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José Augusto Gayoso
j-gayoso@nutecnet.com.br
EXPECTATIVA
É grande a expectativa no STJ (Superior Tribunal de Justiça)
em função da tomada dos depoimentos, hoje, do ex-presidente
do TJ (Tribunal de Justiça) de Santa Catarina, Napoleão Amarante,
e do ex-secretário da Casa Civil do governo de Santa Catarina, deputado
Neuto de Conto. Nos corredores do STJ a impressão é de que
todos estão acreditando que, apesar do inquérito que apura
as irregularidades na emissão e venda dos títulos de Santa
Catarina não estar andando numa velocidade que possa ser comparada
à da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado,
que já investigou o caso, os resultados serão mais contundentes.
O ministro Romildo de Souza, relator do caso, entra na aposentadoria compulsória
do STJ em 99, e esse seria um de seus últimos trabalhos de repercussão.
CORTES
O corte no Orçamento, determinado pelo governo federal para atender
às exigências da crise internacional, pode comprometer o desenvolvimento
de vários estados e municípios no próximo ano. Santa
Catarina pode ser um dos mais atingidos. O CCF (Conselho de Controle e Gestão
Financeira), criado pelo governo para administrar o cumprimento da determinação
de se cortar R$ 4 bilhões do orçamento deste ano e de conseguir
um superávit primário da ordem de R$ 5 bilhões no orçamento
de 99, entrou de sola já em sua primeira reunião e exigiu
um aperto ainda maior : R$ 2,1 bilhões de cortes em obras já
programadas, empenhadas, mas ainda não pagas. Caixa Econômica
Federal e BNDES, que juntos ainda têm cerca de R$ 600 milhões,
em obras já contratadas, a serem repassados em 98 e outros R$ 600
milhões para serem distribuídos em 99, serão atingidos
em cheio.
CORTES 2
Na verdade, atingidos mesmo serão os municípios e estados
que estão com obras dependendo desses recursos. O presidente da Caixa,
Sérgio Cutolo, admitiu na sexta-feira que esses cortes vão
mesmo gerar desemprego. Também vão sofrer as populações
que seriam beneficiadas com as obras, que passarão a andar num ritmo
mais lento ou até mesmo serem paralisadas por um ou dois anos ( o
mínimo). Nesta semana os "xerifes" da CCF, capitaneados
pelos secretários executivos dos ministério da Fazenda (Pedro
Parente) e do Planejamento (Marcus Tavares) se reúnem para decidir
exatamente em que obras serão afetadas. O metrô de Brasília
está na mira da CCF, assim como as obras de saneamento em Santa Catarina
( a que movimenta mais recursos é a de Joinville).
PMDB
Beija-mão do novo presidente do PMDB nacional, senador Jáder
Barbalho (PA), contou com a presença de todo o alto comando do partido
em Santa Catarina, que sempre leva em consideração o apoio
dele durante todo o período em que o PMDB catarinense foi bombardeado,
enquanto durou a CPI dos Títulos Públicos, amplamente influenciada
pelos senadores catarinenses Vilson Kleinübing e Esperidião
Amin. Foi Jáder quem, pela primeira vez, se insurgiu contra o comando
que os dois catarinenses tinham das ações da CPI, fazendo
questão de lembrar sempre que se tratava de um caso político,
em que dois senadores que eram oposicionistas ao governador Paulo Afonso
estariam tentando incriminar o partido, por tabela. Apesar de todas as demonstrações
de apreço e prestígio dos catarinenses, nenhum peemedebista
do estado ficou na nova executiva nacional.
PRESTÍGIO
"A sorte de ter convivido por quase dois meses com Antonio Mir me
permitiu compreender o que dizem os livros: é impossível separar
o pintor da sua obra". A frase foi escrita pelo embaixador da Espanha
no Brasil, Cesar Alba, e está no convite da abertura do evento que
a embaixada promove dia 29, quando será inaugurado o painel do artista
chamado "Mestiçagem-dois mundos" (ficará em exposição
permanente no local) e a mostra "Brasília 1", coleção
de Mir que usa a luz e a flora do cerrado como tema central. Pela badalação
que vem se formando em torno do acontecimento, vai ser uma daquelas vernissages
em que, como diriam os antigos colunistas dos tempos em Mir fazia suas primeiras
exposições em Joinville, "nomes de A a Z disseram sim
ao evento". A diferença é que o homem agora chegou definitivamente
à Corte.

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Rápidas |
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O deputado Delfim Netto, que é hoje um dos mais respeitados observadores
do cenário econômico nacional, lança hoje no Clube Nacional,
bairro do Pacaembu, em São Paulo, seu novo livro, "Crônica
do debate interditado".
O livro reúne artigos e entrevistas de Delfim em que ele analisa
o Plano Real. Como já falou em entrevista a A NOTICIA no final do
ano passado, o deputado, que já foi o poderoso ministro da Fazenda
dos governos militares, acha que a economia brasileira está numa
armadilha que impede seu desenvolvimento.
Para o deputado, o Brasil é hoje "um refém dos mercados
financeiros". A crítica mais ácida que Delfim faz à
equipe econômica que hoje comanda o Brasil é quanto a s erros
de sua política cambial.
O ministério dos Transportes está aguardando os resultados
do seminário "O porto de São Francisco do Sul como fator
de desenvolvimento", que acontece no dia 24, no centro histórico
da cidade.
O evento já estava programado antes da crise que acabou afetando
a economia do Brasil, e a pauta previa debates para aperfeiçoar políticas
e práticas na busca do aperfeiçoamento e a modernização
das atividades do setor portuário.
Com o anúncio dos cortes nos investimentos, por parte do governo
(o programa de investimentos na modernização dos portos será
atingido, com certeza), o debate tornou-se mais do que fundamental. A pergunta
agora é "o que fazer?"
Pessoal do Estado informa que em algumas regiões vem chovendo
dia sim, outro também. Para compensar, a coluna informa: não
chove de verdade em Brasília desde o dia 6 de junho. E a seca, ao
que parece, ainda dura pelo menos mais 15 dias. |
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