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Ineficiência emperra
solução dos crimes
Falta de estrutura da polícia
de Joinville dificulta captura de assassino de idosa
Joinville - Deficiência e ineficiência na área policial
podem contribuir para que o ex-presidiário Lucas Vicente Agra, 33,
principal suspeito do assassinato violento de uma senhora octagenária
no domingo passado em Joinville, continue em liberdade, caso se confirmem
as suspeitas sobre ele. Apesar de se encaixar no texto da lei 8.072/90 -
que define as características de um crime hediondo - e ter alcançado
repercussão estadual, provocando revolta na população
catarinense, a morte da aposentada Paula Cardoso Kratch, oficialmente, ainda
não tem uma equipe de policiais formada para investigar o caso e
prender o assassino. Pior: a Delegacia de Proteção à
Mulher, onde o caso foi registrado, não tem carros nem mesmo para
que as únicas duas investigadoras lotadas ali, possam sair em busca
de pistas do matador.
Mesmo tendo sido morta a pauladas aos 87 anos, com golpes desferidos
com sua própria bengala, e de o assassino ter introduzido um tubo
de desodorante, marca "Rexona", em sua vagina - fato constante
no laudo da autópsia do Instituto Médico Legal (IML) -, a
elucidação do assassinato da aposentada não vem sendo
tratada com prioridade na delegacia.
O delegado Júlio César Machado assumiu o comando das investigações
dois dias após o crime e não tem certeza se continuará
à frente do caso no decorrer desta semana. Ele tenta ampliar seu
período de licença médica.
Machado diz que tem pistas da presença do suspeito numa cidade
do Estado. Mas ele mesmo ataca: "Se tiver que me deslocar até
esta localidade terei que enfrentar a burocracia policial".
Dos três veículos da Delegacia da Mulher, dois estão
parados na oficina e um está emprestado para a 4ª DP. Os problemas
não param aí. O delegado teve que substituir a delegada Nara
Regina, que comandava a delegacia, acumulando o trabalho na 6ª DP.
Sem ter estado na cena do crime, o delegado disse que só deve receber
um laudo dos peritos na próxima quarta-feira.
O laudo do IML, já nas mãos de Machado, não ajuda
muito. Na verdade só revela a falta de estrutura do órgão.
Não foram coletadas e analisadas impressões digitais no local
do crime. O órgão não tem condições,
segundo Machado, de realizar exames datiloscópios. Nem mesmo fios
de cabelos espalhados na cena do crime, segundo familiares de Paula, foram
recolhidos. Se analisados num exame de DNA poderiam inocentar ou incriminar
o suspeito. O exame ainda é utopia na polícia de Joinville.
Diante desse quadro, o delegado revela que efetivamente só nesta
segunda-feira deve iniciar as investigações. Mesmo assim,
Machado espera contar com a sorte: "ele vai voltar para casa quando
estiver sem dinheiro. E aí, sim, o prenderemos".
Suspeito psicopata ou pacífico?
O principal suspeito da morte de Paula Kratch é um enigma emocional.
Muitos que o conhecem, dizem que ele é pacífico e religioso.
Outros já o consideram um psicopata violento.
Quando foi preso, em 1995, Lucas Vicente Agra andava na cela com uma
capa, dizendo ser o enviado do diabo, segundo o delegado Pedro Fernandes
Pereira que o prendeu. No presídio, Agra se converteu e ministrava
cultos evangélicos para outros presidiários, diz Juarez Espíndola,
ex-administrador da penitenciária.
Solto, ele freqüentava a igreja Assembléia de Deus, sempre
com a Bíblia sob os braços. Quase ao mesmo tempo, aterrorizava
moradores do bairro Floresta, ameaçando roubar quem não o
ajudasse, conforme revelam moradores do local.
Em casa, seus familiares o consideravam violento. Depoimentos de seus
irmãos nesta semana na Delegacia da Mulher confirmam essa violência,
principalmente em relação à mãe Ana Oliveira.
Frio e calculista. Esta é a opinião de policiais que acompanharam
o depoimento de Agra na 5ª DP, em 1995, quando teria confessado o assassinato
da zeladora. "Ele contou que tinha premeditado o crime e contou detalhes
impressionantes", dizem.
Envolvido com álcool e drogas, o ex-presidiário esteve
internado em clinicas de recuperação mantidas pela igreja
Assembléia de Deus. Ali era considerado "boa gente" segundo
José Bispo, coordenador do local.
Um exame realizado em março de 1997, no hospital psiquiátrico
da Penitenciária Central do Estado, o considerou responsável
por seus atos.
Sua mãe, no entanto, não acredita que o filho seja normal.
"Quando pequeno, ele levava surras violentas do pai e ficou traumatizado"
diz ela. O delegado Pereira e o ex-administrador do presídio concordam
com ela: "ele é um psicopata", dizem em uníssono.
Depoimento relata cena macabra
Apesar de desqualificado no Tribunal do Júri, por uma série
de falhas na fase de investigação policial, o depoimento de
Agra em 1995, descreve detalhes da morte da zeladora Maria Rosita Furquim.
A execução do crime é quase idêntica aos métodos
utilizados pelo assassino de Paula Kratch.
A Notícia obteve uma cópia do depoimento. Nele Agra conta
que no dia 26 de abril de 1995 foi para casa de sua tia, no bairro Jarivatuba,
e esperou quase quatro horas para invadir a casa da zeladora, vizinha de
sua tia.
A invasão teria ocorrido às 2h30 da manhã. Agra
relata que Maria Rosita foi surpreendida quando ia dormir. Ele diz que com
uma das mãos apertava o pescoço da vítima enquanto
com a outra retirava-lhe as roupas. A zeladora teria morrido ali, vítima
de asfixia.
Mesmo assim, Agra diz que a violentou sexualmente e, em seguida, dirigiu-se
para o banheiro para se lavar. Após banhar-se, ele foi à casa
de sua tia, para conseguir uma caixa de fósforos. Retornando ao local,
ele teria encontrado uma faca e para ter certeza da morte da anciã,
aplicou-lhe várias facadas. Na seqüência, cortou a mangueira
do butijão de gás e acendeu um palito de fósforo, saindo
correndo do local. O relato é assinado por Agra, que revelou ainda
já ter incendiado duas outras casas. Uma no bairro Floresta, em Joinville,
e outra na cidade de Ituporanga, no Alto Vale Itajaí.
Na morte da aposentada Paula Kratch, na semana passada, os métodos
utilizados pelo assassino foram semelhantes. Paula foi atacada durante a
noite, quando estava só, e seu corpo apresentava marcas no pescoço.
A morte porém, foi provocada pelas pancadas violentas desferidas
com a bengala. O gás do fogão também foi aberto mas,
algo precipitou a fuga do assassino antes de acender o fogo, na dedução
de policiais. |
Réu condenado por matar
colega em bar com 3 tiros
Joaçaba/Jaraguá do Sul - O Tribunal do Júri da
Comarca de Joaçaba condenou, na sexta-feira, o réu Alair Antonio
da Silva, 46, o "Negro", a 12 anos de reclusão em regime
fechado. Ele foi acusado pelo assassinato de Ivandir Antonio Galdino, no
início deste ano, em Herval do Oeste. De acordo com o juiz Davidson
Jahn Mello, foi um dos processos que tramitou com maior rapidez nos último
anos.
O crime ocorreu dia 18 de janeiro, no Bar do Nelso, em Herval do Oeste.
De acordo com o relatório do processo, "Negro" e a vítima
eram os dois únicos clientes que se encontravam no estabelecimento
e se desentenderam. Galdino teria desferido um tapa no rosto do réu
e provocado a briga.
"Negro" foi até sua residência, pegou um revólver
calibre 38 e retornou para cometer o crime. Ele disparou três tiros,
dois dos quais atingiram a cabeça da vítima que morreu no
local. Negrou fugiu no mesmo dia e foi preso pela Polícia Militar.
Em Jaraguá do Sul a diarista Rosângela Aparecida Rosa,
33, foi condenada, pelo Tribunal de Júri realizado sexta-feira, a
quatro anos de prisão em regime aberto por ter assassinado com uma
facada no coração o ex-companheiro Euclínio Fagundes
Machado Júnior, 24, na madrugada de 16 de janeiro de 1993. Apesar
do júri rejeitar a alegação de legítima defesa,
empreendida pelo advogado Rubem Fonseca Flexa, a ré foi privilegiada
com redução de um terço da pena (originalmente de seis
anos) em função das agressões e humilhações
que sofria da vítima.
Os autos do processo registram que Euclídio morreu de barriga
para cima, provavelmente enquanto dormia, e que a mulher ainda tinha marcas
no corpo das agressões praticadas pela vítima. Não
houve testemunhas. Também foi ressaltado durante o julgamento que
a ré já havia registrado inúmeras ocorrências
policiais contra Euclínio e que não tinha antecedentes criminais.
Borracheio mata a sogra
com facão após discussão
Florianópolis - A dona-de-casa Cacilda Barbosa de Oliveira, 45
anos, foi morta a golpes de facão pelo seu genro, o borracheiro Armândio
Cardoso, 35 anos. O acusado foi preso momentos depois do crime por policiais
militares.
O fato aconteceu no final da tarde de sexta-feira, por volta das 18
horas, em uma das ruas da favela Via-expressa, em Capoeiras, na Grande Florianópolis.
Na madrugada de ontem, às 2 horas, na rua Barreira, na Tapera, também
na Capital, um homem ainda não identificado tentou matar a facadas
um jovem de 22 anos,cujo nome a polícia não revelou.
Segundo uma testemunha, Armândio havia ingerido cachaça
na tarde de crime e desferido um soco nas costas da filha de sete anos.
Cacilda, que morava nos fundos da casa do genro, ouviu o choro da menina
e foi ver o que estava acontecendo.
Chegando na residência do borracheiro, a dona-de-casa o repreendeu.
Os dois, porém, começaram a discutir e Cacilda teria acertado
uma pedrada na cabeça de Armândio. "Ele (o borracheiro)
pegou um facão e saiu correndo atrás dela (Cacilda)",
detalhou a mulher do borracheiro, Roselini Santos, 20 anos, à polícia.
Cacilda ainda tentou fugiu, mas o genro a pegou e, com uma seqüência
de golpes, perfurou o seu corpo. A dona-de-casa, em vão, pedia para
que o acusado parasse. "Mas ele dizia que iria retalhá-la e
cortá-la em pedaços. Minhas filhas viram tudo (a de sete anos
e outra de dois)", dizia Roselini na Central de Plantão Policial
(CPP), em Florianópolis, momentos antes de saber que a sua mãe
havia morrido no Hospital Regional de São José.
Armândio só parou de perfurar a sogra depois que um dos
filhos de Cacilda o ameaçou de morte também com um facão
- o rapaz chegou a ferir o borracheiro. Policiais militares foram acionados
e conseguiram prender o acusado em flagrante.

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Notas |
Criciúma
Recapturado último
fugitivo de prisão
Policiais recapturaram em Criciúma, na sexta-feira, Edmilson Pedroso
Marcelino, 24, o último preso que continuava foragido do presídio
Santa Augusta. A fuga ocorreu na madrugada de 10 de junho, quando Marcelino
e outros quatro detentos escaparam por um túnel feito sob o vaso
sanitário.
Rio do Sul
Receptador preso
com carro furtado
Foram presos em flagrante, em Rio do Sul, na quinta-feira, Leocádio
Rodrigues da Silva, 65, acusado pela receptação de um Gol
que teria sido furtado em Foz do Iguaçu. Também foi preso
em flagrante Renato de Almeida Fonseca, 27, acusado de ter tentado corromper
os policiais rodoviários
Florianópolis
Polícia prende
e recupera objetos
Luiz Carlos Borba, 21, foi preso em um barraco na Capital, na sexta-feira,
ontem de manhã. Os policiais recuperaram aparelhos eletrônicos,
jóias e, até, uma motocicleta que teriam sido furtados por
ele. Borba possuía várias passagens por furto na área
da Trindade e Saco dos Limões.
Videira
Quatro detidos em
campana policial
Policiais civis prenderam em flagrante, na sexta-feira, em Videira, Paulo
Marcos Lemos de Moraes, 37, acusado de tráfico de drogas. Com ele
foram encontrados 377 gramas de maconha e 47 gramas de cocaína. Segundo
o delegado Flares Rosar, ainda foram presos dois usuários de drogas
que estavam comprando cocaína na casa de Moraes. A polícia
estava investigando o caso há 15 dias e desde segunda-feira fazia
campana na casa do acusado. |
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