Joinville         -          Quarta-feira, 9 de Agosto de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Avelar Lívio dos Santos
http://www.bancatai.com
avelar@torque.com.br

Internet SC
(de segunda categoria)

O catarinense está muito mal-servido em termos de telecomunicações. Está pagando caro por serviço de péssima qualidade, isto se comparado a clientes de outras operadoras do País. Bem que tentei esclarecer possíveis mal-entendidos através de e-mail endereçado ao Ouvidor (ouvidoria@telesc.com.br) da Telesc. Mas já se passaram três meses e não obtive nenhuma resposta. Ou fez "ouvido de mercador" ou este negócio de Ouvidor não passa de marketing de fachada, pois até o momento nenhuma providência foi tomada.
Os problemas desta operadora são muitos, a começar pelo nome. Não sabemos se a chamamos Telesc, Tele Centro Sul ou Brasil Telecom. Na verdade nem ela mesma sabe. O site é http:/www.telesc.com.br, a logo de apresentação é Brasil Telecom, mas todas as referências internas são da Tele Centro Sul, uma confusão que poderia ser resolvida com um simples comando "search anda replace" do webmaster. Mas dos males este é o menor. Problema mesmo é a falta de respeito ao consumidor de Santa Catarina.
Vamos começar pela infra-estrutura. Seguramente, os internautas catarinenses são os que mais sofrem com a lentidão da rede mundial. Nos últimos dias, o desempenho esteve pela hora da morte. Muita gente deve ter dito "Como eu odeio a Internet", quando o verdadeiro vilão se chama Telesc. Isto acontece porque a maioria dos provedores estaduais foram persuadidos (não com preço, porque pagam o de tabela) a firmar contratos com esta operadora de telefônica fixa local, que, em contrapartida, não investiu o suficiente em infra-estrutura para atender a demanda. Criou-se então o backbone SC, de "segunda categoria", incapaz de suportar o tráfego crescente de dados no Estado.
Recentemente um técnico do setor me confidenciou que o link da Telesc para o backbone nacional Embratel-MCI, em Florianópolis, era de apenas 2 megabits. Imagine o congestionamento: 200 mil internautas tentando passar por um funil dimensionado para no máximo 2 mil usuários. Se isto realmente for verdade, esta empresa merece ser processada com base no Código de Defesa do Consumidor, já que quanto mais tempo se gasta para obter uma informação na rede, mais alta é conta de telefone no final do mês. Chego a pensar que esta deficiência existe de forma premeditada.
Veja, por exemplo, o sonho da banda larga. Há mais de ano a Telesc faz publicidade de serviços deste tipo, mas nem tente ligar para empresa e dizer que está interessado. O interlocutor colocará tantos obstáculos que você acabará se sentindo um privilegiado por contar com sua reles conexão discada. Soube de um cliente que implorou durante dois meses para ser atendido com um serviço RDSI, pomposamente chamado de Hiperline. Antes não tivesse sido atendido, já que sua decepção foi maior ao descobrir que com seu velho modem, a navegação era muito mais rápida.
Quer outra prova de desrespeito ao consumidor catarinense? Compare as páginas de oferta de serviços da Telefônica paulista (http://www.telefonica.net.br/) com a da Telesc (http://www.brasiltelecom.net.br/ps_SC.htm). Na primeira você encontra facilmente informações fundamentais sobre "o que é o serviço", "quanto custa" e a qual área se destina. O usuário pode até fazer a solicitação on-line. Na Telesc tudo é muito subjetivo e panfletário. Termos como "Qualidade Brasil Telecom", "Internet ágil, descomplicada e com custos reduzidos" e "moderno canal de comunicação", substituem informações técnicas básicas sem dar a menor chance para o cliente entender o que é o serviço e se atende suas necessidades.
No final, como se quisesse desfazer qualquer intenção de compra, indica o telefone 0800 61-1000, de segunda a sexta, das 7h30 às 19 horas, para maiores informações, que o interlocutor certamente não saberá dar. Uma inversão absurda e proposital de valores já que a Web é a fonte ideal para este tipo de informação mais detalhada. Torço para que Ouvidor exista mesmo e tome conhecimento destas denúncias. Quem sabe ele nos ajude a esclarecer publicamente todas estas questões.

Concorrência já

Se a turma do jeitinho não mudar as regras do jogo, antes mesmo de 2002 poderemos ter concorrência de verdade no setor de telecomunicações em Santa Catarina. As operadoras nacionais, Embratel e Intelig, já estão pleiteando autorização para operar serviços de transmissão de dados sobre a rede das operadoras locais ainda este ano. É a chegada ao Estado do acesso a recursos de banda larga como o ADSL, considerado como o de melhor relação custo-benefício - de R$ 85,00 mensais para usuários avançados ou de grande porte. O ADSL funciona sobre pares de cobre e dispensa o uso da linha telefônica, podendo atingir desempenho de 1 Mbps (upstream) a 8 Mbps (downstream). A Embratel solicitou em maio o compartilhamento da rede local e deve acionar a Anatel caso não obtenha autorização da operadora já nos próximos dias. Segundo a direção da empresa, a Lei Geral das Telecomunicações garante em seu artigo 155 a utilização da infra-estrutura já existente em benefício do consumidor final. Tem também a questão do bom senso: o desperdício com construção de rede paralela sairia do bolso do consumidor. É preciso ficar atento a esse jogo porque as teles não querem mexer jamais na reserva de mercado.

Consumidor lesado

Internautas catarinenses estão sendo discriminados e lesados com cobranças indevidas em suas contas telefônicas. O parecer é da própria Anatel ao considerar irregular a retirada pela Telesc da franquia de 100 pulsos mensais nos gastos com telefonia em conexões discadas. O problema surgiu a partir de 16 de junho último, quando a operadora passou a discriminar "pulsos de Internet" como forma de anular o desconto previsto em lei para a telefonia em geral. Segundo a Anatel, os clientes lesados devem ligar para o atendimento 106 da Telesc e solicitar a abertura de sindicância. "Fiz isto e fiquei surpreso quando a operadora perguntou prontamente se eu queria ter o valor cobrado a mais creditado em conta corrente ou abatido na fatura do mês seguinte", comentou um internauta indignado. Ele e todos aqueles que apresentarem reclamação deverão ser reembolsados. Não sei dizer se o serviço 106 é pago, mas tenho uma certeza: se a extinção da franquia de 100 pulsos é ilegal, cabe a própria Anatel tomar providências aplicando pesada multa ao infrator, com repasse de parte desta ao consumidor lesado. Mas aí já é sonhar acordado.

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Guerra pela jornada de trabalho menor
Sindicatos dizem que medida gera emprego, mas empresas dizem que custos sobem.  AN_Economia 
Você entra no carro, olha para o rádio e diz: tempo. Então ouve a previsão completa da meteorologia. Em seguida chama o nome da música ou da cantora preferida e sai assobiando a canção pela estrada. É o iRadio, a mais nova invenção da tecnologia de informação. A Motorola (http://www.autopc.com)e a Clarion (http://www.autopc.com) já têm protótipos para quem quiser dar uma espiada.

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Quem não tem carro vai de relógio mesmo. A IBM está aprontando um relógio inteligente que poderá até ditar os compromissos de cada minuto, a partir do seu próprio pulso. A engenhoca funciona com um micro sistema operacional Linux, sendo capaz de trocar dados com o computador, celulares e se conectar à Internet. A Big Blue avisa, porém, que não tem interesse em comercializar o invento.

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