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Marcos: "A imprensa tem de procurar
onde está a cultura e não a fofoca"
Foto: Carta Z Notícias
Ética em pauta
Postura jornalística
é discutida por Chico Mota, personagem de Marcos Palmeira em "Suave
Veneno"
Foi a simplicidade do jornalista Chico Mota, personagem de Marcos Palmeira
em "Andando nas Nuvens", que fez o ator praticamente emendar uma
novela na outra - juntamente com o problema de casting de atores que a Globo
enfrenta. Ele acabou de interpretar o advogado Alexandre Toledo em "Torre
de Babel". Logo Marcos, defensor de um ano de intervalo entre duas
novelas. "Nunca se deve assumir compromissos com a eternidade",
reconhece. Chico não lembra nem um pouco o jeito sério de
Alexandre. Principalmente no visual. Além de abandonar o terno e
gravata do engomadinho personagem de "Torre de Babel", Marcos
está livre das sessões de escova que marcaram o visual do
advogado na novela de Sílvio de Abreu. "Percebi como mulher
sofre", brinca. Este também não é o primeiro jornalista
que Marcos interpreta. Um dos primeiros papéis do ator na tevê
foi justamente o jornalista Mario Sérgio em "Vale Tudo".
"O Chico é diferente, mas o laboratório que fiz há
10 anos está valendo", garante o ator, destacando a questão
da ética jornalística que Chico levanta na novela. "Ele
se questiona até que ponto o que está cobrindo é notícia,
sensacionalismo ou fofoca", pondera
ENTREVISTA
Marcos Palmeira
Seu personagem em "Andando nas Nuvens" questiona muito a
ética na imprensa. Ao mesmo tempo ele vive um conflito, pois trabalha
em um jornal sensacionalista. Você acha que o jornalismo brasileiro
e os próprios jornalistas estão caindo muito para o sensacionalismo?
Marcos Palmeira - Apesar de trabalhar em um jornal sensacionalista, o
Chico tenta preservar um pouco da ética, que acho o aspecto principal
hoje. Há uma discussão mundial na imprensa sobre a ética.
Acho que isso ocorre no nosso jornalismo principalmente na parte de cultura,
que é muito esquecida. A imprensa tem de procurar onde está
a cultura e não a fofoca. Quem são os artistas que estão
no país, quem está produzindo em outras regiões...
O foco precisa ser direcionado. Temos grandes jornalistas nas áreas
de economia, política e de cultura também, mas a parte da
cobertura de tevê peca por isso. Tem os que dizem que o público
gosta de fofoca. Gosta porque tem. Os atores têm coisas muito mais
interessantes para dizer do que o que comeu no almoço ou com quem
dormiu...
Você costuma dizer que um ano fora das novelas é o intervalo
mínimo necessário para um ator após fazer uma novela.
O que fez você mudar de idéia e praticamente emendar "Torre
de Babel" com "Andando nas Nuvens"?
Palmeira - Continuo achando que é um tempo razoável, pelo
próprio desgaste da imagem. Nesse tempo dá para se fazer uma
reciclagem, montar um espetáculo, atuar em um filme, viajar... Só
que uma série de fatores ocorreram depois de "Torre". Meus
projetos de cinema passaram para o segundo semestre e achei "Andando
nas Nuvens" muito interessante. Mas continuo achando que não
é o ideal. Minha imagem ainda está muito ligada ao Alexandre.
Mas estamos aí para correr riscos.
Está sendo muito difícil se livrar da imagem séria
do Alexandre para viver o despojado Chico?
Palmeira - Ainda estou me exercitando. De vez em quando ainda me pego
um pouco mais sério. Mas aos poucos vou entrando no estilo mais leve
da novela e do personagem. O temperamento dele também é bem
diferente. É uma pessoa ansiosa, expansiva.
O Chico fuma muito, até como uma forma de ilustrar esta ansiedade.
Como é que está sendo lidar com o cigarro, logo você
que não é fumante?
Palmeira - Graças a Deus nunca me viciei em nada. Escolhi um cigarro
especial, sem nicotina. Não fumo, até porque sou alérgico.
Fico atento, porque o Nanini também se viciou quando fez uma peça
aos 35 anos. Mas não chega a me preocupar, pois não sinto
vontade de fumar. Fumo apenas em cena.
As mulheres apontam você como um dos atores mais bonitos da
tevê. Como você trabalha esta imagem do galã?
Palmeira - Acredito que os personagens são sempre mais interessantes
do que o ator. O sucesso de um personagem não é o sucesso
pessoal do visual do Marcos Palmeira. É o sucesso de um texto, de
um ator, de um diretor. Ou seja, de todo um contexto. Não me dou
este valor que as pessoas teoricamente dão aos artistas. Não
me acho bonito nem me vejo como galã. Acho que o glamour vem dos
trabalhos com os personagens. Mas me sinto orgulhoso e envaidecido. Faz
bem para o ego as pessoas me verem como galã.
Prisioneiros do amor
Romantismo impera em "Louca
Paixão", novela que estréia terça-feira, na Record
Em tempos de crise, o saudosismo sempre fica em alta. Apostando nisso,
a Record foi buscar na primeira novela diária da tevê brasileira
o argumento para uma nova trama. O folhetim, com data de 1963, era baseado
no original argentino de Alberto Migré e trazia no título
o número de um telefone: "2-5499 Ocupado". Para apresentar
a trama com uma nova roupagem, José Paulo Vallone, o diretor de programação
da Record, viajou para a Argentina para comprar os direitos da novela, espanou
o mofo e convocou o novelista Yves Dumont para reescrever a história.
"É um convite para explorar a história da tevê",
acredita Yves. Com o novo título de "Louca Paixão",
a novela estréia terça, às 20 horas.
A sinopse da trama é a mesma. Um homem que liga por engano para
um número de telefone e se apaixona pela voz da mulher que atende
do outro lado. A história pode parecer inocente demais e difícil
de acreditar nos dias agitados de hoje, mas Vallone aposta justamente na
ingenuidade da trama para conquistar o telespectador. "A história
de amor é o grande mote da novela", assegura Vallone. Na versão
antiga, quem interpretava o principal par romântico eram Tarcísio
Meira e Glória Menezes. Na nova versão, o cargo fica para
Maurício Mattar e Karina Barum. Maurício é André,
dono de uma revista de moda que se apaixona pela voz de Letícia,
vivida por Karina, uma presidiária que cumpre pena por um crime que
não cometeu.
O casal faz parte do lote de novos contratados da Record na tentativa
de aproveitar o carisma que os dois já construíram na Globo.
Karina veio da novela "Torre de Babel", onde fazia a romântica
Shirley, enquanto Maurício estava no elenco fixo do seriado "Mulher".
"Aceitei porque vi a oportunidade de fazer minha primeira protagonista",
admite Karina. Já com Maurício, a maior sedução
de fazer André passou pelo caminho da música. "Vou unir
a carreira de cantor com a de ator", acredita Maurício. Além
de compor o tema de abertura da novela, Maurício ganhou um personagem
que vai cantar em determinados momentos da trama. "A música
deu certo em Estrela de Fogo e vai dar certo também em Louca Paixão",
aposta Vallone.
Enquanto Maurício cuida das letras das músicas, Yves Dumont
cuida dos capítulos. Com um custo estimado de R$ 40 mil por capítulo,
a novela terá ao todo 120 capítulos. O suficiente para deixar
a trama no ar por seis meses de segunda a sábado. A exibição
aos sábados reafirma a proposta da Record em bater de frente com
a Globo. "Queremos atingir o mesmo padrão. Hoje quando se fala
em teledramaturgia se pensa em Globo", admite Vallone.
Novidades na telinha
Todos por um
Danton Mello participou do piloto do seriado "D'Artagnan e os Três
Mosqueteiros", dirigido por Roberto Talma e que pode entrar na programação
dominical da Globo se for aprovado. Danton gravou uma participação
como o Conde de Wardes, que tem um duelo de espadas com D'Artagnan, vivido
por Marcelo Faria.
Duas em uma
No episódio "Uma É Pouco, Duas É... Demais!",
de "O Belo e As Feras", Chico Anysio vai ficar dividido entre
duas namoradas. No programa, o humorista interpreta o mulherengo Antenor,
que namora ao mesmo tempo Cinda (Christiane Torloni), e Lúcia (Cláudia
Alencar). Só que uma não sabe da existência da outra
até que as duas resolvem passar um final de semana com ele no Rio
de Janeiro. Marcos Frota também faz uma participação
no episódio.
Participação especial
Fernanda Rodrigues gravou uma participação em um episódio
do seriado "Mulher". Na história, que deve ser exibida
em abril, ela interpreta Marcela, uma garota inexperiente que passa por
uma situação embaraçosa. Ela transa com o namorado,
mas o preservativo era meio grande para o rapaz e permanece dentro do corpo
dela. A partir daí, a personagem tenta descobrir se está grávida.
Novos rumos
Enquanto não resolve para qual emissora deve ir, a atriz Andréa
Avancini - que fez "Mandacaru", na Manchete - aproveita para fazer
uma participação no seriado "Mulher". Há
pouco tempo, a atriz fez o curso de cinema com a diretora Cininha de Paula,
o que rendeu o convite para atuar no programa. No episódio "Dormindo
com o Inimigo", ela interpreta Lena, uma mãe de primeira viagem.

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Semana
na TV |
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"Sai de Baixo"
O "Sai de Baixo" inicia a temporada 99 hoje, às 22h30,
na Globo. No episódio Pedras e Danos, Magda (Marisa Orth) encontra
uma pedra preciosa em uma boneca antiga. Na pressa para esconder a jóia,
Caco (Miguel Falabella) a coloca dentro de um bolo. Ribamar (Tom Cavalcante)
acaba comendo o pedaço do doce onde a pedra estava, provocando a
ira de Caco, que quer matá-lo para fazer uma cirurgia e recuperar
a jóia. A novidade no programa fica por conta de Caco Júnior,
um robô movido por controle remoto que será o filho de Magda
e Caco.
"Mulher"
No episódio "A Volta ao Lar" do "Mulher" desta
terça, às 22h30, Paulo Gorgulho é Álvaro, um
escultor casado com Sônia (Sílvia Pfeiffer) que tem um caso
com a modelo Marina (Danielle Winits). A amante fica grávida e Álvaro
exige que ela aborte para não destruir o corpo de modelo. Ainda no
enredo, a atriz-mirim Michelle Dias Lacerda, que era criança de rua,
vive a mesma situação e seu personagem chega à clínica
pedindo o auxílio de Shirley, papel de Carla Daniel.
Fábio Jr.
Fábio Júnior estréia nesta quinta, às 21h45,
na Record. Em "Sem Limites Pra Sonhar", o cantor e ator vai receber
amigos e abordar um tema a cada semana. A produção será
dividida em vários quadros com apresentações musicais,
depoimentos, bate-papo e um esquete de teledramaturgia. O programa de estréia
vai abordar a mentira. As atrações musicais ficam por conta
de Sandra de Sá e da dupla Pepê e Neném e no esquete,
Fábio interpreta um advogado. |
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