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ANotícia
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FACILIDADE
Moradores reforçam a segurança,
mas nada é obstáculo para os arrombadores, que
estouram cadeados, arrebentam portas e janelas e destroem sistemas
de alarme
Arrombadores
atacam Barra do Sul
Com o fim da temporada
de verão, furtos aumentaram
Marcos de Oliveira
O
fim da temporada de verão e a falta de estrutura da polícia
transformaram o Balneário Barra do Sul num paraíso
para os ladrões. Em março, quadruplicou o número
de arrombamentos em residências de veranistas, em relação
ao mesmo período do ano passado, com 40 registros na Delegacia
de Polícia. Em fevereiro foram 22 casos e em janeiro,
17. No mesmo período do ano passado, de acordo com o policial
Iunes Goldoni, foram registrados, em média, dez casos
por mês. Não existe obstáculo para os ladrões:
eles estouram cadeados, arrebentam portas e janelas e destroem
sistemas de alarme, com prejuízos consideráveis
às vítimas.
Em 45 residências arrombadas em março e fevereiro
os ladrões furtaram equipamentos e outros utensílios
suficientes para montar lojas especializadas em imagem, som,
eletrônicos, artigos esportivos, roupas de cama, mesa e
banho, além do suficiente em alimentos e enlatados para
abrir um mercado. Foram dez televisores de tamanhos diferentes
com controles remotos, quatro videocassetes, três motores
de popa, bicicleta, rádios, 68 CDs, fornos microondas
e elétricos, cinco ventiladores, três calculadoras,
três liquidificadores, batedeiras de bolo, secadores de
cabelos, quatro aparelhos de som, aspirador de pó.
Pescadores também estão no prejuízo. Deles
os ladrões furtaram 11 panos de redes, totalizando 440
metros, três motores de popa 15 HP, cinco molinetes, várias
varas de pesca e até o produto de horas de pescarias:
oito quilos de camarão-pistola. Os adeptos do esporte
também tiveram perdas com a ação dos marginais,
que levaram cinco pranchas de surfe, bolas e redes de vôlei
e bolas de futebol de seis residências "visitadas"
por eles.
A quantidade de gêneros alimentícios, enlatados,
conservas, bebidas e material de limpeza também é
grande. Em pelo menos 60% das casas arrombadas pelos quadrilheiros
foram furtados alimentos. Na madrugada do último dia 30,
o comerciante de Ituporanga Alfredo Cristofolini teve sua casa
de veraneio em Barra do Sul, na rua Dona Ingrácia, 135,
arrombada. Os ladrões furtaram 30 quilos de carne, oito
litros de uísque, televisor 20, micro system com CD, receptor
de parabólica e duas redes.
De Joinville
A polícia
alega que 95% dos casos são praticados por quadrilheiros
que se deslocam de Joinville, a 45 quilômetros de distância,
e que possuem veículos próprios, dificultando as
investigações. Para agravar ainda mais o quadro,
a Polícia Civil esbarra na falta de estrutura. O confortável
prédio da delegacia não retrata a imagem da eficiência
esperada. São apenas três policiais civis, uma viatura
e a cota de 200 litros de combustível por mês para
atender a um município com oito mil habitantes fixos,
mas que na temporada contabiliza até 120 mil.
Os inquéritos policiais somam a média de dez por
mês, os flagrantes ficam entre três e quatro, além
de 30 termos cincunstanciados por mês. As autuações
em flagrante somente podem ser feitas na Delegacia de Polícia
de São Francisco do Sul, responsável pela jurisdição
de Barra do Sul. De dezembro a fevereiro, período da operação
veraneio, houve um reforço de policiais civis: três.
Mas o que realmente conteve a ação dos ladrões
é que a maior parte das casas de veraneio estava ocupada.
Hoje as ruas dos grandes loteamentos estão desertas, facilitando
a ação dos ladrões.
Para delegada, falta
policiamento ostensivo
Para a delegada regional de Joinville, Marilisa Bohem, a grande
incidência de furtos reflete a ineficiência do policiamento
ostensivo - "quanto mais eficaz a prevenção,
menor será a ação dos marginais". A
parte investigativa cabe à PC. Com relação
à cota de combustível, a policial diz que não
é problema. "Já autorizei o uso do excedente
da Delegacia Regional". Ela garante que vai designar uma
operação especial para identificar e prender as
quadrilhas de arrombadores. "Vamos fazer a operação
Páscoa", avisa.
A situação da Polícia Militar é um
pouco melhor em relação à Civil, mas ainda
não é a ideal. Segundo o sargento Antônio
Alcides Rocha, comandante do destacamento, são duas viaturas,
dez policiais e 1.300 litros de combustível, doados pela
Prefeitura de Barra do Sul. Mas a escala de trabalho lhe permite
designar apenas dois soldados por plantão, aumentando
para três nos finais de semana, quando muitos veranistas
procuram o balneário.
Até julho do ano passado tinham sido registrados 45 furtos
em residências, sendo 35 somente no loteamento Maria Fernanda.
"Iniciamos uma operação intensiva e, de julho
a novembro de 99, caiu para 15 o total de casos em todo o balneário,
e no Maria Fernanda zerou", explica Alcides Rocha. Vinte
PMs seriam o ideal em termos de efetivo para um bom policiamento,
com duas viaturas realizando rondas ostensivas e operações
especiais, diz o policial.
Enquanto isso não acontece, resta ao veranista de Balneário
Barra do Sul reclamar e sugerir mais segurança. É
o caso do empresário e radialista Sebastião Vilmar
Bernardino, que reside em Pomerode. Ao chegar na residência
de veraneio, na rua Rio Negrinho, no dia 15 deste mês,
a encontrou arrombada. Os ladrões arrebentaram o sistema
de alarme e furtaram um sintonizador da parabólica com
controle, dois televisores 20 e 14 polegadas com controle, videocassete,
aparelho de som com CD 1.200 watts, aspirador de pó, secador
de cabelos, chapéus, roupas pessoais, de cama e banho.
Ele diz que foi o segundo arrombamento. "Na primeira encostaram
um caminhão e fizeram a mudança do que eu tinha,
desta vez os prejuízos foram de R$ 3.600,00", relata.
Bernardino sugere melhor policiamento ostensivo. "Polícia
na rua inibe a ação do marginal". (MO)
Protesto contra
trevo provoca polêmica
Desentendimento
entre manifestante e assessor de vereador termina com queixa
na delegacia
Marlise Groth
Um manifestante solitário chamou a atenção
dos motoristas e pedestres que passaram ontem de manhã
pela rua Fátima, no entroncamento com a rua Mercês.
Com um painel de aproximadamente um metro nas mãos, o
empresário Edson Silva, 45 anos, resolveu protestar contra
a implantação de um trevo que modificou o trânsito
na região. Silva, que se instalou no meio da rua, acusa
o vereador Ademir Machado (PMDB) de ser o mentor da instalação
de um trevo de desvio de rota. Uma obra que, segundo ele, desde
dezembro tem causado acidentes e prejudicado a comunidade local.
O assunto terminou em polêmica com duas queixas registradas
na 5ª Delegacia de Polícia.
De acordo com o vereador, um de seus simpatizantes retirou o
painel da posse de Edson Silva a pedido do delegado para registrar
queixa na 5ª DP. A versão de Silva é diferente.
Ele alega que foi agredido e que lhe roubaram o painel. "Fui
agredido e ameaçado e dei queixa na 5ª Delegacia
de Polícia", argumentou. Na delegacia existe uma
terceira versão dos fatos.
Conforme o delegado Djalma Alcântara da Silva, que afirma
não ter pedido o painel, o assessor do vereador, Edson
Roberto Holler, ao passar pelo local, teria se desentendido com
o manifestante, por acreditar que o protesto difamava o vereador.
"Ao guardar o painel no porta malas do carro, Holler também
teria perdido R$ 700,00, valor que teria sido guardado por um
menor que acompanhava o manifestante Edson Silva", relata
o delegado.
Djalma expõe que o assessor de Ademir Machado registrou
queixa da perda do dinheiro e sobre o painel. "Chamamos
o menor, questionamos sobre o dinheiro e ele disse que a acusação
não procede. Sua participação é explicada
por causa da morte do irmão que sofreu um acidente naquele
local há poucos dias", descreve. O delegado que também
registrou a queixa de agressão de Edson da Silva promete
apurar os fatos relacionados ao cartaz.
Edson Silva, que ontem à tarde mandou confeccionar outro
painel, promete continuar o manifesto hoje e aponta suas justificativas
para o movimento. "Há poucos dias um funcionário
do meu estabelecimento morreu. Ele sofreu um acidente aqui e
ficou vários dias na UTI antes de falecer". Observa
que para realizar o desvio que transforma a rua Fátima
em mão única, caminhões e ônibus invadem
a pista contrária ao entrarem na rua Mercês.
Desempenho
Portos correm para recuperar mercado: Disputa para abocanhar
fatias de investimentos começa depois de quase três
anos das concessões.
AN_Economia |
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Morador da rua Fátima número
2.200, Pedro Manoel do Nascimento, 63 anos, é favorável
à manifestação. "É um comportamento
justo. Eu mesmo já tive de socorrer quatro pessoas neste
trevo", afirma. Os empresários Gervário Albanaz
e Vlademir da Silva também são contrários
ao trevo. "Além de causar acidentes tem diminuído
o comércio", relata Vlademir, que é proprietário
de uma agropecuária. O comerciante Nelson de Oliveira,
52 anos, acredita que o vereador não tem relação
com os acidentes ou com a instalação do trevo.
"Se respeitarem a velocidade permitida que é de 40
km/h, não há problema", contrapõe.
Vereador Ademir Machado diz que
obra é uma reivindicação do bairro
O vereador Ademir Machado se defende, dizendo que a retirada
do painel aconteceu a pedido do delegado do 5º DP. "Isso
é uma agressão pessoal ao vereador que não
é o executante da obra", arremata. Machado observa
que, como vereador e agente político, só participou
do processo. "Foi um trabalho conjunto, com várias
entidades legalizadas dentro do Conselho de Lideranças
Comunitária (Clic)", emenda. Machado observa que
o conselho é formado por associações de
moradores, escolas e associações de pais e mestres,
Secretaria de Infra-estrutura Urbana, Ippuj e Polícia
Militar
Para Machado, o problema é um assunto pessoal. "O
comerciante se sentiu prejudicado com a diminuição
do movimento em seu estabelecimento e resolveu protestar. O mesmo
aconteceu quando instalaram o binário do Iririú",
afirma.
O arquiteto Rogério Pupo, da Fundação Instituto
de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (Ippuj), concorda
com o vereador. Salienta que as mudanças de trânsito
na região são um pedido da própria comunidade.
"O desvio da rota nasceu de uma solicitação
do Clic. Se os acidentes estão acontecendo é porque
as placas de sinalização foram roubadas e por excesso
de velocidade", insiste. O arquiteto destaca que este desvio
de rota deve ser alterado nos próximos meses com a conclusão
do binário o bairro Fátima. "É uma
obra provisória com o objetivo de desafogar o trânsito
no semáforo entre as ruas Guanabara e Fátima e
os acessos aos bairros Ademar Garcia e Jarivatuba", conclui.(MG)
Adej busca a capacitação
dos associados
Trazer informação e capacitar o deficiente para
atuar no mercado de trabalho. Esses são os objetivos da
série de palestras que a Associação dos
Deficientes Físicos de Joinville (Adej) pretende promover
este ano. A primeira ocorreu no início desta semana, na
sede da entidade, com a presença do gerente de assinaturas
e vendas avulsas do jornal A Notícia, Carlos Dotto Martins.
Como ainda há preconceitos com relação aos
portadores de deficiências físicas, os empregos
também são poucos. Com base nesta realidade, os
associados da Adej buscam nas palestras uma oportunidade de conhecer
novas profissões, afirma a presidente da associação,
Maria Salete Silvério de Campos.
Segundo ela, a continuação do programa depende
apenas da repercussão que as palestras terão. O
gerente de AN explica que o telemarketing é uma área
que está crescendo rapidamente.
Agência nova do Besc vira
posto
BC não autoriza
funcionamento de operações na rua 9 de Março
Marco Aurélio Braga
O que deveria ser a mais moderna agência do Besc do
Estado transformou-se num simples posto bancário. O governador
Esperidião Amin (PPB) informou que não há
possibilidade de abrir uma nova agência porque não
existe autorização do Banco Central. O governo
Estadual desativou em março deste ano um posto da cidade
e deslocou os serviços para o prédio da rua 9 de
Março, no centro de Joinville, que foi inaugurado em dezembro
de 1997, no final do governo Paulo Afonso Vieira (PMDB).
O novo prédio do Besc deveria ser o primeiro de Santa
Catarina a contar com sistema drive-thru, através do qual
os clientes não precisam desembarcar do carro para realizar
uma série de operações bancárias.
O banco havia investido R$ 905 mil na nova agência e conta
com estacionamento próprio para 39 veículos e vagas
exclusivas para deficientes físicos. O posto atende especificamente
clientes e aplicadores. A nova diretoria do banco também
descobriu, no final de 1998, que o BC não havia autorizado
a instalação da agência em Joinville e também
não aceitou a abertura depois que o novo governo assumiu.
A presidência do Besc informou que a agência só
irá funcionar se uma outra fechar na cidade. "Mediante
a transferência de uma agência já instalada
na cidade para aquele endereço pode-se viabilizar a agência
drive-thru, tal como concebido o projeto, porém há
necessidade de investimentos com equipamentos, o que neste momento
é impossível devido ao termo de compromisso de
gestão firmado pelo Estado com o BC, que proíbe
a realização de novos investimentos fixos",
justificou a presidência do Besc em fax enviado ao jornal
A Notícia.
Carteira regula atividade dos vigilantes
O Sindicato dos Vigilantes de Joinville (Sinvitrav) entregou
a 18 pessoas a carteira nacional da categoria, emitida pela Polícia
Federal, durante cerimônia, na última quinta-feira.
O evento aconteceu na sede do Sindicato dos Bancários,
com a presença do delegado da PF de Florianópolis,
Ildor Reni Graebner. Os vigilantes são obrigados a fazer
cursos de reciclagem para receber o documento. O custo é
de aproximadamente R$ 300,00, mas salário médio
da categoria é de R$ 400,00. Joinville tem aproximadamente
2 mil vigilantes, 600 dos quais sindicalizados.
Conforme o presidente do sindicato, Sílvio Kammer, a intenção
é acabar com as empresas clandestinas que exploram os
serviços de segurança. Defende o documento porque
obriga os vigilantes a procurar o sindicato. Os sindicalizados
pagam R$ 14,00 por mês e tem, entre outros serviços,
atendimento médico gratuito.
Sílvio concorda que a situação dos vigilantes
é difícil, que os cursos são caros e avisou
que o sindicato está buscando recursos do Fundo de Amparo
ao Trabalhador (FAT) para bancá-los.
Tricolor do Itaum
reaparece na Primeirona
Com apoio da empresa
Pianox, Fluminense faz equipe jovem
Roberto Dias Borba
Longe da Primeirona desde 97, quando terminou rebaixado, o
Fluminense Futebol Clube retorna neste ano ao mais importante
campeonato do futebol amador da região de Joinville com
novidades. Ao invés da tradição feita à
base dos títulos que conquistou na década de 60
e por revelar muitos nomes para o cenário profissional,
o clube do Itaum tem por base um grupo jovem, mantendo a estrutura
do vice-campeonato júnior do ano passado, e utilizando
apenas seis jogadores mais experientes. As inovações
no tricolor não ficam por aí. No comando técnico
estará John Wagner dos Santos, 32 anos, que até
bem pouco tempo desfilava seu talento no futebol profissional.
A apresentação do patrocínio da Pianox,
dos jogadores e do treinador aconteceu na quinta-feira à
noite, no Caldeirão. Deixadas as formalidades de lado,
Wagner entra na prática na tarde deste sábado,
às 15 horas, quando estará conhecendo os jogadores
que terá para o campeonato que começa amanhã,
contra o Aviação, no Cubatão. O novo treinador
ficou apenas observando o que aconteceu no torneio-início
por achar que era muito pouco tempo de bola em jogo para tirar
qualquer conclusão.
"O torneio é diferente do campeonato", compara.
Um trabalho tático será o suficiente para colocar
em prática seu sistema. "Não existe milagre
e sim profissionalismo", anuncia para falar sobre o tempo
reduzido para ajustar o Fluminense antes da estréia com
o Aviação, no Cubatão. Wagner resume que
para tudo dar certo o importante é haver disciplina, mas
tudo "da maneira que eu queira". Um segredo que revela
ter aprendido desde cedo, ainda nas categorias de base do JEC,
onde chegou em 1981, com o professor Afonso. De temperamento
forte, decidido em suas ações, Wagner antecipa
que pode sair da mesma forma que chegou ao clube se não
encontrar respaldo e condições para atuar.
A escolha de Wagner para dirigir o Fluminense na Primeirona foi
por acaso. "Tudo começou no amistoso da Serrana com
o time dos amigos do Nardela. O Paulinho, que vai ser meu auxiliar,
fez a indicação para a diretoria e de cara aceitaram.
E de minha parte acho que vai ser um bom desafio para enfrentar",
explica. Wagner acha que a primeira vantagem está na "fragilidade"
do Fluminense. "Estão dizendo que este é o
saco de pancada do campeonato. Muita gente vai se enganar",
garante. O treinador recorda que ouviu as mesmas palavras antes
da conquista do JEC na Taça São Paulo infantil,
em 1984. "Passamos um a um pelos grandes favoritos e fomos
os campeões", orgulha-se.
Empresa dá retaguarda à
participação
Desempenho
Portos correm para recuperar mercado: Disputa para abocanhar
fatias de investimentos começa depois de quase três
anos das concessões.
AN_Economia |
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A parceria entre Fluminense e Pianox (empresa
de baixelas e peças de inox) entra em sua segunda temporada.
E desta vez com um novo desafio. O início aconteceu no
ano passado, quando o tricolor do Itaum fez às pressas
o time para o campeonato júnior da Liga Joinvilense de
Futebol. O resultado foi além do esperado com a classificação
em 2º lugar. Agora, com o patrocínio mantido, o clube
investe em mais uma etapa do projeto.
Os empresários Paulo e Pedro Pedroso estiveram prestigiando
o lançamento e prometeram participar ativamente deste
novo processo envolvendo o Fluminense. "Participar do campeonato
é o nosso objetivo, chegar ao título é uma
coisa que não podemos prever, mas esperamos que cada jogador
mostre disciplina, garra e muito empenho para defender a camisa
do Fluminense", pede Paulo Pedroso.
Treinador do time vice-campeão no ano passado e agora
com atuação garantida como diretor de esportes,
João Araújo mostrava-se empolgado pela utilização
da base do time júnior. "Temos sempre bons jogadores
e todos revelados no Caldeirão e que não poderiam
perder esta chance de representar o Fluminense numa Primeirona",
completa. "O Fluminense sempre está surpreendendo
e não vai ser diferente agora". (RDB)
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| Manchetes AN |
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| Leia também |
Associação Nacional
dos Mutuários faz alerta
Aumenta o número
de famílias que procuram a Justiça para questionar
prestações e saldo devedor
Graziela Lindner
"O sonho da casa própria pode acabar em pesadelo".
O alerta é do advogado Walter Luiz de Paiva Baracho, da
Associação Nacional dos Mutuários (ANM),
que desaconselha as pessoas a pedirem financiamentos junto aos
bancos para a aquisição de imóveis. "Todo
financiamento obriga o mutuário a pagar mais do que deveria.
Quanto maiores o tempo de contrato e o prazo de pagamento, maiores
as arbitrariedades", avisa.
No ano passado, a Associação Nacional dos Mutuários
registrou um acréscimo no número de famílias
com problemas no financiamento. As queixas mais comuns são
prestações altas e saldo devedor elevado. "Foram
mais de cem processos abertos em 99,e a maioria dos mutuários
que nos procura já tentou negociar diretamente com o banco,
sem sucesso", diz. "O mutuário ainda tem medo
de exigir seus direitos e procurar a Justiça. O que falta
é informação".
De acordo com o advogado, muitos planos de financiamento são
de equivalência salarial, mas raramente o percentual de
aumento das parcelas coincide com o reajuste do salário.
"Não entendo que cálculo é feito. Em
nenhuma categoria os percentuais são semelhantes",
adverte. Além das prestações altas, os mutuários
têm reclamado do saldo devedor, que, em alguns casos, chega
a ser de três vezes o valor do imóvel.
Baracho diz que o ideal é evitar financiamentos para a
aquisição da casa própria, mas, como isso
nem sempre é possível, ele sugere contratos de
curto prazo diretamente com a construtora. "Além
disso, o mutuário deve oferecer o máximo de entrada
para reduzir o prejuízo. Não tem jeito, em todo
financiamento o cliente sai perdendo, mas há formas de
amenizar as perdas", resume. A sugestão do advogado
é que os clientes procurem orientação antes
de assinar qualquer tipo de contrato.
A Associação Nacional de Mutuários presta
esclarecimentos sem qualquer ônus e se dispõe a
realizar palestras em condomínios. "Se o mutuário
achar conveniente, temos um perito que refaz os cálculos
das prestações e do saldo devedor para dimensionar
o valor da arbitrariedade. Diante do resultado, o cliente pode
decidir se entra ou não com uma ação judicial",
explica Maria Aparecida Chinchilha, do setor administrativo da
ANM.
Enquanto durar o processo, o mutuário pode fazer o depósito
das parcelas em juízo. "Ele deposita o valor definido
no recálculo e discute a diferença judicialmente.
Embora os bancos pressionem, é preciso deixar claro que
isso não caracteriza inadimplência", afirma
Baracho. Ele lembra, porém, que a ação de
revisão dos valores é demorada e pode levar de
quatro a cinco anos para ser julgada. "Muita gente desiste
de esperar, mas acaba perdendo o imóvel. Apesar da demora,
os pareceres são, na maioria das vezes, favoráveis
ao mutuário. Em alguns casos, as parcelas reduzem em até
três vezes", avisa o advogado, dizendo que a associação
não cobra a consulta de esclarecimento. "O cliente
gasta apenas com o recálculo do contrato, os honorários
e as custas judiciais para ingressar com a ação".
Gidion amplia linhas
para bairros da zona Sul
A partir desta segunda-feira os moradores da zona Sul de Joinville
passam a ser atendidos por duas novas linhas de ônibus.
O serviço será prestado pela empresa Gidion, que
realizará a integração do transporte entre
bairros próximos. Os microônibus foram apresentados
à comunidade na sexta-feira pela manhã, no pátio
da Escola Amador Aguiar, no loteamento Ulisses Guimarães.
Além dos representantes da empresa prestadora do serviço,
prefeito,vereadores e líderes comunitários participaram
do evento.
As novas linhas recebem o nome de "ônibus da vizinhança".
Cada linha é servida por dois microônibus amarelos,
com capacidade para 29 passageiros sentados . O serviço
vai funcionar das 6 horas às 22h30, de segunda a sexta-feira.
Aos sábados, das 6 às 13 horas. O preço
da tarifa é de R$ 0,85, igual ao do ônibus convencional.
No itinerário destas linhas não há pontos
fixos de parada. O embarque e o desembarque podem ser feitos
no local de preferência do usuário. De acordo com
a empresa, a linha 0420 Profipo/Ulisses Guimarães vai
atender aos bairros Profipo, Escolinha, João Costa, Fátima
e Jarivatuba. A linha 0410 é responsável pelo transporte
da comunidade dos bairros Escolinha, Ademar Garcia, Petrópolis,
Itaum, Guanabara e Fátima.
"Em recente pesquisa de opinião junto à população
da zona Sul para levantar suas necessidades de transporte, identificamos
que um grande número de pessoas busca no próprio
bairro, ou em bairros vizinhos, serviços de saúde,
educação e até mesmo opções
de compras. Isso vem acontecendo porque a intra-estrutura dos
bairros está crescendo, tornando a população
cada vez menos dependente do centro da cidade", justifica
o diretor da Gidion, Moacir Bogo.
Para a cozinheira Marli Gonçalves, os novos ônibus
vão facilitar a vida da comunidade. "Aumenta a qualidade
de vida de todo mundo, agilizando o transporte de professores
e moradores em geral", acrescenta a auxiliar de direção
da Escola Amador Aguiar, Jandira Correa, 38 anos.
O gerente de tráfego da Gidion esclarece que a empresa
já está fazendo ajustes nas linhas implantadas
recentemente com a inauguração das estações
da cidadania do Itaum, Iririú e central. "Estamos
trabalhando em todas as linhas para diminuir o tempo de espera
do usuário", garante. Entre as linhas que receberam
ajustes aponta a Estêvão de Mattos e a Constantino
Borges. (Marlise Groth)
Sociedade Irineu procura
parceiro para investimento
Três excursões para a Europa, vários jogadores
revelados e com atuação no futebol profissional,
mas a ainda sem ter a estrutura física adequada. Para
melhorar esta situação, o empresário Irineu
Machado está buscando novos parceiros para incrementar
as atividades da Sociedade Esportiva Irineu. O primeiro passo
veio com uma reunião na quinta-feira à noite com
a presença de oito futuros investidores.
"Reuni algumas pessoas com as quais pretendo buscar ajuda
no sentido de participar com investimentos e participar das melhorarias
na academia", propõe Irineu. Após cinco anos
de atuação no setor de escolinha de futebol, Irineu
Machado acredita que a academia no Cubatão precisa de
mudanças, principalmente com a construção
de um alojamento em melhores condições comparado
com o que está à disposição no momento.
A partir da próxima semana Irineu realiza contatos individuais
para saber sobre a receptividade da proposta.
Dentro de campo, o Irineu/JEC também vem com mudanças
após disputar a Taça Carnevale, na Itália.
A principal vem na comissão técnica, com Ratinho
dirigindo o time pela última vez neste domingo quando
estréia na Primeirona contra o Palmeiras. Na segunda-feira
pela manhã deve ser definido o substituto, mas Itamar
(treinador do juvenil) deve acumular funções. O
time para a Primeirona terá apenas quatro juniores - o
goleiro Marcelo, o zagueiro Juari Du, o volante Duda (contundido)
e o atacante Kid, sendo completado por juvenis.
Sobre a saída de Ratinho, Irineu Machado disse que lamentava
perder um profissional do seu nível. "Ele (Ratinho)
deve voltar mais tarde, mas em outra função, talvez
um olheiro", diz Irineu. Ratinho tem proposta para ser olheiro
de novos jogadores, repassando suas indicações
para empresários italianos.
Golfe terá competição
de
âmbito nacional na cidade
Joinville prepara-se para sediar um dos mais importantes eventos
de golfe no Sul do País, o 5º Aberto de Duplas da
Federação Paranaense de Golfe/I Open CCF de Golfe
e Taça Wolf H. Hotte. São três competições
reunidas em um torneio de âmbito nacional, que será
realizado nos dias 8 e 9 de abril no Joinville Country Club.
Mais de 30 duplas já estão inscritas para o campeonato
que é patrocinado pelo Banco CCF, reunindo alguns dos
melhores golfistas do Brasil em Santa Catarina.
Para abrir oficialmente a temporada de golfe no Estado e também
para treinar as equipes catarinenses, o Joinville Country Club
realizou no último fim de semana seu primeiro torneio
interno de golfe, a 6ª Taça Capitania. Foram premiadas
as melhores duplas - mistas ou não.
AVALIAÇÃO
Segundo o capitão de golfe do JCC, Paulo Fernando Antunes,
o evento foi importante também para os novos jogadores
do clube, que disputaram as categorias handicap 40 e iniciantes.
"Estamos formando uma nova safra de golfistas em Santa Catarina,
com muitas mulheres e crianças. Com dedicação,
nossos iniciantes em breve estarão participando do ranking
paranaense, ao qual somos federados. São jogadores entre
5 e 50 anos, já que não há limite de idade
para iniciar neste esporte. Tudo o que o golfe requer é
treino e concentração, por isto estamos conquistando
cada vez mais adeptos em Santa Catarina", diz Paulo.
A competição iniciou no sábado, às
8 horas, prosseguindo às 8h30 de domingo, com a participação
36 golfistas joinvilenses. A dupla vencedora foi composta por
Paulo Shimizu e Álvaro Rudnick, seguida por Sérgio
Dias e Laércio Hardt como vices. Pierre de Richter e a
esposa Carla, a nova capitã de golfe do JCC, conquistaram
o 3º lugar. Entre os iniciantes, destacaram-se Martin Rasmussen
como campeão e Amanda de Richter como vice, seguida por
Ricardo Puhl.
DESAFIO
Também patrona do evento, Carla aproveitou a oportunidade
para avaliar as condições do JCC. "Apesar
de ter apenas 9 buracos, nosso campo é considerado desafiante
pelos golfistas experientes. Pelo traçado bastante interessante
e por suas belezas naturais, costuma atrair muitos visitantes
durante os torneios, obrigando-nos a redobrar os cuidados com
a manutenção. Durante o ano passado fizemos muitos
investimentos e melhorias, principalmente na grama, com a contratação
de um especialista em coberturas. Assim, ao longo deste ano estaremos
em condições de abrigar condignamente campeonatos
de até 96 jogadores participantes", avalia a capitã.
Futsal Joinvilense joga no Abel
A primeira apresentação aconteceu na semana
passada, num empate em 4 a 4, em Brusque, mas a estréia
para valer do Futsal Joinvilense no Campeonato Catarinense de
Futsal da 1ª Divisão acontece nesta noite, às
20h30, no Ginásio Abel Schulz. E tudo pelo fato de jogar
para uma platéia especial, formada pelo torcedor de Joinville,
quando enfrenta o Anjo Química/Criciúma. O ingresso
custa R$ 3,00.
Oalas ou Marcinho; Ricardo, Juliano, China e Flavinho deve ser
o time que o técnico Laurinho Ferreira escala para iniciar
o jogo desta noite. O adversário vem de derrota por goleada
(8 a 4 para a Metisa/Timbó) em casa. Na estréia,
em Brusque, Laurinho destaca que a união e a motivação
revelam a disposição do grupo em atingir o objetivo
de estar entre os primeiros colocados do campeonato.
Com treinos fortes durante a semana, destaca o técnico,
os jogadores prometem uma boa apresentação junto
com uma vitória para retribuir o incentivo da torcida.
A expectativa deve se concretizar, segundo os planos de Laurinho,
em função da disposição de cada um
dos 16 jogadores procurar uma vaga entre os titulares. E isso
fez com que China inicie o jogo de hoje à noite, entrando
no lugar de Fabinho.
A programação no Ginásio Abel Schulz começa
cedo. Às 18 horas atuam as equipes infantis do Futsal
Joinvilense e Royal Master/Tigre; às 19 horas será
a vez do jogo no infanto-juvenil entre Embraco e Royal Master/Tigre,
ficando para as 20h30 a partida pelo Estadual da Primeirona.
No intervalo do jogo principal haverá uma apresentação
de capoeira do grupo Caravelas Negras/Sociedade Vera Cruz.
O Futsal Joinvilense vem embalado pelo empate em 4 a 4 na estréia,
em Brusque, com gols de Flavinho, Juliano, China e Fabinho. O
técnico Laurinho Ferreira é um dos mais entusiasmados
pela presença do time no campeonato: "Depois de três
anos de muita insistência, consegui atingir o meu objetivo,
que é de apoiar Joinville no esporte amador", emociona-se.
Laurinho garante que o projeto do Futsal Joinvilense é
um trabalho que está voltado para a criança praticar
esporte. Nesta empreitada, o técnico elogia a diretoria
do clube, responsáveis pelo Futsal Joinvilense estar neste
estágio.
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