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Golpista deixa
carta para amigos

Ele promoveu um calote de
R$ 20 milhões em Concórdia

Concórdia - O sumiço do investidor Nélson Carpen, ocorrido no dia 28 de setembro, continua mexendo com a comunidade de Concórdia. O fechamento da empresa de Carpen, a BRDC Factoring, promoveu um calote calculado em R$ 20 milhões e lesou aproximadamente 1.500 pessoas.

O investidor não possuía autorização para recolher dinheiro entre seus clientes e dava como única garantia de que o dinheiro seria devolvida um cheque pré-datado. Uma carta deixada pelo empresário e descoberta nesta semana dá uma pista de como aconteceu o maior golpe financeiro da história do município.

A carta, escrita por Carpen e endereçada "aos amigos de pescaria", está sendo publicada hoje pelo maior jornal local de Concórdia. Na carta, Carpen tenta explicar o que aconteceu o pede desculpas aos amigos. O investidor alega inocência. "O resto dos meus dias carregarei esta mágoa e a tristeza, de saber que não poderei jamais fazer a única coisa que me divertia nos últimos tempos, que era pescar na companhia de vocês", escreveu Nélson Carpen.

Além de procurar a todo instante dizer que o calote nos credores foi uma fatalidade, Carpen também em nenhuma linha da carta endereçada aos amigos manifesta o desejo de um dia retornar para acertar as contas com os lesados pela BRDC Factoring. O texto deixa claro que Carpen tem a intenção de sumir para sempre. Outro detalhe interessante da carta é o fato de Carpen falar em vários momentos sobre Deus.

A carta divulgada hoje frustra os credores e a polícia em um aspecto. O texto escrito pelo investidor não deixa nenhuma evidência de onde ele está escondido. A polícia continua trabalhando com a hipótese de que o investidor esteja no exterior. Já alguns dos lesados pela BRDC, que eram amigos de Nélson Carpen, não duvidam de que ele esteja no Brasil, escondido num Estado do Nordeste.

Outra discussão sendo aberta neste momento. Na carta, Nélson Carpen assegura que foi à falência e por isso fugiu. Mas algumas ações do investidor antes da fuga indicam para a possibilidade de um golpe. Para os credores não faz muita diferença descobrir se Nélson Carpen é um desafortunado ou ladrão. Para a polícia, a determinação exata dos motivos que levaram o investidor a desaparecer pode ser a pista que faltava para a sua localização.

Enquanto Nélson Carpen não é localizado, os lesados pela BRDC Factoring tentam se recuperar. Muitas das pessoas que perderam dinheiro com o investidor eram aposentados que tentavam buscar um rendimento a mais das indenizações que receberam. Outros estavam se preparando para usar o dinheiro aplicado para reformar a casa, ou abrir um negócio próprio. Poucos têm esperança de receber de volta o que perderam, mesmo que Carpen venha a ser preso.


Advogado pede
revogação da prisão de delegado

Arlei Zimmermann

Joinville - O advogado de defesa do delegado Júlio César Machado de Souza, Adilson Caetano Buzzi, acredita que o juiz David Vieira Figueira, da Comarca de São Francisco do Sul, poderá revogar a prisão preventiva do delegado. Segundo Buzzi, agora que Júlio César está preso e que foi afastado de suas funções não tem como ele coagir as testemunhas que são seus funcionários, conforme entendeu o juiz.

O processo, de acordo com o promotor Mauri Viviane está em fase de ouvida de testemunhas. Na segunda-feira serão interrogadas as testemunhas de denúncia, e no decorrer da semana as testemunhas de defesa. Na quinta-feira o delegado Júlio César prestou depoimento. Conforme declarou, em nenhum momento presenciou a suposta tortura contra o preso Gilmar Bandeira.

De acordo com depoimento do delegado, o próprio preso revelou ter sido agredido dentro da viatura antes de chegar na delegacia. Disse, também, que não foi agredido pelos policiais Ademar David e Sérgio Murilo Villella, e sim pelo comissário Edevilton Leão.

No momento em que o preso foi apresentado na delegacia, conforme depoimento do delegado, estava em seu gabinete atendendo a imprensa. O juiz Figueira dos Santos já intimou o comissário Leão. "Vai ser feito um reconhecimento entre ele e a vítima", disse o promotor Viviane. Se for comprovado que realmente ele agrediu a suposta vítima, também poderá ser denunciado.

O promotor informou, ainda, que foi solicitada a prisão preventiva dos investigadores Ademar e Sérgio, porque ambos respondem a processos crimes na Comarca de São Francisco do Sul. Sérgio responde a sete e Ademar a 4 processos. A justiça também solicitou à Corregedoria da Polícia Civil, os antecedentes administrativos dos policiais envol vidos no caso. "Existe irregularidades contra o investigador Sérgio", disse, o promotor, preferindo não comentar o tipo de irregularidade.

Mauri Viviane informou, também, que a prisão preventiva do delegado foi decretada por ele ter praticado o crime de coação no curso do processo.


Comerciante
tenta passar notas falsas

Concórdia - O comerciante Ahmad Hussein Ahmad Muhemmad, mais conhecido em Concórdia pelo nome de "Tio Armandinho", foi preso em flagrante quando tentava depositar na agência do Besc seis notas de R$ 50,00 falsas.

"Tio Armandinho" foi levado para a delegacia e não conseguiu explicar como havia conseguido as notas. Também foi indiciado o comerciante Ibraíno Broetto, companheiro de negócios de Ahmad Muhemmad. "Tio Armandinho" está preso no Presídio Regional de Concórdia e Broetto responderá processo em liberdade.

Logo após ser detido no Besc, "Tio Armandinho" disse que recebeu as notas falsas da Copérdia, maior cooperativa de Concórdia. Quando a polícia foi checar a informação descobriu que a Copérdia havia feito um pagamento ao comerciante de R$ 295,00 e não de R$ 300,00.

A Copérdia também provou que Ahmad Muhemmad havia trocado na terça-feira pela manhã um cheque seu, que estava em poder da cooperativa, por dez notas falsas de R$ 50,00. Para complicar a situação, o comerciante ainda trocou uma nota falsa de R$ 100,00 por duas verdadeiras de R$ 50,00 no supermercado da Copérdia.

De acordo com as análises da polícia, as notas falsificadas eram muito semelhantes às verdadeiras. Por isso ninguém percebeu num primeiro momento o golpe. "Tio Armandinho" já foi um dos maiores comerciantes de Concórdia. Hoje, ele possui negócios somente em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Em Concórdia, Ahmad Muhemmad fazia apenas a compra e venda de alimentos em pequena escala.

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Assalto

Carro usado
em assalto é devolvido

Joinville - A Caminhonete F.1000 AGO-5430, Curitiba, usada no roubo do Banco do Brasil do distrito de Pirabeiraba, na tarde de quarta-feira e também tomada em assalto na capital paranaense na terça-feira, foi entregue ao seu proprietário na manhã de ontem. Conforme a vítima Mário da Cruz, o assalto foi praticado por dois homens armados com pistolas.

Ele contou a responsável pela Delegacia de Polícia de Pirabeiraba, Sônia Ferreira, que estava embarcando no veículo na rua Marechal Floriano, em Curitiba, por volta das 21 horas, quando foi abordado pelos desconhecidos. "Eles perguntaram se estava tudo bem comigo e em seguida anunciaram o assalto", revelou, Mário. Ele disse que foi obrigado a entregar a direção do veículo para um dos assaltantes, sentando entre os outros dois.

Ao chegar nas proximidades do terminal de ônibus, no centro, desesperado e com medo de ser assassinado, começou a gritar. "Foi quando um deles apontou a arma em direção a minha boca. Pensando que ele iria disparar, segurei o cano da pistola. Para o meu azar, os dois me agrediram com coronhadas", disse, Mário da Cruz, ainda machucado.

Depois de ser agredido, ele desferiu um pontapé no volante, se jogando do carro. Enquanto isto, os assaltantes fugiram. Conforme revelou a vítima, foi socorrido por populares e conduzido ao pronto-socorro. A sorte dele, de acordo com a policial Sônia Ferreira, é que o carro foi abandonado pelos homens que praticaram o assalto contra o Banco do Brasil. Ela ainda não sabe se os assaltantes do banco são os mesmos que assaltaram Mário da Cruz.



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