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Maceió
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Compreensão e disciplina

A brilhante campanha que a Associação Blumenauense de Futebol (ABF) faz no campeonato da Segundona deste ano tem nome e sobrenome. O desempenho da equipe deve-se a José Humberto de Oliveira, o Zé Humberto, técnico da Associação Blumenauense de Futebol (ABF), apontado como um dos mais competentes em atividade no Estado. O perfil desse mineiro de 37 anos, nascido em Uberaba, é de simplicidade. Ele não é de muita discussão ou bate-boca. Seu lema é o diálogo, mas não abre mão da disciplina. Os atletas encontram nele um amigo, disposto a ajudar inclusive nos problemas pessoais, mas quando o trabalho inicia não gosta de brincadeiras. "Comigo só fica quem é humilde e aceita a orientação tática", resume.

O perfil de Zé Humberto foi forjado em 21 anos de futebol. Ele iniciou a carreira profissional como jogador. Passou pelos dois times da cidade natal: Uberaba e Nacional. Depois, seu talento como meia o levou longe de Minas. Pelo destaque de artilheiro do campeonato mineiro em 1985 passou por times do interior do Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná e até no Figueirense (SC) jogou, sendo artilheiro em 1989. Teve então o passe adquirido pelo empresário paranaense José Carlos Farinhaque e foi vendido para o Santos. Aí que veio sua fase áurea, na qual fez temporadas na Portuguesa (SP), Botafogo (Ribeirão Preto), Inter (Limeira), entre outros.

Nese período o mineiro conquistou muitas amizades e em 1995, decidiu ser técnico. Fez cursos no Rio de Janeiro e São Paulo, estagiou com Cabralzinho, com Pepe, Hélio dos Anjos, Abel Braga e Cláudio Duarte. Aprendeu o que há na cartilha e teve astúcia para entender o que não se ensina. Em fevereiro de 1997 foi contratado para comandar a equipe do Palmital Atlético Clube e colocou o clube entre os 10 melhores na série B1A de São Paulo. Entre 1997/98 foi técnico do Matsubara (PR) e fez da equipe a quinta do Estado e no Grêmio, de Maringá chegou a vice na Copa Paraná de 1999.

Foi quando recebeu o convite, e também pedido do amigo Farinhaque, para assumir o ABF, então em fase de implantação. Zé Humberto atendeu o apelo, está satisfeito com o resultado até agora obtido e sonha com a final da Segundona. Quanto ao futuro, este ainda não está definido. O técnico deixou mulher e duas filhas em Minas para vir a Blumenau, e sente muita falta da família. "Vida de técnico é assim, sempre mudando", mas não esconde a saudade ao falar delas. Agora resta saber se a ABF vai conseguir segurá-lo para a próxima temporada ou se 2000 vai trazer o desafio para os dirigentes arrumarem outro comandante tão competente e querido pelos jogadores quanto Zé Humberto.

Diretores da Fesporte visitam AN

Nessa sexta-feira, a cúpula da Fesporte visitou a sede de A NOTÍCIA, em Joinville, percorrendo demoradamente suas instalações. O Diretor-Geral Pedro Bastos, o administrativo Armindo Haro Neto e o procurador do TJD José Alberto Vale Pereira ficaram impressionados com a estrutura operacional do jornal e o modernismo do seu parque gráfico, a ponto de terem comentado: "Pelo seu padrão, A NOTÍCIA orgulha todos os catarinenses". Intimidades à parte, a Fesporte coordena a delegação catarinense que viaja amanhã para participar, em Dourados-MS, da 8ª edição dos Jogos Abertos Brasileiros. Santa Catarina estará representada por seis modalidades campeãs dos Jasc: atletismo - Blumenau no feminino e Concórdia no masculino; futebol-de-salão - Jaraguá do Sul; handebol - Blumenau no masculino e Capinzal no feminino; judô - Florianópolis nos dois naipes; natação - Joinville no masculino e Blumenau no feminino; voleibol - Blumenau nos dois naipes; basquetebol - Brusque no masculino (3º lugar nos Jasc).

Memória

O primeiro jogo de futebol entre joinvilenses e paulistas foi em setembro de 1921. América e Associação Atlética Americana, de Santos, empataram em 1 x 1. O América jogou com Camara; Patápio, John, Orlando Neves, Ratton, Horácio, Carlito, Macário, Amorim, Joãozinho, Rodrigues e Alfredinho Zattar. (Edi Salomon-SBS)

Futebol

A atuação de Taió no amistoso que o JEC/Irineu realizou quarta-feira em Jaraguá (1 a 0 sobre o Jaraguá) simplesmente encheu os olhos do técnico Roberto Cavalo. Isto faz acreditar que o JEC pode estar vindo para o Estadual de 2000 com uma dupla de zagueiros revelada na Academia do Irineu: Maranhão-Taió (ambos canhotos). Maranhão está emprestado ao Próspera, mas retorna a Joinville em dezembro. Cavalo pode adaptá-los ao lado de Samuel, que já manifestou interesse em permanecer no Ernestão.

Um bom jogador às vezes perde estímulo porque não lhe dão espaço. A garotada de Joinville quase sempre é passada para trás por puro preconceito da cartolagem. O Vitória da Bahia age diferente. No time que eliminou o Vasco nessa quarta, em São Januário, o zagueiro Moisés é produto da Taça Viareggio, a mesma que o Irineu disputou agora em fevereiro na Itália. Lá, quem é bom, eles põem no time. Aqui encostam.

Figueirense e Kindermann formaram parceria para representarem SC na Taça São Paulo de Juniores, ao lado de Criciúma e Joinville. A pré-temporada da equipe começa já nesta quinta-feira em Caçador. O Kindermann cederá entre 10 e 12 atletas e o Figueirense outro tanto. O técnico será Décio Antônio (Figueirense), assistido por Cabinho (Kindermann). O Kindermann é carona, pois a inscrição pertence ao Figueirense.

Proposta do Grupo RBS ao Kindermann pela bilheteria de seus jogos no campeonato catarinense, bem como exploração de comerciais em seu estádio: 30 mil reais. "Alguma coisa está errada. Eles oferecem 30 mil para o Kindermann e 80 para o Atlético Alto Vale. Eu quero 120 mil", diz Salézio Kindermann.

Blumenauense e Itajaí decidem hoje às 16 horas no Sesi o segundo turno do Estadual da 2ª Divisão. O Itajaí, que venceu o primeiro jogo na quinta-feira por 1 a 0, tem a vantagem de empatar. O Blumenauense precisa de dois resultados: vitória no tempo normal e empate na prorrogação. O vencedor deste segundo turno fecha o grupo dos quatro que decidirão o título máximo, a partir de quarta-feira. Os três já classificados são: Marcílio Dias, Próspera e Timbó.

Correspondência de Rui Queluz, Brusque: "Paysandu e Carlos Renaux fazem, no dia 5/12, o último clássico do século . O primeiro jogo entre eles ocorreu em 1918".


A CBF é um
castelo de cartas...

José Silveira

Foi com a maior cara de pau que o vice-presidente da CBF, senhor Alfredo Nunes, pôs o nariz na janela, ameaçando em altos brados ir à Fifa pedir punições ao São Paulo e ao Gama, por causa da entrada destes clubes na Justiça comum. Nunca o futebol, no Brasil, andou mais bagunçado, e a matriz dessas desordens é a CBF. Há anos e anos ela prevarica, tergiversa, escamotea e se desorganiza, ao ponto de transformar-se em uma casa de mãe-Joana, como se pôde ver recentemente por ocasião do caso Hiroshi.

A CBF é um castelo de cartas incapaz de resistir a um sopro. Desde que ficou devendo ao senhor Eurico Miranda o favor de escapar da CPI para investigação do caso Nike, este dirigente praticamente assumiu o comando dos negócios do futebol brasileiro. O Paraná Clube perdeu, no jogo contra o Vasco, dois pontos que o rebaixaram à 2ª Divisão, perdeu dois pontos quando tinha direito a ganhar três. A constituição da Comissão Disciplinar, espécie de patíbulo do Tribunal de Justiça, deu-se por vias sinuosas, sinuosíssimas. O próprio TJD é um covil de lobos, habitado por juízes caseiros, regionais e regionalistas, que redigem votos em casa e condenam sem ouvir os condenados no júri. E a OAB? E o Ministério de Esportes e Cultura? E o Indesp? Todos esses trombones do poder mantiveram-se silenciosos diante dos escândalos.

Foi quando o pequeno Gama, abandonado, e ultrajado, saiu por aí como uma valente minhoca a fugir da enxada ignominiosa. A Constituição brasileira garante ao Gama ir à Justiça, à revelia dos arrotos da Fifa, esta arrogante senhora que imagina ter poderes de vida e morte sobre seus filiados. A CBF sempre foi a menina dos olhos da Fifa. Que fez a Fifa quando a CBF, em 1994, patrocinou o insólito contrabando do vôo 735 da Varig, na conexão Los Angeles-Rio? Que fez a Fifa, quando pegou no flagra Sandro Hiroshi, com idade falsificada, disputando e ganhando um campeonato internacional patrocinado pela Fifa? O Gama e o São Paulo não devem acovardar-se diante desse "dá ou desce" ameaçador com o qual o senhor Alfredo Nunes, esta semana, tentou intimidar e inibir os dois patinhos feios do galinheiro da rua da Alfândega. As folhinhas são irônicas. Todas estas mazelas coincidem com a morte de Flavio Costa, o homem que há 50 anos disse que "o futebol brasileiro só cresce do alambrado para dentro".


Bate-rebate

Flavio Costa ­ Flavio morreu esta semana, aos 93 anos, e todos os jornais, ao noticiarem o óbito, recordaram o 1950, ano fatídico em que perdemos a Copa do Mundo para os uruguaios, no Maracanã. Ia eu censurar os colegas por essa recalcitrância, quando vejo que também eu ao me despedir de Flávio, ponho no seu caixão estas lembranças amargas de 1950. Brigamos muito com ele naqueles tempos. Mas a morte, esta grandiosa senhora, traz o dom da reconciliação.

Oscar Schmidt ­ Desengonçado, lento, deficiente na marcação, o gigante Oscar Schmidt teria passado despercebido pelo basquete não fora a sua fantástica pontaria. Esta semana atingiu a marca de 43.000 pontos, só inferior à marca de Abdul-Jabbar, do Los Angeles Lakers, recordista mundial com 46.725 pontos. Nós amamos Oscar.

O Gama vem aí ­ Está por um triz a volta do Gama à 1ª Divisão do futebol brasileiro. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou as liminares que rebaixaram o Gama e promoveram o Botafogo. Os juízes esportivos, que julgaram o processo Hiroshi, acabam de levar um cascudo. Todas as suas decisões foram anuladas. Equivale a dizer que 463 partidas, jogadas no campo, podem ser transformadas em simples jogos amistosos... Uma vergonha!

Guga de duas pátrias ­ Dos treze grandes patrocinadores do tênis, nove são alemães, entre estes a poderosa Mercedes-Benz. Ao perderem as raquetes de Boris Becker e Steffi Graf, os alemães ficaram com Gustavo Kuerten, por quem torcem apaixonadamente. Ano passado, ao vencer o Torneio de Stuttgart, Guga ganhou uma "Mercedes" e teve de desfilar para gaudio dos alemães que o tratam como um verdadeiro compatriota.

Bernardo ­ Nasceu Bernardo, filho de Junior e Tati, neto de Zinho e Fátima Duarte. Diante do berço, travou-se pequena guerra de aliciamento sob as bandeiras do Flamengo e do Internacional. Alguma coisa me diz que ali pelos dez anos, se eu estiver vivo, esse menino vai cantar o hino do São Paulo...

Manchetes AN

Das últimas edições de Informal
A nova estrela da corte
Uma prece a Deus
Que tal o Memorial de Joinville?
A velha fleugma são-bentense
Araquari, quem te viu....!

Itá, agora gerente

Antônio Sartoretto Júnior, Itá, 37 anos, assumiu na sexta-feira o cargo de gerente de futebol do Criciúma. Ele jogou no clube entre 1985 e 1992, período em que ganhou cinco campeonatos estaduais, a Copa do Brasil de 91 e foi quinto na Libertadores de 92. O convite para tão importante cargo se deveu a um consenso liderado pelo novo presidente Claver Luiz Vieira, empossado um dia antes. O perfil do novo gerente atendeu a dois requisitos básicos: experiência e espírito de liderança. Ao deixar o Criciúma, no início de 93, Itá se transferiu para a Arábia Saudita e, no seu retorno ao Brasil, jogou no Grêmio, Santos, Bahia e foi campeão pelo Avaí. Como é um profissional exigente e de forte poder de persuasão, dá para esperar bons frutos da nova política que Claver e a comissão técnica pretendem implantar já a partir de amanhã.

Basquete e vôlei

Mudanças no basqueete de Joinville: o masculino passa a contar unicamente com a base do Bom Jesus, treinada por Kelvin Nunes (Cristian, Moco e Magu foram definitrivamente para Florianópolis) - e Paulinho Carvalho assume a direção do feminino adulto. A professora Rose Helene volta a trabalhar com escolinhas. Quanto ao vôlei, a única informação é a operação-desmanche no feminino. Danúbia e Janesca se transferiram para Londrina, por quem disputarão a próxima edição da Superliga - e Analu, cedida por empréstimo, viaja amanhã com o Bluvôlei para representar SC nos Jabs de Mato Grosso do Sul.

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