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Governo gaúcho pretende
negociar com montadoras
Corte no repasse de recursos
está mantido até fim das conversações
São Paulo - O governo do Rio Grande do Sul não considera
um rompimento de acordo a suspensão de repasses de financiamentos
à montadoras que estão se instalando no Estado. O secretário
José Carlos Vianna Moraes, de Desenvolvimento Econômico e Assuntos
Internacionais, disse que há interesse em continuar negociando, mas
deixou claro que não fará novos repasses enquanto durarem
as conversações.
Um levantamento feito pela secretaria indicou que a atração
das duas montadoras para o Estado custou bem mais do que se imaginava. Segundo
Moraes, os contratos da Ford e da GM já drenaram R$ 399,9 milhões
dos cofres estaduais.
A direção da Ford decidiu pedir audiência com o governador
do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT). Tanto os representantes
da Ford como os da General Motors não quiseram até agora se
pronunciar sobre a decisão de Dutra, de suspender recursos financiados
para as fábricas das duas montadoras. A Ford tem uma parcela de empréstimo
de R$ 60 milhões mais juros que venceria no próximo dia 30.
O caso da Ford é mais complicado que o da GM, uma vez que o prédio
ainda não foi erguido. A previsão é encerrar as obras
em 2002. O projeto da Ford é de uma fábrica no município
de Guaíba que consumiria cerca de US$ 700 milhões. Os fornecedores
que pretendem se instalar no terreno aplicariam mais US$ 300 milhões.
A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o empréstimo
e a primeira parcela, de R$ 40 milhões, foi paga em setembro de 98.
A próxima, de R$ 60 milhões vai vencer em 30 de março.
A última, de R$ 110 milhões, vencerá em setembro.
A direção da General Motors disse que não comentaria
o assunto "tendo em vista não ter recebido posição
oficial do governo do Rio Grande do Sul". A General Motors já
recebeu, de uma só vez, empréstimo de R$ 253 milhões,
em março do ano passado. Mas a GM ficaria, com a decisão de
Dutra, prejudicada por deixar de usufruir dos incentivos fiscais, que incluem
a postergação do recolhimento do ICMS.
A companhia está quase concluindo uma fábrica que consumiu
US$ 600 milhões em Gravataí. O projeto prevê 2 mil empregos
diretos e a instalação de 17 fornecedores diretos de conjuntos
de componentes.
A fábrica da GM vai produzir um carro subcompacto totalmente novo
no mundo, a exemplo do modelo da Ford. Os recursos acertados com a GM fazem
parte de fundo criado no governo de Antônio Britto (PMDB).
Entenda o caso
- A Ford e a General Motors receberam incentivos durante o governo de
Antônio Brito (PMDB), que terminou ano passado, para se instalarem
no Rio Grande do Sul.
- Os benefícios para as duas montadoras somam R$ 850 milhões,
dos quais R$ 400 milhões foram pagos em 1998.
- O caso da Ford é mais complicado, pois as obras ainda estão
no início. O projeto é de uma fábrica no município
de Guaíba que consumiria cerca de US$ 700 milhões. A primeira
parcela do incentivo, de R$ 40 milhões, foi paga em setembro do
ano passado. A próxima, de R$ 60 milhões vai vencer dia 30.
A última, de R$ 110 milhões, vencerá em setembro.
- A General Motors está quase concluindo a fábrica, aonde
foram investidos US$ 600 milhões, em Gravataí. A empresa
recebeu de uma só vez empréstimo de R$ 253 milhões,
em março do ano passado. Com a decisão de Dutra, a GM deixaria
de de usufruir de incentivos fiscais, que incluem a postergação
do recolhimento do ICMS.
Comércio exterior do País
tem redução generalizada
Rio - O comércio exterior brasileiro teve uma redução
generalizada em 1998, segundo análise do boletim setorial do comércio
exterior da Fundação Centro de Estudos do Comércio
Exterior (Funcex), divulgado ontem. Entre os 26 principais setores exportadores,
16 tiveram desempenho negativo. Dos 29 setores importadores, 19 tiveram
redução do valor importado. O boletim alerta que a perda de
atividade nas exportações fica mais clara na comparação
entre o último trimestre de 1998 e o mesmo período em 1997,
quando a queda chega a 12,3%, e envolve 22 setores. O recuo aconteceu mais
em função da redução nos preços do que
na quantidade negociada, segundo a Funcex.
O efeito mostrou-se mais forte nas exportações, que, ao
contrário das importações, aumentou a quantidade de
cargas vendidas. As quantidades importadas de alguns produtos foram "severamente
afetadas" pelo desaquecimento da economia brasileira e pelas medidas
de proteção comercial.
O acompanhamento do desempenho exportador por setores de produção
revela que, no ano passado, os que tiveram maior crescimento foram os de
veículos automotores (12,3%), peças e outros veículos
(12,3%), extrativa mineral (12,1%), açúcar (9,7%) e indústrias
diversas (8,6%).
Os setores exportadores com as maiores quedas foram: metalurgia de não
ferrosos (-21,7%), óleos vegetais (-21%), café (-16%), outros
produtos alimentares (-12,8%), têxtil (-11,7%) e calçados (-11,4%).
O fator principal para o desempenho dos setores com maior crescimento foi
a quantidade de mercadoria vendida para o exterior.
Em comparação com 1997, o ano passado registrou uma queda
de 6,2% na despesa com importações. Os produtos mais afetados
foram petróleo e carvão (-32,2%), calçados, couros
e peles (-27,4%), têxteis (-25 2%) e produtos da extrativa mineral
(-24,6%). Entre os aumentos de importações, destacaram-se
os setores siderúrgico (15,3%), de laticínios (11,9%), veículos
automotores (11%), beneficiamento de produtos vegetais (8,7%) e farmacêutica
e perfumaria (8,7%).
MP permite Justiça anular
contrato feito por agiota
Brasília - O ministro da Justiça, Renan Calheiros, divulgou
ontem uma medida provisória que, segundo o ministro, permite aos
juízes anular qualquer tipo de contrato feito por agiotas. A medida
provisória, que seria assinada ontem pelo presidente Fernando Henrique
Cardoso, deve ser publicada no Diário Oficial da União de
hoje. Como medida complementar o governo enviou projeto de lei ao Congresso
aumentando a pena para o crime de usura.
Calheiros disse que o governo "deveria pensar" na criação
de linhas de "microcrédito" para atender às pessoas
físicas, que acabam recorrendo aos agiotas. Segundo a medida provisória
divulgada ontem, todo tipo de documento que confira ou transfira direitos,
promissórias e termos de cessão de bens poderão ser
declarados nulos pela Justiça. A medida provisória diz textualmente
que "é igualmente nulo de direito o contrato que, embora aparente
conferir ou transmitir direitos, é celebrado com o propósito
de garantir dívida usurária".
Calheiros disse que a legislação sobre usura no Brasil
vinha sendo "insuficiente". A medida provisória determina
anda que os agiotas restituam o dobro do valor do dinheiro pago em excesso
pelo consumidor. O ministro, no entanto, disse que o dinheiro a ser restituído
será recolhido aos cofres públicos. A MP diz que são
nulas "as taxas de juros superiores às legalmente permitidas"
e os "lucros ou vantagens patrimoniais excessivos".
A nova MP inverte o chamado ônus da prova. Com a legislação
que vigorava até ontem, o consumidor que se sentisse lesado é
que teria de provar na Justiça que foi vítima de agiotagem.
Agora, com a medida provisória, é o agiota que terá
de provar na Justiça que a origem do dinheiro que recebeu do consumidor
não está relacionada com a agiotagem.
O ministro disse que a medida provisória pode ser aplicada a empréstimos
já contratados, já que o consumidor vai reclamar na Justiça
sobre um contrato que ainda está em vigor. "A partir de agora,
o crime de agiotagem passa a ser um péssimo negócio no Brasil",
disse Calheiros.
Feira do setor de
comunicações tem início hoje
São Paulo - Considerada a segunda maior feira de telecomunicações
do mundo, a Telexpo 99 abre hoje as suas portas para um público esperado
de 68 mil profissionais e executivos do setor, que terão à
sua disposição 46 mil metros quadrados de área a serem
ocupados por mais de 400 expositores. A Telexpo 99, que termina na sexta-feira
(26), terá também um congresso simultâneo.
O espaço físico da feira, no Expo-center Norte, em São
Paulo, cresceu 20% em relação ao do ano passado. Foram acrescentados
três pavilhões extras para abrigar empresas, entre brasileiras
e estrangeiras. Estarão presentes representações dos
Estados Unidos, Japão, Coréia, Israel, Taiwan, Alemanha, Argentina,
Nova Zelândia, Itália, França, Espanha e Canadá.
O Congresso Telexpo 99 vai abordar temas como call center, TV por assinatura,
Internet, Wireless, Network e outras tecnologias para gerenciamento, segurança,
transmissão de dados e universalização dos serviços
de telecomunicações.
Arroz tem
produtividade recorde
Agronômica colhe até
75% mais que a média de SC
Agronômica - A produtividade média do arroz em Agronômica,
no Alto Vale do Itajaí, registrou novo recorde nesta safra. Segundo
o técnico agrícola da Empresa de Pesquisa Agropecuária
e de Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Olímpio de
Paula, em algumas lavouras a produção foi superior a 280 sacas
por hectare, 75% superior à média catarinense esperada pelo
Instituto de Planejamento e Economia Agrícola de Santa Catarina (Cepa/SC)
para esta safra.
O segredo para atingir esta marca é o manejo correto do solo,
que recebe tratos culturais especiais, assim como a escolha das sementes,
que eles mesmo têm produzido ao longo dos anos.
O técnico revelou que a produção de arroz em Agronômica
não é tão significativa. Tanto assim que a previsão
é que sejam colhidas 71,7 mil toneladas nos 326 hectares cultivados.
É que no município predominam as pequenas propriedades, que
para se tornar competitivas precisam compensar com a produtividade. O rizicultor
Aldolino Avi, por exemplo, plantou 8,75 hectares e obteve a média
de 268 sacas em cada um deles. Miguel Venturi semeou arroz em 15 hectares,
colhendo acima de 260 sacas..
As sementes de arroz produzidas em Agronômica estão igualmente
aumentando a produtividade em outros estados brasileiros. Um dos casos citados
pelo técnico da Epagri é o registrado na Fazenda São
Francisco, em Miranda (MS). "Lá a produtividade média
na última safra sofreu um acréscimo de mais de 100%."
Paula afirmou que técnicos brasileiros e de outros países
estiveram visitando os arrozais de Agronômica nesta última
safra. Os técnicos ficam impressionados com a produtividade alcançada.
Estado reduz ICMS
e adere à guerra fiscal
Alíquota menor beneficia
áreas automotiva e de informática
Florianópolis - O Diário Oficial do Estado publicou ontem
decreto governamental reduzindo as alíquotas de Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre equipamentos de informática,
automação, telecomunicações e automóveis.
A medida marca formalmente a entrada de Santa Catarina na guerra fiscal
dos Estados, buscando mais competitividade entre os mercados locais. No
setor automotivo, a redução na base de cálculo é
de 25%, caindo o ICMS de 12% para 9%. Na área da informática,
a alíquota do imposto passa de 17% para 7%. A medida vale até
o dia 31 de maio
O governo quer estancar a sangria de parte da receita do imposto. Muitos
consumidores aproveitaram a queda dos preços em São Paulo
para comprarem seus veículos lá. A Secretaria da Fazenda não
sabe quanto se perdeu com isso, mas preferiu agir. O Estado abdica de 25%
da arrecadação do ICMS dos automóveis e deixa de recolher
R$ 1,8 milhão na vigência do decreto. Por outro lado, espera
pela compensação na receita com o aumento nas vendas. Mas
para isso, o setor precisa ter um reaquecimento de 33% nos negócios.
O consumidor, por sua vez, deve ter um desconto de 3% no preço final
dos automóveis.
Alegando "legítima defesa fiscal", o governador Esperidião
Amin justificou que a entrada na guerra fiscal. "Se não fizermos
isso, logo perderemos não apenas o ICMS mas também o IPVA,
pois vai compensar comprar fora." O secretário da Fazenda, Antonio
Carlos Vieira, afirma não concordar com a guerra fiscal, mas não
vê alternativas: "Não podemos só levar tapa. Queremos
bater também".
No caso dos produtos de informática, o secretário da Fazenda
afirmou que a situação de defasagem competitiva do Estado
era pior ainda. "Enquanto no Paraná e no Rio Grande do Sul,
estes produtos estavam com um ICMS de 7%, nós estávamos com
17% de imposto", compara. O "desempenho abaixo da crítica"
das vendas do setor, segundo Vieira, permitiu que o Estado não tivesse
tantos prejuízos com a defasagem competitiva. Constam do decreto
e se beneficiam da redução de ICMS desde capas de proteção
de computadores a impressoras, de leitores de código de barra a aparelhos
de telefone, entre outros equipamentos.
Vendas devem melhorar
Joinville/ Florianópolis - A redução de 25% no ICMS
na venda de veículos novos em Santa Catarina vai incrementar ainda
mais o segmento, já beneficiado no dia com a diminuição
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), decidida pelo governo
federal.
A alíquota de ICMS, que vai passar de 12% para 9%, deve possibilitar
um crescimento nas vendas de pelo menos 20%. O gerente da Fivesa em Joinville,
Alberto Knabben, espera um aumento dos negócios em 70%, comparativamente
a fevereiro. "Retornamos ao patamar de outubro do ano passado."
O gerente comercial da Santa Rosa, Dayson Roberto Silva, afirma que o
setor automotivo estava aguardando uma decisão como esta e que o
decreto vai permitir incremento nos negócios. Ontem mesmo, ele registrou
um fluxo maior de clientes em sua loja, interessados nas novas condições.
Na Amauri Veículos, o gerente-geral Paulo Volkmann, faz as contas:
com ICMS de 9% incidente sobre um carro com preço de fábrica
de R$ 12 mil, o consumidor vai pagar R$ 1.080 de imposto, R$ 360,00 a menos
que pagaria com o imposto de 12% sobre o preço total. "A diferença
é boa, equivale a um emplacamento ou ainda a metade de um seguro
de automóveis". Ele, entretanto, faz uma ressalva: "Isso
se o automóvel for comprado em São Paulo, onde o imposto já
foi reduzido. Em outros Estados, o preço vai estar maior."
Emprego industrial vai
ser avaliado pela CNI
Brasília - O presidente Fernando Henrique Cardoso abre hoje um
dos seminários mais aguardados dos últimos anos entre os organizados
pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Especialistas
nacionais e internacionais estarão debatendo, com as principais lideranças
empresariais do país, "O futuro da Indústria no século
21", num momento de incertezas sobre o emprego no setor industrial.
A presença de estrelas como o professor David Landes, de Harvard,
autor do livro "A riqueza e a pobreza das nações";
Robert Rowthorn, de Cambridge, especialista em desemprego e desigualdade;
Richard Locke (MIT), especialista em relações do trabalho,
indicam que o seminário, que se estende por dois dias, dará
ênfase à questão do emprego no setor industrial.
Entre os principais debatedores nacionais, o ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio, Celso Lafer, é certamente o mais
aguardado. Ele será o centro das atenções dos empresários,
que querem saber o que o governo tem a oferecer, em termos de crescimento,
em um ano que se apresenta como um dos mais recessivos da história
recente. Também o deputado e economista Delfim Netto, ex-comandante
da área econômica do governo nos tempos em que os militares
ditavam as regras, estará presente.
Dois catarinenses estarão participando ativamente dos trabalhos.
O empresário Décio da Silva, presidente executivo do Grupo
Weg, de Jaraguá do Sul, será um dos debatedores no painel
"O que é questão tecnológica para a indústria?".
No segundo dia de debates, o presidente da Fiesc, Osvaldo Douat, será
o coordenador do debate "Qual a nova empresa que está surgindo?",
em que o conferencista será Percy Barnevik, principal executivo do
grupo sueco ABB. Entre os debatedores estará Jorge Gerdau Johannpeter,
principal dirigente do Grupo Gerdau. (José Augusto Gayoso)
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Peixes |
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Dificuldade na pesca faz sardinha aumentar 15%
Captura está sendo
feita nos litorais de SP e RJ
Itajaí A falta de sardinha fez com que o produto aumentasse
15% em Itajaí. Liberada para pesca há oito dias, as condições
climáticas adversas fizeram com que o peixe não se concentrasse
na costa catarinense. O melhor dia foi ontem quando foram pescadas 1.200
toneladas no litoral de São Paulo.
Os barcos de pesca de empresas de Itajaí e Navegantes ampliaram
a área de captura para os litorais paulista e fluminense, o que está
encarecendo os custos com óleo diesel, gelo e alimentação
para os tripulantes.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Pesca (Sintrapesca), Manoel Xavier de Maria, em alguns dias da semana
passada chegou-se a pagar R$ 1,20 pelo quilo da sardinha. "Um valor
absurdo, mas a sardinha é pouca e ela chega aqui valendo como ouro."
A frota de barcos da Femepe, de Navegantes, está capturando sardinha
no litoral de Santos. Na região trabalham na captura de sardinha
1,3 mil pescadores divididos em 80 traineiras
Há dois anos a captura de sardinha em Santa Catarina fica abaixo
das expectativas da indústria. Estatísticas extra-oficiais
do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) indicam que no ano passado
foram capturados 65 mil toneladas de pescados. Em 1997, a pesca atingiu
67,1 mil toneladas. "Este ano a perspectiva é de captura de
60 mil toneladas", estima o diretor de Pesca de Itajaí, Agostinho
Peruzzo.
A quantidade não é suficiente para abastecer as indústrias
de Itajaí e Navegantes, garante Peruzzo. "No ano passado precisamos
importar sardinha para manter as empresas funcionando."
Venda inicia em Lages
Lages - A comercialização de peixes para a Semana Santa
começou em Lages. A Associação Serrana de Piscicultores,
a secretaria municipal da Agricultura, a Empresa de Pesquisa Agropecuária
e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e a Companhia Integrada
de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina esperam vender 50 toneladas
de pescado no município.
O presidente da associação, Antônio Rogério
Daboita, afirma que essa época é a melhor para comercializar
a produção. O preço do quilo de peixe vivo ao consumidor
é de R$ 1,99 o quilo. As variedades disponíveis no mercado
público são carpas, bagres, cat-fish, traíras, tilápias,
carás e lambaris.
A criação de peixes está em expansão na região.
O veterinário Nelson Beretta, da Epagri, disse que são mais
800 produtores e no Planalto Serrano. "Os piscicultores mais antigos
e bem estruturados chegam a produzir sete mil quilos de peixe por hectare
de açude ao ano. Isso representa um faturamento bruto de R$ 14 mil,
sendo que os custos de produção ficam na faixa de 50%."
Batávia fecha duas fábricas e
demite 70
São João do Oeste A Batávia S.A., indústria
paranaense de leite e derivados da marca Batavo, fechou duas das suas unidades
industriais em Santa Catarina, uma em São João do Oeste, no
Extremo-oeste do Estado, e outra em Campos Novos, no Meio-oeste.
As duas fábricas eram responsáveis pela fabricação
de queijos prato e mussarela, comercializados em padarias e servidos em
restaurantes. Com o fechamento, pelo menos 70 funcionários perderam
o emprego, 36 em São João do Oeste e 34 em Campos Novos.
O fechamento das duas unidades foi confirmado ontem pela assessoria de
imprensa da Batávia, em São Paulo. A desativação
das duas indústrias teve como objetivo reduzir custos e se afastar
de um mercado onde a empresa não tinha uma participação
muito expressiva. A assessoria informou também que os 60 mil litros
diários comprados dos produtores em São João do Oeste
e Campos Novos continuarão sendo absorvidos pela Batávia para
a industrialização do leite longa-vida e pasteurizado, na
unidade de Concórdia.
A Batávia atuava em São João do Oeste e Campos Novos
há aproximadamente dois anos, quando adquiriu o controle acionário
da empresa Agromilk. Em São João do Oeste, a empresa manterá
um posto de recebimento de leite, com apenas três funcionários.
Procon investiga postos de combustível
no Vale
Blumenau - A variação máxima de 4% nos preços
da gasolina comum em 29 de 34 postos de revenda pesquisados na última
sexta-feira, levou o Programa de Orientação e Defesa do Consumidor
(Procon) a notificar o sindicato do setor, pela suspeita de formação
de cartel. A coleta de preços foi feita após recebimento de
denúncias e, de acordo com o coordenador do Procon, Célio
Horn, "a pequena diferença nos valores praticados é indício
de crime". A combinação prévia de preços
entre concorrentes, que caracteriza o cartel, é proibida pela lei
8.884/94, que prevê multa de 1% a 30% sobre o faturamento bruto do
infrator.
Na notificação enviada ao sindicato dos postos - que são
em aproximadamente 60 no município - o Procon pede a apresentação,
no dia 26, das atas das assembléias realizadas nos últimos
meses, da planilha de custos, e também das listas de preços
ao consumidor de todos associados. Com base nessas informações
é que Horn alerta da possibilidade de ser feita uma representação
à Secretaria Nacional de Direito Econômico, para as providências
cabíveis.
O anúncio da investigação do Procon surpreendeu
o presidente do sindicato dos postos, Henrique Isleb. Ele qualifica a suspeita
de "despropositada", indicando que a margem entre os preços
cobrados em Blumenau - que vão de R$ 1,01 a R$ 1,042 de acordo com
o Procon - são semelhantes porque as tabelas que as distribuidoras
de diferentes bandeiras também são quase iguais, assim como
os custos operacionais das revendas.
Isleb afirma que a disputa pelo mercado é tão acirrada,
que alguns postos fizeram promoção até o último
domingo vendendo gasolina no preço antigo. "Sem falar do esforço
em agregar serviços, que pode ser constatado com o oferecimento gratuito
de lavagem e troca de óleo."
A Global Telecom, que iniciou as operações no Estado em
janeiro, inaugurou a terceira agência comercial própria, no
centro de Joinville. As outras funcionam em Florianópolis e São
José. |
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