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Em Joinville, dos 3.628 inscritos 116 não fizeram as provas, um índice de 4,3% de ausências

Acafe tem 4,73% de
abstenções no vestibular

Questão 19 de geografia foi anulada por falha de impressão

Florianópolis - Dos 25.575 candidatos inscritos no vestibular da Acafe, realizado ontem em Santa Catarina e em três cidades de outros Estados, 1.210 não compareceram, um índice de abstenção de 4,73%. O índice é menor que o registrado no ano passado e considerado baixo pelos organizadores. "Antes de 1997, chegava a mais de 10% e, agora, ano a ano vem caindo", revela coordenadora Lucinara Marin, atribuindo o índice ao novo modelo de provas, em um só dia. Os estudantes concorreram a 13 mil vagas em 297 cursos distribuídos em 10 instituições de ensino.

Os candidatos já podem conferir o gabarito (abaixo). A questão número 19, da prova 2, área 3 (geografia) foi anulada porque a frase do item "E" estava incompleta. "Na hora de imprimir ocorreu uma falha", explicou a consultora do vestibular, Adélia Terezinha Massaro. Apesar disso, Adélia disse que não houve mais nenhum problema e tudo transcorreu normalmente.

Os resultados dos exames serão divulgados no próximo dia 29, às 10 horas, na sede da Acafe, ou pela Internet no site www.acafe.ret-sc.br. A comissão informou que o número de vestibulandos foi superior em 10% em relação ao ano passado.

A novidade para esta edição, de acordo com Lucinara Marin foi a realização das provas fora de Santa Catarina: Curitiba (PR) São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Desde o ano passado, os exames da Acafe vem sendo realizados em um único dia para facilitar a vida dos candidatos. "Principalmente para aqueles que têm que se deslocar para outra cidade", assinalou Lucinara. O tema da redação, "A classe média brasileira e o filho adolescente" agradou os vestibulandos. As provas de matemática e física, geralmente as mais temidas em vestibulares, não foi considerada difícil pelos candidatos, comentou Paulo César Cândido, do setor de apoio.

Estão envolvidas no concurso vestibular unificado a Unisul, do Unesc, Uniplac, Unoesc, Univille, Unidavi, Universidade do Contestado (UnC), Febe, Ferj, e Centro de Educação Superior de Blumenau (Cesb).

Estudante tenta
forçar a entrada

Concórdia - A tradição de vestibulares tranqüilos foi quebrada ontem na Universidade do Contestado (UnC) em Concórdia. Um candidato chegou 10 minutos atrasado no período da tarde e ficou inconformado com a direção do vestibular da Acafe, que impediu sua entrada. O candidato tentou forçar a entrada chegou a virar uma carteira, mas foi contido pela Polícia Militar. Pela manhã, duas candidatas chegaram atrasadas. No geral, o índice de abstenção em Concórdia ficou em 2,68%.

A UnC/Concórdia recebeu 746 candidatos para os cursos da Acafe. De acordo com a coordenadora do vestibular, Neli Pogere, o incidente pela parte da tarde não atrapalhou o andamento das provas. "O índice de abstenção foi baixo e os candidatos não reclamaram de nada", disse Neli. Em fevereiro, a UnC de Concórdia voltará a oferecer vagas para o ano 2000. O vestibular próprio da universidade contará com os cursos não ofertados agora e os não preenchidos pelo vestibular da Acafe.

Giro pelo Estado

Provas transcorreram com
tranqüilidade e sem incidentes

Joinville - Dos 3.628 inscritos em Joinville, 116 não fizeram as provas, um índice de 4,3%. A organização do vestibular registrou seis atrasos. Os vestibulandos comentaram que as provas do período da tarde (matemática, física, química, biologia, história e geografia), apresentaram questões mais difíceis.

São Miguel do Oeste ­ A vestibulanda Liz Daiana Gotardo, 19 anos, que concorria a uma vaga no curso de pedagogia, não agüentou a pressão e teve uma crise de labirintite na metade da prova de português e redação, realizada pela manhã. Liz pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital São Miguel. Depois de medicada, fez a prova no hospital, acompanhada por um fiscal do vestibular. Ela foi liberada após terminar a prova e à tarde retornou ao campus da Unoesc. Apenas dois candidatos dos mais de 900 inscritos se atrasaram.

São Bento do Sul - Cerca de 600 candidatos prestaram vestibular no campus 2 da Univille, em São Bento do Sul. Dois candidatos chegaram atrasados e não puderam fazer as provas. Uma vestibulanda fez a prova em sala especial porque está com varicela. O curso mais procurado no campus 2 foi o de administração (noturno), com 3,15 candidatos por vaga. Os cursos de informática, letras, administração (matutino) e ciências econômicas tiveram índice inferior a um candidato por vaga.

Chapecó - As provas foram tranqüilas em Chapecó e Xanxerê, no Oeste. No campus da Unoesc, em Chapecó, quatro candidatos chegaram meia hora atrasados para a prova dois, à tarde. Eles estavam certos de que o vestibular começava às 15h30 e não às 15 horas. A abstenção foi de 3,25%. Entre 2.520 candidatos, 83 não compareceram. Na Unoesc de Xanxerê um único candidato chegou atrasado para a prova dois. Dos 648 inscritos, 15 não compareceram, uma abstenção 2,31%.

Lages - O índice de abstenção em Lages foi de apenas 3%, um dos mais baixos índices já verificados na Uniplac. Dos 1.509 inscritos, apenas 47 deixaram de comparecer à tarde (de manhã foram 45 abstenções). Dos candidatos que fizeram prova em Lages, 95% optaram por algum dos 18 cursos oferecidos pela Uniplac, com 870 vagas. O curso com o maior número de inscritos foi direito, que apresentou quatro candidatos para cada uma das 100 vagas.

Jaraguá do Sul - Novecentos e nove estudantes prestaram o vestibular do sistema Acafe na Ferj, enquanto 697 tentaram ingressar na própria instituição. Segundo a coordenadora local da Acafe, Mariza Pradi Floriani Garcia, às 8h30 compareceram 883 vestibulandos e ocorreram 26 abstenções (duas por atraso). Já às 15 horas, 881 realizaram prova e 28 não compareceram (apenas um se apresentou além do do horário). Mariza considera o índice de 3% de abstenção como baixo. "No semestre passado, esse índice chegou a 5,8%", revela.

Tubarão/Criciúma - O dia de provas do vestibular da Acafe na Unisul, de Tubarão, e na Unesc, de Criciúma, foi considerado tranqüilo. "Fazia tempo que não registrávamos índices tão baixos de abstenção", ressalta Honório Gotardo, coordenador do vestibular na Unisul. Tanto em Tubarão como em Criciúma os índices foram de 2,7%. Na Unisul apenas um candidato precisou realizar a prova na enfermaria, por estar se recuperando de uma cirurdia. Na Unesc três estudantes chegaram atrasados nas provas da tarde porque se enganaram no horário.

Gabarito Acafe
Questões Prova I Prova II
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Poucas ausências
no exame do Ielusc

Joinville - Nenhum incidente foi registrado pela comissão organizadora do vestibular realizado no sábado pelo Instituto Educacional Luterano de Santa Catarina (Ielusc), em Joinville. No total, 386 candidatos se inscreveram para os cursos de enfermagem e comunicação social, nas habilitações jornalismo e publicidade/propaganda. O índice de abstenção foi de 2,07%, inferior ao registrado no início do ano, e o número de inscrições superou a última edição do exame.

A lista dos aprovados no vestibular do Ielusc será divulgada no dia 18 de dezembro e as matrículas devem ser feitas entre os dias 25 e 27 de janeiro, na secretaria acadêmica, rua Alexandre Döhler, 56, das 8 às 11 horas e das 14 às 17 horas. Na avaliação do coordenador do vestibular, Orlando Borchardt, o percentual de abstenção é insignificante.

"Este ano, antecipamos as provas", comenta, acreditando que este tenha sido um dos fatores de redução no número de abstenções. O Ielusc oferece 50 vagas para cada um dos cursos. O mais concorrido foi o de publicidade e propaganda, com 3,5 candidatos por vaga.

Os exames começaram às 8 horas, no Colégio Bom Jesus, e os candidatos responderam questões de biologia, história, geografia, física, química e matemática. À tarde foi a vez de língua estrangeira, literatura e redação. "As provas têm um diferencial. Embora o gabarito seja o mesmo, as questões de biologia, história, língua estrangeira e literatura foram diferentes para os dois cursos", informa Orlando Borchardt, lembrando que quatro temas foram propostos para a redação deste ano. "Estamos dando ênfase à produção de textos e a redação vale 40 pontos", avisa o coordenador.

Gabarito Ielusc
Cursos: Comunicação social e enfermagem
1ª etapa
Biologia
1 - B
2 - D
3 - A
4 - E
5 - D
6 - E
História
7 - E
8 - A
9 - C
10 - E
11 - C
12 - C
Geografia
13 - D
14 - B
15 - B
16 - A
17 - B
18 - C
Matemática
19 - A
20 - D
21 - B
22 - A
23 - C
24 - B
Física
25 - E
25 - E
27 - B
28 - D
29 - A
30 - C
Química
31 - E
32 - E
33 - D
34 - B
35 - D
36 - A
2ª etapa
Língua Portuguesa
1- E
2 - C
3 - C
4 - E
5 - D
6 - B
7 - E
8 - A
9 - B
10 - D
11 - D
12 - B
Literatura
13 - C
14 - E
15 - A
16 - B
17 - C
18 - A
Língua Estrangeira
19 - E
20 - A
21 - C
22 - B
23 - D
24 - A


Guga emociona público
Feira da Esperança

Sentado em cadeira de rodas, tenista brincou com deficientes na festa realizada no CentroSul

Colombo de Souza

Florianópolis - Gustavo Kuerten, eleito o melhor atleta do ano pelo Comitê Olímpico, sentou em uma cadeira de rodas e trocou bola com os deficientes físicos, numa quadra improvisada de tênis, ao lado do CentroSul, onde está sendo realizada a 13ª Feira da Esperança. A quadra em que Guga, o 5º tenista do mundo, brincou sábado de manhã com os deficientes foi cedida pela construtora Andrade Gutierrez. O seu jeito brincalhão logo cativou o público. "Dá umas boladas neles, porque eles estão atrapalhando nosso jogo", brincou com um deficiente, ao referir-se a um batalhão de fotógrafos que procurava o melhor ângulo para registrar uma cena rara. O jornal A Notícia, com estande montada no CentroSul, está apoiando a realização da Feira da Esperança.

"É muito gratificante estar descansando em Florianópolis e prestigiar a feira. A Apae (Associação de Pais e Amigos Excepcionais) merece isso. Meu pai sempre batalhou por esta entidade. Agora é a minha mãe. Tenho um irmão que vive lá. Então é muito importante para mim estar aqui com eles. Eles me passam muita energia", disse. No final da noite o tenista promoveu a rifa de uma camisa autografada que vestiu no Master de Hannover (Alemanha) último torneio que disputou na temporada 99.

No mês de novembro, Guga alcançou a terceira posição no ranking mundial. A sua melhor até hoje, perdendo apenas para Andre Agassi e Yevgeny Kafelnikov. A temporada foi encerrada no torneio de Hannover, que reúne os oitos melhores de planeta, e Guga fechou o ano entre os cinco melhores do mundo.

Na última terça-feira ele não pode comparecer a cerimônia de entrega de prêmios, na qual foi escolhido o atleta do ano pelo Comitê Olímpico, porque seu irmão mais novo, Guilherme, deficiente, passava a primeira noite em casa depois de 19 dias no hospital.

Ídolo sonha com
casa para Apae

Como líder do programa de caridades da ATP Tour, Guga lançou em Roland Garros 98 (França) um projeto pessoal, com duração de um ano: "Guga e os Amigos para a Apae", em que ele, dois de seus representantes (Banco Real e a Renault), mais a ATP Tour, doaram US$ 500 dólares por partida que ele jogava. Atualmente apenas Guga continua fazendo sua parte. Doa US$ 200 por cada jogo disputado. O principal objetivo do projeto é arrecadar dinheiro pra construir uma Casa Lar para a Apae e incentivar outras empresas e pessoas ajudarem também. "A gente sozinho não consegue fazer muita coisa. Espero que as pessoas sigam o exemplo", pediu.

Foi com esta disposição e o carinho pelos deficientes que o tenista se divertiu muito sábado de manhã na quadra improvisada. Agora seu pensamento está voltado para os treinos, na Academia P&K, em Florianópolis, visando ao Austrália Open, em janeiro. O torneio abre a temporada do ano 2000.

Feira

A coordenadora da feira, Lígia Pinto da Luz, afirmou que o evento foi um sucesso. Nos quatro dias de funcionamento foram arrecadados mais de R$ 150 mil com venda de ingressos e de produtos oferecidos nos 112 estandes. O encerramento da feira aconteceu ontem à noite com a presença do Papai Noel, desfiles de modas e apresentação de grupos musicais. O show da dupa sertaneja Chitãozinho e Xororó, adiado por causa da previsão de chuvas para sábado, foi transferido para o dia 18 na boate New Time,em Palhoça. O objetivo do evento, segundo Lígia, é a aproximar mais a sociedade da Apae. "Inicialmente nós tínhamos 15 excepcionais, hoje temos 305", afirmou.


Cursos - Os cursos de requalificação profissional oferecidos no Estado com financiamento do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT) devem beneficiar aproximadamente 150 mil catarinenses. A estimativa é do presidente do Comitê de Avaliação e Acompanhamento Externo da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Carlos Passoni Júnior. A instituição foi contratada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e da Família para monitorar e acompanhar o trabalho, com prazo para o término das aulas em dezembro.

Manchetes AN

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Medida Provisória

Exclusão de inadimplentes desagrada escolas

Sindicato afirma que MP do governo vai beneficiar os não pagantes e onerar os colégios particulares

Silvia Pinter

Florianópolis - A Medida Provisória do governo federal que estabelece a expulsão dos alunos inadimplentes das escolas particulares no final do ano letivo, já vinha sendo adotada pelos colégios do Estado, mas também não agradou a direção do Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinep/SC). O presidente da entidade, José Zinder, diz que a matéria ajudará os não pagantes, e irá onerar ainda mais as escolas.

"Agora aqueles que não quiserem pagar, não vão pagar mesmo. E terão mais poder de barganha, pois sabem que somente no final do ano é que não poderão renovar a matrícula", justifica o sindicalista, rejeitando a palavra expulsão. Ele lembra, porém, que esse método já vinha sendo praticado pelas escolas catarinenses há pelo menos dois anos. "Em função do alto número de inadimplentes, 7%, adotamos a não renovação daqueles que não quiseram pagar a mesalidade. E deu certo. Hoje o número de não pagantes reduziu para 3%. É bom deixar claro que nunca expulsamos ninguém", explica.

Apesar de familiarizado com a MP, Zinder diz que os colégios terão que ser mais rigorosos a partir de agora. "Já no primeiro mês em que o pai do aluno atrasar a mensalidade, a direção da escola terá que negativá-lo no Serviço de Proteção ao Comérico (SPC) e cobrá-lo judicialmente. Claro que antes disso haverá uma negociação. Mas não dará para esperar muito para agir", diz o sindicalista, que havia gostado do projeto de lei aprovado pelo Congresso.

"Aquela (lei) pelo menos estipulava um prazo para o pagamento, que era de 90 dias. Com a MP o pagamento pode ser efetuado quando a pessoa quiser", critica Zinder, que embora visualize um futuro não muito otimista para as instituições, não fez nenhuma orientação às escolas sobre os valores das mensalidades. Diz apenas que cada colégio deve se pautar pela sua planilha de custo. "E se no final do ano a escola verificar que não precisa elevar os preços tudo bem. Mas é bom lembrar que isso não pode custar a qualidade de ensino", observa o sindicalista.

Entidade de pais de alunos está desarticulada em SC

Enquanto os proprietários de escolas particulares têm uma entidade articulada e atuante - o Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinep/SC) -, os pais de alunos que se sentirem prejudicados com a Medida Provisória do governo federal que estabelece a expulsão dos alunos inadimplentes no final do ano letivo estarão praticamente sem a proteção de uma associação de classe.

A Associação de Pais e Alunos das Escolas Particulares de Santa Catarina começou a decair desde o Plano Cruzado (estabelecido pelo governo do ex-presidente José Sarney, em 1986), quando as mensalidades escolares começaram a aumentar anualmente mediante a apresentação da planilha de custos das instituições de ensino.

"Desde essa época os pais abandonaram a associação. Agora eles terão que negociar o problema com a direção da escola. A associação não vai se envolver nesse tipo de situação. O máximo que posso fazer é orientar os pais que quiserem", diz o presidente da Associação de Pais e Alunos das Escolas Particulares de Santa Catarina, Zany Leite, que ainda sugere uma alternativa para que pais e alunos não fiquem totalmente desamparados diante da medida do governo: reorganizar a entidade. (SP)

Novos reajustes são evitados

Lages - Os pais dos cerca de 800 alunos do Colégio Bom Jesus Diocesano e dos cerca de 950 do Colégio Santa Rosa de Lima, ambos de Lages, não podem se queixar de abuso nas mensalidades. O último reajuste no Bom Jesus ocorreu no início de 1998. E no Santa Rosa foi em abril de 1999 e os diretores das duas escolas garantem que até o final do ano 2000 não haverá novos aumentos. As principais razões para a ausência de aumentos "é o baixo poder aquisitivo da população local", de acordo com Jorge Apostolos Siarcos, diretor do Bom Jesus.

Siarcos explicou que o Bom Jesus incorporou o tradicional Colégio Diocesano no início deste ano. "Atuamos na redução da inadimplência e adotamos uma política mais criteriosa de descontos. Com isso é possível manter o colégio sem reajustes até o final do ano 2000", disse.

As mensalidades no Bom Jesus variam de R$ 170,83 (jardim de infância à 4ª série) a R$ 210,66 (ensino médio). Já no Santa Rosa os preços variam de R$ 169,00 (pré-escolar) a R$ 230,00 (ensino médio). O Colégio Univest, o mais barato dos particulares de Lages, deverá promover um pequeno aumento em março (baseado no índice obtido pelos professores em seu dissídio coletivo). Os preços variam de R$ 85,00 (pré-escolar) a R$ 139,16 (ensino médio).

Uniplac

Na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) o reajuste de mensalidades foi negociado no começo deste mês entre a direção e o Diretório Central de Estudantes (DCE). A direção pleiteava um aumento diferenciado, por áreas. A proposta seria de não reajustar cursos na área da saúde (odontologia, enfermagem, educação física, etc), que já são considerados caros. Em contrapartida, os cursos da área de gestão e licenciatura seriam majorados em cerca de 15%.

Os alunos bateram pé e o reajuste foi menor. Ficou numa média de 6,76%, variando de 10,39% para até 2%. A mensalidade mínima na Uniplac vai ficar em R$ 250,00 (24 créditos no curso de ciências sociais) a R$ 1.189,00 (fase inicial do curso de odontologia).

Pesquisa

Leitores de A Notícia rejeitam expulsão de devedores

Joinville - Os leitores de A Notícia se manifestaram contra o projeto de lei (que chegou a ser aprovado pelo Congresso) que aprovava a expulsão de alunos de escolas particulares que tenham atrasado a mensalidade por 90 dias. Dos 101 internautas que participaram do AN Internet, veiculado pela Internet no período de 26 de novembro a 10 de dezembro, 65% foram contrários a medida, 28% concordaram com ela e outros 5% acharam melhor reavaliar caso a caso. O projeto de lei foi substituído por uma Medida Provisória do governo federal que estabelece a expulsão dos alunos inadimplentes das escolas particulares no final do ano letivo.

Alcione Sell Wagner (alcione@iscc.com.br) é contrária a expulsão dos alunos. "Absurdo total. Não é campo de futebol. São pessoas em formação. A situação econômica não está tão boa para cometermos tais abusos. A preservação do capital investido no estabelecimento escolar deve ser preservado, concordo, porém existem mecanismos para tal. A exemplo do próprio comércio: quando deixamos de pagar alguma conta, sempre temos tolerância de ambas as partes ou então, suspende-se o crédido, passando ao pagamento a vista, e nunca expulsando o consumidor do estabelecimento comercial", disse.

André Giovani Borges (andre@danica.com.br) observa que é preciso avaliar cada um dos casos e argumenta: "Eu deixei de pagar por seis meses e logo depois que me formei paguei a dívida total com juros, em duas vezes".

Já a leitora Denise Ouriques (denise@omninet.com.br) é favorável a medida e argumenta: "A não expulsão é um consentimento com a falta de cumprimento dos deveres. Deve haver uma punição para quem quebra o contrato... mas isso também deve ser aplicado em todos os setores".

Resultado

Você acha acertada a expulsão de alunos de escolas particulares que por 90 dias deixarem de pagar as mensalidades?

  • Sim: 29 (28%)
  • Não: 66 (65%)
  • Depende: 6 (5%)
  • Total: 101 (100%)

A nova pergunta do AN Internet está em vigor desde o dia 10 e prossegue até o dia 27 provocando uma reflexão sobre o ano novo. A pergunta é a seguinte: "Você acha que o brasileiro tem motivos para ser otimista em relação ao ano 2000?" Para responder basta acessar o site de A Notícia (an.uol.com.br).

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