Joinville         -          Domingo, 16 de Abril de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















Ludmila Rosa não pretende se prmovover por meio da nudez
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias

 

A desinibida da MTV

Apresentadora do "Erótica" supera nomes famosos

André Bernardo
TV Press

A nova apresentadora do "MTV Erótica", Ludmila Rosa, não tem os seios fartos de Paula Burlamaqui, nem as pernas grossas de Regininha Poltergeist e muito menos as curvas generosas de Luciana Gimenez. Mesmo assim, ela superou essas e outras concorrentes, anônimas e famosas, na disputa pelo cargo que já foi de Anna Bárbara Xavier, a Babi. Ao contrário das demais candidatas, essa baiana de sorriso cativante e rosto delicado garante que não foi ela quem se candidatou à vaga de âncora do programa que esclarece dúvidas sobre sexo. Pelo contrário. Foi André Mantovani, diretor-geral da MTV Brasil, quem a convidou para participar do processo seletivo depois de dar uma espiada num teste para VJ que ela fez ainda no ano passado.
Já no teste, Ludmila se deu conta de que se refestelar na cama redonda para ouvir as mais cabeludas dúvidas dos telespectadores não seria uma tarefa simples. Sem a companhia do fiel escudeiro do programa, o terapeuta sexual Jairo Bouer, Ludmila teve de participar de uma simulação do "MTV Erótica", com direito a telefonemas do público e tudo mais. A primeira das muitas indagações dizia respeito à zoofilia. Uma adolescente perguntou se havia algum exercício para dilatar a vagina porque ela estava mantendo relações com diversos animais. "Sei que a opção sexual de cada um tem de ser respeitada. Mas não dá para dizer 'tudo bem' para qualquer coisa...", ressalva.
Aos 28 anos, a atriz do espetáculo "Ventriloquist", de Gerald Thomas, solta uma risada marota ao dizer que já possui a experiência necessária para falar sobre sexualidade no programa. Ela lembra que deu o primeiro beijo aos 13 anos, teve a primeira relação aos 16 e se casou aos 23. Mesmo assim, Ludmila ressalta que a proposta do "MTV Erótica" não é a de oferecer "respostas prontas" e sim a de levar o telespectador a refletir sobre os mais variados assuntos. Isso sem falar que eventuais dúvidas são esclarecidas em casa com o marido Luís Fernando, um professor de história que leciona para estudantes do 2º grau. "Às vezes, trocamos figurinhas sobre adolescentes em geral", ri.
O hábito de falar abertamente sobre sexo vem do tempo de criança. Ludmila nunca teve o menor pudor em abordar o assunto com a família. O pai, clínico-geral e obstetra, ficava responsável por responder a questões mais técnicas, como aborto e menstruação. Já a mãe, por acompanhar a filha ao médico quando a jovem perdeu a virgindade. "Muitos jovens se esquecem que os pais também já passaram por isso. Graças a Deus, tive uma família que me ajudou muito neste sentido", lembra. Apesar disso, Ludmila não está livre de eventuais cantadas ou situações embaraçosas no ar. "Se me propus a isso, tenho de estar preparada para tudo", brinca. O tempo, no entanto, tem mostrado que a perseverança compensa qualquer esforço. Não é de hoje que a MTV funciona como trampolim para quem sonha em fazer carreira em outras emissoras. "Se surgir algum convite, não vejo porque não conciliá-lo com a MTV. Mas ainda está cedo para tocar neste assunto", despista.
O que não parece interessar muito a Ludmila Rosa é a possibilidade de ser transformada no novo símbolo sexual. Embora não corresponda aos padrões estéticos dos brasileiros, que privilegiam seios fartos e quadris generosos, essa jovem de 1,62 m de altura e 45 quilos sabe que a boa repercussão da nova fase do "MTV Erótica" pode contribuir para a imediata erotização de sua imagem. Como ela também sabe que não deve demorar muito para receber os primeiros convites para posar nua. "Não me agrada a idéia de me promover através da nudez", enfatiza.

Antes da fama

Ludmila Rosa cursou jornalismo e estudou teatro. A carreira de jornalista se limitou a um breve estágio no jornal "Correio da Bahia". Já como atriz, Ludmila fez teatro em Salvador até ser convidada para integrar uma das turmas do Centro de Pesquisa Teatral do diretor Antunes Filho.
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No currículo, constam ainda duas passagens pela Globo. No seriado "Mulher", ela interpretou uma estudante que engravidou do primo. Em seguida, foi convidada para trabalhar na primeira fase de "Chiquinha Gonzaga" no papel de uma das muitas amantes do mulherengo Jacinto, interpretado por Marcello Novaes.


A cada fase da novela o elenco é renovado, mas Flávia Monteiro (centro) permanece atuando como a doce Carolina
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias

Destaque para a natureza

Quinta temporada de "Chiquititas" estréia amanhã com proposta ecológica

Leandro Calixto
TV Press

A novela "Chiquititas" entra no quinto ano de exibição no Brasil com uma proposta mais ecológica e social. Os alunos deixam o orfanato fictício Raio de Luz e passam a viver num sítio, para poderem abordar temas como a natureza e solidariedade. A intenção do SBT e da emissora argentina Telefe, que produzem em conjunto a novela, é atingir o público mais juvenil, mas sem se esquecer do infantil. "Não queremos perder a magia que caracterizou a novela nestes anos. A produção vai continuar enfocando o lado lúdico", explica o diretor da Telefe, Eduardo Folke.
Nesta nova fase de "Chiquititas", que está prevista para estrear amanhã, mais de 20 atores foram escalados para integrar o novo elenco. Na linha de frente se manteve a atriz Flávia Monteiro, que continua dando vida à meiga Carolina. Nos últimos três anos, por algumas vezes, Flávia chegou a ensaiar uma despedida. O que mais pesava contra era o fato de ficar estigmatizada como Carolina. "Achei melhor continuar por mais um ano. Afinal, eu sou protagonista...", tenta justificar Flávia. Mas, além do status, certamente pesou na opção da atriz o fato de estar ganhando mais do que poderia sonhar na Globo - estima-se algo em torno de R$ 100 mil.
A personagem de Flávia só retoma a história na segunda ou terceira semana da trama. Antes da demolição do orfanato, Carolina viaja para divulgar as atividades do instituto. Neste meio tempo, Débora Falabella entra para ser a heroína romântica da trama, na pele de Estrela. Ela vai levar todos os alunos do orfanato para morar em seu sítio. E justamente no campo que os alunos vão começar a discutir temas voltados para o meio ambiente. Pela primeira vez participando de uma produção dramatúrgica, Débora Falabella não vê a hora de estrear no vídeo. "Quero sentir o retorno do público em relação ao meu trabalho. São quase três meses gravando ininterruptamente na Argentina", conta Débora, que já foi logo ressalvando que não tem nenhum parentesco com o apresentador e ator Miguel Falabella.
Além de Débora, outro ator deve se destacar, mais uma vez, nesta quinta fase de "Chiquititas". Trata-se de Pierre Bittencourt. Pelo terceiro ano, ele interpreta o Chiquitito Mosca, o líder dos meninos. Como o personagem acabou tendo uma aceitação muito grande junto ao público, acabou sendo mantido no grupo. "Na verdade, estou crescendo junto com a novela. Por mim, fico até o fim", avisa o ator de 15 anos.
No final deste ano, o contrato entre SBT e Telefe chega ao fim. Existe uma cláusula que se o SBT tiver interesse, poderá produzir a novela sozinho no próximo ano. O diretor artístico da emissora de Sílvio Santos, Eduardo Lafon, disse que ainda é cedo para discutir o assunto. Mas adiantou que a emissora tem o interesse de continuar exibindo "Chiquititas" no ano 2001. "Comparando com produções da Globo, a nossa tem um custo bem menor. Além de ter um retorno muito gratificante, tanto no Ibope quanto comercialmente", argumenta Lafon, sem revelar o custo da produção.
Embora pretenda encerrar a participação em "Chiquititas" no final deste ano, Flávia Monteiro acredita que a novela ainda tenha mais alguns anos para ser explorada. "Muitos dizem que a produção está saturada. Não é verdade. Todos os anos parte do elenco e o conteúdo da trama são renovados", enfatiza Flávia. Para a temporada deste ano, cinco novos clipes já foram feitos em películas em Fernando de Noronha, arquipélago de Pernambuco.
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Uma equipe de 42 pessoas, entre atores, técnicos e diretores, passou oito dias no local. "Aproveitamos as paisagens paradisíacas das ilhas para compor o cenário, já que a novela tem neste ano um apelo mais ecológico", ressalta Eduardo Lafon.
Em 1999, "Chiquititas" manteve uma média de 18 pontos no Ibope. A intenção da emissora é que a produção mantenha a mesma audiência neste ano. "Tem tudo para conseguir até aumentar. Com estas mudanças, além de manter o público antigo, vamos ter um novo agora", espera Eduardo Folke.


Atriz não se queixa: "Quando a gente faz o que gosta, encontra tempo para tudo."
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias

 

Jornada tripla

Betty Gofman acumula participações em "Vila Madalena", "Garotas do Programa" e "Tá na Área"

Leandro Calixto
TV Press

Betty Gofman se desdobra em três para cumprir sua agenda. Quando não está dando vida à desajeitada Lilica em "Vila Madalena", ela integra o elenco fixo de "Garotas do Programa", que estreou na semana passada. Se não bastasse este "corre-corre" das produções da Globo, ela ainda tem de encontrar tempo para apresentar o programa "Tá na Área", dirigido pelo marido Alê Primo, que está no ar há cinco anos no canal por assinatura da Sportv. "Quando a gente faz o que gosta, encontra tempo para tudo. Confesso que não tenho sentido nenhum cansaço físico com toda esta maratona de gravações", garante Betty.
Nas próximas semanas, no entanto, o ritmo de trabalho da atriz vai diminuir, por causa do encerramento da novela "Vila Madalena", de Walther Negrão, previsto para maio. Após oito meses de gravação, Betty revela que a Lilica foi um dos papéis mais marcantes que já interpretou na televisão. Ao receber o texto do autor, a atriz disse que já chegou às lágrimas, tamanha a ingenuidade da personagem. "Ela é uma pessoa de boa-fé e só quer saber de praticar o bem", define Betty.
Enquanto não encerra os trabalhos em "Vila Madalena", para o próximo semestre, a atriz já tem um projeto na "gaveta". Ela deve participar da montagem da peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, dirigida por Mauro Mendonça Filho. Betty também aguarda a estréia do filme "Amélia", onde interpreta uma camareira, que fala em francês durante todo o longa.

Entrevista / Betty Gofman

Ao participar de três produções ao mesmo tempo, você não se preocupa com a superexposição?
Betty Gofman - Acho que dá para controlar essa questão numa boa. Principalmente porque são produções completamente diferentes umas da outras. Além do mais, a novela já está acabando. Não vou ficar com minha imagem tão presente no vídeo assim. E o programa é exibido num canal fechado, onde poucas pessoas têm acesso. Na verdade, em canal aberto, vou ficar apenas no "Garotas do Programa".

"Confesso que não tenho sentido nenhum cansaço físico com toda esta maratona de gravações."

Como você viu esta proposta da Globo em fazer um programa de humor protagonizado por atrizes?
Betty - Achei fantástica. É um programa feito por mulheres, mas que pode ser acompanhado por toda família. Independentemente de serem ou não machistas, todos os programas de humor até hoje foram feitos por homens, com a visão masculina de mundo. A gente está apresentado outro tipo de interpretação e fazendo críticas de costumes. Foi uma idéia brilhante das meninas do jornal "O Grelo Falante". Realmente faltava um programa deste gênero na televisão.

Você acha que as comparações com a turma do "Casseta & Planeta, Urgente!" serão inevitáveis, já que o programa é supervisionado por eles também?
Betty - Acho que cada programa tem a sua proposta. O nosso tem a intenção de discutir mais o universo feminino, enquanto os "cassetas" adotam uma linha mais abrangente. Eles satirizam de tudo: desde a política até o mundo esportivo. Mas é claro que, no começo, as pessoas vão comparar um programa ao outro. Isto é natural. Mas, como já disse: cada um tem uma proposta.

Você disse que a Lilica foi um dos papéis mais marcantes em sua carreira. Mas, ao longo da novela, você precisou mudar um pouco do sotaque da personagem, que estava muito carregado. Isto a incomodou?
Betty - Foi uma determinação que partiu do próprio autor Walther Negrão. Realmente, quando ainda está elaborando o personagem, o ator comete alguns excessos. Procurei dar uma amenizada. Mas, na verdade, se for ver direitinho no vídeo, a interpretação que dei para Lilica praticamente não mudou muita coisa em relação ao início da novela.

Dicas para o IR
Termina dia 28 o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda. Confira essa e outras dicas no caderno especial do IR.  Guia do IR 
O ator Oscar Magrini, que interpretava o Aricanduva, par romântico da Lilica, acabou sendo afastado da trama. Isto prejudicou o seu trabalho?
Betty - Ninguém é insubstituível. Além do mais, a Lilica já tinha uma vida própria na trama. Não dependia do Aricanduva. Por ser tontinha e engraçada, todos que acompanham a novela acabaram ficando seduzidos pela personagem.

"Realmente, quando ainda está elaborando o personagem, o ator comete alguns excessos. Procurei dar uma amenizada."

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A semana

Cineastas alemães
Três grandes nomes do cinema alemão, os diretores Wim Wenders, Volker Schlondorff e Werner Herzog tornaram-se referências obrigatórias na cinematografia mundial. Wenders ganhou projeção fora de seu país após consagrar-se com o filme "Asas do Desejo", enquanto Schlondorff é o diretor do clássico "O Tambor". Já Herzog realizou grandes filmes como "O Enigma de Kaspar Hauzer". Durante o Festival de Berlim, os três foram entrevistados por Duda Leite para o programa "Eurodrops" (Eurochannel/TVA, hoje, 20 horas).

Fotógrafos de plantão
Uma matéria especial explica quem são as pessoas responsáveis pelas fotos num set de filmagens. No meio cinematográfico, eles são conhecidos pelo nome still. São fotógrafos especializados em registrar imagens em diferentes situações de um filme. Nomes importantes contarão mais detalhes dessa profissão, como o fotógrafo Zeca Guimarães, que trabalhou em "Orfeu" e "Primeiras Histórias". Vera Bungarden, responsável pelos filmes "Bossa Nova" e "Mauá - o Imperador e o Rei", também dá seu depoimento sobre a profissão.(Telecine 1/Net, sexta, 20h30).

De pedra à vidraça
Tony Belloto mudou de lado no seu "Afinando a Língua". De apresentador, o guitarrista passou para o time de entrevistados do programa que comanda no canal Futura/Net. Sob a responsabilidade da escritora Bia Corrêa do Lago, o programa desta sexta, às 21h30, mostra o encontro dos sete Titãs para um bate papo informal sobre o processo de criação musical da banda. Quando o assunto chegou na autoria das canções, os Titãs não economizaram farpas do tipo: "Mas essa música é minha. Você só fez o finalzinho da melodia", provoca um deles.

Encontro de bambas
No dia em que o Brasil comemora os 500 anos de seu Descobrimento, a Multishow/Net apresenta às 23 horas os melhores momentos do show intitulado "O Melhor do Brasil em Montreaux". Os cantores e compositores Gilberto Gil, Chico Buarque de Holanda e Caetano Veloso mostraram para o público francês o melhor da Música Popular Brasileira. No show, destaque para interpretação de Gil na canção "Aquele Abraço". Ao cantar o samba em exaltação ao Rio de Janeiro, todos os músicos presentes no espetáculo voltaram à cena e o público caiu no samba de Gil.

Novidades na TV

Dúvidas virtuais
Reginaldo Leme virou link. É que além de comentar a temporada 2000 da Fórmula 1 pela Globo, o jornalista dá uma espécie de assessoria aos internautas fanáticos por automobilismo. Dentro da página www.redeglobo.com.br/f1, há um link, "Pergunte ao Reginaldo", em que o comentarista responde às perguntas dos visitantes virtuais.

Quadros interativos
O programa "Eliana e Alegria" vai passar por mudanças visuais. A partir de maio, o infantil da lourinha vai ganhar novos cenários e quadros. Em um desses quadros, Eliana vai viver uma DJ que conversa de maneira interativa com personagens de desenhos animados e com convidados, que falarão sobre seus cartoons preferidos.

Momento lusitano
David Pinheiro entrou na comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil. O ator, que interpreta o Armando Volta na "Escolinha do Barulho", vestiu-se de Pero Vaz de Caminha para participar do quadro "Metamorfose" do "Zapping", da rede Record. Caracterizado como o escrevinhador português, David saiu às ruas de São Paulo com uma carta nas mãos fazendo perguntas à população sobre a história do Brasil. As cenas vão ao ar no próximo dia 21.

Muvuca dramatúrgica
O programa "Muvuca" 2000 já estreou, mas novos quadros do programa ainda vão entrar no ar. É o caso do "Muvuca Ficção", no qual Regina Casé mata as saudades do tempo de atriz. Alguns pilotos já foram gravados com a participação de Fábio Assunção e Tonico Pereira. O primeiro viveu um garçom, e o segundo, um anjo.


Geléia cultural

Três canais brasileiros se unem e passam a produzir programas em conjunto

Leandro Calixto
TV Press

Cultura no Brasil nunca deu Ibope. Por isso, três dos escassos canais brasileiros que têm alguma preocupação com assuntos como artes plásticas, cinema e teatro resolveram se juntar para, pelo menos, rachar a despesa. No caso, dois canais por assinatura da Globosat, Multishow e Canal Brasil, assinaram um convênio com a TVE Brasil. Até o final do mês, as três emissoras passam a produzir programas em conjunto. No caso, a Multishow faz a produção e captação de anúncios, a TVE oferece os recursos técnicos e humanos e o Canal Brasil, um parceiro menos atuante, oferece apenas espaço para exibição.
Com o acordo, as emissoras esperam reduzir alguns custos e com a "união" de estruturas também dar um acabamento melhor para os programas. "Este tipo de acordo vai ser uma saída para emissoras que não dispõem de receitas milionárias em seus orçamentos", prevê o presidente da TVE, Mauro Garcia. A TVE já fez um acordo semelhante com a Rede Cultura, de São Paulo. Parte da programação das duas emissoras são exibidas pela Rede Pública de Televisão, a RPTV.
Nesta nova parceria, dois programas inicialmente são produzidos pela Multishow e TVE: "Revista do Cinema Brasileiro", apresentado pela atriz Vera Zimmerman, e "Multishow Revista", comandado pela jornalista Simone Zuccolotto. Atualmente, estes programas já são exibidos nos dois canais, mas com recursos apenas do Multishow. Tanto a "Revista do Cinema Brasileiro" quanto "Multishow Revista" serão exibidos a partir do final do mês, de domingo a sexta-feira. A TVE vai exibir uma edição especial aos sábados.
As emissoras também estão preparando produções voltadas para área musical, que vão ser exibidas e produzidas pelo Canal Brasil. "Com o acervo que a TVE dispõe, pretendemos produzir séries com grandes nomes da Música Popular Brasileira", avisa Mauro Garcia. Outros dois projetos também estão sendo estudados. A volta do programa "De Conversa em Conversa", apresentado pela atriz Fernanda Montenegro, pelo jornalista Artur Xexéo e o escritor Carlos Heitor Cony, é uma das prioridades das emissoras. "Cantos do Rio", apresentado pela cantora Joyce, é outro musical que pode voltar para grade de programação da TVE.
Dos programas já confirmados na nova grade, "Multishow Revista" e "Revista do Cinema Brasileira" são produções voltadas para área cultural. A primeira tem um formato mais abrangente porque apresenta desde reportagens sobre cinema até a exibição de bastidores de peças de teatro, passando por shows musicais. Já o "Revista do Cinema Brasileira" detalha as produções brasileiras.
Nesta nova fase do "Multishow Revista", que estréia hoje, o programa vai continuar sendo uma agenda cultural diária. "Só que vamos ter uma estrutura mais ampla, além de tratar de assuntos de âmbito nacional", comemora Simone Zuccolotto. O presidente da TVE Brasil, Mauro Garcia, também confessou que, depois que o "Caderno 2000" foi extinto da programação, a emissora ficou com uma lacuna em sua programação. "Todos estes programas também têm como objetivo abrir espaço para aqueles que estão fora da mídia", completa Mauro.

 
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