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Comissão aprova
reserva de vagas na Udesc
Projeto vai hoje a plenário
e garante ingresso de alunos da rede pública na universidade. Udesc
é contra
Aline Felkl
Florianópolis - Depois de passar pela Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) por unanimidade, o projeto de lei nº 211/99,
que reserva 50% das vagas oferecidas no vestibular da Udesc para alunos
de escolas públicas foi aprovado ontem na Comissão de Educação
(CE) com a mesma votação. De autoria do deputado Paulo Bornhausen
(PFL), a matéria deve ir a plenário hoje com quatro emendas
propostas pelo presidente da CE e relator da proposta, Joares Ponticelli
(PPB). A principal modificação é a que destina também
um percentual de vagas para pessoas da raça negra, cujo índice
deverá ser decidido pela própria Udesc, e a que exige da universidade
programas de nivelamento para este público.
O projeto beneficia estudantes que cursaram integralmente o ensino fundamental
e médio em escolas públicas e a intenção é
reduzir as diferenças sociais provocadas por um ensino público
de qualidade inferior ao privado. Na proposta, Bornhausen aponta, segundo
pesquisa do Ministério da Educação, que 45% dos estudantes
das universidades públicas saem da rede pública de ensino,
sendo que 73,5% dos alunos que concluem o ensino médio não
pertencem à rede privada.
A Udesc já anunciou que o Conselho Universitário da instituição
(órgão superior à reitoria) pode mover uma ação
de ilegalidade contra o projeto, partindo do artigo 207 da Constituição
Federal, que prevê autonomia para as universidades na definição
dos critérios de seleção dos estudantes. O vice-reitor
Jorge Mussi entende que a proposta "apenas transfere para a universidade
o problema existente no ensino fundamental e médio", levando
alunos que podem não estar bem preparados para a graduação.
"Já colocamos a estrutura da Udesc à disposição
para ajudar a resolver as deficiências do ensino médio e fundamental",
propõe Mussi.
A instituição implantou um sistema de vestibular vocacionado
que reduziu em sete anos de 70% para 10% o índice de evasão
de alguns cursos. Mussi acredita que a reserva de vagas vai reduzir a concorrência
entre os estudantes de escolas públicas, provocando um ingresso facilitado
ao ensino superior.
Pesquisa em Joinville
aponta que 50,6% dos alunos
não aprovam a medida
Joinville - Pesquisa realizada semana passada pelos bolsistas do Programa
Especial de Treinamento (PET), da Udesc, em Joinville, demonstrou que num
universo de 100 alunos, 50,6% são contrários à reserva
de vagas para egressos da rede pública de ensino.
O resultado (50,6% contrários, 46% a favor e 3,5% indecisos),
deixou o professor Antônio Flávio Licarião Nogueira
e os bolsistas surpresos. Eles esperavam um número menor de votos
favoráveis ao projeto. "A realidade do ensino médio brasileiro
ainda não permite este tipo de ingresso na universidade. Projeto
de consenso seria um reforço para o ensino médio. Do contrário,
o deputado está querendo tapar o sol com a peneira", afirma.
Para Licarião, o vestibular serve como uma espécie de
termômetro para o ensino médio bancado pelo governo. "As
provas podem ser elitistas para quem estuda em escola pública, mas
reservar vagas ainda não é o melhor caminho", garante,
lembrando que, mesmo nos Estados Unidos, onde os jovens são analisados
ao longo do período escolar e onde há bancas específicas
para o caso, existe preconceito e favorecimentos.
A pesquisa foi aberta a toda comunidade acadêmica. "O baixo
índice de participação se deve ao período de
provas", justificou o professor. "O deputado pode estar bem intensionado,
querendo atuar na área da educação, mas precisa rever
suas propostas. Tanto o projeto quanto o resultado da pesquisa é
polêmico e divide a opinião pública", ressalta
Licarião.
Cirurgia bucomaxilofacial
realizada em Chapecó
Chapecó - O Hospital Regional de Chapecó conseguiu, no
final do mês passado, dar mais um importante passo rumo a sua consolidação
como centro de referência na área da saúde no Oeste
do Estado. Com a ajuda de uma equipe de médicos e cirurgiões
de grande experiência na área, realizou a primeira grande cirurgia
bucomaxilofacial da região, uma operação complexa,
somente realizada nas principais capitais brasileiras.
O procedimento realizado é denominado de hemimandilectomia parcial
e consiste na retirada de um pedaço da mandíbula para a implantação
de uma placa de reconstituição e de um enxerto ósseo,
feito a partir da retirada de uma costela do próprio doente. N.N.,
de apenas 20 anos, era portadora de um tumor agressivo na parte esquerda
da mandíbula e apresentava um processo infeccioso que lhe causava
dores insuportáveis, a impedia de abrir a boca e praticamente deformava
a sua face.
Segundo o cirurgião Carlos Lane Fogaça, mestre em cirurgia
e traumatologia bucomaxilofacial, que coordenou a operação,
quando se recuperar totalmente, a paciente poderá levar uma vida
normal, sem os problemas que lhe eram causados pelo tumor. "Ela teve
parte do osso mandibular retirado. Em seguida, implantamos no local uma
parte da costela e uma placa de reconstituição, que vai impedir
que ela tenha problemas estéticos e dificuldades para falar e se
alimentar", explica.
Após ter a mandíbula reconstituída, a paciente
ainda passou por uma delicada cirurgia para o religamento dos nervos que
foram rompidos para a retirada do osso infectado pelo tumor. "O implante
deve gerar agora uma nova formação óssea, completamente
sadia, que permitirá à paciente ter movimentos normais na
mandíbula".
Ao todo uma equipe de sete médicos, anestesistas e cirurgiões,
atuou na operação, considerada histórica pela direção
do Hospital Regional. O procedimento passa a fazer parte das especialidades
do hospital já partir deste mês de dezembro.
Projeto estimula aumento
do turismo em Jaraguá do Sul
Jaraguá do Sul - A Prefeitura de Jaraguá do Sul lançou
ontem o projeto "Os caminhos de Jaraguá do Sul", que tem
por finalidade elevar o município a categoria de cidade turística.
O projeto, segundo o prefeito Irineu Pasold (PSDB), terá resultados
a médio e longo prazos e envolve segmentos interessados na indústria
turística, hoteleiros e agentes de viagem.
O prefeito acredita que em 10 anos a cidade será um verdadeiro
pólo turístico. "Queremos revelar aos turistas e aos
próprios jaraguaenses as belezas da nossa região", afirma
Pasold. Ele admite que até agora pouco se tem investido em infraestrutura
de turismo no município, um negócio que atualmente absorve
12% da mão-de-obra, direta ou indiretamente.
Parceria
O projeto será desenvolvido através de parceria entre
o poder público e empresários do setor e atualmente está
na fase de divulgação e preparação. O Senac
está treinando guias turísticos que vão acompanhar
os interessados em conhecer os nove roteiros iniciais. Os roteiros estão
sendo divulgados através de folderes, que trazem a descrição
dos principais pontos de interesse turístico de Jaraguá do
Sul e região, como o Parque Malwee e a Rota das Cachoeiras, em Corupá.
Na avaliação do empresário Valmor Dallagnol, proprietário
da empresa de turismo Rotabela, o projeto terá retorno a longo prazo.
"Primeiro vamos treinar o nosso pessoal e divulgar nossos roteiros",
afirma o empresário. A Rotabela é parceira da Prefeitura no
projeto e mandou confeccionar 2,5 mil folderes para divulgação.
Peça de teatro
alerta para risco da Aids
São Bento do Sul - Funcionários de quatro empresas são-bentenses
assistiram, na própria fábrica, a uma peça teatral
alertando sobre o perigo da Aids. De maneira bem humorada, o grupo teatral
Arlequim, de Rio Negrinho, mostra as principais medidas de prevenção
à doença.
Através de parceria com o SESI, Serviço Social da Indústria,
o Arlequim já apresentou a peça na Tuper Escapamentos, Condor,
Mayer Miers e também para adolescentes com idade entre 13 e 14 anos
que participam do programa Esporte Solidário. Um total de 1052 pessoas
assistiram às apresentações que encerraram-se ontem.
Outras empresas já contataram o Sesi pedindo a apresentação
do espetáculo no próximo ano.
Durante a comédia também são apresentados números
da Aids na região. "Queremos sensibilizar as pessoas para o
uso do preservativo. O que se percebe é que ainda há muito
descaso com a Aids", diz a assistente social do Sesi, Rozane Caetano.
Mutirão recolhe 1,5 t
de lixo em Campo Alegre
Campo Alegre - Cerca de 120 pessoas participaram de um mutirão
de limpeza, no último sábado, em Campo Alegre. A coleta rendeu
1,5 tonelada de lixo. Deste volume, 75% foi destinado à reciclagem.
Plásticos e papéis foram os resíduos mais encontrados.
Distribuídos em cinco grupos, os voluntários da campanha "Campo
limpo será mais alegre" percorreram terrenos baldios, ruas e
encostas de riachos. A campanha está inserida no programa de combate
ao borrachudo.
Além da coleta, as equipes também trabalharam na orientação
dos moradores, distribuindo dois mil panfletos. A mobilização
contra o borrachudo será permanente. As equipes trabalharam das 8
às 11h30.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente,
João Cubas, elogiou a participação da comunidade, especialmente
das crianças. "Os pequenos realmente deram um exemplo de que
querem uma cidade limpa e livre do borrachudo". A intenção
da secretaria de meio ambiente é realizar a operação-limpeza
mensalmente.
Adiada votação do
passe livre para idosos
A bancada governista esvaziou
a sessão e apreciação da proposta fica para outra semana
Florianópolis - As bancadas governistas na Assembléia
Legislativa (AL), principalmente PFL e PPB, jogaram para a próxima
semana a votação do 2º turno do projeto de emenda constitucional
(PEC) proposta pelo deputado Pedro Uczai (PT) instituindo a gratuidade do
transporte coletivo nas linhas municipais e intermunicipais do Estado aos
idosos a partir de 60 anos. A proposta passou com ressalvas por 28 votos
a favor e um contra, do deputado Nelson Goetten de Lima (PPB).
Com as galerias lotadas de idosos que comparecem à AL para acompanhar
a votação, vindos de todos o Estado, as lideranças
governistas - os pefelistas Paulo Bornhausen (líder do governo na
AL), Wilson Wan-Dall (líder da bancada) e Ivan Ranzolin (PPB) - procuraram
num primeiro momento adiar a votação. Logo em seguida, simplesmente
esvaziaram o Plenário, que necessita de quorum mínimo para
votação de 21 deputados. Bornhausen não retornou mais
ao Plenário depois de ter sua proposta de manter a ordem do dia -
votar os vetos aos projetos do governo primeiro -, assim como o peemdebista
Romildo Titon, proprietário de uma empresa do setor.
A estratégia correu com os discursos alternados na Tribuna, tanto
de oposicionistas quanto de governistas. "Nossa preocupação
é com quem vai pagar a conta. Não houve tempo para discutir
e analisar a proposta que veio direto da Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) para o Plenário", argumentou Wan-Dall,
que votou a favor mas ressalvando que não garantiria o voto na próxima
semana, assim como Ranzolin, que usou o mesmo argumento do pefelista Wan-Dall.
O pepebista Reno Caramori, cujo pai é fundador da empresa Reunidas,
votou favoravelmente, mas frisou a necessidade de não se inviabilizar
o trabalho de anos das empresas catarinenses que não podem ser oneradas.
"Fui cobrador, motorista e meu pai trabalhou muito", lembrou aos
presentes.
Uczai assinalou que uma PEC precisa ser regulamentada. "Cotas vão
ser estabelecidas, limites salariais. Não se quer beneficiar quem
pode pagar", assinalou.
Expectativas frustradas
Vindas de todas as partes do Estado, caravanas organizadas pelos conselhos
de idosos municipais lotaram a AL comemoram o resultado da votação
em primeiro turno da PEC de autoria de Pedro Uczai (PT). "Trabalho
na roça até hoje e enquanto tiver força vou continuar.
Mas isso vai ajudar, porque a gente precisa ir à médico, receber
aposentadoria, é é longe e custa caro", disse sorridente
o agricultor de 68 anos, Eliseu Roman, que enfrentou 11 horas de viagem
junto com mais oito idosos de Irati, Extremo-oeste do Estado. Disse que
seria muito difícil voltar para o segundo turno da votação.
Caravanas de Xanxerê, Capinzal e de Tubarão, além
de uma enorme comitiva do Núcleo de Idosos da Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC) aplaudiam ou vaivam os discursos feitos pelos deputados
da tribuna no plenário, num processo que foi empurrado pelos governistas
por mais quase três horas. Servidora pública estadual aposentada,
Ada Souza Silva, de 78 anos, que junto com a pensão do marido soma
um ganho mensal de R$ 305,00 brutos, veio na caravana de Tubarão,
junto com a filha e a neta a quem ajuda com o que ganha, e assistia ao subsequentes
discursos sem entender muito, mas confiante de que "aqueles senhores"
iriam ajudá-la. "Isso é uma questão de assegurar
qualidade de vida e dignidade aos idosos e já está estabelecido
pela Política nacional e estadual do idoso", assinalou a presidente
do Conselho Regional de Serviço Social do estado, Edi Mota Oliveira.
Corregedor critica
atitudes do governo Amin
Procuradoria-geral do Estado
quer impedir novas comarcas e varas em SC
Joinville - O corregedor-geral da Justiça do Estado, desembargador
Francisco José de Oliveira Filho, aproveitou a cerimônia de
instalação de três varas em Joinville, ontem, para protestar
contra a Procuradoria-geral do Estado. Enquanto o corregedor, acompanhado
do presidente do Tribunal de Justiça do Estado, o desembargador João
Martins, percorria cidades da região Norte instalando as novas instâncias,
o procurador-geral Walter Zigelli protocolava no Supremo Tribunal Federal
(STF), em Brasília, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade
(Adin), contra a decisão da Assembléia Legislativa que em
setembro contrariou a decisão de Esperidião Amin, derrubando
seu veto e promulgando a lei que cria 23 novas comarcas e 39 varas em Santa
Catarina.
A justificativa da procuradoria-geral para tentar impedir as instalações
da novas comarcas e varas é de que o judiciário do Estado
também pretende criar 633 novos cargos, o que nos cálculos
de Ziguelli, faria com que os gastos do governo com a folha de pagamento
ultrapassasse os 60% das receitas correntes líquidas, limite estabelecido
pela Lei Camata. Para o procurador-geral, a expansão da estrutura
da Justiça no Estado colocaria as contas públicas em risco
de colapso.
O desembargador Francisco Oliveira Filho não concorda com a alegação
do procurador-geral. Segundo ele, o Tribunal de Justiça vem tratando
com o dinheiro público com zelo e responsabilidade. "Enquanto
funcionários de outros órgãos do Estado reclamam que
estão com três salários atrasados, o Tribunal de Justiça
mantém suas contas em ordem", comparou, lembrando que as novas
varas e comarcas só estão sendo implementadas de acordo com
a disponibilidade financeira do TJ.
Estrutura deficiente
Os discursos do diretor do Fórum de Joinville, juiz Ricardo Roesler
e outras autoridades do judiciário joinvilense foram unânimes
em afirmar que apesar da instalação das novas varas, a cidade
continua com sua estrutura deficiente para atender a demanda, hoje acumulada
em 45 mil processos.
O desembargador João Martins concordou com os pleitos da comunidade,
que em sua opinião são legítimas. No entanto, lembrou
da indisposição do governo do Estado em aceitar as novas estruturas,
e que apesar da Assembléia Legislativa ter aprovado a criação
das varas e comarcas, os deputados relegaram a criação de
cargos para juizes. Quanto a morosidade, o desembargador afirmou que ela
não é exclusividade do judiciário, mas de todo o Estado
brasileiro, e até de outros países.
Na cerimônia de ontem, foram instaladas três varas na comarca
de Joinville: da Infância e da Juventude; da Fazenda Pública,
Execuções Fiscais, Acidentes de Trabalho e Registros Públicos;
e a do Juizado Especial Cível. Hoje, o Tribunal de Justiça
do Estado firma convênio com a Universidade do Sul (Unisul), campus
de Tubarão, para instalação da unidade judiciária
de cooperação.
Jaraguá do Sul
ganha vara da Infância
Jaraguá do Sul - A comarca de Jaraguá do Sul passou a
contar, deste ontem, com vara Criminal e da Infância e Juventude.
A solenidade de instalação contou com a presença do
presidente do Tribunal de Justiça, desembargador João Martins,
do corregedor-geral da Justiça, Francisco José Rodrigues de
Oliveira Filho e de autoridades representativas do município. A juiza
Hildemar Meneguzzi de Faria será a titular da nova instância.
Na avaliação do diretor da comarca de Jaraguá do
Sul, juiz Márcio Rocha, a instalação da vara vai agilizar
o julgamento dos inúmeros processos do Fórum, que atualmente
estão divididos entre as duas varas já existentes. Mesmo assim,
Rocha ressalta que a instalação de mais uma instância
ainda é pouco para o município, que conta com apenas três
promotores. "A segunda vara foi criada em 1982 e somente agora conseguimos
mais uma. Sabemos de cidades com potencial menor que Jaraguá do Sul
e que foram beneficiadas com sete varas", observa.
Para o presidente da seccional da OAB de Jaraguá do Sul, Jurandir
Bertoldi, a instalação da vara aumentará a capacidade
de atendimento da comarca de Jaraguá do Sul, que atualmente acumula,
segundo ele, mais de 20 mil processos. "A situação vai
melhorar mas o problema de morosidade da Justiça somente será
resolvido com melhorias na infraestrutura", alerta o advogado. A expectativa
do judiciário jaraguaense é a criação de uma
vara específica para processos da esfera federal e de mais duas promotorias.
A falta de recursos financeiros tem impossibilitado a instalação
de novas varas, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça de Santa
Catarina. De acordo com o desembargador João Martins, a instalação
de mais varas comprometeria o orçamento do Tribunal. O desembargador
também criticou a reforma do Judiciário porque "visa
tirar a sua independência".
Liberada verba para obras
emergenciais na BR-470
Solicitação
de crédito de R$ 1,9 milhão já está na AL
Florianópolis - O governo estadual decidiu pôr fim às
principais deficiências da BR-470 e encaminhou na segunda-feira à
Assembléia Legislativa um projeto que solicita autorização
para um crédito especial de R$ 1,9 milhão que devem ser aplicados
na rodovia num período de seis meses (R$ 300 mil orçado para
este ano e R$ 1,6 milhão para 2000). Os 360,6 quilômetros da
estrada entre Campos Novos e Navegantes estão sem manutenção
há um ano, desde que a administração estadual anterior
entregou sua duplicação à concessionária Ecovale
e assinou um convênio de comodato transferindo a responsabilidade
da rodovia federal para o Estado.
Neste período, a Secretaria Estadual de Transportes e o Departamento
Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) se isentaram de investimentos na
pista, alegando que não era de sua competência. A ordem de
serviço para o início das obras da Ecovale também não
foi assinada porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou várias
irregularidades no edital de licitação e contrato de concessão,
e tramita na AL um pedido de anulação do processo. Técnicos
do TCE já emitiram um parecer recomendando a anulação,
que ainda está sob apreciação dos conselheiros do órgão.
Ônus
"O Estado está assumindo um ônus do qual vai pedir
ressarcimento ao governo federal se conseguir anular a transferência
da rodovia", anuncia o secretário estadual de Transportes, Leodegar
Tiscoski, explicando que o governo decidiu arcar com a recuperação
da BR-470 temendo os riscos com a falta de segurança e condições
tráfego no verão. "A situação é
crítica e estamos próximos de uma temporada de muito movimento
na rodovia", pondera. Tiscoski espera que o Legislativo trate a questão
com urgência e, com aprovação do projeto, estima que
em janeiro o processo licitatório para a obra esteja concluído.
Emergência
Com a liberação do recurso, a recuperação
vai estar centrada em operações tapa-buracos, roçada
da faixa de domínio (corte de mato) e sinalização horizontal
(pintura) e vertical (placas). Tiscoski ressalta que os R$ 1,9 milhões
são suficientes apenas para serviços emergenciais. Obras também
necessárias como drenagem, recuperação de pontes, bueiros
e acesso a municípios, melhoria de trevos, construção
de novos acessos e modernização da sinalização
não serão incluídos neste orçamento. O trecho
entre Gaspar e Indaial é considerado prioritário pelo maior
volume de tráfego. Se a Ecovale fosse cumprir o contrato de concessão,
deveria investir R$ 1,6 bilhão (R$ 800 milhões em novas obras
e o restante em manutenção e operação) na BR-470
e em 1.366 quilômetros das rodovias SCs 413, 425, 470 e dos acessos
a Blumenau (leste) e a Gaspar.
Congresso vota hoje
alteração no Código Florestal
São Paulo - Com apoio dos partidos de oposição,
189 organizações não-governamentais (ONGs), ambientalistas
e sociais de todo o Brasil querem evitar retrocessos no Código Florestal.
A mobilização é ampla e inclui entidades internacionais
com projetos no País. A votação do projeto de lei rejeitado
pelos ambientalistas no Congresso Nacional está marcada para hoje,
em Brasília.
O Código Florestal em vigor é de 1965 e precisa ser atualizado.
Isso é consenso entre ambientalistas, ruralistas, governo e oposição.
As divergências estão na forma como as modificações
foram propostas. O Código já foi alterado por medida provisória
em 1996, na tentativa de conter os desmatamentos recordes, registrados em
imagens de satélite de 1995, quando a Amazônia perdeu 29 mil
quilômetros quadrados de florestas em um ano.
A MP passou o limite das reservas florestais legais, dentro de propriedades
rurais, de 50 para 80% na Amazônia e de 20 para 50% nas outras regiões.
Desde 1996, a MP já foi reeditada cerca de 40 vezes e sua transformação
em lei vinha sendo discutida desde outubro na Câmara Técnica
do Conselho Nacional de Meio Ambiente, Conama.
Mas outro projeto de lei foi proposto na Comissão Mista do Congresso,
que o discutiu apenas com lideranças ruralistas. Este quase foi a
votação no último dia 23 de novembro e é o motivo
dos atuais protestos das ONGs. O ministro do Meio Ambiente, José
Sarney Filho, tentou interferir, negociando com a Casa Civil o adiamento
da votação para 2000, para permitir uma discussão mais
ampla de um novo Código Florestal com os diversos setores da sociedade.
Além de reduzir novamente os limites das reservas legais para
50% na Amazônia e 20% no resto do País, o projeto permite a
substituição das matas nativas por reflorestamentos exóticos
(de pinheiros e eucaliptos); prevê a anistia geral aos desmatadores
de reservas legais e áreas de preservação permanente
(APP); a simplificação de autorizações de desmatamento
em reservas legais e APPs; a alteração de APPs para construções,
estradas e instalação de maquinários, inclusive para
garimpo e mineração e a redução de 100 para
30 metros das APPs nas margens de lagos, lagoas e reservatórios.
Norte vai
reciclar embalagens
Mafra/Campo Alegre - O prefeito de Mafra, Carlos Saliba, assinou convênio
com a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), formada
por produtores de agrotóxicos, que garante a construção
de um galpão para armazenar embalagens dos insumos químicos
de 14 municípios do Planalto Norte. A obra, orçada em cerca
de R$ 60 mil, será custeada pela Andef e o terreno, com aproximadamente
3 mil metros quadrados, e as obras de infra-estrutura serão fornecidos
pela Prefeitura de Mafra.
No próximo dia 15, acontece em Campo Alegre um encontro com representantes
de 14 municípios engajados no Programa Planalto Norte Limpo. Representantes
do Consórcio Quiriri, da Andef, secretários de meio ambiente,
Epagri e Fatma participam para firmar o acordo de cooperação.
O consórcio Quiriri gerencia o programa.
Para que as embalagens de agrotóxicos possam ser recicladas,
é necessário que os agricultores façam a tríplice
lavagem. Técnicos da Epagri já estão trabalhando na
orientação dos produtores. Noventa por cento das embalagens
de agrotóxicos utilizadas na região Norte são plásticas.
Todo o material coletado será levado à unidade de armazenamento,
em Mafra. Depois de prensadas, as embalagens serão vendidas a uma
empresa paulista, única no País autorizada a reciclar este
material para a fabricação de condutos plásticos usados
na construção civil. A primeira coleta deve ocorrer entre
fevereiro e março, final da safra.
Canoinhas
paga 13º salário
Canoinhas/Porto União - As prefeituras de Canoinhas e Porto
União, no Planalto Norte, vão pagar a seus funcionários
este ano o 13º salário integral somente no dia 20 deste mês.
Em Canoinhas, a falta de recursos nos cofres públicos fez com que
o abono de Natal não pudesse ser pago em duas parcelas como a maioria
das empresas faz. Já em Porto União, acordo feito com
o Sindicato dos Funcionários Públicos garantiu o pagamento
integral do 13º.
Com 941 funcionários (incluindo pensionistas e aposentados),
a Prefeitura de Canoinhas deve destinar R$ 544 mil para o pagamento do 13º
salário. A escassez dos recursos levou a administração
repassar o abono somente no dia 20. No município de Porto União,
os 400 servidores públicos têm a receber R$ 220 mil.
Segundo o chefe de gabinete da Prefeitura de Porto União, Roberto
Caon, em acordo feito com os funcionários, a administração
optou pelo pagamento único do abono de Natal agora em dezembro. Caon
explica que os recursos para o pagamento do 13º são provenientes
de reserva de caixa feita durante o ano.
Social - A Secretaria Municipal da Família
de Jaraguá do Sul está implantando programa de formação
de agentes jovens de desenvolvimento social e humano. O curso de formação
terá duração total de seis meses, dividido em duas
fases e será dirigido a pessoas que moram nas comunidades de Três
Rios do Norte, Ilha da Figueira e Garibaldi. Ao todo são 25 vagas
que deverão ser preenchidas por jovens de 15 a 16 anos egressos do
ensino médio e que não encontraram colocação
no mercado de trabalho.
Criança Canção 1 - Blumenau
já entrou no clima de Natal, mas o toque especial será dado
nesta semana, quando 600 crianças do Programa Criança Canção,
da Secretaria da Criança e do Adolescente, e da Promenor, se apresentam
nas janelas da Prefeitura. O espetáculo, que virou tradição,
é imperdível e será realizado duas vezes.
Criança Canção 2 - A
primeira apresentação será amanhã às
20 horas. As crianças, de 7 a 14 anos, cantarão canções
natalinas conhecidas e novidades, como a música Natal Branco e Bate
o Sino (numa nova versão), Lindo Presente, O Natal Está no
Ar e Noite Feliz. A apresentação se repetirá dia 14,
também às 20 horas.
Projeto Sabiá - Encerraram ontem as
atividades do ano do Projeto Sabiá Violão, desenvolvido pela
Secretaria da Criança e do Adolescente (Secriad) de Blumenau. O
Projeto Sabiá Violão funciona na Associação
de Moradores da Rua Hermann Tribess, na Promenor e este ano abriu um novo
núcleo. Atualmente conta com 70 alunos.
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Reurbanização |

Lajotas coloridas e canteiros com flores fazem parte do novo visual da rua
15 de Novembro, em Blumenau
Obras na rua 15 param durante o Natal
Meta é não
prejudicar o movimento no comércio. Reurbanização deve
estar concluída em setembro
Blumenau - O quarto trecho reurbanizado da rua 15 de Novembro, em Blumenau,
entre a ponte do ribeirão Garcia e a confluência com a alameda
Rio Branco, foi reaberto ao tráfego de veículos, após
a conclusão da pavimentação com lajotas coloridas,
o acabamento dos canteiros e de uma pequena praça. Neste mês
de dezembro, a pedido dos próprios lojistas, as obras estarão
interrompidas para não prejudicar o fluxo do comércio no período
de Natal. Um novo lote da reurbanização - entre as ruas Floriano
Peixoto e Rodolfo Freygang - começa a ser trabalhado no dia 3 de
janeiro. A previsão é concluir toda a extensão de 1,1
mil metros da rua até setembro do ano 2000.
Para permitir o acesso simultâneo e seguro de veículos
da alameda Rio Branco e da rua Itajaí para a avenida Beira Rio, a
Momento Engenharia, contratada para execução do projeto, abriu
naquele trecho uma curva de 76 metros quadrados na área do Banco
Banespa. Por enquanto os carros que vêm da rua Itajaí ou da
alameda Duque de Caxias em direção ao centro são obrigados
a converter à direita na Beira Rio. "A passagem para a rua 15
de Novembro só será permitida depois que for implantado o
projeto de circulação, que prevê a transformação
da rua 7 de Setembro em mão única", diz o diretor do
Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Blumenau (Ippub), Alexandre
Gevaerd. Esta mudança pode ocorrer ainda este ano, mas depende da
conclusão das obras do gasoduto Brasil-Bolívia na rua 7 de
Setembro.
As obras de reurbanização da rua 15 de Novembro iniciaram
em julho e até agora a Momento Engenharia vem mantendo o cronograma
de entrega dos lotes. Os trabalhos estão orçados em R$ 9 milhões,
divididos entre Celesc (R$ 3 milhões), Telesc (R$ 1 milhão),
proprietários de imóveis (R$ 3,5 milhões) e Prefeitura
(R$ 1,5 milhão, que correspondem a obras do Samae, Seterb e Secretaria
de Obras). O cálculo para cobrança da conta é feita
sobre a testada do imóvel, ou seja, a área de fachada. Os
proprietários que não assinaram a adesão ao projeto
terão sua cota incluída na dívida ativa do IPTU.
Poluição visual vai diminuir
Após a conclusão do último trecho da reurbanização
da rua 15 de Novembro, quando a Celesc transferir a rede condutora de alta
tensão para a rua 7 de Setembro e concluir a instalação
subterrânea da rede de abastecimento, os postes e fiação
serão retirados, acabando com a poluição visual de
equipamentos públicos. Enquanto a Momento Engenharia trabalha na
infraestrutura e pavimentação da via, os lojistas também
atuam na melhoria visual de suas instalações, fazendo reformas
e pinturas dos prédios históricos e remodelando as fachadas
dos mais modernos.
Bienal de arquitetura
O projeto de reurbanização da rua 15 de Novembro foi selecionado
como case da 4ª Bienal Internacional de Arquitetura, que será
realizada até 25 de janeiro, no Parque Ibirapuera, em São
Paulo. O Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Blumenau (Ippub)
inscreveu o projeto, que foi selecionado e está sendo mostrado através
de painéis com textos e ilustrações. Fotos da rua antes
e depois das obras apresentam a transformação para a modernidade
que ocorre em Blumenau. Segundo o diretor do Ippub, Alexandre Gevaerd, a
bienal é um dos eventos mais importantes na arquitetura e urbanismo
do Brasil, expondo trabalhos realizados nos últimos cinco anos em
vários países.
Indaial concede 37 dias de férias coletivas
Economia proporcionada é
50% da receita mensal. Blumenau e Timbó param até 10 de janeiro
Blumenau - Os 616 servidores públicos municipais de Indaial terão
37 dias de férias coletivas, com o pagamento de dezembro e o 13º
salário depositados antecipadamente em suas contas bancárias.
O recesso da Prefeitura de Indaial começa no dia 18 de dezembro e
se estende até 23 de janeiro. Neste período não haverá
expediente externo e apenas 25 funcionários se revezam na manutenção
dos serviços essenciais, como atendimentos na área de saúde,
coleta de lixo, limpeza de ruas e plantão da defesa civil para casos
de enxurradas. A comunidade está sendo orientada a programar seus
compromissos com os setores públicos até o dia 17 de dezembro.
Segundo o secretário de Administração e Finanças,
Altair Bogo, a decisão de esticar as férias traz duas vantagens.
A primeira é a unificação do período de ausência
dos servidores, zerando o gozo de férias de 30 pessoas que estão
com o segundo período a vencer. "Esta é uma época
que todos gostam de pegar férias, e assim evitamos ausências
durante o ano, que desfalcam os setores e prejudicam os trabalhos",
diz ele. Bogo também destaca a economia financeira do recesso, calculada
em R$ 400 mil, ou 50% da receita mensal. "Nestes 37 dias teremos economia
de energia elétrica, telefone, material de expediente, combustível,
transporte, horas extras e despesas geradas pela Secretaria de Obras",
estima.
O planejamento das férias coletivas levou em conta um levantamento
da demanda pelos serviços públicos municipais no mês
de janeiro. De acordo com o secretário, o movimento começa
em fevereiro, com a emissão de alvarás e impostos. No setor
de registro de imóveis foram definidas três datas em que os
cartórios podem concentrar o pagamento do imposto de transferência.
A programação de caixa feita desde o início do
ano, com depósitos mensais numa aplicação financeira,
garantiu que o pagamento do 13º salário seja feito integralmente
até sexta-feira, 10 dias antes do prazo legal. A folha de dezembro,
que deveria ser depositada até o último dia útil do
mês, será liberada no dia 17. O desembolso para o pagamento
das duas folhas será de R$ 900 mil, já disponíveis.
Médio Vale
As prefeituras do Médio Vale do Itajaí vão dar
férias coletivas aos servidores em período coincidente. Em
Blumenau, Brusque e Timbó, os servidores iniciam a folga no dia 20
de dezembro, retornando no dia 10 de janeiro. Durante esse período,
os municípios terão plantões nos serviços considerados
essenciais, como saúde e na área de obras. O recolhimento
de lixo será normal.
Já em Gaspar, por causa da falta de caixa, o secretário
de Administração Luís Carlos Zimmermann informa que
será decretado ponto facultativo entre os dias 24 de dezembro a 1º
de janeiro, e a partir de 2 de janeiro a 1º de fevereiro, os órgãos
municipais estarão atendendo apenas com plantões em horários
normais. Ou seja, o funcionalismo vai gozar os 30 dias de férias,
diferente dos demais, nos quais a parada será de 22 dias.
Câmara aprova orçamento de Jaraguá
do Sul para 2000
Jaraguá do Sul - A Câmara de Vereadores de Jaraguá
do Sul aprovou por unamidade, em primeira votação, na segunda-feira,
o orçamento do município para 2000, estipulado em R$ 126,3
milhões. O projeto do Executivo acabou recebendo cinco emendas e
até o final desta semana será votado pelo Legislativo jaraguaense.
"Nesta hora que devemos aprovar emendas que entendemos necessárias
para o município", destacou o vereador Afonso Piazera Neto
(PSDB).
A vereadora Niura dos Santos estabeleceu ainda que são necessários
R$ 50 mil para as Associações de Pais e Professores (APPs)
das escolas do município para fomentar "a música, fanfarras
e teatros". A quinta emenda, sugerida pelos vereadores, foi assinada
por todos, propondo destinação de verbas para pavimentação
das ruas Feliciano Bortolini e João Januário Ayroso. O orçamento
de 2000 de Jaraguá do Sul prevê R$ 14 milhões para o
Samae; R$ 7 milhões para a Fundação Educacional Regional
Jaraguaense (Ferj); R$ 1 milhão para a Fundação Cultural
e outros R$ 1,5 milhão para a Fundação Municipal de
Esportes. Para a Educação, o Orçamento prevê
a destinação de R$ 21,3 milhões.
Depois de aprovado o Orçamento do Município, na sessão
de quinta-feira à noite, em segunda votação, o projeto
terá que ser sancionado pelo prefeito Irineu Pasold (PSDB), mas como
as emendas foram sugeridas pelos vereadores da situação, a
expectativa é de que todo projeto seja aprovado, sem vetos.
Horário de verão poupa recursos
Jaraguá do Sul/São Bento do Sul/Rio Negrinho/Lages - Desde
o dia 16 de novembro, o expediente na maioria dos setores da Prefeitura
de Jaraguá do Sul passou a ser das 7h30 às 13h30. Os funcionários
públicos municipais entram em férias coletivas no dia 27 de
dezembro e retornam em 17 de janeiro. Adotado com o objetivo de resultar
em maior economia aos cofres públicos, o horário especial
de verão está previsto para encerrar no dia 17 de janeiro
de 2000. "Mas se o resultado for satisfatório poderá
se prolongar até fevereiro", ressalta o prefeito Irineu Pasold
(PSDB), acrescentando que alguns setores adotarão horários
diferentes, porém, com plantão em todos os serviços
essenciais. Na área da saúde, os postos dos bairros encerram
o expediente uma hora antes do habitual. Centros infantis e escolas municipais
não tiveram seus horários alterados.
O posto de saúde da Reinoldo Rau vai atender das 7 às
18 horas, o Pronto Atendimento Médico Ambulatorial (Pama) atende
das 7 às 19 horas e o Pronto Atendimento Médico (INSS) das
6h30 às 17 horas. A Vigilância Sanitária manterá
plantão permanente.
Plantão
Em São Bento do Sul, a Prefeitura fecha nos dias 23, 24 e 31
de dezembro. Os funcionários entram em férias coletivas por
30 dias a partir de 23 de dezembro, mas haverá plantão em
todas as secretarias nos demais dias. A Prefeitura decidiu não adotar
o horário de verão.
Em Rio Negrinho, os funcionários públicos entram em férias
coletivas por 20 dias, a partir de 23 de dezembro. Haverá plantão
nos setores de atendimento ao público, em horário normal de
atendimento.
Na região serrana, só mudaram de horário as prefeituras
de Capão Alto, Cerro Negro, Bom Retiro e Ponte Alta do Norte. A prefeitura
de Palmeira mudou por 15 dias e voltou ao expediente normal. As prefeituras
de Santa Cecília, Urubici e Bom Jardim da Serra já funcionavam
em meio expediente e não mudou nada em função do horário
de verão implantado neste final de ano.
Implantação de dois turnos melhora
produtividade
Blumenau - A limitação do atendimento externo não
motivou as prefeituras do Médio Vale a adotar turnos especiais de
funcionamento durante a vigência do horário de verão.
Exceção é Blumenau, que adotou uma proposta inovadora,
depois de ter experimentado a jornada única de seis horas em 1998.
Na ocasião a economia com custos fixos de manutenção,
admite o secretário de Administração, João Baron,
representou uma redução de 15%. Mas as reclamações
da comunidade por causa da restrição do expediente foram muitas
e daí a criação de uma nova fórmula: implantação
de dois turnos.
Com o sistema, iniciado em novembro, a Prefeitura de Blumenau passou
a atender em período integral. Ou seja, não fecha mais para
o almoço. O expediente externo vai das 9 às 17 horas, e o
interno das 7 às 18 horas. O pessoal envolvido chega a 2,2 mil servidores,
de um total de 4,7 mil ativos. Foram excluídos da proposta os 2 mil
professores da rede municipal, que ganham por aula dada, e profissionais
com jornada de seis horas garantidas em lei, como médicos, enfermeiros,
engenheiros e outros técnicos, que somam 500 trabalhadores.
O secretário Baron diz que a qualidade do atendimento melhorou.
É que os servidores que entraram nesse sistema tiveram suas jornadas
reduzidas de oito para seis horas diárias, corridas, com manutenção
do salário. Outro aspecto positivo, observa ele, é de que
equipamentos antes usados por apenas um servidor, agora estão sendo
otimizados, porque das 7 às 13 horas servem a um grupo e das 12 às
18 horas para outro.
O objetivo dos dois turnos em Blumenau é o de melhorar a qualidade
do atendimento e a produtividade. Mas também há outros ganhos.
Quem ganhava quatro vales transportes, agora só recebe dois. E as
horas extras, diz Baron, devem cair um terço, de 150 mil para 100
mil/mês. Elas só não são zeradas porque alguns
setores continuam fazendo por necessidade, como a Saúde. No caso
do pessoal que trabalha seis e ganha oito horas, "ficam com o compromisso
de fazer duas a mais por dia se necessário, sem extra", explica. |
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