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São José
Dívida com fornecedores é de R$ 4 milhões e
já faltam medicamentos para tratamento de pacientes
Fotos: Silvio Reinert
Crise ameaça atendimentos de emergência
Graziela Lindner
A crise no Hospital Municipal São José (HMSJ) continua
se agravando e até os atendimentos de emergência podem ser
suspensos nos próximos dias caso a dívida de R$ 4 milhões
com os fornecedores não seja quitada. Esta foi a informação
prestada pelos diretores do hospital ontem pela manhã, durante vistoria
ao pronto-socorro dos representantes da Comissão de Saúde,
Pastoral da Saúde da Igreja Católica e conselhos locais de
Saúde.
Jaime Ferreira, diretor técnico do HMSJ, revelou que a receita
do hospital não cobre as despesas e alguns fornecedores não
recebem o pagamento desde maio de 1997. "Está faltando quase
tudo e precisamos de dinheiro para reverter a situação. Se
o problema persistir por mais tempo, vamos acabar colocando em risco a vida
dos pacientes", advertiu.
Os funcionários do hospital reclamam da dificuldade em trabalhar.
"Não aguentamos mais a pressão e os fornecedores só
vão nos abastecer quando o pagamento for efetuado", lembrou
Luiz Henrique Melo, diretor clínico do hospital. A situação,
disse Melo, pode ficar ainda pior. O Centro de Tratamento de Câncer,
por exemplo, já está sem quimioterápicos. Isso significa
que alguns pacientes vão ficar sem tratamento. "Casos que ainda
não eram de urgência estão ficando complicados",
lamentou.
O vereador Arlindo Leite, presidente da Comissão Municipal de
Saúde, responsabilizou o prefeito Luiz Henrique da Silveira, que
reduziu de R$ 700 mil para R$ 300 mil o repasse ao hospital. "Há
algum tempo, o governo municipal pagava 70% da folha de pagamento. Hoje,
repassa aproximadamente 30% do total", constatou Leite. As despesas
do hospital com a folha de pagamento dos funcionários é de
R$ 950 mil. Leite lembrou que a Câmara de Vereadores e os empresários
que elegeram Luiz Henrique também são responsáveis
pelo problema.
Guilherme Voss, presidente do PPB em Joinville, argumentou que o momento
não é de críticas ao prefeito. Apesar disso, confessou
estar decepcionado "com a insensibilidade de Luiz Henrique diante do
problema". Depois de muita discussão, os vereadores se comprometeram
a tentar uma solução urgente para o problema.
Convite
O vereador Getúlio Ferreira apresentou três sugestões
e garantiu encaminhar ao prefeito um pedido para que o governo municipal
assuma, novamente, 70% da folha de pagamento dos funcionários. "Vamos
também convidar o prefeito para uma reunião na Câmara
de Vereadores", informou. Até o fechamento da edição,
o prefeito Luiz Henrique não havia se pronunciado a respeito das
acusações.
Ester Pereira Alves, representante da Pastoral da Saúde de Joinville,
sugeriu que parte do orçamento repassado à Câmara fosse
revertido ao hospital. Getúlio Ferreira disse que a idéia
pareceu absurda no início, mas pode ser levada à sério.
"Vou fazer um projeto de lei para garantir o repasse desta diferença
ao hospital. A Câmara recebe hoje 5% da arrecadação
municipal, mas absorve apenas de 2% a 3%", comunicou.
Iberê Condeixa, secretário municipal da Saúde, informou
que algumas medidas devem ser discutidas com o prefeito, mas é impossível
antecipar qualquer decisão. Na campanha IPTU pela saúde, a
arrecadação de setembro foi de R$ 236 mil. "Destes, R$
118 mil vieram para a saúde e repassamos ao hospital cerca de R$
40 mil. A campanha Combustível pela Vida ainda não foi totalizada",
contabilizou Condeixa.
Arlindo Leite garantiu que ainda hoje (terça-feira), ou no máximo
amanhã, os vereadores devem realizar uma reunião com o prefeito.
Na quinta-feira, 11 horas, a comunidade vai fazer um manifesto na frente
do Hospital Municipal São José. A idéia é abraçar
o prédio, fazendo uma grande corrente humana.
Pronto-socorro
já está fechado
O pronto-socorro do Hospital Municipal São José está
com as portas fechadas desde a última sexta-feira. Na parede, um
comunicado informa aos pacientes que apenas os casos de emergência
serão atendidos. "Favor procurar outros serviços, ambulatórios,
postos de saúde, PA 24 horas, Hospital Regional. A direção",
continua o aviso. Na parede externa, outra comunicação explica
a crise que o hospital vem enfrentando.
"A situação é decepcionante e o clima, horrível.
Além de sermos obrigados a mandar as pessoas embora, estamos enfrentando
uma fase de tensão e insegurança. O amanhã é
uma dúvida", diz a enfermeira Liliane Azevedo. Os únicos
atendimentos mantidos no pronto-socorro do Hospital São José
são as emergências e urgências. Até mesmo as cirurgias
foram suspensas. "Não há previsão para retornar
à normalidade", completa.
Os funcionários do hospital estão com os salários
em dia, mas os fornecedores cancelaram o abastecimento de materiais e remédios
por falta de pagamento. A média de pacientes em observação
no hospital, em dias normais, era de 30 pessoas e o problema sempre foi
a superlotação. No domingo, apenas três pacientes estavam
internados no setor.
O operador de injetora Sérgio Luiz Campos chegou no Hospital Regional
Hans Dieter Schmidt às 13h30, no domingo. Depois de tentar, sem sucesso,
atendimento no Hospital São José, foi obrigado a levar a sogra
até o Regional. "Estamos aqui há cinco horas e só
agora ela foi atendida", dizia.
Sabendo que o PS do Hospital São José estava fechado, a
empregada doméstica Elizabeth Scarpari Nardes acompanhou o marido
doente até o Hospital Regional. Esperando pelo atendimento há
mais de três horas, ela disse não ter idéia de quando
o marido receberia atendimento. "O jeito é esperar", lamentava.
De acordo com a chefe da emergência do Hospital Regional, Zulma
Pereira, o movimento no PS dobrou desde que o São José fechou
as portas. O número de atendimentos que se aproximava de 300, diariamente,
passou para quase 600 nos últimos dias. "Ninguém sai
daqui sem atendimento, mas já estamos sentindo os reflexos da crise
no São José", avalia. As internações também
estão sendo melhor avaliadas no Regional, para evitar superlotação.
(GL)
Fiscais apreendem
caixas de salsicha
Produto seria seria consumido
por alunos de escolas municipais
Sergio Almeida
A Vigilância Sanitária do município apreendeu, ontem,
por volta das 10 horas, uma carga de 3.400 kg de salsicha, da empresa Nodal
Distribuira de Alimentos, de Criciúma. O produto estava acondicionado
de forma irregular, junto com verduras, frutas e até um colchão.
O caminhão que transportava o carregamento não estava equipado
adequadamente para o acondidionamento. A temperatura interna chegava a 14
graus, nove acima do permitido, que é de cinco graus centígrados.
A constatação das irregularidades aconteceu em uma vistoria
de rotina da Vigilância Sanitária, já que a carga era
destinada a abastecer as escolas da rede municipal de ensino.
"A gente sempre faz a vistoria", explica o chefe da Vigilância
Sanitária do município, Paulo Rogério Silva. A falta
de um sistema refrigeração e de isolamento térmico
prejudica a manutenção da temperatura ideal para a conservação.
O carregamento da carga, segundo Paulo Rogério, foi feito às
15 horas de domingo e era destinada à merenda escolar do municípo.
Os 3.400 kg de salsicha se encontram, agora, guardados em câmara
fria, em Joinville. Ele conta que a Vigilância Sanitária local
entrou em contato com o serviço em Criciúma, solicitando uma
ação administrativa contra a Nodal Distribuidora de Alimentos.
Atuando diariamente na fiscalização de estabelecimentos
comerciais e na área da Saúde, a Vigilância Sanitária,
que conta hoje com 16 fiscais, mantém um trabalho permanente de observação.
Campanha contra a
dengue reinicia em novembro
Uma das próximas ações da Vigilância Sanitária,
de acordo com o chefe do serviço, Paulo Rogério Silva, será
a contratação de cerca de 100 pessoas para a campanha de prevenção
à dengue, que reinicia em novembro. Uma verba do Ministério
da Saúde destinada especificamente para a campanha garantirá
a sua realização. "Continuamos a luta para não
deixar a dengue entrar no Estado", afirma Paulo Rogério.
Paraleamente, prossegue o trabalho de fiscalização em farmácias,
em busca de remédio falsos ou com prazo de validade vencido, juntamente
com a exigência de um farmacêutico responsável em cada
estabelecimento. Um outro serviço que a Vigilância Sanitária
pretende reiniciar em breve é a fiscalização do comércio
noturno e dos finais de semana. "Está bastante ruim", afirma
o chefe da Vigilância Sanitária de Joinville.
A mudança para um novo endereço (rua Carlos Lang, 41, bairro
Anita Garibaldi), diz Paulo Rogério Silva, dará melhores condições
de trabalho para a equipe da Vigilância Sanitária. (SA)
Grupos de
idosos abrem olimpíada
Disputas em diferentes
modalidade prosseguem até sábado
Balões coloridos. Um sorriso de satisfação em cada
rosto. Pagode, ao som da banda do 62º BI e muita animação.
Assim foi a cerimônia de abertura da 7ª Olimpíada da Terceira
Idade, na tarde de ontem, no ginásio Abel Schuz. Um evento já
tradicional no município que, este ano, conta com a participação
de oito grupos em dez modalidades com cerca 200 competidores.
Os grupos Fejãozinho Vermelho, do bairro Saguaçu, Chá
das Margaridas, do Guanabara, Esperança, do Iririú, chave
de Ouro, do Centro, Associação do Aposentados de Joinville,
do Bucarein, Raio de Luz, do Boa Vista, Vovó Lúcia e Vovó
Feliz, do Itaum, tinham em sua composição um número
muito maior de mulheres. A "chama da terceira idade" foi acesa
pelo casal Armando e Adélia Cristofolini. Casados há 35 anos,
são competidores desde a primeira olimpíada.
Pedro Corrêa, bicampeão na modalidade de bolão, fez
o juramento que pedia uma disputa leal entre os concorrentes e a integração
entre os grupos. Uma apresentação de dança de rua das
alunas do colégio Santos Anjos, coreografada por Nanci Rosa, encerrou
a cerimônia. Antes, foi premiado o grupo Raio de Luz, que foi o mais
animado a desfilar na cerimônia de abertura.
Ana Maria Fagundes, coordenadora do Departamento de Recreação
e Lazer da Fundação de Esportes, explica que este anos o número
de grupos a participar é inferior aos anos anteriores. "A maioria
dos grupos de terceira idade reclamou da data", diz. Ana lembra que
a média de idade dos participantes varia entre 55 e 80 anos e o grande
objetivo da olimpíada é, além de proporcionar o lazer,
induzi-los a participação e a busca do espírito esportivo.
A reclamação de dona Dilma S. Silva, 65 anos, é
que nenhuma autoridade compareceu. "Espero que não seja o último
ano de competição. Quando a olimpíada é bem
administrada é uma maravilha, mas não é o que está
acontecendo." Já Helena Terezinha Schmith reclama que o seu
grupo não esta completo. "Se eu pudesse, me desdobrava em dez
para participar de todas as modalidades", afirma.
A olimpíada prossegue até sábado, com atletismo,
natação, competições de bolão, peteca,
bocha e argola, jogos de mesa, como canastra, dominó e general.
Cidasc promove
semana contra acidentes
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina
(Cidasc) está promovendo a 20ª Semana Interna de Prevenção
de Acidentes no Trabalho, no auditório do porto de São Francisco
do Sul. "Estamos há 110 dias sem acidentes. Pretendemos ultrapassar
nossa melhor marca que é de 394", comenta o coordenador de operações
da companhia, Francisco Gilberto Tavares.
Além de palestras sobre prevenção de acidentes,
o evento conta també com informações sobre como ter
uma vida com mais qualidade, como o tema abordado pelo palestrante de ontem,
Itanel Araújo que falou sobre, "Saúde e qualidade de
vida". "Tentei mostrar aos funcionários que nosso organismo
é semelhante a uma máquina, que precisa estar sempre bem regulada
e que algumas coisas podem prejudicar seu funcionamento, como o cigarro,
o excesso de bebida, as carnes gordas e vermelhas em grande quantidade,
tudo isso aliado a falta de exercícios podem fazer com que nossa
máquina comece a falhar de vez em quando", afirma.
A programação continua hoje, a partir das 14 horas, com
informações sobre o Código de Trânsito Brasileiro.
Amanhã, no mesmo horário, instruções sobre como
combater mosquitos, principalmente o que transmite a dengue. Na quinta-feira,
às 8 horas, os efeitos da auto-confiança, a falta de cuidado,
o estresse serão abordados. A semana termina com a simulação
de um resgate e combate a incêndio.
Professor defende criação
de editoras universitárias
Professor e poeta Buss
participa de encontro na Univille
Estabelecer um contato direto entre as editoras universitárias
com o objetivo de criar políticas conjuntas de edição,
otimização de custos, além da troca de experiência.
Esses foram os objetivos do 2º Encontro de Editoras Universitárias,
promovido pela Universidade da Região de Joinville (Univille), no
Anfiteatro 1 da Univille. Um dos convidados para o evento, professor Alcides
Buss, da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), falou sobre a importância
de uma instituição ter uma editora.
"É a vitrine da universidade, pois prova sua competência
e sua produção", afirma, acrescentando que também
representa um canal de extensão. "É uma grande possibilidade
de interferência no meio cultural e científico, além
da publicação de material de interesse acadêmico",
revela.
Mercado
As editoras universitárias estão cada vez mais ganhando
mercado. De acordo com Alcides Buss, 50% da produção editorial
do Estado é resultado do trabalho das editoras universitárias,
o que significa cerca de 50 títulos anualmente, fora as revistas
acadêmicas. Hoje, existem aproximadamente 25 editoras formalmente
constituídas em Santa Catarina. Participaram do encontro representantes
de editoras da Univille, Universidade de Blumenau (Furb), Universidade do
Oeste de Santa Catarina (Unoesc) e Ufsc.
Rodada do Copão
marcada por 52 gols
Nacional vence pela 2ª
vez na fase e garante vaga da chave O por antecipação. Um
jogo não foi realizado no domingo
Com um total de 52 gols marcados em 11 partidas (saldo de 4,72 por jogo),
a rodada do fim de semana do Copão Kurt Meinert de Futebol começou
a definir os classificados para a terceira fase, na qual o sistema adotado
será o de mata-mata. Um dos times beneficiados pelos resultados foi
o Paraíba, na chave O, que venceu e já está classificado.
O único jogo não realizado no domingo também é
da chave O. A Ponte Preta não liberou seu campo, em função
do estado do gramado, e Nacional e Itaum não atuaram.
Os resultados do 2ª rodada da 2ª fase do Copão: Flamenguinho
3 x 1 Unidos, Mercado Carlos 1 x 3 Parati, 13 de Maio 3 x 3 Náutico,
Minerasil 2 x 3 Profipo, Estrela do Sul 10 x 0 Clube Sul, Jativoca 1 x 1
RS Ranquiados, São Luiz/JK Pneus 0 x 3 Ipiranga, Sercos 3 x 2 Parque
XV, Boavistano 2 x 3 Espinheiros, Tupi 0 x 3 Paraíba e Unidos da
Vila 2 x 3 São Judas. A 3ª rodada está marcada para o
próximo fim de semana - hoje à tarde a Fundação
Municipal de Esportes faz o sorteio de campos.
A 2ª rodada foi cheia de atrativos e boa movimentação.
Um exemplo foi a partida Boavistano/Autoville x Espinheiros. Equipes de
bairros vizinhos, fizeram uma excelente escolha de cenário para resolver
suas diferenças nas quatro linhas. O campo do Pinguim, ao pé
da Serra Dona Francisca e à bela manhã de sol no domingo formaram
um belo conjunto para o jogo. A equipe do Espinheiros começou melhor,
conseguiu segurar a reação do adversário e acabou com
a invencibilidade do Boavistano, ganhando por 3 a 2. Destaque na partida
para Sarrafo, do Espinheiros, que enlouqueceu a zaga.
No primeiro tempo, o jogo começou equilibrado com duas chances
de gols para cada equipe. Aos 38 minutos, Sarrafo pegou a sobra do zagueiro
Pitanga e empurrou para o gol, abrindo o marcador. No segundo tempo o Boavistano
continuava sem estratégia definida em campo e, aos sete minutos,
Sarrafo marcou novamente depois de receber lançamento e driblar a
zaga. Aos 14 minutos a cena se repetiu: Jairo cobrou falta e deixou Sarrafo
novamente sozinho na frente do gol para marcar 3 a 0.
O jogo parecia definido quando a reação do Boavistano começou
a ganhar corpo. Aos 20, Pitanga descontou. Dez minutos depois, novamente
o Boavistano marcou com a bela cabeçada de Nédio após
cruzamento de Luizinho. A pressão do Boavistano continuava, no entanto
já não havia mais tempo. Aos 43 minutos o árbitro apitou
o final.
Jogos Escolares começam
na próxima segunda-feira
A sétima edição dos Jogos Escolares - de 26 de outubro
a 6 de novembro, n Ginásio Ivan Rodrigues - terá a presença
de 1.876 participantes de 45 escolas, que disputarão 15 modalidades.
Tradicional entre as instituições de ensino da cidade, algumas
escolas investem forte na busca pelo título, como o Colégio
Nova Era, por exemplo, que participa em todas as modalidades, seguido de
perto pelo Elias Moreira, com presença garantida em 14 modalidades.
O futebol de salão continua sendo o preferido dos participantes,
com 27 equipes na disputa. O tênis de mesa masculino vem logo a seguir,
com 21 equipes. A instituição com maior número de atletas
inscritos é o Colégio Elias Moreira, com 212. A seguir vêm
o Nova Era, com 174; o Bom Jesus, com 124; o Virgínia Soares, com
116; e o Santos Anjos, com 83.
Estarão em disputa as modalidades de atletismo, basquete, handebol,
tênis de mesa, voleibol, vôlei four (quatro jogadores) e xadrez,
nos naipes masculino e feminino, e futebol de salão, no masculino.
O investimento do Nova Era na competição lhe garantiu o tricampeonato,
e a posse definitiva do Troféu Murilo Barreto de Azevedo, personagem
conhecido pelo apoio e incentivo ao esporte catarinense. Homenageado pelos
Jogos Escolares em 1995, presenteou a competição com um troféu,
que recebeu o seu nome.
De acordo com a coordenadora do Departamento de Eventos e Promoções
da Fundação Municipal de Esportes, Anita Massena Mello Pereira,
foi uma surpresa o número de inscritos, já que a chuva prejudicou
a preparação das equipes.
A Fundação Municipal de Esportes, após realizar
o congresso técnico ontem à noite, agora trabalha para montar
e distribuir a programação de competições. A
abertura dos Jogos Escolares será realizada na próxima segunda-feira.
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Dívida |
Bombeiros
buscam solução
para crise
Corporação
de São Francisco do Sul acumula dívida de R$ 26 mil e não
recebe mais verba mensal de R$ 4,4 mil do governo estadual
Marco Aurélio Braga
Às vésperas de completar 21 anos de fundação
o Corpo de Bombeiros Voluntários de São Francisco passa por
uma séria crise financeira. Com dívida que chega a R$ 26 mil,
a corporação está há 10 meses sem receber a
verba mensal de R$ 4,4 mil do convênio com o governo do Estado. "A
dívida não existe, mas precisamos da verba do governo para
comprar equipamentos urgentes", justifica o presidente do Corpo de
Bombeiros Voluntários, Célio Virgínio Branco.
O presidente não confirma a dívida, mas membros da corporação
garantem que a crise financeira está abalando os bombeiros de São
Francisco do Sul. Sem receber o dinheiro do convênio desde o início
do ano, o montante já soma R$ 45 mil. "O compromisso do governo
estadual não está sendo cumprido. O valor acumulado dá
para saldar grande parte de nossos compromissos", conta Branco. "Isso
faz com que aumente a precariedade dos serviços prestados a comunidade
francisquense e aos municípios vizinhos, como Barra do Sul e Araquari",
completa.
O falta de dinheiro tem deixando o comando do Corpo de Bombeiros com
dívidas principalmente com fornecedores. São déficits
com serviços que poderiam ser pagos com até certa facilidade.
A dívida são com borracheiros, consertos das viaturas e com
postos de gasolina.
As únicas fontes de renda vêm de um convênio com a
Prefeitura. O município é responsável pelo pagamento
de dois salários mínimos para dez funcionários plantonistas.
A outra verba vem de um acordo com o porto de São Francisco. Cada
navio que atraca no porto é orientado pela agência de navegação
responsável a depositar R$ 204,00 para os Bombeiros, que prestarão
o serviço caso sejam solicitados. "Esse é o único
dinheiro para conseguir sobreviver", garante Célio Branco.
A corporação necessita de equipamentos. Segundo o presidente
é necessário no mínimo R$ 20 mil para comprar os aparelhos
mais essenciais. No entanto, as viaturas e equipamentos para combate à
incêndio estão em boas condições.
Célio Branco, porém, avisa que, se a falta de dinheiro
continuar, o trabalho na temporada de verão estará comprometido.
As dificuldades fizeram o presidente pedir auxílio para a Polícia
Militar, que forneceria soldados para servir de salva-vidas. Uma contradição,
já que a corporação combate o projeto de Lei, que tramita
na Assembléia Legislativa, transferindo a responsabilidade dos bombeiros
voluntários de todo o Estado para o comando da PM.
Para tentar solucionar o problema da falta de dinheiro, o comando organiza
promoções. Já estão circulando pela cidade folhetos,
onde propõe a comunidade doação mensal através
da fatura de energia elétrica. O Corpo de Bombeiros Voluntários
de Joinville também vai colaborar com a corporação
vizinha. Em breve doará uma viatura resgate.
As viaturas são um problema antigo. Célio Branco informa
que ainda aguarda do governo estadual a doação de uma ambulância
solicitada pelo ex-prefeito Godofredo Gomes ao governador Paulo Afonso Vieira.
Mesmo com crise, aniversário será
comemorado
A crise no Corpo de Bombeiros Voluntário de São Francisco
não abalará em nada as festividades de 21 anos de fundação.
Essa é a garantia do presidente Célio Virgínio Branco.
A festa já tem data marcada para o próximo sábado,
dia 24, com desfile no centro da cidade e baile à noite.
Fundada em 24 de outubro de 1977 a Sociedade Corpo de Bombeiros Voluntários
de São Francisco do Sul surgiu com a finalidade de proteção
e salvamento dos bens e da vida dos habitantes da cidade, em caso de calamidade
pública e em incêndios.
Com sede própria construída em 1995, a corporação
tem ainda um posto de atendimento no Balneário de Enseada. Contando
com um efetivo de 70 bombeiros habilitados, 30 bombeiros mirins (entre 12
e 15 anos), 30 aspirantes (15 a 18 anos) e um pelotão de 60 crianças
na faixa etária de 10 a 12 anos, o Corpo de Bombeiros atende, em
média, nove chamadas por dia entre acidentes leves e graves.
A nova diretoria, presidida por Célio Virgínio Branco,
conta com um Conselho Administrativo, também voluntário, composto
por nove membros pertencentes a comunidade. Mesmo com a crise financeira,
haverá festividades. O Comando organiza para sábado, às
10 horas, desfiles pelas ruas da cidade e baile à noite no Clube
Náutico Cruzeiro do Sul. (MAB)
Máquina auxilia
a fisioterapia
Equipamento promove relaxamento
muscular de paciente
Aurora Ayres
Idealizada para pessoas portadoras de deficiência física
e construída para auxiliar no exercício físico, a FlexMotor
chega a Joinville. Trata-se de uma máquina de movimentação
cíclica passiva e terapêutica, desenvolvida pela empresa paulistana
Cajumoro Comércio de Aparelhos Médicos e representada, em
Joinville, pela Sanville Produtos Ortopédicos Nacionais e Importados.
Ideal para idosos, pessoas em convalescência e cadeirantes, a FlexMotor,
de tecnologia nacional, é indicada também para pessoas portadoras
de esclerose múltipla, hemiplegia, paraplegia, tetraplegia, atrofias
musculares, patologias reumáticas, circulatórias, neurológicas
e ortopédicas.
Ativa a circulação, estimula o metabolismo, previne a formação
de escaras, melhora a função renal e massageia a região
abdominal favorecendo o funcionamento do intestino. Com o uso do aparelho
motorizado, as tensões musculares (espasmos) são relaxadas.
Segundo o proprietário da empresa, que é a única
fabricante do produto em toda a América Latina, Roberson Ferreira
Teixeira, a ingestão de anti-espasmódicos e laxativos, poderá
ser diminuída, reduzindo-se então, os efeitos colaterais.
"A FlexMotor foi construída com sensores de espasmos (contrações
involuntárias). Ela interpreta o espasmo e reverte o movimento, relaxando
a musculatura", explica.
O movimento é extremamente importante no funcionamento geral do
organismo, estimulando o metabolismo. "Ameniza todo um processo de
atrofia muscular, aumentando o metabolismo da pessoa e fazendo com que a
circulação volte aos níveis normais", salienta
o fisiologista do exercício.
"Com a circulação atuante, evita-se edemas de tornozelos
e joelhos, a formação de escaras, que são processos
de ulcerações de difícil tratamento, e mantém-se
a amplitude articular, alongamento e massa muscular", ressalta Teixeira.
"O aparelho proporciona à pessoas uma fisioterapia acessória.
Pode ser utilizado diariamente e várias vezes ao dia", completa.
Na área de reabilitação pode ser utilizado no aquecimento,
servindo para relaxamento dos membros, previamente à aplicação
de terapia. Serve para o relaxamento nas espasticidades, previne o inchaço
dos membros inferiores facilitando e estimulando a circulação
na reeducação neuromuscular e no treino da coordenação
motora.
"Nosso objetivo é divulgar o produto e conscientizar médicos
e fisioterapeutas quanto à eficácia do FlexMotor", ressalta
Teixeira. A proprietária da Sanville, Sandra Rampini, 30 anos, utiliza
cadeira de rodas há sete anos, quando sofreu um acidente automobilístico,
e conta que a sensação que tem quando usa o aparelho é
a de pedalar novamente. "É uma sensação muito
boa, de liberdade. Como se você estivesse numa academia fazendo ginástica",
aprova.
SERVIÇO
O quê: Sanville Produtos Ortopédicos Importados e
Nacionais
Onde: Rua Blumenau, 178 - loja 5 Tel.: (047) 433.8977
O quê: Cajumoro Comércio de Aparelhos Médicos
Ltda.
Informações: (011) 299.5248 - E.mail: cajumoro@node1.com.br |
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