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Editorial
IPTU e mensalidade escolar
A crise financeira resultante da desvalorização do real
e do aumento de juros, com o retorno da inflação, já
está operando mudanças no comportamento do brasileiro. Em
período de turbulência e incerteza, renegociar pagamentos e
obter reduções de custos estão na ordem do dia, assim
como, de novo, procurar produtos mais baratos e realizar aplicações
financeiras de curto prazo.
É nesse contexto, ainda, que os prefeitos estão aproveitando
o início do ano para ampliar a obtenção de receitas
oriundas do Imposto Predial e Territorial Urbano, acenando com descontos
para pagamentos à vista. A grande maioria dos municípios catarinenses
intensifica a divulgação sobre as alíquotas de desconto
do IPTU neste começo de ano, especialmente as
prefeituras da orla marítima, que buscam ampliar o índice
de recebimento de carnês neste período de férias.
Os municípios terão receitas menores em 1999. Daí
a importância de reduzir a inadimplência dos contribuintes,
que normalmente fazem o pagamento integral do imposto nos meses de fevereiro
e março. E cobrar depois, ao longo do ano, deverá ser mais
difícil do que normalmente já é, sabem os prefeitos.
Também a negociação da mensalidades nas escolas
particulares se trava de forma mais consistente neste início de 1999.
De um lado, é grande a fuga de alunos da rede privada para a pública,
em decorrência da redução dos orçamentos domésticos;
e, de outro, é maior o interesse da rede
privada em conter essa fuga, abrindo melhores condições
de negociação com pais e responsáveis.
São os novos/velhos tempos, em que o contribuinte procura se defender
da desvalorização da moeda e busca proteção
de seu patrimônio. Como as aplicações financeiras renderão
menos em 1999, e há completa incerteza quanto à liquidez dos
ativos a curto e médio prazo, a busca de redução de
custos é uma forma de ganho.
Na verdade, os interesses são mútuos, o que deverá
ampliar o recebimento do IPTU por parte das prefeituras. Os prefeitos precisam
mesmo dessa receita, direta e imediata. Apelar ao interesse do contribuinte
é boa estratégia, portanto. Talvez até para receber
parte dos débitos de anos passados, na medida em que é grande
o número de contribuintes em atraso com o IPTU. O mesmo raciocínio
se aplica às mensalidades escolares, pois os dirigentes estão,
com razão, imensamente preocupados com o volume de transferência
de alunos para a rede pública.
O momento, portanto, é adequado para renegociações
e para o pagamento do IPTU, aproveitando os incentivos de início
de exercício, como prevê a legislação. Finalmente,
também o setor de serviços deverá ingressar em novo
período, com redução geral de preços, em razão
do recuo do consumidor e do natural interesse da população
em se defender da "carestia" , como o presidente FHC chama a inflação
brasileira neste início de segundo mandato.
Artigos
Beiarg
Ariano Suassuna
Em 23 de junho de 1963, quando João Câmara era ainda um
jovem pintor quase desconhecido, publiquei, no Recife, um artigo, no qual
falava da série de torsos humanos que ele então empreendia:
"Torsos violentos e contorcidos, raiados de sangue; torsos que clamam
pela parede de afresco e pelo assunto profético", como escrevi
então, achando que, por sua força, João Câmara,
dentro de pouco tempo, iria se encaminhar para uma pintura épica,
de grandes dimensões.
Dois anos depois, estava relendo "Os Sertões"; e, ao
chegar àquele trecho no qual Euclides da Cunha encontra, mumificados,
os corpos de soldados e oficiais mortos pelos guerrilheiros de Canudos,
parei a leitura, mais uma vez impressionado pela terrível beleza
da cena. Um deles morrera com seu cavalo; e, montado ainda, ali permaneciam
os dois, ressecados, entre pedras e cactos espinhosos, pelo ardente sol
sertanejo.
Ao chegar aí, comecei a achar que a pintura de João Câmara
tinha alguma coisa a ver com Euclides da Cunha. E, na primeira ocasião
em que nos encontramos, sugeri que ele recriasse plasticamente algumas daquelas
cenas, na minha opinião adequadas à garra de seus quadros.
Amigavelmente, Câmara discordou; mas, anos depois, nas suas épicas
"Cenas da Vida Brasileira", realizou, a seu modo, algo parecido
com o que eu imaginara.
Conto este fato para comentar a versão que, sobre ele, o jornalista
Carlos Beiarg apresentou na revista "Veja" da semana passada.
Na reportagem (e como se tal inverdade fosse um insulto), chama-me de "comunista".
E escreve: "Em 1965, no Recife, João Câmara, então
um pintor em início de carreira, deparou com o escritor Ariano Suassuna,
que já se tornara um autor reconhecido com obras como a peça
'Auto da Compadecida' e o romance 'A Pedra do Reino'...
"O comunista Suassuna, que conhecia os trabalhos de Câmara,
cheios de crítica social irreverente, resolveu enquadrar o pintor
na linha justa: 'Se você fizer só anarquia, não vai
sobrar nada de sua arte'".
Afirma ainda Beiarg que Câmara, criticando minha gestão
como secretário da Cultura de Pernambuco, teria dito: "O escritor
privilegiou a cultura popular, mas deixou de lado outros tipos de arte".
E conclui por afirmar que Câmara, "devolvendo a crítica
recebida 30 anos atrás", teria declarado: "Rapaz, acho
que um projeto nacionalista para a cultura não é exatamente
o que precisamos".
Na carta atenciosa e amiga que me enviou sobre a reportagem de "Veja",
João Câmara relembra nosso encontro de 1965 e a sugestão
que lhe fiz sobre "uma pintura épica, algo próximo da
exaltação visual de'Os Sertões'''. E comenta: "De
modo algum sua colocação me afrontou ou me indispôs
contra os princípios artísticos que você sempre defendeu,
exerceu e aplicou, como pessoa e como artista... Ao falar sobre sua gestão
na Secretaria da Cultura, realcei o fato de que era meritório e necessário
apoiar, como você o fez, a cultura popular. Não opus a esta
colocação qualquer referência a nacionalismo ou outro
clichê. Estou ciente da sua grandeza e do seu sentimento amigo para
entender que o que está estampado na revista não é
minha opinião sobre o homem que respeito, admiro e quero bem".
De modo que, com este artigo, pretendo apenas dizer a Carlos Graieb que,
se passei a chamá-lo de Beiarg, foi para ver se ele descobre como
isso é feio; e se, assim, deixa o péssimo hábito de
escrever a verdade ao contrário.
- Ariano Suassuna, escritor/PE
Contratos de financiamento
Marcelo Harger
A realidade econômica tem sido bastante cruel com os brasileiros.
Em nosso País, só é possível estabelecer metas
de curto prazo. Qualquer cidadão que procure planejar sua vida está
arriscado a ser surpreendido pelas mudanças de humor de nossos governantes.
Um exemplo bastante claro dessa situação é a alteração
cambial ocorrida no mês de janeiro. Assegurou-se, como tema de campanha
e discurso de posse do novo governo, a estabilidade da moeda. Em seguida,
fez-se exatamente o contrário.
Normalmente, os maiores prejudicados por essas mudanças bruscas
na economia são as empresas. Isso ocorre porque as pessoas jurídicas
têm maior necessidade de estabelecer planos de médio e longo
prazos e programar investimentos para assegurar a subsistência no
mundo extremamente competitivo em que vivemos.
Ocorre que a última alteração em nossa política
econômica trouxe resultados diferentes. Dessa vez, muitas pessoas
físicas acabaram sendo prejudicadas. Pode-se até dizer que
os maiores prejudicados foram exatamente aqueles cidadãos que, iludidos
pela promessa de estabilidade feita por nossos governantes, procuraram fazer
investimentos de médio e longo prazo e, para isso, assumiram financiamentos
vinculados à variação cambial. A situação
é tão grave que em Minas Gerais 1.400 pessoas procuraram o
Procon na primeira semana da liberação cambial com o objetivo
de questionar essa espécie de contrato.
A boa notícia é que o Judiciário brasileiro tem
proferido liminares em todo o Brasil assegurando o direito dos consumidores
prejudicados por essa brusca alteração. Tem-se admitido a
substituição da variação cambial pelo INPC com
fundamento no artigo 6º do Código de Proteção
e Defesa do Consumidor (lei 8.078/90). Essas decisões são
acertadas.
É que, mesmo antes da existência do Código do Consumidor,
já se admitia a revisão de contratos em virtude de novas condições
de fato que acarretassem ônus excessivo para uma das partes.
É essa a situação ocasionada pela alteração
cambial. Um fato alheio à vontade das partes (a nova política
econômica) tornou os contratos baseados na variação
do câmbio excessivamente onerosos para o consumidor. Há casos
nos quais o aumento das prestações é de até
60%.
Diante dessa situação, os consumidores que se sentirem
lesados devem ingressar com medidas judiciais, objetivando garantir o direito
ao pagamento de uma prestação reajustada pelo INPC. O instrumento
legal para isso existe. É o Código de Defesa do Consumidor.
E o cidadão brasileiro deve usá-lo para que seja feita justiça.
- Marcelo Harger, advogado em Joinville
Aterro sanitário: a melhor solução
Lauro Luiz Leone Vianna
Um dos maiores desafios com que se defronta a sociedade moderna é
o equacionamento da questão dos resíduos domiciliares e industriais.
No Brasil, são produzidas diariamente, segundo o "Manual de
Gerenciamento Integrado" (IPT/Cempre, 1995), cerca de 241 mil toneladas
de resíduos, sendo 90 mil domiciliares e 151 mil toneladas industriais
e comerciais. Metade de todo esse resíduo é disposta em vazadouros,
lixões e rios, sem qualquer tipo de tratamento. Outros 45% são
destinados a aterros controlados ou sanitários e apenas 5% recebem
tratamento em usina.
Dentro desse quadro, se reveste da maior importância para Santa
Catarina o início das operações do Aterro Industrial
e Sanitário de Blumenau (Aisb), que já no mês de janeiro
de 1999 recebeu e tratou em usina moderna e eficiente os resíduos
das indústrias da região, clientes do empreendimento. Tratou
dos efluentes gerados, criou empregos significativos e gerou impostos e
desenvolvimento. O Aisb está comprovando na prática ser realmente
um "paradigma, solução competente e ecologicamente correta
em prol de proteção do meio ambiente", conforme afirmado
nas inúmeras apresentações públicas do projeto.
No mundo desenvolvido, as soluções para o problema da disposição
de resíduos apontam para o aterro sanitário como a melhor
solução, desde que construído dentro de técnica
moderna e apropriada, associado à reciclagem do que for possível,
e o aprimoramento dos processos produtivos para reduzir a quantidade de
resíduos gerados. Nos EUA, 80% de todo o resíduo coletado
são dispostos em aterro sanitário, 19% incinerados e 1% se
destina à compostagem. Na Alemanha, 70% dos resíduos se destinam
a aterros sanitários e 30% são incinerados, principalmente
no Sul do País, onde se localiza a maioria dos incineradores. A incineração
de resíduos vem sendo duramente combatida pela nova orientação
política da Alemanha. Inspirados pelo ativo Partido Verde daquele
país, estão sendo questionados seriamente os perigos para
o meio ambiente das usinas nucleares e de incineração. De
fato, além do alto custo, cerca de 900 marcos por tonelada, a incineração
causa danos à atmosfera e contribui para o agravamento do efeito
estufa.
Não existem milagres na área de resíduos. Seja qual
for o processo industrial utilizado em seu tratamento, sempre haverá
um resíduo final que deverá ser adequadamente disposto no
mundo em que vivemos. No futuro, esses resíduos indesejáveis
até poderão ser enviados para outro planeta, mas, até
que isso aconteça, o bom senso recomenda que se faça sua disposição
final em aterros sanitários construídos de acordo com as mais
modernas técnicas disponíveis na atualidade.
Essa matéria é do interesse de todos e deve ser tratada
com a devida responsabilidade. Não será a crítica leviana,
irresponsável ou infundada de pseudotécnicos ou de pessoas
sem conhecimento de causa que mudará a simples realidade de que nossa
sociedade moderna gera resíduos, os quais devem ao final do processo
ser adequadamente dispostos em aterros sanitários, de forma a não
causar danos ao meio ambiente. Enquanto alguns lutam para dar uma solução
técnica adequada ao quadro alarmante existente na região de
Blumenau, onde verdadeiros lixões não têm sequer uma
impermeabilização de fundo, para evitar a contaminação
de lençois freáticos nem dispõem de sistema de coleta
e tratamento do chorume ali gerado, causando a poluição dos
rios, outros buscam, simplesmente com palavras vazias, atacar iniciativa
da indústria catarinense, tomada para efetivamente melhorar o quadro
existente. Não apresentar uma solução efetiva para
o problema, por falta de interesse, vontade competência, e ainda ocupar
espaço na mídia para atingir objetivos alheios à defesa
do meio ambiente, se constitui em descumprimento do dever de cidadão.
Como diz adágio popular: "O pior cego é aquele que não
quer ver".
- Lauro Luiz Leone Vianna, engenheiro civil em Blumenau
Cartas
Prática ortomolecular
Parabéns pela reportagem sobre a prática ortomolecular
(A Notícia, 31/2/1999) e, também, aos doutores Figueiredo,
Maffezzolli e Martinelli, cabeças de primeiro mundo (sinal de que
estudam, estão atualizados e querem fazer alguma coisa). Parabéns
ao dr. Condeixa pelo artigo sobre o seguro obrigatório(A Notícia,
5/2/1998, p. A-3) Essa briga é antiga e mostra que o próprio
governo atrapalha os hospitais. R$ 400 mil para receber pesam para um hospital,
que têm de pagar medicamentos, que recebe baixas diárias, que
tem profissionais mal pagos. Enfim, isto é Brasil.
Enredo
Gostaria de ajudar a corrigir um erro que saiu na página A-12
da edição de 7/2/1999 de A Notícia, na reportagem que
trata do "Mapa da Folia", sobre o desfile das escolas de samba.
O enredo da Unidos da Coloninha é "Colorindo o Milênio",
e não "O Mundo das Cores" como foi publicado.
Falta de respeito
Enganam-se os que pensam que políticos evangélicos não
fazem e não pagam promessas. Cumprindo promessas de campanha, conforme
noticiado pela TV, um grupo de 30 parlamentares, de diferentes denominações
religiosas, embarcou esta semana para a Terra Santa, para, do alto do Monte
Sinai, elevar suas preces em agradecimento a Deus, lembrando em suas orações,
sobretudo, os fiéis que os elegeram em 4 de outubro de 1998. Mal
tomaram posse, já embarcaram no "trem da alegria". Justamente
agora, no auge da crise econômica? Assim, também acontece no
Senado, nas prefeituras, etc.
Em Joinville, graças às benesses e ao favorecimento das
leis, os 21 vereadores de diferentes siglas estão de casa nova, numa
atitude presunçosa e de acinte à população menos
favorecida, que já sofre demais pela falta de recursos para moradia,
infra-estrutura, saúde, escolas, entre outras necessidades. Desculpem,
mas fica difícil calar diante dessas coisas, como se a gente devesse
permanecer sempre no papel de profeta só do amor. Quando acordaremos?
- Verli Antônio de Araújo, Joinville

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Apontamentos |
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Conseqüências na prática
O Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social
de Santa Catarina contabiliza drástica redução dos
recursos destinados ao setor, entre o orçamento proposto e o que
foi aprovado em emendas para o orçamento da União em 1999:
de R$ 2,3 milhões para R$ 1,5 milhão. O Cogemas/SC tem como
alvo principal crianças carentes, idosos, deficientes, geração
de renda, assistência integral à criança e adolescente,
ações sociais comunitárias, combate ao trabalho infanto-juvenil,
programa de garantia de renda mínima, entre outras ações.
Só para lembrar, no dia da votação das emendas, da
bancada de 16 deputados federais e três senadores, Santa Catarina
estava representada apenas pelos deputados Paulo Gouvêa (PFL) e Serafim
Venzon (PDT). E perdeu feio na disputa também por outras verbas tão
importantes como essa.
Na mira
Se o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região acatar,
poderá ser instaurado pedido de intervenção federal
no município de Corupá, no Vale do Itapocu (região
Norte). O pedido foi formulado pelo advogado Job Gonçalves Filho,
que defende reclamatória trabalhista contra a Prefeitura do município,
ajuizada em R$ 25.431,35. O pagamento já havia sido determinado ao
prefeito Luiz Carlos Tamanini (PMDB) em maio de 1997 pela juíza Júlia
Mercedes Mury Figueiredo. Os valores são da época.
Queda de braço
Professores das redes municipal e estadual de ensino querem que a Justiça
de São Miguel do Oeste obrigue o imediato cumprimento da reintegração
do professor Alcenir Maltesse, que leciona química. Maltesse, demitido
no ano passado por questões políticas, chegou a ser preso
na semana passada dentro da Prefeitura, quando insistia em falar com o prefeito
Gilmar Baldissera (PPB). A reintegração já foi determinada
judicialmente, mas ainda não cumprida.
Do turismo
O Secretário do Desenvolvimento Econômico e Mercosul, Paulo
Gouvêa da Costa, tem reunião hoje, às 16h30 ,em Florianópolis,
com a diretoria da Associação Brasileira da Indústria
de Hotéis, seccional de Santa Catarina, presidida pelo joinvilense
Geraldo Linzmeyer. Gouvêa recebe relatório da comissão
provisória formada pela Abih, Sebrae, Abav/SC, Santur e Fhoresc para
estruturação do Conselho de Desenvolvimento do Turismo do
Estado. Projeto este que vem sendo trabalhado há três anos.
Pagando contratos
Servidores contratatos em regime temporário (ACTs) da Prefeitura
de Blumenau, que tiveram seus contratos encerrados em dezembro de 1998,
terão o termo de rescisão disponível até dia
12. A entrega está sendo feita desde ontem em posto montado no andar
térreo da Prefeitura, na presença de funcionários da
Secretaria da Administração e da Caixa Econômica Federal,
que é quem encaminha as requisições de FGTS, marcando
as datas para os saques.
Gasoduto
Marcada para dia 18 no auditório do Senac de Brusque, às
19 horas, audiência pública sobre o gasoduto Brasil/Bolívia.
Iniciativa do prefeito Hylário Zen (PPB) com anuência da SC-Gás,
para esclarecer obras que, inevitavelmente, implicam a derrubada de matas
e passagem de ramais por rios e áreas de terras nos bairros Volta
Grande e Liomeiro. Construído o duto principal, depois será
a vez de implantar ramais para cidades como Gaspar, Itajaí, Blumenau
e Tijucas.
Só salário
O secretário da Saúde, Eni Voltolini (PPB), deputado federal
licenciado, garante que do salário da Câmara, pelo qual optou,
receberá apenas e tão somente cerca de R$ 5,9 mil, já
descontados o imposto de renda e outros encargos ("Apontamentos",
6/2/99). Diz que nesta condição não poderá usufruir
da chamada verba de gabinete, destinada à contratação
de assessores parlamentares que não pertencem ao quadro efetivo da
Câmara. Palavra de deputado.
Curtas
Secretários municipais de Saúde reúnem-se amanhã
na sede da Associação de Municípios do Nordeste de
Santa Catarina (Amunesc). Tentam encontrar saídas para a crise que
afeta o setor como um todo.
Elenice Borba da Silva, secretária da Educação de
Lages, assume a Fundação Cultural. Substitui Iáscara
Varela, que se demitiu. Pelo acúmulo da nova função,
a secretária não será remunerada, porque na Prefeitura
impera uma economia de guerra.
O município de Bela Vista do Toldo, entre Canoinhas e Major Vieira,
no Planalto Norte, promove de 12 a 14 deste mês, seu 19º Rodeio
Crioulo. Em vez de Carnaval, um bom churrasco, bailes gauchescos e gineteadas.
O ano letivo da Universidade do Contestado (UnC), campus de Canoinhas,
abre em dias diferenciados: administração (1ª fase),
ciências contábeis e serviço social (3ª fase),
no dia 22; nos demais cursos, início e fases seguintes, as aulas
começam em 1º de março.
O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia inaugura hoje,
em Brusque, a nova inspetoria do Crea/SC. Às 20 horas, na rua Hercílio
Luz, 175, térreo. Também empossa a nova diretoria do Clube
dos Engenheiros e Arquitetos de Brusque.
O Serviço Social da Indústria (Sesi) avalia proposta de
criação do centro empresarial de Porto União, também
de interesse de empresários de União da Vitória, no
vizinho Estado do Paraná, com apoio de lideranças políticas
da região. Estudos de viabilidade já estão sendo feitos. |
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