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Editorial
Nova legislatura
Em Brasília, na Câmara e no Senado, e nos Estados, nas assembléias
legislativas, centenas de parlamentares iniciaram ontem seus respectivos
mandatos. Hoje, já estão de folga, e por 15 dias. Talvez este
seja, de fato, o símbolo do que a sociedade brasileira identifica
na classe política -- uma elite permanentemente em férias,
servindo-se continuamente da Nação.
Tanto nas duas casas legislativas da capital da República, quanto
nos Estados, a continuidade é a marca da legislatura que se inicia.
De modo geral, a renovação do Parlamento, em 1999, é
a menor de toda a década, em torno de 45%. Não se deve esperar
rupturas ou melhorias significativas no que a política vem proporcionando
ao País.
Apesar dos rompantes de alguns deputados e também do presidente
do Senado, Antônio Carlos Magalhães, o Parlamento no Brasil
funciona muito mal, e assim mesmo só diante da crise, ou do colapso
da Nação, como aconteceu ainda em janeiro durante a convocação
extraordinária, pela qual cada parlamentar embolsou mais R$ 16 mil
de salário.
E esse é o nó da crise brasileira: a acomodação
da classe política, viciada em negociações abjetas
e nefastas. Acumpliciados com o Executivo, que governa muito mais através
das medidas provisórias, instrumento que abastarda o Poder Legislativo,
os parlamentares não cumprem com sua missão.
O que a sociedade espera de seus políticos é que se transformem
em legisladores preocupados com o destino da Nação e produzam
leis e projetos capazes de promover o crescimento econômico e melhor
justiça social. Fora disso, resta o que invariavelmente tivemos ao
longo das últimas décadas, um Legislativo interessado em negociatas,
favores e empreguismo.
Diante dos dias de crise que vivemos, é natural que a opinião
pública se infle de expectativas em torno dos novos parlamentares.
No entanto, recomenda o bom senso que não se esperem grandes mudanças
no desempenho das casas legislativas, ainda marcadas pelo continuísmo
e, pior, pelo mesmo padrão rasteiro de idéias e propostas.
Mesmo assim, que a sociedade se organize no sentido de cobrar ações
mais responsáveis e duradouras de seus políticos. Sem que
a sociedade demonstre maior e melhor nível de organização,
certamente não se poderão esperar transformações
no quadro político. O exercício da cidadania e a disposição
para a vigilância e para a cobrança são os propulsores
da melhoria da vida política da Nação.
Em grande parte, a decepção com os políticos se
origina da incapacidade dos brasileiros de se mobilizarem em torno das mudanças
possíveis e da persistente cobrança de novas posturas administrativas
de seus governantes. Se não há participação,
envolvimento e fiscalização, os eleitores, de forma geral,
abdicam também de seus deveres mais elementares. Reclamar depois,
como sempre acontece, não resolve nada.
Artigos
A "missão"
Ariano Suassuna
Durante algum tempo escrevi regularmente para jornais. Na década
de 50, publiquei crítica literária na "Folha da Manhã"
e crítica teatral no "Diário de Pernambuco", ambos
do Recife. Na de 70, passei a publicar artigos que, entre outras coisas,
abordavam o assunto político. Alguns deles foram publicados pela
"Folha de S. Paulo"; mas o órgão que os divulgava
semanalmente era aquele mesmo "Diário de Pernambuco" do
qual, 20 anos antes, eu fora crítico e colunista de teatro.
Então, é somente agora, aos 71 anos de idade, que assumo,
pela primeira vez, a pesada responsabilidade de assinar uma coluna num jornal
importante como este.
Não posso dizer que o faço sem preocupações.
Apesar de todas as tentativas para me tranqüilizar, para me convencer
de que este é apenas mais um trabalho que encaro profissionalmente
como escritor, lá bem dentro de mim permanece uma sensação
que me acompanha desde a juventude: a convicção exaltada de
que o trabalho dos escritores tem alguma coisa de missão. Ora, li
há algum tempo o livro "Duas Meninas", obra escrita por
um crítico agudo e inteligente, Roberto Schwarz, e na qual existem
expressões irônicas, dirigidas exatamente contra os escritores
que se julgam encarregados de uma "missão". Provavelmente
Schwarz está certo; talvez o melhor, mesmo, fosse eu tomar outro
rumo e deixar essas preocupações com o Brasil para gente mais
lúcida do que eu. Principalmente se nos lembrarmos de que todos nós,
artistas -- pintores, dançarinos, músicos, escritores --,
somos dissidentes e sectários, cada um de nós desviado, a
seu modo, do pensamento comum, da visão comum, do comportamento comum
e, também, por isso, quase sempre em desacordo com a maioria.
Como conseqüência (e talvez até como corretivo que
meu subconsciente segrega contra aquela opinião pretensiosa sobre
a "missão" do escritor), outra convicção
também me acompanha há muito tempo: a de que a arte e a literatura
só interessam verdadeiramente àqueles que entendem o dialeto
da tribo, aos integrantes da seita heterodoxa à qual pertencemos
e que, como se fosse pouco, ainda abriga em seu âmbito (multiplicadas,
diferentes, opostas, às vezes até inimigas) inumeráveis
subseitas e heresias, cada uma delas às vezes integrada somente por
um fiel -- "o profeta" extraviado e solitário que a codificou.
De qualquer modo, fechei os olhos, aceitei o convite e vou em frente,
como se ainda fosse aquele rapaz que, aos 20 anos, escrevia como se a sorte
do meu País dependesse de meus poemas, de minhas peças, de
meus ensaios, de meus romances. A frase irônica de Roberto Schwarz
foi escrita no contexto de uma comparação entre Machado de
Assis e Euclides da Cunha. Então, que ele me perdoe; ainda hoje,
aos 71 anos, gosto mais de Euclides da Cunha, com todos os seus defeitos
(que reconheço), do que de Machado de Assis, com todas as suas qualidades
(que também reconheço). E, como, por outro lado, não
pretendo ser mestre de ninguém, pode ser que, neste presente escuro
que estamos vivendo, até mesmo as dúvidas que me dilaceram
possam vir a ser úteis pelo menos como matéria de reflexão.
Se assim for, nem que seja somente a meus próprios olhos, minha presença
aqui estará justificada.
- Ariano Suassuna, escritor, autor do "Auto da Compadecida"
Trinta dias: o caráter
Esperidião Amin
"Um governo se sustenta se for
humano, justo e honesto"
(Provérbios 20, 28).
Num período de 30 dias, muitas coisas acontecem. O mais importante,
porém, que um governo pode mostrar é seu caráter.
Nesses 30 dias, convivemos com imensas dificuldades, em nível
estadual, nacional e internacional.
Para resumir o cenário em transformação, estamos
vivendo a não-resolvida questão de nossa política cambial.
O dólar teve seu valor alterado de R$ 1,21 (em 13/1) para R$ 2,00
em (29/1). Isso representa, cremos que momentaneamente, uma desvalorização
do real da ordem de mais de 60%.
Em nível estadual, creio que conseguimos transmitir serenidade
e equilíbrio a nosso povo, traumatizado pelo desempenho de seu governo
nos últimos quatro anos.
Em resumo, mais de um bilhão de reais de "restos a pagar"
(isto é, despesas regulares ou não pendentes de
pagamento), gastos com pessoal em dezembro de 98 ultrapassando 88% da receita
disponível (a Lei Camata fixa como limite máximo 60%), conflitos
estabelecidos na esfera judicial com os poderes Judiciário e Legislativo,
por questões financeiras, acordo da dívida com o governo federal
não honrado e talvez o mais grave e de difícil quantificação
amplo contencioso com sindicatos, servidores ativos e inativos
e pensionistas, que, apenas no caso da Cidasc e do Ciasc (empresas
com menos de 1.600 empregados), significam condenação a pagamento
de mais de R$ 170 milhões, o equivalente a mais de um mês de
receita do Estado! Cabe um destaque muito especial para o débito
com o pessoal, que ascende a mais de R$ 300 milhões.
Se o tamanho da dificuldade fosse medido apenas pelo aspecto financeiro,
já teríamos o suficiente para o que se chama de "tarefa
ciclópica". Além disso, porém, o governo anterior
editou atos concedendo vantagens a servidores públicos, no período
eleitoral, especialmente no mês de dezembro. "Miragens",
sob a forma de "cascas de banana".
Procuramos orientar nossa energia de forma a contemplar o passado sem
denuncismos, empenhando o máximo de nosso vigor com vistas ao futuro.
É aí que se constata o caráter. Não há
perseguições nem caça a bruxas. Há transparência:
esforço de arrecadação de tributos, corte em 25% do
número de cargos em comissão, prioridade para o pagamento
do pessoal. Pagamos honrando prioridade anunciada a folha de
janeiro mais o remanescente de ACTs (professores contratados temporariamente)
referente a outubro e novembro.
Honramos o compromisso referente a janeiro do acordo da dívida
(aprovado pela Assembléia Legislativa, assinado pelo governo anterior
e referendado pelo Senado), sentido da autonomia responsável das
escolas e no respeito ao cidadão que demanda cuidados preventivos
ou não do Estado no campo da saúde.
Ultimamos os procedimentos para relançar o troca-troca (já
para a "safrinha" do feijão) e o programa de reflorestamento
associado à renda mínima para erguer uma "barreira de
prosperidade" que evite o cruel e desestruturador êxodo rural.
Se tivesse que enunciar numa frase, diria: preservamos humanidade, justiça
e honestidade. Mostramos, pois, o caráter que vai permitir a nosso
povo orgulhar-se de seu governo, orgulhando-se de ser catarinense.
- Esperidião Amin, governador do Estado
A agricultura na
atual crise da economia
Carlos Luiz Gandin
O modelo de agricultura familiar praticado em Santa Catarina em muito
contribuiu para o desenvolvimento e até projetou o Estado no cenário
nacional e internacional, por reunir importantes características
potencialmente favoráveis para se tornar um grande produtor e exportador
de alimentos. A estrutura fundiária, a diversidade climática,
o relevo, a disponibilidade de mão-de-obra rural, a regularidade
das chuvas, a tradição dos produtores, etc. são citados
como exemplos marcantes das condições que permitem a produção
de alimentos com qualidade, rentabilidade e competitividade frente aos mercados
globalizados.
Desde o início deste século, a agricultura catarinense
vem semeando as bases para o progresso e o desenvolvimento de nossa economia,
gerando e distribuindo riquezas para toda a sociedade. Porém, com
a atual crise econômica, a situação começou a
mudar, conforme pode ser percebido pelo êxodo rural que vem ocorrendo
em nosso meio. Se nossos antepassados procuravam o campo para obter trabalho
e produzir alimentos, hoje se abandona o meio rural em direção
às cidades, na busca de melhores oportunidades, mesmo sabendo que
a situação do meio urbano também não está
boa.
Além disso, a crescente demanda da sociedade por um modelo de
desenvolvimento baseado na sustentabilidade ambiental, social e econômica,
apresenta-se também como um novo desafio na busca da qualidade de
vida dos cidadãos catarinenses. Para adequar-se a este novo desafio,
o setor agrícola deverá levar em consideração,
não apenas os aspectos tecnológicos e econômicos de
produção, mas também e acima de tudo a qualidade dos
produtos oferecidos ao consumidor, bem como a recuperação
dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente, tornando
a agricultura auto-sustentável e competitiva globalmente.
Uma agricultura mais eficiente vem a proporcionar, por conseqüência,
mais renda e melhor qualidade de vida aos produtores e para a população
em geral. A busca de eficiência é resultante da necessidade
de os produtores obterem melhor remuneração pela atividade
e dos consumidores terem à sua disposição mais alimentos
de melhor qualidade por menores preços, gerando mais qualidade de
vida para toda a sociedade catarinense. Assim, as dificuldades que o setor
agrícola catarinense vem enfrentado poderão ser atendidas
através do emprego de melhores tecnologias para aumentar a eficiência
e a competitividade da agricultura moderna, com vistas a atender também
esses novos desafios.
Novos conhecimentos e novas tecnologias estão sendo constantemente
desenvolvidos pelos órgãos governamentais de pesquisa, como
a Epagri, a Embrapa e as universidades, principalmente no que diz respeito
ao melhor aproveitamento dos recursos naturais renováveis, como o
solo, a água, o clima, as florestas, o meio ambiente e os recursos
genéticos. Faz-se então necessário disponibilizá-los
imediatamente para os agricultores, orientando-os a adotar as tecnologias
de produção e armazenamento mais adequadas às suas
propriedades rurais. O poder público dispõe dos instrumentos
que permitem o desenvolvimento sustentável de toda a sociedade. Cita-se
como exemplos o Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar
(Pronaf), e o Microbacias 2 Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável
do Estado. Esse foi o caminho seguido pelos países que já
passaram por essa etapa de desenvolvimento, e deve ser trilhado sem hesitações
por Santa Catarina, para que se alcance uma sociedade próspera e
justa, através de uma agricultura forte que funcione como mola propulsora
para o progresso dos demais setores da economia.
Além disso, acredita-se que a agricultura, como base da economia
catarinense, merece o apoio de toda a sociedade.
Cartas
Imposto sobre a velhice
Foi no governo de Getúlio Vargas que se criou um imposto, apelidado
de imposto de solteiro. Era um adicional ao imposto de renda e incidia na
forma inversa ao número de filhos, culminando com os contribuintes
solteiros.
Pretende agora o atual governo criar um imposto sobre a velhice, sob
a forma de cobrança de contribuições previdenciárias
dos aposentados do serviço público.
As contribuições previdenciárias públicas
constituem-se num tributo, que deverá resultar no pagamento de um
benefício futuro.
Ora, uma vez conquistado o benefício, e como ele fora auferido
de forma legal, não se pode falar em uma nova contribuição.
Do contrário, estará sendo cobrado por um direito já
adquirido.
Alegando que parte das aposentadorias do serviço público
são suportadas pelos impostos dos demais contribuintes, quer o governo
convencer o povo da legitimidade de sua iniciativa.
O governo diz que não tem dinheiro para pagar um benefício
que ele vendeu. Entretanto, os aposentados o pagaram, através do
INSS ou com desconto em sua folha de pagamento. Portanto, foi o governo
que não cumpriu com as suas obrigações, não
recolhendo sua parcela como empregador, e até desviando para outras
finalidades os recursos recolhidos para a formação do capital
necessário, para mais tarde devolver a quem de direito.
Diz agora o governo que ele não tem culpa, e que a sociedade está
suportando um ônus que não lhe cabe.
Os aposentados já contribuíram com sua parte. Se o governo
quer cobrar novas contribuições dos aposentados, que o faça
colocando as coisas em seu devido lugar, instituindo mais um imposto, pois
só assim não ficará vinculado a qualquer benefício
direto, indireto ou proporcional ao pagador do tributo.
Colocadas as coisas como elas realmente são, teríamos um
imposto sobre as aposentadorias. E como os aposentados são os mais
velhos, poderíamos chamá-lo de imposto sobre a velhice.
- Eugênio J. Herbst, Campo Alegre

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Apontamentos |
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Hora de agir
A Vara Especial de Execução Fiscal do Tribunal de Justiça
de Santa Catarina está com cerca de 3.500 processos em andamento.
Mas está sendo impossível dar o rito desejado nas execuções
fiscais ajuizadas pelo governo estadual. Por isso, o juiz-substituto Leone
Carlos Martins apelou ao secretário da Fazenda, Antônio Carlos
Vieira, para que providencie pelo menos mais três pessoas para a função
de oficial de justiça e um contador judicial. Valeu-se de convênio
assinado em 1996, atribuindo ao Estado a competência de garantir espaço
físico e pessoal auxiliar para viabilizar o serviço. Já
que o Estado anuncia disposição de dar mais agilidade às
cobranças da dívida ativa para elevar a receita, é
mais que hora de pôr o convênio em prática.
Briga caseira
Em Brusque, a Coordenadoria Regional de Educação continua
sem titular. É resultado de briga intestina entre o PPB local e o
deputado Ciro Roza (PFL). A vereadora Gleuza Fischer (PPB), que já
esteve com um pé no cargo, foi rifada. Dizem os pepebistas, por interferência
de Roza, que votou contra o "impeachment" do ex-governador Paulo
Afonso Vieira (PMDB), mas agora confidente do Palácio Santa Catarina.
Com as aulas começando, prevalece a conveniência política.
Muda o rito
A Corregedoria-geral da Justiça de Santa Catarina faz mudanças
no horário forense e no tempo destinado ao magistrado a partir de
1º de março. O juiz de direito ou seu substituto selecionarão
as ações civis que comportem composição (acordo/ajuste),
excluindo as que não permitam tal procedimento. Para estas, serão
reservados até dois dias por semana e, no máximo, 15 audências
diárias, respeitadas as peculiaridades locais.
Pouco uso
No Centreventos Cau Hansen, com 21 mil m2 de área construída,
cabem uma piscina olímpica, para competições até
internacionais, e pista de hipismo, entre outras coisas. Palavras do presidente
da Companhia de Urbanização e Desenvolvimento de Joinville,
Jordi Castan, que quer atrair promotores de eventos da cidade para baixar
as despesas de manutenção, estimadas recentemente por ele
mesmo em R$ 70 mil mensais.
Bem servidos (?)
Da bancada catarinense de 16 deputados federais empossada ontem, Blumenau
é a cidade que tem maior representação: Renato de Mello
Vianna (PMDB), Paulo Gouvêa da Costa (PFL) e João Alberto Pizzolatti
(PPB). O eclético grupo terá como interlocutor o prefeito
Décio Lima (PT). Na teoria, pelo menos, a cidade ganha em combatividade
por verbas federais. Na prática, é o que o blumenauense eleitor
e contribuinte espera que aconteça.
Arredondando
Secretário de Agricultura, Odacir Zonta ,reúne hoje e amanhã
em Florianópolis as diretorias executivas, gerentes e funcionários
da Epagri, Cidasc, Cepa e Ceasa. Zonta quer discurso e ações
uniformes em todas as áreas de atuação destas empresas.
Resumindo, pretende um trabalho em conjunto que possa de fato reverter positivamente
na comunidade dependente de sua pasta, em especial agricultores e pescadores.
Custos do lixo
Contribuinte lajeano paga 23 centavos de real por coleta de lixo. Onde
ela é feita três vezes por semana, desembolsa R$ 33,12 por
mês. Onde o serviço vai de segunda a sábado, sobe para
R$ 66,24. O trabalho, terceirizado desde 1996, custa à Prefeitura
em torno de R$ 75 mil mensalmente. Para evitar a alta inadimplência,
este ano a taxa está embutida nos carnês do IPTU.
Uma homenagem
A Associação dos Aposentados e Pensionistas da Celesc prestou
homenagem ontem à noite no Clube Doze de Agosto, em Florianópolis,
ao presidente da Federação das Indústrias de Santa
Catarina, Osvaldo Moreira Douat. Foi ele quem, no início da década
de 70, quando presidia a empresa, autorizou a criação da Fundação
Celesc de Seguridade Social, que possibilita o complemento da aposentadoria
dos servidores inativos.
Curtas
O deputado estadual Rogério Mendonça(PMDB), que tem base
eleitoral em Ituporanga (Alto Vale), nega veementemente especulações
sobre sua ida para o PSDB. Diz que é fofoca "plantada"
por assessores do governo.
O empresário Nilton Roque Zen, vice- presidente da Associação
Comercial e Industrial de Jaraguá do Sul para assuntos de segurança,
é autor do Projeto Âncora, que pretende dar trabalho remunerado
aos presos e recolocá-los no mercado depois de cumpridas as penas.
O desembargador Antônio Fernando do Amaral e Silva foi destaque
no jornal francês "Le Monde". Fez palestra sobre a reforma
da legislação da infância na América Latina proferida
na abertura dos trabalhos da Comissão de Reforma da Legislação
de Menores no Chile.
Mulher Guerreira de Rio do Sul é evento que pretende homenagear
os destaques femininos nas áreas social, cultural, humanística,
econômica e filantrópica da capital do Alto Vale. No dia 8
de março, Dia Internacional da Mulher. A promoção é
da Prefeitura. |
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