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Novo sedã amplia a linha Astra e será oferecido com
três opções de motor. A versão equipada com propulsor
1.8 custa a partir de R$ 25.241,00 e chega às concessionárias
em março
Foto divulgação
Astra Sedan 4p
Vocação familiar
Novo lançamento ganha
maior espaço para as bagagens e motor mais potente de 2.0 litros
Luís Meneghim
Editor de AN Veículos
Uma nova versão da linha Astra, um sedã de quatro portas
e três opções de motorização - 1.8, 2.0
e 2.0 16V - chega às revendas Chevrolet no início de março.
O novo modelo, fabricado em São Caetano do Sul (SP), conserva as
linhas do hatchback mas ficou 14 centímetros maior e ganhou porta-malas
de 460 litros. A General Motors aposta na vocação familiar
do sedã e acredita que o carro vai repetir o sucesso do hatch, lançado
há quatro meses e que hoje lidera o segmento compacto. O Astra sedã
foi apresentado, no último final de semana, em Salvador (BA), durante
o Carnaval.
O novo Astra vai enfrentar pela frente concorrentes de peso como Golf,
Marea, Escort, Civic e Corolla, além de ameaçar dois outros
sedãs da própria Chevrolet, o Corsa GLS (1.6 16V) e o Vectra
GL (2.2). O Astra, caso se concretize a redução do IPI e do
ICMS, em negociação pelas montadoras e governo, terá
seus preços muito próximos dos outros dois modelos.
Os preços sugeridos pela montadora para os modelos básicos
do Astra sedã são R$ 25.241,00 (GL1.8 e 110 cv) e R$ 28.782,00
(GLS 2.0 e 112 cv). A versão top GLS 2.0 16V só começará
a ser produzida em abril e ainda não tem preço definido.
A novidade é que a GM vai oferecer esse motor mais potente (128 cv)
também para o Astra hatch de três portas.
Tudo indica que a GM descartou a possibilidade de lançar aqui
o Astra hatch de cinco portas, fabricado na Europa pela Opel. Naquele mercado,
a família Astra, além do hatch de três e cinco portas,
conta também com uma station wagon, um sedã (lançado
há seis meses e exatamente igual ao brasileiro) e a van Zafira, construída
sobre a mesma plataforma.
O ponto forte do Astra sedã é o conjunto motor-transmissão.
O propulsor Powertech 2.0 litros de 16 válvulas, que desenvolve 128
cv de potência máxima a 5.200 rpm, incorpora alta tecnologia,
sendo exportado para vários países. É dotado de sistema
de injeção seqüencial, que garante a queima da quantidade
correta de combustível e apenas quando o motor exige. Traz ainda
duas outras inovações: o sensor de fase (que identifica o
momento ideal e o cilindro certo para a queima do combustível) e
o sensor de detonação (que proporciona melhor desempenho com
menor consumo).
Tecnologia à parte, avaliamos na prática a motorização
do Astra sedã GLS 2.0 16V num percurso de 36 quilômetros urbano,
em Salvador (BA), durante test-drive promovido pela GM. O carro surpreende
pela excelente performance. O motor garante torque mesmo em rotações
mais baixas e as respostas são rápidas. Segundo a GM, com
essa motorização, o Astra chega aos 203 km/h de velocidade
máxima.
Outro ponto positivo do novo Astra é a transmissão manual,
acionada por meio de cabos (somente para o motor 2.0 16V), que torna as
trocas das marchas silenciosas, extremamentre suaves e precisas, privilegiando
o prazer de dirigir. Não há, por enquanto, disponibilidade
de câmbio mecânico, porque encareceria o preço final
do carro, segundo a montadora.
Compacto por fora
O Astra sedã privilegia o espaço interno e traz itens
dignos de um top de linha. As quatro portas facilitam o acesso graças
à abertura de 68 graus
Foto divulgação |
Astra sedã nacional tem o
mesmo padrão do modelo europeu
Projeto foi desenvolvido
por brasileiros em conjunto com a alemã Opel
O projeto do novo Astra foi executado pela GM brasileira em parceria
com a Opel e nada fica devendo ao modelo alemão. O carro conserva
as linhas clássicas de um sedã quatro portas com um leve toque
esportivo, presente nas rodas aro 15 e pneus de perfil baixo. Apesar de
lembrar um pouco o Vectra, tem visual equilibrado e se destaca pela traseira
onde se sobressaem as lanternas transparentes e o porta-malas com capacidade
para 460 litros ( 90 litros maior do que o hatch).
A aerodinâmica do novo Astra é perfeita para a categoria:
o coeficiente aerodinâmico (Cx) é de apenas 0,29 , um dos mais
baixos do seu segmento, o que garante menor atrito e desempenho superior.
Segundo o fabricante, o motor 2.0 16V faz 9,4 km/l na cidade e 16,1km/l,
na estrada. A suspensão, idêntica ao Astra três portas,
foi recalibrada para suportar a carroceria um pouco maior, já que
aumentou a distância entreeixos.
O conforto está garantido pelo amplo espaço interno, apesar
de suas dimensões compactas. No banco traseiro, por exemplo, os passageiros
encontram lugar para as pernas, superando alguns modelos do segmento médio.
O acesso ao veículo é facilitado pela abertura de todas as
portas num ângulo de 68 graus. Outra novidade que proporciona conforto
quando em viagem: o porta-malas pode ser alcançado do interior do
veículo, bastando bascular o encosto do banco traseiro.
Painel e acabamento são idênticos ao Astra hatchback,
incorporando alguns alguns itens de conforto como o volante retrátil
com regulagem simultânea em profundidade e em altura. A exemplo do
Fiat Tempra, que trouxe a novidade, ao se abrir qualquer porta, o vidro
desce automaticamente cinco centímetros, subindo tão logo
a porta é fechado, o que alivia a pressão interna.
Em termos de segurança, o modelo repete a fórmula do Opel
alemão empregado no Astra hatchback como o sistema de pedais que
desarmam em caso de colisão, airbags dianteiros e freios a disco
nas quatro rodas, com sistema ABS, além de cintos de três
pontos com pré-tensionador nos bancos dianteiros. (LM)
Gran Move esbanja espaço
Van japonesa é econômica
e tem preço competitivo
A Daihatsu é a montadora do Japão que ainda leva com mais
rigor o estilo que ajudou a impulsionar os fabricantes do país em
todo o mundo: a produção de carros pequenos. Da mesma forma
que a Citroën faz com o furgão Berlingo, a Daihatsu investe
no Gran Move como um modelo misto para o dia-a-dia e o lazer. As pequenas
dimensões do Gran Move - apenas 4,06 m de comprimento - são
um trunfo para enfrentar os problemas de engarrafamento e estacionamentos
nas cidades grandes. Mas, apesar de ser pequeno por fora, o modelo japonês
se mostra bem espaçoso, no que é ajudado pelo desenho quadradão,
que não rouba espaço nos cantos como as linhas arredondadas.
A altura elevada - 1,58 m - garante que nenhum passageiro raspe a cabeça
no teto. As pernas também contam com um bom espaço, principalmente,
se levando em conta o tamanho da van. Os apoios de braços retráteis
nas extremidades do assento traseiro do Gran Move servem como aviso que
ele foi projetado para levar só duas pessoas atrás. Um terceiro
adulto torna o ambiente inóspito.
Com os encostos dos bancos dianteiros e traseiros totalmente reclinados,
o interior do Gran Move vira uma grande cama, que nas laterais conta com
porta-copos instalados nos apoios de braços traseiros. E os vidros
laterais e traseiro com película escura garantem a privacidade no
trânsito e também se a cama improvisada estiver em uso.
Mas se a intenção for levar o máximo de bagagem,
é só inverter a direção do encosto traseiro,
que pode ser totalmente rebatido. Com este recurso, a capacidade de carga
do porta-malas passa de 400 litros para 850 litros.
Juntamente com a possibilidade multiuso do espaço, o habitáculo
também conta com uma boa lista de equipamentos, apesar do nível
de acabamento e dos materiais utilizados no interior não inspirarem
grande confiança. O Gran Move vem de fábrica com direção
hidráulica, trio-elétrico e ar-condicionado. Já o sistema
de som não é disponível de série e como o carro
é vendido no Brasil sem opcionais, para se escutar música
é preciso instalar o som por conta própria.
Problema incontornável é com o reduzido número
de itens de segurança, limitados aos cintos de três pontos
e apoios de cabeça na frente e laterais do banco traseiro. Itens
como airbags para motorista e carona são opcionais na van no mercado
europeu e japonês, mas não estão incluídos no
pacote Brasil.
Desempenho modesto
O Gran Move pode servir bem a quem pretende viajar contemplando a paisagem,
sem maiores pretensões esportivas. Inclusive porque a Daihatsu equipa
o modelo com um motor de números tímidos. Ele é um
quatro cilindros de 1.5 litro com 16 válvulas que desenvolve a potência
de 90 cv a 6.200 rpm e o torque de 12,2 kgf.m a 3.600 rpm. Este propulsor
leva o veículo a atingir a velocidade máxima de 165 km/h,
marca mais que suficiente para se trafegar pelas esburacadas estradas brasileiras.
Se a performance não é das melhores, ao menos é compensada
pela boa média de consumo do modelo: 10,6 km/l.
O pacote de lazer da Daihatsu acabou ganhando um novo aliado nesta época
de cotação louca do dólar: o preço. A Daihatsu
trabalha com uma tabela de preços em real e, até o momento,
não tem planos de alterar os valores no Brasil. Por isso, o Gran
Move continua custando R$ 25.229,00 enquanto o único veículo
que pode ser considerado concorrente direto, o Citroën Berlingo, tem
preço em dólar: US$ 20.900,00.
Dodge Neon 99 ganha
linhas mais arredondadas
Quando o Dodge Neon - que no Brasil é vendido com a marca Chrysler
- foi lançado em 1994, o desenho com cabine avançada, que
reduz a parte frontal, e faróis redondos se mostrou original. Mas
com o passar do tempo, o modelo foi ficando defasado e perdendo fôlego.
A própria Dodge tentou atualizar o carro com pequenos retoques durante
os anos e alterou mais de 30% das peças que equipam o Neon. Agora,
porém, a montadora decidiu fazer uma intervenção mais
forte no veículo para criar o Neon 2000. Ele começou a ser
vendido nos Estados Unidos este ano e vai ganhar ainda este ano uma versão
esportiva. Essa versão resgata uma denominação dada
aos modelos mais agressivos da Dodge nas décadas de 60 e 70, e ainda
utilizado no Viper: R/T - abreviação de Road and Track, Estrada
e Pista, em inglês.
O novo Neon manteve o formato arredondado da versão atualmente
vendida no Brasil. Na parte frontal, a Dodge aumentou o tamanho dos faróis.
Eles também passaram a ser ovalados, em vez de redondos como na antiga
versão do veículo.
A grade do motor ficou mais curta e passa a ostentar na parte central
o símbolo da Dodge. Os pára-choques do novo Neon são
mais bojudos e os faróis de neblina, opcionais dependendo da versão,
perderam o formato redondo e ganharam um desenho mais alongado.
De perfil, o novo Neon se manteve praticamente igual ao antecessor.
Já a traseira perdeu o pequeno ressalto na extremidade do porta-malas.
As lanternas passam a ter forma elíptica e foram instaladas na parte
superior da traseira, no limite dos contornos do carro, dando identidade
maior ao modelo quando visto por trás. Na versão esportiva
do novo Neon, a R/T, o visual agressivo é reforçado por um
aerofólio de dimensão generosa.
Interior
Os retoques para remoçar o Neon se limitaram ao desenho externo.
No interior, as alterações se limitaram ao arredondamento
das linhas. Os itens de conforto e segurança da antiga versão
foram mantidos, mas no modelo esportivo R/T ganha itens de série
diferenciados, como bancos, volante e pomo da alavanca de marchas em couro.
O modelo mantém duas variações de um motor 2.0
de 16V: uma com comando de válvulas simples de 132 cv e outra com
duplo comando de 150 cv. A versão R/T do Neon só é
equipada com o propulsor mais potente. O novo Neon deve chegar ao Brasil
ainda este ano, mas a Chrysler ainda está avaliando se trará
o esportivo R/T.
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Mercado |
Populares já custam acima de R$ 20 mil
Modelos 1.0 deixam de ser
opção barata ao consumidor
Luiz Arthur Peres
Especial para AN Veículos
Despojamento. Esta era a palavra de ordem nos primeiros carros equipados
com motorização 1.0, classificados como modelos populares.
O primeiro modelo 1.0, lançado em 1993, foi o Uno Mille: carburado,
câmbio de quatro marchas, bancos rígidos sem encosto de cabeça,
volante de plástico duro e retrovisor só do lado esquerdo.
Quase seis anos depois, os populares já respondem por quase 85% das
vendas do mercado interno e estão longe de serem os pés-de-boi
que eram. Seja por uma necessidade das montadoras de se manterem competitivas
neste disputado mercado ou por exigências da lei, os modelos 1.0 passaram
a incorporar requintes até então exclusivos de modelos mais
potentes.
Os populares ganharam injeção eletrônica para poder
satisfazer as leis de emissão de poluentes. A atualização
da legislação também obrigou as empresas a adotarem
apoios de cabeça nos bancos dianteiros. Equipamentos de conforto
como ar-condicionado, trio elétrico e toca-fitas, e até itens
de segurança, como airbags, já são oferecidos nos 1.0
como opcionais. Em versões mais requintadas chegam a ter direção
hidráulica é de série.
Além de serem uma exigência dos consumidores, estes acessórios
ainda são uma forma de aumentar a rentabilidade das fábricas,
uma vez que os 1.0 são os modelos menos lucrativos para as empresas.
Junto com o aumento de requinte, os populares ganharam inovações
na motorização que garantiram mais fôlego. Dos 50 cv
dos primeiros 1.0, hoje já se tira 69 cv do motorzinho do Gol Mi,
graças à adoção das 16 válvulas.
A escalada de refinamento e desempenho acabou forçando a alta
nos preços. Mas o Estado também enfiou a mão no bolso
do consumidor. A enxurrada de populares fez o governo crescer o olho e retornar,
em 95, o IPI, Imposto sobre Produtos Industrializados, dos 0,1% adotados
em 93 para os 8% anteriores e que hoje estão em 10%. No segundo semestre
de 94, um popular custava em média R$ 7.300. Hoje não se leva
um pé-de-boi para casa por menos de R$ 10.700, que é o valor
de um Mille EX. Apesar do veterano modelo já não vir com volante
de plástico duro e ter câmbio de cinco marchas, ao contrário
do primeiro Mille, ele ainda é muito espartano: traz como maior conforto
o acendedor de cigarro e vidros verdes. Com todos os opcionais, existem
modelos que passam a barreira dos R$ 20 mil, mais do que custam algumas
versões básicas de modelos maiores e mais potentes.
Carros ficam caros com a incorporação
de opcionais
O Palio EDX básico, a versão top de linha entre os hatchs
1.0 da Fiat, não sai por menos de R$ 14.900, mas já vem um
pouco mais recheado de série: direção hidráulica,
limpador e lavador do vidro traseiro, retrovisores com controle interno
e vidros verdes. A dissonância maior, porém, acontece quando
se recheia o carro com todos os opcionais. Após ganhar itens dignos
de carro de luxo, como ar condicionado, airbag duplo, trio elétrico
e toca-fitas, entre outros, o modelo passa a custar R$ 21.500. Um preço
equivalente ao de um Siena EL 1.6, com porta-malas maior e direção
hidráulica. "As pessoas estão preferindo carros menos
potentes e mais equipados às versões básicas de modelos
maiores", explica Carlos Henrique Ferreira, assessor técnico
da Fiat.
O contraste maior de preços surgiu com a adoção
de novos tipos de carroceria, sedãs e peruas, para abrigar os motores
1.0, como a Parati 1.0 16V, que custa a partir de R$ 19 mil. Completa, ela
pula para R$ 23.734, suficientes para comprar uma Corsa wagon 1.6 16V com
direção hidráulica, rodas de liga leve de série
e ABS opcional.
Diante do refinamento dos populares, algumas montadoras dão marcha-a-ré
neste processo e lançam modelos mais espartanos. É o caso
da Ford com o Ka Street, que custa R$ 10.940. Ele só pode ser comprado
sob encomenda, não tem luxos e nem opcionais.
O mercado
A Fiat é a única montadora que oferece opcionais individualizados
para modelos 1.0. As outras só disponibilizam os equipamentos em
grupos.
Os carros com cilindrada acima do 1.0 litro e até 127 cv pagam
30% de IPI. Modelos com mais de 127 cv são taxados em 35%.
Os modelos 1.0 menos potentes do mercado são o Ka e o Fiesta com
motor de 53,5 cv. Os mais potentes são o Gol e a Parati na versão
16V e 69 cv.
Durante o ano passado foram vendidos 871.900 carros equipados com motor
1.0, ou seja, 64% dos automóveis comercializados no Brasil.
Segundo as montadoras, de 40% a 50% de todos os carros 1.0 vendidos no
país saem com ar-condicionado.
O conceito de carro popular surgiu graças a um acordo entre Governo
e montadoras de redução de impostos e margens de lucro para
que os 1.0 não custassem mais de US$ 7.250.
A Kombi e o Fusca, apesar de terem motor 1.6,foram considerados carros
populares em 93. A Kombi até hoje paga os mesmos 10% de IPI dos 1.0. |
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