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Cinema

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Dia de djavanear
Mais dançante do que
nunca, Djavan faz show hoje e amanhã no CIC
Maurício Oliveira
Florianópolis Caetano Veloso inventou o verbo "djavanear"
para descrever a forma inconfundível com que Djavan compõe
e canta, num estilo que não se enquadra em gênero algum mas
que, ao mesmo tempo, é integrado por vários deles. Djavan,
a propósito, também se chama Caetano (Djavan Caetano Viana),
outra palavra inventada, só que desta vez na pequena Maceió
de cinco décadas atrás. Virou sinônimo de Música
Popular Brasileira. E o neologismo que dele se originou será recitado
hoje e amanhã, no Centro Integrado de Cultura (CIC), tanto no presente
como no passado. Sucessos antigos, como "Sina", "Flor de
Lis" e "Oceano", estarão ao lado das músicas
do mais recente CD, "Bicho Solto XIII".
O número em romano indica tratar-se do 13º disco do cantor
e compositor. A nova fase de Djavan separado há dois anos depois
de duas décadas de casamento está refletida no trabalho.
Como sugere o título, "Bicho Solto" é mais descontraído
e dançante do que os discos anteriores. O maior destaque, até
agora, é a regravação de "Meu Bem-Querer",
parceria com Chico Buarque que, além de ser o tema de abertura, emprestou
o nome à novela das sete da Rede Globo.
Djavan é um exemplo de como o talento pode superar qualquer barreira.
Quem ouve uma das quase 200 músicas compostas por ele não
imagina que a sofisticação das melodias vem de um menino cuja
principal influência foram os alto-falantes instalados nas praças
de Maceió, a pequena capital alagoana. E das cantorias da mãe
enquanto lavava roupa. Nada mais.
Foi pitoresco o encontro com a música. Ele tinha 16 anos e, durante
uma aula de química, deixou de lado as pipetas e tubos de ensaio
em troca de um velho violão jogado num canto do laboratório.
Gostou. Depois de dois anos debruçado sobre esses métodos
cifrados que se vendem em bancas de jornal, estava decidido a seguir carreira.
Fã dos Beatles, entrou para o Luz, Som e Dimensão (não
por acaso conhecido pelas iniciais LSD), um cover dos rapazes de Liverpool.
De um tedioso dia de chuva, ideal para ficar em casa dedilhando o violão,
tirando uma nota atrás da outra, nasceu a primeira composição.
Djavan resolveu se mandar para o Rio de Janeiro, só com alguns trocados
no bolso e o violão embaixo do braço. Lá, encontrou
o conterrâneo Edson Mauro, locutor esportivo da Rádio Globo.
Daí vieram os primeiros contatos com o meio artístico e a
chance de atuar como crooner em boates. O segundo lugar obtido num festival
de novos talentos em 1976, com a canção "Fato Consumado",
abriu as portas para o 1º compacto, "A Voz, o Violão e
a Arte de Djavan", lançado pela Som Livre. Apesar da faixa "Flor
de Lis", que se tornaria uma das canções mais conhecidas
do cantor e compositor, o disco teve pequena repercussão.
Considerado "pouco comercial" pela Som Livre, Djavan assinou
contrato com a EMI-Odeon. Em 1978 compôs "Álibi",
carro-chefe do disco mais vendido de Maria Bethânia. No ano seguinte
lançou "Cara de Índio", cuja faixa-título
foi tema da novela "Aritana". Mas o sucesso mesmo só veio
a partir da transferência para a CBS, atual Sony Music. Com direito
a gravar em Los Angeles e ter como convidado especial ninguém menos
que Stevie Wonder, o disco "Luz", de 1982, alcançou boa
aceitação no mercado. A consagração se confirmou
com as quase 400 mil cópias vendidas de "Lilás",
de 1984.
Em 1989, o disco "Djavan" trouxe a romântica "Oceano",
acompanhada pelo violão flamenco de Paco de Lucia. Na década
de 90, Djavan lançou quatro discos classificados pela crítica
de "requintados" "Coisa de Acender" (1992), "Novena"
(1994), "Malásia" (1996) e "Bicho Solto XIII"
(1998) reforçando a carreira internacional, que faz dele um
dos artistas brasileiros mais conhecidos na Europa e nos Estados Unidos.
O QUÊ: show "Bicho Solto XIII", de Djavan e banda.
QUANDO: hoje e amanhã, às 21 horas. ONDE: Centro
Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. QUANTO: R$ 50,00.
Atividade surge como
uma alternativa de trabalho
Pintor de fachadas, Ademar começou a trabalhar o isopor como uma
alternativa barata para seus letreiros. Daí, foram surgindo pedidos
para decorações temáticas, uma coisinha aqui, outra
ali. Há cerca de 15 dias, trabalha numa encomenda para o Natal que
inclui um trenó puxado por duas renas, um Papai Noel descendo por
uma chaminé, um coral de anjos e mais dois anjos, com uma flâmula
de "boas-festas", para enfeitar o portão.
Ao lado da pequena casa de madeira, Ademar improvisou uma oficina. Tem
piso de terra batida e é coberta com lona preta. Ali, ele e a esposa,
Sônia, levam adiante um trabalho que representa o arroz e o feijão
do dia seguinte. Um artífice sem qualquer preparo, mas com uma visão
inata de perspectiva que colocaria muito arquiteto na condição
de aprendiz. Aliás, para esse casal, problema parece significar apenas
uma questão de desafio à criatividade.
As alternativas que encontram para superar dificuldades são, no
mínimo, curiosas. Uma de suas últimas improvisações
foi para produzir a idéia de pêlos nas duas renas do trenó.
"Se usasse apenas tinta ficaria visivelmente artificial", menciona
Ademar. "Sônia é que apareceu com a solução",
conta. O material: um garfo e uma vela, nada mais. Com o garfo aquecido
na chama, ele vai definindo pequenos traços curvos que, aliados à
fuligem produzida pela carbonização do isopor, produzem um
efeito semelhante à pelagem animal.
DURABILIDADE
Outra característica do trabalho realizado pelo escultor de espuma
é a eliminação da porosidade a fim de proporcionar
a sensação de solidez. Nos letreiros, o resultado não
perde em nada para os confeccionados em metal. Ademar também garante
que a vida útil das peças não é tão curta
quanto pode sugerir a aparente fragilidade da espuma de poliestireno. "Fiz
uma peça para jardim há dois anos e ela permanece intacta",
assegura, explicando que a tinta utilizada é antimofo e lavável,
permitindo recuperar sempre o visual de novo. O telefone para contato do
artista é (047) 467-6264 c/ Márcio Rita.
Freak Brothers passa
à fase final do Skol Rock
Barão Vermelho apresentou
o
show Puro Êxtase" no Ilha Shopping
Florianópolis - Mais de 200 pessoas, entre técnicos, operadores
e pessoal de montagem envolvidas na organização; 25 toneladas
de som, que geraram 100 mil watts de potência; 400 mil watts de luz,
distribuídos em 300 refletores e duas mesas de operação
(isso representa três vezes a iluminação do Maracanã);
90 toneladas de equipamentos; um palco de 600 metros quadrados, e 11 carretas
para carregar tudo isso. Este foi o quadro da quinta etapa do Skol Rock,
que reuniu mais de sete mil pessoas no Ilha Shopping, na praia de Canasvieiras,
em Florianópolis, no último domingo. A grande vencedora foi
a banda gaúcha Freak Brothers, de Pelotas.
A banda é formada por Solano Ferreira (baixo e vocal), Marcelo
Crochemore (bateria), Ricardo Rodrigues (guitarra) e Danilo Ferreira (vocal).
Em segundo lugar, ficou a Phunky Buddha, de Florianópolis. Apenas
a Freak Brothers irá para a final, em Curitiba (PR), dia 6 de dezembro.
Outras seis bandas irão concorrer à gravação
de um CD single e um videoclipe. A segunda colocada também grava
um CD.
Depois da apresentação das bandas concorrentes, em sete
horas de show, o público ainda teve fôlego para dançar
ao som da banda Clarlie Brown Jr., que apostou em sucessos como "O
Coro Vai Comê" e "Proibida Pra Mim" no melhor do groove
com um toque paulista. Para fechar o Skol Rock, o destaque da noite ficou
por conta do Barão Vermelho, que apresentou seu show "Puro Êxtase"
com uma mistura de pop com eletrônica.
Foram montadas, no Ilha Shopping, barracas de alimentação,
de roupas e acessórios, e uma onde foi possível fazer tatuagens
na hora.
Floripa, a Ilha da Magia, se transformou em Ilha do Rock. A terceira
edição do Skol Rock trouxe algumas modificações
no número de bandas concorrentes, período de realização
do evento e premiação. Neste ano, oito bandas (contra 11 do
ano passado) foram selecionadas para o festival, realizado em apenas um
dia. Outra novidade foi o sorteio, para o público, de uma guitarra
Dreamer, com design especialmente criado para o evento.
Festa das Flores
Um almoço no Praia Mole Park Hotel, realizado terça-feira,
marcou o lançamento da 60ª Festa das Flores de Joinville, que
acontecerá de 13 a 23 de novembro no Parque Turístico da Expoville,
localizado às margens da BR-101, em Joinville. Entre as presenças
joinvilenses, as rainhas; Laércio Beckhauser, da Promotur, representando
o prefeio Luiz Henrique da Silveira; Alaor Bernardes, presidente do Besc,
o principal patrocinador da festa, e alguns dos 15 coordenadores da Comissão
Central Organizadora presidida por Luiz Carlos Floriani. O cermimonial de
apresentação do evento contou com a participação
do Centro de Dança e Pesquisa Flávia Vargas, que mostrou coreografias
aos convidados.
Renato Aragão
anuncia novo filme
Ele avisa que, de agora em
diante, será um por ano
Rio - De agora em diante vai ser, no mínimo, um filme por ano.
Talvez dois, se houver tempo e energia. Quem avisa, ou "ameaça",
como ele mesmo diz, é Renato Aragão, o Didi das crianças,
que anuncia o lançamento de "Simão, o Fantasma Trapalhão"
para o dia de Natal deste ano.
Aragão é sucesso certo, como sabem os exibidores brasileiros,
em geral refratários ao produto nacional, mas que, no seu caso, abrem
prazerosamente as portas dos seus cinemas. Ele tem a fórmula do gosto
popular e já atraiu milhões de pessoas para verem os filmes
dos Trapalhões. "Um dono de cinemas disse que eu merecia ter
uma estátua, lá na Cinelândia". Decorrência
lógica, Aragão é responsável pela maior bilheteria
da retomada do cinema brasileiro: mais de 1,5 milhão de ingressos
vendidos com o "Noviço Rebelde", dirigido pela cineasta
Tizuka Yamasaki.
A idéia para o novo longa-metragem saiu do computador de Aragão
e de uma das "parcerias" habituais com os clássicos da
literatura. Desta vez, o "sócio" é ninguém
menos que o escritor inglês Oscar Wilde e seu "O Fantasma de
Canterville", com sua formalidade britânica devidamente adaptada
para o universo infantil e informalidade bem brasileira. Além de
Aragão, trabalham no elenco Dedé Santana, Luciano Szafir,
Dirce Migliaccio, Ivete Sangallo, entre outros. A direção
é assinada por Paulo Aragão Neto, filho do cômico.
Para Paulo Aragão, dirigir o pai foi uma verdadeira escola do
métier cinematográfico. Renato garante que não interfere
na direção, mas confessa que dá um palpitezinho aqui,
outro ali, mexe em uma ou outra cena, sugere a música. E suas opiniões
são seguidas à risca, pois ninguém em sã consciência
tem dúvidas de que ele conhece a fundo seu ofício, mesmo que
não seja de fazer teorias sobre ele. A prática fala por si.
Passado glorioso
Regis Mallmann
Florianópolis -Dose dupla. O novo (sic) CD da banda irlandesa
U2 chegou ontem às prateleiras do mercado brasileiro com um gostinho
de remember. Depois do badalado e criticado"Pop", última
incursão do grupo em estúdio e que rendeu a turnê mundial
mais cara da história (US$ 100 milhões), eles voltam com "The
Best Of 1980-1990", álbum com dois CDs, um com 14 músicas
que marcaram o trabalho na década de 80, e outro com 15 novidades
que só tinham sido lançadas em singles nos mercados europeu
e americano.
Com o nome de "The B-Sides", esse segundo volume é o
que vale, já que para quem não viaja e não costuma
comprar discos importados ou trazidos "extra-oficialmente" para
o País, apresenta músicas inéditas e que mostram um
U2 confortavelmente instalado em melodias e acordes que lembram bem mais
o estilo que os consagrou do que a arriscada experiência "poperô"
que marcou o material lançado em 1997. No "lado B" preste
atenção em "Everlasting Love", "Walk to The
Water", "Luminous Times" e "Hallellujah Here She Comes",
belas baladas que remetem ao princípio de tudo.
"The Best Of" abre com o single "Sweetest Thing"
- a mesma canção abre também o "The B-Sides"
-, gravada originalmente em 1980 e que nunca havia sido incluída
em CDs para o mercado internacional. Segue-se uma compilação
que premia, entre outas, as clássicas "Pride (In The Name of
Love)", "New Year's Day", "Sunday Bloody Sunday",
"The Unforgettable Fire", "With or Withou You" e "Angel
Of Harlem". São músicas que resgatam a trajetória
do quarteto irlandês desde o seu primeiro disco, "Boy" (1980),
avança por "October" (1981) e "War" (1983) e
encerra com "Achtung Baby" (1991).
A fornada inicial de"The Best Of" acompanhada dos "lado
B" vai ter uma tiragem de apenas 200 mil cópias no Brasil, restando
aos que não conseguirem comprar o disco o consolo de esperar até
o próximo dia 9 para adquirir o CD normal, com 14 músicas
resumindo a carreira dos irlandeses. O disco que chega ao mercado é
mais uma mostra do poder de fogo do quarteto que começou tímido
no final dos anos 70, defendendo em suas letras a paz nas Irlandas e que
avançou nos 80 incursionando sempre por novas formas musicais e chegando
aos 90 renovadíssimo e com o título de "maior banda do
mundo".
"The Best Of 1980-1990", do U2. Lançamento: Polygram.
Onde encontrar: Rock Total Discos, rua Henrique Meyer, 68, fone (047) 422-2788.
Preço: 39,90 (importado).

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Música |
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Acomodação titânica
Em "Volume 2",
os Titãs apelam para velhos sucessos e tentam repetir o sucesso do
disco acústico
Marco Aurélio Braga
Joinville - Se você for a uma loja de discos só para comprar
o novo CD dos Titãs pode tirar essa idéia da cabeça.
O novo disco do septeto paulista, "Volume 2" (WEA), é algo
lamentável. O sucesso do primeiro acústico, que teve todo
um aparato musical e contou com "apoio" da MTV, rendeu aos ex-roqueiros
irreverentes um inacreditável milhão de cópias vendidas.
Um fato até então inédito na carreira dos músicos,
que não passavam de 350 mil cópias.
É curiosa a trajetória desses velhos meninos. Os primeiros
discos na década de 80 eram ácidos e causavam certo temor
na sociedade conservadora. Os cabelos, os trajes, as vozes e a crítica,
principalmente contra a polícia, eram a tônica. A postura da
banda era até certo ponto excêntrica, um diferencial em relação
ao RPM, o sucesso da época.
Os Titãs foram ficando velhos. A saída do vocalista Arnaldo
Antunes colaborou para a decadência da banda. O ressurgimento das
cinzas veio com o disco acústico. Primeiro, causou mal-estar ver
os velhos roqueiros vestindo terno e gravata, comportados e sentados em
banquinhos tocando violão. O fato é que o disco foi um grande
achado. Os arranjos agradaram e o show ao vivo foi bem produzido. Acreditem,
um show acústico dos Titãs faz o povo levantar da cadeira.
A decadência de um roqueiro começa quando ele fica respeitável.
Os Titãs ganharam respeito da mídia e do público, e
deram continuação ao sucesso do álbum. Mas o novo CD
é ruim e os arranjos péssimos - mas com certeza vai vender
muito. Apenas duas faixas se salvam: a renovada "Sonífera Ilha"
e a regravação de "É Preciso Saber Viver".
Pois é, os Titãs mudaram e estão, quem diria, regravando
músicas de Roberto e Erasmo. Sinal dos tempos.
O CD vem com mais músicas inéditas do que o anterior. Não
aprovaram. Os arranjos são sonolentos e as letras, sem inspiração.
É triste escutar alguns sucessos com arranjos lentos e sem imaginação,
como em "Insensível", que ficou cheirando a Caetano Veloso.
Parece mal de disco acústico. Rita Lee está passando pelo
mesmo processo.
O fato é que os Titãs parecem acomodados, deitados no berço
esplêndido que eles mesmos construíram e sem vontade (ou competência)
de arrriscar. Ou seja, bem longe do som inovador da década de 80.
As letras, em princípio, sem nexos, eram provocativas, e a música,
cáustica. Não por acaso, o disco "Cabeça Dinossauro"
foi considerado o melhor disco de rock brasileiro da história. No
palco, porém, eles são insuperáveis. Os shows convencem
mais que o novo disco, como ficou comprovado na inauguração
do Centreventos Cau Hansen, em Joinville. Mas os Titãs, definitivamente,
não são mais os mesmos.
Zélia Duncan dá um
passo à frente em "Acesso"
Janaina Rocha
Agência Estado
São Paulo - Zélia Duncan continua sua trajetória
de cantora pop, mas não perde as influências do jazz, blues,
rock e música popular brasileira. Acrescenta em seu mais novo CD,
"Acesso", um pouco de tecno. Já nas lojas, o disco tem
a mistura de harmonia, letra, melodia e sons de instrumentos exóticos,
elementos presentes já na primeira faixa, "Código de
Acesso", de Itamar Assumpção.
Com dez faixas inéditas e uma regravação ("Quase
Sem Querer", do Legião Urbana), "Acesso" é
um CD que traz mudanças em relação aos outros trabalhos
de Zélia. Gravadas no Rio, as canções do disco têm
de diferente a mixagem de Eric Sarafin, em Los Angeles. "Nesse disco
fui até lá para encontrar a mesma sonoridade que gosto de
ouvir nos trabalhos de Ben Harper", explica Zélia, referindo-se
à mixagem que Sarafin fez nos discos do músico americano.
"É um músico que adoro e com quem me identifico".
Apesar das novidades, Zélia manteve a parceria com o músico
Christiaan Oyens, produtor do CD e compositor de oitos faixas do novo disco
com ela. Também ficam os violões de aço, sua marca
registrada. Para Zélia, "Acesso" é um passo para
a atualidade. "Na faixa Código de Acesso mostro a forma como
pretendo fazer música", diz. A canção tem arranjo
de Marco Antônio Guimarães, integrante do Uakti, que usa mais
de 20 instrumentos não-convencionais. Na turnê passada, "Intimidade",
Zélia ganhou espaço no exterior. Por isso ela, simultaneamente,
divulga o novo trabalho em Portugal. "Verbos Sujeitos" será
um dos temas da minissérie "Labirinto" da Rede Globo, com
estréia prevista para este mês. A música será
o tema do videoclipe de "Acesso", com direção de
Cristiano Metre. A única composição criada com a companheira
musical, Lucina, "Depois do Perigo", pode ser a segunda faixa
do disco a ser divulgada em rádios e TVs. "Eu adoro o nosso
trabalho", conta Zélia. "Mas ele é muito diferente
da característica deste novo CD", justifica.
Zélia acredita que Lucina seja seu lado menos pop, mais chique.
"Depois do Perigo" tem solo de gaita de Flávio Guimarães
(Blues Etílicos) e soa como balada country. Também surpresa
em "Acesso" são as músicas "Sexo" e "Haja",
em que Zélia canta num tom mais agudo que o natural. "Haja é
uma das músicas de que mais gosto", adianta. Em "Sexo",
Zélia aproveita para alcançar a almejada sonoridade. A música
tem arranjos, percussão e programação de bateria de
Ramiro Mussoto. |
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