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Editorial
Apesar das
pesquisas, surpresas
Muitas são as leituras possíveis a respeito da fala das
urnas, tanto no plano nacional quanto estadual. O recado das urnas, contudo,
pode ser até mesmo decodificado em nível municipal, com as
novidades que os números finais estão a revelar.
No plano nacional, foi irretocável a vitória de Fernando
Henrique. Como previsto e como planejado por uma campanha eleitoral que
não houve, o presidente conseguiu um segundo mandato e tem compromissos
urgentes com os eleitores, numa votação histórica que
ficará nos anais da vida democrática brasileira.
Eleito de forma notável, grande é o desafio imediato do
presidente, tanto na defesa do real, quanto na condução do
País nas águas tumultuadas da instabilidade financeira internacional.
Ao contrário do primeiro mandato, FHC não dispõe de
tempo ou de espaço para qualquer tipo de hesitação.
A crise é séria, reclamando medidas fortes e imediatas. Se
o presidente não as implementar já, pode comprometer seriamente
o aval que está recebendo nas urnas.
No plano catarinense, como sempre, o resultado das urnas parece indicar
o encerramento de um ciclo e a reabertura de outro. O PMDB sai machucado
das eleições, não restando nem mesmo colégios
ou lideranças isoladas de prestígio. Foi tudo de roldão
com a aventura do governador Paulo Afonso Vieira.
Restabelece-se a antiga força das correntes políticas mais
tradicionais, na coligação que mais uma vez uniu PFL e PPB,
mas que não se sabe até quando pode durar. Oxalá dure
até a reconstrução financeira do Estado, pois é
disso que o governador eleito terá de tratar, na mesma dimensão
de urgência e profundidade quanto a crise mundial impõe ao
presidente Fernando Henrique.
Se no primeiro mandato no governo do Estado, entre 1983/86, Esperidião
Amin teve de enfrentar as vicissitudes de duas grandes enchentes, reconstruindo
um Estado destroçado pela violência das águas, o desafio
de hoje tem a mesma similitude, pela devastadora condição
das finanças públicas de Santa Catarina.
O PMDB, depois de duas equivocadas passagens pelo governo, sai das urnas
bastante enfraquecido. Assinale-se que o PT demonstrou inesperado desempenho,
conseguindo emergir da condição de partido pequeno para força
eleitoral bem articulada. Depois de conquistar as prefeituras de Chapecó
e de Blumenau, na eleição passada, consegue agora surpreendente
votação em Joinville, o maior colégio eleitoral do
Estado, até então trincheira avançada do PMDB.
Como dissemos, as urnas permitem múltiplas interpretações.
As primeiras, ainda na contagem dos votos, indicam essas inusitadas revelações.
Outras análises certamente deverão ser feitas à medida
que o quadro político se tornar mais claro e definitivo. De qualquer
forma, sabe-se que mudanças significativas no plano político-partidário
deverão acontecer nos próximos meses. Isso é só
o começo, apesar das previsões dos institutos de pesquisa.
Revelações que, mesmo confirmando os prognósticos,
acabam por alterar o cenário político catarinense.
Artigos
Enganação
Roberto Mangabeira Unger
Primeira enganação. "O Brasil está em
crise, porque o governo gasta demais.'' O Brasil está em crise porque
seus dólares estão fugindo e porque, antes disso, já
não crescia.
Segunda enganação. "O déficit interno
causa o desequilíbrio das contas externas.'' Trata-se, em grande
parte, de inversão do nexo causal. O governo gasta mal. Mas o déficit
primário -não contados os juros da dívida- está
próximo ao equilíbrio. O que nos arruina são os juros
da dívida interna. Como acumulamos essa dívida em ritmo de
bola-de-neve? Basicamente, pagando caro para atrair e reter os dólares
com que pagar as importações e defender a taxa cambial. A
mesma taxa que dificulta ganhar honestamente, pela exportação,
os dólares necessários. Empréstimos para cobrir empréstimos.
Juros cada vez mais altos, prazos cada vez mais curtos, confiança
cada vez menor. Aposta perdida.
Antes da crise de hoje, já havia crise: recebíamos o equivalente
a cerca de 4% do PIB em financiamento externo e mal estávamos crescendo.
O dinheiro sumiu no financiamento da ilusão cambial e no serviço
de uma dívida descontrolada. O governo diz que não podia fazer
diferente sem ameaçar a moeda porque não se efetuara o "ajuste
fiscal''. Entretanto, em vez de propor maneira de refinanciar o Estado que
desonerasse a produção, tratou de vender as empresas públicas
e usar o dinheiro para tampar buracos.
Terceira enganação. "O receituário recomendado
ao Brasil -cortes de despesas, juros altos e defesa renhida da taxa cambial-
representa a ortodoxia econômica.'' Não é ortodoxia;
é paleoortodoxia, a ortodoxia da época do padrão-ouro.
É a ortodoxia de Salazar e Joaquim Murtinho, não a ortodoxia
de Samuelson ou, mesmo, Friedman. A autoflagelação atenderia
às superstições e aos interesses dos governos e dos
investidores dos países ricos. Realidades, porém, acabam por
triunfar sobre preconceitos. Do contrário, não seria a China
comunista o país que recebe, de longe, mais capital estrangeiro,
inclusive mais capital americano. Podes chamar os espíritos, diz
em Shakespeare, mas será que vêm?
Quarta enganação. "Essa ortodoxia funciona,
embora a custo de recessão demolidora.'' Não funcionou em
nenhum outro lugar se por funcionamento entendermos dar início a
crescimento estável e prolongado. Impondo recessão e seguindo
desvalorização descontrolada, ou precedendo desvalorização
controlada, com ou sem mudança do regime cambial, reequilibra as
contas externas e pára a debandada das reservas. Só isso.
Não refinancia o governo nem reorganiza o desenvolvimento nacional.
Deixa tudo por fazer.
Não há final feliz para nosso drama cambial, provocado
por política teimosa e insensata. Mas há graus diferentes
de infelicidade. Não há como evitar recessão. Uma coisa,
porém, é recessão que teria de ser violenta e duradoura
porque seria, ao mesmo tempo, meio para reequilibrar as contas externas
e efeito da falta de estratégia nacional. Outra coisa é sofrer
recessão como preliminar de um salvamento brasileiro da economia
brasileira, centrado na mobilização dos recursos nacionais
e no abandono das ilusões que nos empobreceram: a ilusão cambial,
a ilusão de enriquecer com o dinheiro dos outros, a ilusão
do salvamento estrangeiro agora que o negócio melou, a ilusão
de que não pode ser diferente.
Tanta enganação não teria sido possível sem
grande confusão e muita perversão. Tudo para facilitar a autodestruição.
Dicotomia
entre educação e ensino
Jurema Iara Reis Belli
Existem novos caminhos, novas fronteiras, novos modos de entender. É
preciso contemplar o futuro, e para isso é necessário rever
o processo educacional.
Milhões de tarefas se renovam e outros tantos milhões se
repetem todos os dias, onde estão as novas descobertas, os novos
conceitos as novas fórmulas?
A produção que a escola faz, já não responde
mais pelo modelo que necessita o homem.
Será que ela se tornou obsoleta? Nunca. Ela ainda é necessária
e sempre o será. Apenas que é preciso fazer com que a sociedade
saiba distinguir suas funções e provoque o equilíbrio
essencial ao bom desempenho da inovação e da criatividade.
O processo educacional no Brasil é muito complexo e conturbado.
A sociedade em geral ainda não despertou para a necessidade de mudar
o modelo existente. Necessário se faz perguntar a quem e para quem
este modelo que aí está funciona. Perceber a diferença
entre educação e ensino é essencial para quem sem sombra
de dúvidas procura respostas. O modelo social vigente colocou a responsabilidade
de educar e ensinar como produto que deveria ser oferecido pela escola.
Errado!
O dever de educação pertence a família. É
ela a quem cabe favorecer, oferecer, promover e estimular os valores, éticos,
morais, sociais, religiosos e políticos necessários à
formação completa do indivíduo como membro desta sociedade
já existente.
E cabe à escola, em conjunto com a sociedade, planejar para que
esses conhecimentos estejam vinculados ao processo
ensino-aprendizagem. Diante de tantos fracassos, produzidos por muitos
fatores sociais, poderia a escola responder em sua amplitude por dois atos
tão dicotômicos como esse? Poderia a escola continuar a ser
útil, ser necessária a esse modelo educacional?
A escola somos todos nós. Os modelos educacionais existentes hoje
deixam muito a desejar, considerando que a sociedade em geral perdeu a visão
de seus papéis.
A família e a sociedade (em todos os segmentos, político,
religioso, trabalho, lazer) devem rever seus valores diante do fracasso
que se apresenta. Os milhões de adultos que hoje fazem a leitura
sobre seus papéis despertam para a realidade. Suas empobrecidas expectativas
e frustrações dizem respeito ao pouco fortalecimento de sua
leitura da escola. Leitura esta que se desvinculou da prática pedagógica,
do contexto real das ambições que a escola poderia e deveria
realizar dentro de seu ambiente de ensino. Além de fortalecer o conjunto
de informações, que poderiam produzir as mudanças necessárias
ao bom desempenho do processo, não só da escolarização,
mas principalmente dos valores que o indivíduo leva consigo, ao sucumbir
a seu próprio conhecimento em detrimento de outros nem sempre úteis
nem sempre necessários.
Ministério público
e meio ambiente
Arlon Tonolli
A cada dia que passa, a obra de um aterro sanitário industrial
da iniciativa privada, em construção sobre várias nascentes
de água no distrito de Vila Itoupava, limite de Blumenau com Massaranduba,
está se constituindo no maior escândalo de degradação
do meio ambiente da história de Santa Catarina.
Desde o processo de licenciamento ambiental liberado pela Fatma em 18/10/96,
considerado completamente fraudulento, até a assinatura de um termo
de compromisso de ajustamento de conduta em 18/12/97, a devastação
do meio ambiente patrocinada por acordos e acertos realizados na surdina
dos gabinetes de órgão públicos, vem adquirindo desfaçatez
e proporções cada vez mais avassaladoras.
No ministério público de Santa Catarina, após uma
denúncia protocolada em 16/6/97 por 102 moradores do distrito de
Vila Itoupava, foi instaurado o inquérito civil nº 004/97, cujos
autos já atingiram 868 páginas de documentos.
Na Procuradoria da República estadual (ministério público
federal), atendendo uma queixa formulada pela Associação Catarinense
de Preservação da Natureza em 7/11/96 e uma denúncia
realizada em conjunto pelo prefeito de Massaranduba e pelo presidente da
Câmara de Vereadores daquela cidade no dia 24/10/97, foi instaurado
o processo nº 013/97, constituído de quatro volumes e 861 páginas.
É lamentável que, sendo o meio ambiente ecologicamente
equilibrado bem indisponível, assegurado pelo artigo 225 da Constituição
federal, se permita perigoso precedente, pois, como resultado de ambos os
processos instaurados, foi assinado termo de ajustamento de conduta, o qual
vem patrocinando impunemente torrente de ilicitudes e crimes ambientais
na belíssima e turística Vila Itoupava, considerada a região
mais alemã de Blumenau.
Os empreendedores da obra em questão, escudados no aval dos dois
entes ministeriais, estão com carta branca para degradar e devastar.
Normas de fiscalização do Crea também vêm sendo
sumariamente burladas. Receberam licença, por exemplo, para construir
uma casa pequena de um pavimento, mas aproveitam-se e estão construindo
o equivalente a um prédio de mais de dez andares. Ressalte-se que
estão fazendo isso com a mata atlântica numa região
crítica de topo de morros, com relevo e hidrografia acidentados,
desmatando, destruindo nascentes de rios, tubulando ribeirões, fazendo
terraplenagens e explorando saibreiras num ataque ecológico inadmissível.
É impressionante que, na condição de agentes políticos,
alguns procuradores e promotores de justiça, a quem foram atribuídas
amplas funções institucionais, destacando-se a privatividade
do exercício da ação penal pública, estejam
permitindo a impunidade dessa obra, em que, além de outras barbaridades,
três servidores da Fundação do Meio Ambiente de Blumenau
tiveram o atrevimento de prestar os serviços privados de biólogo,
geólogo e engenheiro florestal, para os empreendedores desse escabroso
aterro sanitário industrial conseguirem fraudulentamente as licenças
ambientais, nos procedimentos administrativos sob responsabilidade da Fatma.
Lamentável é perceber que o princípio da supremacia
do interesse público sobre o privado, em relação a
esse caso, esteja sendo aplicado às avessas, sob o argumento estéril
de que o empreendimento produtivo, ainda que prejudicial e num ataque abominável
ao meio ambiente, deva ser favorecido e autorizado.
A comunidade de Vila Itoupava e Massaranduba, vilipendiada até
agora em seus direitos constitucionais a um meio ambiente equilibrado, bem
de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida para as
presentes e futuras gerações, ainda espera que os membros
do ministério público assumam suas responsabilidades e cumpram
o mandato social que lhes foi outorgado, pois a hipótese de eventual
acidente ambiental, em face da gravidade do aterro naquele local, é
de alto risco. Os cidadãos ainda acreditam que o sistema e as instituições,
a despeito de todas as suas deficiências podem funcionar e que não
é preciso renunciar-se às garantias democráticas para
estender o guante da lei até os criminosos, estejam eles onde estiverem
na escala social, possibilitando deter a torrente de ilicitudes que inunda
as estruturas anacrônicas e indolentes dos órgãos ambientais
de SC, que insistem em licenciar obras e atividades potencialmente degradadoras
do meio ambiente, notadamente lixões, sem a necessária realização
de estudo de impacto ambiental, instrumento por excelência na prevenção
de danos reconhecido internacionalmente.
- Arlon Tonolli, engenheiro civil em Blumeneu
Cartas
Francofonia
O francês é uma língua lindíssima para ser
escutada. Mesmo quem não entende nada de francês concorda.
Antigamente, era ensinada em nossas escolas como segunda língua.
Nossos pais ou avós ainda lembram com entusiasmo suas antigas aulas.
Muitos países ainda ensinam o francês nas escolas, como o Marrocos,
Argélia, Tunísia, Romênia, alguns Estados dos EUA e
tantos outros.
E o que é francofonia? Que é um francófone? Francofonia
são todos os países do mundo que têm como língua
maternal e oficial o francês. Como exemplo de francofonia maternal
temos a França, é claro, Suíça, Bélgica,
Luxemburgo, Itália (parte do Val d'Aosta), Québec (no Canadá),
St. Pierre e Miquelon, Antilhas, Guiana Francesa, Taiti e outras. Como francofonia
onde a língua é oficialmente francesa, mas os povos também
se expressam em outras línguas ou dialetos, temos os países
africanos de Benin, Alto Volta, Burundi, Camarões, República
Centro-africana, Congo, Costa do Marfim, Gabão, Guiné, Madagascar,
Mali, Mauritânia, Níger, Ruanda, Senegal, Tchad, Togo e Zaire.
Um francófone é um cidadão que usa o francês
para se expressar. O verdadeiro francófone é aquele que aprendeu
francês como a primeira língua, ou seja, as primeiras palavras
que lhe foram pronunciadas. No mundo inteiro, existem aproximadamente 260
milhões de francófones. Existem escolas por todo o planeta
que ensinam a língua e a cultura francesas aos estrangeiros interessados.
A mais conhecida é a Aliança Francesa. Para o leitor ter uma
idéia, a maior delas não é em Paris - é a do
Rio de Janeiro, com milhares de estudantes.
Mas por que será que em Joinville número de francófones
e mesmo de francófilos é tão pequeno? Para um francófone
e para um amante da língua é preocupante, pois sente-se isolado,
até mesmo excluído com relação à pratica
da língua. Sabemos que, sem ela, vamos nos esquecendo. Meus filhos,
que são verdadeiros francófones, vão acabar abandonando
este maravilhoso idioma por falta de escolas infantis em Joinville.
É triste, mas é a pura realidade. A maior cidade do Estado
e um número tímido de pessoas que falam francês! Na
universidade, só existem letras inglesas e nenhuma outra mais. A
cidade, que teve como fundador um francês e que leva um nome desta
nacionalidade, está abandonada de tal prática lingüística.
Será que não é hora de escolhermos mais uma língua
além do inglês para nos dedicarmos? Nesta época de globalização,
não seria uma ótima idéia optarmos pelo francês?
Pense bem, o mundo dos negócios e do trabalho será daquele
que fala vários idiomas!
- Maria Luiza Schularz A. Camargo, Joinville

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Apontamentos |
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Pára-quedistas
A campanha pelo voto regional deu bom resultado em Lages. Mas decepcionou
nos municípios vizinhos. Candidatos de fora da região, tanto
a deputado estadual como a federal, levaram muitos votos dos serranos. Com
isso, a representatividade política da Serra mais uma vez poderá
deixar a desejar, principalmente na Assembléia Legislativa. Um dos
coordenadores da campanha Serrano Vota em Serrano, que prefere ficar no
anonimato, não escondia sua decepção com os prefeitos
da região que abraçaram candidaturas que nada têm a
ver com os anseios serranos. "Agora eles que tentem trazer recursos
ou defender seus projetos através destes representantes pára-quedistas",
desabafou.
Banda campeã
A Banda Municipal de Blumenau foi campeã do 6º Concurso Estadual
de Bandas e Fanfarras, realizado em Jaraguá do Sul. O grupo concorreu
na categoria sênior (maiores de 22 anos), conquistando também
o primeiro lugar nas modalidades de corpo coreográfico e baliza (Sabrina
Lance) e segundo nas modalidades de pelotão de bandeiras e mor (Sandro
Reinhold). A banda está em toda a programação de desfiles
e apresentações nos pavilhões da 15ª Oktoberfest.
Etapa do Proder
Cerca de 50 pessoas devem participar hoje e amanhã, no Hotel Beira-mar,
em Itapema, de seminário que se caracteriza como etapa final do Programa
de Emprego e Renda (Proder), criado pelo Sebrae/SC. Em 1998, o Proder vem
sendo desenvolvido em 127 municípios de Santa Catarina. Em Itapema,
o programa é coordenado por Nazareno Schmoeler, para quem a meta
é promover a melhoria das condições de vida da comunidade
através do aproveitamento das potencialidades do município.
Futuro dos TCs
Está agendado para o período de 13 a 16 deste mês,
no Castelmar Hotel, em Florianópolis, o 7º Congresso da Federação
Nacional das Entidades dos Servidores dos Tribunais de Contas. Com as inscrições
já abertas, o encontro tem como tema central "o futuro dos tribunais
de contas". Deve contar com a presença de 300 participantes
dos 32 TCs do país, entre ministros, conselheiros, auditores e servidores.
Está também confirmada a presença do ministro do Tribunal
de Contas da União (TCU) Linclon Magalhães. O conselheiro
do Tribunal de Contas de SC Salomão Ribas Júnior vai fazer
a palestra de abertura do encontro.
Soro antiofídico
Pelotão do Corpo de Bombeiros de Rio do Sul, recebe na sexta-feira
15 fracos de soro antiofídico, enviados pelo Instituto Butantã,
de São Paulo, que serão destinados ao Hospital Regional Alto
Vale. O soro, de acordo com o tenente Sérgio Murilo Melo, é
resultado da captura de cobras venenosas feito pelos bombeiros na região.
Ele acredita que, a partir de agora, ao invés de matar as serpentes,
a população acione a corporação para fazer a
captura.
Isenção de IPTU
A Secretaria de Finanças de Rio do Sul estará recebendo
até o dia 31 deste mês os pedidos de isenção
do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 1999. Poderão
se beneficiar pela lei aposentados, pensionistas e assalariados que recebam
até três salários. Também estão isentos
os clubes esportivos, sindicatos, entidades filantrópicas e os proprietários
de imóveis rurais localizados no perímetro urbano. Quem entregar
o pedido fora do prazo será beneficiado, mas terá de pagar
multa.
Curtas
Começa amanhã a Semana Científica de Arquitetura
e Urbanismo, no campus 2 da Univali, em Balneário Camboriú.
Vão ser discutidos assuntos relacionados ao setor e ao quadro atual
do mercado para os profissionais recém formados.
A Caixa Econômica Federal, agência central de Lages, está
divulgando nova linha de financiamentos para aquisição da
casa própria ou para construção de apartamentos (inclusive
na praia). Trata-se da Carta de Crédito Caixa, com juros de 10,5%
ao ano e menos exigências burocráticas.
A linha Caixa também contempla empresas, que, através de
convênios, podem oferecer esse tipo de financiamento a seus funcionários.
Mais informações na própria agência da CEF, no
setor de habitação.
O poeta Don Lorenzo, artistas plásticos Fábio Pasetti e
Davse Lorenzo continuam expondo suas obras no projeto Asas do Pensamento,
no Centro de Cultura (3ª avenida), em Balneário Camboriú.
A exposição vai até 17 de outubro e reunirá
esculturas, pinturas e poesias.
Nesta terça-feira, às 21 horas, volta a ser encenada no
Teatro Municipal Tamoio, em Lages, uma das peças de maior sucesso
no país nos últimos tempos: "O Analista de Bagé".
Ingressos antecipados custam R$ 10,00 e os adquiridos na hora do espetáculo,
R$ 15,00.
O escritor Álvaro Castro lançou semana passada, na Casa
da Cultura, em Itajaí, o romance regionalista "Blefo e Bamburro".
O Livro retrata aventuras dos garimpos amazônicos. Castro, que até
1981 morou em Santa Catarina, viveu por 11 anos no Amazonas e retornou este
ano ao Estado.
Termina hoje, na Univali, o prazo de inscrições para curso
de pós-graduação em unidade de terapia intensiva (UTI).
O público-alvo são enfermeiros. Mais informações
pelo telefone (047) 341-7534. |
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