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As corridas e a situação do campeonato da
Fórmula Mundial
AN Fórmula Indy
 |
Hakkinen está
convencido de
vencer no Japão
São Paulo - O finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, não
tem a menor dúvida quanto ao que pode ocorrer dia 1º de novembro
em Suzuka, na última etapa do campeonato: "Se nada de anormal
acontecer, serei campeão do mundo", afirmou numa entrevista
publicada pelo jornal alemão Bild, na edição de domingo.
O líder do Mundial comentou estar convencido de que conquistará
o título. Ele tem 90 pontos contra 86 de Michael Schumacher, da Ferrari.
"Nem sequer questiono a possibilidade de correr para chegar em
segundo", disse. "Vou disputar a prova como se tivesse o mesmo
número de pontos que meu adversário." Hakkinen afirmou
ainda não esperar nenhuma tática mais ousada do piloto alemão.
"Schumacher já teve experiências negativas demais no passado."
O piloto da McLaren entrará na pista para a corrida do Japão
relaxado. "Eu não tenho nada a perder, ao passo que Schumacher
deve estar preocupado, já que foi campeão do mundo duas vezes."
Schumacher preferiu um discurso menos triunfalista. Respondendo domingo
ao apresentador do programa Domenica, da televisão italiana, afirmou
que a Ferrari não atingiu na temporada o nível de competitividade
necessário para ser campeã.
O inglês Damon Hill, campeão do mundo de 1996, não
só acredita que Mika Hakkinen tem tudo para ficar com o título
da temporada como, declaradamente, torce por ele. Mas, experiente, mandou
um recado para o piloto finlandês da McLaren, que dia 1º de novembro
disputa com Schumacher a corrida decisiva no Japão: "Não
permita que Schumacher lhe irrite."
A ação deliberada de Schumacher, lançando a sua
Benetton contra a Williams de Hill no campeonato de 1994, em Adelaide, não
sai da cabeça do britânico. Com a desistência de ambos,
Schumacher obteve seu primeiro título. Desta vez, porém, a
vantagem é de Hakkinen, diferentemente de 1994 e do ano passado,
em que o abandono dos dois pilotos que lutavam pelo Mundial garantia o campeonato
para Schumacher.
|
Resultado do GP de Luxemburgo |
|
Col. |
Piloto |
País/equipe |
Tempo |
|
1º |
Mika Hakkinen |
Finlândia/McLaren |
1h32min14s789 |
|
2º |
Michael Schumacher |
Alemanha/Ferrari |
a 2s212 |
|
3º |
David Coulthard |
Grã Bretanha/McLaren |
a 34s164 |
|
4º |
Eddie Irvine |
Grã Bretanha/Ferrari |
a 58s183 |
|
5º |
Heinz-Harald Frentzen |
Alemanha/Williams |
a 60s248 |
|
6º |
Giancarlo Fisichella |
Itália/Benetton |
a 61s360 |
|
|
Classificação geral do mundial |
|
Col. |
Piloto |
País |
Pontos |
|
1º |
Mika Hakkinen |
Finlândia |
90 |
|
2º |
Michael Schumacher |
Alemanha |
86 |
|
3º |
David Coulthard |
Inglaterra |
52 |
|
4º |
Eddie Irvine |
Irlanda |
41 |
|
5º |
Jacques Villeneuve |
Canadá |
20 |
|
6º |
Alexander Wurz
Damon Hill |
Áustria
Itália |
17
17 |
|
8º |
Giancarlo Fisichella |
Alemanha |
16 |
|
9º |
Heinz Harald Frentzen |
Grã-Bretanha |
15 |
|
10º |
Ralf Schumacher |
Alemanha |
14 |
|
11º |
Jean Alesi |
França |
9 |
|
12º |
Rubens Barrichello |
Brasil |
4 |
|
13º |
Mika Salo
Pedro Paulo Diniz |
Finlândia
Brasil |
3
3 |
|
|
Construtores |
|
1º |
McLaren-Mercedes |
142 |
|
2º |
Ferrari |
127 |
|
3º |
Williams-Mecachrome |
35 |
|
4º |
Benetton-Playlife |
33 |
|
5º |
Jordan Mugen-Honda |
31 |
|
6º |
Sauber-Petronas |
10 |
|
7º |
Arrows |
6 |
|
8º |
Stewart-Ford |
5 |
|
8º |
Prost |
1 |
|

|
|
Impossível |
|
Bicampeão diz que não voltará
para Alemanha
São Paulo - Perto de poder conquistar para a Alemanha seu terceiro
título mundial, Michael Schumacher declarou para o jornal alemão
Die Welt que "jamais voltará a viver em seu país."
Para o piloto da Ferrari, "a Alemanha seria o pior lugar para seus
filhos serem educados". Logo depois de passar a competir na Fórmula
1, em agosto de 1991, Schumacher mudou de Kerpen, na Renânia, onde
cresceu, para o Principado de Mônaco. Atualmente reside em Vufllens-le-Chateau,
no lago de Genebra, Suíça.
Aos 29 anos, Schumacher não esconde não saber viver com
a fama, ao menos fora dos autódromos. "Mudei de Mônaco
porque já não podia passear com meus cachorros pelas ruas
ou mesmo ir a um restaurante com minha esposa." A falta de respeito
à individualidade do cidadão em seu país o levou a
dizer, na entrevista publicada na edição de hoje do Welt,
que o máximo que fará daqui para frente é visitar a
Alemanha. "Não mais que isso."
Eleitor confesso de Helmut Kohl, derrotado na última eleição,
Schumacher comentou esperar do novo governo alemão a elaboração
de um sistema fiscal mais simplificado. Ele afirmou que necessita da ajuda
de "uns quatro advogados" para fazer sua declaração
de renda a fim de não acabar na prisão. O piloto da Ferrari
fatura cerca de U$ 50 milhões por ano.
Treinos
Hoje Schumacher volta a trabalhar com sua Ferrari F300 visando a prova
que definirá o campeão do mundo, dia 1º de novembro no
Japão. Enquanto ele treina em Mugello, o piloto de testes da Ferrari,
Luca Badoer, dá sequência a outro programa de ensaios em Fiorano.
O objetivo do treinamento, que se estenderá até sábado,
é cruzar as informações obtidas nos testes das últimas
duas semanas. |
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