluta, a eliminação das vestes sociais, das convenções mentais, dos hábitos. Ele está diante de nós de maneira desprotegida, inteiramente entregue ao seu sonho, crente na boa vontade dos homens. Mais até, pois o artista está desprotegido diante de si mesmo, num comovente ato propiciatório.

O público, neste caso, para Francisco Amaral, é o interlocutor, aquele que viaja com ele no mergulho e na descoberta do desconhecido. Relação dialógica. É de tal maneira emocionante a organização da nova iconografia que o artista a partilha conosco sem qualquer ressalva, sem o escudo protetor da teoria e da racionalização. Neste sentido, Francisco Amaral é a criança, o adulto que se torna infante para brincar e, através da forma, apresentar a realidade.

Certamente, o artista Francisco Amaral descobre-se no próprio ato de fazer. E, ao mesmo tempo, sem qualquer outra intenção além do prazer da ação criativa, nos devolve a alegria que parece ter abandonado boa parte da arte contemporânea, abrigada na descrença e na negação. Não quero fazer comparações diretas com outros artistas, pois seria injusto diante da clara espontaneidade de Francisco Amaral, mas pode ser dito que ele pertence àquela família que procura e encontra a fonte, poesia germinal. Esta a principal articulação do artista, a convicção e o convívio com o primevo. Gênesis.

  • Jacob Klintowitz é crítico de arte em São Paulo


Altamiro Carrilho
toca hoje no CIC

Flautista faz o último show da
temporada 98 do projeto Pró-música

Florianópolis ­ "Choros ­ Uma Noite Bem Brasileira", show com Altamiro Carrilho e o Grupo Nosso Choro, encerra a temporada de 1998 do Pró-Música de Florianópolis. A apresentação ocorre hoje à noite, às 21 horas, no Teatro Ademir Rosa, do Centro Integrado de Cultura (CIC).

Tido como expressão máxima de brasilidade, Altamiro Carrilho montou com carinho o programa deste espetáculo e promete não deixar ninguém indiferente. Escolheu a dedo algumas músicas de Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Zequinha de Abreu, Waldir Azevedo e outros.

Altamiro Carrilho é dotado de uma capacidade criativa sem limites e improvisa sons maravilhosos. O músico possui mais de 60 gravações, inclusive no exterior. No Brasil, tem diversas gravações premiadas, como por exemplo, "Antologia do Chorinho 1 e 2", "Antologia da Flauta", "Antologia das Canções Juninas", "Clássicos em Choros 1 e 2" e "Bem Brasil".

Por dez anos consecutivos foi considerado pela imprensa especializada o melhor flautista, compositor, arranjador e diretor musical. Recebeu mais de 50 troféus e já fez turnê pelos Estados Unidos, América Latina, África e Europa. Em 1966 esteve na Rússia, onde permaneceu por três meses e ficou conhecido como o melhor solista de flautim do mundo.

NOSSO CHORO

O Conjunto Nosso Choro foi criado em 1991 por músicos de Florianópolis. É formado por Cláudio de Souza (pandeiro), Luís Francisco Camargo (cavaquinho), Odair Altamiro Silva (clarinetista), Roberto Salgado (bandolim) e Wagner Segura (violonista), que é arranjador e idealizador do grupo.

Em 1996 foram premiados pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), e gravaram um CD que resgata obras de esquecidos compositores de Santa Catarina. O sucesso de suas apresentações na Capital resultou em convites para acompanhar artistas como Arthur Moreira Lima e Rute Gebler.

Mais do que um gênero musical, o choro é uma maneira de tocar música instrumental brasileira. Ele é um diálogo entre os instrumentos (bandolim, cavaquinho, clarinete, flauta, pandeiro e violão). O choro e o jazz têm as mesmas raízes musicais e nasceram mais ou menos na mesma época, em meados do século passado.

O QUÊ: "Choros - Uma Noite Bem Brasileira", com Altamiro Carrilho e o Grupo Nosso Choro. QUANDO: hoje, às 21 horas. ONDE: Teatro Ademir Rosa, do CIC. INGRESSOS: R$ 20,00 e R$ 10,00 (estudantes).


CD resgata
folclore italiano

Disco foi gravado por radialista de Criciúma

Criciúma ­ Uma viúva italiana carrancuda, com 108 anos, que vivia se queixando de reumatismo e falando da vida alheia. Assim pode ser definida a Nona Angelina, personagem criado pelo radialista Nicala Gava há 15 anos, e que se tornou bastante conhecido na região Sul do Estado. Começando com a Nona Angelina, que nada mais é que uma forma de resgatar a cultura e os costumes dos imigrantes italianos, Gava conseguiu realizar várias ações nesse sentido. A mais recente foi o lançamento do CD "Baúco, má no tanto - par cantar e balar", com músicas do folclore italiano.

"El Vecio Trivilin", "La Bella Polenta" e "Quel Mazzolin di Fiori", são algumas das 23 músicas que podem ser encontradas no CD. Gava explica que o Baúco é um personagem criado para difundir a cultura ítalo-brasileira entre as pessoas. "O Baúco é um solteirão que vai participar de uma série de produtos", informa Gava. Serão gibis, que vão contar com o solteirão e com mais 11 personagens, entre eles a Nona Angelina, livros com receitas, com orações em dialeto, e com músicas em italiano, desde as mais antigas até sucessos atuais.

Já no mês de dezembro, Gava pretende lançar os adesivos do Baúco, uma série de impressos colantes com assuntos do cotidiano, e mensagens de preservação à natureza. "O personagem é muito ecológico", afirma. O lançamento do CD, feito na última quinta-feira na sorveteria Monte Pelmo, em Criciúma, foi a concretização de um sonho de Gava. As músicas foram selecionadas a partir dos pedidos que recebe no programa de rádio que tem na cidade há oito anos, o "Ritorno alle Origine".

Em duas músicas, "Al me Murus" e "Cés cet Mura", cantadas no dialeto bergamasco, um convidado especial começa falando. Otávio Nazzário, 86 anos, nunca imaginou que iria anunciar músicas em um CD. "Foi uma surpresa, mas eu gostei", afirma ele. Tio de Gava, seu Otávio acha importante valorizar a cultura trazida pelos seus pais. "Antigamente a gente não podia falar nada em italiano, que era preso. Hoje, nós temos que resgatar os costumes que eles trouxeram para que os jovens lembrem disso", ressaltou. O CD custa R$ 15,00 e pode ser adquirido nas lojas da região Sul.


"Visões Musicais" traz
Márcia Haydée aos palcos

Rio - A bailarina brasileira Márcia Haydée marca sua volta aos palcos com o espetáculo "Visões Musicais", que estréia no dia 6, no Teatro João Caetano, do Rio de Janeiro, depois prossegue para Porto Alegre e São Paulo. "Visões Musicais" mescla bailarinos e pianista no universo dos compositores Prokofiev e Moussorgsky.

"O espetáculo tem duas partes; sou a coreógrafa da primeira e danço na segunda", explica a bailarina. Na primeira parte, o público vai conferir o trabalho de Márcia junto ao corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. "São jovens muito talentosos e muito dedicados", comenta Márcia. Na segunda parte, ela coloca suas sapatilhas e mostra que aos 61 anos é ainda a melhor bailarina deste século. "Esta parte é uma coreografia de Jean Christophe Blavier, um coreógrafo francês". Blavier e Márcia são grandes amigos e foram parceiros durante muitos anos no Balé de Stuttgart.

Márcia tenta desconversar, mas os 75 minutos de "Visões Musicais" reservam muitas surpresas. Provavelmente as novas coreografias vão deixar o público inebriado, como se o corpo de baile tomasse a forma de cores para se transformar em pinturas vivas. "Não tem nada de diferente, apenas dança. Uma coreografia com bases clássicas e movimentos livres de imagem", argumenta.

Mas quem conhece sua trajetória sabe que ela está sendo modesta. Esta coreografia, feita por ela e intitulada "Quadros de uma Exposição", traz no elenco as prováveis futuras estrelas do balé: André Valadão, Renata Versiani, Fernanda Diniz, Bruno Cezário, Rodrigo Negri, Cristiane Quintan, Norma Pinna e Denizard Dennis.

Quadros
inspiram a coreografia

A inspiração de Márcia para a coreografia de "Visões Musicais" são os quadros de uma exposição e o universo musical do compositor russo Modest Moussorgski. Fora dos padrões, o pianista Braz Velloso vai subir ao palco junto com os bailarinos e o público vai poder conferir a materialização de várias pinturas por meio dos movimentos dos bailarinos e da música. Mais: as tintas também podem aparecer.

Há alguns anos, Márcia começou a praticar meditações zen-budistas e, ao contrário do que a mídia mundial divulgou, ela não é budista. "Não tenho religião, mas acredito em Deus, em Buda, em Jesus Cristo. Comecei a praticar a meditação porque ela nos auxilia a viver melhor, em harmonia com nosso corpo e mente. Conseqüentemente, se estou melhor, danço melhor", avalia.

A vida de Márcia se confunde com a história do balé. Ela é a bailarina brasileira mais ovacionada por todas as platéias do planeta e fez a maioria dos papéis principais de todos os balés clássicos e contemporâneos. Foi diretora do Stuggart balé por mais de 20 anos; diretora do balé de Santiago do Chile por quase uma década, e é considerada uma das melhores bailarinas deste século. Dançou com muitos mitos, como Rudolf Nureyev, Mikhail Baryshnikov, Richard Cragun e Jorge Donn. Mora há muitos anos na Alemanha e há quatro anos publicou sua biografia intitulada "Uma Vida para a Dança", que foi escrita por Telma Mekler. Nos anos 60, a revista norte-americana Times publicou: "Márcia Haydée é para a dança o mesmo que Maria Calas foi para a ópera". Márcia começou seus estudos no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, cidade onde nasceu no dia 18 de abril de 1937.


"Pérola Negra"
morre no Rio aos 54 anos

Rio - A sambista Jovelina Pérola Negra, de 54 anos, morreu na madrugada de ontem, em sua casa, em Jacarepaguá, na zona oeste. A filha de Jovelina, Cassiana Belford dos Santos, disse que a mãe sofria há muito tempo do coração. "A idade foi chegando, ela foi engordando, e fumava", disse Cassiana, que descobriu o corpo da mãe. Ela contou que, de madrugada, levantou para dar de mamar à filha e, ao passar pelo quarto de Jovelina, notou que a artista estava de bruços e ofegante. Depois de esquentar a mamadeira, Cassiana chamou o irmão, José Renato, e tentou reanimar a mãe, sem sucesso.

Gorda, baixinha, brigona, a guerreira Jovelina Pérola Negra foi uma das peças importantes da condução do samba de fundo de quintal e do pagode, especialmente, da linha de frente da MPB. Surgiu para o público como um furacão, no início dos anos 80 que também revelavam ou fixaram definitivamente os nomes de Dona Ivone Lara, Zeca Pagodinho e firmaram o próprio Grupo Fundo de Quintal, revelado no fim da década anterior. Foi a grande voz feminina do pagode verdadeiro, uma espécie de mãe do gênero, que abriu trilhas para que Zeca Pagodinho, que tanto lhe deve, chegasse ao estrelato.

ANTI-ESTRELA

Nos tempos da reconquista dos direitos civis e do orgulho nacional, Jovelina era a imagem ideal da anti-estrela. A empregada doméstica que, de uma hora para a outra, ocupou o palco, as páginas dos jornais, a televisão. Usava perucas enormes, vestia-se com brilhos de panos acetinados em cores fortes, equilibrava-se sobre os saltos que milagrosamente resistiam aos rodopios e ao bater de pés do movimento da roda - era aquela mulher que vemos nas ruas, todos os dias, revelando a face oculta. Não foi por outro motivo que os políticos começaram a chamá-la a seus palanques.

DISCO DE OURO

Seria a herdeira natural do trono de Clementina de Jesus, com o vozeirão áspero de pastora do Império Serrano que o público conheceu 1984, quando saiu o primeiro dos seis oito discos, alguns dos quais foram relançados em CD.

Fez alguns grandes sucessos populares, como "Feirinha da Pavuna" ou o "Pagode da Laranja", e chegou a vender mais de 100 mil exemplares - o disco de ouro da indústria fonográfica - de dois títulos: "Jovelina", de 1985, e "Sorriso Aberto", de 1987. Tinha projeto para um novo CD, que deveria ser gravado no ano que vem, depois da bem-sucedida volta ao disco, em 1996, com o CD "Samba Guerreiro".

Manchetes AN

Das últimas edições de Anexo
A imagem da opressão
A hora da revelação
Dazaranha na Lua
Cordas e vozes em concerto
Salim Miguel volta ao confessionário de Biguaçu

Moda

Prepare-se para brilhar

Os tons metalizados dão vez aos toques perolados e nacarados na maquiagem deste verão. A inspiração da temporada vem das águas do Pacífico

Ana Cristina Lavratti
Especial para o Anexo

Verão pede romance. E é exatamente esse o "tom" da maquiagem para a próxima estação, com toques perolados e nacarados - românticos por vocação - substituindo os metalizados que brilharam no verão passado. "O prata e o dourado continuam clássicos, mas ganham um aspecto madrepérola, em vez da cor radical", ensina Fernando Torquatto, maquiador exclusivo dos cosméticos Maybelline e um dos mais respeitados do País.

Os tons pastéis - também editados pelo Boticário - estarão em evidência, mas sempre com um toque cintilante, remetendo ao brilho das ondas do mar. "A inspiração vem das águas do Pacífico e do caleidoscópio formado no interior das conchas", explica Torquatto, que usou para suas criações as coleções Acqua Collection - com batons prateados e dourados - e Essentials - com cores baseadas em semi-tons da própria pele, com efeito minimalista.

A boca, mais do que nunca, estará em evidência, seja com gloss incolor, batons intensos em vermelho e rosa - provocantes como a cereja, o morango e a uva - ou milhares de reflexos, como mandam duas linhas Bourjois: Les Givrés (branco com rosa e malva nacarados) e Les Ors, com quatro opções de dourado: claro, vinho, bronze e rosado. "O vermelho é o único opaco permitido, e o contorno dos lábios deve ser abolido mesmo para cores escuras", ressalta Torquatto, que sugere um resultado meio manchado, como se o batom fosse aplicado com os dedos.

Para os olhos também vale a tendência nacarada, com sombras monocromáticas em azul e cor-de-rosa, como ditam as coleções primavera-verão O Boticário, Lancôme e Bourjois, que oferece, inclusive, máscaras para cílios Bleu Caraïbes (turquesa) e Rose Exotique (framboesa). Sugestão sob medida para as "sereias" mais ousadas, assim como a coleção Drácula, da Helena Rubinstein, que este ano

traz uma infinidade de tons de verde. Extravagâncias que, quando sutilmente aplicadas, deixam de ser privilégio das passarelas para arrasar no dia-a-dia.

De olho nos olhos

BOURJOIS - Cílios de cinema. O segredo pode estar na coleção Les Plus Beaux Regards (os mais belos olhares), dividida em três máscaras: Volume Glamour, à base de ceras naturais e silicone e que duplica o volume dos cílios; Longueur Sublime, que alonga os cílios um a um; e Aqua Volume, à prova d'água. * Atendimento ao Consumidor: (011) 866-3699.

NATURA - Entre as novidades da coleção está a Sombra em Creme, com consistência cremosa mas que adquire um efeito de pó quando espalhada sobre as pálpebras. Para uma maquiagem quente, está disponível nas cores caramelo e pérola, e para criar uma harmonia mais fria, nas cores rosa e verde. * Atendimento ao Consumidor: 0800-115566.

ÁGUA DE CHEIRO - Indústria de perfumaria que entrou este ano no ramo de cosméticos também deu nova forma às sombras, oferecendo lápis-sombra nas cores preto, marrom, bronze e superbronze. O público alvo são as gatinhas, que ainda não têm manha suficiente para lidar com o "temperamento imprevisível" do pó.

Boca pede beijo... e batom

DE MILLUS - Além das aclamadas lingeries, a De Millus agora também está investindo em perfumes e cosméticos, como a coleção de batons D, com oito tonalidades cintilantes e cremosas. De longa fixação, os batons têm ação hidratante e embalagem em prata. * Atendimento ao Consumidor: (021) 560-8122.

MAYBELLINE - Entre os produtos Maybelline, à venda em drogarias e supermercados, está a coleção Lip Polish. Os batons - líquidos - dão aos lábios uma aparência difusa e luminosa, mas por terem cores claras e escuras podem ser usados tanto de dia quanto à noite.

CLARINS - Com a excelência da marca Clarins, os batons Secret de Reflets deixam uma película protetora sobre a pele, criando lábios mais sedosos e atraentes. Em seis cores, todas têm reflexos de luz, como bem sugere o nome da coleção.

GIVENCHY - Duas novas cores de batons integram a coleção Influences: Or Psychedelique, (dourado) e Brun Psychedelique (marrom), que podem ser usados simultaneamente. O primeiro em toda a boca e o segundo apenas no centro dos lábios.

CHANEL - O preço dos batons Extrait de Rouge (R$ 45,00) bem tem seus motivos: em dez tonalidades - como vermelho cereja e vermelho rosa -, eles são fechados hermeticamente, o que impede a entrada de ar e os protege por mais tempo. Além disso, vêm com óleo de macadamia e vitamina E, tratando os lábios enquanto os cobrem de tons vibrantes.

CLINIQUE - Coleção de batons, todos com longa duração, é dividida de acordo com o brilho. Para quem prefere lábios opacos, as novidades são as cores Terracota, Butterscotch e Applesauce. Enquanto, ao contrário, a linha Long Last Soft Shine traz muito brilho nas versões Honey Gloss, Baby Kiss e Creamy Nude.

* Atendimento ao Consumidor Clarins, Givenchy, Chanel e Clinique: (011) 866-3699.

O segredo está na base

BOURJOIS - Ganhe uma pele aveludada em dois toques, ou melhor, com duas bases. A Teind Secret Airless, extremamente fina, proporciona um visual mate, homogêneo e natural; e a Teind Secret Compact, base em pó cremosa, é hipoalergênica, resistente à água e age como hidratante. Para completar, o fluído corretor de olheiras Anti-Cernes Lumière dá um show de ilusionismo às sombras escuras do rosto. * Atendimento ao Consumidor: (011) 866-3699.

SHISEIDO - Graças ao exclusivo complexo water-lock - que forma uma delicada estrutura de rede microscópica onde coexistem água, óleo, componentes de pó e outros ingredientes de maneira estabilizada -, a Shiseido Liquid Compact transforma-se em líquido emulsificado ao toque da esponja. Disponível em 16 tonalidades, tem FPS 15, é de longa duração e ajuda a controlar a oleosidade da pele. * Atendimento ao Consumidor: 0800-161613.

CAROLINA HERRERA - Com pó de seda em sua composição, o pó compacto consegue uma grande afinidade com a pele, que mantém sua umidade natural graças ao caráter hidrófobo do produto. Em três tons de bege, dá à pele um aspecto mate e iluminado, que pode ser realçado pelo blush Carolina Herrera. Com partículas uniformes e maior repelência à água, o blush proporciona uma suavidade rara à cor do rosto. * Atendimento ao Consumidor: (011) 866-3699.

SERVIÇO

Maquiagem e cabelos
Fernando Torquatto

Modelos
Agências Mega e Ford/SP

Produção
Marco Antonio Ferraz

Fotos
Divulgação/Maybelline



Copyright © 1996 A Notícia - Todos os direitos reservados - Telefone: 055-47 3431-9000 - Fax: 055-047 431 9100
Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - Caixa Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - Santa Catarina - BRASIL
           
..
. .