Vestibular
vocacionado 2000/1
Gabarito da 2ª Fase
UDESC
Gabarito do Supra Verão 2000
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Itá já tem data
para desaparecer
Reservatório para
formação do lago será fechado dia 31
Silvia Pinter
Enviada especial
Itá - Balseiro há 27 anos, Dalci Luiz Brustullim, 51 anos,
deixará o ofício provavelmente em julho do próximo
ano, quando a velha Itá estará totalmente submersa pelo lago
da usina hidrelétrica. O processo de formação do lago
começa dia 31, quando o reservatório será fechado e
a cidade, gradativamente, inundada. Isso não o assusta. "Já
estou enjoado de viver em cima da água", justifica Brustullim,
que ensinou ao personagem Marcelino, do média-metragem "Fronteira",
como conduzir o rebocador da balsa, localizado na divisa entre Santa Catarina
e Rio Grande do Sul. O filme estará amanhã no cinema do Centro
Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, às 20 horas
e 20h30. A estréia aconteceu em Itá na sexta-feira. Os 25
minutos de "Fronteira" mostram os últimos momentos da velha
Itá.
Apesar de estar contando os dias para deixar a atual função
e se dedicar à agricultura, Brustullim diz que sentirá saudades
dos amigos que fez durante os anos de trabalho. "Já perdi as
contas de quantas pessoas conheci passando de um lado para o outro. E olha
que durante um dia a gente faz mais de 40 viagens", diz, encarando
com tranqüilidade o desaparecimento da cidade. É que ele nunca
morou na velha Itá. "Sempre morei do outro lado do rio",
explica, referindo-se ao Rio Grande do Sul.
Já os ex-moradores da velha Itá se conformaram com a destruição
da cidade, mas ainda guardam na lembrança os bons momentos que viveram
no pequeno município, a 556 quilômetros de Florianópolis,
que completou na semana passada 43 anos de emancipação política
- hoje a nova Itá comemora quatro anos de inauguração.
"Adoro morar aqui (na cidade nova, erguida a seis quilômetros
da velha Itá). Mas quando lembro do dia em que tivemos de deixar
a casa lá embaixo, ainda me dá uma dor no peito", diz
a fotógrafa Maristela Moschetta, 49 anos, que ainda hoje chora ao
falar do passado.
INUNDAÇÃO
"Aqui em cima é bom. Temos ruas asfaltadas e saneamento básico.
Antes, porém, os amigos e parentes moravam mais próximos.
Hoje, só de vez enquanto a gente se encontra na rua", explica
Maristela, que quando foi morar na velha cidade, há 15 anos, soube
que jamais poderia construir uma casa porque a cidade iria desaparecer.
Os moradores da velha Itá conviveram desde criança com a informação
de que um dia a cidade seria inundada - a hidrelétrica começou
a ser planejada há 70 anos. Interrompida várias vezes por
falta de dinheiro, a construção foi iniciada nos primeiros
anos da década de 70.
"Mesmo assim, a gente resolveu investir. E foi o que fizemos. Construímos
a nossa casa, onde moramos 15 anos", acrescenta a fotógrafa,
que ao deixar a residência na cidade velha teve a sensação
de que a residência falava com ela. "Parece loucura mais não
é. A sensação era que a casa dizia o seguinte: quantos
anos servi vocês e agora estão me abandonando".
O marido de Maristela, o comerciante Reni Moschetta, 50 anos, também
não esquece as raízes. Lembra que foi na velha Itá
que tudo começou. "Foi onde eu nasci, cresci e vivi os melhores
momentos de minha vida. Quando vejo as poucas ruínas que ainda existem
lá embaixo, o passado volta à mente", diz. Mas, apesar
da saudade, garante que não trocaria a nova Itá pela velha,
hoje totalmente destruída.
Turismo será base da economia
Itá, que significa "pedra" em guarani, fica na beira
do Rio Uruguai, em um vale que divide Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Escavações arqueológicas revelaram objetos indígenas
de mais de oito mil anos. O homem branco só chegou no começo
deste século, depois da Guerra do Contestado. Estabeleceram-se sobretudo
alemães, italianos e poloneses, que passaram a sobreviver da extração
de madeira, que descia pelo rio até a Argentina em balsas.
A agricultura se transformou, com o passar do tempo, na principal base
da economia. Mas como o lago da hidrelétrica irá cobrir cerca
de 2,7 mil propriedades rurais, a nova cidade planeja trocar de vocação:
o turismo. "Não deixaremos de incentivar a agricultura porque
é a cultura do povo, mas daremos uma atenção especial
para o turismo", reforça o prefeito Nildo Zancanaro.(SP)
Moradores querem manter torres
da igreja como marco da cidade velha
Duas torres de igreja, um local prestes a ser inundado e uma ação
civil pública na Justiça. Nos últimos 30 dias, Itá
vem acompanhando uma disputa com esses três ingredientes. Um grupo
de moradores decidiu salvar, antes da inundação, as torres
da Igreja Matriz São Pedro, construída nos anos 50 e única
edificação ainda em pé na cidade velha. Como a Prefeitura
e a Gerasul não fizeram nada até agora, o caso parou no Fórum
de Seara.
A cidade velha de Itá praticamente desapareceu. Como a recomendação
é deixar o fundo do lago da hidrelétrica limpo, para facilitar
a navegação e evitar a proliferação de microorganimos
que se alimentam da madeira, todas as construções e ruas calçadas
foram retiradas. Sobraram somente as duas torres da igreja, que também
seriam demolidas.
O que evitou a demolição foi um plebiscito realizado em
setembro. Dos 551 moradores que votaram no plebiscito, 540 pediram para
que fossem preservadas e se transformassem num marco da cidade velha. A
previsão é de que metade das torres fique para fora da água.
O nível do lago chegará até o círculo central
delas e como serão bem visíveis, não haverá
perigo para a navegação.
Base
A vitória no plebiscito não significou o fim da polêmica.
A Gerasul acatou a vontade dos moradores, mas alertou que as torres cederão
mais cedo ou mais tarde à ação da água. Somente
a construção de uma base de concreto as manterá em
pé dentro do lago. O detalhe é que nem a Prefeitura ou a Gerasul
quiseram assumir o custo da obra de apoio.
A Gerasul passou a responsabilidade para a Prefeitura. E esta, por sua
vez, não deu o menor sinal até agora de que pretenda preservá-las.
"A Gerasul lavou as mãos e a Prefeitura não encaminhou
um projeto para a Câmara de Vereadores declarando as torres patrimônio
histórico. O problema é que o tempo está acabando",
disse o delegado de Itá, José Cardoso da Silva, que lidera
o grupo favorável à preservação.
Cardoso vê na conservação das torres um potencial
turístico. Além disso, os moradores mais antigos de Itá
terão um ponto de referência para mostrar aos filhos e netos
ontem nasceram e viveram boa parte de suas vidas. "Sem as torres, restará
somente um lago, igual a tantos outros que existem por aí",
disse Cardoso. "Vamos lutar para mantê-las em pé e acredito
que não será preciso muito dinheiro", previu o ex-prefeito
e presidente do Conselho Municipal de Turismo, Egílio Paludo.
O prefeito de Itá, Milvo Zancanaro, não discorda da importância
das torres. Ele só não sabe se a Prefeitura conseguirá
arcar com os R$ 50 mil necessários para conservar o que restou da
Igreja São Pedro. A crítica feita ao prefeito é a falta
de uma ação antecipada para preservar as torres. "Caso
o prefeito tivesse negociado com a Gerasul no começo do ano, tudo
estaria resolvido agora", observa Cardoso. A esperança dos moradores
é de que a Justiça decrete a preservação. Uma
decisão final deve ser anunciada esta semana. (Jean Carlos de Souza)
Especialistas traçam acões
contra o câncer da mama
Encontro do Ministério
da Saúde, em Florianópolis, fez um diagnóstico da doença
nos três Estados da região Sul
Cléia Schmitz
Florianópolis - Especialistas do Instituto Nacional de Câncer
(Inca), do Ministério da Saúde, estiveram neste final de semana
em Florianópolis para promover o desenvolvimento de ações
ao combate do câncer de mama na região Sul. O objetivo é
fazer um diagnóstico da rede de serviço oferecida pelos estados
do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e estruturar ações
para detectar a doença precocemente.
O trabalho está sendo feito em todo o país e deve terminar
esta semana com trabalhos desenvolvidos nas regiões Sudeste e Nordeste.
"A intenção é traçar um plano de trabalho
para o atendimento das necessidades", explica a médica Tereza
Piccinini Feitosa, da Coordenação Nacional de Controle do
Tabagismo, Prevenção e Vigilância do Câncer (Conprev)
do Inca. A entidade coordena o programa a nível nacional "Viva
Mulher", que busca o controle do câncer de mama e de colo do
útero.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a maior incidência
de casos de câncer de mama acontece na região Sul do País.
A estimativa é que a doença seja responsável por 7.300
mortes neste ano em todo o país. Outro dado alarmante: o Brasil deve
fechar 1999 com 31.200 novos casos. "O gráfico de estudo da
mortalidade nos últimos 15 anos vem ascendendo", alerta Tereza
Feitosa. A doença já é a terceira maior causa de mortalidade
da mulher brasileira.
Em Santa Catarina, estudos do Centro de Pesquisas Oncológicas
(Cepon) mostram que o número de mortes por câncer de mama está
crescendo. Em 1996 foram 191 mortes contra 230 em 1997 e 240 no ano passado.
Os municípios com maior incidência no Estado são Videira,
Gravatal, Timbó, Joaçaba, Xanxerê, Caçador, Papanduva
e Maravilha.
A Organização Mundial de Saúde estima que o câncer
de mama aumentará em 100% nos próximos 20 anos se não
forem tomadas medidas de prevenção e controle. A principal
meta do Inca é melhorar o diagnóstico para que a doença
seja detectada mais precocemente. A médica Tereza Feitosa conta que
geralmente as mulheres chegam nos postos quando a doença está
num estágio muito avançado. Daí a importância
do auto-exame feito regularmente.
O ideal é que a mulher escolha um dia para fazer o exame todos
os meses. Para quem menstrua a indicação é que ele
seja feito nos dez primeiros dias depois das regras. "A repetição
do exame faz com que a mulher perceba o que é normal no seu seio
e o que pode ser um caroço", ressalta Tereza. A médica
ainda faz outras recomendações às mulheres: "Tenha
uma alimentação saudável, com pouca gordura e rica
em frutas, verduras, legumes e grãos integrais; faça exercícios
físicos regularmente e mantenha o peso na medida certa".
Festa reúne doadores
de sangue do Planalto Norte
Áurea Arendartchuk
Canoinhas Mais de dois mil doadores voluntários de
sangue estiveram presentes ontem, na confraternização organizada
pela Associação dos Doadores de Sangue da Região do
Contestado (Adosarec), em Canoinhas, no Planalto Norte do Estado. A comemoração
foi marcada por um almoço em homenagem à passagem do Dia Universal
do Doador de Sangue que aconteceu no mês passado (25 de novembro)
e para a entrega de premiações aos colaboradores e maiores
doadores da associação.
Canoinhas atualmente é referência estadual em doação
de sangue. No município foi fundada a primeira associação
de doadores de sangue do Estado, a Adosarec, que desde 1991 até hoje
conta com cerca de 2.400 doadores voluntários. O sangue doado por
estes voluntários, posteriormente é encaminhado para vários
hospitais de Santa Catarina e do Paraná.
De acordo com o fundador e presidente da Adosarec, Orestes Golanovski,
são feitas em média três mil doações por
ano pelos voluntários. "As doações feitas pelos
nossos associados são estritamente voluntárias tanto que eles
não recebem nada em troca pela doação e muito menos
sabem para quem estão doando sangue", acrescenta.
A Associação dos Doadores de Sangue da Região do
Contestado (Adosarec) é uma entidade de caráter filantrópico,
sem fins lucrativos. Para a manutenção de seus serviços,
periodicamente são promovidos bingos e rifas. A entidade também
conta com a importante ajuda da comunidade.
No almoço realizado ontem, no Parque de Exposições
Ouro Verde, de Canoinhas, a associação apresentou o veículo
(Kombi) comprado com a promoção de uma rifa. Este veículo
seréa utilizado no transporte de doadores até os hospitais
e municípios que necessitam de sangue em seus bancos.
Soropositivos incógnitos
Lages - Pelo menos 40 exames soropositivos de HIV estão acumulados
no setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids (DST/Aids)
da Secretaria Municipal de Saúde de Lages. A informação
foi dada pela enfermeira chefe do setor, Clênia Barbosa. Ela informa
que muitos desses exames encontram-se à disposição
de seus titulares desde o ano passado. "Como é um exame grátis,
muita gente vem fazer e depois não volta para buscar o resultado.
Assim temos esse grande número de soropositivos que, talvez, nem
saibam que são portadores do HIV. Isso é muito perigoso, pois
ficam sem fazer o tratamento e podem estar contaminando outras pessoas,
mesmo sem saber", explica.
Clênia informa que existe legislação proibindo o
órgão de ir até essas pessoas e informá-las
sobre o resultado do exame, pois isso caracterizaria "constrangimento".
Ela relata que nem mesmo o endereço da pessoa é solicitado
na hora do exame. "Ficamos apenas com o nome", declara.
A enfermeira acrescenta que no município foram notificados 134
casos de Aids desde 1995 e que destas notificações 54 pessoas
já morreram. "Apesar dos avanços conseguidos no tratamento,
com a distribuição dos kits de medicamentos, ainda há
muita falta de informação. As pessoas sempre acham que estão
livres de contaminação e que isso só vai acontecer
com os outros", declara Clênia. (Loreno Siega)
Igreja realiza casamento
coletivo com 35 casais
Guaramirim - O padre Ademar Bauler celebrou o casamento de 35 casais
na tarde de sábado, na paróquia Senhor Bom Jesus, em Guaramirim.
O casamento coletivo é resultado de um trabalho de formação
junto à comunidade, realizado após as missões, que
aconteceu em maio. De acordo com o padre, o trabalho junto aos casais foi
feito através da Pastoral da Família, que localizou as famílias
e facilitou o casamento. Os custos foram reduzidos de R$ 70,00 para R$ 35,00.
"Já existia um desejo de casamento, que ainda não havia
sido concretizado por falta de oportunidade", afirma o padre.
O padre Ademar afirma que a iniciativa da Pastoral visa trazer para junto
da Igreja a comunidade. Ele admite que a displicência dos fiéis
em relação às normas e regras da Igreja Católica
é fruto da ausência da própria Igreja, que esteve muito
tempo afastada da população. "Agora está havendo
um despertar que vai aproximar ainda mais os fiéis da Igreja",
ressalta. Segundo o padre, muitos outros casais estão esperando uma
nova oportunidade para regularizarem sua situação matrimonial,
já que o casamento foi religioso mas com efeito civil.
A maioria dos casais que confirmaram a união vivem juntos há
vários anos e já têm filhos. É o caso de Clodoaldo
e Elenice. Eles moram juntos há mais de dois anos e têm uma
filha de 5 meses, que foi batizada no mesmo dia. Junto com o casamento também
houve batizado coletivo. "´E uma forma de aproximar a família
e resgatar os valores morais", explica o padre.
A cerimônia de casamento começou às 16 horas e terminou
às 18 horas. A Igreja, toda decorada em branco, estava lotada de
parentes, amigos e fiéis que compareceram para prestigiar o evento.
Calor vestibulandos
no sábado e domingo
Supra registrou menor índice
de abstenção dos últimos anos
Florianópolis - No vestibular realizado pelo Sistema Universitário
- Prova por Área (Supra), 2,99% dos 13.351 inscritos deixaram de
fazer as provas de ontem de conhecimentos gerais e específico, em
Florianópolis, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Ibirama,
Itajaí, Orleans, Lages e Rio do Sul. Em Itajaí foram registradas
pela coordenação do vestibular o maior número de faltas,
108. Os menores, em Orleans (88) e Ibirama (78).
Coordenador-geral, Fernando Aquino, afirmou que a média de abstenções
no Estado foi a mais baixa dos últimos anos. Ele acredita que isso
tenha acontecido pelo fato do Supra ter antecipado a data do teste para
dezembro, o segundo do calendário de vestibulares no Estado. A média
anterior é 6%. O listão dos aprovados será divulgado
dia 22, às 11 horas, e os gabaritos podem ser obtidos na Internet
(http://www.supra.br).
Clique aqui para ver o gabarito do Supra.
Poucos incidentes agitaram o trabalho dos fiscais no Estado. O mais
grave ocorreu em Florianópolis. Uma curitibana, grávida de
dois meses, perdeu o filho no período da prova da manhã. Ao
notar problemas com a candidata, os fiscais a encaminharam para atendimento
hospitalar de emergência. A a comissão organizadora não
divulgou o nome da mulher. Disse apenas que os médicos recomendaram
repouso absoluto à paciente.
Água
Embora sem causar grandes transtornos, o calor de 35 graus se tornou
mais um problema para os alunos, além da dificuldade das provas e
o sistema nervoso, normalmente agitado durante os testes. Aquino contou
que, apenas no Instituto Estadual de Educação, foi preciso
comprar seis bombonas extras de água, cada uma com 20 litros. "Nos
anos anteriores, apenas uma foi suficiente", comentou ele, que desde
de 1979 trabalha com organização de vestibulares.
O calor intenso deu trabalho também para os fiscais e para os
responsáveis pela vigilância. "Dona" Claudete Silva,
57 anos, e há 15 observando vestibulandos entrarem e saírem
dos banheiros femininos contou mais que mais de 50 mulheres precisaram deixar
as salas, acompanhadas pelas fiscais, para fazer "um pipi". "Seu
"João Rosa, 57 anos, também foi surpreendido pela freqüência
no banheiro masculino. Ele totalizou 100 candidatos.
Ventiladores
Para os 3.404 candidatos que fizeram em Blumenau as provas do Supra,
o maior inimigo também foi o calor. Pela manhã não
foi tanto, mas na parte da tarde, quando iniciou a segunda etapa, a temperatura
girava em 38 graus, sem sequer uma brisa. Nas 78 salas da Universidade Regional
de Blumenau utilizadas para a realização do concurso, os ventiladores
não conseguiram refrescar o ambiente. Além do nervosismo,
os inscritos transpiraram muito. O número de pedidos para saída
para tomar água foi grande e os fiscais de corredor tiveram muito
trabalho.
A coordenadora do Supra em Blumenau, Maria do Carmo Coelho de Souza,
informou que não foram registradas ocorrências inesperadas
em Blumenau. Também não houve nenhum inscrito fazendo prova
em separado por problema médico.
Tranquilidade na prova da Udesc
Joinville - No sábado, mais de 10 mil candidatos fizeram as provas
do vestibular vocacionado da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc),
disputando as 619 vagas oferecidas em 19 cursos mantidos nos campi de Joinville,
Lages e Florianópolis. Durante a manhã, os candidatos fizeram
provas de conhecimento específico em quatro questões dissertativas.
A segunda fase, a tarde, compreendeu as provas de redação,
língua portuguesa, língua estrangeira e a específica
sobre Santa Catarina, com 20 questões. A lista dos aprovados na primeira
chamada será divulgada no próximo dia 21, as 16 horas, na
reitoria da Udesc e na Internet (http:www.udesc.br).
Clique aqui para ver o gabarito da UDESC.
Em Joinville, as provas transcorreram em clima de tranquilidade, segundo
o coordenador, Aílton Barbosa. Dos 2.116 candidatos inscritos, somente
três chegaram atrasados e não puderam fazer a prova. O índice
de abstenção, na parte da manhã, ficou em 5,57% (118
candidatos) chegando a 7,61 (161 candidatos) na parte da tarde.
A maioria dos candidatos considerou fácil a primeira fase da
prova, com questões de conhecimentos específicos. A segunda
fase foi considerada um pouco mais difícil. O vestibular da Udesc
foi realizado também em Lages, Blumenau, Florianópolis, Tubarão
e Chapecó.
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Empresa |
Alunos de S. Bento
montam árvore de Natal com sucata
São Bento do Sul - Estudantes da Escola Frederico Fendrich, em
São Bento do Sul, utilizaram garrafas de plástico para construir
uma árvore natalina com oito metros de altura. Latinhas de refrigerante
foram utilizadas para enfeitar. As garrafas foram unidas por cordões
e presas a um tronco de bracatinga. O professor Luiz Carlos Becker, idealizador
do projeto, explica que os estudantes tiveram o cuidado de escolher um tronco
de bracatinga de 15 anos, idade em que a planta morre.
O projeto da árvore de sucata envolveu toda a comunidade escolar.
Os alunos trouxeram as garrafas. Uma danceteria doou as latas de alumínio
e a Fiação São Bento doou os barbantes. Os professores
aproveitaram a empolgação dos alunos durante a confecção
da árvore para ensinar conhecimentos científicos. "Através
da física, estudaram vetor e resistência. Em matemática,
calcularam a quantia de material necessário e, no final, surgiu uma
obra de arte coletiva", diz a diretora Marili Gonçalves.
Reaproveitável
A idéia foi imitada por casas na mesma rua da escola, que decidiram
fazer árvores menores e colocá-las no jardim. A iluminação
da árvore reciclável foi acesa durante festa de confraternização
dos alunos, na semana passada.
Depois do Natal, todo o material utilizado será reaproveitado.
Garrafas e latinhas serão vendidas à reciclagem, o barbante
será aproveitado para artesanato e os holofotes ficarão para
a realização de peças teatrais. "A bracatinga
ficará aí enquanto agüentar, depois vira lenha",
diz o professor. Até mesmo o Papai Noel inflável, único
adereço comprado para enfeitar a árvore, será guardado
para o próximo Natal.
Domingo de sol lota as
praias de Florianópolis
Florianópolis - Contrariando a previsão do tempo, o sol
apareceu com tudo no final de semana transformando as vias que levam às
praias em caminho obrigatório para milhares de banhistas. O resultado
foi um prenúncio da temporada: praias cheias, ônibus lotados
e movimento intenso em todas as rodovias de acesso às praias. Na
volta para casa o trânsito na Lagoa da Conceição ficou
completamente parado.
Mas quem resolveu ir à praia teve que enfrentar filas logo cedo.
Às 9 horas da manhã, a avenida Beira-mar ficou congestionada
no trecho que vai do elevado do CIC até os fundos da casa do governador
devido ao excesso de veículos que se deslocavam para o Norte e o
Leste da Ilha. Na SC-401, os banhistas que iam em direção
à Canasvieiras e Ingleses tiveram que enfrentar filas na altura do
trevo de Jurerê, onde termina a duplicação.
Em Jurerê Internacional, a praia estava lotada ao meio-dia. Poucas
pessoas pareciam se importar com a exposição ao sol forte.
Não foi o caso das amigas Elusa de Oliveira, 30 anos, e Taís
Biavatti, 19. Elas chegaram à praia por volta das 8 horas e ao meio-dia
fecharam as cadeiras e foram embora. "Hoje ainda passamos da hora.
Normalmente a gente vai embora às 11 horas para não pegar
o sol forte", justifica Elusa. Mesmo tendo que estudar para o vestibular,
Taís não resistiu ao apelo da praia num belo domingo de sol
e muito calor. O jeito foi levar os cadernos para a praia.
Mais do que os banhistas, quem comemorou o final de semana de sol foram
os ambulantes. Ao meio-dia de domingo João Vieira só tinha
mais duas cadeiras para alugar. Outras 28 já estavam locadas. "Já
tive que dizer 'não' pelo menos umas duas vezes hoje de manhã",
disse o ambulante. Ele e o cunhado Nilton Rodrigues trabalham na locação
de cadeira e guarda-sol há quatro anos e estão empolgados
com a expectativa da temporada. "Hoje foi um dia premiado", disse
Nilton.
O ambulante Leandro Bertoldi Filho está trabalhando pelo segundo
ano consecutivo como vendedor de praia. Antes disso ele foi garçom
em Porto Seguro (BA) e num restaurante em Jurerê Internacional. "Queria
deixar de ser empregado", explica Leandro. Ele vende batidas, coquetéis
e saladas de frutas e já é conhecido dos frequentadores de
Jurerê pela sua simpatia. |
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