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ANotícia
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Francisco Milani (ao lado)
é vice na chapa de Benedita da Silva para prefeita; Dedé
Santana (abaixo), que já concorreu duas vezes, diz que
gostaria de tentar novamente
Fotos: Divulgação
Comediantes se arriscam na política
Serem conhecidos
do público é a única vantagem dos humoristas
André Bernardo
TV Press
Os
políticos sempre foram um dos alvos favoritos dos humoristas
em geral. E não é à toa. Boa parte deles
está metida em falcatruas, não cumpre o que promete
e é capaz de tudo para manter a "boquinha".
Por isso mesmo, parece até ironia quando alguns comediantes
resolvem se candidatar a cargos políticos. Este ano, Rogério
Cardoso, o submisso Epitáfio de "Zorra Total",
e Marcos Plonka, o sovina Samuel Bronstein de "A Escolinha
do Barulho", são candidatos a vereador nas cidades
do Rio e de Guarulhos, em São Paulo. Já Francisco
Milani, o intolerante Saraiva de "Zorra Total", é
o vice da candidata Benedita da Silva à prefeitura do
Rio. "Comediante é um artista de forte identificação
popular. Muitos deles sabem, melhor que ninguém, dos problemas
do povo", arroga-se Chico Anysio.
A simples candidatura de um humorista, porém, não
assegura uma votação expressiva nas urnas. Segundo
Milani, a única vantagem que eles levam sobre os demais
candidatos é o fato de já serem conhecidos do público.
"Mas isso não significa que já estou eleito.
Convencer o público são outros quinhentos",
acrescenta Milani. Para não favorecer uns candidatos mais
que outros, o Código Eleitoral proíbe as emissoras
de tevê de exibirem programas apresentados ou comentados
por eventuais candidatos. A aplicação da lei nº
9.504, de 30/09/1997, gera protesto por parte dos humoristas,
que são obrigados a sair do ar a partir de 1º de
agosto. "É a mesma coisa que proibir um médico
de operar. Não estou lá como candidato e sim como
personagem", argumenta Antônio Pedro que, quando foi
candidato a deputado estadual pelo PDT-RJ em 1990, trabalhava
no programa "A Escolinha do Professor Raimundo". Mas
ele ressalva que jamais repetiria a experiência.
Já o ex-trapalhão Dedé Santana pensa diferente.
Ele já tentou a carreira política por duas vezes:
em 1996, como vereador pelo PFL e, em 98, como deputado pelo
PST-RJ. Mesmo assim, não se dá por satisfeito e
diz que gostaria de voltar a lutar pela causa das crianças
de rua nas próximas eleições. "Quando
pediam rua asfaltada ou poste de luz, eu pedia para procurarem
outro candidato. Hoje, vejo que não podia ser tão
sincero assim", lamenta Dedé. De fato, tamanha sinceridade
saiu caro para o inexperiente trapalhão. Já Rogério
Cardoso, o Rolando Lero de "A Escolinha do Professor Raimundo",
teve mais sorte. E senso de oportunidade também. O ator
se candidatou à vereador pelo PFL em 1996, quando fazia
sucesso como o impagável Salgadinho da novela "Explode
Coração". Não por acaso, Rogério
incorporou até o nome do personagem à imagem política.
"Sempre fui levado a sério pelos eleitores. As pessoas
geralmente tratam os humoristas como membros da família
por fazê-las rir", justifica o humorista.
A decisão de se candidatar a cargos políticos,
no entanto, pode gerar alguns contratempos. Dedé Santana,
por exemplo, já cansou de ouvir de outros profissionais
do ramo de que estava se metendo onde não devia. "Eu
me sinto no direito de me meter na profissão deles porque
eles já se meteram muito na minha. Afinal, eles vivem
fazendo trapalhadas por aí!", ironiza. Já
Antônio Pedro ressalva que eventuais candidaturas podem
restringir o campo de trabalho do humorista. Desde que se candidatou
à deputado estadual pelo PDT-RJ em 1990, nunca mais foi
convidado para fazer comerciais na tevê. "Não
entrei nessa por conveniência e sim por ideologia. Mas
paguei o preço de ficar estigmatizado por isso",
confessa.
Em ano de eleição, qualquer recurso pode ser utilizado
por assessor político para eleger determinado candidato.
Até mesmo transformar humorista em cabo eleitoral. Dos
muitos que apóiam candidatos, Pedro Bismark, o Nerso da
Capitinga de "Zorra Total", é um dos mais assíduos
freqüentadores de palanque. Nas últimas eleições,
Pedro foi considerado peça-chave na campanha que levou
Marconi Pirillo, do PSDB, ao governo de Goiás. Este ano,
Pedro apóia a candidatura de Cabo Júlio, do PL,
à Prefeitura de Belo Horizonte. "É claro que
os eleitores associam a minha imagem à do candidato. Mas,
depois de um tempo, isso cai no esquecimento", minimiza.
Marcelo: "O Beterraba
conquistou as crianças e os jovens, e isso é uma
vitória"
Foto: Divulgação
No vaivém da comédia
Marcelo Novaes
repete, em "Uga Uga", os trejeitos do hilário
Raí
Rodrigo Teixeira
TV Press
Marcelo Novaes nem notou quando um grupo de sete meninas se
aproximou para pedir autógrafo. Empolgadas com a possibilidade
inesperada de ver de perto o ator de "Uga Uga" no Bosque
da Barra, parque da zona Oeste do Rio, as adolescentes foram
logo gritando "olha o Beterraba, olha o Beterraba".
O entusiasmo das fãs e a referência ao personagem
de Marcelo na novela das sete da Globo representam mais do que
um simples reconhecimento para o ator carioca. "O Beterraba
conquistou as crianças e os jovens e isto é uma
vitória para mim como ator. É a prova que superei
o fantasma do Raí", comemora Marcelo, após
conversar com as fãs rapidamente.
O ator de 37 anos não esconde que esperava receber críticas
da mídia televisiva pela evidente similaridade entre Beterraba
e Raí, personagem que em 1994 alavancou a carreira de
Marcelo em "Quatro por Quatro", novela também
de Lombardi. Mas, até agora, o ator não tem lido
nada que o desagrade. Pelo contrário. "O máximo
que citaram foram os trejeitos parecidos, mas ninguém
falou que eu estava mal no papel", defende-se Marcelo. Na
verdade, o ator teria uma série de desculpas para não
trabalhar pela terceira vez com o autor de "Uga Uga".
Isto porque Marcelo recebeu o convite há menos de uma
semana do início das gravações da novela.
Para piorar, Beterraba era para ser vivido primeiramente por
Murilo Benício, que acabou entrando em "Esplendor",
e depois por Marcos Palmeira, que já tinha compromissos
no cinema. Sem tempo para construir o personagem e numa situação
que parecia "tapa-buraco", o ator se preocupou ainda
mais após ler os dez primeiros capítulos da trama
e constatar que Raí e Beterraba eram quase univitelinos.
"Os dois personagens são populares, brigões,
falam errado e se acham gostosos, além de terem o estilo
do mesmo autor", assume Marcelo. Além disso, ele
iria novamente fazer par romântico com Viviane Pasmanter,
assim como aconteceu em "Andando nas Nuvens", em 1999.
"No início fiquei amedrontado. Mas hoje vejo nas
ruas que o público gosta do Beterraba", afirma.
Quanto ao fato de aparecer em cena, como a maioria dos homens
do elenco, quase sempre com o tronco nu, o ator garante que até
está se surpreendendo com o autor de "Uga Uga".
"Tirando a bunda do Cláudio Heinrich, acho que o
Lombardi está pegando leve. Na verdade, ele usa a sensualidade
para fazer comédia", elogia. Aparentemente tranquilo
e sempre falando pausadamente, o ator é do tipo que assume
as próprias limitações. Para Marcelo, a
maior dificuldade em "Uga Uga" era ter competência
para diversificar a interpretação sobre um mesmo
tema. "Não sou nenhum Antônio Fagundes ou Raul
Cortez, que pegam qualquer papel e nunca se repetem", compara
o ator. No entanto, Marcelo acabou relaxando após perceber
que Beterraba teria cenas hilariantes e, principalmente, iria
contracenar com "feras" como Nair Belo, Vera Holtz,
e em particular, Lima Duarte. O estímulo para o ator se
desvincular do "fantasma do Raí" veio do próprio
Lima Duarte. Após uma cena em que os dois contracenavam,
Lima se aproximou de Marcelo e comentou mais do que empolgado
sobre os detalhes das falas de cada um, as performances e como
estava adorando estar na novela. "A postura do Lima foi
uma lição para mim. Após 50 anos de tevê,
ele tem prazer no que faz", reflete o ator.
A prova definitiva de que seu personagem está agradando
é que Beterraba casa com Maria João, papel de Viviane
Pasmanter, numa clara demonstração de que o autor
de "Uga Uga" está alterando a idéia original
da trama. Já não é certo se realmente será
Baldochi que termina a novela com a ex-noiva Maria João.
Em recente pesquisa da Globo com grupos de avaliação,
Beterraba foi apontado como o parceiro ideal da personagem. "Eu
e a Viviane temos um ótimo entrosamento. Isto ajuda a
cativar o público", analisa Marcelo. Mesmo assim,
o ator não deixa de opinar quanto ao rumo da novela. "Por
toda a história deles, acho que o Baldochi é quem
deveria acabar com a Maria João. Mas é o público
que vai decidir, e por enquanto, o Beterraba está em vantagem",
alegra-se.
Entrevista / Gastão
Moreira
"A Cultura me dá
a possibilidade de criar. De trazer coisas novas. Proposta que
jamais seria aceita numa emissora comercial"
Conteúdo
Gastão recebeu duas propostas vantajosas, mas preferiu
ficar na estatal, onde a informação vale mais do
que o ibope
Foto: Divulgação/Jair Bertolucci |
Gastão
continua na contramão
Liberdade faz VJ
trocar a MTV pela TV Cultura
Leandro Calixto
TV Press
A tevê comercial não seduz o apresentador Gastão
Moreira. Antes de assinar contrato com a TV Cultura para apresentar
o "Musikaos", ele chegou a receber duas propostas vantajosas:
uma para comandar na Band o sucessor do "H" e a outra
para assumir um programa de games na Record. "A Cultura
é uma emissora que investe no conteúdo de sua programação
e não tem cobrança de conquistar números
elevados no Ibope", justifica Gastão. No ar há
pouco mais de cinco meses e com uma média de dois pontos
no Ibope, o "Musikaos" é a atração
de todos os sábados às 19 horas na emissora educativa
paulista, que tem sua programação transmitida em
sinal aberto para o estado de São Paulo e com sinal codificado
para os assinantes da TVA e Globosat em todo o Brasil. Além
da Cultura, 14 outras emissoras educativas estaduais transmitem
o programa de Gastão, que começou a carreira na
tevê como VJ na MTV. Na emissora musical, Gastão
ficou por oito anos. Ele conta que ao chegar na Cultura encontrou
uma filosofia parecida com os tempos em que começou a
trabalhar na MTV. "Na Cultura, a gente tem a liberdade de
criar. Isto é muito estimulante para quem quer aprender
e crescer na televisão", explica. Além de
abrir espaço para novos talentos na área musical,
o "Musikaos" recebe poetas, escritores, atores e universitários.
... ... ...
Em nenhum momento você pensou em aceitar o convite
para trabalhar na Band ou na Record, onde seu trabalho teria
um alcance maior de público, além de ser melhor
remunerado?
Gastão Moreira - Sou um profissional que não ligo
para audiência, além de estar feliz com que ganho
na Cultura. Quando trabalhava na MTV, a emissora também
não ligava para audiência e se preocupava com a
qualidade. Tudo que faço, tanto na minha vida pessoal
quanto na profissional, é por convicção.
E a Cultura me dá a possibilidade de criar. De trazer
coisas novas. Proposta que jamais seria aceita numa emissora
comercial.
Quais foram as principais diferenças que você
encontrou na Cultura em relação à MTV?
Gastão - O maior conhecimento técnico dos profissionais.
Mas o interessante da minha passagem pela MTV foi o fato de ter
trabalhado numa emissora sem uma grande estrutura. A gente trabalhava
no improviso. Não só eu, como todo mundo da casa,
desde a direção até a equipe técnica.
A gente tinha de ir descobrindo as coisas aos poucos. Era um
veículo novo para todo mundo. No começo, a MTV
era instalada numa sala. Tudo muito precário. Já
na Cultura é diferente. As pessoas têm um conhecimento
técnico. Posso consultar profissionais com mais de 20
anos de profissão. Desde o diretor até o câmara.
Quando peguei uma estrutura como esta, disse: "Que beleza.
Aqui todo mundo realmente entende de televisão".
Na Cultura, você está tendo a mesma liberdade
que tinha nos tempos da MTV?
Gastão - Com certeza. E esta foi uma das razões
que me motivou a ir para Cultura. Liberdade total para criação.
O que acontecia comigo na MTV. Mas de uns tempos para cá,
a MTV está mudando um pouco seu conceito. A programação
da emissora se popularizou de uma forma absurda. O diferencial
da MTV sempre foi a segmentação. Uma alternativa
para quem gostava de rock e de outros gêneros.
Quando o "Musikaos" estreou, muita gente o comparou
ao "A Fábrica do Som", programa musical de grande
sucesso na década de 80 na própria Cultura. Isto
ajudou ou atrapalhou?
Gastão - Foi prejudicial. A gente gravava no mesmo local
e tinha o mesmo diretor. Tudo isto foi uma coincidência.
Por isto, talvez tenha dado a impressão de que estávamos
fazendo uma releitura do "A Fábrica do Som",
que reconheço que foi um programa importante no passado.
Abriu espaço para muita gente nova também. Só
que não tive nenhuma influência do programa. Já
o "Musikaos" é um circo cultural. Abre espaço
não só para os músicos como também
para as mais diversas artes.
Você é formado na faculdade de direito. Como
virou apresentador de televisão?
Gastão - Estava morando em Londres há mais de um
ano e voltei ao Brasil para o casamento de minha irmã.
Na mesma época, a MTV estava selecionando VJs. Fui fazer
um teste sem grandes pretensões e estou até hoje
no vídeo. Mas trabalhar como advogado também não
era uma coisa que me fascinava. Até hoje penso assim.
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| Manchetes AN |
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| Leia também |
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A semana
Estréias
A TV Cultura estréia três novos programas esta semana.
Hoje, às 20h30, vai ao ar "Provocações",
uma mistura de curtas reportagens, gravações de
depoimentos colhidos nas ruas e entrevistas. A outra novidade
é "Sãos e Salvos", seriado vai ao ar
às segundas, às 17h30, e é voltado para
o público jovem. Por fim, "RG", apresentado
por Soninha de segunda à sexta, às 16h30, vai tratar
de música, esporte e ecologia.
"Passando a Limpo"
O apresentador Boris Casoy entrevista hoje o cartunista Angeli
no "Passando a Limpo" da Record, às 22h30. Criador
de personagens geniais como a Rê Bordosa, Os Scrotinhos,
e outros, Angeli vai contar sobre a sua carreira e como ingressou
no mundo dos cartoons. O cartunista também vai comentar
sobre a primeira experiência na televisão, já
que é o responsável pelos cenários do programa
"Sãos e Salvos", que estréia hoje na
TV Cultura.
"Jornal da Globo"
Ana Paula Padrão assume a partir de amanhã o comando
do "Jornal da Globo". A ex-correspondente internacional
da Globo é a nova âncora e editora-executiva do
telejornal. Repórter há 15 anos, Ana Paula promete
imprimir um estilo mais ágil e moderno à produção.
A idéia é aprofundar as notícias do dia
e fazer uma análise dos fatos. Outra novidade é
que o "Jornal da Globo" vai ganhar um caráter
itinerante e poderá ser apresentado em locais variados.
Futebol
A Band transmite ao vivo o jogo Corinthians x Boca Juniors, da
Argentina, pela "Copa Mercosul". Os destaques da equipe
brasileira são Marcelinho Carioca, Vampeta, Luizão
e a nova esperança Ewerton, que já está
sendo comparado com Edilson, que está no Flamengo. A competição
está em sua terceira edição e reúne
20 dos principais clubes de futebol de cinco países da
América do Sul. O jogo começa às 21h30.
Novidades na TV
Em negociações
A Record está mantendo a estratégia de contratar
atores com passagem pela Globo para suas novelas. Um dos profissionais
na mira da emissora é Ana Paula Guimarães. A ex-paquita,
foi sondada pela emissora para atuar em "Alegria de Viver",
trama que substitui "Marcas da Paixão" no final
de setembro.
Mesma turma
Maria Adelaide do Amaral está apostando na base do elenco
de "A Muralha" para tentar fazer de "Os Maias"
o mesmo sucesso. Além de Matheus Natchergaele e Maria
Luiza Mendonça, a autora da minissérie que estréia
em janeiro, está querendo Letícia Sabatella na
produção. A atriz interpretaria a personagem Maria
Eduarda.
Indeciso
Tony Garrido ainda não está certo em "Um Anjo
Caiu do Céu". O vocalista do Cidade Negra está
estudando a proposta para interpretar o Tim na próxima
novela das sete da Globo, que estréia no final do ano.
"O personagem é interessante, mas não quero
atrapalhar a carreira do Cidade Negra", avisa.
Prestígio
Recentes vitórias do "Megatom" sobre o "Domingo
Legal" deram o fôlego que faltava ao humorístico
de Tom Cavalcante. O programa, que já estava na marca
do pênalti para ser limado da grade de domingo da Globo,
começa a ser prestigiado dentro da emissora. A idéia
é estrear novos quadros, personagens e cenários
até o final do ano.
Primeiras decisões
"O Clone" só estréia ano que vem, mas
Glória Perez quer adiantar o trabalho. A autora vai se
reunir na segunda quinzena de agosto com a direção
da Globo para começar a definir nomes para o elenco da
novela das oito, prevista para substituir "Segredos do Mar"
em setembro de 2001.
Estratégia de arromba
Quase tudo novo
na 6ª edição do VMB, programado para esta
quinta
Rodrigo Teixeira
TV Press
Dez anos de MTV, cinco décadas de televisão
brasileira e meio milênio do Descobrimento do Brasil. Estas
datas redondas vão servir para ilustrar o "Video
Music Brasil", que a MTV exibe ao vivo nesta quinta-feira,
do Credicard Hall, em São Paulo, à partir das 22
horas. Nesta sexta edição, o "VMB" chega
como o maior evento musical do País. Mas além de
ter estimulado o mercado de clipes nos anos 90 - que no Brasil
se resumia às gravações de cantores no Parque
da Cidade para o "Fantástico" -, a premiação
serviu para reforçar a imagem jovem da MTV. A emissora
sabe disso, tanto que gastou R$ 2 milhões só com
publicidade neste ano. O trunfo em 2000 não é só
a verba de propaganda, mas também a nova contratada Luana
Piovani, que aparece pela primeira vez após deixar a Globo.
"A minha expectativa é grande porque o evento é
ao vivo e vai ter um grande público. Me sinto como se
fosse estrear uma peça", compara a atriz, que sai
de Nova York no dia 4.
Na verdade, Luana vai ser a mestre de cerimônia do "VMB"
e aproveitar para ver como o espectador da MTV reage à
sua aparição. Em 5 de outubro ela estréia
um programa mostrando eventos culturais em Nova York, cidade
onde a atriz fixou residência. "A Luana é a
cara da MTV. É independente e comunicativa, como o público
que tentamos atingir", elogia Chris Lobo, diretora de programação
da MTV. Mas a atriz é apenas uma das atrações
do evento. Este ano os próprios espectadores votam - através
do site www.mtv.com.br -, em 11 das 17 categorias do prêmio.
Entre elas, o melhor videoclipe e nas modalidades MPB, pop, rap,
rock, axé, pagode, entre outras. Antes o voto aberto era
só para melhor clipe.
O "VMB" vai ter também três novas categorias:
Clipe de Animação, Clipe de Música Eletrônica
e melhor Website de Artista. Foram escolhidos para concorrer,
entre mais de 120 inscritos, os websites de Marisa Monte, Ed
Motta, Gilberto Gil, Max de Castro e Os Paralamas. Os artistas
que mais receberam indicações este ano foram O
Rappa, em sete categorias, Marisa Monte, em seis, Lenine, em
cinco, e os Raimundos, em quatro.
O espetáculo, que deve durar duas horas, vai ter pela
primeira vez uma platéia no estilo show de rock, com direito
a gente no gargarejo do palco, formada por telespectadores. Serão
1200 pessoas que ficarão em pé, ao contrário
das edições anteriores, quando os convidados da
emissora ficavam sentados em poltronas. Este ano serão
utilizadas 16 câmaras, seis a mais que em 99. Luana Piovani
vai chamar outras pessoas para apresentar algumas categorias.
Já estão confirmadas Marília Gabriela, Joana
Prado, Otaviano Costa, a dupla Clodovil e Max Fivelinha, e alguns
músicos, como Rita Lee, Ney Matogrosso e Pedro Luis e
A Parede.
A festa terá apresentações de Raimundos,
Sandy & Júnior, O Rappa, Wilson Simoninha, Capital
Inicial, Planet Hemp e Marisa Monte, que vai apresentar duas
músicas. Os shows serão intercalados com algumas
homenagens em vídeo preparada pela MTV. Além de
relembrar os melhores momentos da própria emissora, que
terá comentários de Thunderbird, o "VMB"
em 2000 também vai destacar algumas passagens dos 50 anos
da tevê brasileira e os 10 anos do aniversário da
morte do cantor Cazuza.
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