Joinville         -          Quarta-feira, 9 de Agosto de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Francisco Milani (ao lado) é vice na chapa de Benedita da Silva para prefeita; Dedé Santana (abaixo), que já concorreu duas vezes, diz que gostaria de tentar novamente
Fotos: Divulgação

 

Comediantes se arriscam na política

Serem conhecidos do público é a única vantagem dos humoristas

André Bernardo
TV Press

Os políticos sempre foram um dos alvos favoritos dos humoristas em geral. E não é à toa. Boa parte deles está metida em falcatruas, não cumpre o que promete e é capaz de tudo para manter a "boquinha". Por isso mesmo, parece até ironia quando alguns comediantes resolvem se candidatar a cargos políticos. Este ano, Rogério Cardoso, o submisso Epitáfio de "Zorra Total", e Marcos Plonka, o sovina Samuel Bronstein de "A Escolinha do Barulho", são candidatos a vereador nas cidades do Rio e de Guarulhos, em São Paulo. Já Francisco Milani, o intolerante Saraiva de "Zorra Total", é o vice da candidata Benedita da Silva à prefeitura do Rio. "Comediante é um artista de forte identificação popular. Muitos deles sabem, melhor que ninguém, dos problemas do povo", arroga-se Chico Anysio.
A simples candidatura de um humorista, porém, não assegura uma votação expressiva nas urnas. Segundo Milani, a única vantagem que eles levam sobre os demais candidatos é o fato de já serem conhecidos do público. "Mas isso não significa que já estou eleito. Convencer o público são outros quinhentos", acrescenta Milani. Para não favorecer uns candidatos mais que outros, o Código Eleitoral proíbe as emissoras de tevê de exibirem programas apresentados ou comentados por eventuais candidatos. A aplicação da lei nº 9.504, de 30/09/1997, gera protesto por parte dos humoristas, que são obrigados a sair do ar a partir de 1º de agosto. "É a mesma coisa que proibir um médico de operar. Não estou lá como candidato e sim como personagem", argumenta Antônio Pedro que, quando foi candidato a deputado estadual pelo PDT-RJ em 1990, trabalhava no programa "A Escolinha do Professor Raimundo". Mas ele ressalva que jamais repetiria a experiência.
Já o ex-trapalhão Dedé Santana pensa diferente. Ele já tentou a carreira política por duas vezes: em 1996, como vereador pelo PFL e, em 98, como deputado pelo PST-RJ. Mesmo assim, não se dá por satisfeito e diz que gostaria de voltar a lutar pela causa das crianças de rua nas próximas eleições. "Quando pediam rua asfaltada ou poste de luz, eu pedia para procurarem outro candidato. Hoje, vejo que não podia ser tão sincero assim", lamenta Dedé. De fato, tamanha sinceridade saiu caro para o inexperiente trapalhão. Já Rogério Cardoso, o Rolando Lero de "A Escolinha do Professor Raimundo", teve mais sorte. E senso de oportunidade também. O ator se candidatou à vereador pelo PFL em 1996, quando fazia sucesso como o impagável Salgadinho da novela "Explode Coração". Não por acaso, Rogério incorporou até o nome do personagem à imagem política. "Sempre fui levado a sério pelos eleitores. As pessoas geralmente tratam os humoristas como membros da família por fazê-las rir", justifica o humorista.
A decisão de se candidatar a cargos políticos, no entanto, pode gerar alguns contratempos. Dedé Santana, por exemplo, já cansou de ouvir de outros profissionais do ramo de que estava se metendo onde não devia. "Eu me sinto no direito de me meter na profissão deles porque eles já se meteram muito na minha. Afinal, eles vivem fazendo trapalhadas por aí!", ironiza. Já Antônio Pedro ressalva que eventuais candidaturas podem restringir o campo de trabalho do humorista. Desde que se candidatou à deputado estadual pelo PDT-RJ em 1990, nunca mais foi convidado para fazer comerciais na tevê. "Não entrei nessa por conveniência e sim por ideologia. Mas paguei o preço de ficar estigmatizado por isso", confessa.
Em ano de eleição, qualquer recurso pode ser utilizado por assessor político para eleger determinado candidato. Até mesmo transformar humorista em cabo eleitoral. Dos muitos que apóiam candidatos, Pedro Bismark, o Nerso da Capitinga de "Zorra Total", é um dos mais assíduos freqüentadores de palanque. Nas últimas eleições, Pedro foi considerado peça-chave na campanha que levou Marconi Pirillo, do PSDB, ao governo de Goiás. Este ano, Pedro apóia a candidatura de Cabo Júlio, do PL, à Prefeitura de Belo Horizonte. "É claro que os eleitores associam a minha imagem à do candidato. Mas, depois de um tempo, isso cai no esquecimento", minimiza.


Marcelo: "O Beterraba conquistou as crianças e os jovens, e isso é uma vitória"
Foto: Divulgação

 

No vaivém da comédia

Marcelo Novaes repete, em "Uga Uga", os trejeitos do hilário Raí

Rodrigo Teixeira
TV Press

Marcelo Novaes nem notou quando um grupo de sete meninas se aproximou para pedir autógrafo. Empolgadas com a possibilidade inesperada de ver de perto o ator de "Uga Uga" no Bosque da Barra, parque da zona Oeste do Rio, as adolescentes foram logo gritando "olha o Beterraba, olha o Beterraba". O entusiasmo das fãs e a referência ao personagem de Marcelo na novela das sete da Globo representam mais do que um simples reconhecimento para o ator carioca. "O Beterraba conquistou as crianças e os jovens e isto é uma vitória para mim como ator. É a prova que superei o fantasma do Raí", comemora Marcelo, após conversar com as fãs rapidamente.
O ator de 37 anos não esconde que esperava receber críticas da mídia televisiva pela evidente similaridade entre Beterraba e Raí, personagem que em 1994 alavancou a carreira de Marcelo em "Quatro por Quatro", novela também de Lombardi. Mas, até agora, o ator não tem lido nada que o desagrade. Pelo contrário. "O máximo que citaram foram os trejeitos parecidos, mas ninguém falou que eu estava mal no papel", defende-se Marcelo. Na verdade, o ator teria uma série de desculpas para não trabalhar pela terceira vez com o autor de "Uga Uga". Isto porque Marcelo recebeu o convite há menos de uma semana do início das gravações da novela.
Para piorar, Beterraba era para ser vivido primeiramente por Murilo Benício, que acabou entrando em "Esplendor", e depois por Marcos Palmeira, que já tinha compromissos no cinema. Sem tempo para construir o personagem e numa situação que parecia "tapa-buraco", o ator se preocupou ainda mais após ler os dez primeiros capítulos da trama e constatar que Raí e Beterraba eram quase univitelinos. "Os dois personagens são populares, brigões, falam errado e se acham gostosos, além de terem o estilo do mesmo autor", assume Marcelo. Além disso, ele iria novamente fazer par romântico com Viviane Pasmanter, assim como aconteceu em "Andando nas Nuvens", em 1999. "No início fiquei amedrontado. Mas hoje vejo nas ruas que o público gosta do Beterraba", afirma.
Quanto ao fato de aparecer em cena, como a maioria dos homens do elenco, quase sempre com o tronco nu, o ator garante que até está se surpreendendo com o autor de "Uga Uga". "Tirando a bunda do Cláudio Heinrich, acho que o Lombardi está pegando leve. Na verdade, ele usa a sensualidade para fazer comédia", elogia. Aparentemente tranquilo e sempre falando pausadamente, o ator é do tipo que assume as próprias limitações. Para Marcelo, a maior dificuldade em "Uga Uga" era ter competência para diversificar a interpretação sobre um mesmo tema. "Não sou nenhum Antônio Fagundes ou Raul Cortez, que pegam qualquer papel e nunca se repetem", compara o ator. No entanto, Marcelo acabou relaxando após perceber que Beterraba teria cenas hilariantes e, principalmente, iria contracenar com "feras" como Nair Belo, Vera Holtz, e em particular, Lima Duarte. O estímulo para o ator se desvincular do "fantasma do Raí" veio do próprio Lima Duarte. Após uma cena em que os dois contracenavam, Lima se aproximou de Marcelo e comentou mais do que empolgado sobre os detalhes das falas de cada um, as performances e como estava adorando estar na novela. "A postura do Lima foi uma lição para mim. Após 50 anos de tevê, ele tem prazer no que faz", reflete o ator.
A prova definitiva de que seu personagem está agradando é que Beterraba casa com Maria João, papel de Viviane Pasmanter, numa clara demonstração de que o autor de "Uga Uga" está alterando a idéia original da trama. Já não é certo se realmente será Baldochi que termina a novela com a ex-noiva Maria João. Em recente pesquisa da Globo com grupos de avaliação, Beterraba foi apontado como o parceiro ideal da personagem. "Eu e a Viviane temos um ótimo entrosamento. Isto ajuda a cativar o público", analisa Marcelo. Mesmo assim, o ator não deixa de opinar quanto ao rumo da novela. "Por toda a história deles, acho que o Baldochi é quem deveria acabar com a Maria João. Mas é o público que vai decidir, e por enquanto, o Beterraba está em vantagem", alegra-se.


Entrevista / Gastão Moreira

"A Cultura me dá a possibilidade de criar. De trazer coisas novas. Proposta que jamais seria aceita numa emissora comercial"

Conteúdo Gastão recebeu duas propostas vantajosas, mas preferiu ficar na estatal, onde a informação vale mais do que o ibope
Foto: Divulgação/Jair Bertolucci

Gastão
continua na contramão

Liberdade faz VJ trocar a MTV pela TV Cultura

Leandro Calixto
TV Press

A tevê comercial não seduz o apresentador Gastão Moreira. Antes de assinar contrato com a TV Cultura para apresentar o "Musikaos", ele chegou a receber duas propostas vantajosas: uma para comandar na Band o sucessor do "H" e a outra para assumir um programa de games na Record. "A Cultura é uma emissora que investe no conteúdo de sua programação e não tem cobrança de conquistar números elevados no Ibope", justifica Gastão. No ar há pouco mais de cinco meses e com uma média de dois pontos no Ibope, o "Musikaos" é a atração de todos os sábados às 19 horas na emissora educativa paulista, que tem sua programação transmitida em sinal aberto para o estado de São Paulo e com sinal codificado para os assinantes da TVA e Globosat em todo o Brasil. Além da Cultura, 14 outras emissoras educativas estaduais transmitem o programa de Gastão, que começou a carreira na tevê como VJ na MTV. Na emissora musical, Gastão ficou por oito anos. Ele conta que ao chegar na Cultura encontrou uma filosofia parecida com os tempos em que começou a trabalhar na MTV. "Na Cultura, a gente tem a liberdade de criar. Isto é muito estimulante para quem quer aprender e crescer na televisão", explica. Além de abrir espaço para novos talentos na área musical, o "Musikaos" recebe poetas, escritores, atores e universitários.

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Em nenhum momento você pensou em aceitar o convite para trabalhar na Band ou na Record, onde seu trabalho teria um alcance maior de público, além de ser melhor remunerado?
Gastão Moreira - Sou um profissional que não ligo para audiência, além de estar feliz com que ganho na Cultura. Quando trabalhava na MTV, a emissora também não ligava para audiência e se preocupava com a qualidade. Tudo que faço, tanto na minha vida pessoal quanto na profissional, é por convicção. E a Cultura me dá a possibilidade de criar. De trazer coisas novas. Proposta que jamais seria aceita numa emissora comercial.

Quais foram as principais diferenças que você encontrou na Cultura em relação à MTV?
Gastão - O maior conhecimento técnico dos profissionais. Mas o interessante da minha passagem pela MTV foi o fato de ter trabalhado numa emissora sem uma grande estrutura. A gente trabalhava no improviso. Não só eu, como todo mundo da casa, desde a direção até a equipe técnica. A gente tinha de ir descobrindo as coisas aos poucos. Era um veículo novo para todo mundo. No começo, a MTV era instalada numa sala. Tudo muito precário. Já na Cultura é diferente. As pessoas têm um conhecimento técnico. Posso consultar profissionais com mais de 20 anos de profissão. Desde o diretor até o câmara. Quando peguei uma estrutura como esta, disse: "Que beleza. Aqui todo mundo realmente entende de televisão".

Na Cultura, você está tendo a mesma liberdade que tinha nos tempos da MTV?
Gastão - Com certeza. E esta foi uma das razões que me motivou a ir para Cultura. Liberdade total para criação. O que acontecia comigo na MTV. Mas de uns tempos para cá, a MTV está mudando um pouco seu conceito. A programação da emissora se popularizou de uma forma absurda. O diferencial da MTV sempre foi a segmentação. Uma alternativa para quem gostava de rock e de outros gêneros.

Quando o "Musikaos" estreou, muita gente o comparou ao "A Fábrica do Som", programa musical de grande sucesso na década de 80 na própria Cultura. Isto ajudou ou atrapalhou?
Gastão - Foi prejudicial. A gente gravava no mesmo local e tinha o mesmo diretor. Tudo isto foi uma coincidência. Por isto, talvez tenha dado a impressão de que estávamos fazendo uma releitura do "A Fábrica do Som", que reconheço que foi um programa importante no passado. Abriu espaço para muita gente nova também. Só que não tive nenhuma influência do programa. Já o "Musikaos" é um circo cultural. Abre espaço não só para os músicos como também para as mais diversas artes.

Você é formado na faculdade de direito. Como virou apresentador de televisão?
Gastão - Estava morando em Londres há mais de um ano e voltei ao Brasil para o casamento de minha irmã. Na mesma época, a MTV estava selecionando VJs. Fui fazer um teste sem grandes pretensões e estou até hoje no vídeo. Mas trabalhar como advogado também não era uma coisa que me fascinava. Até hoje penso assim.

Manchetes AN

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23/07 - Carolina Dieckman atinge a maturidade
16/07 - Amor, estranho amor
09/07 - Artistas passam vexame para aparecer
02/07 - A volta da indomada
25/06 - Amazona de ocasião
18/06 - A postos para o trabalho

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A semana

Estréias
A TV Cultura estréia três novos programas esta semana. Hoje, às 20h30, vai ao ar "Provocações", uma mistura de curtas reportagens, gravações de depoimentos colhidos nas ruas e entrevistas. A outra novidade é "Sãos e Salvos", seriado vai ao ar às segundas, às 17h30, e é voltado para o público jovem. Por fim, "RG", apresentado por Soninha de segunda à sexta, às 16h30, vai tratar de música, esporte e ecologia.

"Passando a Limpo"
O apresentador Boris Casoy entrevista hoje o cartunista Angeli no "Passando a Limpo" da Record, às 22h30. Criador de personagens geniais como a Rê Bordosa, Os Scrotinhos, e outros, Angeli vai contar sobre a sua carreira e como ingressou no mundo dos cartoons. O cartunista também vai comentar sobre a primeira experiência na televisão, já que é o responsável pelos cenários do programa "Sãos e Salvos", que estréia hoje na TV Cultura.

"Jornal da Globo"
Ana Paula Padrão assume a partir de amanhã o comando do "Jornal da Globo". A ex-correspondente internacional da Globo é a nova âncora e editora-executiva do telejornal. Repórter há 15 anos, Ana Paula promete imprimir um estilo mais ágil e moderno à produção. A idéia é aprofundar as notícias do dia e fazer uma análise dos fatos. Outra novidade é que o "Jornal da Globo" vai ganhar um caráter itinerante e poderá ser apresentado em locais variados.

Futebol
A Band transmite ao vivo o jogo Corinthians x Boca Juniors, da Argentina, pela "Copa Mercosul". Os destaques da equipe brasileira são Marcelinho Carioca, Vampeta, Luizão e a nova esperança Ewerton, que já está sendo comparado com Edilson, que está no Flamengo. A competição está em sua terceira edição e reúne 20 dos principais clubes de futebol de cinco países da América do Sul. O jogo começa às 21h30.

Novidades na TV

Em negociações
A Record está mantendo a estratégia de contratar atores com passagem pela Globo para suas novelas. Um dos profissionais na mira da emissora é Ana Paula Guimarães. A ex-paquita, foi sondada pela emissora para atuar em "Alegria de Viver", trama que substitui "Marcas da Paixão" no final de setembro.

Mesma turma
Maria Adelaide do Amaral está apostando na base do elenco de "A Muralha" para tentar fazer de "Os Maias" o mesmo sucesso. Além de Matheus Natchergaele e Maria Luiza Mendonça, a autora da minissérie que estréia em janeiro, está querendo Letícia Sabatella na produção. A atriz interpretaria a personagem Maria Eduarda.

Indeciso
Tony Garrido ainda não está certo em "Um Anjo Caiu do Céu". O vocalista do Cidade Negra está estudando a proposta para interpretar o Tim na próxima novela das sete da Globo, que estréia no final do ano. "O personagem é interessante, mas não quero atrapalhar a carreira do Cidade Negra", avisa.

Prestígio
Recentes vitórias do "Megatom" sobre o "Domingo Legal" deram o fôlego que faltava ao humorístico de Tom Cavalcante. O programa, que já estava na marca do pênalti para ser limado da grade de domingo da Globo, começa a ser prestigiado dentro da emissora. A idéia é estrear novos quadros, personagens e cenários até o final do ano.

Primeiras decisões
"O Clone" só estréia ano que vem, mas Glória Perez quer adiantar o trabalho. A autora vai se reunir na segunda quinzena de agosto com a direção da Globo para começar a definir nomes para o elenco da novela das oito, prevista para substituir "Segredos do Mar" em setembro de 2001.


Estratégia de arromba

Quase tudo novo na 6ª edição do VMB, programado para esta quinta

Rodrigo Teixeira
TV Press

Dez anos de MTV, cinco décadas de televisão brasileira e meio milênio do Descobrimento do Brasil. Estas datas redondas vão servir para ilustrar o "Video Music Brasil", que a MTV exibe ao vivo nesta quinta-feira, do Credicard Hall, em São Paulo, à partir das 22 horas. Nesta sexta edição, o "VMB" chega como o maior evento musical do País. Mas além de ter estimulado o mercado de clipes nos anos 90 - que no Brasil se resumia às gravações de cantores no Parque da Cidade para o "Fantástico" -, a premiação serviu para reforçar a imagem jovem da MTV. A emissora sabe disso, tanto que gastou R$ 2 milhões só com publicidade neste ano. O trunfo em 2000 não é só a verba de propaganda, mas também a nova contratada Luana Piovani, que aparece pela primeira vez após deixar a Globo. "A minha expectativa é grande porque o evento é ao vivo e vai ter um grande público. Me sinto como se fosse estrear uma peça", compara a atriz, que sai de Nova York no dia 4.
Na verdade, Luana vai ser a mestre de cerimônia do "VMB" e aproveitar para ver como o espectador da MTV reage à sua aparição. Em 5 de outubro ela estréia um programa mostrando eventos culturais em Nova York, cidade onde a atriz fixou residência. "A Luana é a cara da MTV. É independente e comunicativa, como o público que tentamos atingir", elogia Chris Lobo, diretora de programação da MTV. Mas a atriz é apenas uma das atrações do evento. Este ano os próprios espectadores votam - através do site www.mtv.com.br -, em 11 das 17 categorias do prêmio. Entre elas, o melhor videoclipe e nas modalidades MPB, pop, rap, rock, axé, pagode, entre outras. Antes o voto aberto era só para melhor clipe.
O "VMB" vai ter também três novas categorias: Clipe de Animação, Clipe de Música Eletrônica e melhor Website de Artista. Foram escolhidos para concorrer, entre mais de 120 inscritos, os websites de Marisa Monte, Ed Motta, Gilberto Gil, Max de Castro e Os Paralamas. Os artistas que mais receberam indicações este ano foram O Rappa, em sete categorias, Marisa Monte, em seis, Lenine, em cinco, e os Raimundos, em quatro.
O espetáculo, que deve durar duas horas, vai ter pela primeira vez uma platéia no estilo show de rock, com direito a gente no gargarejo do palco, formada por telespectadores. Serão 1200 pessoas que ficarão em pé, ao contrário das edições anteriores, quando os convidados da emissora ficavam sentados em poltronas. Este ano serão utilizadas 16 câmaras, seis a mais que em 99. Luana Piovani vai chamar outras pessoas para apresentar algumas categorias. Já estão confirmadas Marília Gabriela, Joana Prado, Otaviano Costa, a dupla Clodovil e Max Fivelinha, e alguns músicos, como Rita Lee, Ney Matogrosso e Pedro Luis e A Parede.
A festa terá apresentações de Raimundos, Sandy & Júnior, O Rappa, Wilson Simoninha, Capital Inicial, Planet Hemp e Marisa Monte, que vai apresentar duas músicas. Os shows serão intercalados com algumas homenagens em vídeo preparada pela MTV. Além de relembrar os melhores momentos da própria emissora, que terá comentários de Thunderbird, o "VMB" em 2000 também vai destacar algumas passagens dos 50 anos da tevê brasileira e os 10 anos do aniversário da morte do cantor Cazuza.

 
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