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Acusado confessa
crime em MG

Reconstituição do assassinato de mãe e três filhos foi ontem

Marcos de Oliveira

Teófilo Otoni (MG)/Joinville - O trabalhador braçal Antônio Dias dos Santos, 39, principal suspeito da chacina da família - mãe e três filhos - que residia no bairro Portinho, em Joinville, ocorrida no interior do município de Itambacuri (MG), confessou a autoria dos assassinatos e forneceu detalhes durante a reconstituição do crime realizada na manhã de ontem. Em depoimento de cinco folhas, ele alegou que "perdeu a cabeça" durante um desentendimento com a ex-companheira, Oniva Heidt Licheski, 32. Ela desmaiou e com um pau esfacelou sua cabeça. Na seqüência matou as crianças, filhos de Oniva: Carlos Eduardo, 2 anos, Daniele, 6, e Franciele, 9.

Eram 7h40 do dia 15 de fevereiro, a 4 quilômetros da Fazenda Alto dos Pinhais, onde os cinco se hospedaram por 15 dias. Eles estavam retornando para Paranaguá (PR), quando Oniva teria reclamado de ter que caminhar muito. "Ela iria voltar e esperar que fosse buscá-la com as crianças, com um veículo, para seguir até o distrito de Frei Serafim e Itambacuri", contou. Tiveram uma discussão e ela teria lhe acertado um tapa.

Antônio diz que perdeu a cabeça e espancou Oniva, com vários socos em sua cabeça, rosto, seios e estômago, fazendo-a desmaiar. Daniele e Franciele também desmaiaram. Ele diz que entrou em desespero, apoderou-se de um pau e passou a atingir com violência a cabeça da mulher, até que percebeu que tinha morrido. Passou a bater nas meninas e no Carlos Eduardo, não lembrando exatamente qual foi primeiro. Lembra apenas que acertou os três alternadamente por todo o corpo até que todos estavam mortos.

Então arrastou o corpo de Oniva para o mato, nas margens do córrego da Onça. Depois foram as crianças. Amontoou os corpos ao lado da mãe e trocou de roupas que estavam sujas de sangue. Lavou o rosto, braços e mãos que ficaram ensangüentadas. Pegou duas bolsas com roupas das vítimas e suas, caminhou por 30 minutos até encontrar o caminhão do leite, seguiu até Itambacuri e dois dias depois estava em Paranaguá (PR). E uma semana depois foi para Joinville onde foi preso.

O delegado regional de Teófilo Otoni, Geraldo Magela de Carvalho disse que Antônio admitiu a autoria dos crimes ainda no aeroporto de Joinville, quando foi entregue aos policiais mineiros, antes de embarcar para Belo Horizonte. O delegado Roberto Lopes Zimerer está concluindo o inquérito sobre a chacina, vai ouvir algumas testemunhas e manterá o acusado na cadeia de Itambacuri, onde aguardará julgamento.


Catador de papel confessa
à polícia degola a facão

Florianópolis - O catador de papel Carlos Loureiro Sampaio, 33, foi preso na madrugada de ontem, andando pelas ruas de Gaspar, no Vale do Itajaí, sob a acusação de ter matado a golpes de facão a andarilha Alaíde Fernandes Damaceno, no dia 22 de feveiro. A vítima foi degolada e teve o crânio esfacelado. Sampaio confessou o crime à polícia e contou com detalhes como executou a mulher.

Segundo o depoimento do catador, que também andava pelas ruas com Alaíde, na noite do crime os dois e mais uma mulher, cujo nome não foi revelado pela polícia, beberam cinco garrafas de cachaça. Depois de embriagados, a vítima disse que queria comprar o carrinho que Sampaio utilizava para vender papel por um preço "absurdo". "Ela queria comprar por R$ 10,00. E eu disse que só venderia por uns R$ 80,00, porque investi muito nesse carro. Como ela insistiu em pagar menos, começamos a discutir", detalhou o acusado à polícia.

Minutos depois da discussão, o catador de papel pegou um facão e desferiu dois golpes na mulher: um no pescoço e o outro na cabeça. "Ela ainda caminhou um pouco e caiu de um barranco dentro do rio", lembra Sampaio. Alaíde foi encontrada embaixo da ponte Imaruí, em Palhoça, na Grande Florianópolis, sem vida. A arma, que possivelmente foi utilizada no crime, estava com o andarilho.

O delegado da 1ª DP de São José, Cláudio Palma, responsável pelo caso, pedirá prisão temporária do acusado e posteriormente irá requerer a preventiva. O delegado diz que Sampaio é foragido do Presídio de Santo Antônio da Patrulha (RS). Ele é acusado de ter matado um homem no ano passado na cidade gaúcha.

Após conseguir a prisão preventiva, o delegado diz que o catador de papel será encaminhado para o Presídio de Florianópolis, para que o policial possa fazer uma reconstituição do crime. "A reprodução simulada (reconstituição) será anexada ao processo. Ela servirá como elementos de provas", explica Palma. (Sílvia Pinter)


Marido mata mulher
com seis facadas

Maravilha - O comerciante Ademir Rintzel, 28, matou com seis facadas a companheira com quem vivia há três anos, Eliane Tonin, 22. O crime aconteceu por volta das 20 horas de segunda-feira, na residência do casal, na avenida Araucária, em Maravilha, no Extremo-oeste do Estado. Eliane foi morta na presença do filho do casal, de apenas dois anos de idade. Ademir está foragido e a polícia pediu ontem sua prisão preventiva, já que ele responde inquérito por tentativa de homicídio contra a própria vítima.

De acordo com os levantamentos realizados pela perícia, Eliane foi morta com seis golpes de faca, com cerca de dez centímetros de lâmina. Duas das facadas acertaram o coração e o pescoço da vítima. O último golpe chegou a cortar as cordas vocais. A mulher foi agredida na cozinha da residência e ainda conseguiu caminhar até a calçada, onde caiu morta.

O casal mantinha um pequeno bar instalado na frente da residência. De acordo com testemunhas, Ademir tinha fortes ciúmes da companheira, o que poderia ter motivado o crime. Em dezembro de 97 ele tentou matá-la com um tiro de espingarda. A bala, entretanto, atingiu apenas o braço da vítima, que ficou aleijada.

Após matar a mulher, Ademir fugiu para a casa dos pais, na localidade de Água Parada. Quando percebeu a presença da polícia, ainda na noite de segunda-feira, evadiu-se para o mato e não mais foi encontrado.


Pedreiro espancado
por PMs presta depoimento

Chapecó - O pedreiro João Nunes, 52, que foi confundido com um assaltante e espancado por policiais militares há cerca de dez dias, durante tentativa frustrada de assalto a uma loja de auto peças no centro de Chapecó, prestou depoimento na segunda-feira sobre o caso no comando do Segundo Batalhão da Polícia Militar. Ele foi ouvido junto com sua filha, F.N., 13, por um grupo de policiais responsáveis pelo inquérito policial militar aberto na semana passada.

No depoimento o pedreiro disse que, devido à gravidade dos ferimentos provocados pelos policiais, ele está impossibilitado de trabalhar. Suas costas e cabeça ainda doem muito, dificultando a locomoção. A filha, que presenciou tudo, afirma que ainda vê as imagens do pai estendido no chão, sendo agredido pela polícia. Ela está recebendo auxílio de psicólogos.

No dia em que aconteceu o espancamento, Nunes havia sido tomado como refém pelo verdadeiro assaltante, enquanto abastecia o carro num posto de gasolina da avenida Nereu Ramos, em Chapecó. O refém teria sido obrigado a correr da polícia. Na troca de tiros morreu um policial e o próprio assaltante, Antonio de Jesus Ferreira, 41.

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Prostituição

Menor encontrada em boate

Florianópolis - A proprietária da Boate Vem que Tem, Nair Terezinha Castro, 42, é acusada de corromper menores. Ela foi presa na noite de segunda-feira, por policiais militares e civis, no interior da boate, localizada em Morrinhos, na BR-101, em Biguaçu, na Grande Florianópolis. Durante a operação, a adolescente S.A.A., 16 anos, foi encontrada em um dos quartos da casa.

O delegado Carlos Quilante, responsável pelo caso, diz que recebeu uma denúncia anônima de que menores estariam se prostituindo na boate e de que o local também servia para tráfico de drogas. Os policiais não encontraram entorpecentes na casa. A menor disse à polícia que é natural de Catanduva e que estava no litoral há oito meses.

"A menor relatou que recebia R$ 40,00 por programa. E que se ofereceu para trabalhar na boate porque precisava de dinheiro", detalha o policial. Nair argumentou que aceitou a garota porque ela era namorada do porteiro. A proprietária da boate está no Presídio Feminino de Florianópolis à disposição da Justiça. A menor foi encaminhada para o Ministério Público.

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