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Consumo catarinense
Dez principais municípios
de Santa Catarina têm potencial de consumo de US$ 8,5 milhões,
segundo estimativa da Target
Claudio Loetz
Joinville - Os dez principais municípios de Santa Catarina têm
potencial de consumo de US$ 8,5 bilhões ao ano. O consumo em todo
o Brasil alcança a US$ 503,3 bilhões. A presença catarinense
equivale a 1,68% do total. O índice é superior à participação
da população das dez cidades no conjunto do País -
estimada em 1,822 milhões de habitantes, representando 1,09% do conjunto
nacional.
Joinville ultrapassou Florianópolis em potencial de consumo e
lidera o ranking estadual em 1998, com 0,38403% da participação
nacional. Joinville gasta US$ 1,93 bilhão anuais, conforme apurou
a Target Pesquisas e Serviços de Marketing Ltda., de São Paulo.
Em 97, Florianópolis contribuía com 0,37711% e Joinville com
0,36615%. O consumo per capita é de US$ 4.903,94 no ambiente urbano;
e US$ 2.247,18 na área rural. Joinville tem 90% da população
alfabetizada.
A inversão de posição com Florianópolis
sinaliza na direção de crescimento dos mercados joinvilenses
e indica diminuição do poder de compra por parte dos moradores
florianopolitanos. A transformação - em curso - do modelo
econômico de Joinville, de industrial para um misto de industrial/prestador
de serviços, com a consolidação de empreendimentos
como os shoppings centers explicam, em parte, o fato.
Do lado de Florianópolis, o encolhimento do consumo se traduz
pela excessiva dependência do funcionalismo público. No último
ano, a categoria perdeu poder aquisitivo em decorrência das políticas
governamentais - tanto federal, como estadual para o segmento.
Em Joinville, a alimentação no domicílio consome
US$ 325,83 milhões por ano. Manutenção no lar vem a
seguir, com despesas de US$ 247,37 milhões anuais. A terceira prioridade
de consumo por parte do povo joinvilense é transportes urbanos, com
US$ 82,19 milhões.
Prova de crescimento do setor terciário na cidade é o
consumo de US$ 79 milhões em alimentação fora de casa.
É o que explica o incremento de restaurantes e lanchonetes dos mais
diferentes tipos e destinados aos mais variados clientes.
Entre as dez maiores cidades listadas, também houve alteração
no ranking na última colocação: Balneário Camboriú
assumiu o lugar que pertencia a Tubarão. Permanecem inalteradas as
posições que vão do terceira ao oitavo lugar. Aparecem,
pela ordem, Blumenau, São José, Criciúma, Itajaí,
Lages, Chapecó e Jaraguá do Sul.
Para calcular o potencial de cada município, A Target considerou
a população - urbana e rural - e o consumo per capita, relacionando-os
a 20 itens de consumo específicos e um genérico. Os moradores
foram divididos em sete classes sócio-econômicas - A1, A2,
B1, B2, C, D e E.
Brasil
O consumo per capita urbano no Brasil é de US$ 3.725,15 anuais
e o rural fica em US$ 996,28, quase quatro vezes menor. Em Joinville, a
principal cidade de Santa Catarina, o valor é maior. Chega a US$
4.093,94 na área urbana; e é de US$ 2.247,18 nas localidades
rurais. O consumo total no País passa dos US$ 500 bilhões
anuais. Nas regiões urbanas, concentram-se US$ 466 bilhões
a serem gastos; na rural, as despesas chegam a US$ 35,2 bilhões.
A pesquisa da Target considera população de 161 milhões,
moradores de 40.848.775 domicílios. Calcula em 67,5% a taxa de alfabetização.
Livros e material escolar movimentam US$ 3 bilhões e artigos de limpeza
respondem por outros US$ 4,1 bilhões. São os fatores menos
significativos do conjunto de dispêndios.
A despesa mais elevada continua sendo com comida: US$ 167 bilhões
devem ser gastos com alimentação em casa e fora dela. A manutenção
do lar consome US$ 77 bilhões este ano. Outros US$ 43 bilhões
são dispendidos em gastos com medicamentos, higiene e cuidados pessoais
e demais despesas médicas, somados. Em transportes urbanos - passagens
de ônibus, táxis, metrôs - o brasileiro gasta US$ 25,7
bilhões este ano.
Os montantes em consumo de eletrodomésticos e equipamentos; e
de vestuário e confecções é semelhante: em 98,
as despesas somam US$ 16,6 bilhões e US$ 16 bilhões, respectivamente.
A partir dos dados do levantamento da Target, infere-se que fumo e bebidas,
somados, consomem US$ 17,7 bilhões. Comparando: em recreação
e cultura, o brasileiro gasta US$ US$ 9,8 bilhões; e outros US$ 8,9
bilhões em viagens.
Perspectivas de
movimentação econômica
no Vale variam entre
R$ 18,1 e R$ 25,4 milhões
Oktoberfest movimenta economia
no Vale Desempenho deve ser influenciado pelo segundo turno nos principais
pólos emissores de turistas
Gilberto Viegas
Blumenau - Dois cenários são usados para as projeções
dos recursos que a Oktoberfest vai trazer para o Vale do Itajaí.
O mais otimista conta com a ocupação média de 70% da
capacidade de hospedagem de Blumenau e Balneário Camboriú,
equivalente à presença diária de 17.500 turistas. Baseado
nesse número, o presidente da Fundação Promotora de
Eventos de Blumenau (Proeb), Francisco Canola, conta com o ingresso de R$
25,4 milhões na economia regional. Isso estimando que cada visitante
disponha de R$ 100,00 para gastar a cada dia de permanência.
Mas há a possibilidade do mau tempo e dos efeitos das últimas
medidas econômicas atrapalharem. Pesa ainda o segundo turno, dia 25,
na eleição para governador em São Paulo, Rio Grande
do Sul e Minas Gerais. Mais significativos pólos emissores de visitantes
para Santa Catarina nesse período. Com isso, a última semana
das promoções fica ameaçada. Canola considera estes
aspectos no cenário mais negativo, que conta com ocupação
de 50% dos leitos disponíveis no parque hoteleiro nos 18 dias de
promoção. Com isso, a entrada de dinheiro novo no Vale seria
de R$ 18,1 milhões.
Esses cálculos do presidente da Proeb não incluem, porém,
uma movimentação paralela que a Oktoberfest proporciona. O
Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) é um exemplo clássico.
De acordo com o gerente administrativo Valmir Antônio Zanetti, a instituição
vai aplicar perto de R$ 200 mil para operacionalizar o atendimento de caixas
na Proeb (para venda de ingressos e tíquetes de bebidas e alimentação).
Desse dinheiro, R$ 80 mil vão pagar 200 funcionários temporários
para atender os visitantes da festa de Blumenau. O banco também vai
patrocinar o circuito interno de televisão que funcionará
para apoio da segurança nos pavilhões, serviço com
custo orçado em R$ 12 mil.
Poder de compra
A Oktoberfest, assim como todas festas de outubro, assinala o presidente
da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau, Arno Buerger Filho,
tem o mérito de incrementar indiretamente os negócios do varejo.
"Dificilmente um turista vai comprar roupas ou produtos de uso permanente
na cidade que visita", observa. Mas em compensação, o
dinheiro que ele deixa faz com que os nativos tenham seu poder de compra
ampliado.
Disso não há dúvida. Basta pegar o exemplo da Havan,
grande loja de atacado e varejo de Brusque. Lá, a assessora de marketing
Cristina Sapata afirma que nas semanas das festas, as vendas crescem em
média 20%. É uma alta expressiva, considerando a demanda regular
da loja com 470 funcionários, que tem 35 mil metros quadrados de
área comercial onde oferece mais de 80 mil produtos.
Comércio
Também espera aquecimento nas vendas a administração
do Shopping Neumarkt, em Blumenau. O superintendente Heine Withoeft lembra
que o empreendimento foi inaugurado num mês de outubro já por
causa da Oktoberfest, e que a promoção é esperada pelos
156 lojistas com a mesma expectativa que desperta o Natal. Normalmente,
o Neumarkt atrai a cada domingo 19 mil compradores potenciais. Nos dias
úteis o movimento médio de público é de 25 mil
pessoas e aos sábados de 37 mil. Durante a promoção,
assinala Withoeft, não há como precisar em quanto esse fluxo
aumentará, "mas que será maior, disso não temos
dúvida".
Também informa que cresce a atividade econômica local o
gerente geral da principal agência do Banco do Brasil em Blumenau,
Hugo Domingues. "O volume de transações financeiras sobe
mais de 30%, incluindo o atendimento de clientes tradicionais e de outras
cidades e Estados", diz.
Mercado publicitário enfrenta
retração com festa de outubro
Blumenau Se hotéis, bares, restaurantes e mais uma gama
de prestadores de serviços terão ganhos com a Oktoberfest,
o mesmo não se pode dizer do mercado publicitário. Pelo menos
não neste ano. O vice-presidente da Associação Catarinense
de Emissoras de Rádio e Televisão, Carlos Alberto Ross, afirma
que as veiculações que estão sendo feitas são
na maioria espaços de saldos de permutas de 1997. "Infelizmente,
para o nosso segmento, as festas de outubro já não são
mais as mesmas."
Houve um tempo em que a Oktoberfest - principalmente - serviu de palco
para um dos rounds da guerra entre a Antarctica e a Brahma. Os presidentes
das cervejarias vinham a Blumenau, com pompa, trazendo a tiracolo seus homens
de marketing, do porte de Washington Olivetto e Justus Fischer. Anunciavam
o investimento feitos na mídia e tornavam a festa assunto em veículos
como a Veja e na própria Globo, com repetidas entradas ao vivo em
horário nobre.
Até mesmo empresas catarinenses usavam a Oktoberfest e as outras
promoções como trampolim para massificação de
seus produtos. A Ceval, por exemplo, tinha uma importante participação
na divulgação casada. Teve um ano que fez até uma campanha
no programa do Faustão, com distribuição de prêmios
e dezenas de viagens para Blumenau. Hoje a Ceval é controlada pela
multinacional Bunge e mudou sua estratégia, que acabou por excluir
as festas de outubro de seu foco de investimentos em publicidade.
Investimentos
Será que as festas de outubro não são mais importantes
para as cervejarias? Porque então elas reduziram os investimentos
nas promoções, especialmente os de mídia? A essas indagações
a publicitária Raquel Pellizzoni, professora colaboradora do curso
de Comunicação Social da Furb diz que há duas respostas.
A primeira é que todo investimento pesado feito no passado em marketing
na Oktoberfest e nas demais festas que integram o calendário catarinense
de outubro, conseguiram fixar as marcas das cervejarias, que era o objetivo
principal. Hoje, explica, as empresas apenas aplicam o necessário
para a sustentação, enquanto se voltam para outras estratégias.
Entre essas, assinala, consta a festa de Barretos, de peão boiadeiro,
no interior de São Paulo, que neste ano foi alvo de disputa dos fabricantes
de cerveja no Brasil. A mudança, avalia Raquel, foi motivada pela
concentração de público que essa promoção,
assim como das festas típicas de Parintins, no Amazonas, conseguem
obter. Outro fator importante, acrescenta, é que esses eventos são
basicamente direcionados a jovens. "Bem ao contrário das nossas
festas, que nos últimos anos fizeram um trabalho para tornaram-se
familiares."(UW)
Camboriú recebe
120 mil turistas
Movimentação
econômica na Marejada deverá chegar a R$ 1 mi durante os dias
da .festa, calculam organizadores
Balneário Camboriú - A cidade espera uma visitação
superior a 120 mil turistas durante os 17 dias das festas de outubro em
Santa Catarina. Os hotéis estão com lotação
média de 80%. Na sexta-feira, em um período de dez horas,
conforme dados da Secretaria de Turismo, chegaram a Balneário Camboriú
80 ônibus de excursão, totalizando 2,9 mil pessoas.
Esses números não contam, por exemplo, as pessoas que
preferem viajar em carro próprio ou de ônibus de linha. Esses
turistas representam 75% do total de pessoas que chegam à cidade
na época. Mais de 40 vôos extras já estão confirmados
para o aeroporto de Navegantes durante o período de festas.
Os organizadores da 12ª Marejada - Festa Portuguesa e do Pescado,
em Itajaí, trabalham com uma movimentação econômica
de R$ 1 milhão nos 17 dias de festa, dentro do Centro de Promoções
Itajaí-tur, onde é realizado o evento. "Este final de
semana estamos esperando o maior movimento de toda a festa, mas ainda não
podemos precisar número", afirma o secretário de Indústria,
Comércio e Turismo, Fernando Canziani.
Estimativas
Genivaldo Goes, diretor de Turismo de Balneário Camboriú,
afirma que está "bastante otimista" sobre a movimentação
da cidade durante as festas. "Mas não estamos contando com um
movimento igual ao de alta temporada", comenta Genivaldo. Estimativas
da Secretaria, conforme estudo feito com base nas festas de outubro do ano
passado, indicam que o perfil do folião que hospeda-se na cidade
é homem (56% do total), com idade entre 18 e 25 anos (33%), brasileiro
(91%), a maioria catarinense (26,5%) ou paulista (25%).
Esse folião padrão prefere viajar através de agências
de viagem (85%), fica hospedado de quatro dias (40%) a uma semana (36%)
e gasta, no período - incluindo passagem, alimentação,
diversão e compras - R$ 300,00. Do total de pessoas entrevistadas,
98,5% disseram que voltariam outras vezes a Santa Catarina para brincar
nas festas de outubro e hospedariam-se, novamente, em Balneário Camboriú.
A gerente-geral da agência Viagens Costa, em Balneário,
com sede em São Paulo, Silvana Ortigara, pretende fechar os 17 dias
de festa com 1,6 mil pessoas hospedadas no eixo Balneário-Blumenau.
Ele, entratanto, recorda que o movimento este ano está, em média,
40% que no ano passado.
Comércio de Itapiranga
vai faturar com a Oktoberfest
Itapiranga A realização da Oktoberfest coincidido
com o feriado do Dia da Criança é retorno garantido para o
comércio de Itapiranga, segundo avaliação do presidente
do Clube de Diretores Lojistas do município, Eriberto Eyng. Grande
parte das lojas de presentes, roupas, floriculturas e mercados vai permanecer
aberta durante todo o final de semana e também no feriado de segunda-feira.
Durante os quatro dias de festa, o município, com cerca de sete mil
habitantes, recebe uma população extra de pelo menos 25 mil
pessoas.
Mas não é apenas o comércio que lucra com a festa.
Praticamente todos os produtos consumidos durante a Oktoberfest, especialmente
os que compõem os pratos típicos, são produzidos no
próprio município. Um exemplo é o joelho de porco,
principal ingrediente do Einsbein, uma das iguarias mais consumidas pelos
participantes da Oktoberfest. São cerca de cinco mil joelhos de porco,
fornecidos pelos suinocultores de Itapiranga, o que traz aos produtores
uma renda extra considerável.
Negócios
De acordo com Eriberto Eyng, a Oktoberfest traz diretamente um lucro
extra para centenas de pessoas, beneficiando desde os revendedores de bebidas
até as indústrias de embutidos e famílias rurais que
trabalham com a produção artesanal de queijos e doces. O principal
benefício, entretanto, está na divulgação dos
produtos do município, que acaba rendendo negócios para o
ano todo.
Shützenfest aumenta em
10% vendas do comércio
Festa movita os visitantes a aproveitar proximidade da temporada de verão
para renovar guarda-roupa
Jaraguá do Sul - O comércio de Jaraguá do Sul espera
garantir um aumento de 10% nas vendas de confecções e calçados,
por conta da Schützenfest. A estimativa é do presidente da Câmara
de Dirigentes Lojistas (CDL), Alberto Pacheco da Rosa.
Segundo Pacheco, o concurso de vitrines realizado todos os anos durante
a festa tem motivado clientes a comprarem os trajes típicos do folclore
alemão. A venda de outros itens do vestuário, acrescenta,
também aumenta no período. "Com a proximidade do verão
as pessoas costumam renovar o guarda-roupa", explica o lojista.
Os setor hoteleiro local também lucra com a Schützenfest.
Os três maiores hotéis da cidade confirmam ocupação
de 100%, pelo menos no primeiro final de semana de festa.
Os 120 apartamentos do Hotel Itajara vão estar ocupados durante
todo o período da Schützenfest. Mais da metade das reservas
são de pessoas que vêm para as festas de outubro. "Tem
muita gente que não conseguiu hotel em Blumenau e optou por Jaraguá
do Sul. Quem vem para a Oktober acaba fazendo turismo em toda a região",
diz um dos recpecionistas do hotel.
Os proprietários de restaurantes também estão otimistas
e esperam aumentar o faturamente em 10%, no mínimo. Mesmo com a oferta
expressiva de lanches, pratos típicos, churrasco e bebidas à
disposição na praça de alimentação instalada
no Parque Municipal de Eventos, a expectativa é que todos faturem,
embora o movimento dos bares noturnos caia um pouco durante os dez dias
de festa.
Algumas pizzarias da cidade usam a criatividade para atrair clientes.
Ano passado, a pizzaria Casarão renovou o cardápio usando
a Schützenfest como fonte de inspiração, com a criação
da pizza do tiro. Este ano o proprietário ainda não definiu
a estratégia que vai usar para chamar a atenção dos
visitantes.
Hering muda direção
Fábio Hering assume
a vice-presidência da maior empresa nacional do setor de vestuário
Ula Weiss
Blumenau - As projeções do faturamento da Hering Têxtil
para 1998 ainda não foram divulgadas. Mas Fábio Hering, 39
anos, que assumiu no início de agosto a vice-presidência desta
que é a maior indústria do vestuário do Brasil certamente
terá uma cobrança maior de resultados. A mudança na
estrutura diretiva da indústria dos dois peixinhos foi feita sem
alarde. Trata-se de um processo evolutivo, diz Ulrich Kuhn, diretor superintendente
para o mercado internacional.
Fábio, que é da quinta geração da família
Hering no Brasil, ocupou o posto de Hans Prayon, que fica apenas no conselho
de administração, onde aliás já tinha assento.
A presidência segue sendo exercida por Ivo Hering. Para a superintendência
de mercado nacional, para a qual Fábio foi guindado numa grande reformulação
em 1996, não foi nomeado nenhum executivo. E nem deve ser, segundo
fontes da empresa, já que ele vai acumular as funções
do cargo.
É com sua responsabilidade ampliada que Fábio está
dando continuidade ao projeto iniciado há dois anos e do qual foi
uma das peças-chave. O objetivo básico era o de agilizar as
decisões administrativas, com a criação de unidades
de negócios e corte de níveis hierárquicos. Paralelamente,
foi desencadeada uma estratégia de valorização da marca,
que culminou neste ano com o lançamento da linha Hering Basics, composta
de artigos de tecidos planos, dos quais o item mais importante é
o jeans com a etiqueta Hering. "Tudo para manter a empresa como líder
do setor de vestuário, não apenas pelo seu volume de vendas,
mas por estar à frente do seu tempo", resumiu Ivo no relatório
que apresentou as metas aos acionistas na ocasião.
Como indicador da eficiência do processo a Hering faturou R$ 343,7
milhões em 1997, 17,58% a mais do que os R$ 292,3 milhões
registrados em 1996. Além disso o lucro operacional da companhia
foi multiplicado por 12, saltando de R$ 642 mil para R$ 8,39 milhões.
Outro dado: em 1994, a receita bruta da Hering foi de US$ 414 milhões,
para um prejuízo de US$ 12 milhões.
Numa avaliação feita em março passado, Fábio
Hering atribuiu o bom desempenho da empresa em 1997 não apenas à
reestruturação, mas também à redução
do endividamento, que em 1996 somava US$ 170 milhões. Outro dado
citado por ele então foi de que a indústria teve prova incontestável
do acerto do caminho com o crescimento de 5,77% nas vendas físicas,
que gerou evolução de 17,58% (o triplo) no faturamento. Ou
seja, a agregação de valor ao produtos com a construção
e cristalização de marcas deu certo.

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Desemprego |
Recessão
desemprega 1,3mil metalúrgicos
Previsão é
de que setor de autopeças demita 6 mil até o mês que
vem
São Paulo - A recessão chegou antes do que especialistas
previram, na avaliação dos sindicatos dos trabalhadores. Neste
mês a produção deveria estar acelerada, mas boa parte
dos empregados do setor metalúrgico está em férias
coletivas, licença remunerada ou numa fila de demitidos, aguardando
a homologação de seus extintos contratos.
Somente nos últimos dez dias, as entidades anotaram reduções
de quadros na Caterpillar, Cofap, Borlen, Bundy, Villares, Pirelli, Bosch,
MMW, Krupp, Sifco e Plascar, para citar apenas as indústrias mais
conhecidas. Juntas, essas grandes e médias companhias demitiram 1.365
funcionários.
Outras, como a TRW, abriram pacote de demissões voluntárias.
Há ainda aquelas que estão anunciando redução
de custos e negociando com sindicatos saídas. É o caso da
Metal Leve, que pretende economizar US$ 700 mil em seis meses.
Na cadeia automotiva, a paradeira é geral. Sindicatos estimam
mais de 2 mil demissões no Estado de São Paulo apenas este
mês em indústrias de autopeças.
O presidente do Sindicato Nacional dos Fabricantes de Componentes para
Veículos Automotores (Sindipeças), Paulo Butori, previu 6
mil demissões neste segmento, deste mês até novembro,
baseado em pesquisa nacional com fornecedores das montadoras de veículos.
Se os sindicatos estiverem certos na estimativa de 2 mil dispensas já
efetuadas, isso significa que um terço da previsão de Butori
se cumpriu em apenas dez dias e somente no Estado de São Paulo.
Autopeças
O mesmo Butori comunicou ao presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC, Luiz Marinho, que até meados do ano que vem nada menos que
30 mil vagas poderão ser fechadas no setor de autopeças em
todo o País.
"Se o governo não aceitar negociar com empresários
e trabalhadores uma política de preservação de empregos,
as empresas de autopeças vão demitir perto de 15% da mão-de-obra
empregada hoje no setor", afirma Marinho.
Nas montadoras de veículos, a situação é
incerta. Há um acordo de manutenção do nível
de emprego até 31 de dezembro. A estimativa dos empresários
é de queda da produção de até 20% este ano,
em comparação ao ano passado, foram montados perto de 2 milhões
de unidades e este ano serão produzidas algo em torno de 1,6 milhão.
Há, portanto, uma ociosidade de produção correspondente
a no mínimo 15 mil empregos, podendo chegar a 20 mil, segundo estimativas.
Se a atual ociosidade vai persistir, ninguém sabe. Por enquanto,
as quatro montadoras de automóveis estão adotando paradas
na produção e reduzindo jornadas, depositando o tempo não
trabalhado num banco de horas para reposição posterior. Fiat
e Ford suprimiram temporariamente o turno da noite. Volkswagen e General
Motors deram férias coletivas.
A Caterpillar, fabricante de máquinas agrícolas, adotou
uma fórmula mista, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de
Piracicaba: dispensou 70 funcionários fixos, decidiu não renovar
contratos temporários de outros 400 e vai dar férias coletivas
de duas semanas.
Outras companhias estão demitindo aos poucos, para avaliar a
situação dia após dia. O Sindicato dos Metalúrgicos
de Santo André informou que a Cofap pode demitir outros 170 além
dos 280 já desligados depois de férias coletivas em novembro
e dezembro.
Musikfest beneficia setor publicitário
Primeira edição
de evento não deve registrar fluxo turístico
São Bento do Sul - O setor publicitário deve ser o que
deve lucrar mais com a Musikfest (Festa das Nações), que segue
até amanhã em São Bento do Sul. A informação
foi prestada pelo presidente da Associação Comercial e Industrial
de São Bento do Sul, Wilson Fenner, que também integra a diretoria
da Fundação Promotora de Eventos (Promosul), responsável
pela organização da festa, juntamente com a prefeitura municipal.
"Investimos muito dinheiro em publicidade. Foi feito um trabalho de
mídia, em âmbito nacional", diz Fenner, preferindo manter
em sigilo o montante investido na propaganda. Apesar do investimento maciço
na divulgação da festa em outras cidades e estados, "a
gente não tem expectativa de público muito grande", diz.
O argumento da primeira edição também é
apresentado pelo recepcionista do Hotel Stelter, André Luis Rosá
para justificar a ausência de reservas à Musikfest. O hotel
foi construído em 1919 e atrai muitos turistas devido seu estilo
europeu e o atendimento familiar dispensado. "Na Schlachtfest (Festa
da Matança), que acontece em setembro, as reservas são feitas
de um ano para o outro", afirma Rosá.
Outro hotel que sempre lota com a Schlachtfest e está sem perspectiva
de faturar com a Musikfest é o Urupês. Apenas uma reserva foi
registrada até agora, em nome da banda que apresenta-se segunda-feira
na Promosul. Espécie de pousada com chalés ao estilo germânico,
o Hotel Vila Verde fica a menos de um quilômetro do local onde será
realizada festa e de mesmo modo, nenhuma reserva foi registrada. "É
uma festa mais popular", consola-se um dos proprietários, Eduardo
Fontana.
Os administradores de restaurantes dividem-se. Um dos gerentes dos
restaurantes Alpino, diz que para este segmento da economia a festa não
trará benefícios, ao contrário, deverá reduzir
a movimentação, uma vez que os turistas devem optar por pratos
típicos que serão servidos na Musikfest. O gerente do restaurante
e churrascaria Princesa, Valmir Cardoso, discorda. Para ele, o movimento
do restaurante não terá influência da Musikfest.
Artesões apostam
na festividade
São Bento do Sul - Os proprietários de hotéis, restaurantes
e postos de gasolina não apostam na probabilidade de seu faturamento
aumentar em função da Musikfest, evento realizado em São
Bento do Sul que faz parte do calendário das festas de outubro, devido
à festividade estar na primeira edição. Outro segmento,
entretanto, está apostando suas fichas na Musikfest.
A Associação Amigos do Artesanato de São Bento
do Sul aposta em um incremento em seu faturamento em decorrência da
Musikfest. Seus 30 sócios esperam esgotar sua produção
artesanal durante os três dias da festa.
Pintura em tecido, porcelana e telas, crochê, bordado, bolachas
natalinas, bichinhos de pelúcia, arranjos de flores, cestaria de
jornal e uma infinidade de artigos fazem parte das opções
que os turistas irão encontrar na Vila do Artesão, instalada
dentro do pavilhão da Promosul, onde será realizada a festa.
Expectativa
A vice-presidente das associação, Elenir Ginter, ressalta
que é a primeira vez que os artesãos participam de um evento
de maior vulto, como uma festa de outubro. Por isso mesmo, a expectativa
é grande. Ela reconhece que viver de artesanato é difícil,
por ser considerado um supérfluo pela população. Mas,
também é uma boa opção de decoração
e para presentear as pessoas queridas. |
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