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Aids afeta a
economia mundial
Secretário da ONU
pede mais investimentos no combate à doença, que já
matou 14 milhões
Londres - O secretário-geral da Organização das
Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, pediu ontem em Londres a
colaboração dos empresários na luta contra a Aids,
uma doença que vem registrando grande impacto sobre a economia mundial.
"A luta contra a Aids é um imperativo moral - quem poderia
negá-lo? Mas é também um imperativo comercial",
declarou Annan, ao abrir, no auditório do Banco da Inglaterra, em
Londres, um ciclo de conferências sobre a doença. O seminário
está sendo realizado em memória da princesa Diana.
"A transmissão da Aids deve-se em parte à trágica
globalização da economia. Pelo menos começamos a assisitir
a uma resposta global", declarou o secretário-geral da ONU.
Estimou que "cada vez mais, os empresários reconhecem que sua
responsabilidade - e interesse - não se limita unicamente a ações,
mas inclui também o impacto de suas atividades sobre as populações
dos países onde atuam e sobre o planeta inteiro".
Annan lançou um "desafio" aos empresários: devem
ir mais além em seus esforços para lutar contra a Aids, em
particular "contra as discriminações" existentes,
muitas vezes no local de trabalho.
O secretário-geral da ONU insistiu também na necessidade
de prevenir a doença "no local de trabalho", especialmente
através da distribuição de preservativos. Ele também
incentivou os empresários a colaborarem financeiramente com as pesquisas
científicas e com os programas de ajuda destinados aos enfermos.
A Aids ocupa o quarto lugar entre as causas da doença no mundo,
segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Mais
de 33 milhões de pessoas foram infectadas com o vírus da Aids
e 14 milhões já morreram, lembrou Annan.
Belgrado ignora uma
recompensa por Milosevic
Belgrado - A recompensa de US$ 5 milhões oferecida pelos Estados
Unidos para capturar o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, não
teve a repercusão esperada entre os sérvios, e até
o secretário-geral da Otan, Javier Solana, recebeu a proposta com
ceticismo.
Um observador neutro de Belgrado afirmou que "US$ 5 milhões
fariam muita falta a milhares de pessoas que estão na miséria
depois da guerra, e aos soldados que lutaram em Kosovo e não recebem
há três meses. Mas aqui ninguém sabe de nada".
O observador acrescentou que "além disso, a recompensa por
Milosevic evoca imediatamente aos sérvios a recordação
de uma recompensa similar pedida pelos nazistas pela cabeça de Tito,
o que torna a decisão de Washington contraproducente". O atual
presidente foi colocado no mesmo nível de Tito, o controvertido mas
sempre respeitado pai da pátria iugoslava.
Enquanto prossegue a polêmica pela recompensa, continua a rebelião
dos reservistas. Da Sérvia central, evoluiu para o norte, na região
de Vojvodina, onde centenas de soldados que voltaram de Kosovo protagonizaram
um grande protesto para cobrar os salários não recebidos há
três meses.
Uma organização norte-americana de direitos humanos acusou
ontem alguns membros do Exército de Libertação de Kosovo
(ELK) de assassinato, estupro e outros abusos contra sérvios e ciganos
em Kosovo.
"Os abusos são aparentemente motivados por um desejo de retaliação
pelas atrocidades cometidas pelas forças de segurança sérvias
e um desejo de obrigar a restante minoria étnica sérvia a
deixar Kosovo", expressou a Human Rights Watch por meio de um comunicado
divulgado a partir de sua sede em Nova York (EUA).
Líbano
Netanyahu informa
premiê após ataques
Jerusalém - O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou ataques
aéreos punitivos contra o Líbano que duraram até as
primeiras horas de ontem, advertindo Beirute para esperar por tempos duros
caso a fronteira de Israel não fique calma. Netanyahu só informou
a seu sucessor, Ehud Barak, quando os aviões já estavam a
caminho para bombardear o centro do Líbano. Os árabes condenaram
os ataques aéreos de Israel contra o Líbano, classificando-os
de uma agressão injustificada.
Caxemira
Índia e Paquistão
continuam em guerra
Kargil - A linha de controle, que desde 1979 divide a Caxemira entre
a Índia e o Paquistão, continuou sendo castigada por fortes
bombardeios de ambos os lados ontem. De acordo com oficiais militares, o
motorista de um caminhão morreu e três passageiros foram gravemente
feridos num ataque do Paquistão em Kargil. Duas casas também
foram atingidas pelas bombas. Os comandos paramilitares e soldados da índia
voltaram a abrir fogo na região do pico do Tigre, no Himalaia.
Acadêmicos
China inaugura banco
de esperma para notáveis
Shanghai, China - Um banco de esperma que só aceita doadores com
boas credenciais acadêmicas abriu suas portas no sudoeste da China.
O Banco de Esperma de Notáveis, que é dirigido pela agência
estatal de planificação familiar, fica em Chengdu, capital
da província de Sichuan. De acordo com a agência de notícias
estatal Xinhua, os doadores devem ter no mínimo os méritos
acadêmicos de um professor universitário. Os doadores devem
ter menos de 60 anos e serem sadios.
Primeira-dama
Sapatos de Hillary custam US$ 8.500
Nova York - A primeira-dama norte-americana, Hillary Clinton, se rendeu
ao encanto dos sapatos italianos durante uma visita a Palermo, na Sicília,
e acabou comprando 18 pares novos por US$ 8.500. A compra foi feita em 18
de junho, quando durante uma pausa na reunião do G-8 na Alemanha
Hillary Clinton foi com sua filha Chelsea a Palermo para a convenção
de Civitas, uma organização não-governamental para
a educação democrática.

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Notas |
Drogas
China faz 71 execuções
de acusados de tráfico
Pequim - Pelo menos 71 pessoas acusadas de tráfico de drogas foram
executadas por pelotões de fuzilamento ontem na China. As execuções
aconteceram para marcar o Dia Internacional contra o Abuso das Drogas e
o Tráfico Ilícito, instituído pela Organização
das Nações Unidas, que acontece hoje. Ao todo, segundo a mídia
estatal, pelo menos 98 pessoas foram executadas ou sentenciadas à
morte por todo o país nos últimos dias.
Holocausto
Parlamento alemão
aprova monumento
Berlim - O Parlamento alemão aprovou ontem a construção
de um memorial às vítimas judaicas do Holocausto no antigo
coração de Berlim, entre a Porta de Brandenburgo e a Praça
de Potsdam, meio século depois do nascimento da República
Federal da Alemanha. A câmara baixa do parlamento (Bundestag) votou
a decisão por ampla maioria: 439 votaram a favor, 115 contra e cinco
se abstiveram. O projeto de Eisenmann prevê a construção
de uma espécie de "labirinto", com 2.700 monumentos de
cimento e uma altura entre três e quatro metross. |
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