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Maceió
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Volta por cima

O Itajaí do bruxíssimo Hílton Moura ganhou, ontem, o segundo turno do Estadual da 2ª Divisão e vai representar a cidade, ao lado do Marcílio Dias, no quadrangular final. Há seis rodadas, o Itajaí era o antepenúltimo colocado e, acumulando derrotas e mais derrotas, não havia quem apostasse um centavo na sua classificação. Foi quando o comendador Cídio Sandri resolveu mexer na comissão técnica, trocando Raffaele Graniti por Hílton Moura, até então um anônimo treinador de goleiros. A mudança caiu do céu: o Itajaí ganhou as cinco partidas seguintes e, ontem, foi a Blumenau precisando apenas empatar com a Blumenauense para ficar com a quarta vaga do Quadrangular. Mas, para conquistá-la, o Itajaí viveu alguns percalços: seu time entrou sonolento e tomou 2 a 0 no primeiro tempo (Toninho de pênalti e Charles). No segundo, com duas mudanças, Hilton conseguiu dar outra dinâmica à equipe. Além de ter estrela, o treinador foi grandemente bafejado pela sorte, pois o Itajaí conseguiu descontar (Fábio Vigo) logo no primeiro minuto. Com o jogo aberto, o Blumenau perdeu o punch, o Itajaí empatou (Giovani) e administrou o resultado. A coluna errou nas profecias de que o barco do comendador afundara nas primeiras rodadas do segundo turno. O Itajaí não só se recuperou como vai para o quadrangular final com o moral lá em cima. O cruzamento desta fase, programado para quarta e domingo, será: Próspera x Itajaí (Itajaí x Próspera) e Timbó x Marcílio (Marcílio x Timbó). Os vencedores farão a final também em série melhor de três.

"Dos jogadores que observei até agora no Estadual da 2ª Divisão, o único que pode compor nosso elenco é Maranhão, zagueiro do Próspera".
Roberto Cavalo
, técnico do Joinville, deixando claro que, dos finalistas, o único que ainda não viu jogar foi o Marcílio Dias

Calvário marcilista

Não é de hoje, o que mais se comenta sobre o Marcílio Dias são os problemas relacionados à falta de dinheiro. O clube vive mergulhado em crises, mas nenhuma como a dos dias atuais. Só para terem idéia, o time ainda está devendo setembro e, mesmo com vaga garantida nas finais, todas as portas do comércio e da indústria estão fechadas para o presidente Egon da Roza. A bronca até de facções do próprio Marcílio é a de que "Egon não é uma pessoa confiável". Sem dinheiro, o Marcílio já faz a campanha que faz. Imaginem, se Egon tivesse apenas vinte por cento do orçamento dos demais finalistas. O clube está negociando, por 30 mil, o passe de seu centroavante Adriano, um garoto de 21 anos de quem falam maravilhas - apenas para tentar dar um pouco de tranqïlidade à equipe nos jogos do quadrangular. Mas a única proposta, até agora, teria partido de um empresário catarinense e desconsiderada por ser considerada ridícula: 10 mil. Sem que ninguém soubesse, o Marcílio correu sério risco de ficar fora do quadrangular. O time júnior tinha um jogo a cumprir na quarta-feira e, se faltasse, o clube seria penalizado com seu afastamento das finais da Segundona. Sem dinheiro, a diretoria apelou para o tradicional jeitinho brasileiro: fretou uma "Van" com cheque pré-datado (30 dias) e nela cabiam apenas 11 pessoas, além do motorista. Acreditem, viajaram só os titulares (do goleiro ao ponta-esquerda). Técnico, roupeiro e os reservas ficaram todos em Itajaí. O capitão da equipe levou 100 reais (dados pelo seu pai) para um almoço à base de sanduíches e um refrigerante para cada atleta. Com o troco, fizeram a mesma refeição na janta. Sobraram 2,80. Esta é a situação do Marcílio que, no sábado, estava recolhendo mantimentos em Navegantes - para que os jogadores do time de cima tivessem o que comer no final de semana. O gerente Cláudio Leite diz que o Marcílio é um gigante adormecido: "Dois ou três trabalham e o resto cruza os braços querendo que o time se arrebente. Mas se levantarmos o caneco, vai faltar espaço na foto da equipe campeã. E a maioria dos penetras será aqueles que hoje viraram as costas pro clube."

De Primeira

Basquete - Ipiranga de Blumenau reconquistou, depois de oito anos, a hegemonia do Estadual Adulto. Os blumenauenses comemoraram o título em pleno ginásio Carlos Alberto Campos, em Florianópolis, graças a uma cômoda vitória de 97 a 90 sobre a Abaf no terceiro jogo do play-off. Desde 91, o título vinha sendo conquistado pela Abaj-Joinville que, ao abrir mão da sua participação no campeonato brasileiro, cedeu, também, todos seus atletas para a Abaf. Resta saber quem representará SC no Brasileiro deste ano, pois Blumenau ganhou também o Estadual feminino e sabidamente não terá dinheiro para inscrever suas duas equipes. O mais provável é que inscreva apenas o feminino.

3º jogo - Decisão do Estadual de Futsal Adulto terá um terceiro jogo, sábado que vem, em Jaraguá do Sul. É que, anteontem, na segunda partida, também em Jaraguá, a Breithaupt derrotou a Unoesc/São Miguel por 6 a 2 - e empatou a série em 1 a 1. No terceiro jogo, o time da casa joga por dois resultados - vitória e empate - e aparentemente não será difícil chegar ao título dado ao grande número de desfalques da Unoesc. O técnico Magrão perdeu simplesmente quatro titulares: Mano (três cartões), Fabinho (expulso), Glauder e Cadinho (contundidos).

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Preparando-se para a Taça São Paulo, time joinvilense faz dois amistosos esta semana, ambos no Ernestão: amanhã às 16 h com o Jaraguá e quinta, no mesmo horário, contra o Rio Branco de Paranaguá.

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