|
ANotícia
|
Ludmila Rosa não
pretende se prmovover por meio da nudez
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias
A desinibida da MTV
Apresentadora do
"Erótica" supera nomes famosos
André Bernardo
TV Press
A
nova apresentadora do "MTV Erótica", Ludmila
Rosa, não tem os seios fartos de Paula Burlamaqui, nem
as pernas grossas de Regininha Poltergeist e muito menos as curvas
generosas de Luciana Gimenez. Mesmo assim, ela superou essas
e outras concorrentes, anônimas e famosas, na disputa pelo
cargo que já foi de Anna Bárbara Xavier, a Babi.
Ao contrário das demais candidatas, essa baiana de sorriso
cativante e rosto delicado garante que não foi ela quem
se candidatou à vaga de âncora do programa que esclarece
dúvidas sobre sexo. Pelo contrário. Foi André
Mantovani, diretor-geral da MTV Brasil, quem a convidou para
participar do processo seletivo depois de dar uma espiada num
teste para VJ que ela fez ainda no ano passado.
Já no teste, Ludmila se deu conta de que se refestelar
na cama redonda para ouvir as mais cabeludas dúvidas dos
telespectadores não seria uma tarefa simples. Sem a companhia
do fiel escudeiro do programa, o terapeuta sexual Jairo Bouer,
Ludmila teve de participar de uma simulação do
"MTV Erótica", com direito a telefonemas do
público e tudo mais. A primeira das muitas indagações
dizia respeito à zoofilia. Uma adolescente perguntou se
havia algum exercício para dilatar a vagina porque ela
estava mantendo relações com diversos animais.
"Sei que a opção sexual de cada um tem de
ser respeitada. Mas não dá para dizer 'tudo bem'
para qualquer coisa...", ressalva.
Aos 28 anos, a atriz do espetáculo "Ventriloquist",
de Gerald Thomas, solta uma risada marota ao dizer que já
possui a experiência necessária para falar sobre
sexualidade no programa. Ela lembra que deu o primeiro beijo
aos 13 anos, teve a primeira relação aos 16 e se
casou aos 23. Mesmo assim, Ludmila ressalta que a proposta do
"MTV Erótica" não é a de oferecer
"respostas prontas" e sim a de levar o telespectador
a refletir sobre os mais variados assuntos. Isso sem falar que
eventuais dúvidas são esclarecidas em casa com
o marido Luís Fernando, um professor de história
que leciona para estudantes do 2º grau. "Às
vezes, trocamos figurinhas sobre adolescentes em geral",
ri.
O hábito de falar abertamente sobre sexo vem do tempo
de criança. Ludmila nunca teve o menor pudor em abordar
o assunto com a família. O pai, clínico-geral e
obstetra, ficava responsável por responder a questões
mais técnicas, como aborto e menstruação.
Já a mãe, por acompanhar a filha ao médico
quando a jovem perdeu a virgindade. "Muitos jovens se esquecem
que os pais também já passaram por isso. Graças
a Deus, tive uma família que me ajudou muito neste sentido",
lembra. Apesar disso, Ludmila não está livre de
eventuais cantadas ou situações embaraçosas
no ar. "Se me propus a isso, tenho de estar preparada para
tudo", brinca. O tempo, no entanto, tem mostrado que a perseverança
compensa qualquer esforço. Não é de hoje
que a MTV funciona como trampolim para quem sonha em fazer carreira
em outras emissoras. "Se surgir algum convite, não
vejo porque não conciliá-lo com a MTV. Mas ainda
está cedo para tocar neste assunto", despista.
O que não parece interessar muito a Ludmila Rosa é
a possibilidade de ser transformada no novo símbolo sexual.
Embora não corresponda aos padrões estéticos
dos brasileiros, que privilegiam seios fartos e quadris generosos,
essa jovem de 1,62 m de altura e 45 quilos sabe que a boa repercussão
da nova fase do "MTV Erótica" pode contribuir
para a imediata erotização de sua imagem. Como
ela também sabe que não deve demorar muito para
receber os primeiros convites para posar nua. "Não
me agrada a idéia de me promover através da nudez",
enfatiza.
Antes da fama
Ludmila Rosa cursou jornalismo e estudou teatro. A carreira
de jornalista se limitou a um breve estágio no jornal
"Correio da Bahia". Já como atriz, Ludmila fez
teatro em Salvador até ser convidada para integrar uma
das turmas do Centro de Pesquisa Teatral do diretor Antunes Filho.
BMW estréia na lama
Montadora alemã aposta suas fichas no X5 para ganhar espaço
entre os sport-utilities de luxo.
AN_Veículos |
|
No currículo, constam ainda duas passagens
pela Globo. No seriado "Mulher", ela interpretou uma
estudante que engravidou do primo. Em seguida, foi convidada
para trabalhar na primeira fase de "Chiquinha Gonzaga"
no papel de uma das muitas amantes do mulherengo Jacinto, interpretado
por Marcello Novaes.
A cada fase
da novela o elenco é renovado, mas Flávia Monteiro
(centro) permanece atuando como a doce Carolina
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias |
Destaque para a natureza
Quinta temporada
de "Chiquititas" estréia amanhã com proposta
ecológica
Leandro Calixto
TV Press
A novela "Chiquititas" entra no quinto ano de exibição
no Brasil com uma proposta mais ecológica e social. Os
alunos deixam o orfanato fictício Raio de Luz e passam
a viver num sítio, para poderem abordar temas como a natureza
e solidariedade. A intenção do SBT e da emissora
argentina Telefe, que produzem em conjunto a novela, é
atingir o público mais juvenil, mas sem se esquecer do
infantil. "Não queremos perder a magia que caracterizou
a novela nestes anos. A produção vai continuar
enfocando o lado lúdico", explica o diretor da Telefe,
Eduardo Folke.
Nesta nova fase de "Chiquititas", que está prevista
para estrear amanhã, mais de 20 atores foram escalados
para integrar o novo elenco. Na linha de frente se manteve a
atriz Flávia Monteiro, que continua dando vida à
meiga Carolina. Nos últimos três anos, por algumas
vezes, Flávia chegou a ensaiar uma despedida. O que mais
pesava contra era o fato de ficar estigmatizada como Carolina.
"Achei melhor continuar por mais um ano. Afinal, eu sou
protagonista...", tenta justificar Flávia. Mas, além
do status, certamente pesou na opção da atriz o
fato de estar ganhando mais do que poderia sonhar na Globo -
estima-se algo em torno de R$ 100 mil.
A personagem de Flávia só retoma a história
na segunda ou terceira semana da trama. Antes da demolição
do orfanato, Carolina viaja para divulgar as atividades do instituto.
Neste meio tempo, Débora Falabella entra para ser a heroína
romântica da trama, na pele de Estrela. Ela vai levar todos
os alunos do orfanato para morar em seu sítio. E justamente
no campo que os alunos vão começar a discutir temas
voltados para o meio ambiente. Pela primeira vez participando
de uma produção dramatúrgica, Débora
Falabella não vê a hora de estrear no vídeo.
"Quero sentir o retorno do público em relação
ao meu trabalho. São quase três meses gravando ininterruptamente
na Argentina", conta Débora, que já foi logo
ressalvando que não tem nenhum parentesco com o apresentador
e ator Miguel Falabella.
Além de Débora, outro ator deve se destacar, mais
uma vez, nesta quinta fase de "Chiquititas". Trata-se
de Pierre Bittencourt. Pelo terceiro ano, ele interpreta o Chiquitito
Mosca, o líder dos meninos. Como o personagem acabou tendo
uma aceitação muito grande junto ao público,
acabou sendo mantido no grupo. "Na verdade, estou crescendo
junto com a novela. Por mim, fico até o fim", avisa
o ator de 15 anos.
No final deste ano, o contrato entre SBT e Telefe chega ao fim.
Existe uma cláusula que se o SBT tiver interesse, poderá
produzir a novela sozinho no próximo ano. O diretor artístico
da emissora de Sílvio Santos, Eduardo Lafon, disse que
ainda é cedo para discutir o assunto. Mas adiantou que
a emissora tem o interesse de continuar exibindo "Chiquititas"
no ano 2001. "Comparando com produções da
Globo, a nossa tem um custo bem menor. Além de ter um
retorno muito gratificante, tanto no Ibope quanto comercialmente",
argumenta Lafon, sem revelar o custo da produção.
Embora pretenda encerrar a participação em "Chiquititas"
no final deste ano, Flávia Monteiro acredita que a novela
ainda tenha mais alguns anos para ser explorada. "Muitos
dizem que a produção está saturada. Não
é verdade. Todos os anos parte do elenco e o conteúdo
da trama são renovados", enfatiza Flávia.
Para a temporada deste ano, cinco novos clipes já foram
feitos em películas em Fernando de Noronha, arquipélago
de Pernambuco.
Investimentos
Instalação da Usinor deverá impulsionar
São Francisco do Sul, que passara a depender menos do
porto.
AN_Economia |
|
Uma equipe de 42 pessoas, entre atores, técnicos
e diretores, passou oito dias no local. "Aproveitamos as
paisagens paradisíacas das ilhas para compor o cenário,
já que a novela tem neste ano um apelo mais ecológico",
ressalta Eduardo Lafon.
Em 1999, "Chiquititas" manteve uma média de
18 pontos no Ibope. A intenção da emissora é
que a produção mantenha a mesma audiência
neste ano. "Tem tudo para conseguir até aumentar.
Com estas mudanças, além de manter o público
antigo, vamos ter um novo agora", espera Eduardo Folke.
Atriz
não se queixa: "Quando a gente faz o que gosta, encontra
tempo para tudo."
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias
Jornada tripla
Betty Gofman acumula
participações em "Vila Madalena", "Garotas
do Programa" e "Tá na Área"
Leandro Calixto
TV Press
Betty Gofman se desdobra em três para cumprir sua agenda.
Quando não está dando vida à desajeitada
Lilica em "Vila Madalena", ela integra o elenco fixo
de "Garotas do Programa", que estreou na semana passada.
Se não bastasse este "corre-corre" das produções
da Globo, ela ainda tem de encontrar tempo para apresentar o
programa "Tá na Área", dirigido pelo
marido Alê Primo, que está no ar há cinco
anos no canal por assinatura da Sportv. "Quando a gente
faz o que gosta, encontra tempo para tudo. Confesso que não
tenho sentido nenhum cansaço físico com toda esta
maratona de gravações", garante Betty.
Nas próximas semanas, no entanto, o ritmo de trabalho
da atriz vai diminuir, por causa do encerramento da novela "Vila
Madalena", de Walther Negrão, previsto para maio.
Após oito meses de gravação, Betty revela
que a Lilica foi um dos papéis mais marcantes que já
interpretou na televisão. Ao receber o texto do autor,
a atriz disse que já chegou às lágrimas,
tamanha a ingenuidade da personagem. "Ela é uma pessoa
de boa-fé e só quer saber de praticar o bem",
define Betty.
Enquanto não encerra os trabalhos em "Vila Madalena",
para o próximo semestre, a atriz já tem um projeto
na "gaveta". Ela deve participar da montagem da peça
"A Megera Domada", de William Shakespeare, dirigida
por Mauro Mendonça Filho. Betty também aguarda
a estréia do filme "Amélia", onde interpreta
uma camareira, que fala em francês durante todo o longa.
Entrevista / Betty
Gofman
Ao participar de três produções ao
mesmo tempo, você não se preocupa com a superexposição?
Betty Gofman - Acho que dá para controlar essa questão
numa boa. Principalmente porque são produções
completamente diferentes umas da outras. Além do mais,
a novela já está acabando. Não vou ficar
com minha imagem tão presente no vídeo assim. E
o programa é exibido num canal fechado, onde poucas pessoas
têm acesso. Na verdade, em canal aberto, vou ficar apenas
no "Garotas do Programa".
"Confesso que não
tenho sentido nenhum cansaço físico com toda esta
maratona de gravações."
Como você viu esta proposta da Globo em fazer um
programa de humor protagonizado por atrizes?
Betty - Achei fantástica. É um programa feito por
mulheres, mas que pode ser acompanhado por toda família.
Independentemente de serem ou não machistas, todos os
programas de humor até hoje foram feitos por homens, com
a visão masculina de mundo. A gente está apresentado
outro tipo de interpretação e fazendo críticas
de costumes. Foi uma idéia brilhante das meninas do jornal
"O Grelo Falante". Realmente faltava um programa deste
gênero na televisão.
Você acha que as comparações com a
turma do "Casseta & Planeta, Urgente!" serão
inevitáveis, já que o programa é supervisionado
por eles também?
Betty - Acho que cada programa tem a sua proposta. O nosso tem
a intenção de discutir mais o universo feminino,
enquanto os "cassetas" adotam uma linha mais abrangente.
Eles satirizam de tudo: desde a política até o
mundo esportivo. Mas é claro que, no começo, as
pessoas vão comparar um programa ao outro. Isto é
natural. Mas, como já disse: cada um tem uma proposta.
Você disse que a Lilica foi um dos papéis
mais marcantes em sua carreira. Mas, ao longo da novela, você
precisou mudar um pouco do sotaque da personagem, que estava
muito carregado. Isto a incomodou?
Betty - Foi uma determinação que partiu do próprio
autor Walther Negrão. Realmente, quando ainda está
elaborando o personagem, o ator comete alguns excessos. Procurei
dar uma amenizada. Mas, na verdade, se for ver direitinho no
vídeo, a interpretação que dei para Lilica
praticamente não mudou muita coisa em relação
ao início da novela.
Dicas para o IR
Termina dia 28 o prazo para entrega da declaração
do Imposto de Renda. Confira essa e outras dicas no caderno especial
do IR.
Guia do IR |
|
O ator Oscar Magrini, que interpretava
o Aricanduva, par romântico da Lilica, acabou sendo afastado
da trama. Isto prejudicou o seu trabalho?
Betty - Ninguém é insubstituível. Além
do mais, a Lilica já tinha uma vida própria na
trama. Não dependia do Aricanduva. Por ser tontinha e
engraçada, todos que acompanham a novela acabaram ficando
seduzidos pela personagem.
"Realmente, quando ainda
está elaborando o personagem, o ator comete alguns excessos.
Procurei dar uma amenizada."
 |
 |
| Manchetes AN |
|
|
|
 |
 |
| Leia também |
|
A semana
Cineastas alemães
Três grandes nomes do cinema alemão, os diretores
Wim Wenders, Volker Schlondorff e Werner Herzog tornaram-se referências
obrigatórias na cinematografia mundial. Wenders ganhou
projeção fora de seu país após consagrar-se
com o filme "Asas do Desejo", enquanto Schlondorff
é o diretor do clássico "O Tambor". Já
Herzog realizou grandes filmes como "O Enigma de Kaspar
Hauzer". Durante o Festival de Berlim, os três foram
entrevistados por Duda Leite para o programa "Eurodrops"
(Eurochannel/TVA, hoje, 20 horas).
Fotógrafos de plantão
Uma matéria especial explica quem são as pessoas
responsáveis pelas fotos num set de filmagens. No meio
cinematográfico, eles são conhecidos pelo nome
still. São fotógrafos especializados em registrar
imagens em diferentes situações de um filme. Nomes
importantes contarão mais detalhes dessa profissão,
como o fotógrafo Zeca Guimarães, que trabalhou
em "Orfeu" e "Primeiras Histórias".
Vera Bungarden, responsável pelos filmes "Bossa Nova"
e "Mauá - o Imperador e o Rei", também
dá seu depoimento sobre a profissão.(Telecine 1/Net,
sexta, 20h30).
De pedra à vidraça
Tony Belloto mudou de lado no seu "Afinando a Língua".
De apresentador, o guitarrista passou para o time de entrevistados
do programa que comanda no canal Futura/Net. Sob a responsabilidade
da escritora Bia Corrêa do Lago, o programa desta sexta,
às 21h30, mostra o encontro dos sete Titãs para
um bate papo informal sobre o processo de criação
musical da banda. Quando o assunto chegou na autoria das canções,
os Titãs não economizaram farpas do tipo: "Mas
essa música é minha. Você só fez o
finalzinho da melodia", provoca um deles.
Encontro de bambas
No dia em que o Brasil comemora os 500 anos de seu Descobrimento,
a Multishow/Net apresenta às 23 horas os melhores momentos
do show intitulado "O Melhor do Brasil em Montreaux".
Os cantores e compositores Gilberto Gil, Chico Buarque de Holanda
e Caetano Veloso mostraram para o público francês
o melhor da Música Popular Brasileira. No show, destaque
para interpretação de Gil na canção
"Aquele Abraço". Ao cantar o samba em exaltação
ao Rio de Janeiro, todos os músicos presentes no espetáculo
voltaram à cena e o público caiu no samba de Gil.
Novidades na TV
Dúvidas virtuais
Reginaldo Leme virou link. É que além de comentar
a temporada 2000 da Fórmula 1 pela Globo, o jornalista
dá uma espécie de assessoria aos internautas fanáticos
por automobilismo. Dentro da página www.redeglobo.com.br/f1, há um link,
"Pergunte ao Reginaldo", em que o comentarista responde
às perguntas dos visitantes virtuais.
Quadros interativos
O programa "Eliana e Alegria" vai passar por mudanças
visuais. A partir de maio, o infantil da lourinha vai ganhar
novos cenários e quadros. Em um desses quadros, Eliana
vai viver uma DJ que conversa de maneira interativa com personagens
de desenhos animados e com convidados, que falarão sobre
seus cartoons preferidos.
Momento lusitano
David Pinheiro entrou na comemoração aos 500 anos
do descobrimento do Brasil. O ator, que interpreta o Armando
Volta na "Escolinha do Barulho", vestiu-se de Pero
Vaz de Caminha para participar do quadro "Metamorfose"
do "Zapping", da rede Record. Caracterizado como o
escrevinhador português, David saiu às ruas de São
Paulo com uma carta nas mãos fazendo perguntas à
população sobre a história do Brasil. As
cenas vão ao ar no próximo dia 21.
Muvuca dramatúrgica
O programa "Muvuca" 2000 já estreou, mas novos
quadros do programa ainda vão entrar no ar. É o
caso do "Muvuca Ficção", no qual Regina
Casé mata as saudades do tempo de atriz. Alguns pilotos
já foram gravados com a participação de
Fábio Assunção e Tonico Pereira. O primeiro
viveu um garçom, e o segundo, um anjo.
Geléia cultural
Três canais
brasileiros se unem e passam a produzir programas em conjunto
Leandro Calixto
TV Press
Cultura no Brasil nunca deu Ibope. Por isso, três dos
escassos canais brasileiros que têm alguma preocupação
com assuntos como artes plásticas, cinema e teatro resolveram
se juntar para, pelo menos, rachar a despesa. No caso, dois canais
por assinatura da Globosat, Multishow e Canal Brasil, assinaram
um convênio com a TVE Brasil. Até o final do mês,
as três emissoras passam a produzir programas em conjunto.
No caso, a Multishow faz a produção e captação
de anúncios, a TVE oferece os recursos técnicos
e humanos e o Canal Brasil, um parceiro menos atuante, oferece
apenas espaço para exibição.
Com o acordo, as emissoras esperam reduzir alguns custos e com
a "união" de estruturas também dar um
acabamento melhor para os programas. "Este tipo de acordo
vai ser uma saída para emissoras que não dispõem
de receitas milionárias em seus orçamentos",
prevê o presidente da TVE, Mauro Garcia. A TVE já
fez um acordo semelhante com a Rede Cultura, de São Paulo.
Parte da programação das duas emissoras são
exibidas pela Rede Pública de Televisão, a RPTV.
Nesta nova parceria, dois programas inicialmente são produzidos
pela Multishow e TVE: "Revista do Cinema Brasileiro",
apresentado pela atriz Vera Zimmerman, e "Multishow Revista",
comandado pela jornalista Simone Zuccolotto. Atualmente, estes
programas já são exibidos nos dois canais, mas
com recursos apenas do Multishow. Tanto a "Revista do Cinema
Brasileiro" quanto "Multishow Revista" serão
exibidos a partir do final do mês, de domingo a sexta-feira.
A TVE vai exibir uma edição especial aos sábados.
As emissoras também estão preparando produções
voltadas para área musical, que vão ser exibidas
e produzidas pelo Canal Brasil. "Com o acervo que a TVE
dispõe, pretendemos produzir séries com grandes
nomes da Música Popular Brasileira", avisa Mauro
Garcia. Outros dois projetos também estão sendo
estudados. A volta do programa "De Conversa em Conversa",
apresentado pela atriz Fernanda Montenegro, pelo jornalista Artur
Xexéo e o escritor Carlos Heitor Cony, é uma das
prioridades das emissoras. "Cantos do Rio", apresentado
pela cantora Joyce, é outro musical que pode voltar para
grade de programação da TVE.
Dos programas já confirmados na nova grade, "Multishow
Revista" e "Revista do Cinema Brasileira" são
produções voltadas para área cultural. A
primeira tem um formato mais abrangente porque apresenta desde
reportagens sobre cinema até a exibição
de bastidores de peças de teatro, passando por shows musicais.
Já o "Revista do Cinema Brasileira" detalha
as produções brasileiras.
Nesta nova fase do "Multishow Revista", que estréia
hoje, o programa vai continuar sendo uma agenda cultural diária.
"Só que vamos ter uma estrutura mais ampla, além
de tratar de assuntos de âmbito nacional", comemora
Simone Zuccolotto. O presidente da TVE Brasil, Mauro Garcia,
também confessou que, depois que o "Caderno 2000"
foi extinto da programação, a emissora ficou com
uma lacuna em sua programação. "Todos estes
programas também têm como objetivo abrir espaço
para aqueles que estão fora da mídia", completa
Mauro.
|
|
|