Joinville         -          Quarta-feira, 9 de Agosto de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Muda diretor do
Presídio de Joinville

Fuga de três detentos que integravam projeto Caminho Novo pode ter sido principal motivo

Marcos de Oliveira

Duas conseqüências foram geradas com a fuga de três presos que integraram o projeto Caminho Novo da Secretaria de Justiça, na noite de quinta-feira: a possível desativação do programa, interrompido no dia seguinte, e a demissão do administrador do Presídio de Joinville, Antônio Jorge Cecyn Neto. Assumiu interinamente a direção do estabelecimento o capitão PM Roberto Vidal Fonseca, 37 anos. Oficialmente, a saída de Cecyn, que é dono de restaurante, teria sido motivada por "incompatibilidade por exercer outra atividade profissional".
Entretanto, alguns policiais afirmam que faltou experiência para Cecyn, e dedicar um tratamento mais rigoroso para com os presos. "Ele concedeu muitas regalias e os detentos abusaram", disse um dos policiais. Um exemplo disso é o preso Rubens Cesar Ferreira, o Rubinho, 26, condenado a mais de 5 anos por assalto, beneficiado para atuar no projeto Caminho Limpo, que fugiu e deixou uma carta para Cecyn desculpando-se e exlicando os motivos da sua escapada.
Outros dois que também fugiram com Rubens, Nizito Pedro Pereira, 36, e Djalma Cesar Braga, 31, foram recapturado e tiveram de ser removidos para o presídio de segurança máxima, em Florianópolis, por sofrerem ameaças em Joinville. Antes disso, no dia 17 de julho, fugiram Adair Henquemeier, 41, condenado a seis anos por tráfico, e Carlos dos Santos Coimbra, o Carlinhos, 32, com quatro anos de cadeia, por furtos. Eles estavam na regalia do presídio, assim como outros 33 condenados por crimes de tráfico, assalto, furto e estupro.
Esta é a quinta mudança na administração no maior presídio do interior do Estado, que tem uma população carcerária de quase 400 detentos, amontoados em espaço para 130 pessoas, em apenas 20 meses do atual governo. Desde que Juarez Espíndola foi substituído, em janeiro de 1999, foram registradas mais 40 fugas no Presídio de Joinville. O Secretário da Justiça e Cidadania, Paulo Cezar Ramos de Oliveira, confirmou que em Joinville a operação Caminho Limpo "estará suspensa, temporariamente, até que se faça uma avaliação a respeito da fuga dos três detentos. Trata-se de um fato isolado e que não irá comprometer que prossegue em todos os municípios conveniados".


Surgem novos vestígios
sobre a morte de menina

Marco Antonio Zanfra

São José - A polícia encontrou ontem um tufo de cabelos claros e vestígios de sangue seco na casa-sede do sítio onde morava a estudante Samara Barcelos, 10 anos, cujo corpo foi encontrado no último domingo na localidade de Potecas, em São José. A casa, desabitada, fica no meio do caminho que ela tomou na terça-feira, ao sair de casa para consultar-se com o dentista em Forquilhinhas, quando desapareceu. A menina foi estuprada e morreu por traumatismo crânio-encefálico. O cabelo tem a mesma cor do que foi retirado do arame das cercas por onde o corpo da garota deve ter passado. Os policiais acreditam que tanto o cabelo quanto o sangue são dela.
Apesar do achado, foram infrutíferas as buscas dos policiais da 2ª DP de São José (Barreiros) para localizar o local que teria servido de cativeiro para Samara desde o momento em que foi raptada até quando a assassinaram. O exame necroscópico encontrou em seu estômago alimento diverso do que ela havia ingerido antes de sair de casa, o que indica que a menina foi alimentada depois de ter desaparecido. Além disso, segundo a primeira análise pericial, o corpo da estudante apresentava rigidez cadavérica indicando que ela teria morrido no máximo 48 horas antes de ser encontrada, no domingo.
A polícia está tentando descobrir o que aconteceu com ela entre o início da tarde de terça-feira, quando saiu para ir ao dentista e a manhã de sexta-feira, presumindo-se que está correto o cálculo, segundo o qual Samara morreu 48 horas antes de ser localizada. Surgiu entre os policiais uma suspeição mais forte em torno de um nome, mas o delegado acha prematura qualquer definição e adiantou que só vai divulgar alguma informação sobre as investigações quando houver certezas.


Assassinos de
vendedor são condenados

Caçador - Em júri popular no Fórum da Comarca de Caçador, na segunda-feira, foram condenados Adriano Pimentel, 21 anos, a 13 anos de reclusão em regime fechado, e Júlio Cassiano Gonçalves, 21, a 12 anos, pelo assassinato do vendedor autônomo Antelmo da Siqueira Maciel, 43, em 11 de setembro do ano passado. O crime ocorreu em um terreno baldio próximo a Zanchi Tratores, na rodovia SC 451, periferia de Caçador. Atuou na acusação o promotor Ricardo Marcondez de Azevedo, e na defesa o advogado Anderson Socrepa e a advogada Erli Camargo. O julgamento foi presidido pelo juiz Flávio Dell'Antônio.
Antelmo foi morto com vários golpes de pedra na cabeça e um tiro de revólver calibre 38 na boca. Óutro suspeito de participação no crime, Lova Iobi Ussenko, 24, já havia sido absolvido ainda na pronúncia do processo. De acordo com o promotor Ricardo, Adriano e Cassiano haviam sido autuados em flagrante enquanto agrediam a vítima. "Duas pessoas presenciaram o crime", define o promotor. Segundo ele, a defesa tentou argumentar que os condenados não tinham efetuado o disparo, causa principal da morte de Antelmo. Mas, o promotor alegou que eles haviam agido de uma foram que contribuiu decisivamente com a morte do autônomo. A polícia enumerou dois possíveis responsáveis pelo disparo. Lova, que foi absolvido, e um quarto participante, que atende pelo nome de Davi, e que não chegou a ser identificado. Os dois acusados foram condenados por homicídio qualificado. Adriano pelo emprego de crueldade, e Cassiano por torpe e meio cruel.


Aumenta número de cheques
clonados no Sul do Estado

Urussanga - A clonagem de cheques é mais um golpe que está complicando a vida de muitos comerciantes no Sul do Estado. Em Urussanga, nos últimos dias, pelo menos três já foram clonados e passados em estabelecimentos comerciais como pagamentos. A polícia local já tem informações de que mais casos como estes estão acontecendo em cidade vizinhas. O primeiro cheque clonado foi dado em um hotel da cidade.
Comediantes se arriscam na política
Serem conhecidos do público é a única vantagem dos humoristas.  AN_Tevê 
As informações que a polícia tem é de três elementos que se hospedaram, e ao deixar o hotel pagaram o valor de R$ 645,00 com um cheque do Banco do Brasil. O dono do hotel ao tentar fazer o desconto no banco, deparou-se com o nome e CPF fictícios. O delegado local, Alceu Orbem, acredita que uma quadrilha esteja agindo na região, já que mais casos iguais a esses foram registrados nas cidades próximas como Orleans e Braço do Norte. Ele alerta, porém, que em muitos casos as vítimas não registram queixa na delegacia, dificultando as investigações.
Mas nesse caso, Orbem afirma que, no máximo, na próxima semana, já terá descoberto os autores da falsificação e adulteração dos documentos. "Provavelmente são pessoas de fora, com a participação de uma ou duas da região", sugere o delegado. Ele conta que as cópias são muito bem feitas e alerta para que lojistas e comerciantes fiquem atento quando receberem com cheque. Orbem dá algumas dicas de como se prevenir para não cair no golpe do cheque clonado:
observar a diferença no tamanho - os cheques clonados são menores que o original; as letras são um pouco maiores no cheque adulterado; a cor do cheque clonado é um pouco mais clara que a do talão original. O delegado insiste que as pessoas devem prestar muita atenção no momento de receber pagamentos em cheque.

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Dupla armada invade
e rouba supermercado

Joinville - Dois homens que usam uma motocicleta Honda Titan para assaltar estabelecimentos comerciais decidiram desafiar a Polícia Militar, no dia em que o comando do 8º BPM de Joinville iniciou uma das maiores operações, visando coibir essa modalidade de crime. Às 19 horas, eles invadiram o Supermercado Arco Íris, na rua Albano Schmidt, no bairro Boa Vista, e sob ameaça de armas roubaram o dinheiro das caixas. Várias guarnições foram mobilizadas, mas não conseguiram localizar a dupla.
Na Operação Fecha Quartel, mais de 100 policiais que trabalham no expediente interno foram colocados no policiamento ostensivo, com presença no centro da cidade, barreiras nas principais acessos à Joinville e varreduras nos pontos críticos da periferia. As ações se estendem até sábado. Ontem, às 15h30, numa barreira na rua Ottokar Doerffel, foi detido Geraldo Cartário Ribeiro Júnior, 38, por estar portando ilegalmente uma pistola semiautomática calibre 7.65, com nove balas no pente. O porte estava vencido e ele foi levado para a 6ª DP.
O delegado Fabrício Mann Dias fez a autuação em flagrante por porte ilegal de arma, e arbitrou uma fiança, que foi paga, e acabou Cartário liberado. O objetivo das operações é recuperar veículos furtados, prisão de foragidos da Justiça, cumprimento de mandados de prisão e evitar o crescente indice de assaltos, que somaram cerca de 14 casos em cinco dias. Para isso, policiais que estavam de folga foram convocados para participar das operações e serão compensados com pagamento de horas extras.


Colombiano que denunciou
empresários na CPI escapa

Fortaleza, Ceará - O colombiano Joaquim Hernando Castilla Jimenez, de 35 anos, condenado por crimes de corrupção e falsidade ideológica, além de de envolvimento com o tráfico internacional de drogas, fugiu da Penitenciária Agrícola do Amaunari, em Maranguape a 30 quilômetros de Fortaleza. Jimenez se notabilizou, em 24 de novembro do ano passado, quando prestou depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, em Brasília, acusando 35 empresários cearenses na lavagem de dinheiro.
O colombiano foi preso em seis de outubro do ano passado num hotel da Beira-Mar de Fortaleza. Passou 90 dias preso na Polícia Federal em Fortaleza. Depois, foi transferido para o Instituto Penal Paulo Sarasate, presídio de segurança máxima do Estado.

 
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