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Cinema









Bienal antropofágica

Vigésima quarta edição do maior evento de artes plásticas do continente tenta mostrar as raízes da cultura brasileira através de uma exposição múltipla, em que exibe as influências assimiladas e recriadas pelos nossos artistas

Regis Mallmann
Enviado especial a São Paulo

Um passeio pelo universo da arte mundial do final do milênio é o que propõe a 24ª Bienal de São Paulo, babilônia de estilos e formas que ocupa os quatro pavimentos do gigantesco pavilhão do parque Ibirapuera, na capital paulista. Com um tema conhecido das artes tupiniquins, a antropofagia ­ explorada à exaustão pelo movimento modernista desencadeado com a Semana de 22 ­, o evento deste ano parte em busca de respostas para encontrar os caminhos e influências que deram identidade à arte brasileira em seus cinco séculos de existência.

Optou-se pela antropofagia porque, da mesma forma que se come algo e se digere o que é útil, descartando as impurezas, o artista se apropria de influências as mais diversas ao longo de sua formação até impor um estilo seu. Essa junção de informações variadas acaba cunhando uma personalidade artística própria, com características peculiares e culturais de acordo com o universo onde ele vive. Também pelo que sua cabeça traduz do cotidiano a partir dessas mudanças perpetradas com o substancial acúmulo de conhecimentos.

Por isso, nessa 24ª edição de um dos maiores encontros arte do mundo, e o maior da hemisfério sul, o visitante pode absorver, ao longo de horas a fio andando por salas e mais salas, um universo de informação visual que só faz melhorar a interpretação do que é e como se formou o modelo da arte nacional. Surpresa é deparar-se com o trabalho de gênios da história da arte numa retrospectiva que remonta ao século 16, justamente quando o Brasil recém surgia no cenário mundial depois de supostamente ter sido "descoberto" pelos portugueses.

Museologia

Para fazer um retrospecto completo e apresentar elementos para a busca de uma identidade da arte brasileira, a curadoria da Bienal de 1998 optou por transformar o terceiro andar do pavilhão numa espécie de grande museu, onde a idéia é mostrar o "melhor do melhor". Para isso, lá está uma reunião digna dos museus mais importantes do mundo. A começar pelo salão climatizado, área onde só é permitido entrar com hora agendada ­ nada que precise ser feito dias antes, apenas no momento da aquisição do ingresso é estabelecido um horário para a visitação, nunca mais do que 45 minutos depois da compra.

Esse espaço, o que toma mais tempo do visitante, reúne desde a sombria obra de Edward Munch, com seu "Vampiro", passando pelas cores e formas surpreendentemente surrealistas do belga René Magritte e o modernismo da brasileira Tarsila do Amaral, essa, aliás, premiada pelo fato de estar novamente à mostra no País sua mais clássica obra, o "Abaporu". Para os brasileiros é interessante ainda ver de perto os grandes painéis do holandês Albert Eckhout, que registram o mundo tropical e os povos americanos dos século 16 e 17.

A viagem pelo passado se alonga ainda e avança pelo século 19, com a exposição de obras do holandês Vincent Van Gogh, e passa por boa parte da produção mundial de linha de frente do século 20, com amostras da genialidade do mexicano David Siqueiros (contemporâneo de Diego Rivera e Frida Kalo) e culmina com as explosivas e enclausuradas figuras de Francis Bacon.

Bacon, artista irlandês morto em 1992, está sendo uma das grandes sensações da Bienal. O fascínio se expressa diante de suas pinturas de corpos deformados, como se eles próprios quisessem sair do espaço que ocupam para se tornarem outro, numa investida inversa ao conceito antropofágico de absorção. Realmente, uma obra profunda e que tem merecido longas manifestações onomatopéicas de um público ora surpreso e chocado, ora encantado diante de tal força criativa.

O passeio pela universalidade de conceitos e história da arte inclui ainda uma longa e delicada montagem de alas especialmente dedicadas aos neoconcretos brasileiros Ligya Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica, todos representados com obras que marcaram a arte contemporânea brasileira. Da safra pós-moderna, outro que merece destaque especial é Leonilson, cujo trabalho ganha vigor diante do tema antropofagia, já que ele mesmo era um artista que flertava explicitamente com esse conceito.

Instalações

Mas, Bienal que é Bienal tem que ter instalações. E isso é a mais pura verdade, basta ver o aglomerado de criações excêntricas que se espalham pelo pavilhão. Confirma-se, assim, que a arte conceitual ainda é, para muitos, o maior referencial do encontro que acontece de dois em dois anos no Ibirapuera. Neste ano estão montadas novamente inúmeras pequenas salas onde é possível mergulhar em mundos surpreendentes, alguns com apenas um misterioso som saindo de uma caixinha presa à parede, ao lado de uma foto com imagem de definição impossível.

A maioria dessas instalações está exposta nos setores Roteiros e Representações Nacionais, que ocupam os demais andares do prédio. São muitos, mas um exemplo da variedade criativa vem do Canadá, de onde os representantes do General Idea trouxeram e montaram, num amplo espaço, uma réplica de uma geleira toda com placas de isopor e, lá no meio, alguns "lúdicos" leões marinhos. Nessa linha de aproveitamento de imagens e coisas do cotidiano, como materiais reciclados, terra, pedras e até açúcar, tudo vira arte, o que faz de uma visita à 24ª Bienal de São Paulo um espécie de carimbo no passaporte sem sair do Brasil.

O QUÊ: 24º Bienal de São Paulo. ONDE: Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portões 3 e 4. QUANDO: até 13 de dezembro, de terça a sexta, das 9 às 13 horas e das 13 às 21 horas. Sábados e domingos, das 10 às 22 horas. quanto: de terça a sexta, R$ 10,00; sábado e domingo, R$ 10,00 (manhã) e R$ 16,00 (tarde).


Lourdes Dalmarco
expõe em Blumenau

Artista mostra trabalhos em óleo sobre tela até o dia 10

Blumenau - A artista plástica Lourdes Dalmarco apresenta até dia 10, na Praça Central do Shopping Neumarkt, a exposição de óleos sobre tela retratando paisagens da região, casario, flores e natureza morta, no estilo acadêmico. A mostra pode ser visitada diariamente das 10 às 22 horas.

Maria de Lourdes Dalmarco nasceu em Ituporanga, mas reside em Blumenau. É membro da Associação Blumenauense de Artistas Plásticos e desde 1985 se dedica exclusivamente à pintura. Foi aluna das professoras Cira Cardoso, Rosi Darius e atualmente faz curso com Dulce Paladini. Participou de cinco exposições individuais, várias coletivas e leilões e foi selecionada para a 1ª Bienal Reinaldo Manske.

A inspiração de suas telas vem da natureza. Quando adolescente, a artista usava as mesmas tintas de hoje para colorir fotos em preto-e-branco no estúdio fotográfico da família. Hoje, coloca nas telas o que gosta de ver e de registrar em fotografias, matendo-se fiel ao estilo acadêmico. Mas usa as fotos apenas como fonte de inspiração, usando sempre a criatividade para compor as telas. Os temas variam entre florais, paisagens, natureza morta e casario.


Evento incentiva a reciclagem

Projeto Brahma Reciclarte movimenta Curitiba este mês

A Brahma promove em novembro, em Curitiba, o Brahma Reciclarte - evento anual dedicado à conscientização e educação ambiental com foco no reaproveitamento de resíduos e materiais descartáveis. Uma grande exposição com o tema "Artes Plásticas, Design e Moda", apresentará cerca de 35 looks de estilistas e confecções famosas - como Alice Tapajós, Maria Bonita e Zapping - e aproximadamente 40 peças de artistas plásticos de destaque - como Helio Pellegrino, Nido Campolongo e Flávio Verdini.

Entre as peças desenvolvidas pelos estilistas, destacam-se vestidos feitos de fundos de latas de cerveja, saias produzidas com rótulos de refrigerantes e tops confeccionados com chapinhas e tampas de lata. Os artistas plásticos transformaram papel reciclado em móbiles, sobras industriais de papel ondulado em cestos, tecido de papel em mantas e carretéis de fios têxteis em mesa.

Além da exposição no Memorial de Curitiba, o projeto Brahma Reciclarte estará envolvendo diversas ações espalhadas pela cidade: o lançamento do site da Recicloteca na Internet, as oficinas do Piá Ambiental e brinquedos no Parque Bariqui - onde também será instalado um grande esquema de coleta de latas, com distribuição de brindes e sorteio de um carro no final do evento - e a produção de 600 mil latas decoradas de Brahma Chopp com o selo do evento, que serão vendidas em Curitiba.

Recicloteca

O público infantil ganhará atenção especial em espaços dedicados à Recicloteca e ao Programa Piá Ambiental. Apoiada pelo Projeto Brahma de Reciclagem desde 1993, a Recicloteca é uma biblioteca especializada em reciclagem que funciona como um centro de informações e consultas sobre coleta de lixo, reaproveitamento de resíduos, preservação das fontes naturais de matéria-prima e outras questões ambientais.

A Recicloteca contará com um espaço de aproximadamente 30 metros quadrados. Lá, estarão expostos painéis educativos, mostrando como é possível evitar agressões à natureza não jogando lixo em locais inadequados. Além disso, três tótens multimídia estarão disponíveis para que o público "passeie" pelo site da Recicloteca - que será lançado no Brahma Reciclarte. Aproximadamente 500 escolas de Curitiba serão convidadas para visitar o Reciclarte.

Oficina

O Piá Ambiental - Programa de Integração à Infância e Adolescência, também tem espaço garantido no programa. Lá, estarão expostos os trabalhos de artesanato, desenvolvidos por crianças carentes, realizados com reaproveitamento de materiais. Além disso, todos os finais de semana - entre 6 de novembro e 6 de dezembro -, estarão sendo realizados oficinas no Parque Barigui, das 9 às 17 horas. Nessas oficinas, as crianças e monitores das unidades que confeccionam artesanato estarão ensinando a garotada a criar brinquedos do "lixo que não é lixo", fazer cestas de papel para revistas, fazer tear, papel reciclado, flores com arame e meias de nylon, ikebanas, aprender a técnica de marmorização, criar máscaras de animais em extinção (com jornal), aproveitar a lã de carneiro e as latas de bebidas.

O Programa Piá Ambiental atende aproximadamente 3,8 mil crianças. Todo o artesanato produzido é vendido - 50% da remuneração voltam para as crianças em mercadorias e os outros 50% servem para a compra de material.


Francisco Amaral:
Prazer em nos devolver a alegria

Artista e a montagem da exposição:
foto não publicada ontem

Cenas de um paraíso perdido e divertido. Recuperação de memória do que, talvez, nunca tenha acontecido. O certo é que as imagens se sucedem com rapidez, ocupam o horizonte, transformam-se em inesperadas naturezas-vivas. Estranha paisagem feita de objetos incongruentes, figuras humanas flagradas no exato gesto lúdico ou na mais intensa percepção do próprio sentimento. Francisco Amaral é um artista que parece nada temer diante do assumido compromisso de narrar e descrever o excessivo conjunto de signos que intui.

Figuras espaciais organizadas, de maneira inesperada, num desenho assimétrico e num equilíbrio revelador. Estes seres estão brincando, felizes, plenos de vitalidade, alegria da pura existência. A espontaneidade da concepção, a velocidade do artista que se adivinha no desenho, tudo faz transparecer que a passagem entre o imaginado e a produção foi um nada, alguma coisa que transcorreu sem transição. Ou, provavelmente melhor, foi um momento pleno de energia e felicidade, o entendimento de que é possível transformar as percepções em concretude. Dar nascimento a um novo universo.

Nas pinturas, Francisco Amaral encaminha-se para a invenção do enigmático. Primeiro, a descrição minuciosa do sentimento, da contemplação de si mesmo, do ser abismado com a condição humana, do homem destinado ao confronto com o aniquilamento, o ser existencial. Depois, imagens de mecanismos inusitados, metafísicos, aparentemente desligados da história funcional, afastados de qualquer utilidade.

Em tudo, Francisco Amaral inventa uma espécie de máquina que não é máquina, paradoxal, incapaz de funcionar, impossibilitada de produzir e reproduzir. Objetos e pinturas que não se justificam, seres inviáveis, sem finalidade, improdutivos. Inviáveis, não fosse o fato óbvio de que o artista os torna viáveis como obras de arte.

Nós chamamos de máquina e pensamos em máquinas, pelo mesmo motivo que a arqueologia de civilizações passadas povoa os museus de objetos de culto. A nossa civilização não aprecia o silêncio, o vazio e o desconhecido. Francisco Amaral cria mecanismos de articulação, sistemas engendrados de comunicação e relacionamentos.

O que poderia ser mais difícil, a emergência do incógnito, o artista resolve com a entrega absoluta, a eliminação das vestes sociais, das convenções mentais, dos hábitos. Ele está diante de nós de maneira desprotegida, inteiramente entregue ao seu sonho, crente na boa vontade dos homens. Mais até, pois o artista está desprotegido diante de si mesmo, num comovente ato propiciatório.

O público, neste caso, para Francisco Amaral, é o interlocutor, aquele que viaja com ele no mergulho e na descoberta do desconhecido. Relação dialógica. É de tal maneira emocionante a organização da nova iconografia que o artista a partilha conosco sem qualquer ressalva, sem o escudo protetor da teoria e da racionalização. Neste sentido, Francisco Amaral é a criança, o adulto que se torna infante para brincar e, através da forma, apresentar a realidade.

Certamente, o artista Francisco Amaral descobre-se no próprio ato de fazer. E, ao mesmo tempo, sem qualquer outra intenção além do prazer da ação criativa, nos devolve a alegria que parece ter abandonado boa parte da arte contemporânea, abrigada na descrença e na negação. Não quero fazer comparações diretas com outros artistas, pois seria injusto diante da clara espontaneidade de Francisco Amaral, mas pode ser dito que ele pertence àquela família que procura e encontra a fonte, poesia germinal. Esta a principal articulação do artista, a convicção e o convívio com o primevo. Gênesis.

  • Jacob Klintowitz é crítico de arte em São Paulo


Expoarte 98 tem
início hoje na Capital

Florianópolis - Cores, formas, temas e técnicas diversas de arte poderão ser apreciadas na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB SC), em Florianópolis. Um total de 25 artistas plásticos do Estado participam da Expoarte 98, que abre esta noite, às 19h30.

O professor Aldo Beck, 79 anos, é o convidado especial da mostra. Ele apresenta duas aquarelas, retratando o Mercado Público e a rua Conselheiro Mafra. A artista plástica e advogada Cirley Ludwig coordena a Expoarte 98.

Ruy Braga trouxe parte da série "Geração Coca-cola". Um trabalho contemporâneo em acrílica sobre eucatex, onde predominam o azul e vermelho. Átila Ramos mostra um óleo sobre tela - "Passeando no Mercado". A imagem perpetua um casal do início do século passeando pelo centro de Florianópolis. Tércio da Gama também encontrou inspiração no Mercado Público, que foi registrado em acrílica sobre tela.

Maria Elisabeth Monfroni Carneiro mostra duas obras em acrílico sobre tela. Numa delas, imensos girassóis dominam o quadro e, em outra, uma jovem caminha com um guarda-chuva por uma rua da Capital. Júlia Iguti preferiu explorar o azul, o verde e o terra em seus trabalhos, que utilizam esmaltação sobre ladrilho cerâmico.

Hamilton Cordeiro apresenta dois quadros em acrílica sobre tela, "Pastoral Junina" e "Pastoral na Lagoa". Guido Heuer, que trabalha com metais gravados sobre eucatex, enviou duas obras. O público ainda poderá conferir quatro esculturas de Dante Castelani: "Água" e "Têmis", em terracota, "Liberta-me", em pedra sabão, e "Imaginário Jovem", em cedro. Yara Guazque confeccionou um livro - "Travessia" -, com sete gravuras em aquarela sobre papel.



Festas de novembro

As festas de outubro já terminaram. Estão em fase de avaliação para a edição de 99. Festas de novembro há poucas. Próximo demais do fim do ano. Joinville, no entanto, tem o privilégio de cumprimentar o finalzinho da primavera e o início do verão com a mais bonita de todas as festas. Ou alguém duvida que exista algo mais lindo do que a viva e descompromissada arte da natureza? É a Festa das Flores, onde as mais simples às mais sofisticadas produções da criação entram em cena, num só lugar, para deleite dos espectadores. A Festa das Flores completa 60 anos em plena "melhor idade", em que a beleza se alia à experiência, tendo com certeza muito a ensinar. Ensinar, por exemplo, que, conhecendo um pouquinho os seus caprichos, pode-se ajudar a natureza, criando orquídeas híbridas, verdadeiras surpresas vivas, fruto da habilidade e paciência de alguns orquidófilos. Mostra ao público jovem, futuro do universo humano, que a ecologia deve ser não só preservada, mas conhecida desde as suas entranhas, venerada, como a base da vida no planeta. A Festa das Flores encontrou também o seu público preferido: as pessoas da melhor idade. Elas se extasiam com a beleza, dedicam carinho às plantas e ainda se divertem nas diversas atrações da festa. A 60ª Festa das Flores acontece na Expoville, de 13 a 23 de novembro.

Beleza de mulher

Faz parte da programação de beleza de novembro, em Joinville, colocando na passarela, ao lado das flores, a beleza da mulher catarinense. É o concurso Miss Santa Catarina, que acontece no dia 14, no Centreventos Cau Hansen. Segundo os organizadores, o objetivo é reativar um evento que havia perdido o glamour. Um grande número de municípios terá suas representantes, desfilando em trajes típico, gala e maiô. Será uma promoção e tanto do colunista Moacir Benvenutti, da Promotur e Fundação Cultural de Joinville. E a Companhia Brasileira de Eventos Culturais entra com a atração especial: trazer um dos melhores shows da atualidade, a Fat Family, para ser apresentado logo após o concurso. Para não perder a oportunidade, a mesa ou o ingresso podem ser comprados a partir de hoje no estande da Ação Social de Joinville, no Shopping Mueller.

Pit para São Francisco

São Francisco do Sul é o município turístico escolhido para receber o Prêmio PIT (Prêmio Imprensa Turismo), cuja entrega acontece em festa de gala no dia 27 de novembro, no Hotel Glória, no Rio de Janeiro. Criado em 1980, o PIT é uma promoção da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, coordenada pelo jornalista Dirceu Ezequiel de Azevedo, com o apoio do Brasilturis Jornal e a colaboração da imprensa especializada de todo o País. Entre os homenageados estão personalidades, transportadora, hotéis, agência de viagens, operadora, campanha publicitária, evento turístico, atração natural, entre outros que mereceram destaque durante o ano de 1998.

Móvel Brasil

A 2ª Feira do Mobiliário de Santa Catarina será realizada de 31 de maio a 06 de junho de 1999, na Promosul, pavilhão de eventos de São Bento do Sul. A comissão organizadora, formada por empresários do ramo, pretende receber 4 mil lojistas de todo Brasil, bem mais do que os 2.600 que visitaram a feira na primeira edição, em 1997. A feira teve seu lançamento oficial na última quinta-feira, na Sociedade Ginástica São Bento. Transporte, receptivo e hospedagem dos visitantes é de responsabilidade da Adriática Turismo, agência dirigida pelo jovem Carlos Roberto Gschwendtner, que atuará em sintonia com a Interbrasil/Transbrasil, transportadoras oficiais do evento.

Acontecendo

Para informações turísticas e de utilidade em Florianópolis, de qualquer parte do Brasil, pode ser utilizado o Disque-Turismo, número 1516. Para ligações interurbanas, basta discar o código 048, antes do 1516. É um serviço de prestação de informações da Santur.

A prefeitura de Natal (RN), em almoço para a imprensa durante o ABAV Recife, lançou o programa de comemoração do quarto centenário de fundação de Natal, no ano em que o Brasil comemora os 500 anos de descobrimento, denominado "Passaporte Natal 400 Anos".

A ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) divulgou a realização do 2º Fórum de Hotéis Econômicos do Nordeste, nos dias 19 e 20 de novembro, em Salvador, que abordará a administração e operação de pousadas e pequenos hotéis, completamente diferente das grandes redes internacionais de hotelaria.

Registros das festas de outubro são o comportamento dos adolescentes na Oktoberfest, mais calmos e ordeiros, e a presença de famílias se divertindo em conjunto na Fenachopp.

Quem não entrou no restaurante da Fenachopp para provar os pratos típicos - Kassler, Eisbein, Bockworst e marreco - perdeu. Estavam melhores do que nunca. Mas quem saboreou cachorros quentes e outros lanches na Praça de Alimentação não perdeu. Afinal, cachorro quente é um lanche universal, servido em qualquer lugar de cultura gastronômica das mais diversas. Na Rússia servem cenoura e beterraba raladas no café da manhã - estranho para nós, não? Mas o cachorro quente também existe, em diversos lugares.

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Turismo

SERGIPE

A rota da tranqüilidade

Ingredientes como sol, praias e hospitalidade são alguns dos atrativos do Estado que preserva intocada parte do passado

Basta chegar a Aracaju para o turista se sentir um felizardo, renovando corpo e espírito. Se tranqüilidade, aconchego e segurança é o que mais deseja, então, seguramente, esse é o lugar: uma cidade com outros sonhados ingredientes, como sol, praias e um povo hospitaleiro.

Ainda é possível na capital de Sergipe, com uma população estimada em 450 mil habitantes, andar pela madrugada com segurança. Mais um detalhe que dá a Aracaju o toque aconchegante. E a cidade tem atrativos, um atrás do outro.

Para conhecer a cidade, é preciso saber onde ela nasceu. Bem, aí, é só subir a Colina do Santo Antônio, na zona Norte, mas não distante do centro - são cinco quilômetros de distância e em linha reta. Do alto, vê-se um dos mais belos espetáculos protagonizados pela natureza: o encontro do rio Sergipe com o oceano Atlântico. Um quadro inesquecível.

No centro da cidade existem muitas e agradáveis atrações. Uma delas, a Ponte do Imperador, construída em 1862 para receber a visita do Imperador Dom Pedro II. Uma relaxante caminhada leva ao Centro de Turismo, na Rua 24 Horas, onde é comercializado o rico artesanato do Estado. Depois, um tempinho para meditar na belíssima Catedral Metropolitana.

A orla fica distante do centro seis quilômetros. Primeiro, a praia da Coroa do Meio, seguindo-se as praias dos Artistas e a badaladíssima Atalaia, rejuvenescida com um calçadão que a tornou mais bela. Margeando a rodovia José Sarney, no extremo sul da cidade, estão as praias do Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro, esta uma colônia de pescadores. Muita água de coco e pratos à base de frutos do mar.

SÃO CRISTÓVÃO

Tombada pelo patrimônio histórico em 1939, São Cristóvão, a quarta cidade mais antiga do País, é o que se pode chamar de relíquia das primeiras civilizações de Sergipe. Uma visita à cidade é o mesmo que fazer uma viagem ao passado. As marcas desse época são fortes, tão fortes que nem o tempo consegue desmanchá-las.

Ruas tortuosas e estreitas, igrejas e casarões seculares. Toda essa civilização começou em 1590, quando o então governador-geral interino do Brasil, Cristóvão de Barros, fundou São Cristóvão. As decisões políticas e culturais se concentraram na cidade até 1855, quando perdeu as honrarias de capital da província.

O passado de São Cristóvão não foi somente de glórias e manifestações culturais. A cidade teve o seu tempo de devastação e guerra, quando os indígenas apoiaram franceses desejosos por dominar a região. Pretensão demonstrada, também, pelos holandeses. Os insultos entre franceses, índios e holandeses só acabaram com a presença de Cristóvão de Barros.

Cada pedacinho de São Cristóvão merece ser conhecido. A "viagem ao passado" pode começar no Museu de Arte Sacra, um dos mais ricos do Brasil, com 500 peças datadas dos séculos 16 e 17. O esplendor arquitetônico da cidade tem seu cartão-postal: o centenário Convento de São Francisco, em suntuoso estilo barroco.

A marca de vila provincial está no centro da cidade. O prédio onde funcionou a sede do governo foi transformado em Museu do Estado. Ao lado, o vetusto sobrado das primeiras decisões políticas que serviu como Palácio da Assembléia Provincial. E o Arquivo Público ocupa o lugar que antes foi a Chefatura da Província.

O conjunto religioso é o mais importante do Estado. É a presença marcante dos jesuítas na colonização. As igrejas de Nossa Senhora da Vitória, ou Matriz, das Carmelitas, de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora do Amparo formam esse belo e rico conjunto arquitetônico religioso, que se completa com a Igreja e Convento de São Francisco.

MUSEU A CÉU ABERTO

A ocupação da região Centro-Oeste de Sergipe, iniciada pelos holandeses no século 17, proporcionou o surgimento de um dos mais importantes municípios do Estado, sustentado pelo cultivo da cana-de-açúcar e que tornou-se berço da economia regional. Do ponto de vista histórico, Laranjeiras se tornaria um verdadeiro "museu a céu aberto".

Antes da chegada dos jesuítas, a dominação holandesa no então povoado de Laranjeiras foi marcada, basicamente, pela destruição e quase que aniquilando a prosperidade da capitania. Somente em meados do século 17 é que os holandeses deixaram a região, ocupada em seguida pelos jesuítas. Essa ocupação deu-se em 1701, quando o povoado foi reconstruído.

Daí em diante, Laranjeiras começou a experimentar sinais de progresso e as primeiras construções deixaram fortes marcas da presença dos jesuítas. Assim, apareceram as igrejas de Camandaroba, em estilo barroco, Nossa Senhora da Conceição e Bonfim. Paralelamente, o povoado foi alçado à categoria de vila por conta do invejável crescimento econômico.

Todo visitante que chega a Laranjeiras sai impressionado. Há razões para isto. Um exemplo é o prédio onde está funcionando o Museu Afro-brasileiro, uma construção de pedra do século 19 que antes serviu de escola, exatoria e biblioteca pública, que retrata todo o processo da escravidão na região e a cultura africana.

Some a essas atrações a Gruta da Pedra Funda, um túnel com extensão de um quilômetro. O que se sabe é que ele servia como meio de fuga dos jesuítas contra os ataques de invasores. Igreja e casario denunciam as presenças dos colonizadores em variadas épocas, notadamente holandeses, jesuítas e franceses.

Mas não deixe de visitar o Sítio Sant'Aninha, uma antiga casa de belas linhas arquitetônicas. Uma construção que define bem a fase de transição entre a Casa Grande do engenho e o Sobrado Urbano. Chama atenção o Trapiche, um prédio de construção sólida datado do século 19 com um telhado que exemplifica a arquitetura civil da época.


Fat Family faz show
no Miss Santa Catarina

Joinville ­ Já estão à venda os ingressos para o maior concurso de beleza do Estado, o Miss Santa Catarina, que será realizado no Centreventos Cau Hansen no dia 14 de novembro. A novidade deste ano: a festa será animada pelo conjunto musical revelação do ano: Fat Family.

A partir de hoje, os bilhetes poderão ser comprados e, todas as lojas do Magazine Brasília e no estande da Ação Social no Shopping Mueller. A arquibancada custa 10 reais, o camarote está sendo vendido a R$ 15, e a mesa sai 20 reais por cadeira.

O Miss Santa Catarina é uma promoção de Moacir Benvenutti, jornal A Notícia e TV Barriga Verde, com apoio da Prefeitura de Joinville e realização da Companhia Brasileira de Eventos Culturais. O concurso começa às 21h30 e terá também apresentação de grupos de dança da cidade.



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