..

P
A
Í
S







ESPECIAIS
Copa 98
Grandes Entrevistas
Cruz e Sousa
Joinville 147 anos
Festival de Dança
SERVIÇOS
AN Pergunta
AN Pesquisa
Como anunciar
Classificados

Assinatura
Mensagem
Calendário 1998

Calendário 1997
Chat
Loterias
INFO
Índice
Expediente
Institucional

Juízes querem teto
de salário para servidor

Assembléia no Rio aprovou a
adoção de ação contra governo

Rio - A assembléia-geral dos juízes federais aprovou ontem a adoção de uma medida judicial, ainda a ser definida, para pressionar os chefes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a estabelecer o teto salarial do funcionalismo público, como determina a emenda constitucional número 19. Os cerca de 120 juízes presentes à assembléia, que encerrou o 15º Encontro Nacional da categoria, no Rio, rejeitaram as propostas de greve e de operação-padrão.

Outra decisão do encontro foi a de publicar uma nota oficial na imprensa para explicar à população as razões do reajuste salarial determinado pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antônio de Pádua Ribeiro. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) tinha a proposta de impetrar um mandado de injunção no Supremo Tribunal Federal (STF) para forçar a edição da lei do teto salarial, mas o plenário considerou que a medida poderia ser inócua e deixou a questão em aberto. A Ajufe, com a ajuda de advogados, vai definir o instrumento legal a ser adotado.

"O mandado de injunção existe exatamente para obrigar o Legislativo a editar a lei complementar para regulamentar a Constituição, quando entende-se que houve omissão", explicou o presidente da Ajufe, Francisco Tourinho Neto. "Mas, desde que foi criado, o mandado de injunção não teve seu valor reconhecido na jurisprudência do STF".

A proposta de greve foi feita pelo juiz Artur César de Souza, da 1ª Vara Federal do Paraná, e obteve apenas nove votos favoráveis.

Confronto

Em Brasília, o ministro Octávio Gallotti, do STF, deu ontem um despacho no qual considerou "grave" a confirmação, pelo Conselho da Justiça Federal (CJF), de ato suspenso por ele na terça-feira. Dessa forma, o confronto entre a Justiça Federal e o STF chegou ao ponto mais crítico.

O despacho de Gallotti desautorizou publicamente o CJF e os 26 ministros do STJ que também apoiaram o ato do presidente do conselho, Antônio de Pádua Ribeiro, que, na semana passada, reajustou os vencimentos dos juízes federais retroativamente a janeiro, com base na remuneração dos ministros do STF. Na terça-feira, Gallotti havia concedido uma liminar suspendendo o ato de Ribeiro, que também é presidente do STJ. Ontem, menos de 24 horas depois de o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, reclamar da confirmação do ato pelo CJF, Gallotti deu uma nova liminar para suspender a decisão do conselho.


Governo estuda operação
de desarmamento no NE

Brasília - O governo está estudando a realização de uma operação de desarmamento em várias regiões do Nordeste, principalmente em Pernambuco, onde há possibilidade de conflito entre integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e fazendeiros. O assunto será discutido na próxima semana entre os ministros Renan Calheiros, da Justiça, e Raul Jungmann, de Política Fundiária, e o governador do Estado, Miguel Arraes.

Ontem, Calheiros determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito contra o líder do MST na região, Jaime Amorim, para apurar se ele cometeu crime de incitação à violência. "Os indícios são suficientes para se ter a certeza de que teremos uma ação penal na seqüência do inquérito policial", adiantou o ministro da Justiça, após o encontro com o vice-procurador da República, Haroldo Ferraz da Nóbrega e Jungmann.

"Jaime Amorim defendeu a luta armada como possibilidade, dependendo das circunstâncias", afirmou Calheiros, ao falar de entrevistas concedidas pelo líder do MST. Segundo Calheiros, as declarações de Amorim ocorrem quando a Comissão Pastoral da Terra (CPT) admite a redução do número de casos violência no campo e no momento em que o governo cumpre suas metas de reforma agrária. "Se o MST quer avanço, isso vai acontecer pela via democrática, até da pressão, jamais da luta armada, radicalizada", disse. "Não estamos preocupados apenas com a radicalidade do lado do MST", afirmou o ministro.

Segundo Calheiros, a Polícia Federal ainda não encontrou provas da formação de milícias armadas em Pernambuco. "A PF vai verificar se os fazendeiros estão contratando serviços das chamadas empresas de segurança", afirmou. "Se comprovado, determinarei a cassação do registro dessas empresas", antecipou.


Secretário da
Vigilância faz crítica a médico

São Paulo - A falsificação do Androcur teria sido descoberta mais cedo se os médicos tivessem acompanhado cuidadosamente o tratamento dos seus pacientes. Essa teoria foi defendida ontem pelo secretário da Vigilância Sanitária Federal, Gonzalo Vecina Neto. Vecina acredita que os médicos tiveram "uma falta de consideração com os seus pacientes", uma vez que passou despercebido o fato de que o remédio usado no tratamento do câncer de próstata não estava funcionando como deveria. "Os especialistas não percebem o que estão dando aos seus pacientes", criticou.

A solução para esse problema encontrada pelo secretário foi desenvolver um cadastro farmacovigilante. Esse banco de dados registrará dúvidas de médicos relacionadas aos remédios prescritos. "Esse sistema precisa começar já", afirmou Vecina.

Outro problema apontado por Vecina como uma brecha para a falsificação de medicamentos foi a falta de fiscalização nos laboratórios e distribuidoras. "Havia um programa de fiscalização que foi interrompido quando o governo parou de ajudar os Estados", informou. A descentralização da vigilância sanitária ocorreu em 1995. Desde então cabe aos municípios a fiscalização das empresas que participam do mercado farmacêutico.

Para Vecina, "a guerra fiscal estimula a falsificação". Ele estima que cerca de 25% a 30% do mercado farmacêutico correspondem a produtos vendidos sem notas fiscais. A fraude ocorre no repasse do remédio da indústria para o atacadista. "As distribuidoras são a parte mais turbulenta do mercado", acredita.


Atriz - Paula Thomaz, transferida para o Instituto Penal Romero Neto, em Niterói, no Grande Rio, começa agora a estudar propostas de trabalho que foram oferecidas pelos amigos, segundo seu advogado Plínio Cardoso de Menezes. Ela terá que decidir se quer trabalhar como secretária.

Remédios - A secretária de Saúde do Estado do Rio, Rosangela Bello, suspendeu ontem a venda de 24 lotes de medicamentos falsos ou impróprios, incluindo antibióticos, analgésicos e soluções ingetáveis. As amostras dos produtos foram recolhidas em vários Estados.

Ambiente - O Banco Mundial tem interesse em contribuir com projetos ambientais na América Latina, segundo Bob Schneider, coordenador dos programas ambientais da delegação do Banco Mundial em Brasília. Recuperação de florestas e áreas degradadas, além de redução de impactos ambientais, estão entre os itens.

Manchetes AN

Das últimas edições de País
Hospitais ameaçados pelo SUS
Programa fiscal sai até dia 20
ACM admite aumento de impostos
Governo deverá ajudar os Estados a cortar gastos
Malan nega taxação de capitais

Condenado

Rambo é
condenado a 65 anos

Ex-policial é culpado da morte de conferente em SP

Diadema, SP - O ex-policial militar Otávio Lourenço Gambra, o Rambo, foi condenado ontem a 65 anos, em regime fechado, pelo assassinato do conferente Mário José Josino, por três tentativas de homicídio e 12 atos de abuso de poder. Os crimes ocorreram em março do ano passado, durante bloqueios montados por Rambo e mais nove PMs na Favela Naval, em Diadema, na Grande São Paulo. Essa é a primeira condenação da Justiça comum no caso. O julgamento dos outros nove acusados está marcado para novembro.

Dos dez PMS apenas um não foi expulso da corporação e oito deles receberam condenação na Justiça Militar. A sentença foi lida pela juíza Cláudia Maria Carbonari de Faria, às 18h45. Rambo acompanhou todo o relato da sentença e, ao deixar a sala, algemado, para ser levado de volta ao Presídio Militar Romão Gomes, olhou para o promotor José Carlos Blat e para seu advogado, Gamalher Corrêa, balançou a cabeça em sinal de reprovação e chorou.

A defesa sustentava a tese de que Gambra não teve a intenção de matar o conferente. Os jurados, no entanto, entenderam que o crime foi intencional, como defendia o promotor. A juíza, em sua sentença de cinco laudas, enumerou os crimes praticados pelo ex-soldado nos bloqueios montados na Favela Naval, nos dias 3, 5 e 7, e disse que Rambo, usando de sua autoridade, deveria agir para garantir a ordem, mas usou de violência por causa de sua impunidade. "O policial militar, no exercício de suas funções, usou de tortura, abuso e de falso testemunho para a prática do delito". Disse, também a juíza, que o ex-policial militar, usando de violência nos bloqueios, espancou as vítimas, dando golpes até sola dos pés e nos órgãos genitais de uma vítima não identificada.

Segundo Blat, Gambra deverá ficar pelo menos 30 anos na cadeia, porque foi enquadrado na lei dos crimes hediondos. Além da pena de 65 anos na Justiça comum, Rambo vai cumprir, ainda, 3 anos e 8 meses aplicados pela Justiça Militar, por crimes de abuso de autoridade. Também em sua sentença, a juíza afirmou que num prazo de três anos ele não pode voltar ao trabalho, em nenhuma instituição do governo estadual.



Capa | Opinião | Economia | Política | País | Mundo | Polícia | Geral | Esporte | Fórmula 1 | Fórmula Indy | Alça de Mira | Informal | Moacir Pereira | Raul Sartóri | Espaço Virtual | Por Dentro da Rede | AN Brasília | Anexo | Crônicas | Cinema | AN Cidade | AN Informática | AN Veículos | AN Economia | AN Tevê | Copa 98 | Grandes Entrevistas | Cruz e Sousa | Joinville 147 anos | Festival de Dança | AN Pergunta | AN Pesquisa | Como anunciar | Classificados | Assinatura | Mensagem | Calendário 1998 | Calendário 1997 | Chat | Loterias | Índice | Expediente | Institucional
Copyright © 1996 A Notícia - Todos os direitos reservados - Telefone: 055-47 3431-9000 - Fax: 055-047 431 9100
Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - Caixa Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - Santa Catarina - BRASIL
           
..
. .