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ANotícia
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Avelar Lívio dos Santos
http://www.bancatai.com
avelar@torque.com.br
Internet SC
(de segunda categoria)
O
catarinense está muito mal-servido em termos de telecomunicações.
Está pagando caro por serviço de péssima
qualidade, isto se comparado a clientes de outras operadoras
do País. Bem que tentei esclarecer possíveis mal-entendidos
através de e-mail endereçado ao Ouvidor (ouvidoria@telesc.com.br)
da Telesc. Mas já se passaram três meses e não
obtive nenhuma resposta. Ou fez "ouvido de mercador"
ou este negócio de Ouvidor não passa de marketing
de fachada, pois até o momento nenhuma providência
foi tomada.
Os problemas desta operadora são muitos, a começar
pelo nome. Não sabemos se a chamamos Telesc, Tele Centro
Sul ou Brasil Telecom. Na verdade nem ela mesma sabe. O site
é http:/www.telesc.com.br,
a logo de apresentação é Brasil Telecom,
mas todas as referências internas são da Tele Centro
Sul, uma confusão que poderia ser resolvida com um simples
comando "search anda replace" do webmaster. Mas dos
males este é o menor. Problema mesmo é a falta
de respeito ao consumidor de Santa Catarina.
Vamos começar pela infra-estrutura. Seguramente, os internautas
catarinenses são os que mais sofrem com a lentidão
da rede mundial. Nos últimos dias, o desempenho esteve
pela hora da morte. Muita gente deve ter dito "Como eu odeio
a Internet", quando o verdadeiro vilão se chama Telesc.
Isto acontece porque a maioria dos provedores estaduais foram
persuadidos (não com preço, porque pagam o de tabela)
a firmar contratos com esta operadora de telefônica fixa
local, que, em contrapartida, não investiu o suficiente
em infra-estrutura para atender a demanda. Criou-se então
o backbone SC, de "segunda categoria", incapaz de suportar
o tráfego crescente de dados no Estado.
Recentemente um técnico do setor me confidenciou que o
link da Telesc para o backbone nacional Embratel-MCI, em Florianópolis,
era de apenas 2 megabits. Imagine o congestionamento: 200 mil
internautas tentando passar por um funil dimensionado para no
máximo 2 mil usuários. Se isto realmente for verdade,
esta empresa merece ser processada com base no Código
de Defesa do Consumidor, já que quanto mais tempo se gasta
para obter uma informação na rede, mais alta é
conta de telefone no final do mês. Chego a pensar que esta
deficiência existe de forma premeditada.
Veja, por exemplo, o sonho da banda larga. Há mais de
ano a Telesc faz publicidade de serviços deste tipo, mas
nem tente ligar para empresa e dizer que está interessado.
O interlocutor colocará tantos obstáculos que você
acabará se sentindo um privilegiado por contar com sua
reles conexão discada. Soube de um cliente que implorou
durante dois meses para ser atendido com um serviço RDSI,
pomposamente chamado de Hiperline. Antes não tivesse sido
atendido, já que sua decepção foi maior
ao descobrir que com seu velho modem, a navegação
era muito mais rápida.
Quer outra prova de desrespeito ao consumidor catarinense? Compare
as páginas de oferta de serviços da Telefônica
paulista (http://www.telefonica.net.br/)
com a da Telesc (http://www.brasiltelecom.net.br/ps_SC.htm).
Na primeira você encontra facilmente informações
fundamentais sobre "o que é o serviço",
"quanto custa" e a qual área se destina. O usuário
pode até fazer a solicitação on-line. Na
Telesc tudo é muito subjetivo e panfletário. Termos
como "Qualidade Brasil Telecom", "Internet ágil,
descomplicada e com custos reduzidos" e "moderno canal
de comunicação", substituem informações
técnicas básicas sem dar a menor chance para o
cliente entender o que é o serviço e se atende
suas necessidades.
No final, como se quisesse desfazer qualquer intenção
de compra, indica o telefone 0800 61-1000, de segunda a sexta,
das 7h30 às 19 horas, para maiores informações,
que o interlocutor certamente não saberá dar. Uma
inversão absurda e proposital de valores já que
a Web é a fonte ideal para este tipo de informação
mais detalhada. Torço para que Ouvidor exista mesmo e
tome conhecimento destas denúncias. Quem sabe ele nos
ajude a esclarecer publicamente todas estas questões.
Concorrência já
Se a turma do jeitinho não mudar as regras do jogo,
antes mesmo de 2002 poderemos ter concorrência de verdade
no setor de telecomunicações em Santa Catarina.
As operadoras nacionais, Embratel e Intelig, já estão
pleiteando autorização para operar serviços
de transmissão de dados sobre a rede das operadoras locais
ainda este ano. É a chegada ao Estado do acesso a recursos
de banda larga como o ADSL, considerado como o de melhor relação
custo-benefício - de R$ 85,00 mensais para usuários
avançados ou de grande porte. O ADSL funciona sobre pares
de cobre e dispensa o uso da linha telefônica, podendo
atingir desempenho de 1 Mbps (upstream) a 8 Mbps (downstream).
A Embratel solicitou em maio o compartilhamento da rede local
e deve acionar a Anatel caso não obtenha autorização
da operadora já nos próximos dias. Segundo a direção
da empresa, a Lei Geral das Telecomunicações garante
em seu artigo 155 a utilização da infra-estrutura
já existente em benefício do consumidor final.
Tem também a questão do bom senso: o desperdício
com construção de rede paralela sairia do bolso
do consumidor. É preciso ficar atento a esse jogo porque
as teles não querem mexer jamais na reserva de mercado.
Consumidor lesado
Internautas catarinenses estão sendo discriminados
e lesados com cobranças indevidas em suas contas telefônicas.
O parecer é da própria Anatel ao considerar irregular
a retirada pela Telesc da franquia de 100 pulsos mensais nos
gastos com telefonia em conexões discadas. O problema
surgiu a partir de 16 de junho último, quando a operadora
passou a discriminar "pulsos de Internet" como forma
de anular o desconto previsto em lei para a telefonia em geral.
Segundo a Anatel, os clientes lesados devem ligar para o atendimento
106 da Telesc e solicitar a abertura de sindicância. "Fiz
isto e fiquei surpreso quando a operadora perguntou prontamente
se eu queria ter o valor cobrado a mais creditado em conta corrente
ou abatido na fatura do mês seguinte", comentou um
internauta indignado. Ele e todos aqueles que apresentarem reclamação
deverão ser reembolsados. Não sei dizer se o serviço
106 é pago, mas tenho uma certeza: se a extinção
da franquia de 100 pulsos é ilegal, cabe a própria
Anatel tomar providências aplicando pesada multa ao infrator,
com repasse de parte desta ao consumidor lesado. Mas aí
já é sonhar acordado.
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iRádio
Guerra pela jornada de trabalho menor
Sindicatos dizem que medida gera emprego, mas empresas dizem
que custos sobem.
AN_Economia |
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Você entra no carro, olha para o rádio
e diz: tempo. Então ouve a previsão completa da
meteorologia. Em seguida chama o nome da música ou da
cantora preferida e sai assobiando a canção pela
estrada. É o iRadio, a mais nova invenção
da tecnologia de informação. A Motorola (http://www.autopc.com)e
a Clarion (http://www.autopc.com)
já têm protótipos para quem quiser dar uma
espiada.
iRelógio
Quem não tem carro vai de relógio mesmo. A IBM
está aprontando um relógio inteligente que poderá
até ditar os compromissos de cada minuto, a partir do
seu próprio pulso. A engenhoca funciona com um micro sistema
operacional Linux, sendo capaz de trocar dados com o computador,
celulares e se conectar à Internet. A Big Blue avisa,
porém, que não tem interesse em comercializar o
invento.
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