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José Augusto Gayoso
j-gayoso@nutecnet.com.br

PMDB 1

O cientista político Walder de Góes, da Góes Consultores, fez um interessante levantamento que, evidentemente, já caiu nas mãos dos caciques do PMDB e do PFLO trabalho demonstra que os dois partidos deverão sair das eleições de outubro como os vencedores, nas eleições para governadorSe prevalecerem as pesquisas de intenção de voto divulgadas até ontem, o PMDB faria oito governadores, o mesmo número do PFLGóes considera ainda que pelo menos três outros candidatos peemedebistas, embora apareçam em segundo nas pesquisas, têm condições reais de chegar na frenteA constatação mais interessante: dos 11 peemedebistas que podem ser governador, apenas dois (Itamar Franco e Roberto Requião) não são alinhados ao governo federalOu seja, nessa semana que precede a convenção nacional do PMDB, haverá um esforço extra para tentar atrair ao menos Itamar Franco para o lado do governo

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Perguntará o peemedebista catarinense de carteirinha: Paulo Afonso está no levantamento? A resposta é: nãoGóes, muito elegantemente, garantiu que não colocou o nome do candidato catarinense no levantamento por considerar que "ele tem poucas chances, embora apareça em segundo nas pesquisas"Para o consultor, os estados onde o PMDB não lidera as pesquisas mas pode vencer, além do Paraná, são Pará (Jáder Barbalho) e Piauí (Mão Santa)Mas não poderá haver uma reação em Santa Catarina, pergunta o leitor Dalmo, de Florianópolis, citando o que considera "vitória política" de Paulo Afonso, a liberação da venda da Casan"A primeira avaliação que os líderes nacionais da sigla têm da questão é parecida com a que o jornalista Moacir Pereira apresentou domingo em A NOTÍCIA.

PIRRO

Ou seja, a eventual vitória política teria vindo muito tardeTão tarde que não haveria tempo para "faturar" politicamenteFalando mais diretamente: dificilmente isso vai se traduzir em votosMesmo que a Casan seja vendida em tempo hábil, mesmo que o 13º salário atrasado seja pago, o estrago teria sido tão grande que não haveria mais o que fazerOs índices de rejeição que a candidatura do governador apresenta são indicativos de que é quase impossível se reverter o quadroAinda assim, o comando da campanha peemedebista em Santa Catarina garante que não entrega os pontosO senador Casildo Maldaner ainda tenta manter - pelo menos no discurso - o ânimo: "Não vamos falar em avaliação agoraNo final da próxima semana nós conversamos sobre perspectivas".

AMIN 1

O comitê de campanha do senador Esperidião Amin deve ter comemorado muito os dias de quarta e quinta-feira da semana passadaA notícia de que a missão do PMDB não foi recebida como queria pelo comitê central da campanha de Fernando Henrique Cardoso, seguida da veiculação do programa político em que FHC aparecia prometendo recursos para uma obra no sul do Estado, colocou para o público em geral o que, nos bastidores, já se sabia: por mais que Fernando Henrique cultive a imagem murista empedernido, de que não iria "de jeito nenhum" entrar em bola dividida nas campanhas estaduais (ou seja, onde tivessem dois candidatos adversários, mas de partidos que o apoiassem em nível federal, ele não se manifestaria), em Santa Catarina ele sempre esteve muito mais para Amin e Bornhausen do que para Paulo Afonso.

AMIN 2

Aconteceu finalmente em Santa Catarina o que ocorreu neste final de semana no Rio de Janeiro, quando Fernando Henrique chegou a programar a presença em duas manifestações - uma no palanque do liberal Cesar Maia e outra no do tucano Luis Paulo, indicado pelo governador Marcleo Allencar - mas acabou só aparecendo na festa de MaiaA imprensa nacional registrou tudoDepois da matéria de A NOTÍCIA no meio da semana chamando a atenção para a

demonstração explícita de que não haveria uma demonstração efetiva de mais carinho para com o PMDB, tanto o "Correio Braziliense" como "O Globo" deitaram e rolaram no dia seguinte, cada um dando quase meia página sobre o temaO fato de Jorge Bornhausen ser o presidente nacional do PFL, integrante do conselho político do governo e da campanha, etce Amin também estar fazendo parte do conselho político, certamente influenciaram na decisão de Fernando Henrique Cardoso.


  • Eni Voltolini, do PPB do favoritíssimo Esperidião Amin, gerou a expectativa, no diretório nacional do partido, de ser o federal mais votado no EstadoCarlito Merss, de acordo com o boletim da liderança do PT, deve compor a aguerrida bancada do partido na Câmara.
  • Também deverá estar em Brasília por mais quatro anos o liberal José Carlos VieiraO PMDB acredita que Sérgio Silva estará entre os componentes da bancada do partido na Câmara.
  • Jornal "Correio Braziliense", o mais lido na Corte, dedica espaço imperial ao artista plástico Antonio MirPágina de abertura do caderno de cultura, com direito a chamada de capa, por conta da presença do ibero-catarinense na cidade, pintando um grande mural na embaixada da Espanha.

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A seca, como sempre, está de arrasarQuem precisa estar em Brasília nos próximos dias deve se cuidar, pois a umidade do ar tem se apresentado por volta dos 20%.

A situação se agrava com a quantidade de queimadas que vêm se registrando em volta do Distrito Federal, em Goiás, Tocantis e Mato Grosso, trazendo uma névoa seca que fica pairando no ar por quase todo o dia e no início da noite.

Para quem estiver passeando, e tiver o privilégio de ficar em locais em volta de piscinas, clubes, etc., no entanto dá para aproveitar e tirar

aquela cor amarelada de inverno chuvoso, característica de quem vive em Santa Catarina no final do inverno e início da primavera.

Se forem confirmadas as pesquisas que circulam internamente nos diretórios nacionais dos partidos sobre provável composição da próxima Câmara, a região Norte catarinense terá a maior representação política de sua história.

Têm domicílio eleitoral em Joinville pelo menos quatro dos candidatos que os partidos vêm considerando, em suas avaliações, como "com eleição praticamente garantida".



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