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Classe A, da Mercedes, será brasileiro em 99 mas poderá
ser visto no Anhembi |
Salão do Automóvel
Conheça as estrelas
que vão brilhar no Anhembi
Luís Meneghim
Editor do AN Veículos
O Salão do Automóvel, que acontece de 29 de outubro a
8 de novembro, em São Paulo, promete transforma-se numa grande vitrine
da indústria automobilística nacional. Mais de 300 modelos,
de quase 30 marcas, serão exibidos ao público. AN Veículos
antecipa as principais novidades.
Entre as montadoras nacionais, a Fiat reservou para o público
uma surpresa: a nova picape Strada, construída sobre a plataforma
do Palio. Vai mostrar também a perua Marea Weekend com motor turbo
e o Fiat Bravo, que começa a ser importado em janeiro. A Volkswagen
tem como principal atração o New Beetle, o novo Fusca, com
design inovador , mais seguro e equipado. Exibe também o Golf , que
foi reestilizado e será fabricado no Paraná.
A Ford aproveita para mostrar diversas atrações entre
novos modelos, carros-conceito e esportivos comercializados nos Estados
Unidos e Europa: o Mercury Cougar e Ford Puma, o novo Mondeo V6, os protótipos
Ford Libre e picape Courier F1, além da nova Explorer Limited, versão
sofisticada do utilitário esportivo equipada com motor V8 de 5.0
litros.
O novo Omega, importado da Austrália, equipado com motor V6 de
3.8 litros, será uma das principais novidades da marca Chevrolet.
O público também poderá ver no seu estande o recém-lançado
Astra, agora fabricado em São Caetano do Sul.
Duas das atrações da Renault serão o Twingo 2,
versão reestilizada do subcompacto francês e a van Grand Espace.
A Peugeot tem como principal novidade o novo 206, que começa a ser
importado no início do ano e, posteriormente, será produzido
na unidade de Porto Real (RJ). A marca apresenta ainda a furgoneta Partner.
A francesa Citröen reserva como surpresa a perua Xsara Break e
a BMW mostra a nova geração da Série 3. Divindo o estande
com a montadora, a Land Rover vai apresentar o utilitário esportivo
Freelander. A sueca Volvo vai exibir o cupê C70, a perua "off-road"
de luxo V70 XC Cross Country 4 x 4 e o S80, disponível com motores
aspirado e turbo.
Um dos maiores espaços no salão é da Mercedes-Benz,
que além de mostrar toda a sua gama de automóveis promete
fazer a " avant-première" do novo Classe S e do jipão
430, da Classe M, versão equipada com motor V8 . O compacto Classe
A, que começa a ser produzido no final do ano, será também
uma das estrelas da marca alemã. O modelo tem previsão de
ser comercializado no Brasil em junho de 99.
A Mazda apresenta no Anhembi uma série de modelos inéditos
no mercado nacional, entre os quais a perua 626, o esportivo MX5, o Xedos
9, o new Protegé e o hatch 323. Outra marca oriental - a Suzuki
- visando reforçar a sua imagem no segmento de jipes compactos, apresentará
o Jimny Wide, um utilitário esportivo de pequeno porte. A Asia Motors
vai marcar presença com seis modelos, todos da linha Towner, além
de um novo produto: o Galloper, um 4 x 4 que anteriormente era comercializado
pela Hyundai. Dois minicarros - Daewoo Matiz e o japonês Daihatsu
Sirion - também serão mostrados ao público brasileiro
no Anhembi.
Para os amantes da esportividade, a Ferrari exibe a 456M, com preço
estimado em US$ 470 mil e a Chrysler o Prowler 98, com design original
e ousado, mas apenas como atração já que o carro não
deverá ser comercializado no Brasil. Outra novidade superesportiva:
a Maseratti Coupé, recém-exibida no Salão de Paris,
que atinge os 290 Km/h.
Salão do Automóvel
- Data: de 29 de outubro a 8 de novembro
- Local: pavilhão do Anhembi,
em São Paulo
- Horário: de terça
a sexta-feira das 14 às 22 horas; sábados, domingos e feriados,
das 13 às 22 horas.
- Ingressos: crianças até
5 anos não pagam; de 5 a 12 anos, R$ 10,00; adultos, R$ 15,00
Frontier tem força
e conforto de sobra
Utilitário Nissan
vem equipado com
motor 3.2 litros e opção para tração 4 x 4
Luiz Arthur Peres
Especial para AN Veículos
A robustez de um motor diesel 3.2 litros mesclada com o conforto de uma
suspensão macia e o tempero de um desenho imponente. Esta é
a receita da Nissan Frontier para tentar botar na caçamba uma fatia
do próspero mercado interno de pick-ups médias. Logo de cara,
o que mais chama atenção é o design agressivo da dianteira,
com vastos cromados que tomam conta da grade e da parte superior do pára-choque.
Os grandes pneus de uso misto e os estribos laterais, que ajudam no acesso
ao interior, completam a explicitação da imagem de virilidade,
característica das pick-ups médias. A traseira, porém,
segue a mesmice que toma conta do segmento e exibe lanternas verticais nos
cantos da caçamba.
No Brasil, a Frontier só é vendida na versão cabine
dupla, o que limita a utilização como carro de carga, mesmo
que seja para uso nos fins de semana. O chassi é o mesmo da versão
com cabine simples, o que significa que o banco traseiro rouba espaço
da caçamba que, com apenas 1,39 m X 1,39 m, não tem lugar
nem para uma moto ou um jet ski. E mesmo quem precisa de um carro para serviços
que permita o transporte de pessoal e bagagem esbarra no preço salgado
do modelo: US$ 34.620, cerca de R$ 40.851 - uma S10 4X4 diesel cabine dupla
sai por R$ 29.950 e tem caçamba no mínimo oito cm mais longa.
Motoristas que precisam de um 4X4 sem pretensões radicais, mas
com bom nível de conforto, ou então aqueles que querem simplesmente
usar o carro como um símbolo de status, encontram abrigo na versão
Luxo da Nissan, a US$ 37.581, cerca de US$ 44.345. É nela que os
chamados aventureiros urbanos, influenciados pela moda de desfilar de pick-up
importada dos Estados Unidos, se sentem mais à vontade.
Equipamentos
Além dos cromados externos - na versão simples eles são
trocados pelo preto -, a top de linha traz um melhor acabamento interno.
Ganha um volante menor com três raios, de tamanho semelhante ao adotado
em automóveis de passeio, e um console entre os bancos dianteiros
com apoio de braços e porta-trecos. O pacote de equipamentos, que
inclui direção hidráulica e ar condicionado, é
reforçado com o trio elétrico e o toca-fitas. Apesar do incremento
no conforto, o espaço no banco traseiro é tão restrito
quanto na versão básica. A motorização é
a mesma nas duas versões: quatro cilindros diesel com 3.2 litros,
103 cv e 21,6 kgf.m de torque, que prima pela robustez. Apesar de ser o
mais potente propulsor aspirado movido por este combustível no mercado
brasileiro, o motor da Frontier leva o modelo a tímidos 145 km/h.
De qualquer maneira, é um número condizente com este tipo
de veículo, que não foi concebido para trafegar em altas velocidades.
Por outro lado, o modelo dotado com tração 4X4 tem alguma
pretensão fora-de-estrada. Para este tipo de missão, a Frontier
foi equipada também com tração reduzida, que multiplica
o torque do modelo em baixas rotações, e com diferencial de
escorregamento limitado, que transmite o torque para a roda de maior tração,
sempre que outra começa a patinar. Na verdade, o sistema bloqueia
o trabalho do diferencial, que é fazer, nas curvas, a roda de dentro
girar menos que a de fora, para que o pneu não arraste desnecessariamente.
Em condições normais, sempre que uma roda gira em falso, a
outra para de tracionar. Com este sistema, a roda que tem atrito com o solo
não pára de girar.
Comodidade é idêntica
à de um carro de passeio
As virtudes que mais chamam atenção ao se dirigir a Frontier
luxo são aquelas que colaboram para aumentar a comodidade do motorista.
A primeira boa impressão surge na confortável posição
de dirigir. O banco só possui as regulagens básicas. Porém,
a altura baixa do assento, a correta posição dos pedais e
o volante - menor que normalmente os encontrados em pick-ups médias
- lembram as acomodações de um carro de passeio. É
claro que com uma visão superior do trânsito ao redor. Além
de ter um tamanho bom, o volante é respaldado por uma direção
hidráulica bem calibrada e bom jogo, que facilita as manobras em
estacionamentos.
No trânsito urbano, o motorista se surpreende com a suavidade do
câmbio mecânico e com a maciez da suspensão, que conspiram
para aumentar a comodidade de quem assume os comandos da Frontier. Não
falta conforto, mas os mais apressadinhos podem reclamar de falta de fôlego.
Para um carro diesel aspirado, a pick-up tem desempenho razoável.
Porém, diante dos novos motores diesel turbinados disponíveis
no mercado, como da S10 e Ranger, a Frontier exibe pouca elasticidade, o
que se reflete em arrancadas e retomadas pouco vigorosas. Esportividade,
no entanto, realmente nem é a proposta deste tipo de carro. Por isso,
o ideal é manter com a pick-up uma velocidade de cruzeiro de 110
km/h. Acima disso, o carro tende a flutuar. Mas mesmo assim, se mantém
silencioso para um carro diesel e não chega a assustar na hora de
reabastecer. O modelo testado em mais de mil quilômetros fez a média
de 7,9 km/l. (LAP)
Uma opção
Bravo será vendido inicialmente na versão hatch de
três portas. Em 99, chega a versão esportiva com motor 2.0
de 20 válvulas |
Fiat Bravo
Sucessor do Tipo importado
da Itália começa a ser vendido no final do ano com motor 1.6
16V
Luís Meneghim
Editor do AN Veículos
Um novo italiano promete agitar o segmento dos médio-compactos.
A Fiat confirmou que vai importar o Bravo, modelo lançado há
três anos naquele mercado para substituir o Tipo. O carro será
comercializado aqui apenas na versão SX, com motor 1.6 de 16 válvulvas,
o mesmo que equipa o Palio. Antes de começar a ser vendido, em dezembro,
o Bravo faz a sua estréia pública no Salão do Automóvel,
em São Paulo, no final de outubro. O preço básico do
Bravo ainda não foi divulgado mas deverá ficar em torno de
R$ 23.000,00.
A decisão da Fiat ao importar o Bravo é concorrer com os
novos Golf e Astra, além do Ford Escort e Renault Mégane.
O modelo, na versão hatch com carroceria três portas, contraria
a tendência do mercado brasileiro. Mas a marca aposta num comprador
de perfil mais jovem. Na Italia existe também o Brava, versão
de cinco portas, com porta-malas mais proeminente, que não será
importado pela Fiat.
O Bravo é um carro de concepção moderna, apesar
de ter sido lançado antes do Marea, com o qual mantém grande
semelhança, principalmente na dianteira. Sua característica
mais positiva é o amplo espaço interno. O motor 1.6 multivalvulado
gera 103 cavalos ( a 5.700 rpm) faz o carro chegar aos 184 Km/h de velocidade
máxima. Atualmente, o modelo é produzido na fábrica
de Cassino, nas proximidades de Roma, juntamente com a versão HGT,
que utiliza o motor de cinco cilindros do Marea brasileiro - 2.0 de 20 válvulas
e 142 cv. Esta versão, mais esportiva, chega ao mercado brasileiro
no início do próximo ano.
Para ser vendido aqui, o Bravo passou por uma "tropicalização".
A engenharia da Fiat mudou a injeção eletrônica por
causa da mistura gasolina/álcool presente no nosso combustível.
A suspensão foi reforçada para enfrentar as estradas brasileiras
e , por dentro, o carro recebeu forração diferente para melhorar
o isolamento acústico. Também a relação de marchas
foi alterada: ficou mais curta para garantir maior eficiência na distribuição
do torque no sobe-desce da geografia brasileira.
Mas por fora o Bravo é praticamente idêntico ao modelo comercializado
na Itália. Do ponto de vista de estilo, o carro parece um Marea "encolhido".
O conjunto ótico e a grade são quase idênticos. Em nada
lembra o antigo Tipo, um dos maiores sucessos de venda da Fiat no Brasil
durante os anos 94 e 96.
Carro do ano
Cinco modelos disputam eleição
feita por jornalistas especializados
O título de "Carro do Ano", um dos mais prestigiados
da indústria automotiva, vai ser disputado por cinco modelos. Os
finalistas - Citröen Xsara, Fiat Marea, Ford Escort, Honda Civic e
Renault Mégane - foram apontados por 36 jornalistas especializados
convidados pela revista "AutoEsporte".
A votação envolve profissionais de todo o Brasil, além
de representantes do Mercosul. Numa primeira etapa, os jornalistas escolhem
previamente cinco finalistas, entre os vários modelos concorrentes
que preenchem os requisitos do concurso. Posteriormente, cada um dos jurados
recebe uma planilha com 10 itens para avaliar individualmente cada modelo.
Para cada um dos itens são atribuídos pontos de 1 a 5. O título
de "Carro do Ano" fica com o modelo que obtiver a maior soma de
pontos.
Os itens avaliados pelos jurados são os seguintes: motor/transmissão,
consumo, desempenho, comportamento dinâmico, inovação
tecnológica, segurança, estilo, conforto e conveniência,
adequação ao mercado e custo-benefício. Realizada desde
1966, a promoção da "AutoEsporte" teve como vencedor,
no ano passado, o Ford Ka, que bateu os concorrentes Fiat Palio, Polo Classic,
Ford Escort e Peugeot 306.
O "Carro do Ano" é o título mais cobiçado
pelas montadoras nacionais. A votação dos jornalistas especializados
em automóveis prestigia a marca vencedora que acaba transformando
o título em instrumento de marketing. Este ano a disputa promete
ser acirrada. Há modelos concorrentes recém-lançados
no mercado e outros que incorporam alta tecnologia. O vencedor será
apontado em dezembro, quando o corpo de jurados se reúne, em São
Paulo, para a votação final. (L.M.)

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Nacionais |
Carro brasileiro enfrenta era da globalização
Apesar de serem considerados
nacionais, modelos produzidos com selo "Made in Brazil" ainda
trazem muitos componentes importados
Luiz Arthur Peres
Especial para AN Veículos
Nos últimos anos, várias novas montadoras resolveram se
instalar no Brasil, o que promete transformar em breve o país no
maior celeiro de marcas de automóveis do mundo, com 14 delas. Com
esta invasão de novas linhas de montagem, muitos dos modelos, que
até então eram importados, passam a receber o selo "made
in Brazil". Apesar de ostentarem o status de carros nacionais, a maioria
dos veículos que estão debutando agora ainda não conseguem
disfarçar o sotaque estrangeiro. É o caso de modelos como
o Toyota Corolla, Honda Civic, Fiat Marea, Land Rover 110, Mitsubishi L200
e Chevrolet Astra, que têm de 15% a 80% das suas peças fabricadas
no exterior.
Na maior parte das vezes, os componentes mais importantes que ainda vêm
dos países de origem são motores e transmissões. Uma
das exceções à regra é a pick-up 110 da inglesa
Land Rover, justamente a lanterninha em termos de índice de nacionalização:
os parcos 20% de contribuição tupiniquim praticamente se restringem
ao propulsor diesel Maxxion 2.5 litros com 111 cv. A Land Rover, que pertence
ao grupo BMW, pretende chegar aos 60% em quatro anos - o mínimo exigido
pelo novo regime automotivo brasileiro para que a empresa esteja definitivamente
habilitada a se beneficiar das regalias concedidas pelo governo.
Neste ponto, o Honda Civic é o que está mais próximo
de atender às exigências. Como foi a primeira fábrica
da nova safra a se instalar por aqui, a marca nipônica já chegou
aos 58% de nacionalização. Na prática, isso significa
que a estamparia, que era importada, passou a ser feita aqui também.
A Honda espera que este índice, que já foi de 40% na época
da inauguração da unidade de Indaiatuba, São Paulo,
em junho, chegue aos 90% até o primeiro trimestre do ano que vem.
Por enquanto, todo o trem de força - propulsor e câmbio - do
Civic ainda são nipônicos.
O Japão também é o fornecedor de 53% dos componentes
do Toyota Corolla, que acaba de estrear no mercado brasileiro. Novamente,
motor e transmissão são estrangeiros. De origem tupiniquim,
o sedã japonês usa itens menos importantes, como o conjunto
ótico e parte dos chicotes elétricos. As peças estampadas
vêm desmontadas e recebem soldas e pintura aqui.
Regalia
Mas a Toyota também está de olho nos benefícios
oferecidos pelo governo e quer chegar aos 60% de nacionalização
já em 99. Apesar de não ter aderido ao regime automotivo,
a montadora precisa deste índice para poder exportar para o Mercosul,
um dos seus principais objetivos, com regalias fiscais. Exportar para os
países do Cone Sul também está nos planos da Mitsubishi,
com a recém-lançada pick-up L200, que chega com 50% de peças
nacionais, como pára-choques, caçamba e cabine. Porém,
a marca prefere não divulgar projeções. "Existe
um programa contínuo de nacionalização, que leva em
conta estudos de logística e viabilidade econômica", explica
Luiz Rodsenfeld, diretor técnico da MMC, representante da Mitsubishi
no Brasil.
A grande presença de componentes estrangeiros em novos carros
não é privilégio de marcas estrangeiras. O Chevrolet
Astra está chegando ao mercado este mês com 85% de nacionalização,
que devem subir para 90% até o primeiro trimestre de 99. Porém,
o Marea lançado em maio pela Fiat, outra veterana do mercado brasileiro
- produz aqui desde 1976 - chegou às lojas com índice de apenas
35% de nacionalização. E não só tem motor e
transmissão importados, como é quase regra nos últimos
lançamentos da nova safra de montadoras, como não pretende
nacionalizar estes componentes feitos na Itália. "O volume de
carros vendidos no Brasil não justifica o alto investimento em uma
nova linha de montagem de motores", explica Carlos Henrique, assessor
técnico da Fiat. De qualquer maneira, a estamparia do Marea é
100% brasileira.
Setor de autopeças sofre com a crise
Enquanto os novos lançamentos automotivos ainda trazem muitos
componentes importados, a indústria de autopeças instalada
no Brasil reclama da crise. O faturamento esperado para este ano pelo Sindipeças,
que era no início do ano de pessimistas US$ 15 bilhões, -
em 97 foi de US$ 16,5 bilhões - caiu para US$ 14,5 bilhões,
uma queda de mais de 12% em relação ao ano passado.
Com isso, o emprego no setor, que no ano passado era de 186 mil postos
de trabalho, deve ficar abaixo dos 174 mil previstos para 98 se a crise
continuar. "O perigo é que as empresas, assustadas com a produção
de veículos em queda, demitam ainda mais para se readequarem ao novo
patamar de produção", prevê pessimista Paulo Butori,
presidente do Sindipeças.
E parece que nem exportações em ritmo crescente podem resolver
os problemas das empresas que ainda não ingressaram no mercado externo.
"O tempo de maturação para iniciar a exportação
é de cerca de dois anos" calcula Feres Macul, da Sachs. |
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