Joinville         -          Sábado, 1 de Abril de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















FACILIDADE
Moradores reforçam a segurança, mas nada é obstáculo para os arrombadores, que estouram cadeados, arrebentam portas e janelas e destroem sistemas de alarme

Arrombadores
atacam Barra do Sul

Com o fim da temporada de verão, furtos aumentaram

Marcos de Oliveira

O fim da temporada de verão e a falta de estrutura da polícia transformaram o Balneário Barra do Sul num paraíso para os ladrões. Em março, quadruplicou o número de arrombamentos em residências de veranistas, em relação ao mesmo período do ano passado, com 40 registros na Delegacia de Polícia. Em fevereiro foram 22 casos e em janeiro, 17. No mesmo período do ano passado, de acordo com o policial Iunes Goldoni, foram registrados, em média, dez casos por mês. Não existe obstáculo para os ladrões: eles estouram cadeados, arrebentam portas e janelas e destroem sistemas de alarme, com prejuízos consideráveis às vítimas.
Em 45 residências arrombadas em março e fevereiro os ladrões furtaram equipamentos e outros utensílios suficientes para montar lojas especializadas em imagem, som, eletrônicos, artigos esportivos, roupas de cama, mesa e banho, além do suficiente em alimentos e enlatados para abrir um mercado. Foram dez televisores de tamanhos diferentes com controles remotos, quatro videocassetes, três motores de popa, bicicleta, rádios, 68 CDs, fornos microondas e elétricos, cinco ventiladores, três calculadoras, três liquidificadores, batedeiras de bolo, secadores de cabelos, quatro aparelhos de som, aspirador de pó.
Pescadores também estão no prejuízo. Deles os ladrões furtaram 11 panos de redes, totalizando 440 metros, três motores de popa 15 HP, cinco molinetes, várias varas de pesca e até o produto de horas de pescarias: oito quilos de camarão-pistola. Os adeptos do esporte também tiveram perdas com a ação dos marginais, que levaram cinco pranchas de surfe, bolas e redes de vôlei e bolas de futebol de seis residências "visitadas" por eles.
A quantidade de gêneros alimentícios, enlatados, conservas, bebidas e material de limpeza também é grande. Em pelo menos 60% das casas arrombadas pelos quadrilheiros foram furtados alimentos. Na madrugada do último dia 30, o comerciante de Ituporanga Alfredo Cristofolini teve sua casa de veraneio em Barra do Sul, na rua Dona Ingrácia, 135, arrombada. Os ladrões furtaram 30 quilos de carne, oito litros de uísque, televisor 20, micro system com CD, receptor de parabólica e duas redes.

De Joinville

A polícia alega que 95% dos casos são praticados por quadrilheiros que se deslocam de Joinville, a 45 quilômetros de distância, e que possuem veículos próprios, dificultando as investigações. Para agravar ainda mais o quadro, a Polícia Civil esbarra na falta de estrutura. O confortável prédio da delegacia não retrata a imagem da eficiência esperada. São apenas três policiais civis, uma viatura e a cota de 200 litros de combustível por mês para atender a um município com oito mil habitantes fixos, mas que na temporada contabiliza até 120 mil.
Os inquéritos policiais somam a média de dez por mês, os flagrantes ficam entre três e quatro, além de 30 termos cincunstanciados por mês. As autuações em flagrante somente podem ser feitas na Delegacia de Polícia de São Francisco do Sul, responsável pela jurisdição de Barra do Sul. De dezembro a fevereiro, período da operação veraneio, houve um reforço de policiais civis: três. Mas o que realmente conteve a ação dos ladrões é que a maior parte das casas de veraneio estava ocupada. Hoje as ruas dos grandes loteamentos estão desertas, facilitando a ação dos ladrões.


Para delegada, falta
policiamento ostensivo

Para a delegada regional de Joinville, Marilisa Bohem, a grande incidência de furtos reflete a ineficiência do policiamento ostensivo - "quanto mais eficaz a prevenção, menor será a ação dos marginais". A parte investigativa cabe à PC. Com relação à cota de combustível, a policial diz que não é problema. "Já autorizei o uso do excedente da Delegacia Regional". Ela garante que vai designar uma operação especial para identificar e prender as quadrilhas de arrombadores. "Vamos fazer a operação Páscoa", avisa.
A situação da Polícia Militar é um pouco melhor em relação à Civil, mas ainda não é a ideal. Segundo o sargento Antônio Alcides Rocha, comandante do destacamento, são duas viaturas, dez policiais e 1.300 litros de combustível, doados pela Prefeitura de Barra do Sul. Mas a escala de trabalho lhe permite designar apenas dois soldados por plantão, aumentando para três nos finais de semana, quando muitos veranistas procuram o balneário.
Até julho do ano passado tinham sido registrados 45 furtos em residências, sendo 35 somente no loteamento Maria Fernanda. "Iniciamos uma operação intensiva e, de julho a novembro de 99, caiu para 15 o total de casos em todo o balneário, e no Maria Fernanda zerou", explica Alcides Rocha. Vinte PMs seriam o ideal em termos de efetivo para um bom policiamento, com duas viaturas realizando rondas ostensivas e operações especiais, diz o policial.
Enquanto isso não acontece, resta ao veranista de Balneário Barra do Sul reclamar e sugerir mais segurança. É o caso do empresário e radialista Sebastião Vilmar Bernardino, que reside em Pomerode. Ao chegar na residência de veraneio, na rua Rio Negrinho, no dia 15 deste mês, a encontrou arrombada. Os ladrões arrebentaram o sistema de alarme e furtaram um sintonizador da parabólica com controle, dois televisores 20 e 14 polegadas com controle, videocassete, aparelho de som com CD 1.200 watts, aspirador de pó, secador de cabelos, chapéus, roupas pessoais, de cama e banho.
Ele diz que foi o segundo arrombamento. "Na primeira encostaram um caminhão e fizeram a mudança do que eu tinha, desta vez os prejuízos foram de R$ 3.600,00", relata. Bernardino sugere melhor policiamento ostensivo. "Polícia na rua inibe a ação do marginal". (MO)


Protesto contra
trevo provoca polêmica

Desentendimento entre manifestante e assessor de vereador termina com queixa na delegacia

Marlise Groth

Um manifestante solitário chamou a atenção dos motoristas e pedestres que passaram ontem de manhã pela rua Fátima, no entroncamento com a rua Mercês. Com um painel de aproximadamente um metro nas mãos, o empresário Edson Silva, 45 anos, resolveu protestar contra a implantação de um trevo que modificou o trânsito na região. Silva, que se instalou no meio da rua, acusa o vereador Ademir Machado (PMDB) de ser o mentor da instalação de um trevo de desvio de rota. Uma obra que, segundo ele, desde dezembro tem causado acidentes e prejudicado a comunidade local. O assunto terminou em polêmica com duas queixas registradas na 5ª Delegacia de Polícia.
De acordo com o vereador, um de seus simpatizantes retirou o painel da posse de Edson Silva a pedido do delegado para registrar queixa na 5ª DP. A versão de Silva é diferente. Ele alega que foi agredido e que lhe roubaram o painel. "Fui agredido e ameaçado e dei queixa na 5ª Delegacia de Polícia", argumentou. Na delegacia existe uma terceira versão dos fatos.
Conforme o delegado Djalma Alcântara da Silva, que afirma não ter pedido o painel, o assessor do vereador, Edson Roberto Holler, ao passar pelo local, teria se desentendido com o manifestante, por acreditar que o protesto difamava o vereador. "Ao guardar o painel no porta malas do carro, Holler também teria perdido R$ 700,00, valor que teria sido guardado por um menor que acompanhava o manifestante Edson Silva", relata o delegado.
Djalma expõe que o assessor de Ademir Machado registrou queixa da perda do dinheiro e sobre o painel. "Chamamos o menor, questionamos sobre o dinheiro e ele disse que a acusação não procede. Sua participação é explicada por causa da morte do irmão que sofreu um acidente naquele local há poucos dias", descreve. O delegado que também registrou a queixa de agressão de Edson da Silva promete apurar os fatos relacionados ao cartaz.
Edson Silva, que ontem à tarde mandou confeccionar outro painel, promete continuar o manifesto hoje e aponta suas justificativas para o movimento. "Há poucos dias um funcionário do meu estabelecimento morreu. Ele sofreu um acidente aqui e ficou vários dias na UTI antes de falecer". Observa que para realizar o desvio que transforma a rua Fátima em mão única, caminhões e ônibus invadem a pista contrária ao entrarem na rua Mercês.
Desempenho
Portos correm para recuperar mercado: Disputa para abocanhar fatias de investimentos começa depois de quase três anos das concessões.  AN_Economia 
Morador da rua Fátima número 2.200, Pedro Manoel do Nascimento, 63 anos, é favorável à manifestação. "É um comportamento justo. Eu mesmo já tive de socorrer quatro pessoas neste trevo", afirma. Os empresários Gervário Albanaz e Vlademir da Silva também são contrários ao trevo. "Além de causar acidentes tem diminuído o comércio", relata Vlademir, que é proprietário de uma agropecuária. O comerciante Nelson de Oliveira, 52 anos, acredita que o vereador não tem relação com os acidentes ou com a instalação do trevo. "Se respeitarem a velocidade permitida que é de 40 km/h, não há problema", contrapõe.


Vereador Ademir Machado diz que
obra é uma reivindicação do bairro

O vereador Ademir Machado se defende, dizendo que a retirada do painel aconteceu a pedido do delegado do 5º DP. "Isso é uma agressão pessoal ao vereador que não é o executante da obra", arremata. Machado observa que, como vereador e agente político, só participou do processo. "Foi um trabalho conjunto, com várias entidades legalizadas dentro do Conselho de Lideranças Comunitária (Clic)", emenda. Machado observa que o conselho é formado por associações de moradores, escolas e associações de pais e mestres, Secretaria de Infra-estrutura Urbana, Ippuj e Polícia Militar
Para Machado, o problema é um assunto pessoal. "O comerciante se sentiu prejudicado com a diminuição do movimento em seu estabelecimento e resolveu protestar. O mesmo aconteceu quando instalaram o binário do Iririú", afirma.
O arquiteto Rogério Pupo, da Fundação Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (Ippuj), concorda com o vereador. Salienta que as mudanças de trânsito na região são um pedido da própria comunidade. "O desvio da rota nasceu de uma solicitação do Clic. Se os acidentes estão acontecendo é porque as placas de sinalização foram roubadas e por excesso de velocidade", insiste. O arquiteto destaca que este desvio de rota deve ser alterado nos próximos meses com a conclusão do binário o bairro Fátima. "É uma obra provisória com o objetivo de desafogar o trânsito no semáforo entre as ruas Guanabara e Fátima e os acessos aos bairros Ademar Garcia e Jarivatuba", conclui.(MG)


Adej busca a capacitação dos associados

Trazer informação e capacitar o deficiente para atuar no mercado de trabalho. Esses são os objetivos da série de palestras que a Associação dos Deficientes Físicos de Joinville (Adej) pretende promover este ano. A primeira ocorreu no início desta semana, na sede da entidade, com a presença do gerente de assinaturas e vendas avulsas do jornal A Notícia, Carlos Dotto Martins.
Como ainda há preconceitos com relação aos portadores de deficiências físicas, os empregos também são poucos. Com base nesta realidade, os associados da Adej buscam nas palestras uma oportunidade de conhecer novas profissões, afirma a presidente da associação, Maria Salete Silvério de Campos.
Segundo ela, a continuação do programa depende apenas da repercussão que as palestras terão. O gerente de AN explica que o telemarketing é uma área que está crescendo rapidamente.


Agência nova do Besc vira posto

BC não autoriza funcionamento de operações na rua 9 de Março

Marco Aurélio Braga

O que deveria ser a mais moderna agência do Besc do Estado transformou-se num simples posto bancário. O governador Esperidião Amin (PPB) informou que não há possibilidade de abrir uma nova agência porque não existe autorização do Banco Central. O governo Estadual desativou em março deste ano um posto da cidade e deslocou os serviços para o prédio da rua 9 de Março, no centro de Joinville, que foi inaugurado em dezembro de 1997, no final do governo Paulo Afonso Vieira (PMDB).
O novo prédio do Besc deveria ser o primeiro de Santa Catarina a contar com sistema drive-thru, através do qual os clientes não precisam desembarcar do carro para realizar uma série de operações bancárias.
O banco havia investido R$ 905 mil na nova agência e conta com estacionamento próprio para 39 veículos e vagas exclusivas para deficientes físicos. O posto atende especificamente clientes e aplicadores. A nova diretoria do banco também descobriu, no final de 1998, que o BC não havia autorizado a instalação da agência em Joinville e também não aceitou a abertura depois que o novo governo assumiu.
A presidência do Besc informou que a agência só irá funcionar se uma outra fechar na cidade. "Mediante a transferência de uma agência já instalada na cidade para aquele endereço pode-se viabilizar a agência drive-thru, tal como concebido o projeto, porém há necessidade de investimentos com equipamentos, o que neste momento é impossível devido ao termo de compromisso de gestão firmado pelo Estado com o BC, que proíbe a realização de novos investimentos fixos", justificou a presidência do Besc em fax enviado ao jornal A Notícia.


Carteira regula atividade dos vigilantes

O Sindicato dos Vigilantes de Joinville (Sinvitrav) entregou a 18 pessoas a carteira nacional da categoria, emitida pela Polícia Federal, durante cerimônia, na última quinta-feira. O evento aconteceu na sede do Sindicato dos Bancários, com a presença do delegado da PF de Florianópolis, Ildor Reni Graebner. Os vigilantes são obrigados a fazer cursos de reciclagem para receber o documento. O custo é de aproximadamente R$ 300,00, mas salário médio da categoria é de R$ 400,00. Joinville tem aproximadamente 2 mil vigilantes, 600 dos quais sindicalizados.
Conforme o presidente do sindicato, Sílvio Kammer, a intenção é acabar com as empresas clandestinas que exploram os serviços de segurança. Defende o documento porque obriga os vigilantes a procurar o sindicato. Os sindicalizados pagam R$ 14,00 por mês e tem, entre outros serviços, atendimento médico gratuito.
Sílvio concorda que a situação dos vigilantes é difícil, que os cursos são caros e avisou que o sindicato está buscando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para bancá-los.


Tricolor do Itaum
reaparece na Primeirona

Com apoio da empresa Pianox, Fluminense faz equipe jovem

Roberto Dias Borba

Longe da Primeirona desde 97, quando terminou rebaixado, o Fluminense Futebol Clube retorna neste ano ao mais importante campeonato do futebol amador da região de Joinville com novidades. Ao invés da tradição feita à base dos títulos que conquistou na década de 60 e por revelar muitos nomes para o cenário profissional, o clube do Itaum tem por base um grupo jovem, mantendo a estrutura do vice-campeonato júnior do ano passado, e utilizando apenas seis jogadores mais experientes. As inovações no tricolor não ficam por aí. No comando técnico estará John Wagner dos Santos, 32 anos, que até bem pouco tempo desfilava seu talento no futebol profissional.
A apresentação do patrocínio da Pianox, dos jogadores e do treinador aconteceu na quinta-feira à noite, no Caldeirão. Deixadas as formalidades de lado, Wagner entra na prática na tarde deste sábado, às 15 horas, quando estará conhecendo os jogadores que terá para o campeonato que começa amanhã, contra o Aviação, no Cubatão. O novo treinador ficou apenas observando o que aconteceu no torneio-início por achar que era muito pouco tempo de bola em jogo para tirar qualquer conclusão.
"O torneio é diferente do campeonato", compara. Um trabalho tático será o suficiente para colocar em prática seu sistema. "Não existe milagre e sim profissionalismo", anuncia para falar sobre o tempo reduzido para ajustar o Fluminense antes da estréia com o Aviação, no Cubatão. Wagner resume que para tudo dar certo o importante é haver disciplina, mas tudo "da maneira que eu queira". Um segredo que revela ter aprendido desde cedo, ainda nas categorias de base do JEC, onde chegou em 1981, com o professor Afonso. De temperamento forte, decidido em suas ações, Wagner antecipa que pode sair da mesma forma que chegou ao clube se não encontrar respaldo e condições para atuar.
A escolha de Wagner para dirigir o Fluminense na Primeirona foi por acaso. "Tudo começou no amistoso da Serrana com o time dos amigos do Nardela. O Paulinho, que vai ser meu auxiliar, fez a indicação para a diretoria e de cara aceitaram. E de minha parte acho que vai ser um bom desafio para enfrentar", explica. Wagner acha que a primeira vantagem está na "fragilidade" do Fluminense. "Estão dizendo que este é o saco de pancada do campeonato. Muita gente vai se enganar", garante. O treinador recorda que ouviu as mesmas palavras antes da conquista do JEC na Taça São Paulo infantil, em 1984. "Passamos um a um pelos grandes favoritos e fomos os campeões", orgulha-se.


Empresa dá retaguarda à participação

Desempenho
Portos correm para recuperar mercado: Disputa para abocanhar fatias de investimentos começa depois de quase três anos das concessões.  AN_Economia 
A parceria entre Fluminense e Pianox (empresa de baixelas e peças de inox) entra em sua segunda temporada. E desta vez com um novo desafio. O início aconteceu no ano passado, quando o tricolor do Itaum fez às pressas o time para o campeonato júnior da Liga Joinvilense de Futebol. O resultado foi além do esperado com a classificação em 2º lugar. Agora, com o patrocínio mantido, o clube investe em mais uma etapa do projeto.
Os empresários Paulo e Pedro Pedroso estiveram prestigiando o lançamento e prometeram participar ativamente deste novo processo envolvendo o Fluminense. "Participar do campeonato é o nosso objetivo, chegar ao título é uma coisa que não podemos prever, mas esperamos que cada jogador mostre disciplina, garra e muito empenho para defender a camisa do Fluminense", pede Paulo Pedroso.
Treinador do time vice-campeão no ano passado e agora com atuação garantida como diretor de esportes, João Araújo mostrava-se empolgado pela utilização da base do time júnior. "Temos sempre bons jogadores e todos revelados no Caldeirão e que não poderiam perder esta chance de representar o Fluminense numa Primeirona", completa. "O Fluminense sempre está surpreendendo e não vai ser diferente agora". (RDB)

Manchetes AN

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Associação Nacional
dos Mutuários faz alerta

Aumenta o número de famílias que procuram a Justiça para questionar prestações e saldo devedor

Graziela Lindner

"O sonho da casa própria pode acabar em pesadelo". O alerta é do advogado Walter Luiz de Paiva Baracho, da Associação Nacional dos Mutuários (ANM), que desaconselha as pessoas a pedirem financiamentos junto aos bancos para a aquisição de imóveis. "Todo financiamento obriga o mutuário a pagar mais do que deveria. Quanto maiores o tempo de contrato e o prazo de pagamento, maiores as arbitrariedades", avisa.
No ano passado, a Associação Nacional dos Mutuários registrou um acréscimo no número de famílias com problemas no financiamento. As queixas mais comuns são prestações altas e saldo devedor elevado. "Foram mais de cem processos abertos em 99,e a maioria dos mutuários que nos procura já tentou negociar diretamente com o banco, sem sucesso", diz. "O mutuário ainda tem medo de exigir seus direitos e procurar a Justiça. O que falta é informação".
De acordo com o advogado, muitos planos de financiamento são de equivalência salarial, mas raramente o percentual de aumento das parcelas coincide com o reajuste do salário. "Não entendo que cálculo é feito. Em nenhuma categoria os percentuais são semelhantes", adverte. Além das prestações altas, os mutuários têm reclamado do saldo devedor, que, em alguns casos, chega a ser de três vezes o valor do imóvel.
Baracho diz que o ideal é evitar financiamentos para a aquisição da casa própria, mas, como isso nem sempre é possível, ele sugere contratos de curto prazo diretamente com a construtora. "Além disso, o mutuário deve oferecer o máximo de entrada para reduzir o prejuízo. Não tem jeito, em todo financiamento o cliente sai perdendo, mas há formas de amenizar as perdas", resume. A sugestão do advogado é que os clientes procurem orientação antes de assinar qualquer tipo de contrato.
A Associação Nacional de Mutuários presta esclarecimentos sem qualquer ônus e se dispõe a realizar palestras em condomínios. "Se o mutuário achar conveniente, temos um perito que refaz os cálculos das prestações e do saldo devedor para dimensionar o valor da arbitrariedade. Diante do resultado, o cliente pode decidir se entra ou não com uma ação judicial", explica Maria Aparecida Chinchilha, do setor administrativo da ANM.
Enquanto durar o processo, o mutuário pode fazer o depósito das parcelas em juízo. "Ele deposita o valor definido no recálculo e discute a diferença judicialmente. Embora os bancos pressionem, é preciso deixar claro que isso não caracteriza inadimplência", afirma Baracho. Ele lembra, porém, que a ação de revisão dos valores é demorada e pode levar de quatro a cinco anos para ser julgada. "Muita gente desiste de esperar, mas acaba perdendo o imóvel. Apesar da demora, os pareceres são, na maioria das vezes, favoráveis ao mutuário. Em alguns casos, as parcelas reduzem em até três vezes", avisa o advogado, dizendo que a associação não cobra a consulta de esclarecimento. "O cliente gasta apenas com o recálculo do contrato, os honorários e as custas judiciais para ingressar com a ação".


Gidion amplia linhas
para bairros da zona Sul

A partir desta segunda-feira os moradores da zona Sul de Joinville passam a ser atendidos por duas novas linhas de ônibus. O serviço será prestado pela empresa Gidion, que realizará a integração do transporte entre bairros próximos. Os microônibus foram apresentados à comunidade na sexta-feira pela manhã, no pátio da Escola Amador Aguiar, no loteamento Ulisses Guimarães. Além dos representantes da empresa prestadora do serviço, prefeito,vereadores e líderes comunitários participaram do evento.
As novas linhas recebem o nome de "ônibus da vizinhança". Cada linha é servida por dois microônibus amarelos, com capacidade para 29 passageiros sentados . O serviço vai funcionar das 6 horas às 22h30, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, das 6 às 13 horas. O preço da tarifa é de R$ 0,85, igual ao do ônibus convencional.
No itinerário destas linhas não há pontos fixos de parada. O embarque e o desembarque podem ser feitos no local de preferência do usuário. De acordo com a empresa, a linha 0420 Profipo/Ulisses Guimarães vai atender aos bairros Profipo, Escolinha, João Costa, Fátima e Jarivatuba. A linha 0410 é responsável pelo transporte da comunidade dos bairros Escolinha, Ademar Garcia, Petrópolis, Itaum, Guanabara e Fátima.
"Em recente pesquisa de opinião junto à população da zona Sul para levantar suas necessidades de transporte, identificamos que um grande número de pessoas busca no próprio bairro, ou em bairros vizinhos, serviços de saúde, educação e até mesmo opções de compras. Isso vem acontecendo porque a intra-estrutura dos bairros está crescendo, tornando a população cada vez menos dependente do centro da cidade", justifica o diretor da Gidion, Moacir Bogo.
Para a cozinheira Marli Gonçalves, os novos ônibus vão facilitar a vida da comunidade. "Aumenta a qualidade de vida de todo mundo, agilizando o transporte de professores e moradores em geral", acrescenta a auxiliar de direção da Escola Amador Aguiar, Jandira Correa, 38 anos.
O gerente de tráfego da Gidion esclarece que a empresa já está fazendo ajustes nas linhas implantadas recentemente com a inauguração das estações da cidadania do Itaum, Iririú e central. "Estamos trabalhando em todas as linhas para diminuir o tempo de espera do usuário", garante. Entre as linhas que receberam ajustes aponta a Estêvão de Mattos e a Constantino Borges. (Marlise Groth)


Sociedade Irineu procura
parceiro para investimento

Três excursões para a Europa, vários jogadores revelados e com atuação no futebol profissional, mas a ainda sem ter a estrutura física adequada. Para melhorar esta situação, o empresário Irineu Machado está buscando novos parceiros para incrementar as atividades da Sociedade Esportiva Irineu. O primeiro passo veio com uma reunião na quinta-feira à noite com a presença de oito futuros investidores.
"Reuni algumas pessoas com as quais pretendo buscar ajuda no sentido de participar com investimentos e participar das melhorarias na academia", propõe Irineu. Após cinco anos de atuação no setor de escolinha de futebol, Irineu Machado acredita que a academia no Cubatão precisa de mudanças, principalmente com a construção de um alojamento em melhores condições comparado com o que está à disposição no momento. A partir da próxima semana Irineu realiza contatos individuais para saber sobre a receptividade da proposta.
Dentro de campo, o Irineu/JEC também vem com mudanças após disputar a Taça Carnevale, na Itália. A principal vem na comissão técnica, com Ratinho dirigindo o time pela última vez neste domingo quando estréia na Primeirona contra o Palmeiras. Na segunda-feira pela manhã deve ser definido o substituto, mas Itamar (treinador do juvenil) deve acumular funções. O time para a Primeirona terá apenas quatro juniores - o goleiro Marcelo, o zagueiro Juari Du, o volante Duda (contundido) e o atacante Kid, sendo completado por juvenis.
Sobre a saída de Ratinho, Irineu Machado disse que lamentava perder um profissional do seu nível. "Ele (Ratinho) deve voltar mais tarde, mas em outra função, talvez um olheiro", diz Irineu. Ratinho tem proposta para ser olheiro de novos jogadores, repassando suas indicações para empresários italianos.


Golfe terá competição de
âmbito nacional na cidade

Joinville prepara-se para sediar um dos mais importantes eventos de golfe no Sul do País, o 5º Aberto de Duplas da Federação Paranaense de Golfe/I Open CCF de Golfe e Taça Wolf H. Hotte. São três competições reunidas em um torneio de âmbito nacional, que será realizado nos dias 8 e 9 de abril no Joinville Country Club. Mais de 30 duplas já estão inscritas para o campeonato que é patrocinado pelo Banco CCF, reunindo alguns dos melhores golfistas do Brasil em Santa Catarina.
Para abrir oficialmente a temporada de golfe no Estado e também para treinar as equipes catarinenses, o Joinville Country Club realizou no último fim de semana seu primeiro torneio interno de golfe, a 6ª Taça Capitania. Foram premiadas as melhores duplas - mistas ou não.

AVALIAÇÃO

Segundo o capitão de golfe do JCC, Paulo Fernando Antunes, o evento foi importante também para os novos jogadores do clube, que disputaram as categorias handicap 40 e iniciantes. "Estamos formando uma nova safra de golfistas em Santa Catarina, com muitas mulheres e crianças. Com dedicação, nossos iniciantes em breve estarão participando do ranking paranaense, ao qual somos federados. São jogadores entre 5 e 50 anos, já que não há limite de idade para iniciar neste esporte. Tudo o que o golfe requer é treino e concentração, por isto estamos conquistando cada vez mais adeptos em Santa Catarina", diz Paulo.
A competição iniciou no sábado, às 8 horas, prosseguindo às 8h30 de domingo, com a participação 36 golfistas joinvilenses. A dupla vencedora foi composta por Paulo Shimizu e Álvaro Rudnick, seguida por Sérgio Dias e Laércio Hardt como vices. Pierre de Richter e a esposa Carla, a nova capitã de golfe do JCC, conquistaram o 3º lugar. Entre os iniciantes, destacaram-se Martin Rasmussen como campeão e Amanda de Richter como vice, seguida por Ricardo Puhl.

DESAFIO

Também patrona do evento, Carla aproveitou a oportunidade para avaliar as condições do JCC. "Apesar de ter apenas 9 buracos, nosso campo é considerado desafiante pelos golfistas experientes. Pelo traçado bastante interessante e por suas belezas naturais, costuma atrair muitos visitantes durante os torneios, obrigando-nos a redobrar os cuidados com a manutenção. Durante o ano passado fizemos muitos investimentos e melhorias, principalmente na grama, com a contratação de um especialista em coberturas. Assim, ao longo deste ano estaremos em condições de abrigar condignamente campeonatos de até 96 jogadores participantes", avalia a capitã.


Futsal Joinvilense joga no Abel

A primeira apresentação aconteceu na semana passada, num empate em 4 a 4, em Brusque, mas a estréia para valer do Futsal Joinvilense no Campeonato Catarinense de Futsal da 1ª Divisão acontece nesta noite, às 20h30, no Ginásio Abel Schulz. E tudo pelo fato de jogar para uma platéia especial, formada pelo torcedor de Joinville, quando enfrenta o Anjo Química/Criciúma. O ingresso custa R$ 3,00.
Oalas ou Marcinho; Ricardo, Juliano, China e Flavinho deve ser o time que o técnico Laurinho Ferreira escala para iniciar o jogo desta noite. O adversário vem de derrota por goleada (8 a 4 para a Metisa/Timbó) em casa. Na estréia, em Brusque, Laurinho destaca que a união e a motivação revelam a disposição do grupo em atingir o objetivo de estar entre os primeiros colocados do campeonato.
Com treinos fortes durante a semana, destaca o técnico, os jogadores prometem uma boa apresentação junto com uma vitória para retribuir o incentivo da torcida. A expectativa deve se concretizar, segundo os planos de Laurinho, em função da disposição de cada um dos 16 jogadores procurar uma vaga entre os titulares. E isso fez com que China inicie o jogo de hoje à noite, entrando no lugar de Fabinho.
A programação no Ginásio Abel Schulz começa cedo. Às 18 horas atuam as equipes infantis do Futsal Joinvilense e Royal Master/Tigre; às 19 horas será a vez do jogo no infanto-juvenil entre Embraco e Royal Master/Tigre, ficando para as 20h30 a partida pelo Estadual da Primeirona. No intervalo do jogo principal haverá uma apresentação de capoeira do grupo Caravelas Negras/Sociedade Vera Cruz.
O Futsal Joinvilense vem embalado pelo empate em 4 a 4 na estréia, em Brusque, com gols de Flavinho, Juliano, China e Fabinho. O técnico Laurinho Ferreira é um dos mais entusiasmados pela presença do time no campeonato: "Depois de três anos de muita insistência, consegui atingir o meu objetivo, que é de apoiar Joinville no esporte amador", emociona-se. Laurinho garante que o projeto do Futsal Joinvilense é um trabalho que está voltado para a criança praticar esporte. Nesta empreitada, o técnico elogia a diretoria do clube, responsáveis pelo Futsal Joinvilense estar neste estágio.

 
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