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Fluminense é campeão
brasileiro da Série C

Tricolor definiu conquista com vitória sobre o Náutico, quinta

Recife - O Fluminense sagrou-se campeão da Série C do Campeonato Brasileiro ao derrotar o Náutico por 2 a 1, quinta-feira à noite, no estádio dos Aflitos. O time carioca, que já estava com a vaga na Série B do próximo ano garantida, terminou o quadrangular final da competição com 13 pontos, três a mais que o vice-líder Serra, a outra equipe que subirá para a Segunda Divisão em 2.000, apesar da derrota, por 2 a 0, para o São Raimundo. Neto, aos 15 minutos do primeiro tempo, e Guará, aos 16 do segundo, marcaram os gols do São Raimundo.

Os dois gols do Fluminense essa noite foram marcados por Roger no segundo tempo da partida, aos 13 e aos 23 minutos. Rogério Capixaba fez o do Náutico já nos acréscimos. O técnico Carlos Alberto Parreira disse ao final da partida que vai esperar uma proposta da diretoria do Fluminense para decidir se continua ou não no clube na próxima temporada. Parreira confirmou que tem propostas de outros clubes.

Fluminense e Serra haviam garantido vaga na Série B depois que a CBF deu os três pontos da partida entre o time carioca e o São Raimundo, dias 12, por causa da escalação irregular de um jogador pela equipe amazonense. O placar final foi 0 a 0, mas São Raimundo utilizou naquele jogo o zagueiro Ademir Rogério, que já tinha cinco cartões amarelos e portanto não poderia jogar por estar suspenso.

O Náutico, no entanto, também reivindica os pontos dos jogos que fez com o São Raimundo, pelo mesmo motivo, e promete ir ao Tribunal de Justiça Desportiva para manter as chances de ir à Série B. Para a CBF, o fato de o São Raimundo ter sido punido significa que o jogador cumpriu a suspensão e, portanto, não estaria mais irregular nas partidas contra o Náutico.


Técnico do Barça lamenta
a ausência de Rivaldo

Barcelona - O técnico do Barcelona, Louis van Gaal, deu ontem as primeiras pistas que reintegrará o meia Rivaldo nas próximas horas. O holandês admitiu que a ausência do meia, afastado pelo próprio treinador por indisciplina, prejudicou o desempenho do time catalão no empate com o Rayo Vallecano, por 1 a 1, quarta-feira. Principalmente, porque o Barça teve a oportunidade de definir a partida, em pênalti desperdiçado pelo português Luis Figo.

Rivaldo é o cobrador oficial da equipe e, segundo Van Gaal, "teria marcado o gol da vitória se estivesse em campo no momento da penalidade". "Pensei bastante nele (Rivaldo) durante o jogo", confirmou o técnico. Ele disse, entretanto, que espera por uma mudança de posição do brasileiro, que não aceita mais jogar preso pelo setor esquerdo.


Conquista do título
nos planos do Criciúma

Técnico diz que Tigre está pronto para surpreender na competição

Criciúma - O Criciúma quer começar o ano 2000 com um título e um troféu inédito na coleção. No dia 7 de janeiro, o Tigre estréia na Copa São Paulo de Futebol Júnior, uma grande vitrine para futuras estrelas que podem começar a brilhar. No total, são 64 times de todo o país que brigam por um título importante. "Esse título está dentro dos planos que traçamos para a equipe de juniores", afirma o técnico Ademir Patrício.

A chave onde o Criciúma vai participar pode ser considerada uma das mais fortes da competição. Além do Tigre, estão nela o anfitrião Santo André, o Palmeiras e a Tuna Luso. Para Patrício, todos os times estão se preparando para a competição. "Será um campeonato muito nivelado, mas nossa equipe se preparou e tem todas as condições para surpreender", destaca. Para passar à próxima fase, onde só se classificam 16 times, o Criciúma precisará ficar em primeiro no grupo.

A segurança também é transmitida pelos jogadores. O goleiro Roberto, que já esteve na Copa São Paulo em duas oportunidades - pelo Criciúma em 1998 e com o Joinville em 1999 - aposta nas disputas como uma grande vitrine. "Vários dirigentes estarão nos observando, por isso cada atleta vai procurar jogar da melhor forma", reforça. Roberto acredita que o Criciúma tem grandes chances para surpreender os adversários. "Nossa equipe vem jogando junto há uns três anos, já disputou outras taças e essa experiência vai contar muito", disse.

O técnico Ademir Patrício está reforçando o time com jogadores que já atuaram pela equipe titular do Criciúma. O volante Maciel, o lateral direito Jucemar, e o atacante Rivaldo, serão titulares na equipe. O time viaja no dia 04 de janeiro.


Figueirense segue com
os treinos até o dia 30

Caçador - O time do Figueirense, que utiliza também jogadores do Kindermann e do Gaúcho de Passo Fundo (RS), encerra a preparação para a Taça São Paulo de Futebol Júnior no próximo dia 30. O time está treinando no estádio municipal de Caçador desde o início do mês, graças a uma fusão realizada pelos dois clubes para esta competição. O Figueirense foi convidado a participar da Copa São Paulo e o Kindermann é o atual vice campeão estadual na categoria. Os jogadores estão treinando em dois períodos e fazendo amistoso com times da região.

De acordo com o presidente do Kindermann, a expectativa dos jogadores, comissão técnicas e dirigentes é muito grande com relação a competição. "Foi juntado o que há de melhor nas duas equipes. Todos trabalharam duro nesse período e estão bem entrosados", conta, salientando que apesar de saber que o nível da Copa Cidade São Paulo é alto, acredita numa boa campanha. "O grupo de jogadores é muito bom, alguns até com experiência internacional", acrescenta.

Na avaliação de Kindermann, mesmo que não aconteçam bons resultados, só a experiência adquiridas por esse atletas já compensa os investimentos. "A maioria desses garotos estará jogando no time profissional no próximo ano e precisa de participar de jogos de alto nível técnico como estes para estarem preparados, avalia.

Destaques

O meio-de-campo Toto, que disputou o Brasileiro da Série C pelo Figueirense, e o atacante Roni, que recentemente participou de um campeonato na Inglaterra com um time montado pelo treinador Agenor Piccinini, são os principais destaques da equipe resultante da fusão entre Figueirense e Kindermann.

Na avaliação de Salézio Kindermann, esses jogadores estão em excelente fase. "O Roni foi um dos principais jogadores do Campeonato Estadual do ano passado e o Toto já é um atleta com experiência em grandes jogos", explica.


Ex-atletas do JEC repetem
o jogo-treino de dezembro

Bandoch relata alguns detalhes da crise vivida pelo Botafogo

Joinville - Ex-jogadores do Joinville viveram um momento especial esta semana quando se reuniram para repetir, como fazem há alguns anos, um jogo de confraternização de encerramento de temporada.

Ao lado de veteranos como Alcinei, Pingo ou Rocha, que já romperam a barreira dos 30 anos e passaram pelos principais time de futebol do Brasil, estavam jovens e experientes como Pachequinho, Paulinho e Bandoch, na faixa dos 23 a 24 anos.

Bandoch, aliás, é o que viveu, recentemente, uma das mais intensas e amadurecedoras experiências como jogador. Deixou o Joinville no final de 1998 direto para o Botafogo carioca, com o sonho de ser campeão carioca, mas mal poderia imaginar que o time entraria numa das piores crises de sua história.

Bandoch lembra que o começo do ano foi tudo bem, pelo menos para ele, que ganhou a camisa de titular no torneio Rio-São Paulo e se manteve na equipe de cima no Campeonato Carioca e Copa do Brasil. Ainda no primeiro semestre o time entrou em crise de resultado que culminou com uma estressante luta para não cair para a Série B no Brasileiro. E isso só não aconteceu porque foi beneficiado por uma condenação do São Paulo, por usar jogador irregular.

"Até que eu tinha uma forte empatia com a torcida, mas só isso não era suficiente, porque o time não rendia, e a cobrança começou a ser cada dia mais forte", relembra o jogador. Nesse período, o Botafogo passou pela mão de vários treinadores. Começou com Valdir Espinosa, depois Gilson Nunes, Carlos Alberto Torres, Mauro Fernandes e Antônio Clemente.

Para Bandoch, contudo, um conjunto de fatores levou o Botafogo para o buraco, e o que mais pesou foi a falta de empenho dos próprios atletas. A torcida, revoltada, chegou a perseguir e até agredir os jogadores.

Até o próximo dia 31, Bandoch tem contrato assinado com o Botafogo, mas seus empresários, liderados por Renato Gaúcho, não devem renová-lo. O passe, que foi comprado por cerca de R$ 400 mil no final do ano passado, hoje está fixado em R$ 2 milhões. O próximo clube que irá defender pode ser até do exterior, mas nada está definido até agora.

Quem está otimista com o novo horizonte que se abre é o atacante Paulinho, que foi comprado por outro grupo de empresários e já está com contrato assinado com a Inter de Limeira/SP. "Vou arrebentar no campeonato Paulista", afirma o jogador.


Catarinenses
buscam espaço na Copa SP

Três clubes do Estado vão disputar a principal competição da categoria no País. Joinville/Irineu ainda tem dúvidas no meio-campo e ataque

Joinville - A partir do dia 5 de janeiro, 64 equipes de 18 Estados estarão disputando a 31ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a mais importante competição da categoria no Brasil. Pela primeira vez, Santa Catarina terá três representantes na Copa - Joinville/Irineu, Figueirense e Criciúma. Todos com planos de revelar talentos e tentar chegar à final.

A menos de duas semanas da estréia, a grande preocupação do técnico Ratinho, do Joinville/Irineu, está na formação da dupla de atacantes e, para complicar ainda mais, descobrir a tempo um meia que tenha vocação para dar força ofensiva ao time com lançamentos que levem aos gols. A única satisfação do técnico é saber que o trabalho está sendo preparado para duas competições e com jogadores com condições de atuar na categoria por mais duas temporadas.

"A competição mais importante para nós é a Taça Viareggio (na Itália)", explica o técnico Ratinho. A partir daí, o time júnior do Joinville/Irineu fez todo seu planejamento. Deixou de lado profissionais e os atletas que estão no último ano da categoria (nascidos em 1979). "A maioria dos times que vão para a Copa São Paulo ficam recheados de profissionais e com a maioria que está estourando a idade. Isso para nós não é vantagem em função do regulamento do torneio italiano", diz Ratinho.

Apesar do desgaste, preparando o time para duas competições, Ratinho acha que terá o grupo com 20 jogadores pronto até a virada do ano. A expectativa era pela recuperação do meia Esquerdinha. Depois da operação no joelho, a liberação do jogador deve demorar perto de 30 dias. "Ele está fora dos nossos planos", lamenta o treinador. O lateral Ronaldo e o volante Duda também passam a ser dúvida por conta de contusões.

A estréia na 31ª Copa São Paulo acontece dia 5 de janeiro quando enfrenta o Capivariano, time que está sediando a chave C. Os outros adversários do Joinville serão a Ponte Preta (SP) e Unibol (PE), nos dias 9 e 12 de janeiro. Na copa deste ano, o Joinville/Irineu ficou em segundo lugar na chave em Bauru, sendo desclassificado na segunda fase pelo Capivariano, quando perdeu por 3 a 1. A Copa Viareggio, na Itália, tem início previsto para a segunda quinzena de fevereiro. (Roberto Dias Borba)


Jogos dos Catarinenses
 
Grupo C
Sede em Capivari
5/1 - Ponte Preta x Unibol-PE
5/1 - Capivariano x Joinville
9/1 - Ponte Preta x Joinville
9/1 - Capivariano x Unibol-PE
12/1 - Joinville x Unibol-PE
12/1 - Capivariano x Ponte Preta
 
Grupo J
Sede em Santo André
7/1 - Santo André x Criciúma
7/1 - Palmeiras x Tuna Luso
9/1 - Criciúma x Palmeiras
9/1 - Santo André x Tuna Luso
12/1 - Tuna Luso x Criciúma
12/1 - Santo André x Palmeiras
 
Grupo N
Sede em Barueri
5/1 - Nacional-SP x Figueirense
5/1 - Caldense-MG x Etti jundiaÌ-SP
9/1 - Etti JundiaÌ x Figueirense
9/1 - Nacional x Caldense
12/1 - Figueirense x Caldense
12/1 - Nacional x Etti JundiaÌ
Observação: Só campeão de cada grupo passa à segunda fase.


Os melhores - O técnico Cuca, ex-Avaí, está levando para seu novo clube, a Internacional de Limeira, o que ele considera "melhores" de Santa Catarina em 99. Só do Joinville são quatro, o atacante Paulinho, o lateral Luciano Panambi, o zagueiro Samuel e o volante Daniel Coracini. Outro que já está por Limeira é o meia Pereira, ex-Criciúma. A facilidade de contratação está nos melhores salários oferecidos pelo clube paulista, que chega a ser o dobro e até o triplo dos oferecidos em Santa Catarina.

Dunga - O volante Dunga admitiu ontem, em Macau, que poderá assumir o comando do Jubilo Iwata, time japonês no qual jogou por três temporadas, dentro de um ano. "Quero antes terminar meu contrato com o Internacional, que é de mais um ano", disse o capitão da Seleção de 94. "Nunca abandonei totalmente o Iwata", acrescentou. Dunga participa das comemorações que marcam a reintegração de Macau, ex-colônia portuguesa, à China. O volante terminou a temporada na reserva do Inter, depois de brigar com o técnico Leão.


Rali enfreta o pesadelo
dos assaltos no deserto

SÃO PAULO - Além dos desafios naturais, o Rali Paris/Dakar/Cairo 2000 está trazendo uma nova preocupação para os 400 competidores inscritos: a possibilidade de ficar a pé no deserto, consequência dos assaltos que ocorreram nos dois últimos anos durante a travessia dos quase 11 mil quilômetros do percurso. A novidade do rali 2000 é a mudança de sentido do trajeto, que vai cruzar a África de oeste para leste, com um novo percurso, em mais de 10 mil quilômetros de deserto. A largada ocorre no dia 6 de janeiro, na capital do Senegal, e a chegada está prevista para 23 de janeiro, na cidade do Cairo.

Pioneiros entre os brasileiros no Paris/Dakar, Klever Kolberg e André Azevedo, da Equipe BR Lubrax, lembram que pequenos furtos sempre ocorreram, mas nunca houve nada com a intensidade nem a frequência constatada nas duas últimas edições do rali. Nesse ano, aconteceu o maior roubo dos 21 anos da competição: guerrilheiros emboscaram e roubaram 50 concorrentes. Levaram dinheiro, alimentos, roupas, ferramentas, pneus, combustível, além de dois caminhões, dois carros, uma moto e um quadriciclo. Mesmo sem ter nenhum participante molestado, o incidente poderia ter consequências fatais se eles não tivessem conseguido se comunicar imediatamente com os organizadores.

"Foi esse contato imediato que impediu que ocorresse uma tragédia, já que ficar a pé no deserto é um perigo seríssimo", preocupa-se Klever. Por isso, tanto o Mitsubishi Pajero quanto o caminhão Tatra T815 da Equipe BR Lubrax contarão com um sistema de monitoramento via satélite Controlsat que, além de permitir a localização do veículo, dá aos participantes a possibilidade de emitir um sinal de emergência que pode significar a diferença entre a vida e a morte. "Isso já nos deixa bem mais aliviados, mas ainda vamos ficar preocupados com o Juca Bala, já que nas motocicletas não há espaço para instalarmos o sistema Controlsat".

O checo Tomas Tomecek, que vai dividir com André a pilotagem do caminhão Tatra, já viveu essa desagradável experiência. Ele fazia parte da tripulação de um dos caminhões que lideravam o Paris/Dakar de 1998 e que foram atacados por guerrilheiros numa região de dunas, na fronteira da Mauritânia com o Mali. Seu caminhão foi roubado e ele e os outros dois membros da equipe foram resgatados pela organização.

Manchetes AN

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Vôlei

Novaes molda jovens talentos com dedicação

Colégio Barão, que ganhou todas as categorias que disputou, conta atualmente com 250 garotos em sua escolinha

Ula Weiss

Blumenau - A história do vôlei de Blumenau é antiga. Tem passagens como a equipe que a Hering montou para disputar campeonatos nacionais nos anos 80, passa pelo esforço do técnico João Crisóstomo, que depois de retirado o patrocínio fez um trabalho quase que de doação para manter a equipe feminina em atividade. Paralelo a isso, Artur Novaes deslanchou o projeto do masculino com o colégio Barão do Rio Branco, conquistando vaga na Superliga em 1998. Mesmo ano em que a jogadora Ana Moser, maior destaque catarinense nas quadras brasileiras, criou uma escolinha em Blumenau.

Num balanço de todas essas iniciativas, pode-se dizer que o masculino vai bem, obrigada. Novaes tem 250 jovens em sete categorias, fora o adulto, no trabalho de base que realiza. Parece uma fábrica onde os talentos são moldados com muita dedicação e esforço, dando resultados concretos. Em 1999, o Barão ganhou todos títulos, em todas categorias que participou: Campeonato Escolar, Joguinhos, Jasc e Estadual, com exceção apenas do mirim, que neste classificou-se em segundo. Além disso, conquistou pelo sétimo ano consecutivo a Taça Eficiência, da Federação Catarinense de Vôlei.

Deficiências

No feminino há deficiências. Neste ano, verdade que o grupo ganhou seu 20º título nos Jasc, depois de sete anos de jejum. A equipe é de jogadoras da cidade e obteve patroncínio da Furb. Foi uma surpresa com a qual nem o técnico Marcos Winckel contava, mas também combustível para projetos mais ousados em 2000. O grupo, pretende ele, deve ir para a Liga Sul, preparando-se para a liga nacional no ano seguinte.

A preparação de novas jogadoras é feita nas categorias menores, também no feminino, mas com menor número de participantes. Winckel informa que são 110 garotas na faixa etária de nove a 16 anos envolvidas, todas da rede de ensino de Blumenau. Para o próximo ano, o treinamento feito com elas deve aparecer nos Joguinhos, do qual o feminino ficou de fora em 1999, para priorizar o Jogos Escolares. Além disso, o treinador diz que a equipe juvenil receberá reforços, visando a reformulação do adulto.

Será na verdade uma espécie de recomeço para o feminino, que amargou maus momentos sem patrocínio e também com a lacuna deixada por João Crisóstomo, que cansado de tanto esforço e nenhum respaldo, deixou Blumenau para assumir a equipe do São Caetano, em São Paulo. Um projeto que tem a Furb como aliada e que pode dar certo.


Ana Moser tem
projeto estadual

Quando a atleta Ana Moser resolveu bancar as despesas para montar uma escolinha de vôlei em Blumenau em 1998 tinha uma idéia fixa: possibilitar o surgimento de novos jogadores e melhorar a qualidade de vida dos jovens através do esporte. Hoje o vôlei já é o segundo esporte mais popular do Brasil, mas continua havendo poucas alternativas para o aprendizado da modalidade. A escolinha que leva o nome desta catarinense, que há poucos dias anunciou sua aposentadoria precoce com problemas físicos, funciona junto ao clube Vasto Verde em Blumenau.

Ao iniciar as atividades a escolinha tinha sete alunos. Em outubro passado, quando completou um ano, a clientela já somava 50 matriculados, na faixa dos oito aos 14 anos, entre garotos e meninas. Rafael e Isabel, ex-jogadores e irmãos de Ana Moser, que administram o projeto com um professor encarregado das aulas. A metodologia utilizada é baseada em experiências bem sucedidas no exterior, cujo know how Ana se encarrega de buscar.

Como diferencial, quem se matricula no curso de Ana Moser tem o fato de aprender a modalidade da maneira correta desde o princípio. A característica deve-se ao fato de serem utilizadas bolas menores e rede com altura adequadas para crianças. Assim, o simples toque de bola é feito corretamente desde o início, pois há muita diferença entre um jovem pegar uma bola de adulto e a que tem tamanho adequado para seu porte, que se molda às suas mãos.

O curso não é gratuito por falta de patrocínio. A mensalidade foi fixada em R$ 20,00 e para sócios do Vasto Verde o desconto concedido é de 50%. Os alunos recebem uniforme gratuito.

Expansão

As escolinhas Ana Moser vão se expandir neste ano. Recentemente ela lançou o projeto na rede de ensino em São Paulo. Em Santa Catarina, segundo Rafael, a idéia é levar a escolinha para cidades da região Norte e Sul, já em negociação. Para consolidação do projeto, diz, a proposta é firmar uma parceria com o governo estadual, que assumiria as despesas com materiais, importados por falta de similares no Brasil, e mais caro que os disponíveis.

As competições dos alunos das escolinha Ana Moser, acrescenta Rafael, não são prioridade no primeiro ano. "Nesta fase o aluno aprenderá os fundamentos básicos, na sequência vem o aperfeiçoamento, mas nossa metodologia não é de cobrança para não gerar stress." (UW)


Equipe é formada
por sete especialistas

Barão conta com estrutura própria de ginásio e tem o apoio financeiro da Ceval e da Fundação Municipal

Ula Weiss

Blumenau - Sete profissionais entre treinadores, preparador físico, psicológico e fisioterapeuta formam a equipe que cuida dos 250 meninos do Barão nas equipes de base. O segredo do sucesso de mais de 20 anos desse projeto, apontado como modelo no Brasil e que atrai até jovens de outros Estados para Blumenau - representam 10% dos alunos - é justamente a qualidade e dedicação dos recursos humanos. Artur Novaes, o idealizador e grande tocador dessa obra no vôlei masculino não tem dúvida que não basta patrocínio. "O dinheiro é importante, mas se não for bem aplicado não faz nada."

O Barão tem uma estrutura própria de ginásio e transporte, conta com apoio financeiro da Ceval para as competições estaduais e regionais, assim como da Fundação Municipal de Desportos (FMD). Os testes para ingresso de novos talentos são feitos durante todo ano. São garotos que buscam no vôlei a realização de projetos de vida, mas são poucos os que conseguem fazer da modalidade um fim. Por isso que, regra imposta por Novaes é de que todos os atletas devem estudar. Não importa a idade. "Quebramos o tabu de que não dá para conciliar esporte com estudos", orgulha-se, ao referir entre os adultos há acadêmicos de arquitetura, direito, engenharia e até educação física. "O esporte proporciona o equilíbrio, uma juventude sadia, mas todos saem daqui preparados, com uma profissão."

Sem falar que, entre eles, muitos levam adiante o ideal de fazer do vôlei uma atividade de sustento. De nomes saídos do Barão, brilham Xanxa, campeão mundial e hoje na Ulbra, bem como Marcelo Silva, atualmente titular do adulto no clube, Anderson Picolli, campeão sul- brasileiro infanto e também do adulto, assim como Ari, Artur, China e Sandro, todos vindos das equipes de base.

Feminino

No vôlei feminino de Blumenau, o técnico Marcos Winkel diz que o trabalho com as garotas está numa fase de retomada. Mesmo assim, indica como novos valores Edna e Ana Paula, campeãs brasileiras infanto juvenis, com muitas outras promessas em desenvolvimento. "O material humano de Blumenau é muito bom para o vôlei, são garotas altas e fortes", assinala.

Bem verdade. Essa característica também é do masculino. No Barão, a altura média do infantil (faixa de 15 anos) chega a 1m87cm e na equipe, vencedora do campeonato estadual, jogos escolares e sul americano, despontam nomes como dos blumenauenses Éder e Tiago.

Em termos de estrutura para moldar e preparar essas novas atletas é que o grupo feminino fica em desvantagem em relação ao Barão. Na Furb eles contam com a cessão de uso do ginásio de esportes e de professores de várias áreas para atividades de psicomotricidade, relaxamento, testes em laboratório fisiológico e mais o respaldo financeiro. "Temos garantido para 2000 a promoção de torneios em Blumenau", diz, para acrescentar que há expectativa do crescimento de bons resultados.

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