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Policial convocado
por CPI se suicida

Luiz Roberto Lopes, o Pimenta, foi citado por ladrão com um suspeito de esquema em Campinas

Campinas, SP - O investigador da Polícia Civil Luiz Roberto Lopes, de 44 anos, conhecido como Pimenta, foi encontrado morto ontem pela manhã no banheiro da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), onde trabalhava, em Campinas. Segundo o delegado titular da Unidade, Miguel Voigt Júnior, ele se matou com um tiro no peito. O policial havia sido convocado para depor à CPI do Narcotráfico, na sexta-feira, em Brasília.

Lopes foi citado pelo ladrão de cargas Gilmar Siqueira Leite como um dos policiais da cidade suspeitos de participar do narcotráfico. Ele deveria ter prestado depoimento à CPI na última sexta-feira, em Campinas, mas não compareceu alegando problemas de saúde. Além dele, outros 13 integrantes da Polícia Civil em Campinas foram convocados para depor em Brasília.

Duas cartas manuscritas deixadas pelo investigador mostram, segundo o delegado, que Lopes premeditou sua morte. Uma delas, cujo teor não foi divulgado, é endereçada à famÌlia do policial, que era casado, tinha dois filhos e dois netos. A outra é dirigida aos seus "superiores" da Polícia Civil. No texto, ele compara a CPI à "inquisião". "Declaro, a quem possa interessar, que sou um funcionário correto", escreveu.

Voigt Júnior disse que o investigador chegou à delegacia por volta das 8 horas, como fazia todos os dias. O delegado disse que tentou tranqüilizá-lo, mas ele interrompeu a conversa e deixou a sala.

Lopes, segundo o delegado, dirigiu-se para a sala dos investigadores e, por volta das 8h30, desceu até o andar de baixo e trancou-se no banheiro. Os outros policiais ouviram um disparo e correram para o local. Lopes foi encontrado caído, com um tiro no peito. O policial foi levado para o hospital Mário Gatti, onde foi constatada sua morte.

O sub-relator da CPI para Campinas, deputado Robson Tuma (PFL-SP) viajou para a cidade a fim de obter detalhes com o delegado da Dise. "Vou exigir um aprofundamento das investigações para constatarmos se a tese de suicídio se confirma", disse.


Tribunal de Justiça
manda libertar advogado

São Paulo - O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo condenou ontem os métodos empregados pela CPI do Narcotráfico e determinou a imediata libertação do advogado Arthur Eugênio Mathias, acusado pela comissão de integrar suposto esquema do crime organizado em Campinas. A decisão - tomada pelo desembargador Djalma Rubens Lofrano, 2º vice-presidente do TJ -, é uma vitória da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo. O desembargador sustenta que a "tardia reação ao clima de corrupção generalizada começou a aportar por estas plagas muitas vezes de forma açodada, com desrespeito às mínimas garantias individuais do cidadão".

A captura do advogado - em regime de prisão temporária por 30 dias - havia sido decretada na madrugada de quarta-feira pelo juiz-corregedor de Campinas, Paulo Eduardo de Almeida Sorci, que acolheu requerimento formulado pela CPI. Seis promotores de Justiça manifestaram-se pela prisão de Mathias, enquadrado pela comissão em vários crimes.

A decisão do Tribunal de Justiça surpreendeu os integrantes da CPI.


Badan deve ser ouvido amanhã

Brasília - A CPI do Narcotráfico espera ouvir amanhã o depoimento do legista Fortunado Badan Palhares, acusado de alteração de laudos periciais. Essa será a segunda audiência marcada pela CPI para ouvir o médico, que alegou problemas renais para não depor na sessão realizada pela comissão, na semana passada, em Campinas.

Badan Palhares é suspeito de ter alterado o laudo da morte de Paulo César Farias e sua namorada, Suzana Marcolino, em Alagoas. O seu nome começou a surgir nas investigações da CPI do Narcotráfico depois das denúncias do caminhoneiro Jorge Meres. Ele afirmou que Badan tinha ligações com o ex-deputado José Gerardo, acusado de ter participação na morte do menor José Antônio Penha Brito Junior, cujo laudo foi feito pelo legista.

"Um exame feito pela Universidade Federal de Minas Gerais colocou os laudos do Badan em dúvida", justificou o deputado Pompeu de Mattos (PDT-RS). "Por isso, e por outras suspeitas de alterações de outros exames, é que pretendemos ouvi-lo."

Os advogados do perito ainda tentam um habeas-corpus na Justiça para impedir seu depoimento. Os deputados da CPI admitem a possibilidade de Badan não aparecer na CPI. A situação do legista piorou depois das informações prestadas pelo perito Ricardo Molina, chefe do Departamento de Medicina Legal da Universidade de Campinas (Unicamp). Ele confirmou irregularidades praticadas por Badan.


Deputado renuncia a mandato

São Luís - O deputado estadual Francisco Caíca (PSD), cujo processo de cassação tramita na Assembléia Legislativa (AL) do Maranhão, apresentou ontem pedido de renúncia do mandato. Logo em seguida, o deputado Manuel Ribeiro, presidente da AL, declarou suspensos os efeitos da proposta de renúncia "até que o processo de cassação seja concluído".

Francisco Caíca é acusado de envolvimento com o crime organizado no Estado. Em depoimento prestado há 20 dias à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, Caíca confessou, entre outros crimes, ter participado do assassinato de Carlindo Sousa Cunha e admitiu possuir três números de CPF.

O processo de cassação do deputado já foi iniciado pela Comissão de ética da AL. Ele tem até segunda-feira para apresentar sua defesa. O processo deve ser apresentado para votação em plenário até o dia 1º de dezembro.

A estratégia do deputado é fugir da cassação e manter os seus direitos políticos. "Requeiro a renúncia para fazer as defesas que se fizerem necessárias em qualquer tribunal, até de exceção, para comprovar a minha inocência", argumentou Caíca. "Quero livrar-me da imunidade parlamentar para defender-me da lama salpicada contra minha pessoa e minha família."

Senador

O Senado deverá analisar a cassação do mandato do senador Luiz Estêvão (PMDB-DF), por falta de decoro, só no ano que vem. Segundo o articulador da cassação, senador José Eduardo Dutra (PT-SE), o pedido para a abertura do processo só será apresentado na primeira semana de dezembro, depois de o plenário aprovar o parecer do relator da CPI do Judiciário, Paulo Souto (PFL-BA), que apontou indícios de enriquecimento ilícito por parte do senador. Dutra admite que o exame da cassação somente em 2000 poderá beneficiar o senador. "O caso poderá esfriar sem a CPI, se a cobertura jornalística diminuir", afirmou.

Estêvão era sub-relator do Plano Plurianual (PPA) do governo e renunciou ao cargo na semana passada, alegando problemas particulares. O nome de seu substituto deve ser anunciado ainda nesta semana.


Padre é preso com
11 quilos de cocaína

São Paulo - O padre Jorge Saliba foi preso em flagrante, ontem, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, por agentes da Polícia Federal, quando tentava embarcar no vôo TP 2547, para Amsterdã, com 11 quilos de cocaína. A droga estava sob a batina do padre, que teria revelado pertencer a uma paróquia da Freguesia do Ó, em São Paulo.

Saliba também teria afirmado que esta seria a quinta vez que transportava a droga e que recebia U$ 30 mil por viagem. Ele disse ainda que usava o dinheiro para manter uma creche com 60 crianças no bairro da Freguesia do Ó. O padre permanceu durante o dia na Polícia Federal em cela especial e foi encaminhado no final da tarde de para a Casa de Detenção.

Atirador

O interrogatório judicial do estudante de medicina Mateus da Costa Meira, de 24 anos, que responde por três homicídios qualificados e 36 tentativas de homicídios qualificados, praticados numa das salas de cinema do MorumbiShopping, foi marcado para o dia 29, às 9 horas, pelo juiz José Ruy Borges Pereira, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo. Será a primeira audiência do processo, iniciado na sexta-feira, quando o juiz recebeu a denúncia formulada pelo promotor Norton Geraldo Rodrigues da Silva.

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FMI

Brasil não cumpre meta

Brasília - O Brasil não conseguirá cumprir a meta indicativa para a dívida líquida do setor público, prevista no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para o mês de dezembro, admitiu ontem o chefe do departamento Econômico do Banco Central (Depec), Altamir Lopes. Já em setembro a meta indicativa de R$ 504,619 bilhões foi largamente superada. A dívida líquida apurada pelo governo em setembro foi de R$ 510 711 bilhões. Para dezembro, conforme a meta indicativa acertada com o FMI, a dívida líquida do setor público deveria estar em R$ 513,518 bilhões.

Lopes atribuiu ao câmbio a razão pela qual a meta não será cumprida. "Na trajetória da dívida trabalhamos com o câmbio a R$ 1,75", disse. Ele lembrou que em termos de porcentual do PIB a dívida está dentro dos parâmetros previstos, mas isso também é porque o Produto Interno Bruto em real vem sofrendo valorização.

Em percentual do PIB, a dívida líquida do setor público, em setembro, ficou em 49,4%. Na relação prevista com o FMI poderia estar em 50,9%. O chefe do Depec explicou que o fato da meta indicativa ter sido superada não implicará qualquer sanção ao País. O contrário seria se a dívida líquida do setor público fosse um compromisso de desempenho, como é, por exemplo, a meta fiscal. Nesse caso o descumprimento teria de ser explicado ao FMI.


Sem-terra - O governo vai liberar nesta semana empréstimo de até R$ 2 mil por família assentada em áreas de reforma agrária, em todo o País, dispensando temporariamente a exigência de projeto detalhado de investimento e custeio. A medida atende à principal reivindicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que promoveu um acampamento na frente da fazenda Córrego da Ponte, do presidente Fernando Henrique Cardoso, em Buritis (MG). Os sem-terra e assentados cobravam a liberação dos recursos para o plantio.

Orçamento - A Comissão de Controle e Gestão Fiscal (CCF), órgão que controla os gastos do governo, deverá autorizar hoje um aumento de R$ 900 milhões nas despesas com o custeio da máquina administrativa e investimentos da União. Com essa nova expansão no limite de despesas, o quarto de janeiro para cá, terão sido recompostos R$ 2,440 bilhões do corte de R$ 4 bilhões imposto pelo programa de ajuste fiscal ao orçamento deste ano. A liberação desses recursos beneficiará também as emendas apresentadas por deputados e senadores.

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