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Índios e PM voltam
à mesa de negociação
Comandante da PM vai conduzir
a conversa para liberar estrada
Carlos Silva
Blumenau - Caciques da reserva Duque de Caxias e o comandante da Polícia
Militar do Estado, Valmir Lemos, se encontram hoje às 14 horas, na
Câmara de Vereadores de José Boiteux, para discutir a liberação
da estrada geral que liga a cidade de Itaiópolis à localidade
de Bonsucesso, no limite com Doutor Pedrinho, e a desocupação
de 19 residências de colonos que estão na área em litígio.
Ontem o comandante do Batalhão da PM de Rio do Sul, tenente coronel
Roque Heerdt, esteve na aldeia Bugio para conversar com o cacique Lauro
Juvei e entregar duas ordens judiciais.
Uma delas impede os índios de ocuparem uma área da Batistella
Reflorestamento, localizada próxima à reserva, e outra impede
a ocupação das terras da Odebrecht. As duas áreas são
de extração de madeira e estavam sendo ocupadas pelos índios
como forma de protesto ao atraso da demarcação da área.
O clima na reserva e nas proximidades está mais calmo, como constatou
o tenente coronel Heerdt. Ele ouviu dos caciques queixas da ação
dos policiais militares que estiveram quinta-feira da semana passada em
Bonsucesso. Naquele dia, nove policiais foram mantidos como reféns
na sede da aldeia, por 19 horas, depois de uma ameaça de conflito.
"Podemos sair das casas dos colonos, mas não vamos sair das
terras que são de nossa propriedade", disse o cacique Lauro
Juvei. Adiantou ainda que não vai participar da reunião de
hoje em José Boiteux temendo ser preso pelo comandante geral da PM.
"Houve ameaças antes. Se quiserem falar conosco, que venham
até aqui".
Medo
Enquanto os caciques e comando da Polícia Militar tentam um acordo
pacífico, alguns colonos recolhem seus objetos e saem da área
em litígio. Os que ficam, olham a movimentação das
janelas sem se pronunciarem. Os índios prometem que vão seguir
pressionando com os acampamentos na beira das estradas.
Os agricultores entraram com uma ação na justiça
pedindo a posse de 19 propriedades que estavam sendo ocupadas até
a última quinta-feira. A saída, no entanto, ocorreu antes
das ordens judiciais serem entregues. O oficial de justiça de Ibirama,
Claudio Nikir, aproveitou a presença do coronel Heerdt para entregar
as ordens.
Impasse
Os xoclengue ocupam áreas de Bonsucesso há pouco mais de
três meses. Sexta-feira da semana passada, os colonos fizeram uma
manifestação em frente ao fórum da Itaiópolis.
Eles criticam a atuação da Funai no impasse. O juiz da comarca,
Gilmar Lang, recebeu um abaixo assinado com cerca de 1,1 mil assinaturas
e de agricultores das regiões vizinhas denunciando a invasão
das suas casas pelos índios.
Funai envia
mais técnicos
José Augusto Gayoso
Brasília - A Fundação Nacional do Índio (Funai)
reconhece que não há mais nenhuma medida legal a ser tomada
no momento para impedir a reintegração de posse determinada
pela Justiça de Santa Catarina do território reclamado pelos
xoclenges. Preocupado com a situação de tensão criada
entre madeireiros, agricultores e índios na região, o presidente
do órgão, Sullivan Barbosa, determinou o envio de mais gente
do corpo técnico para acompanhar a operação que poderá
ser desencadeada a qualquer momento pela Polícia Militar do Estado.
A ordem em Brasília é evitar o confronto a todo custo.
Sullivan confirmou que a saída dos índios da área
será acompanhada por advogados, antropólogos e pessoal de
campo da Funai. Se houver resistência por parte dos índios,
o grupo de apoio da Funai vai tentar interceder para evitar violência.
O presidente da Funai lamentou que a liminar concedendo a reintegração
de posse aos madeireiros tenha saído alguns dias antes da apresentação
do relatório final do grupo de trabalho que está na região
em conflito vem fazendo, sobre os limites da área da reserva Duque
de Caxias.
O presidente da Funai já avisou que se o relatório concluir
que os indígenas tinham razão, o ministro da Justiça,
Renan Calheiros, baixa decreto determinando a "desintrusão da
área". Ou seja, revertendo a situação, já
que os índios passariam a ter a prioridade, e a força policial
poderia ser convocada para fazer valer essa determinação,
o que levaria à retirada dos madeireiros. O relatório será
entregue ao presidente da Funai no dia 28.
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Entenda o caso |
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15/7
- Prefeitos de Doutor Pedrinho, Antônio Nereu Girardi (PMDB) e
de Itaiópolis, Reginaldo Fernandes Luiz (PPB) denunciam que agricultores
estavam deixando as propriedades em Bonsucesso por medo de serem atacados
pelos índios da reserva Duque de Caxias, que reivindicam terras.
- Os dois prefeitos encaminham documento ao secretário de Justiça
e Cidadania, Wilson Pazin, e ao comandante geral da Polícia Militar,
coronel Valdir Lemos, relatando a situação.
16/7
- Relações públicas da PM, tenente-coronel Edson
Souza, informa que a corporação está em estado de
alerta.
19/7
- PM garante a segurança nas propriedades e evitar conflitos entre
colonos e índios durante o final de semana.
19 e 20/7
- Apreendidas 15 cargas de madeira em Rodeio, Timbó, Apiúna
e Ibirama (Médio Vale do Itajaí), que teriam sido retiradas
das áreas reflorestadas invadidas.
20/7
- Índios fecham a rodovia SC-477, que liga Blumenau a Doutor Pedrinho,
e fazem um grupo de policiais militares de refém.
21/7
- Os índios liberam os 10 policiais mantidos como reféns,
mas ameaçam bloquear as estradas vicinais e retirar à força
os colonos caso seja mantida a fiscalização nas rodovias
para coibir o comércio ilegal de madeira.
22/7
- Índios concordam em suspender venda da madeira por três
dias. Em troca, recebem cestas básicas de alimentos e blocos de
notas fiscais para legalizar o comércio.
4/8
- Representantes indígenas, madeireiros, Polícia Militar,
Fundação Nacional do Índios (Funai) e o juiz da comarca
de Itaiópolis, Gilmar Lang, fecham um acordo, proposto pelo Ministro
da Justiça, Renan Calheiros, de paralisar o corte e comércio
da madeira por 35 dias até a finalização do reestudo
fundiário (prazo que encerrou dia 8 de setembro). O ministro, depois
da conclusão do relatório, teria um prazo de 60 dias para
analisar e emitir uma resposta sobre o caso.
8/9
- A Funai conseguiu mais 30 dias para concluir o inventário florestal.
A prorrogação do prazo foi estabelecida no fórum de
Itaiópolis entre as partes envolvidas no conflito.
28/9
- O juiz da comarca de Itaiópolis, Gilmar Lang, decidiu suspender
o acordo e autorizar liminar de reintegração de posse às
madeireiras Battistela e Terra Nova. Ele confirmou que os índios
desrespeitaram o acordo e voltaram a cortar e comercializar madeira e a
invadir as residências dos agricultores.
15/10
- Os índios fazem novamente nove PM's de reféns, durante
19 horas, na sede da aldeia Bugio.
16/10
- Agricultores dos municípios de Itaiópolis e Doutor Pedrinho
fazem manifestação em frente ao fórum de Itaiópolis,
criticando a atuação da Funai no impasse.
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Atendimentos de
emergência podem parar
Hospital São José
não tem recursos para o pagamento dos fornecedores
Graziela Lindner
Joinville - A crise no Hospital Municipal São José (HMSJ)
continua se agravando e até os atendimentos de emergência podem
ser suspensos nos próximos dias caso a dívida de R$ 4 milhões
com os fornecedores não seja quitada. Ontem pela manhã, representantes
da Comissão de Saúde das Câmara de Vereadores, Pastoral
da Saúde da Igreja Católica e conselhos locais de Saúde
fizeram uma vistoria no hospital.
Jaime Ferreira, diretor técnico do HMSJ, revelou que a receita
do hospital não cobre as despesas e alguns fornecedores não
recebem desde maio de 1997. "Está faltando quase tudo e precisamos
de dinheiro para reverter a situação. Se o problema persistir,
vamos acabar colocando em risco a vida dos pacientes".
Os funcionários do hospital reclamam da dificuldade em trabalhar.
"Não aguentamos mais a pressão e os fornecedores só
vão nos abastecer quando o pagamento for efetuado", lembrou
Luiz Henrique Melo, diretor clínico do hospital. A situação,
disse Melo, pode ficar ainda pior. O Centro de Tratamento de Câncer,
por exemplo, já está sem quimioterápicos. Isso significa
que alguns pacientes vão ficar sem tratamento. "Casos que ainda
não eram de urgência estão ficando complicados".
O vereador Arlindo Leite, presidente da Comissão Municipal de
Saúde, responsabilizou o prefeito Luiz Henrique da Silveira, que
reduziu de R$ 700 mil para R$ 300 mil o repasse ao hospital. "Há
algum tempo, o governo municipal pagava 70% da folha de pagamento. Hoje,
repassa aproximadamente 30% do total", constatou. As despesas do hospital
com a folha de pagamento dos funcionários é de R$ 950 mil.
Guilherme Voss, presidente do PPB em Joinville, argumentou que o momento
não é de críticas ao prefeito. Apesar disso, confessou
estar decepcionado "com a insensibilidade de Luiz Henrique diante do
problema".
Propostas
O vereador Getúlio Ferreira apresentou três sugestões
e garantiu encaminhar ao prefeito um pedido para que o governo municipal
assuma, novamente, 70% da folha de pagamento dos funcionários. Ester
Pereira Alves, representante da Pastoral da Saúde, sugeriu que parte
do orçamento repassado à Câmara fosse revertido ao hospital.
O secretário da Saúde, Iberê Condeixa, informou que
algumas medidas devem ser discutidas com Luiz Henrique da Silveira, mas
é impossível antecipar qualquer decisão. A campanha
"IPTU pela saúde" arrecadou R$ 236 mil em setembro e R$
118 mil foram para a saúde. Destes, R$ 40 mil foram repassados à
instituição.
Ipesc começa pagar pensionistas
Florianópolis - Será depositado hoje o 13º salário
das pensionistas do Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina
(Ipesc) que recebem acima dos R$ 500,00. O valor soma quase R$ 8 milhões.
Serão beneficiadas 4.760 pensionistas, das 7.713 do total. O salário
de agosto de quem ganha entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil será depositado
na quarta-feira, atingindo 160 pensionistas. Também na quarta-feira
2.953 pensionistas que ganham até R$ 500,00 receberão o salário
referente a setembro. Ficam faltando 327 pensionistas que ganham acima de
R$ 4 mil e ainda não receberam o salário de agosto. O cronograma
de pagamento foi apresentado ontem pelo presidente do Ipesc, Ari Martendal.
Enquanto as pensionistas recebem os atrasados, não há previsão
para o repasse dos recursos da assistência médica. Clínicas,
laboratórios e hospitais suspenderam as atividades parcialmente,
já que não estão recebendo. No último final
de semana a Associação dos Estabelecimentos de Saúde
no Estado de Santa Catarina (Asesc) insistiu que os laboratórios
e clínicas a ela vinculados não atendam os conveniados enquanto
não receberem os atrasados. São 80 associados, com maior concentração
na Grande Florianópolis. Os usuários só estão
sendo atendidos em casos de emergência.
O presidente da Asesc, Maurício Buendgens, disse que a partir
de hoje começa a emitir correspondências para os associados
para reforçar a determinação da associação.
Buendgens acredita que 50% dos associados já suspenderam o atendimento
no Estado. "O governo assina documentos e não cumpre, como podemos
continuar acreditando em promessas de que o pagamento será feito?",
questiona. A intenção é negociar desde já com
o governador eleito Esperidião Amin, já que a associação
não acredita em solução para este governo.
Martendal não vê saída para o repasse às instituições
se não houver o pagamento dos atrasados pelos poderes públicos.
As dívidas remontam a 1995. No total, Ministério Público,
Tribunal de Justiça, Assembléia Legislativa, Tribunal de Contas
do Estado e Udesc devem R$ 47,3 milhões. A dívida do Ipesc
com as entidades médicas está em R$ 11,5 milhões após
três meses de atraso, conforme Martendal.(Amilcar Oliveira)
Regional não paga aluguel
Jean Carlos de Souza
Concórdia - A Regional da Saúde de Concórdia, responsável
pela articulação de todas as políticas voltadas para
o setor do Alto Uruguai catarinense, pode ser despejada do prédio
que ocupa nos próximos dias. O governo do Estado não repassa
dinheiro para a Regional há cerca de cinco meses e o aluguel está
atrasado. Além de não pagar o imóvel que ocupa, a Regional
também não tem conseguido realizar uma série de ações
que estavam planejadas. Os salários dos funcionários estão
sendo pagos, como para o restante do funcionalismo.
De acordo com o coordenador da Regional, Darci Frare, prefeito de Ipumirim
até 96, é muito difícil administrar a saúde
na região sem receber as parcelas do convênio assinado com
a Secretaria Estadual da Saúde. "Nós estamos tentando
fazer o possível, mas está difícil". Das três
parcelas do convênio que deveriam ser liberadas em 98, somente uma
chegou até agora. Eu acredito que no mínimo mais uma parcela
deve ser repassada pela Secretaria até o final do ano", disse.
Prefeitos
A Regional da Saúde já recebeu o aviso de que nos próximos
dias poderá ser liberado o dinheiro destinada a pagar diárias
para os funcionários que participam de cursos ou ações
em outras cidades. As verbas, apesar de minguadas, servirão para
que alguns serviços sejam retomados. A situação da
Regional da Saúde foi discutida pelos prefeitos da região
na sexta-feira passada. Só que os municípios decidiram não
intervir diretamente. Eles apenas vão cobrar a liberação
do dinheiro atrasado.
Enquanto isso, o coordenador Darci Frare está preocupado em negociar
o atraso do aluguel. "Em outros momentos já aconteceram atrasos
e sempre foi possível encontrar uma solução",
antecipou Frare. O coordenador pedirá prazo até novembro,
quando ele acredita que pelo menos uma das duas parcelas devidas à
Regional da Saúde seja liberadas.
Jaraguá questiona
penalidade do TCE
Município vai aguardar
publicação no Diário Oficial do Estado para apresentar
argumentos
Jaraguá do Sul - O departamento jurídico da Prefeitura
só vai se pronunciar sobre decisão do Tribunal de Contas do
Estado (TCE), que condenou a Prefeitura a devolver aos cofres do Instituto
de Seguraridade do Servidor Municipal (Issem) cerca de R$ 4 milhões,
além de mais R$ 22 mil ao Fundo Municipal de Previdência Social
(FMPS), depois de 30 dias da decisão ser publicada.
A informação é do secretário municipal de
Administração e Finanças, José Olívio
Papp. Na sexta-feira, o TCE acatou denúncias do Sindicato dos Servidores
Públicos Municipais de Jaraguá do Sul, feitas em 1996, de
que o dinheiro foi transferido do fundo para conta da Prefeitura e usado
na compra de maquinários, pagamentos de dívidas e ações.
Cada servidor tem descontado em sua folha de pagamento 2% sobre o salário-base
para o Issem e 10% para o fundo.
Segundo o presidente do sindicato, Luiz Schörner, o relatório
do TCE divulgado na semana passada aponta irregularidades em todo o processo
que dividiu as funções do Issem, criando o FMPS, e as operações
realizadas pelo ex-prefeito Durval Vasel (PTB). A decisão atinge
também o atual prefeito Geraldo Werninghaus (PFL), que realizou empréstimos
tidos como ilegais junto ao fundo. De acordo com relatório do TCE,
a Prefeitura terá que devolver R$ 4.116.931,96 ao Issem, mais R$
22.347,01 ao FPMS. O ex-prefeito Durval Vasel foi multado em R$ 6.465,89
pelos empréstimos ilegais e por ter repassado a entidades de classe
contribuições dos servidores. Werninghaus foi multado em R$
4.738,11, mais R$ 100,00 pelos empréstimos ilegais.
O secretário de Administração e Finanças
ressalta que a questão vem desde 1996 e que a Prefeitura só
dará resposta oficial após o departamento jurídico
analisá-la por completo. "A decisão nem foi publicada
no Diário Oficial. Teremos 30 dias depois para dar resposta".
O ex-prefeito Durval Vasel disse que vai recorrer da decisão do
TCE, por entender que não ocorreu irregularidade. "Tive autorização
da Câmara de Vereadores. Não me apossei de nenhum centavo dos
empréstimos", enfatiza. Vasel observa que contratou advogado
para defendê-lo.
Campo Alegre
critica Casan
Campo Alegre - Sob a alegação de que evidenciou contaminação
bacteriológica da água que abastece os distritos de Fragosos
e Bateias de Baixo, em Campo Alegre, a Casan suspendeu o convênio
de manutenção dos serviços de abastecimento e deixou
de repassar a cota mensal de R$ 2.650,00 ao município do Planalto
Norte. A decisão, considerada arbitrária pelo secretário
de Finanças do município, Manolo Del Olmo, está sendo
contestada.
A cota mensal equivale a 1% da arrecadação do município.
É utilizada no pagamento de três funcionários e dos
produtos utilizados no tratamento da água, que é responsabilidade
da Prefeitura. Como rege o convênio, renovado ano a ano, a Casan atua
quando há a necessidade de ampliar a rede ou resolver um problema
mais grave. Até a semana passada efetuava o repasse para que o município
pudesse custear a manutenção da mão-de-obra e do controle
da qualidade da água.
O secretário já enviou ofícios ao gerente regional
da Casan, Rui Borba, solicitando apoio técnico para eliminar a suscetibilidade
de contaminação e o "imediato reestabelecimento do cronograma
financeiro", ou seja, a reativação do repasse da cota
mensal. "Não veio análise laboratorial nenhuma, não
nos foi dado o direito de contraditório e não foi prevenida
a responsabilidade", contestou.
Dreveck consegue recursos
para São Bento em Brasília
São Bento do Sul - O prefeito Sílvio Dreveck (PPB) retornou
de Brasília, onde pleiteou recursos nas áreas de educação,
saneamento básico, cultura e educação. Acompanhado
do governador eleito, senador Esperidião Amin (PPB) e do deputado
federal Paulo Bauer (PFL), Dreveck conseguiu a liberação de
R$ 158 mil no Ministério da Educação. São R$
22.861,00 para um programa de aceleração do aprendizado; R$
14.994,00 para o programa de educação de jovens e adultos
e R$ 122. 433,01 para ampliação de salas de aula. Ainda ficou
pendente a liberação de R$ 80 mil junto ao Ministério
da Saúde e R$ 40 mil no Ministério da Agricultura.
O prefeito apresentou no Ministério do Meio Ambiente proposta
para canalizar o rio São Bento. Ela segue para análise técnica
e, caso seja aprovada, será solicitado o projeto, que deve ser concluído
a longo prazo. Na Caixa Econômica Federal o prefeito pleiteou a liberação
dos recursos de um financiamento de implementação do sanemaneto
básico, especialmente relacionado a esgoto sanitário.
Recursos para a reforma do Museu Municipal Dr. Felipe Maria Wolf também
foram pleiteados no Ministério da Cultura. Na Embratur, Dreveck apresentou
pela segunda vez o pedido para produção do novo folder publicitário
do município. Dreveck entende que a atual política monetária
do País não favorece a obtenção de maiores recursos
e, por isso mesmo, está satisfeito com o que conseguiu.
"Com os recursos escassos, sempre que se conseguir algum recurso,
seja R$ 5 mil, R$ 10 mil ou R$ 1 milhão, há a obrigação
de continuar com os pleitos, principalmente para a área social, que
é onde ainda existem possibilidades de se conseguir um retorno melhor",
observou Dreveck.
Prefeito quer trazer
de volta agência do BB
Campo Alegre - Fechada desde novembro do ano passado, após sofrer
o terceiro assalto em menos de um ano, a reabertura da agência do
Banco doBrasil em Campo Alegre, no Planalto Norte, é questão
de honra para o prefeito Manuel Del Olmo (PPB). Hoje, com a presença
do tenente coronel Capanema e da banda marcial da Polícia Militar,
ele inaugura a nova sede da Polícia Militar, às 16 horas,
ao lado do prédio onde funcionava a agência.
Com isto reforça a segurança e cumpre sua parte no convênio
assinado em meados deste ano, com diretores do BB, para que o município
volte a dispor dos serviços do banco. A casa que será destinada
à nova sede da PM servia de residência para os gerentes da
agência. No convênio firmado, Del Olmo foi incumbido de providenciar
nova residência para o gerente e reforçar a segurança
da cidade. As duas etapas já foram concretizadas. Resta apenas aguardar
o posicionamento da superintendência em reabrir o banco.
Segundo informações não confirmadas, a reabertura
estaria prevista para novembro. O prédio da agência fica a
menos de 500 metros da rodovia SC-301 e tem diversas opções
de fuga, tanto em direção a Joinville quanto a São
Bento do Sul. Por outro lado, a Polícia Militar ficava numa casa
mal localizada. Isto facilitou a ação dos assaltantes e aumentou
a preocupação do BB em ter reforçada a segurança
da agência e de seus funcionários.
A agência tem pouca movimentação financeira, mas
é de grande importância,principalmente para os agricultores
do município. Após o fechamento, todas as contas foram transferidas
para a agência do Banco do Brasil de São Bento do Sul. "Só
que lá não tem ninguém especializado em agricultura.
É um banco comercial e industrial. Não tem tradição
no atendimento do crédito rural",justifica o prefeito, ao defender
a reabertura urgente do Banco do Brasil em Campo Alegre.
Blumenau prefere manter
lombadas na área urbana
Blumenau - As ondulações transversais não desaparecerão
de vez das ruas de Blumenau, no Médio Vale do Itajaí, mas
deverão sofrer alterações para se adaptarem ao Código
de Trânsito Brasileiro (CTB). Reduzirão de 70 para pouco menos
de 30. O Serviço de Transporte Rodoviário de Blumenau (Seterb)
vai providenciar a compra de 20 lombadas eletrônicas para instalá-las
em pontos estratégicos como forma de reduzir a velocidade dos veículos
e ao mesmo tempo substituir as antigas.
As mudanças devem começar nos corredores de serviço
onde circulam diariamente os ônibus do transporte coletivo. E são
nestas ruas que os passageiros sentem o problema das elevações.
As antigas lombadas que permanecerem terão mudanças na
dimensão como as colocadas em áreas residencial em que a velocidade
deve ser reduzida para 30 quilômetros. Nestas, a altura deve ser de
dez centímetro de altura por 3,7 metros de cumprimento. Nas demais
pistas a redução de altura pode chegar a oito centímetros
por um comprimento de 1,5 metros.
A preocupação do diretor da Guarda Municipal de Trânsito,
Ricardo Porto, é de que seja dada atenção especial
em regiãos onde o movimento de estudantes é grande.
Porto acredita que a colocação de lombadas eletrônicas
é uma forma conveniente de controlar o trânsito da cidade,
principalmente em vias rápidas. Primeiro porque poupa o veículo
a ter desgastes e ainda melhora o equilíbrio dos passageiros dentro
dos ônibus.
Joaçaba estuda
como manter equipamento
Joaçaba - A Comissão Municipal de Trânsito de Joaçaba
decidiu manter a maioria das lombadas instaladas nas ruas centrais e bairros
como forma de controlar a velocidade dos veículos. A medida, segundo
o presidente da comissão, arquiteto Milton Frantz, não contraria
a determinação do Código de Trânsito Brasileiro
(CTB), que permite a utilização do recurso onde houver necessidade.
Algumas serão retiradas e as demais apenas suavizadas.
O Instituto de Planejamento Urbano do município tem cadastrados
aproximadamente 100 pontos com ondulações transversais. "Temos
lombadas em locais mais absurdos possíveis e outros de extrema necessidade
em função da segurança", disse, citando um ponto
da avenida Caetano Branco, onde existe o redutor a poucos metros de um radar
eletrônico.
A comissão ainda está fazendo uma análise criteriosa
de cada local. O que chama a atenção do arquiteto é
o grande volume de solicitações da população
para instalação de novas lombadas. Algumas ruas foram asfaltadas
recentemente, o que oxigenou o trânsito mas permite desenvolver alta
velocidade. Na avenida José Firmo Bernardi (acesso ao complexo esportivo
do Sesi), por exemplo, tem se verificado abusos e os moradores estão
pedindo providências.
Nas ruas Felipe Schmidt e Duque de Caxias a situação é
idêntica, ainda com maior volume de tráfego. Asfaltadas há
cerca de duas semanas, já existem denúncias de "rachas"
durante a madrugada e finais de semana. Mesmo assim, o CTB proíbe
a instalação de novos redutores sobre a pista.
Camboriú vai fazer
alteração e colocar radar
Balneário Camboriú - A maioria das lombadas existentes
em Balneário Camboriú deve ser retirada e as que ficarem serão
adequadas ao padrão previsto pelo novo Código de Trânsito
Brasileiro (CTB), afirma o secretário-adjunto de Obras da Prefeitura,
Gil Koedermann. Hoje, o município tem 80 lombadas, a maior partes
localizadas em área delas bairros.
Para compensar a retirada das lombadas, a Prefeitura anuncia a instalação
de radares eletrônicos. A colocação de lombadas eletrônicas,
no entanto, está descartada pelo município. "É
um equipamento caro demais", frisa Gil Koedermann. Segundo ele, os
radares serão instalados principalmente na avenida do Estado, principal
via de trânsito de Balneário Camboriú, que liga a rodovia
BR-101 ao centro e prolonga-se até a rodovia Oswaldo Reis, ligação
com a cidade de Itajaí.
Nas avenidas Atlântica - paralela ao mar - e Brasil, parte das
lombadas será retirada e as que ficarem serão colocados dentro
das normas do CTB. A maioria das lombadas tradicionais estará concentrada
nas proximidades das escolas, com isso aumentando as condições
de segurança de estudantes e pedestres.
A previsão é de que o trabalho de retirada e adequeção
das lombadas esteja pronto até o final deste ano. "O problema
é que o tempo não colabora, pois precisamos de dias de sol
forte para retirarmos as lombadas", comenta Koedermann. Até
o momento, segundo ele, foram retiradas cerca de 80 lombadas, a maioria
instaladas na região central.
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Festas |

A apresentação de bandas típicas alemãs trouxe
um colorido diferente e mais alegria aos foliões que brincavam na
festa
Schützenfest acerta no alvo novamente
Público recorde em
Jaraguá deu tiros, bebeu e brincou bastante
Sônia Pillon de Figueiró
Jaraguá do Sul - A 10ª edição da Schützenfest,
em Jaraguá do Sul, levou um público de 102.654 pessoas aos
pavilhões do Parque Municipal de Eventos, de 9 a 18 de outubro, 12
mil a mais do que no ano anterior. Na avaliação preliminar
da Comissão Central Organizadora (CCO), foram consumidos cerca de
80 mil litros de cerveja (160 mil copos), 25 mil copos de refrigerante,
dados 55 mil tiros ao alvo, tiro ao pássaro e tiro rolha. Segundo
o presidente da CCO, Edelberto Schwanz, o saldo geral da Festa dos Atiradores
jaraguaense foi positivo, com destaque para o comportamento dos foliões,
que se portaram de forma ordeira, salientando o espírito de entretenimento
saudável entre as famílias e o resgate da cultura germânica.
"Realmente, a 10ª Schützenfest atendeu às expectativas",
declara. Os lucros obtidos revertem para as 25 sociedades de caça
e tiro de Jaraguá do Sul e microrregião.
Fatores como a nova decoração, pesquisada e inspirada em
festas similares da Alemanha, e o novo mascote Wilfried, representado por
um jovem atirador, sem alusão à bebida alcoólica, recebem
destaque de Schwanz. Ele salienta também a crescente participação
dos jovens na Schützenfest, constatada a cada ano, inclusive nos clubes
de tiro. Presidente da CCO pelo segundo ano consecutivo, Schwanz acredita
que as pequenas falhas não chegaram a prejudicar o resultado final.
Os números oficiais de consumo de bebidas e arrecadação
devem ser finalizados nesta semana, garante. A premiação do
concurso de vitrines, envolvendo 15 lojistas, também foi ressaltada
como fator de integração da festa junto à comunidade.
Bebida e batata
Uma das críticas apresentadas durante a festa foi quanto à
exclusividade dada à distribuidora de bebidas Schincariol, que segundo
um vereador estava afastando foliões. Porém, Schwanz acredita
que os números não confirmam esta versão e revela que
todos os anos a CCO trabalha com todas as opções de cervejarias.
Este ano as distribuidoras da Antárctica, Kaiser e Skol não
manifestaram interesse em patrocinar a festa. A CCO não conseguiu
entrar em acordo com a Brahma, que ofereceu produto a custo bem mais elevado,
restando a Schincariol com o mais acessível, pois o preço
de R$ 1,75 pelo copo de chope de 500 ml foi o mais barato das festas de
outubro. Caso houvesse acordo com a Brahma, esse custo ficaria em torno
de R$ 2,00. "É questão de custo/benefício. Precisamos
de retorno", enfatiza.
Outro problema levantado durante a festa, de suspeita de intoxicação
por alimento típico (batata recheada), ocorrido em duas crianças,
cujo resultado ainda não foi divulgado, é considerado caso
isolado. "Naquele dia, minha mulher e meus três filhos também
consumiram a mesma batata e nada sofreram", declara.
Tirolerfest faz sucesso com costumes dos imigrantes
austríacos
Adilson Rodycz
Treze Tílias - A Tirolerfest, que terminou domingo em Treze Tílias,
superou as expectativas de público e a comissão organizadora
avaliou como um dos maiores eventos já realizados no município.
Durante os dez dias cerca de 20 mil pessoas visitaram o parque da festa
e consumiram em torno de 15 mil litros de chope. A festa atraiu turistas
de várias regiões do Brasil e aproximadamente 600 austríacos
- entre músicos, autoridades e visitantes - que participaram das
comemorações dos 65 anos de imigração austríaca.
A programação manteve sua essência, através
de eventos culturais e folclóricos, artísticos e gastronômicos,
com a finalidade de manter viva a tradição tirolesa cultuada
no pequeno município do Meio-oeste do Estado. Além de grupos
e bandas locais, passaram pelo palco do clube Socap algumas atrações
internacionais, como a banda Stadlmusikapelle, do estado do Tirol, o dueto
austríaco Guerta e Walter Höller, a banda Büchlberger Musikanten
e um grupo de danças do Corpo de Bombeiros da Baviera, Alemanha.
Da Áustria também vieram autoridades, como o embaixador
no Brasil Manfred Ortner, o secretário geral do governo do Tirol
Franz Krösbacher, secretário geral do Instituto Latino Americano
de Viena Siegfried Hittmaier, governador distrital da região de Kufstein
Walter Filiph e o secretário de Turismo do Estado do Tirol responsável
pelos projetos na América do Sul, Wilfrid Egger. A TV estatal ORF
registrou as imagens da festa e fez um documentário sobre Treze Tílias
para ser veiculado naquele país.
O prefeito Afonso Dresch avaliou como altamente positivo o resultado
de mais uma edição da festa, não só em termos
de público mas também pelas manifestações culturais.
A Tirolerfest, segundo ele, além de ser um evento festivo é
um importante momento para se manter contatos com as autoridades, principalmente
da Áustria, que tem uma ligação significativa com a
maior colônia tirolesa do Brasil. A Tirolerfest, que nasceu para preservar
os costumes trazidos pelos imigrantes, acabou se transformando num atrativo
turístico, setor que responde pela segunda maior fonte de renda do
município.
Fenarreco mostrou o sabor germânico
Cristiano Escobar Maia
Brusque - A 13ª Fenarreco - Festa Nacional do Marreco encerrou-se
domingo, tendo alcançado uma média diária de público
de 4,7 mil pessoas, 23% maior que no ano passado. Nos 11 dias de festa foram
vendidos 51.803 ingressos e 93,5 mil copos de chope. O Centro de Convenções
e Eventos Maria Celina Vidotto Imhof, onde aconteceu a festa, arrecadou
só com a venda de ingressos, R$ 129,5 mil.
A venda de comidas tipicamente germânicas, uma das principais atrações
gastrônomicas da Fenarreco, como eisbein (joelho de porco), salsicha
com chucrute e marreco, movimentou pouco mais de R$ 50 mil. O chope vendido
no pavilhão gerou receita bruta de R$ 140 mil e o refrigerante de
R$ 17,5 mil.
O secretário de Desenvolvimento e Turismo, Rolf Kaestner, afirma
que a Fenarreco baseia-se em quatro pilares temáticos da cultura
germânica: música, gastronomia, decoração e desfiles
típicos. Kaestner faz hoje pela manhã uma análise dos
11 dias de festa.
O secretário recorda que dos 11 dias, dois foram com portões
livres. Contando com esse fato, Kaestern diz que a média diária
subiu para 5,5 mil pessoas. "A festa foi um grande sucesso", resume.
Ele afirma que a Fenarreco trouxe benefícios para o comércio
varejista: "Tivemos lojas lotadas, as pessoas vieram a Brusque consumir
e acredito que teremos um forte aumento na arrecadação do
ICMS".
O consumo de chope superou a expectativa de Kaestern. A previsão
inicial de venda de 70 mil copos de chope foram superados em 35%, tendo
sido vendidos 93 mil copos. A venda de marreco com repolho roxo, o prato
principal da festa, no entanto não atingiu a meta preconizada. Kaestern
esperava que fossem comercializados 8 mil marrecos e foram vendidos 5 mil.
Cada prato com marreco custava R$ 7,80, o que gerou uma receita bruta de
R$ 39,7 mil.
Kaestern não descartou a possibilidade de aumentar o prazo da
Fenarreco para 18 dias. "Mas a princípio é preciso ressaltar
que os 11 dias de festa foram muito bons, agora vamos esperar para verificar
o movimento das outras três festas (Marejada, Fenachopp e Oktoberfest)
para ver o que faremos ano que vem", frisa.
Dez dias de festa típica alemã
anima Rio do Sul
Rio do Sul - Na madrugada desta segunda-feira terminou a 9ª Kegelfest,
Festa Nacional do Bolão, que movimento a cidade de Rio do Sul, no
Alto Vale do Itajaí, nos últimos dez dias. O balanço
geral do evento será apresentado pelos organizadores amanhã.
No entanto, em um levantamento preliminar a comissão organizadora
considerou que a festa foi um sucesso, tanto pela animação
dos foliões quanto pelo público presente.
Segundo Zilton Pedro de Souza, secretário da Indústria,
Comércio e Turismo, as instituições que formam o pool
que terceirizou a festa - o Lions Clube e o Centro Espírita Operários
do Bem - estarão finalizando nesta semana toda a contabilidade da
festa, público total, litros de chope consumidos, assim como os pratos
típicos vendidos. Após o pagamento das despesas as instituições
apresentarão à comunidade balancete geral da festa e os lucros
obtidos com a mesma que serão destinados às instituições
de caridade.
Oberlandfest atrai pela tranqüilidade
Sandro Gomes
Rio Negrinho - Com o encerramento da 8ª Oberlandfest - a legítima
festa no alto da serra - que brindou a tradição germânica
de 14 a 18 de outubro em Rio Negrinho, o Planalto Norte catarinense despede-se
do roteiro de festas de outubro deste ano. Claro, com a promessa de muita
diversão sadia para o próximo ano.
Durante cinco dias mais de oito mil moderados foliões enxugaram
cerca de 3.750 litros de chope. Conforme uma das organizadoras, representante
da Câmara Júnior, Roseli Doerlitz, o público da festa
dobrou em relação ao registrado ano passado. O consumo de
chope (Kaiser) teve um acréscimo de 30%.
Diante da Oktoberfest de Blumenau ou da Fenachopp de Joinville e até
mesmo da Schützenfest de Jaraguá, a Oberlandfest pode até
parecer pequena. Mas, engana-se quem vê apenas o público e
o consumo para julgar a grandiosidade de um evento desta natureza.
Em Rio Negrinho não havia 500 policiais nas ruas para fazer a
segurança. Também não havia uma ala direcionada aos
extravagantes bebedores que precisavam de uma glicose na veia para recuperar
o fôlego ou o equilíbrio das pernas. Não havia os grupos
de adolescentes paulistas, afoitos e explícitos em "ficar"
a qualquer custo. Nada disso.
Com a dança, a música e o folclore, que contou com a presença
de grupos parananeses, a Oberlandfest preservou com dignidade e respeito
as tradições germânicas. Mas, não fechou os olhos
à modernidade e aceitou a moda apresentada por jovens que usavam
saias no lugar de bermudas ou suspensórios. Uma festa de comportamento
exemplar. Nem por isso menos alegre ou extrovertida ou menos bonita. Aliás,
a beleza sorria em cada rosto.
Comedida, mas não abstêmia, a festa também teve bons
momentos etílicos, durante os concursos de bebedores de chope em
metro e chope em dúzia. O Bierwagem e mais dois calhambeques equipados
com chopeiras comandaram o desfile alegórico e distribuíram
mais de 500 litros de chope a quase duas mil pessoas. O casal Fritz e Frida
- leia-se Antônio e Maria Liebl - conduziu o baile de sábado
até às cinco horas da manhã, sob a animação
da banda Bavária.
Mãe mantinha filho preso com correntes
em Seara
Concórdia - Celso Chaves de Lima, 28 anos, passou os últimos
três anos de sua vida preso a uma cama em Seara, cidade com cerca
de 20 mil habitantes localizada no Alto Uruguai Catarinense. As correntes
que o aprisionam foram colocadas pela própria mãe, Sebastiana
Chaves de Souza, 58 anos. Com problemas mentais e muito agressivo, Celso
vive entre quatro paredes e se movimenta até onde a corrente permite.
"Tenho medo de soltá-lo. Ele pode fazer mal a outras pessoas
ou mesmo se matar", explicou Sebastiana, que diz já ter sido
agredida pelo filho várias vezes.
O caso de Celso Chaves de Lima comoveu Seara no final de semana, quando
se tornou público. Só que a mãe não foi condenada
por ninguém. Vivendo das aposentadorias pagas a ela e ao filho, Sebastiana
faz de tudo para manter a integridade de Celso. As correntes foram usadas
como último recurso para segurar o filho, que não aceita tomar
toda a medicação indicada pelos médicos. "Toda
vez que ele saía de casa arrumava confusão. Certa vez ficou
70 dias desaparecido", contou Sebastiana. A própria comunidade
reconheceu que, dentro das suas possibilidades, Sebastiana fez o que pôde
pelo rapaz.
Ontem à tarde, Celso Chaves de Lima foi mais uma vez encaminhado
para o Instituto Psiquiátrico de Florianópolis, antiga Colônia
Santana. A tendência é que Celso melhore com o tratamento que
vai receber. Pelos cálculos de Sebastiana, o filho já esteve
internado cerca de cinco vezes em Florianópolis. Toda vez que era
liberado, voltava para casa e não tomava mais a medicação.
Segundo o secretário da Saúde de Seara, Luís Carlos
Bernardon, o melhor para a família seria manter o acompanhamento
médico a Celso definitivamente, nem que para isso seja necessária
uma internação permanente.
Acontece dias 26, 27, 28 e 29 o encontro Introdução ao
Turismo - Mafra em Discussão, terceiro evento realizado dentro
do Programa Regional de Serviço Turístico Organizado (Presto),
coordenado pela Companhia de Desenvolvimento de Mafra (Condema), com apoio
do Sebrae/SC. |
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