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Seis mortos nas estradas
São mais de 80 ocorrências
com 29 pessoas feridas
Florianópolis - Seis pessoas morreram e 29 ficaram feridas em
acidentes ocorridos nas rodovias de Santa Catarina entre sexta-feira e sábado.
Ao todo foram registradas 81 ocorrências de trânsito, envolvendo
135 veículos de diversos portes. O acidente mais grave ocorreu na
BR-101, altura do quilômetro 193 da BR-101, em Biguaçu, na
Grande Florianópolis.
O fato aconteceu às 7h 15min e deixou como vítimas fatais
o pedreiro Pedro Fredolino Turnes, 41 anos de idade e o representante comercial
Walter José Sprícigo, 42 anos de idade. Walter dirigia o veículo
Gol (placas CJZ-6927 de Americana-SP), enquanto Pedro estava no volante
de um Chevete (placas AD-5450, de Florianópolis).
Os dois colidiram de frente com o Tempra (placas LXV-6680 de Urubici),
dirigido pelo aposentado Alberto Guilherme Folster, 42 anos. O aposentado
saiu ileso. A comerciante Ida Pfegler Turnes, 40 anos de idade, esposa do
pedreiro, ficou com lesões graves.
Outro acidente com vítima fatal aconteceu no quilômetro
3 da BR-470 (altura de Navegantes). Márcio José Bilk, 17 anos
de idade, conduzia uma Mobilete sem placas, levando na garupa o pai, Adair
Luiz, 41 anos de idade. Eles foram colhidos na traseira pelo motorista de
Gol, cujo motorista fugiu sem prestar socorro. A Polícia Rodoviária
Federal conseguiu saber que o veículo tinha os números finais
344. Adair Luiz morreu no local e o filho ficou com lesões graves.
Outra morte ocorreu no quilômetro 11,450 da rodovia SC-463, trecho
entre a BR-282 e Jaborá, no Meio Oeste do Estado. A vítima
foi Rogério de Souza Machado, 32 anos de idade, que dirigia um CM
Corsa Wind (placas BUU-7461 de Tabuão da Serra-SP). Ele se chocou
de frente com o caminhão VW 14150 (placas LYX-1457 de Concórdia),
dirigido por Hélio Stockmann. Os demais acidentes com vítimas
fatais aconteceram na sexta-feira à tarde.
Rodovias
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, os motoristas que
transitam pela rodovia SC-416, devem prestar mais atenção
no trecho entre Jaraguá do Sul e Pomerode. Na altura do quilômetro
33 a pista cedeu. Depois de algum tempo de interrupção, o
trânsito foi liberado.
A Polícia Rodoviária Federal informa sobre a interdição
de trechos da BR-101, para a detonação de rochas, na altura
de Biguaçu e Itapema. A interrupção do trânsito
em alguns momentos provoca a formação de grandes filas.
Colisão mata
14 no Paraná
Curitiba - Quatorze pessoas morreram e mais de 45 ficaram feridas no
choque entre dois ônibus, na madrugada de ontem, na BR-277, entre
as cidades de Guarapuava e Candói, região Oeste do Paraná.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal,
que atendeu à ocorrência, chovia forte na hora do acidente.
O ônibus da Viação Vale do Iguaçú,
que ia de Pato Branco para Curitiba, bateu de frente com o da Pantera Tur,
de Piraí do Sul, por volta das 2h15. O motorista de um dos ônibus,
João Carlos Valentim, morreu no local. Os feridos foram encaminhados
aos hospitais de Guarapuava e região para atendimento. Como a previsão
da meteorologia é que a chuva continue a cair em todo o Estado, as
polícias rodoviárias Federal e Estadual recomendam cautela
aos motoristas.
A relação dos mortos identificados no IML de Guarapuava
é a seguinte: Valdemar Antonio Lovato, João Carlos Valentim,
Geraldo Jorge da Costa, Ernesto Antonio Dognani, Celso Luiz Dolozen, Nicanor
Ferreira Dutra, Joana Cristina Lopes Calógera, João Carlos
Oliveira Gefuni e Altamir Oliveira Gefuni.
Argentino comete
crime de racismo
Ula Weiss
Blumenau - Um policial militar sofreu ofensa racial na madrugada de
sexta-feira em Blumenau, ao tentar intervir numa briga corporal entre dois
argentinos, na saída da Oktoberfest.
De acordo com registro na Central de Operações da PM,
Leonardo Horacio Lucero, 31 anos, chamou o tenente André Luiz de
Melo, 27 anos, de "porco, negro sujo, negro ignorante e negro estúpido"
quando este o abordou na rua Alberto Stein, próximo dos pavilhões
da Proeb.
A manifestação do turista, assegura o comandante do 13º
Batalhão da PM, tenente coronel Aliatan Silveira, foi gratuita, porque
xingou o oficial antes que este ou os três soldados da guarnição
que o acompanhavam tomassem qualquer atitude.
O tenente ofendido deu voz de prisão aos argentinos, que foram
levados ao 4º Distrito Policial. O delegado Wilter Domingues autuou
Leonardo por desacato à autoridade, artigo 331 do Código Penal.
Com o pagamento de uma multa de R$ 130,00 ele foi solto e vai responder
inquérito em liberdade.
Para o promotor de Justiça, Anselmo de Oliveira, agora caberá
à Promotoria analisar o processo. Caso encontre elementos, o enquadramento
poderá ser alterado para injúria qualificada, que disciplina
a pena para ofensa verbal por preconceito de cor, raça, etnia ou
religião.
Como o crime de racismo é pouco comum, avalia Oliveira, é
possível que o delegado que atendeu a ocorrência não
tenha tomado conhecimento da regulamentação editada na lei
8.459/97, que criou a tipificação por injúria qualificada.
"Outra possibilidade é de uma interpretação diferente
diante dos elementos que colheu na abertura do inquérito, optando
pelo enquadramento por desacato à autoridade", ressalva.
O comandante do 13º BPM preferiu não comentar o critério
usado pelo delegado responsável no enquadramento do turista. Adiantou
também que o policial ofendido ficou "emocionalmente abalado",
mas já teria decidido de que não vai processar o argentino
por danos morais.
O xingamento foi testemunhado por outros dois visitantes da Oktoberfest,
que prestaram depoimento à Polícia Civil, confirmando as referências
racistas pronunciadas.
Caso semelhante
ficou na impunidade
Em outubro de 1996, também durante a Oktoberfest, um outro caso
de racismo ocorreu na cidade. Na ocasião a soldada PM Rose Adriana
Balbino, 22 anos, monitorava uma barreira na rua Almirante Tamandaré,
que dá acesso aos pavilhões da Proeb.
A motorista de um veículo desrespeitou o bloqueio e foi levada
junto com um grupo de caroneiros para averiguação na delegacia.
Concluída a rotina de registro da infração, já
de volta à rua, Rose foi insultada pela irmã da motorista,
que a chamou de "negra", dirigindo-lhe também outro impropério.
A jovem foi autuada por desacato à autoridade. Passados dois
anos, conforme a soldada disse ontem por telefone à reportagem de
A Notícia que hoje não se conformaria com esse encaminhamento:
"Procuraria meus direitos." Rose é lotada no BPM de Florianópolis
e em 1996 foi escalada para reforçar o efetivo de Blumenau durante
a festa.
O enquadramento da agressora de Rose, explica o promotor Anselmo de
Oliveira, não poderia ter sido diferente em 1996. Apenas no ano passado
a legislação brasileira estabeleceu pena para manifestações
verbais de cunho racista. Antes disso a lei só definia crimes de
discriminação de outro tipo, como o impedimento de acesso
em locais públicos, por exemplo.
O promotor alerta que a soldada ainda pode ingressar com uma ação
na Justiça Civil pedindo reparação por danos morais.
"O prazo é de 20 anos", afirma.
Já na ocorrência de ontem, com o tenente André Luiz
Dias de Melo, um aspecto que o promotor considera desfavorável é
o do turista que o ofendeu ser argentino e residir em seu país. Mesmo
que a Promotoria de Blumenau ofereça a denúncia acusando-o
de crime de racismo, cassando a fiança e determinando sua prisão,
o processo deverá ser demorado e complicado, porque terá que
passar pelo consulado dos dois países.
Poderia ser diferente, analisa, se na autuação o crime
fosse o de injúria qualificada, conforme prevê o artigo 140,
parágrafo terceiro, da lei 8459/97. Para esse enquadramento a pena
prevista é de reclusão de um a três anos, e multa. Como
apenas um juiz pode arbitrar fiança para reclusão - o delegado
só pode fazê-lo se a pena for de detenção ou
prisão simples -, o argentino Leonardo Horacio Lucero teria sido
levado ao presídio e o processo correria mais rapidamente.
Três homens fortemente armados, assaltaram na noite de sexta-feira
o mercado Caufer, no bairro Costa e Silva, em Joinville. Segundo registro
policial, os assaltantes que estavam em Fiat Uno, roubaram R$ 500,00 e cigarros.
Depois fugiram em alta velocidade, atirando contra populares que o perseguiram.

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Crime |
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Caso Tondelo pode mudar na Justiça
Concórdia - O crime mais famoso de Concórdia provavelmente
vai voltar à estaca zero. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina
aceitou o pedido da defesa e desconsiderou os depoimentos de Osmar Pereira
da Costa e Alfredo Lets Capanema, que apontavam Paulo Dagoberto Zanoni como
o mandante do assassinato do almoxarife Edemar Tondello, ocorrido em 25
de abril de 1980.
Na quarta-feira da semana que vem, a partir das 14h, Zanoni será
julgado novamente e sem os depoimentos que o incriminavam deve ser absolvido.
De acordo com a defesa de Zanoni, as confissões de Pereira e Capanema
foram feitas sob tortura.
O Caso Tondello é de longe o crime mais misterioso da história
de Concórdia. O corpo de Edemar Tondello foi encontrado na manhã
do dia 26 de abril de 1980 em Santa Lúcia, comunidade distante cerca
de 20 km da cidade de Concórdia. Tondello havia sido degolado e possuía
vários golpes de facão pelo corpo.
Oito anos após o crime, o delegado do DEIC, Elói Gonçalvez,
prendeu o pai de santo Osmar Pereira da Costa e o caminhoneiro Alfredo Lets
Capanema. Ambos confessaram a autoria do crime e acusaram Paulo Dagoberto
Zanoni de ter encomendado a morte de Tondello porque o almoxarife mantinha
um caso amoroso com a sua esposa.
Pereira e Capanema passaram cinco anos na cadeia e depois ganharam a
liberdade por bom comportamento. Ambos faleceram recentemente e sempre afirmaram
que as suas confissões foram arrancadas sob tortura pelos policiais
do DEIC.
Paulo Zanoni, mesmo condenado pelo primeiro julgamento, nunca chegou
a ser preso. Ele possui problemas cardíacos e na época em
que sua prisão foi decretada estava internado num hospital em Florianópolis.
Agora, ele provavelmente vai livrar-se das acusações que quase
o condenaram.
A partir da reviravolta que ocorreu no Caso Tondello, a população
de Concórdia se pergunta o que vai acontecer se tudo o que foi investigado
até agora não possuir mais valor. A justiça tem a alternativa
de solicitar novas investigações. Só que dificilmente
seria possível descobrir fatos novos porque boa parte dos envolvidos
com o caso já faleceram. Na primeira fase das investigações
morreu Gilmar Deolindo, principal testemunha do crime. Depois também
morreram os supostos autores do crime, Pereira e Capanema.
Pai denuncia filho autor de homicídios
Campo Erê - A Polícia Civil prendeu na noite de sexta-feira
Claudemir Prestes, 20 anos. Ele é acusado de ser o autor do duplo
latrocínio ocorrido no interior do município no ultimo dia
12 de outubro. Foram mortos a golpes de facão e machado os agricu;ltores
João e Jovino Martins, residentes na localidade de Linha Belo horizonte.
Claudemir confessou o crime e disse que assassinou os irmãos João
e Jovino, de 72 e 78 anos, para roubar uma bicicleta, dois relógios,
um revólver e pequena quantia em dinheiro.
Os agricultures foram assasinados na segunda-feira dentro da residência
onde moravam, mas os corpor só foram encontrados dois dias depois,
por funcionários de uma empresa de eletrificação rural.
Claudemir foi denunciado pelo seu próprio pai, Antonio Reinaldo Prestes. |
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