Joinville         -          Quarta-feira, 9 de Agosto de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















Tecnologia das pistas
Além do motor de 2.4 litros mais potente, Marea ganhou novo acelerador eletrônico drive by wire
Fotos: Carta Z Noticias

Novo motor deixa
Marea mais esperto

Segundo a Fiat, com o propulsor 2.4 l o sedã chega aos 210 km/h, mas mantém o consumo médio muito próximo ao da versão 2.0 l

Apesar de três opções de motores, a linha Marea, até agora, oferecia ao consumidor dois propulsores, de 1.8 e 2.0 litros ou ainda a versão turbo. Mas os dois primeiros tinham pequena diferença de potência - 132 cv na básica SX e 142 cv nas intermediárias ELX e HLX, enquanto a potência subia para vigorosos 182 cv na versão turbinada. Para colocar fim a esse exagerado "espaço", a Fiat decidiu substituir o motor 2.0 por um novo propulsor com 2.4 litros exatamente nas versões ELX e HLX.
Esse novo propulsor tem os mesmos cinco cilindros em linha do antecessor 2.0 - e, como ele, é importado da Itália. Mas conta com 400 cc a mais de capacidade volumétrica, gera 160 cv de potência e 21 kgfm de torque. Mantém o duplo comando de válvulas, mas agora o coletor de admissão, feito em plástico, também tem geometria variável - o que se traduz em um funcionamento "redondo" do motor em uma larga faixa de giro, já que a mistura ar/combustível está no melhor nível durante mais tempo.
Além disso, os novos Marea 2.4 passam a contar com acelerador eletrônico drive by wire, que dispensa cabos e transmite as solicitações do motorista para o motor por pulsos eletrônicos. Segundo a Fiat, o novo motor 2.4 permite ao sedã HLX atingir a máxima de 210 km/h, praticamente mantendo o consumo do antecessor 2.0. A montadora sinaliza com uma média de 9,2 km/l na cidade e até 13,8 km/l na estrada. Caso esses números se confirmem, são índices bem adequados. O Marea 2.4 ainda teve as relações de marcha alongadas e a suspensão discretamente enrijecida.
Com essas novidades, a Fiat espera tornar seu produto mais sedutor para o comprador de sedãs médios-grandes no País. Por enquanto, o segmento é dominado pelo rival Chevrolet Vectra. O concorrente vendeu, entre janeiro e junho deste ano, 18.012 unidades e respondeu por 54% dos 32.889 sedãs médios-grandes comercializados no semestre. O Marea, por sua vez, anotou modestas 3.306 unidades vendidas no mesmo período - participação de modestos 10,1%.
Além do incremento sob o capô, a Fiat também aposta em novos equipamentos nos modelos para conquistar o consumidor. E o melhor é que isso nem vai encarecer em demasia o produto. A reboque da nova motorização para as versões ELX e HLX, todas as versões do Marea ganharam novos itens de série. No top de linha Marea Turbo, por exemplo, o airbag do passageiro torna-se equipamento de fábrica - os laterais continuam como opcionais. Já a versão básica SX passa a vir com brake light, comando interno de abertura do porta-malas, Fiat Code e porta-luvas e porta-malas iluminados. Esses dois modelos não sofrerão mudança de preço e continuarão nos atuais R$ 30,4 mil e R$ 46,4 mil, respectivamente

Um pouco mais caro

A versão ELX, por sua vez, passa a ter de série airbag do motorista, luzes de leitura traseiras, rodas de liga-leve, rádio/CD player, pára-sol do motorista com espelho coberto e pára-brisa degradê. O preço do modelo sobe 0,5% e passa de R$ 36,5 mil para aproximadamente R$ 36,7 mil.
A versão HLX, imediatamente superior, ganhou apenas o espelho eletrocrômico - que escurece quando a luz dos faróis de outros carros incide sobre ele. O aumento, nesse caso, será de 3,9%, e o preço do carro sobe de R$ 40,5 mil para cerca de R$ 41,6 mil. Na prática, são aumentos de pouca expressão em relação ao valor do carro, levando-se em conta as alterações que sofreram.
Em relação aos concorrentes, os modelos ELX e HLX, que ganharam novos motores, passaram a ostentar uma competitividade diferente. O principal rival, Chevrolet Vectra, dispõe de motor 2.2 16 válvulas com 138 cv e torque de 20,7 kgfm nas versões GLS e CD - que custam, respectivamente, iniciais R$ 43.550,00 e R$ 47.050,00. Na prática, não há como negar: com a adoção dos novos motores e equipamentos, o Fiat Marea está mais potente, mais forte, mais completo e com relação custo/benefício otimizada.

Segurança
Suspensão recalibrada deixou o Marea mais estável

Mesmo com câmbio alongado, modelo melhora performance

É inegável que a troca do motor 2.0 pelo 2.4 melhorou o comportamento dinâmico do Fiat Marea. Antes, com o motor de 142 cv, o Marea tinha um desempenho apenas correto em praticamente todas as situações de condução. Não deixava a desejar, mas também não chegava a emocionar. Diante do Vectra, embora tivesse mais potência, era prejudicado pelas relações de marcha um tanto longas, que reforçavam a performance relativamente comedida. No novo carro, as relações foram até alongadas, mas, na prática, dão a impressão até de terem ficado mais curtas, tamanha a disposição do propulsor.
Assim, agora já é possível conduzir sem problemas o Marea com parcimônia ou de forma mais arrojada. Solicitado com vigor, o Marea 2.4 responde prontamente. Despeja os 160 cv de potência com agressividade, porém, de forma homogênea e sem trancos. Até os 2.300 giros, contudo, como em todo motor multiválvulas, ainda existe certa "dormência". Mas o quinto "caneco" na linha de frente disfarça essa deficiência crônica. Exigido com severidade, o Marea 2.4 mostra disposição mais que suficiente em subidas e garante ultrapassagens bastante seguras. Para isso, no máximo, pede uma redução de quinta para quarta marcha. O Marea HLX 2.4 chega com extrema facilidade aos 120 km/h, não encontrando dificuldades para ir aos 180 km/h.
Nos trechos sinuosos, o modelo já não apresenta as mesmas incômodas inclinações de carroceria. Graças ao ajuste mais rígido na suspensão - que ficou em um padrão próximo ao do Marea Turbo, gruda no chão e aderna pouquíssimo nas curvas. Com isso, sofreu pequena perda no conforto interno, pois a suspensão já não filtra as irregularidades da pista com tanta eficiência.
O desempenho evoluiu, mas nos outros quesitos o Marea continua o mesmo. As frenagens são eficientes e, de maneira geral, o carro transmite muita segurança ao motorista. A empunhadura do volante é agradável, e "pegada" do câmbio é precisa. O motorista encontra boa posição de dirigir e espaço suficiente para não se sentir apertado no habitáculo. Quem viaja do lado - mesmo pessoas com mais de 1,80 m -, pode se esticar sem receios. O banco traseiro acomoda sem apertos excessivos três passageiros. Mas para viajar com conforto total, o ideal são mesmo duas pessoas.

Ficha Técnica
Fiat Marea HLX 2.4

  • Motor: Gasolina, dianteiro, 2.445,6 cc, transversal, cinco cilindros em linha, 20 válvulas, comando de válvulas duplo no cabeçote com variador de fase na admissão. Alimentado por injeção eletrônica multiponto. Potência máxima de 160 cv a 6 mil rpm e torque máximo de 21 kgfm a 3.500 rpm.
  • Diâmetro e curso: 83 mm X 90 mm. Taxa de compressão de 8,75:1.
  • Desempenho: Velocidade máxima de 210 km/h, segundo a Fiat.
  • Consumo: Média de 9,2 km/l na cidade e de até 13,8 km/l na estrada, de acordo com a montadora
  • Transmissão: câmbio mecânico de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
  • Suspensão: Dianteira independente tipo McPherson com molas helicoidais, braços oscilantes inferiores transversais e barra estabilizadora. Traseira independente com braços oscilantes longitudinais e barra estabilizadora.
  • Freios: Discos ventilados na frente e tambores na traseira.
  • Carroceria: Sedã de cinco lugares em monobloco. Comprimento de 4,39 m, largura de 1,74 m, altura de 1,43 m. Entreeixos de 2,54 m.
  • Peso: 1.320 kg com 480 kg de carga útil.
  • Capacidade do porta-malas: 430 litros.
  • Preço: Entre R$ 40,5 mil para cerca de
    R$ 41,6 mil



Força total
O Nissan X-Terra, no mercado americano, foi lançado em duas versões. A top vem equipada com um poderoso motor V6 de 3.3 litros
Foto: Divulgação

X-Terra já tem data
para virar brasileiro

Novo modelo da Nissan, recém-lançado nos EUA, vai ser produzido em 2003 pela Renault, no Paraná

No mês passado, quando a Nissan anunciou seus planos para o mercado brasileiro, em atuação conjunta com a francesa Renault - na prática, dona da marca japonesa, colocou como primeiro passo a produção de uma nova geração da picape Frontier, em 2002. Mas os planos também contemplam a fabricação, no ano seguinte, do sport-utility X-Terra, lançado mundialmente no último Salão de Detroit, nos Estados Unidos, no início deste ano. Os dois carros serão feitos no complexo industrial da Renault de São José dos Pinhais, no Paraná.
O X-Terra apresentado na capital americana do automóvel e que também será feito por aqui é um veículo totalmente novo, que substituiu o modelo Patrol na linha Nissan. O forte do veículo está sob a carroceria.
Na versão top de linha, o X-Terra sai de fábrica equipado com um poderoso motor de seis cilindros em V e 3.3 litros de capacidade volumétrica, que desenvolve agressivos 170 cv de potência máxima. Mesmo na versão básica, a propulsão fica a cargo de um motor relativamente "parrudo": tem quatro cilindros em linha, 2.4 litros, gera 143 cv de potência.

Sistema ABS

A força destes dois motores pode ser gerenciada pelo motorista por um câmbio manual de cinco marchas ou uma caixa automática de quatro - as opções existem para as duas versões do veículo. Para segurar o X-Terra, a Nissan adotou freios a disco ventilados nas quatro rodas com auxílio de sistema ABS. De acordo com a versão, o modelo tem tração 4X4 com sistema diferencial autoblocante - que transfere para uma roda com perfeita aderência ao solo a força de uma outra roda que esteja patinando - ou simples tração 4X2 dianteira.
O X-Terra é um sport-utility de dimensões médias. É menor, por exemplo, que o Nissan mais conhecido dos consumidores brasileiros, o sport-utility Pathfinder. A plataforma do X-Terra, inclusive, é a mesma da picape Frontier.

Simpático, sem ser agressivo, sport-utility custa no exterior US$ 17,5 mil

Sob o capô, o X-Terra mostra alguma agressividade, e no tamanho ele fica em uma adequada posição intermediária, mas no design o apelo do sport-utility da Nissan está mais na simpatia que na ousadia. O visual do carro é até "caretinha" e abusa um pouco dos clichês estilísticos dos modelos do segmento. Chega a se aproximar dos futuros rivais que já são vendidos por aqui, como Toyota RAV4, Honda CR-V e até do Suzuki Gran Vitara, feito na Argentina pela GM.
O que não implica, necessariamente, em um veículo pouco atraente: na frente, os conjuntos óticos são amplos e têm os piscas integrados. No centro, a grade do radiador é discreta, abrigando apenas uma barra horizontal e o símbolo da Nissan ao centro.
No interior, por outro lado, o X-Terra mostra argumentos mais convincentes através dos equipamentos de conforto e segurança. O carro pode receber piloto automático, check-control, computador de bordo, sistema de som premium com seis alto-falantes e rádio/CD player, kit de primeiros socorros, cobertura retrátil do porta-malas e alarme com controle remoto, entre outros.
O X-Terra é vendido nos Estados Unidos em duas versões de acabamento, a básica SE e a top XE. Ambas recebem tanto o motor 2.4 quanto o 3.3 - só variam nos itens de conforto. Lá, é vendido por valores entre US$ 17,5 mil e US$ 25,7 mil. Por aqui, a Nissan ainda não definiu o preço do carro.

Manchetes AN

Das últimas edições de AN Veículos
30/07 - Perua Volvo une luxo e esportividade
23/07 - Peugeot 206 desbanca carros nacionais 1.6
16/07 - Focus chega em outubro ao mercado brasileiro
09/07 - Peugeot 406 sedã tem preço competitivo
02/07 - Fiesta Sport tem visual agressivo
25/06 - Salão de Turim é vitrine do design automotivo

 
Copyright © 2000 A Notícia - Fone: 055-0xx47 431 9000 - Fax: 055-0xx47 431 9100 - Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - C. Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - SC - BRASIL - EXPEDIENTE
 

Torque Comunicação e Internet