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Brasil não pode perder
tempo, diz Scheinkman
Economista e professor da
universidades de Chicago proferiu palestra ontem na 39ª Convenção
Lojista
Rogério Christofoletti
Florianópolis - O Brasil tem uma agenda econômica a cumprir
e não pode perder tempo. Mexer no câmbio, por exemplo, só
depois do ajuste fiscal. A receita vem de fora, mas de nenhum consultor
do Fundo Monetário Internacional (FMI) ou de algum acordo com os
países mais ricos. A receita vem das universidades de Chicago e Princeton
(EUA), onde o economista José Alexandre Scheinkman é professor.
"O risco na mudança de câmbio agora é muito grande.
O mercado está nervoso. Particularmente, sou dos extremos: a adoção
de um câmbio flutuante, como fez o Canadá, pode ser positiva,
e a desvalorização da moeda, como foi o caso da Argentina,
também se revelou uma boa alternativa. Na verdade, o Brasil precisa
buscar um regime cambial adequado e permanente", diz. Sheinkman proferiu
palestra ontem na 39ª Convenção Nacional do Comércio
Lojista, em Florianópolis.
Segundo o economista, o País precisa controlar seu déficit
fiscal, e o mesmo ideal seria a universalização do pagamento
de impostos, juntamente com os cortes de gastos. Como Scheinkman não
acredita nisso, as reformas fiscal e previdenciária são imprescindíveis,
além de uma ajuda externa de curto prazo. "Há muito pessimismo
no mundo. Os investidores não perderam o apetite de investir no Brasil,
mas perderam o apetite para o risco. Qualquer lugar que ofereça risco,
é visto com desconfiança e apreensão".
No cenário internacional, o que preocupa é o combalido
sistema financeiro japonês, a ameaça de impeachment do presidente
Bill Clinton e os desdobramentos para a instituição do euro
enquanto moeda única na Comunidade Européia. "Aqui, entre
outras coisas, nosso sistema fiscal encoraja a informalidade e damos pouca
atenção às políticas para aumentar a poupança
interna e a educação".
Sobre estas questões, Scheinkman cita números comparativos:
Taiwan cresceu uma média de 9% ao ano de 1960 a 1995, o Brasil uma
média de 4,5% de 1960 a 1980. E a partir de 1980, nosso desempenho
foi zero, sem acréscimo na relação produto interno
per capta. "Para o País crescer 5% ao ano, seria necessário
investirmos 26% do Produto Interno Bruto (PIB), e hoje nossa poupança
é de apenas 19% dos quais 4% é comido pelo déficit.
Estes 4% são a nossa dependência externa". Palestrando
para quase 4 mil empresários durante a 39ª Convenção
Nacional do Comércio Lojista, o economista estabeleceu a relação:
o que determina o quanto se investe são os juros praticados, quanto
mais baixo é, mais se investe. Quanto maior é a nossa poupança,
menor é o juro.
SPC aperta cerco
contra inadimplentes
Os Serviços de Proteção ao Crédito (SPC)
vão intensificar sua ação, na tentativa de derrubar
a inadimplência do comércio. Muito em breve, os lojistas vão
poder registrar no SPC os clientes cujos débitos ultrapassem quinze
dias de atraso, a metade do prazo tolerado atualmente. A decisão
foi aprovada no 55º Seminário Nacional de SPCs, que aconteceu
no último domingo, na Capital. O evento se deu antes da abertura
da 39ª Convenção Nacional do Comércio Lojista,
que reúne desde ontem mais de três mil comerciantes de todo
o Brasil.
Segundo o diretor do Departamento de Assistência aos SPCs da Confederação
Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Philippe Navaux, a decisão
ainda depende de homologação do Conselho da entidade, "mas
é certo que ela será ratificada". Hoje, apesar de o prazo
mínimo para o registro no cadastro ser de trinta dias, a maioria
prefere negociar a inclusão em até 90 dias. "Os lojistas
avaliam as condições de cada cliente: se a dívida é
isolada ou se ele tem outros débitos na praça, se age com
má fé ou é vítima de desemprego", explica
Navaux, que completa: "O objetivo é ter a dívida saldada
e recuperar a capacidade de compra do cliente".
A crise mundial produz reflexos como o aumento do rigor na liberação
do crédito, e os comerciantes articulam-se para montar bancos de
dados integrados entre as cidades do Estado, e mais tarde entre as unidades
da Federação. Assim, os lojistas podem avaliar o crédito
com informações mais qualificadas. Cogita-se, inclusive, a
implantação de um cadastro que inclua os países do
Mercosul. Para isso, uma delegação da Província de
Rosário, na Argentina, veio para a Capital. "Estamos estudando
a interligação de informações de crédito
dos países que participam do bloco", disse Carlos Montecchiarini,
da Camara del Credito Comercial de Rosario.
Método avalia grau de
competição de empresas
Joinville - Um novo método para avaliação da competitividade
industrial, que compara o desempenho de uma companhia brasileira com o de
empresas líderes do mesmo setor na Europa, foi apresentada ontem
em Joinville. Trata-se do Made In Brasil (Benchmarking da Prática
e Performance da Produção Industrial) demonstrado na reunião
da Associação Comercial e Industrial de Joinville (Acij) pela
coordenadora do projeto, Silene Seibel. Ela destaca que 12 empresas já
foram avaliadas no Estado por esse sistema e somente a Tubos e Conexões
Tigre obteve a classe mundial, o que indica um nível de competitividade
semelhante aos das melhores indústrias européias.
A coordenadora informou que as demais tiveram níveis bastante
diversos - algumas bem próximas das líderes mundiais e outras
menos competitivas. No setor têxtil, foram avaliadas a Hering, Marisol,
Sulfabril, Buettner, Karsten, Douat, Linha Círculo e Cremer. De outros
setores, Weg, Embraco e Akros.
Silene observa que essa tecnologia foi desenvolvida na Inglaterra em
1992, e o Instituto Euvaldo Lodi, organismo da Federação das
Indústrias do Estado (Fiesc), introduziu esta forma de avaliação
no País no ano passado. A ferramenta identifica as áreas da
empresa que necessitam melhorias e apresenta sua posição competitiva
internacional. O nível de modernização da produção
industrial e os resultados dos investimentos feitos para modernizar são
aspectos analisados por uma equipe da própria empresa, que recebe
um caderno de auto-avaliação.
Silene destaca que o objetivo do Made in Brasil é preparar a indústria
catarinense para concorrer globalmente, além de fornecer parâmetros
globais de produtividade. "Isso proporciona desafios maiores e realistas
para empresas, pois outras empresas já alcançaram esses níveis.
O comparativo não será apenas em relação ao
desempenho do ano anterior."
A expectativa da coordenadora é avaliar 100 empresas em 1999,
adaptando a tecnologia para empresas pequenas e de médio porte. Hoje
a ferramenta é adequada para empresas que apresentam, pelo menos,
120 empregados. O custo chega a R$ 5 mil, e o resultado sai em uma semana.
Lojas Americanas vende
unidades para Carrefour
Grupo multinacional de origem
francesa compra 23 unidades em todo País, inclusive três no
Estado
Claudio Loetz
Joinville - Executivos do Carrefour do Brasil, rede de origem francesa,
compram 23 supermercados pertencentes às Lojas Americanas, espalhados
pelo País, inclusive três em Santa Catarina, localizados em
shoppings de Joinville, São José e Blumenau. A assessoria
de imprensa das Lojas Americanas, de São Paulo, confirmou a venda,
ontem. O grupo Comptoirs Modernes, ligado ao Carrefour, deve operar as unidades
de porte médio, sob o nome Stoc.
Em Santa Catarina, as Lojas Americanas manterão a unidade no Shopping
Beira-Mar Norte, em Florianópolis. Fornecedores de supermercados
concorrentes acreditam que a Stoc pode iniciar as atividades em duas semanas,
aproximadamente.
O Carrefour é líder no mercado brasileiro no segmento supermercadista
e a sétima maior empresa privada com atuação no Brasil.
Tem presença destacada, notadamente no setor de hipermercados. Faturou
US$ 5,097 bilhões em 1997, ou quase dez por cento do total vendido
pelo setor no País. No Brasil, disputa com Pão de Açúcar
e outras redes a preferência dos clientes. O setor supermercadista
representa 6,7% do PIB nacional, equivalente a R$ 53 bilhões.
Comunicado oficial conjunto do Carrefour e da Lojas Americanas sobre
a transação deve ser emitido até terça-feira,
segundo a assessoria de imprensa do Carrefour. Ainda faltam detalhes burocráticos
antes do anúncio público do negócio.
Ontem e hoje as unidades estão fechadas para inventário.
Oficialmente, a gerência da loja em Joinville tentou despistar: "fechamos
por dois dias para balanço trimestral". Na prática, está
sendo feito levantamento dos estoques.
Em Joinville, a loja reabre amanhã. Nos dois últimos sábados,
as Lojas Americanas promoveram queima de estoques dos mais variados produtos,
a preços abaixo do custo, sem alarde, nem divulgação
na mídia. A atitude contraria a política agressiva de marketing,
característica da empresa, com frequente veiculação
de anúncios na tevê e jornal.
Para o vice-presidente da Associação Catarinense de Supermercados
(Acats), Athanázio dos Santos Neto, "a competição
vai aumentar, mas o impacto será menor do que se fossem abertos novos
estabelecimentos". Ele estima que os supermercados catarinenses devem
repetir o desempenho de vendas obtido em 1997, sem crescimento. No Estado,
existem cerca de 320 supermercados associados à Acats.
O gerente do hipermercado Big Shop, pertencente ao grupo português
Sonae, em Joinville, Paulo Roberto Cardoso, vê o mercado preparado
para a disputa. "Temos conceito firmado e não acredito que a
Comptoirs Modernes, do Carrefour, venha com política de preços
para arrasar a concorrência".
Déficit da balança fica
em US$ 6 bi, afirma CNI
Estimativa é de que
o volume das exportações fiquem US$ 636 milhões abaixo
do registrado no ano passado
Rio de Janeiro - A Confederação Nacional da Indústria
(CNI) alterou sua previsão de déficit na balança comercial
este ano, que era de US$ 5 bilhões, para US$ 6 bilhões. A
nova estimativa, divulgada ontem no boletim "Comércio Exterior
em Perspectiva", foi feita por causa da crise internacional iniciada
com o calote russo. Apesar disso, o valor é 30% abaixo do déficit
do ano passado.
De acordo com a Unidade de Integração Internacional (Inter)
da entidade, que preparou o documento, a moratória da Rússia,
além de atrasar a recuperação dos países asiáticos,
afetou as linhas de curto prazo para as exportações brasileiras.
O Inter calcula que as vendas brasileiras para o exterior vão cair
US$ 636 milhões este ano em relação ao volume registrado
em 1997, de US$ 52,99 bilhões.
O boletim alerta que as exportações mostram sinais de perda
de ritmo, apesar de seu desempenho continuar superior às importações.
Dos sete principais produtos vendidos pelo Brasil, apenas o minério
de ferro teve aumento de 2,95% no preço médio. Os outros tiveram
reduções de preço entre 12,4% e 34,3%.
A CNI previu no documento que, se for mantido o desempenho atual, as
exportações vão cair 1,2% este ano, em comparação
com 1997. A previsão leva em conta a queda de 0,6% registrada entre
janeiro e agosto. O boletim chama a atenção para o fato de
a recuperação das moedas européias e japonesa diante
do dólar norte-americano poder ajudar na exportação
de produtos brasileiros para os dois mercados. "Ainda que a moeda brasileira
não tenha paridade estrita com o dólar, o Brasil usa o dólar
como referência para a fixação dos limites de variação
do real", cita o documento.
Entre janeiro e setembro, o real teve desvalorização real
de 2,87% em relação ao dólar, segundo o Inter. O índice
chegou a 2,05%, na comparação com as moedas dos 10 principais
países na pauta de exportações brasileiras, no mesmo
período. A mudança do valor da moeda nacional em relação
à norte-americana refletiu a maior procura pelo dólar para
remessa de dinheiro para o exterior, segundo a CNI.
A Inter chamou atenção para a recuperação
da competitividade dos produtos industriais brasileiros. O indicador que
compara o custo da mão-de-obra do Brasil com os Estados Unidos teve
crescimento de 8% no segundo trimestre do ano, de acordo com o boletim.
Além de ser provocado pela contínua desvalorização
nominal do câmbio, o resultado é conseqüência do
crescimento da produtividade e da redução da folha de pagamentos
da indústria, de acordo com os economistas da CNI.
Saldo no mês continua positivo
Brasília - A balança comercial brasileira registrou na
semana passada um déficit de US$ 168 milhões. Foi o primeiro
resultado negativo de outubro. Mesmo assim, o saldo do mês está
positivo: durante as primeiras três semanas, foram exportados US$
2,679 bilhões e importados US$ 2,525 bilhões, gerando um diferença
de US$ 154 milhões a favor do Brasil.
No acumulado do ano, o Brasil registra um déficit comercial de
US$ 3,652 bilhões. Conforme os dados divulgados ontem pelo Ministério
da Indústria, Comércio e Turismo (Mict), a média diária
das exportações na terceira semana de outubro foi de US$ 218
milhões - abaixo dos US$ 284,5 milhões da primeira semana.
Apesar do retrocesso, os resultados do mês são melhores
do que os de outubro de 1997. A média diária de exportações
este mês é 17% superior à média diária
de outubro do ano passado. O mesmo fenômeno aconteceu com as importações.
A média diária de compras no exterior, na terceira semana
de outubro, foi de US$ 280 milhões - acima dos US$ 156 milhões
da primeira semana. No mês, porém, a média ficou em
US$ 229,5 milhões, ou seja, 5% abaixo dos US$ 241 milhões
registrados em outubro de 1997. "Neste mês registramos uma exportação
menor de aviões e de automóveis, em relação
a outubro de 1997, mas em compensação as vendas de produtos
básicos tiveram um aumento de 38% e as de semimanufaturados, de 30%",
disse Côrtes.
FHC recebe pacote fiscal hoje
Brasília - O presidente Fernando Henrique Cardoso recebe hoje
o programa fiscal plurianual. As medidas que darão sustentação
à meta de um superávit primário entre 2,5% e 3% do
Produto Interno Bruto (PIB) estão praticamente definidas. O programa
deverá ser discutido mais uma vez ainda hoje com o presidente, dependendo
do horário da sua chegada de Portugal, onde foi participar, na cidade
do Porto, do VIII Encontro de chefes de Estado Ibero Americanos.
O programa plurianual vai traçar uma trajetória para a
redução do déficit nominal até 2001. O déficit
acumulado no período de janeiro a julho é de 7,02% do PIB
e uma das alternativas seria a sua redução, ao final dos três
anos, para cerca de 2,5% do PIB. O superávit primário do primeiro
ano do programa se situará entre 2,5% do PIB e 3% do PIB, com medidas
basicamente de contenção de gastos e de aumento da arrecadação,
como o aumento da alíquota da CPMF e cortes de incentivos e subsídios.
O governo estuda também o bloqueio sobre parcela dos recursos
orçamentários, com a possibilidade de elevar de 20% para cerca
de 40% os recursos orçamentários que constituem o Fundo de
Estabilização Fiscal (FEF). Do lado orçamentário,
a revisão da lei do Orçamento da União contemplará
a possibilidade de um corte superior aos R$ 8,7 bilhões já
anunciados pelo governo.
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Safra |
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Renda do produtor rural cai em 99
Queda dos preços na
safra 98 com a crise vai reduzir ganhos do agricultor
Brasília - A crise financeira internacional deverá provocar
queda na renda bruta dos produtores rurais brasileiros no ano que vem, mesmo
que ocorra aumento da produção de grãos na atual safra
de verão 1998/99, que está sendo plantada. A avaliação
é de diferentes especialistas no setor que, embora considerem cedo
para uma estimativa concreta, afirmam que a tendência de queda acentuada
nos preços internacionais das principais commodities vai provocar
a diminuição da renda do agricultor.
"A redução dos preços desta safra será
proporcionalmente maior que o crescimento no volume produzido" afirma
o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Eugênio
Stefanello. Mesmo com a previsão otimista de uma produção
de até 85 milhões de toneladas, o presidente da Conab assegura
que a renda vai cair, o que deverá obrigar o produtor a buscar maior
produtividade, com controle de custos.
Fontes da área econômica apostam que o ano que vem repetirá
1995, quando houve uma das piores crises financeiras do setor rural no Brasil.
"Os mais baixos preços médios da soja e do milho na Bolsa
de Chicago dos últimos dez anos prenunciam um desastre para o setor,
já que os dois produtos são considerados carros-chefe das
commodities", lembra a fonte.
Oferta recorde
O secretário de Política Agrícola do Ministério
da Agricultura, Benedito Rosa, também prevê um cenário
difícil para a agricultura brasileira no ano que vem, com queda dos
preços internacionais da soja, açúcar e café,
principalmente. Ele explica que a crise financeira internacional gerou uma
queda de demanda ao lado de uma oferta física mundial recorde de
alguns produtos como a soja e o milho, o que provocou a redução
nos preços.
Segundo Rosa, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
estima uma queda de 5,5% na renda do agricultor norte-americano na atual
safra. O presidente da Federação de Agricultura de Goiás,
João Bosco Umbelino, disse que está alertando os produtores
rurais a não aplicar qualquer recurso na lavoura que custe mais de
12% ao ano. "Quem buscar dinheiro no mercado, vai ter renda negativa",
afirma.
Umbelino disse que os insumos estão mais caros e os R$ 500 milhões
prometidos pelo governo para o agricultor aplicar na recuperação
do solo, através de uma linha especial de financiamento para calcário,
acabaram não sendo liberados nesta safra.
Medida dificulta importação de
fruta argentina
Lages - A exigência de uma licença de importação,
medida baixada pelo governo na semana passada, começa a dificultar
a entrada no Brasil de maçã e pêra da Argentina. Caminhões
carregados com os dois produtos estão formando extensas filas em
diversos pontos fronteiriços entre os dois países. A demora
para a entrada, em alguns casos, chega a 30 dias.
Exportadores argentinos calculam que a medida poderá representar
um prejuízo de US$ 10 milhões aos produtores do país.
O principal problema, apontam, é a super oferta do produto no mercado
interno, o que tende a baixar significativamente o preço.
De acordo com Laor da Silva Alves, de Vacaria (RS), vice-presidente da
Associação Brasileira dos Produtores de Maçã,
a exigência do governo brasileiro é apenas para ganhar tempo.
"Acredito que a médio prazo não haverá nenhum
prejuízo entre o comércio bilateral. O governo só quer
ganhar tempo para diminuir as importações até que haja
um ajuste maior na balança comercial".
Consumo interno
Alves diz que, freando a entrada de produtos argentinos por uns 15 a
20 dias, até as concessões das licenças, já
é um ótimo ganho de tempo para um maior equilíbrio
das importações e exportações.
Segundo o dirigente, as importações argentinas de maçã
representam perto de 15% do consumo interno e que o problema não
representa ameaça maior aos produtores brasileiros.
As exportações vinculadas ao Proex atingiram US$ 23,6 bilhões
entre janeiro e setembro deste ano, um aumento de 242% em relação
ao mesmo período de 1997, de acordo com o Banco do Brasil. De janeiro
a setembro, 453 exportadores usaram os recursos do programa, dos quais 271
adotaram o Proex pela primeira vez. Foram aprovadas 6.519 operações,
3.163 a mais que o mesmo período de 97. |
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