I
N
F
O
R
M
A
L

|
Maceió
anoticia@an.com.br
Lições que
a bola nos ensina
O maior jogador italiano dos anos-90, Roberto Baggio, sempre se espelhou
em Zico. Baggio ainda era garoto quando Zico chegou a Udine (Udinese) em
83. Querendo seguir seus passos, passava horas e horas estudando os principais
fundamentos de Zico. O drible, o passe, as faltas. Resultado: em 11 anos
de carreira, incluindo duas copas, Baggio (hoje companheiro de Ronaldinho
na Inter de Milão) acumulou uma fortuna próxima dos 40 milhões
de dólares... Há cinco anos, o Flamengo descobriu um novo
gênio. Melhor que Baggio. Na Gávea passaram a cortejá-lo
como um príncipe. Biotipo de craque, futebol de craque, seu brevê
era o de um superdotado que, ao atingir a maioridade, poderia tornar-se
uma das três maiores estrelas do futebol mundial. Mas o garotão
nada tinha a ver com as normas de conduta que a profissão impõe
a cada atleta. Figura excêntrica, aos 19 anos foi morar num apartamento
privativo (pago pelo clube).... e lá começou suas orgias.
Os moradores exigiram que ele deixasse o prédio. Mudou para outro,
mais luxuoso ainda. O Flamengo bancando. Bela madrugada, o flagraram fazendo
sexo em plena escadaria do edifício. O escândalo foi abafado,
mas lhe deram outro pé na bunda. Zico só foi Zico porque,
após treinos, ficava 40/50 minutos ensaiando cobranças de
faltas. De lá ia pra casa repousar. Este garoto, não! Chegava
tarde, às vezes faltava e ai de quem o advertisse....! Armando Nogueira
escreve numa de suas obras-primas "A fama é uma serpente no
jardim dos desavisados" - e este menino acabou-se como atleta em pleno
viço da juventude. Trocou os holofotes da televisão e contratos
milionários pelos prazeres da risonha noite carioca.... A falta de
maturidade e zelo profissional me levam a ter, também, séria
preocupação com o futuro de um jogador que há três
meses debutou no futebol profissional de SC vestindo black-tie - e, de repente,
sua bola começou a murchar. O que estaria ocorrendo com este atleta,
afinal? - Falando da nova geração, Santa Catarina tem três
espelhos: Xuxa (berço nobre), Guga (classe média), Paulinho-JEC
(berço humilde). Xuxa está pulverizando as marcas do fenômeno
russo Alexander Popov; Guga batendo de frente com todos os "monstros-sagrados"
da ATP e Paulinho, que até outro dia se contentava com dois blocos
de passe e minguada ajuda de custo, está explodindo como o grande
jogador catarinense deste final de segundo milênio. Aliás,
a coluna publica amanhã uma enquete com seis dos nossos principais
treinadores - de Sérgio Ramires a Cabinho (Kindermann) - e Paulinho
está roubando a cena. Ah, se este outro menino tivesse a cabeça
de Paulinho!
Florêncio rebate
Como a coluna é absolutamente democrática, dei a Vilson
Florêncio o direito de responder às duras críticas que
lhe dirigimos na edição de ontem - sobre a penhora da renda
do JEC nesta quarta-feira. Duro, voz empostada, Florêncio não
deixou por menos: "Quando assumi a presidência, o clube estava
à beira do caos. Pagamos dezenas de dívidas trabalhistas da
administração anterior e jamais viemos a público dizer
que aquilo deveria ser debitado ao presidente Waldomiro Schützler.
O JEC criou outra identidade sob minha administração. Compramos
e vendemos jogadores aplicando o lucro em melhorias na área patrimonial
(informatização, Centro de Treinamentos, etc), investimos
o que pudemos na base e os exemplos estão aí: Veiga vendido
para a Europa, Bandoch e Paulinho para o Rio de Janeiro. Estes dois últimos
trazendo receitas para a atual administração. Mas o que quero
que fique bem claro é que a decisão de demitir Paulinho de
Almeida foi toda de Márcio Vogelsanger. Eu não queria demiti-lo,
pois sempre defendi a permanência dos treinadores até o final
de seus contratos. Márcio, porém, gerenciava o departamento
de futebol com toda autonomia e assumiu o ônus da mudança do
treinador. Além disso, o que Paulinho está cobrando na justiça
é uma multa contratual, não encargos trabalhistas. E essa
questão ainda é absolutamente discutível. Posso dizer
que, à minha saída, não deixamos dívidas inadministráveis
nem maiores pendências. Havia este caso de Paulinho e do roupeiro
Hilário, que eu demiti por força de circunstâncias.
Nem cartão-ponto havia no Ernestão e tive que impor normas
rígidas. Administrar o JEC é uma tarefa engenhosa, complexa,
desgastante, mas para quem nunca recebeu apoio da classe empresarial - até
que deixei o clube saneado e em posição bastante confortável".
De Primeira
- Luiz Gonzaga Miliolli perdeu o emprego no Avaí. Na Ilha, o futebol
sempre viverá à luz das decisões passionais. A boa
campanha do Figueirense machuca o coração avaiano. Então,
os dirigentes tiveram que ceder ao clamor da sua torcida e mostrar o olho
da rua para Gonzaga, que começou a cair em desgraça quando
Ueslei - abusando de uma fírula - jogou fora sua classificação
na Copa do Brasil.
- Se o Figueira também estivesse mal., creiam, Gonzaga continuaria
na Ressacada. Lá a felicidade de um é a desgraça do
outro.
- Pelo sim, pelo não, Gonzaga andava meio desapontado com a qualidade
do seu elenco. Entrevistei-o na quinta-feira, portanto bem antes de saber
que seria demitido - e o único jogador do Avaí que entrou
na sua "seleção do primeiro turno" (a ser apresentada
amanhã) foi o artilheiro Dão.
- Um grupo de italianos, representando três clubes da 2ª Divisão
da Bota, chega a Joinville no dia 23, a convite de Irineu Machado. Virão
observar o volante Gustavo (Kindermann) e mais dois jogadores (AA Vale
e Tubarão) que já foram previamente agendados.
- JEC que fique tranqüilo com a arbitragem de hoje no Scarpelli.
O retrospecto de Gílson Aparecido Pauletti é muito bom. Pauletti
apitou sete jogos neste primeiro turno. Neles, o visitante ganhou três
vezes e empatou uma.

|
|
Decisão
no Scarpelli |
|
Estará em jogo, a partir de 15h30, no Scarpelli, o título
do primeiro turno do campeonato estadual. De um lado o Figueirense, invicto
há 14 jogos, conta com alguns bons trunfos: torcida, volta de Perivaldo
Pitibu e um time com a melhor média em gols-pró e gols-contra.
Do outro o JEC, que chega à decisão acreditando no poder de
superação da sua equipe. Ontem, antes do embarque, Bonamigo
reuniu o elenco para lembrar que a camisa do JEC abriga poderes que transcendem
a qualquer desafio que terão pela frente. O clima do jogo sinaliza
também que teremos recorde de renda e público. |
|

|